quarta-feira, 30 de junho de 2010

3029. RANKING EUROPEU: Tendência climática para o Verão de 2010

Tendência climática para o terceiro trimestre de 2010
(baseada nas variações verificadas a partir de 2007)
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TEMPERATURAS MÁXIMAS DIÁRIAS
Regiões com maior probabilidade de virem a registar um maior número de dias com temperaturas máximas diárias superiores aos valores máximos normais deste trimestre.
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Antalya (64 m, Turquia)
Tunes / Carthage Aeroporto (4 m, Tunísia)
Badajoz/Talavera la Real (192m,Espanha)
Murcia / Alcantarilla (75 m, Espanha)
Murcia (62 m, Espanha)
Jerez de la Frontera (28 m, Espanha)
Finike (2 m, Turquia)
Evora (246 m, Portugal)
Decimomannu (28 m, Itália)
Malaga (7 m, Espanha)
Zaragoza (258 m, Espanha)
Caceres (405 m, Espanha)
Tortosa (50 m, Espanha)
Firenze / Peretola (38 m, Itália)
Alanya (6 m, Turquia)
Iskenderun (4 m, Turquia)
Arrecife (21 m, Espanha)
Alghero (40 m, Itália)
Beja / B. Aerea (203 m, Portugal)
Elefsis AP (31 m, Grécia)
Luhansk (62 m, Ucrânia)
Messina (51 m, Itália)
Lamezia Terme (15 m, Itália)
Portalegre (590 m, Portugal)
Grottaglie (69 m, Itália)
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PRECIPITAÇÃO MÁXIMA DIÁRIA
Regiões com maior probabilidade de virem a registar um maior número de dias com precipitações máximas diárias superiores aos valores máximos diários normais deste trimestre.
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Hopa (33 m, Turquia)
Locarmo/Monti (380 m, Suiça)
Zonguldak (137 m, Turquia)
Saentis (2500 m, Suiça)
Eskdalemuir (242 m, Grã-Bretanha)
Sortland (3 m, Noruega)
Bjelasnica (2070 m, Bósnia-Herzegovina)
Inebolu (64 m, Turquia)
Baranovici (193 m, Bielorrússia)
Shap (249 m, Grã-Bretanha)
Valentia Island (30 m, Irlanda)
Ona Li (15 m, Noruega)
Malpensa (211 m, Itália)
Bandirma (42 m, Turquia)
Clermont / Aulnat (330 m, França)
Mahon (86 m, Espanha)
Nordkoster (35 m, Suécia)
Tarvisio (778 m, Itália)
Ristna (9 m, Estónia)
Gomel (126 m, Bielorrússia)
Tivat (5 m, Montenegro)
Salzburg AP (450 m, Áustria)
Keswick (81 m, Grã-Bretanha)
Koszalin (34 m, Polónia)
Portglenone (65 m, Grã-Bretanha)
Sodankyla (179 m, Finlândia)

3028. Quarta-feira, 30 de Junho (16h00): Tempo quente

Imagem de Satélite às 16h00
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"CopyRight Eumetsat 2010"
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Algumas temperaturas às 16h00
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Amareleja – 38,5 ºC
Alvega – 38,0 ºC
Castro Verde (N. Corvo) – 37,8 ºC
Avis (Benavila – Esc. Abreu Callado) – 37,7 ºC
Mértola (Vale Formoso) – 37,6 ºC
Portel (Oriola) – 36,8 ºC
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Sines – 22,5 ºC
Viana do Castelo (Chafé) – 21,9 ºC
Sagres – 21,1 ºC
Cabo Carvoeiro – 19,3 ºC
Cabo Raso – 18,7 ºC
Penhas Douradas – 17,9 ºC (C/ Chuva)
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Fonte: Instituto de Meteorologia

terça-feira, 29 de junho de 2010

3027. Terça-feira, 29 de Junho (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00
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Amareleja – 37,5 ºC
Évora (Aeródromo) – 36,6 ºC
Alvega – 36,6 ºC
Coruche (Estação de Regadio – I.N.I.A.) – 36,6 ºC
Castro Verde (N. Corvo) – 36,3 ºC
Elvas – 35,9 ºC
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Sines – 23,8 ºC
Odemira (S. Teotónio) – 23,0 ºC
Aveiro (Universidade) – 22,1 ºC
Sagres – 21,2 ºC
Cabo Carvoeiro – 19,2 ºC
Cabo Raso – 19,1 ºC
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Fonte: Instituto de Meteorologia

segunda-feira, 28 de junho de 2010

3026. Intempéries de verão

Tromba de água destrói agricultura - A trovoada pairava no ar, ameaçadora, desde quinta-feira e acabou por descarregar ao final da tarde de sexta-feira. Muita chuva e ventos fortes abateram-se sobre os concelhos de Bragança e Vinhais, provocando momentos de aflição para as populações.
Foram duas horas de chuva intensa e por vezes granizo, tocados por um vento forte que provocou o caos em Bragança e Vinhais, principalmente nas povoações mais isoladas, nas montanhas.A situação mais crítica registou-se junto à ponte de Soeira, na estrada que liga Bragança a Vinhais e onde um deslizamento de terras obrigou ao corte na circulação rodoviária. As terras galgaram muros e invadiram a estrada. Cerca das 23 horas, os bombeiros já tinham alcançado uma relativa normalidade, porque as águas continuavam a arrastar pedras e terras, desde as zonas montanhosas.
Nas localidades de Espinhosela e Gondesende, ambas situadas em pleno Parque Natural de Montesinho, também se verificaram prejuízos, nomeadamente com a queda de árvores de grande porte, como castanheiros.
Na cidade de Bragança registaram-se situações complicadas, nomeadamente junto ao aeródromo, onde uma exploração agrícola viu perigar a segurança dos seus animais.
A força da chuva danificou duas habitações e destruiu algumas terras cultivadas com hortícolas. Um habitante, natural da povoação de Fontes Transbaceiro explicou, ao JN, que “choveu durante duas horas e caiu granizo. Os telefones ficaram avariados e só há pouco foram restabelecidas as comunicações. Não houve grandes danos materiais, mas deu para assustar”. Já outro habitante, de Gondosende, destaca que, “no espaço de uma hora, ficou tudo destruído. Hortas, vinhas, feijões...”
Uma hora de granizo destruiu pomares de maçã - Cerca de 200 hectares de pomares de maçã foram destruídos, ao meio da tarde do dia 18, por uma violenta e inesperada queda de granizo em Moimenta da Beira. Há milhares de euros de prejuízos.
A tempestade afectou, para além dos pomares de “maçã de altitude”, outras culturas como a batata, o milho e vinha de mais de meia centena de produtores do concelho.
Registada durante cerca de uma hora, entre as cinco e as seis da tarde, a queda de granizo atingiu particularmente as freguesias de Leomil (com perdas de 50% da produção de maçã), Sever (50%) e Sarzedo (100%).
“O concelho de Moimenta da Beira perdeu, numa hora, entre 15 a 20% do total das 25 a 30 mil toneladas de produção média anual”, avançou, ao JN, um produtor de Paraduça, freguesia de Leomil e secretário da Associação de Fruticultores da Beira Távora (AFBT).
Os Bombeiros Voluntários de Moimenta da Beira deslocaram três viaturas e 15 homens para a zona atingida pela queda de granizo. “Foi feita a limpeza da Estrada Nacional 226 (EN226), entre Alvite e Arcas, numa distância de cerca de dois quilómetros, onde a via ficou totalmente pintada de branco”, testemunhou o comandante José Requeijo.
A limpeza da EN226, que faz a ligação Moimenta da Beira/Lamego, implicou condicionamentos pontuais à circulação.“Além do granizo, do tamanho de bolas de naftalina, trovejou e choveu muito. As enxurradas trouxeram consigo areão que fomos obrigados a eliminar da via”, acrescenta Requeijo.
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domingo, 27 de junho de 2010

