segunda-feira, 30 de abril de 2018

6706. Segunda-feira, 30 de Abril (19h00)

Imagem de satélite às 19h00
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Fonte: SAT24

6705. As falsas “provas” da TVI sobre o incêndio da Mata Nacional de Leiria

No passado dia 13 de Abril a TVI emitiu no seu Jornal das 8 uma reportagem intitulada “A Máfia do Pinhal”, da autoria da jornalista Ana Leal. Na reportagem afirma-se terem sido encontradas provas de uma conspiração de madeireiros para incendiar a Mata Nacional de Leiria (MNL), com o objectivo de obter benefício económico através da depressão do preço da madeira, induzida pelo excesso de oferta e urgência de a vender antes de se começar a degradar.
A reportagem desenvolve-se numa sequência de suposições infundadas, interpretações especulativas, raciocínios desarticulados e perfeitos disparates. Em vez de ser fonte de informação, produz ruído eventualmente capaz de perturbar o trabalho sério de investigação que o acontecimento exige. Para além disso, desinforma a opinião pública sobre as motivações e causas dos incêndios rurais em Portugal, menosprezando um esforço aturado de décadas levado a cabo pela Polícia Judiciária, Guarda Nacional Republicana, Ministério da Agricultura e Universidades. Por estas razões, sentimo-nos na obrigação de vir a público questionar e contrariar várias das afirmações contidas nesta peça de incendiarismo jornalístico.
(…)
As interpretações avançadas nesta reportagem sobre as causas e motivações das ignições ocorridas na região da MNL em 2017, os métodos supostamente usados para atear o incêndio de 15 de Outubro, o comportamento e efeitos do fogo, e a capacidade dos putativos incendiários para prever a ocorrência de condições meteorológicas excepcionais com semanas de antecedência, não passam de especulação amadora, ignorante e intelectualmente desonesta. Esperemos que as entidades competentes, nomeadamente a Polícia Judiciária, sobre quem recai a competência para a investigação dos incêndios rurais praticados a título de dolo, consigam apurar os factos e deles se retire conhecimento útil para ajudar a prevenir a recorrência deste tipo de eventos. E que o jornalismo que não quer ser parte da solução, pelo menos não seja parte do problema.
Link para ler todo o artigo no site do Observador:
José Miguel Cardoso Pereira é Professor Catedrático do Instituto Superior de Agronomia, coordenador científico do Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios (2005)
Paulo Fernandes é Professor Associado da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, membro das Comissões Técnicas Independentes que analisaram os incêndios de 2017
António Carvalho foi Coordenador de Investigação Criminal da Polícia Judiciária, estando hoje aposentado, tendo trabalhado na secção de investigação de fogos (1980 – 2012) e sido responsável pela formação em investigação de causas de fogos rurais.
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Fonte: Observador

domingo, 29 de abril de 2018

6704. PORTUGAL CONTINENTAL: Tempo frio com instabilidade


O dia de hoje ficou marcado pela instabilidade, com ocorrência de períodos de céu muito nublado e de aguaceiros, sendo de neve nas terras altas do interior norte e centro.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

6703. PORTUGAL CONTINENTAL: Fim de semana com tempo instável e frio

Previsão para Sábado, 28 de Abril de 2018 – Períodos de céu muito nublado, tornando-se muito nublado nas regiões Norte e Centro a partir do início da tarde. Períodos de chuva ou aguaceiros, em geral fracos, no litoral Norte e Centro a partir do início da manhã, estendendo-se gradualmente às restantes regiões, e sendo mais frequentes e intensos a partir da tarde, em especial nas regiões Norte e Centro. Queda de neve acima de 1000/1200 metros de altitude nas regiões Norte e Centro. Vento fraco a moderado do quadrante oeste, soprando moderado a forte nas terras altas das regiões Centro e Sul, em especial a partir da tarde. Pequena descida de temperatura, em especial da máxima.
Previsão para Domingo, 29 de Abril de 2018 – Períodos de céu muito nublado, apresentando-se geralmente muito nublado nas regiões Norte e Centro até final da manhã. Aguaceiros, que serão de neve acima de 1000/1200 metros, descendo a cota para 800/1000 metros nas regiões Norte e Centro no final do dia. Condições favoráveis à ocorrência de trovoada nas regiões Norte e Centro. Vento fraco a moderado do quadrante oeste, soprando por vezes forte no litoral oeste e terras altas. Pequena descida da temperatura máxima.
Previsão para Segunda-feira, 30 de Abril de 2018 – Períodos de céu muito nublado. Aguaceiros, que serão de neve acima de 800/1000 metros nas regiões Norte e Centro, subindo gradualmente a cota para 1000/1200 metros. Condições favoráveis à ocorrência de trovoada nas regiões Norte e Centro. Vento fraco a moderado do quadrante oeste.
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Fonte: IPMA