sábado, 26 de junho de 2010

3024. Sábado, 26 de Junho (16h00)

Imagem de satélite às 16h00
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Fonte: Sat24.com
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Descargas eléctricas entre as 12h00 e as 16h00

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Algumas temperaturas às 16h00
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Portel (Oriola) – 33,7 ºC
Amareleja – 33,6 ºC
Alvega – 32,7 ºC
Elvas – 32,5 ºC
Évora (Aeródromo) – 32,2 ºC
Beja – 32,2 ºC
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Moimenta da Beira – 19,9 ºC
Penhas Douradas – 19,9 ºC
Aveiro (Universidade) – 18,7 ºC
Cabo Carvoeiro – 18,5 ºC
Cabo Raso – 18,4 ºC
Montalegre – 17,5 ºC
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sexta-feira, 25 de junho de 2010

3023. PORTUGAL CONTINENTAL: Tarde instável no norte e centro

Imagem de Satélite às 17h00
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"CopyRight Eumetsat 2010"
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Imagem de Satélite às 18h00
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Fonte: Sat24.com
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Descargas eléctricas
(entre as 12h00 e as 21h00)
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Copyright © Instituto de Meteorologia 2010

quarta-feira, 23 de junho de 2010

3022. Quarta-feira, 23 de Junho (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00
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Amareleja – 36,5 ºC
Portel (Oriola) – 35,8 ºC
Zebreira – 35,7 ºC
Mirandela – 35,3 ºC
Elvas - 35,1 ºC
Estremoz – 34,4 ºC
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Viana do Castelo (Chafé) – 19,5 ºC
Aveiro (Universidade) – 19,2 ºC
Porto (Massarelos) – 19,1 ºC
Porto (Aeroporto) – 18,4 ºC
Cabo Carvoeiro – 17,6 ºC
Cabo Raso – 17,1 ºC
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Fonte: Instituto de Meteorologia

3021. BRASIL: Enchentes e enxurradas provocam o caos e o terror em Alagoas

CopyRight @ Worldnewsbrasil

terça-feira, 22 de junho de 2010

3020. Terça-feira, 22 de junho (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00
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Portel (Oriola) – 34,8 ºC
Amareleja – 34,8 ºC
Castro Verde (N. Corvo) – 34,2 ºC
Elvas – 33,9 ºC
Mértola (Vale Formoso) – 33,9 ºC
Alvega – 33,7 ºC
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Porto (Aeroporto) – 22,7 ºC
Figueira da Foz (Vila Verde) – 22,5 ºC
Sines – 21,1 ºC
Sagres – 20,8 ºC
Cabo Carvoeiro – 18,3 ºC
Cabo Raso – 18,0 º
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Fonte: Instituto de Meteorologia

segunda-feira, 21 de junho de 2010

3019. Amazónia: desflorestação na origem de surtos de malária

A desflorestação na Amazónia é um problema ambiental, que contribuiu para a perda da biodiversidade e causa danos irreversíveis ao maior pulmão da Terra. Mas não é só isso – o que já não seria pouco. Dois investigadores da universidade norte-americana de Wisconsin e do Nelson Institute para estudos ambientais, também nos Estados Unidos, avaliaram agora o seu impacto na saúde e descobriram que os episódios de desflorestação na região estão associados a surtos de malária. Ou seja, a destruição da floresta tropical também é um problema de saúde humana.
No estudo, publicado na revista científica Emerging Infectious Diseases, os investigadores Sarah Olson e Jonathan Patz avaliaram a incidência da malária em 54 zonas da Amazónia brasileira, combinaram essa informação com a de imagens de satélite de alta resolução das áreas de floresta abatida e chegaram à conclusão de que a limpeza de extensões de floresta tropical aumenta em 50 por cento a incidência de malária nessas mesmas regiões.
"Aparentemente, a desflorestação é um dos factores ecológicos iniciais que desencadeia surtos de malária", explicou Sarah Olson, do Nelson Institute para estudos ambientais, e a principal autora do estudo. O motivo acaba por ser evidente: de acordo com os dois investigadores, o abate de floresta cria as condições que favorecem a multiplicação e expansão do vector da malária, o mosquito Anopheles. Quando as fêmeas deste mosquito estão infectadas com o parasita Plasmodium, que causa a doença, a sua picada transmite a doença aos seres humanos. "As zonas desflorestadas, com mais espaços abertos e zonas com extensões de água, que assim recebem mais luz do sol, fornecem o habitat ideal para os mosquitos proliferarem", sublinhou Sarah Olson.
Numa investigação anterior sobre o mosquito transmissor da malária, na região peruana da Amazónia, os dois investigadores já haviam demonstrado a expansão das larvas deste mosquito em zonas aquáticas de habitats sujeitos a desbaste florestal. "Este novo estudo complementa o anterior", adiantou por seu turno Jonathan Patz, notando que "uma diminuição de quatro por cento na cobertura da floresta está associada a um aumento de 48 por cento de incidência da malária nas 54 zonas agora observadas". O mesmo cientista explicou que os dados relativos à saúde, recolhidos por autores brasileiros, eram de "grande qualidade", bem como as imagens de satélite, que permitiram identificar as zonas de populações com malária. E estas, como verificaram os dois investigadores, eram adjacentes às zonas desflorestadas, ao longo dos braços do rio.