terça-feira, 24 de abril de 2018

6701. Terça-feira, 24 de Abril (16h00)

Imagem de satélite às 18h00
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Fonte : SAT24
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Algumas temperaturas às 16h00
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Cabeceiras de Basto: 31,6 ºC
Pinhão (Santa Bárbara): 31,4 ºC
Alvega: 29,9 ºC
Chaves (Aeródromo): 29,1 ºC
Vila Real (Cidade): 29,1 ºC
Pegões: 29,0 ºC
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Foía: 17,8 ºC
Aveiro (Universidade): 17,3 ºC
Dunas de Mira: 17,2 ºC
Santa Cruz (Aeródromo): 15,4 ºC
Cabo Raso: 15,0 ºC
Cabo Carvoeiro: 14,4 ºC
Pico do Areeiro (Madeira): 10,3 ºC
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Fonte: IPMA

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Tempo quente e instável; períodos de céu muito nublado, com aguaceiros e trovoadas nas regiões norte e centro. Calima na região sul, com redução bastante significativa da visibilidade.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

6698. Quarta-feira, 18 de Abril (16h00)

CopyRight @ MeteoEstrela
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Algumas temperaturas às 16h00
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Pinhão (Santa Bárbara): 30,0 ºC
Lousã: 29,2 ºC
Alvega: 28,3 ºC
Cabeceiras de Basto: 28,0 ºC
Portalegre (Cidade): 27,9 ºC
Santarém: 27,7 ºC
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Guarda: 19,7 ºC
Sagres: 19,2 ºC
Santa Cruz (Aeródromo): 18,4 ºC
Cabo Raso: 18,0 ºC
Cabo Carvoeiro: 17,9 ºC
Penhas Douradas: 17,3 ºC
Areeiro (Madeira): 13,4 ºC
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Fonte: IPMA

segunda-feira, 16 de abril de 2018

6697. A Máfia do Pinhal, reportagem completa


CopyRight @ Gato Canal
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Incêndio no Pinhal de Leiria foi planeado um mês antes da tragédia. A TVI recolheu provas de que o incêndio que devastou o Pinhal de Leiria teve mão criminosa e que terá sido planeado um mês antes da tragédia. Vários madeireiros, entre donos de grandes empresas e donos de fábricas que compram e vendem madeira, estiveram reunidos numa cave de um restaurante, para planearem o incêndio. As reuniões secretas serviram também para acordar os preços da madeira. A TVI sabe também que usaram como engenho incendiário vasos de resina com caruma lá dentro. Um madeireiro, sob anonimato, admitiu à TVI que “se não houvesse este incêndio, a madeira nesta altura estava a 80 euros e não havia para cortar porque o pessoal não disponibilizava a venda”. Nos encontros, um mês antes, terão estado os donos de pelo menos quatro empresas de madeiras da região, mas também os donos de fábricas que compram e vendem madeira. Numa segunda reunião, oito dias antes do incêndio, acordaram os preços da madeira. O testemunho é de quem terá sido convidado para o encontro, mas que não gostou do que ouviu. O restaurante onde terão decorrido as reuniões está actualmente fechado e encontra-se à venda. Mas confirma-se a existência de uma cave com entrada discreta pelas traseiras. A investigação da TVI está em condições de garantir que o primeiro incêndio, o da Légua, teve mão criminosa e terá começado a ser planeado no dia 12. Aqui mesmo terão sido encontrados vasos de resina que terão servido como engenho incendiário, como mostram fotografias que já estão nas mãos da Polícia Judiciária. Noutras zonas fomos encontrar os mesmos engenhos, colocados estrategicamente, para que o incêndio acabasse por ter as proporções que conhecemos. Garrafas embrulhadas em papel prata também poderão ter sido outro dos engenhos utilizados. O dia 15 de Outubro de 2017 foi considerado o pior dia do ano. Mais de 440 incêndios activos no norte e centro do país. Ao todo, 45 mortos e cerca de 500 empresas destruídas. Em Leiria, 86% da mata nacional ardeu.
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EDIT: 29.04.2018 (Tecle sobre o link ou a imagem)

https://observador.pt/especiais/as-falsas-provas-da-tvi-sobre-o-incendio-da-mata-nacional-de-leiria/

domingo, 15 de abril de 2018

6696. Europa (Tendência climática)

Lista de estações com maior tendência de subida no
RANKING METEOROLÓGICO EUROPEU
(Actualização da postagem Nº 6578)
Temperaturas máximas diárias 
(acumuladas em doze meses)
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Ordem/Estação meteorológica/
Nº de Trimestre a subir no Ranking Europeu/
variação com o trimestre anterior
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Estas estações meteorológicas são as que têm registado um maior número de trimestres a subir no Ranking Meteorológico Europeu. Assim, estas são as vinte e cinco estações meteorológicas europeias que tendem a registar, cada vez com mais frequência, as dez temperaturas máximas absolutas diárias mais elevadas em todo o continente europeu, considerando um período de doze meses consecutivos. São estações meteorológicas com tendência a terem um clima com temperaturas máximas diárias mais elevadas ao longo do ano.
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Temperaturas minímas diárias 
(acumuladas em doze meses)
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Ordem/Estação meteorológica/
Nº de Trimestre a subir no Ranking Europeu/
variação com o trimestre anterior
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* * *
Estas estações meteorológicas são as que têm registado um maior número de trimestres a subir no Ranking Meteorológico Europeu. Assim, estas são as vinte e cinco estações meteorológicas europeias que tendem a registar, cada vez com mais frequência, as dez temperaturas mínimas absolutas diárias mais baixas em todo o continente europeu, considerando um período de doze meses consecutivos. São estações meteorológicas com tendência a terem um clima com temperaturas mínimas diárias mais baixas ao longo do ano.
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Precipitação total em 24 horas
(acumuladas em doze meses)
* * *
Ordem/Estação meteorológica/
Nº de Trimestre a subir no Ranking Europeu/
variação com o trimestre anterior
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* * *
Estas estações meteorológicas são as que têm registado um maior número de trimestres a subir no Ranking Meteorológico Europeu. Assim, estas são as vinte e cinco estações meteorológicas europeias que tendem a registar, cada vez com mais frequência, as dez precipitações máximas absolutas diárias mais elevadas em todo o continente europeu, considerando um período de doze meses consecutivos. São estações meteorológicas com tendência a terem um clima com maiores precipitações diárias acumuladas diariamente ao longo do ano.

6695. Tendências de dados meteorológicos (EUROPA)

ACTUALIZAÇÃO DA POSTAGEM Nº 6577
 Algumas das estações meteorológicas com tendência a
registar cada vez menos temperaturas máximas 
no TOP 10 diário
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Algumas das estações meteorológicas com tendência a
registar cada vez menos temperaturas mínimas 
no TOP 10 diário
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Algumas das estações meteorológicas com tendência a
registar cada vez menos precipitações em 24 horas 
no TOP 10 diário
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sexta-feira, 13 de abril de 2018

6694. PORTUGAL CONTINENTAL: Precipitação acumulada 12.04.2018

Precipitação acumulada em Portugal Continental
13 de Abril de 2018
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6693. Percentagem de acerto nas previsões climáticas trimestrais (Europa)