Filomena Naves
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Fonte (Texto e imagem): DN

domingo, 20 de junho de 2010

3018. Como cálculo o Ranking Meteorológico Europeu (2ª parte/Conclusão)




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Os quadros de dados presentes nesta postagem traduzem a evolução climáticas (temperatura máxima diária e precipitação acumulada em 24 horas) registadas para as estações meteorológicas portuguesas, com registos no portal WeatherOnLine e para o período compreendido entre Abril de 2007 e Março de 2010.
Assim, por colunas, obtêm-se as seguintes indicações:
• A) Número que traduz a acumulação da variação da posição de cada estação meteorológica no conjunto de todas as estações meteorológicas europeias, desde Abril de 2007 e Março de 2010; este valor obtêm-se comparando a posição no Ranking Europeu no final de cada trimestre e a posição que ocupava um ano antes – uma subida de posição equivale a + 1, enquanto uma descida de posição equivale a – 1. O intervalo existente no final de Março de 2010 variava entre + 5 (estações meteorológicas que, globalmente, apresentaram uma tendência para registarem, cada vez com mais frequência, as temperaturas máximas diárias mais elevadas em todo o continente europeu e/ou estações meteorológicas que, globalmente, apresentaram uma tendência para registarem, cada vez com mais frequência, as precipitações máximas diárias mais elevadas em todo o continente europeu) e – 5 (estações meteorológicas que, globalmente, apresentaram uma tendência para registarem, cada vez com menos frequência, as temperaturas máximas diárias mais elevadas em todo o continente europeu e/ou estações meteorológicas que, globalmente, apresentaram uma tendência para registarem, cada vez com menos frequência, as precipitações máximas diárias mais elevadas em todo o continente europeu);
• B), C), D) e E) Equivalente à Coluna A, mas para cada um dos trimestres do ano (1º, 2, 3º e 4º); indica assim a tendência previsível para cada trimestre em cada estação meteorológica;
• G), H), I) e J) Indica a posição de cada estação meteorológica no Ranking de todas as estações meteorológicas da Europa, para cada trimestre do ano (valor acumulado desde 2007 até 2010); o valor ZERO indica que, no trimestre equivalente, a estação meteorológica nunca obteve qualquer posição entre os 10 valores mais altos do Ranking diário europeu, de temperatura máxima diária e/ou precipitação máxima acumulada em 24 horas. Estes indicadores permitem verificar as variações trimestrais, nomeadamente qual o trimestre do ano em que melhor se posicionam em termos de temperaturas máximas diárias e/ou precipitação máxima acumulada em 24 horas, no conjunto de todas as estações meteorológicas da Europa;
• L), M), N), O) e P) Indica a posição de cada estação meteorológica no Ranking de todas as estações meteorológicas europeias, tendo em conta o somatório de todos os dados desde Abril de 2007;
• R) Nome da estação meteorológica;
• S) Somatório de todos os pontos acumulados por cada estação desde Abril de 2007;
• T) a AE) Pontos acumulados por cada estação meteorológica em cada trimestre.
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Obtenha todos os dados e respectivas tabelas aqui (é necessário registar-se para obter acesso aos dados).

sexta-feira, 18 de junho de 2010

3017. Sexta-feira, 18 de Junho: Actividade eléctrica moderada no interior norte e centro

Imagem de Radar às 17h00
Máximos da Reflectividade (dBZ)
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Copyright © Instituto de Meteorologia 2010
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Descargas eléctricas entre as 15h00 e as 17h00
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Copyright © Instituto de Meteorologia 2010
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Imagem de Satélite às 17h00
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Fonte: Sat24.c0m
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Aguaceiros e trovoadas, pontualmente fortes.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

3016. Inundações em França já mataram 20 pessoas

Chuvas torrenciais mataram 20 pessoas no Sudeste da França e atingiram áreas importantes das Astúrias, em Espanha, obrigando a retirar centenas de pessoas das zonas inundadas. As áreas mais atingidas são as francesas, sobretudo a cidade de Draguidnan, onde morreram oito pessoas. Nesta localidade, a água chegou a subir dois metros.
Em Draguidnan registaram-se 300 milímetros de chuva, um valor enorme para esta região, onde não havia uma tal medição desde 1827. Segundo dizia à AFP a autarca da prefeitura do Var, Corinne Orzechowski, "esta manhã [ontem] encontrámos o coração da cidade devastado, com as carcaças de viaturas nas ruas, as estradas arruinadas, as casas esventradas, restos de infra-estruturas".
Outro autarca descrevia o cenário local como sendo "deplorável". E um correspondente da AFP falava em cinquenta viaturas a flutuarem, entre as quais o automóvel da própria testemunha.
As cheias ocorreram demasiado depressa e muitas pessoas foram surpreendidas pela subida das águas. As autoridades francesas estão a reforçar o dispositivo da protecção civil e a destacar reforços para a região afectada.
Além de ter provocado vítimas, o mau tempo em França produziu grandes estragos e interrompeu o abastecimento de electricidade a mais de 200 mil pessoas. O serviço já foi parcialmente restabelecido, mas há ainda 70 mil a 80 mil pessoas sem energia em casa. Uma prisão com 500 detidos teve de ser evacuada e várias linhas de comboio ficaram sob água.
Em Espanha, as chuvas torrenciais também provocaram muitos estragos, embora não haja notícia de vítimas. Os rios Nalon e Sella transbordaram e várias dezenas de pessoas tiveram de ser salvas pelos bombeiros asturianos. Estradas interrompidas e a necessidade de proceder à evacuação de pessoas, como doentes e idosos, já obrigou as autoridades autonómicas a solicitar ajuda externa. A meteorologia previa ontem uma provável melhoria da situação e foram emitidos avisos de precaução na circulação nas estradas.
Luís Naves
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Fonte: DN