2º Trimestre 2016 até 1º Trimestre 2018 = 68,08 %
1º Trimestre 2016 até 4º Trimestre 2017 = 67,08 %
4º Trimestre 2015 até 3º Trimestre 2017 = 66,83 %
3º Trimestre 2015 até 2º Trimestre 2017 = 66,17 %
2º Trimestre 2015 até 1º Trimestre 2017 = 66,25 %
1º Trimestre 2015 até 4º Trimestre 2016 = 65,08 %
4º Trimestre 2014 até 3º Trimestre 2016 = 65,58 %
3º Trimestre 2014 até 2º Trimestre 2016 = 63,83 %
2º Trimestre 2014 até 1º Trimestre 2016 = 62,92 %
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1º Trimestre 2015 até 4º Trimestre 2016 = 65,08 %
1º Trimestre 2013 até 4º Trimestre 2014 = 58,00 %

6692. Estimativa climática (Resumo)

Em Dezembro de 2017 foi apresentada uma estimativa (postagem 6545) para para as estações do Ranking Meteorológico Europeu sobre a provável evolução das temperaturas máximas diárias acumuladas, temperaturas mínimas diárias acumuladas e precipitações máximas diárias acumuladas, ao longo do primeiro trimestre de 2018 (INVERNO). Terminado o período para o qual foram feitas as previsões, apresentam-se os quadros de apuramento final com os dados acertados.



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SÍNTESE RELATIVAMENTE AOS APURAMENTOS
(percentagem de acerto nas previsões)
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1º Trimestre de 2018 (MÉDIA = 78 %)
Temperatura máxima diária acumulada superior à média - 60 %
Temperatura mínima diária acumulada superior à média - 72 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média - 44 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média - 92 %
Temperatura mínima diária acumulada inferior à média - 100 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média - 100 %
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4º Trimestre de 2017 (MÉDIA = 63 %)
Temperatura máxima diária acumulada superior à média - 36 %
Temperatura mínima diária acumulada superior à média - 32 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média - 24 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média - 92 %
Temperatura mínima diária acumulada inferior à média -  100 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média - 96 %
 3º Trimestre de 2017 (MÉDIA = 70 %)
Temperatura máxima diária acumulada superior à média - 40 %
Temperatura mínima diária acumulada superior à média - 64 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média - 20 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média - 100 %
Temperatura mínima diária acumulada inferior à média -  100 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média - 96 %
2º Trimestre de 2017 (MÉDIA = 65 %)
Temperatura máxima diária acumulada superior à média - 36 %
Temperatura mínima diária acumulada superior à média - 48 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média - 20 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média - 100 %
Temperatura mínima diária acumulada inferior à média -  100 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média - 84 %
1º Trimestre de 2017 (MÉDIA = 67 %)
Temperatura máxima diária acumulada superior à média - 28 %
Temperatura mínima diária acumulada superior à média - 52 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média - 48 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média - 92 %
Temperatura mínima diária acumulada inferior à média -  100 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média - 84 %
4º Trimestre de 2016 (MÉDIA = 65 %)
Temperatura máxima diária acumulada superior à média - 56 %
Temperatura mínima diária acumulada superior à média - 32 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média - 12 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média - 92 %
Temperatura mínima diária acumulada inferior à média -  100 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média - 96 %
3º Trimestre de 2016 (MÉDIA = 69 %)
Temperatura máxima diária acumulada superior à média - 44 %
Temperatura mínima diária acumulada superior à média - 60 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média - 20 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média - 96 %
Temperatura mínima diária acumulada inferior à média -  100 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média - 92 %
2º Trimestre de 2016 (MÉDIA = 68 %)
Temperatura máxima diária acumulada superior à média - 40 %
Temperatura mínima diária acumulada superior à média - 56 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média - 16 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média - 100 %
Temperatura mínima diária acumulada inferior à média -  100 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média - 96 %
1º Trimestre de 2016 (MÉDIA = 70 %)
Temperatura máxima diária acumulada superior à média - 68 %
Temperatura mínima diária acumulada superior à média - 44 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média - 12 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média - 96 %
Temperatura mínima diária acumulada inferior à média -  100 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média - 100 %
4º Trimestre de 2015 (MÉDIA = 61 %)
Temperatura máxima diária acumulada superior à média - 32 %
Temperatura mínima diária acumulada superior à média - 32 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média - 16 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média - 92 %
Temperatura mínima diária acumulada inferior à média -  100 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média - 96 %

quarta-feira, 11 de abril de 2018

6690. As fake news do ministro da Administração Interna

Se há pasta governamental que exige total confiança e responsabilidade é a Administração Interna, onde se lida com a segurança das pessoas e bens, onde os portugueses devem depositar toda a sua confiança e que deve ser um pilar de sobriedade, transparência e confiança entre todas as instituições. Não pode servir para propaganda, para criar fake news e simular uma sensação de segurança em torno de anúncios e meias verdades ocultando a realidade das pessoas.
Vem isto a propósito dos constantes anúncios que Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna, tem vindo a fazer, ora mentindo, ora manipulando informações ou escondendo a verdade dos portugueses sobre a preparação da época de incêndios. Tudo isto ensombra algumas boas medidas que mesmo assim têm sido tomadas.
Depois de todas as tragédias do verão passado o Governo insiste na propaganda para disfarçar a sua incompetência. Começámos pelas “cabras sapadoras”, no domingo ficámos a saber que “finalmente haveria bombeiros na coordenação do combate aos fogos”, como se nos últimos anos tivessem sido enfermeiros, electricistas ou advogados a fazê-lo. Ontem ficámos a conhecer os “oficiais de aldeia”.
Depois de na semana passada ter sido questionado no Parlamento sobre os atrasos no planeamento operacional dos meios aéreos e terrestres, o ministro voltou a tentar enganar os portugueses e a confessar que não disse a verdade no Parlamento.
Questionado sobre a definição dos meios terrestres no debate na Assembleia da República, Eduardo Cabrita respondeu que estava tudo resolvido, que pela primeira vez na nossa história havia já uma Directiva Única em vigor e uma Directiva Financeira tinha sido publicada nesses dias. Ora nada disto tem a ver com meios, apenas com a definição de responsabilidades entre as várias instituições, algo que existe há anos e nunca muda. A novidade foi o Governo ter compilado num único documento, a directiva única, algo que era feito por instituição.
No último domingo, em Pedrógão Grande, confrontado pelos jornalistas com o tema dos meios, o ministro da Administração Interna disse que afinal a Directiva de Meios, conhecida na gíria por “DON”, seria aprovada nos próximos dias e que isso também significava que seria o “mais cedo de sempre, da nossa história”. Ou seja, confessa que, ao contrário do que disse no Parlamento, não estavam ainda definidos os meios terrestres a pedir aos bombeiros de cada concelho e mentiu ao dizer que no passado isto tinha sido definido mais tarde. Conforme consulta no site da ANPC, tutelada pelo MAI, em 2013 esta DON foi aprovada a 14 de Março, em 2014 a 26 de Março, em 2015 a 30 de Março, em 2016 a 17 de Março e em 2017 a 31 de Março. Já estamos a 10 de Abril e até agora nada. Mais uma vez Eduardo Cabrita mentiu aos portugueses.
Quantos aos meios aéreos a confusão é total. Tudo começou com os ziguezagues e incertezas sobre a participação da Força Aérea. Depois tivemos os consecutivos falhanços dos concursos para a contracção dos meios que resultam do irrealismo, dos erros e dos disparates dos respectivos cadernos de encargos. Sem esquecer a danosa gestão do processo Kamov (adquiridos por António Costa enquanto MAI) cuja incompetência o governo decidiu ocultar sob o manto do “interesse nacional”. A cada dia que passa o Governo está em pior posição para resolver estes dossiês. Primeiro porque quanto mais tarde decidir menos meios haverá no mercado, já que outros países trataram atempadamente destes processos. Havendo menos oferta, Portugal corre o risco de ficar com o “refugo” que ninguém quer e os preços subirão em flecha. Para esconder tamanha incompetência o Governo opta pelo discurso “dos cartéis”, mas quem nos coloca à mercê desses supostos carteis é precisamente a incompetência do Governo de António Costa.
Outras das fake news é sobre as “EIP´s”, as tais equipas de bombeiros profissionais que o Governo vai colocar ao serviço das corporações. Primeiro, o Governo anunciou mais 120 equipas, depois disse que seriam mais 80, na semana passada já eram 79. Mas a verdade é que em 2017 já existiam 165. Pergunto quantas serão de facto no verão? O MAI aposta nesta propaganda, mas esquece-se de dizer que estas equipas trabalham das 8 às 17 horas e apenas nos dias úteis. Estranha aposta quando a maioria dos fogos tem início após as 17 horas e ao fim de semana.
A mais recente “reforma” do ministro Eduardo Cabrita foi também anunciada no domingo quando disse que “pela primeira vez” passariam a existir bombeiros nos Postos de Comando dos incêndios. Mais uma mentira e um disparate. Primeiro é mentira que não existissem bombeiros nos postos de comando já que a esmagadora maioria dos responsáveis nos postos de comando são precisamente bombeiros. Depois veio o disparate. Eduardo Cabrita diz que a Liga de Bombeiros passará a ter um representante do posto de comando. Mas para quê? É um cargo político para comprometer a Liga? Ou quis dizer que a Liga de Bombeiros vai passar a nomear os comandantes responsáveis pelo comando das operações? É tudo tão confuso e propagandístico que o caos é cada vez maior.
É revoltante ver que, tal como após a tragédia de Pedrógão, o Governo está mais preocupado com a politiquice, com a propaganda e em transferir responsabilidades do que em fazer reformas sérias e a preparar melhor a época de incêndios de 2018.
Duarte Marques
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Fonte: Expresso