3015. Maio foi o mês mais quente de que há registo

O mês de Maio foi mês mais quente desde que há registo no planeta Terra. Portugal não foi excepção, registando até uma onda de calor entre os dias 17 e 23.
O mês de Maio foi o mais quente desde que há registo, de acordo com a NOAA, equivalente ao Instituto de Meteorologia em Portugal. É o 303º mês seguido mais quente na média global do século XX. “Desde Fevereiro de 1985, cada mês tem sido mais quente do que a média do século XX”, disse Deke Arndt, chefe da monitorização climática do NOAA, por telefone a partir de Asheville, Carolina do Norte, à agência Reuters.
A maioria dos países do mundo sentiu diferenças nas temperaturas, com mais incidência na parte oriental da América do Norte, no Brasil oriental, na Europa oriental, no sul da África, na Rússia oriental e na África equatorial. A província chinesa de Yunnan registou o mais quente mês de Maio desde 1951, assim como em Ontário, Canadá.
Também em Portugal Continental, o mês de Maio teve temperaturas elevadas. Entre os dias 17 e 23, foi registada uma onda de calor em algumas zonas do país, nomeadamente em alguns locais no litoral e em parte do Alentejo. No final de Maio, o número de dias com temperaturas máxima igual ou superior a 25ºC e a 30ºC foi superior ao valor normal. No Continente, a temperatura média do ar foi superior ao valor médio registado entre 1971e 2000, com mais 0,6ºC.
A precipitação ocorrida neste mês foi inferior ao normal (36,3 mm), com anomalia de -34,9mm, apontando-o assim como um mês seco a normal em Portugal continental.
A nível mundial, e tendo em conta apenas a temperatura global média, o período entre Março e Maio aparece como o mais quente jamais registado. As temperaturas dos oceanos à superfície, nesse mesmo período, colocam-no como o segundo mais quente de sempre, depois de 1998. Além dos registos de um mês de Maio mais quente que o normal, as temperaturas à superfície bateram recordes – para o calor na terra e nos oceanos – nos períodos de Março a Maio e de Janeiro a Maio, segundo dados da organização.
A combinação da temperatura da Terra com a dos oceanos, à superfície, para Maio foi de 15,46ºC, acima da média do século XX, que era de 14,8ºC. A temperatura à superfície da Terra em Maio foi de 12,15º C, que é 1,04ºC acima da média do século passado – o mais quente já registado.
A tendência de aquecimento global a longo prazo, tendo em conta que o gelo do mar Árctico está a diminuir, assim como a quantidade de neve que cobre a Terra, vai ao encontro da ciência que defende as mudanças climáticas, acrescenta Arndt. Vários cientistas do clima acreditam que a superfície da Terra está a aquecer, em parte devido às emissões de gases com efeito estufa, incluindo dióxido de carbono.
Vera Rodrigues
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quarta-feira, 16 de junho de 2010

3014. Sexta-feira, 16 de Junho (16h00)

Imagem de Satélite às 16h00
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Fonte: Sat24.com
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Algumas temperaturas às 16h00
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Amareleja – 29,0 ºC
Alcácer do Sal (Barrosinha) – 29,0 ºC
Portel (Oriola) – 28,3 ºC
Castro Verde (N. Corvo) – 28,3 ºC
Évora (Aeródromo) – 28,0 ºC
Beja – 27,9 ºC
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Sabugal (Martim Rei) – 18,9 ºC
Cabo Carvoeiro – 17,4 ºC
Cabo Raso – 17,2 º
Guarda – 16,5 ºC
Penhas Douradas – 16,0 ºC
Montalegre – 15,4 ºC
Areeiro (Madeira) – 8,0 ºC
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Fonte: Instituto de Meteorologia

terça-feira, 15 de junho de 2010

3013. PORTUGAL CONTINENTAL: Análise sinóptica e tendência do estado do tempo

Carta de 500 hPa (5500 metros de altitude, aprox.)
prevista para Terça-feira,
15 de Junho (12h00_UTC)
Fonte: Wetter3.de
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O isolamento em altitude de um núcleo de ar frio, traduzido num centro de baixas pressões à superfície terrestre, centrado próximo à Catalunha, conjugado pelo anticiclone dos Açores, que se estende em crista até ao Mar do Norte, estão a criar um elevado gradiente de pressão entre o Atlântico e o Mediterrâneo, o que se traduz pela intensidade do vento que tenderá a ser moderado a forte, com rajadas, particularmente nas regiões do litoral e das terras altas.
A existência de ar frio em altitude favorece o desenvolvimento de nebulosidade nas regiões do interior, particularmente durante as horas diurnas quando é maior o sobreaquecimento da superfície terrestre. Assim, existe alguma probabilidade para a ocorrência de aguaceiros/trovoadas nas regiões do interior.
As temperaturas do ar deverão manter-se nos próximos dias sem significativas alterações.

domingo, 13 de junho de 2010

3012. Menos gelo nos Andes

A espectacular geleira número 15 do Antisana, uma das fontes de água potável da capital equatoriana, perdeu no mínimo 36% de sua massa original nos últimos 50 anos. O Antisana é um glaciar do ramal oriental da Cordilheira dos Andes, cujos três picos podem ser admirados de Quito em dias claros, pois encontra-se na mesma latitude, ao sul da linha do equador e 50 quilómetros para leste.
Pela sua importância estratégica, é a mais estudada destas montanhas andinas. Tem a sua longitude medida anualmente e sua massa em cada mês, como parte do acompanhamento do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD, francês), junto com o Instituto Nacional de Meteorologia e Hidrologia (Inamhi) e a Empresa Metropolitana de Esgoto e Água Potável de Quito (Emaap-Q). O Cotopaxi, um dos maiores vulcões em actividade do mundo, cujo cume também pode ser visto de Quito, perdeu 40% de sua massa glacial entre 1976 e 2006, indicou Bernard Francou, representante do IRD no Equador, em entrevista ao Terramérica.
Os estudos do IRD e as suas contrapartes nacionais demonstram que no Equador ocorre o mesmo que nas geleiras das cordilheiras Real, da Bolívia, e Blanca, de Peru e Colômbia, que perderam, em média, 30% de sua massa. No caso dos picos nevados que não chegam aos 5.400 metros de altitude a deterioração é maior, como ocorre com os picos Chacaltaya e Charquini, na Bolívia, Broggi, Yanamarey e Pastoruri, no Peru, e Carihuairazo, no Equador, que, estima-se, desaparecerão no prazo de 10 a 20 anos.
Bolívar Cáceres, responsável no Equador pelo projecto Geleiras, que o Inamhi mantém desde 2000, disse ao Terramérica que é realizado "a monitorização do balanço da massa, de energia e dinâmica dos picos nevados, de dois do Antinasa (o 15 e Los Crespos) e do Carihuairazo". Este especialista acredita que deve ser mais aprofundado o estudo das mudanças sofridas com as variações do clima e "a sua possível relação com o aquecimento global, o que ainda não é bem conhecido".
A engenheira ambiental Margarita Arias, que prepara uma tese de mestrado no Antisana, explicou ao Terramérica que utiliza modelos matemáticos para discriminar qual das variáveis meteorológicas (temperatura, velocidade do vento, brilho do Sol, etc.) tem maior influência no seu retrocesso. Por seu lado, Cáceres disse que apesar de sabermos que se trata da mudança climática, o que "tentamos determinar é a sua influência de maneira exacta".
Após muitos estudos, a conclusão de Francou, com todas as precauções que tomam os cientistas, é que "o aumento da temperatura atmosférica, e seu efeito sobre a altura do limite neve-chuva, deve ser a causa mais provável do aumento da linha de equilíbrio das geleiras". Francou, um dos maiores especialistas mundiais na matéria e autor ou co-autor de livros e artigos científicos e de divulgação, disse que a redução das geleiras é um dos indicadores da mudança climática. As coisas mudaram radicalmente e na sua totalidade os Andes tropicais nos últimos 35 anos, embora estas massas geladas venham diminuindo desde o final da chamada Pequena Idade do Gelo (PEG), afirmou.
Os paleontólogos dão esse nome ao período frio iniciado no Século XIV que terminou em meados do Século XIX, e, no caso concreto dos Andes equatoriais, durou até 1880. "A dramática perda de geleiras nestes últimos cinco anos é antrópica, isto é, produzida pelo homem, consequência do errado modelo de consumo de energia ao qual se aferra a actual civilização", disse Francou, colaborador do Grupo Internacional de Especialistas sobre Mudança Climática (IPCC). Francou e seus colegas realizam estudos com diferentes métodos, inclusive nos "arquivos de gelo", isto é, realizando perfurações no gelo e observando seus sinais químicos e isotópicos.
Cientistas do IRD e andinos retiraram amostras profundas do Pico do Chimborazo (6.280 metros de altitude), no Equador, e no Illimani (6.350 metros de altitude) e o Sajama (6.550 metros de altitude), na Bolívia, e perfurações curtas nos picos equatorianos Antisana, Cotopaxi e Cayambe. Estudando as amostras de colunas de gelo das profundidades das geleiras que subsistem, fizeram uma reconstrução climática dos últimos 20 mil anos, para criar modelos de cenários climáticos actuais e futuros.
Para conhecer a história das geleiras nestes últimos séculos, além dos "arquivos de gelo", são usadas outras fontes, como a cartografia antiga e as observações feitas desde o Século XVIII por cientistas, exploradores e pintores, embora as vejam com olho crítico. Actualmente, os especialistas em geleiras lançam mão da datação das morenas (cristais formados de detritos das rochas transportados pelas geleiras) e de uma cartografia precisa da evolução de suas superfícies com ajuda de fotografias aéreas.
Assim foi descoberto que a linha de neve permanente dos Andes equatoriais se manteve constante entre 4.750 e 4.800 metros de altitude do começo do Século XVIII até o início do Século XX, que depois retrocedeu levemente e, por volta de 1975, perdeu o seu equilíbrio entre 4.900 e 4.950 metros de altitude. A partir de então, a perda teve uma brusca aceleração e hoje a linha de neve permanente está em 5.100 metros de altitude. As poucas geleiras que subsistem abaixo dessa altitude em algumas montanhas do Equador "estão condenadas a desaparecer irremediavelmente em poucas décadas", afirmam.
Contudo, Francou resiste em especular sobre o que pode ocorrer com as geleiras maiores que, em geral, estão acima dos 5.100 metros de altitude. "Para saber isso é necessário relacionar modelos matemáticos sobre as tendências do clima do futuro com uma modelação de sua resposta dinâmica. Isso exige uma base de informação glaciológica que ainda não existe sobre nenhuma geleira dos Andes", explicou. "Assim, todo o tipo de especulação ou de declaração definitiva que repercuta na imprensa sobre o fim das geleiras dentro de determinado prazo não tem nenhuma base científica", ressaltou.
Contudo, aceita que a simples extrapolação da tendência climática dos últimos 35 anos até às próximas décadas "é fatal para muitas geleiras, particularmente para as menores, que são as mais desequilibradas diante do clima actual". E "o clima é nossa responsabilidade! Temos que fazer tudo para reverter essa tendência... Cada um em sua função. Por isso, a imprensa é tão importante", exclamou.
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Fonte (texto e imagem): Gaia