6689. PORTUGAL: Análise ponderada para dia de 31 de Março de 2018


Acima publicam-se os quadros referentes à situação meteorológica para as estações meteorológicas portuguesas representadas no portal WeatherOnline. O quadro superior refere-se ao acumulado das temperaturas máximas registadas diariamente entre 1 de Abril de 2017 e 31 de Março de 2018; o quadro inferior refere-se ao acumulado das precipitações máximas diárias ocorridas ao longo do mesmo período de tempo.
Assim, no dia 31 de Março deste ano, observamos que em Portugal, relativamente à acumulação de temperaturas máximas diárias, constata-se que as estações meteorológicas das Lajes/Terceira, Horta/Faial, Ponta Delgada, Santa Maria, Ovar, Évora, Base Aérea de Beja e Beja acumularam valores absolutos acima da média ao longo do período compreendido entre 1 de Abril de 2017 e 31 de Março de 2018, traduzindo um ano com registo de temperaturas máximas absolutas acumuladas acima do normal (ano quente ou muito quente). Nas restantes estações os valores acumulados de temperatura máxima no mesmo período foram normais ou inferiores ao normal.
A soma dos valores absolutos mostraram uma tendência para diminuir relativamente à situação observada no dia 31 de Dezembro do ano passado, pelo que se pode considerar que o primeiro trimestre deste ano (Janeiro, Fevereiro e Março) predominou uma acumulação de temperaturas máximas absolutas inferiores aos valores normais esperados.
Relativamente à precipitação máxima diária acumulada, constata-se que, no período compreendido entre 1 de Abril de 2017 e 31 de Março de 2017, todas as estações meteorológicas portuguesas acumularam valores inferiores ao normal, traduzindo um ano seco em todo o território nacional, incluindo o continente e os arquipélagos dos Açores e da Madeira.
No primeiro trimestre deste ano (Janeiro, Fevereiro e Março), a situação de défice de precipitação global teve um ligeiro agravamento no conjunto de todas as estações meteorológicas do país. Este facto explica-se pelo prolongamento da situação de seca até muito tarde, ao longo do trimestre.

terça-feira, 10 de abril de 2018

6688. PORTUGAL CONTINENTAL: Tempo instável

Imagem de satélite às 18h00
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Fonte: SAT24
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Tarde de tempo instável em Portugal Continental, com períodos de céu muito nublado e ocorrência de aguaceiros, mais intensos e frequentes no litoral oeste das regiões norte e centro; queda de neve nas terras altas e forte agitação marítima.