sexta-feira, 11 de junho de 2010

3011. Sexta-feira, 11 de Junho: Tempo instável no Alentejo

Imagem do Radar Meteorológico às 17h30
Máximos da Reflectividade (dBZ)
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copyright © 2010 Instituto de Meteorologia
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Tarde de aguaceiros dispersos e muito frequentes, por vezes fortes, durante esta tarde no Alentejo.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

3010. Quinta-feira, 10 de Junho: Continuação do tempo instável com aguaceiros e trovoadas

Imagem de Satélite às 18h00
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Descargas eléctricas entre
as 17h00 e as 19h00
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3009. Bactérias são capazes de provocar chuva e neve

Ao caminhar pelo campus da Universidade Estadual de Montana, o patologista botânico David Sands afirma que o manto de neve caído sobre as montanhas em volta da cidade contém uma surpresa. A causa da maior parte daquela neve, segundo ele, é um organismo vivo, uma bactéria chamada Pseudomonas syringae.
Nos últimos anos, Sands e outros pesquisadores acumulam evidências de que o bem conhecido grupo de bactérias habitante de lavouras têm distribuição muito mais ampla e pode ser parte do pouco estudado ecossistema do clima da região. O princípio é bem aceite, mas a amplitude do fenómeno continua a ser questão de debate.
O modelo de precipitação aceite é que a fuligem, poeira e outras coisas inertes formam os núcleos de chuva e flocos de neve. Os cientistas descobriram essas bactérias em abundância nas folhas de uma vasta gama de plantas silvestres e domésticas, incluindo árvores e gramíneas, em lugares como Montana, Marrocos, França, Alasca e no gelo há muito enterrado da Antárctida. As bactérias foram encontradas em nuvens, córregos e valas de irrigação.
Num estudo de várias montanhas, 70% dos cristais de neve examinados tinham-se formado à volta do núcleo de bactérias. Algumas das bactérias promovem o congelamento como forma de atacar as plantas. Elas fabricam proteínas que as mantêm a temperaturas mais elevadas que o habitual; a água congelada resultante danifica a planta e permite o acesso das bactérias aos nutrientes de que precisam.
A capacidade de promover o congelamento, além de temperaturas mais elevadas que as normais, levou Sands e outros cientistas a acreditar que as bactérias são parte de um sistema não estudado. Depois que as bactérias infectam as plantas e se multiplicam, diz ele, podem ser espalhadas como aerossóis no céu, onde parece que elas induzem a formação de cristais de gelo (que derretem quando caem na Terra, causando chuva) em temperaturas mais elevadas do que a poeira ou partículas minerais que também funcionam como os núcleos de cristais de gelo. "A chuva é um mecanismo que ajuda a movimentar essas coisas", disse Cindy Morris, patologista botânica do Instituto Nacional Francês para a Investigação Agrícola, que estuda as bactérias.
A capacidade das proteínas contidas nas bactérias para fazer neve é bem conhecida. Áreas de esqui usam um canhão para dispará-las no ar com água para produzir neve, e ela é utilizada nos esforços de semeadura das nuvens para criar chuva. Uma única bactéria, muito pequena para ser vista a olho nu, poderia produzir moléculas de proteína suficientes para 1.000 cristais de neve.
Os pesquisadores acreditam que existem outras bactérias e fungos que fazem a mesma coisa. Roy Rasmussen, um físico que estuda nuvens no Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos Estados Unidos, diz que as pesquisas, principalmente por fitopatologistas, renovaram o estudo dos físicos de atmosfera sobre bactérias como causadora de chuvas. No entanto, algumas grandes questões permanecem.
"É uma boa teoria", disse Rasmussen. "A questão é: será que esses organismos entram na atmosfera em concentrações suficientemente grandes para surtir efeito? A minha intuição diz que isso pode ser importante para locais específicos e horários específicos, mas não é global."
Russ Schnell, cientista atmosférico da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional, foi o primeiro a propor, num estudo publicado pela revista Nature em 1970, em conjunto com o seu colega Gabor Vali, a importância de bactérias na formação de cristais de gelo em nuvens. "Mas não tínhamos técnicas para fazer mais", Schnell afirmou. "As ferramentas agora são incrivelmente melhores do que quando estávamos a fazer essa pesquisa. É uma coisa boa de se ver."
O interesse pelas bactérias tem crescido por causa de publicações recentes e de duas reuniões internacionais sobre o assunto. Morris estimou que cerca de 30 cientistas à volta do mundo pesquisam o papel das bactérias no clima.
Se Sands estiver correcto sobre a importância das bactérias, haveria implicações para a destruição da vegetação através de pastoreio ou de extracção de madeira, que poderiam diminuir a presença de bactérias e de contribuir para secas. Por outro lado, porque as bactérias florescem em algumas plantas e são escassas em outras, plantar a vegetação correcta pode aumentar as chuvas. "O trigo ou cevada, dependendo de sua variedade, podem alterar em mil vezes o número de bactérias, disse Sands.
A investigação continua. Na Inglaterra, os cientistas colectam amostras de água das nuvens, e analisam o DNA de micróbios nela. Pesquisadores na Virgínia Tech têm sequenciado o X de 126 cepas de bactérias para criar um banco de dados que possa permitir aos cientistas rastreá-las. "É um sistema complicado", disse Brent C. Christner, professor da Universidade Estadual da Louisiana, que estuda a ecologia microbiana em gelo glacial e encontrou a bactéria na Antárctida. "Você não pode trazê-las para o laboratório para enumerá-las e estudá-las."
A pesquisa pode ter implicações para a mudança climática. Sands disse que as bactérias não crescem em temperaturas acima de 28 graus. Se as temperaturas ficarem muito quentes por muito tempo, disse ele, elas poderiam morrer.
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Fonte (Texto e imagem): VEJA

quarta-feira, 9 de junho de 2010

3008. Quarta-feira, 9 de Junho: Tempo "frio" e instável

Imagem de Satélite às 19h00
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"CopyRight Eumetsat 2010"
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Tempo instável com aguaceiros e trovoadas, especialmente nas regiões do interior do norte e centro do território de Portugal Continental.

terça-feira, 8 de junho de 2010

3007. Terça-feira, 8 de Junho: Situação sinóptica e tendência do estado do tempo

Carta Sinóptica de Superfície prevista para amanhã,
9 de Junho de 2010 (00h00_UTC)
Fonte: Met Office
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A aproximação de um cavado e subsequente formação de um centro de baixas pressões a noroeste da Península Ibérica (em deslocamento para o Golfo da Biscaia), ao qual se associará um sistema frontal que, por sua vez, irá atravessar o território de Portugal Continental durante a primeira metade do dia de amanhã, estarão a condicionar o estado do tempo no território do continente a partir de hoje, com um progressivo aumento da nebulosidade e a ocorrência de precipitação, que se irá tornando progressivamente mais frequente e intensa nas regiões do norte e centro.
A primeira parte do dia de amanhã será de períodos de chuva ou aguaceiros, por vezes moderados, especialmente nas regiões do norte e centro, estendendo-se do litoral para o interior; haverá ainda a possibilidade de ocorrência de trovoadas e uma descida de temperatura.
A possibilidade de ocorrência de aguaceiros fortes poderá originar a ocorrência de inundações esporádicas em meios urbanos, particularmente junto a leitos de inundação.
Esta situação de instabilidade tenderá a diminuir a partir da tarde de amanhã, embora o estado do tempo continue a ser instável nos próximos dias, especialmente nas regiões do norte e centro de Portugal Continental.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

3006. Oceanos aquecem constantemente, afirma estudo

A camada superior dos oceanos tem aquecido continuamente desde 1993, o que é um forte sinal do aquecimento global e um importante factor para a subida do nível dos oceanos, segundo um novo estudo internacional. "O oceano é o maior reservatório de calor no sistema climático, então, conforme o planeta aquece, estamos a descobrir que oitenta a noventa por cento do calor acrescentado acaba no oceano", disse Josh Willis, oceanógrafo da NASA.
Participaram do estudo também a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos EUA, o Departamento de Meteorologia do governo britânico, a Universidade de Hamburgo (Alemanha) e o Instituto de Pesquisas Meteorológicas do Japão.
Os cientistas avaliaram diferentes estimativas feitas entre 1993 e 2008, e estimaram que a quantidade de calor presente na camada superior dos oceanos cresceu nesse período. De acordo com os cientistas, a energia armazenada na forma de calor nos oceanos seria suficiente para manter acesas cerca de 500 lâmpadas de 100 watts para cada pessoa do planeta.
A água do mar expande-se quando é aquecida, o que pode responder por um terço ou até metade da subida global do nível dos oceanos, segundo os cientistas.
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Fonte: O Globo

quinta-feira, 3 de junho de 2010

3004. Lisboa: cheias, derrocadas e sismos são riscos prováveis

O geógrafo Luís Zêzere, da Universidade de Lisboa, identificou as cheias, as derrocadas e um eventual sismo como os riscos naturais mais prováveis em Lisboa e defendeu limites à construção nas zonas onde as inundações são mais prováveis, noticia a Lusa.
O investigador analisou a possibilidade de acontecerem na AML (Área Metropolitana de Lisboa) riscos naturais como inundação por tsunami, sismo, erosão do litoral, movimentos de massa em vertentes, cheias e inundações, incêndios florestais e riscos tecnológicos, definindo quais os territórios onde é mais provável que ocorram estes fenómenos. Concluiu que os riscos mais problemáticos são as cheias, as derrocadas e a possibilidade de um sismo.
Para o geógrafo, a solução para evitar tragédias em caso de cheias ou derrocadas, é simples, basta proibir a construção em zonas onde existe uma probabilidade elevada de ocorrerem. As baixas de Loures, Odivelas, Vila Franca de Xira, Alhandra e Alverca, por exemplo, são «sítios muito expostos às cheias e inundações».
«A solução é claramente não edificar mais. As cheias ocorrem em zonas muito mais delimitadas e é fácil evitá-las, porque são até áreas com outros tipos de interesses, onde podemos ter parques urbanos, ou agricultura, ou outro tipo de utilização», disse à Lusa, criticando o facto de a expansão da construção nas zonas perigosas não ter abrandado na última década. De acordo com o geógrafo, há ainda um perigo frequente na AML, que é a instabilidade das vertentes e os deslizamentos, que se sucederam neste Inverno.
«É o caso da encosta de Campolide ou do caso da derrocada que interrompeu a CREL durante três meses», exemplificou, salientando que este risco atinge sobretudo os concelhos de Loures, Vila Franca de Xira, Mafra e, já fora da AML, Arruda dos Vinhos.
Para o investigador, já a solução para mitigar o risco sísmico não passa por deixar de construir. Zêzere considerou que Portugal tem uma boa lei a reger a construção anti-sísmica no país, que vem já desde os anos 80. «Partindo do princípio de que esta lei está a ser cumprida, não é suposto que tenhamos muitos problemas para a construção posterior a 1983. No entanto, não é seguro que isto aconteça, porque, em abono da verdade, a fiscalização não é muito eficaz e só saberemos se as regras anti-sísmicas estarão a ser cumpridas quando houver um sismo grande», considerou.
Em caso de sismo, «muitos dos edifícios anteriores à lei vão seguramente cair», afirmou. «Quando um sismo afectar Lisboa, a perda de vidas humanas vai depender de o sismo ocorrer de dia ou de noite, durante a semana ou ao final de semana, porque há muita gente a trabalhar em Lisboa, mas muito pouca gente dorme em Lisboa», declarou.
Actualmente já há soluções para reforçar os edifícios contra os sismos, «mas ainda é uma coisa cara, pelo que tem de ser feita com algum critério». «A Assembleia da República, neste momento, está perfeitamente protegida e em caso de investida sísmica não deve cair. Mas como não há dinheiro para pagar o alargamento a todos os edifícios, seria bom protegermos os quartéis de bombeiros, os hospitais e os centros de saúde, por exemplo, porque é suposto contarmos com eles em caso de emergência», concluiu.
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Fonte: TVI 24

quarta-feira, 2 de junho de 2010

3003. Quarta-feira, 2 de Junho (16h00)

Imagem de Satélite às 16h00
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Algumas temperaturas às 16h00
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Amareleja – 35,0 ºC
Monção (Valinha) – 33,6 ºC
Cabeceiras de Basto – 33,5 ºC
Mirandela – 33,5 ºC
Castro Verde (/N. Corvo) – 33,5 ºC
Portel (Oriola) – 33,3 ºC
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Odemira (S. Teotónio) – 22,1 ºC
Sagres – 22,0 ºC
Penhas Douradas – 21,7 ºC
Sines – 19,6 ºC
Cabo Raso – 19,0 ºC
Cabo Carvoeiro – 18,7 ºC
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Fonte: Instituto de Meteorologia

terça-feira, 1 de junho de 2010

3002. Terça-feira, 1 de Junho (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00
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Amareleja – 37,9 ºC
Coruche (Estação de Regadio – I.N.I.A.) – 36,7 ºC
Mértola (Vale Formoso) – 36,6 ºC
Castro Marim (R.N. Sapal) – 36,5 ºC
Portimão (Aeródromo) – 36,3 ºC
Alcoutim (Mart. Longo) – 36,0 ºC
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Fonte: Instituto de Meteorologia

3001. AÇORES: Temporal nos Grupos Ocidental e Central (Ponto da situação esta manhã)

Mau tempo: deslizamentos de terra na ilha do Faial – Vários taludes sobranceiros a troços da estrada regional da ilha do Faial cederam, perante as chuvas torrenciais das últimas horas, obrigando à disponibilização de algumas máquinas da secretaria dos Equipamentos, para ajudar nas limpeza das estradas regionais. Os funcionários da secretaria regional dos Equipamentos, para além das operações de limpeza das terras e das pedras que se acumularam nas estradas, junto a vários taludes, procederam à colocação de sinalização provisória, assinalando as zonas de potencial perigo e alertando para os trabalhos de limpeza das vias. A equipa destacada para o terreno prestou ainda apoio a uma família da Praia do Almoxarife, que teve que ser realojada, uma vez que a sua moradia ficou em risco de ruir.
Durante toda a noite, uma equipa de prevenção continuou em alerta, para eventuais deslizamentos ou outras situações que pudessem ocorrer, fruto do mau tempo no Grupo Central do arquipélago dos Açores. Entretanto, já se circula na estrada de São Caetano, na ilha do Pico, via que foi aberta a partir das 20h00. Durante todo o dia de ontem, a ligação entre os dos concelhos, Madalena e Lajes do Pico, foi efectuada por uma via alternativa.
Quanto aos voos da SATA Air Açores, os passageiros retidos pelos 13 voos ontem cancelados deverão hoje regressar aos seus destinos, quer em voos de horário, quer em voos extraordinários.
Mau tempo na ilha do Pico voltou a chuva forte – Depois de um intervalo pouco significativo, a chuva volta a cair abundantemente, na ilha do Pico. A chuva e o nevoeiro intenso continuam a marcar as condições atmosféricas na ilha do Pico.
Na freguesia de São Caetano, as máquinas da secretaria dos Equipamentos estão no terreno, mas, as chuvas abundantes continuam a arrastar materiais para a chamada "Canada do Rato". A zona está, praticamente, limpa, e tenta-se agora, canalizar a água para uma outra ribeira que, habitualmente, não tem caudal.
Relativamente às condições atmosféricas, continuam previstos períodos de chuva, pontualmente, FORTES, e ainda neblinas e nevoeiro que poderão continuar até Terça-Feira.
Nevoeiro faz cancelar 13 voos da SATA no Faial – O mau tempo que esta Segunda-feira se faz sentir no Grupo Central do arquipélago, com nevoeiros fortes, já provocou o cancelamento de 13 voos inter-ilhas. Segundo o porta-voz da companhia aérea açoriana, José Gamboa, os cancelamentos têm a ver com o mau tempo que se está a fazer sentir nas ilhas do Grupo Central. Assim, os 13 voos cancelados estão relacionados com ligações que teriam que recorrer ao Aeroporto da Horta, ilha do Faial. No entanto, José Gamboa admite que "caso as condições atmosféricas o permitam, a Sata poderá realizar algumas dessas ligações, ainda hoje".
Por outro lado, o Serviço Regional de Protecção Civil já deu a conhecer que, na sequência de duas derrocadas que se verificaram na Estrada Regional nº 1, 2º., ilha do Pico, o trajecto entre a Piedade e a Silveira está interrompido. A circulação deverá efectuar-se pelo centro da vila das Lajes do Pico. No local, encontra-se pessoal e máquinas da secretaria açoriana dos Equipamentos a proceder a trabalhos de desobstrução.
Situação na ilha do Pico volta gradualmente à normalidade – Enquanto o Presidente da Junta de freguesia de São Caetano pede para o técnicos do Governo Regional para avançarem para o terreno e estudarem as causas das enchentes, continuam os trabalhos de limpeza da estrada entre as vilas da Madalena e das Lajes. A circulação automóvel não se encontra ainda a ser efectuada entre as duas vilas, devido aos detritos arrastados pelas águas da ribeira e das grotas, mas, gradualmente, a situação está a regressar à normalidade.
As ribeiras de São Caetano estão mais calmas, com os caudais perfeitamente normais. Por isso, não há razões para alarme: o único inconveniente é a estrada regional intransitável e também alguns estragos na rede pública que fornece água à vila da Madalena.
Moradores do Lugar da Praia em Vila Franca recusaram evacuação, explica a autarquia – O Serviço Municipal de Protecção Civil de Vila Franca do Campo esclarece em comunicado a situação do Lugar da Praia, porque nos últimos meses, a ocorrência de movimentos de vertente têm sido frequentes naquele local. A autarquia afirma que alertou entidades do governo e moradores, os quais recusaram evacuação.
O LREC enviou um fax no dia 19 de Março a recomendar que a autarquia procedesse ao realojamento urgente das moradias com os números de polícia 35 e 37, por existirem por detrás destas habitações blocos de rocha em situação instável. Logo no dia seguinte, Sábado de manhã, a câmara deslocou-se ao local e informou os seus residentes da situação relatada pelo LREC: "Os seus moradores preferiram não ser evacuados".
A autarquia afirma não desejar "provocar o alarme social" e reafirma que "tem promovido o diálogo, constante, junto da população do Lugar da Praia, o último dos quais ocorreu no passado dia 20 do corrente mês, com toda a população do povoado".
O Serviço Municipal de Protecção Civil de Vila Franca do Campos afirma que ao longo dos últimos anos, o Lugar da Praia, na freguesia de Água d’Alto, fruto do seu enquadramento geológico, apresenta uma "elevada taxa de ocorrência de movimentos de vertente. Prova disso são os acontecimentos de 12 de Fevereiro de 2002, de 6 de Fevereiro de 2006 e, mais recentemente, os eventos de 13 de Fevereiro e 01 de Março do corrente ano, que provocaram a obstrução do único caminho de acesso ao povoado e danos nas suas habitações."
A Câmara Municipal solicitou no início de Março, um parecer ao Laboratório Regional de Engenharia Civil (LREC). Este recomendou para a resolução do problema o "realojamento dos seus habitantes para outros aglomerados urbanos do concelho e consequente demolição das casas e interdição do seu caminho, ou a manutenção do aglomerado urbano do Lugar da Praia, com uma intervenção profunda no seu talude."
A autarquia enviou este parecer à Secretaria da Habitação, e esta remeteu-o para a Secretaria da Ambiente. Esta respondeu que "o problema estava para além do âmbito das suas competências e atribuições." Tendo em consideração que "as soluções apontadas pelo LREC envolvem um grau de complexidade técnica e financeira que ultrapassam os meios que a autarquia possui e o estipulado no Decreto Regional nº 13/82/A, de 7 de Julho, que criou o Lugar Classificado da Praia, a actual Câmara Municipal solicitou, recentemente, junto do Presidente do Governo Regional, apoio técnico e financeiro para a resolução da instabilidade do talude sobranceiro ao Lugar da Praia."
Mau tempo: Presidente da Junta de São Caetano do Pico exige que o Governo estude causas das enchentes – O Presidente da Junta de Freguesia de S. Caetano, ilha do Pico, exige do Governo Regional atenção especial para determinar as causas das enchentes que, frequentemente, afectam a zona. Uma vez mais, as ribeiras e as grotas inundaram e motivaram o corte da estrada regional que liga os concelhos da Madalena e das Lajes do Pico. O autarca, Fernando Evangelho, diz que "quer ver as autoridades no terreno para determinarem as causas das enchentes, aspecto que é já recorrente, como há um ano e meio e também há cerca de dois meses".
"Tudo isto necessita de ser reavaliado" e solicita "aos técnicos para virem para o terreno ver as ribeiras e as grotas para estudarem o que se passa e arranjarem uma solução para o problema".
Mau tempo na ilha do Pico (Actualização) – Continua a chover abundantemente na ilha do Pico, estando interrompida a estrada entre as vilas da Madalena e das Lajes, sendo a freguesia de São Caetano a mais afectada, mas, sem se verificar danos pessoais, nem nas habitações. Não há grandes problemas a registar na freguesia de São Caetano. As populações estão já habituadas a estas situações e tomaram as devidas precauções.
Apenas de uma grota corre água em abundância, depositando alguns detritos na estrada, tornando-a intransitável. Este facto cria problemas a quem vive num dos concelhos do Pico e trabalha do outro, e só tem uma estrada alternativa, que obriga a fazer mais de 50 quilómetros. Portanto, não existe perigo para as populações da freguesia de São Caetano.
Logo nas primeiras horas, trabalhadores e máquinas da secretaria açoriana dos Equipamentos começaram a intervir no terreno, para evitar qualquer problema mais grave.
Mau tempo: ilhas do Grupo Central em aviso AMARELO – Apesar dos esforços do pessoal e máquinas da secretaria açoriana dos Equipamentos, continua intransitável a estrada que liga a Vila da Madalena à Vila das Lajes, na ilha do Pico. As ilhas do Grupo Central dos Açores, ou seja, Terceira, Pico, Faial, Graciosa e São Jorge, encontram-se hoje sob aviso Amarelo, devido à chuva FORTE que se tem verificado nas últimas horas. As restantes ilhas estão sem qualquer tipo de aviso, por parte da Protecção Civil dos Açores, embora, estejam previstos períodos de chuva para São Miguel e Santa Maria para a noite, mas fracos.
Segundo o Instituto de Meteorologia, para o Grupo Central está previsto céu, geralmente, muito nublado, com períodos de chuva, que poderão ser, pontualmente, FORTES, neblinas ou nevoeiro matinas e vento fraco de Sul, moderado, com 20 a 30 Km/h.
Mau tempo afecta a ilha do Pico – O mau tempo tem vindo a marcar as últimas horas e vai continuar a afectar os Grupos Ocidental e Central do arquipélago açoriano. A estrada regional entre as vilas da Madalena e das Lajes está interrompida. As águas das ribeiras e dos caminhos de penetração têm escorrido para a estrada, com muitos detritos, que impedem a circulação automóvel.
O Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores informa que, segundo o Instituto de Meteorologia, a passagem de uma superfície frontal com ondulações, está a provocar precipitação nas ilhas dos dois Grupos do arquipélago dos Açores, que poderá ser FORTE. Enquanto que, nas ilhas das Flores e do Corvo, em princípio o pior já passou, no Grupo Central, entre o período das 12h00 de hoje, 31 de Maio e as 00h00 de 1 de Junho, a precipitação será, por vezes, FORTE.
O Serviço Regional de Protecção Civil e os Bombeiros dos Açores recomenda que sejam tomadas as precauções habituais em situações desta natureza.
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