6687. Ranking Meteorológico Europeu (Maiores desvios à média nos últimos 12 meses até 31.03.2018)

(Actualização da postagem número 6570)
BALANÇO ENTRE 01.04.2017 E 31.03.2018
 Estações com maiores desvios de temperaturas 
(Temperatura máxima absoluta acumulada diariamente)  
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BALANÇO ENTRE 01.04.2017 E 31.03.2018
Estações com maiores desvios de temperaturas
(Temperatura mínima absoluta acumulada diariamente)
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BALANÇO ENTRE 01.04.2017 E 31.03.2018
Estações com maiores desvios de precipitação
 (Precipitação máxima acumulada diariamente)
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6686. Ranking Meteorológico Europeu (Maiores desvios à média no 1º Trimestre de 2018)

1º TRIMESTRE DE 2018
Estações com maiores desvios de temperaturas
(temperatura máxima absoluta acumulada diariamente)
comparação ao normal no 1º Trimestre de cada ano
VALORES ABSOLUTOS E EM PERCENTAGEM
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1º TRIMESTRE DE 2018
Estações com maiores desvios de temperaturas
(temperatura mínima absoluta acumulada diariamente)
comparação ao normal no 1º Trimestre de cada ano
VALORES ABSOLUTOS E EM PERCENTAGEM
* * *
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1º TRIMESTRE DE 2018
Estações com maiores desvios de precipitação
(precipitação máxima acumulada diariamente)
comparação ao normal no 1º Trimestre de cada ano
VALORES ABSOLUTOS E EM PERCENTAGEM
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domingo, 8 de abril de 2018

6684. Domingo, 8 de Abril (19h45)

Imagem de Satélite às 19h45
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Fonte: SAT24

6683. PORTUGAL CONTINENTAL: Tempo frio e instável


O estado do tempo em Portugal Continental está condicionado pela passagem de uma superfície frontal fria sobre o território do continente ao longo da tarde de hoje, deslocando-se do litoral oeste para o interior, provocando aumento de nebulosidade e ocorrência de precipitação. Em altitude aproxima-se um núcleo de ar muito frio (temperaturas inferiores aos 30 ºC negativos a 550 hPa, sensivelmente aos 5500 metros de altitude) que cruzará o território do continente ao longo da próxima madrugada e manhã de Segunda-feira, favorecendo uma moderada instabilidade atmosférica.
Assim, ao longo da noite e manhã de Segunda-feira espera-se que os períodos de chuva passem a regime de aguaceiros, pontualmente fortes e acompanhados de trovoadas com possibilidade de queda de granizo; a entrada de ar muito frio provocará uma descida significativa da temperatura do ar, o que favorecerá a ocorrência de queda de neve nas regiões montanhosas.

6682. Ranking Meteorológico Europeu (ACUMULADO)



Relatório descritivo para as estações portuguesas

A análise dos quadros acima representados permite concluir que, relativamente às temperaturas máximas acumuladas diariamente ao longo do último ano (entre 1 de Abril de 2017 e 31 de Março de 2018), destacaram-se em Portugal as estações meteorológicas do Corvo Airport, Lajes/Terceira, Horta, Horta/Faial, Ponta Delgada e Santa Maria, no arquipélago dos Açores, de Viana do Castelo, Porto/Pedras Rubras, Ovar, Ovar Airport, Viseu, Penhas Douradas, Coimbra, Alverca do Ribatejo, Base Aérea de Sintra, Lisboa, Lisboa Airport, Portalegre, Évora, Sines/Montes Chaos, Beja e Base Aérea de Beja, em Portugal Continental, que registaram uma acumulação superior aos valores normais, evidenciando temperaturas máximas acima do normal naquelas estações meteorológicas (ano tendencialmente mais quente que o normal).
As restantes estações meteorológicas (Flores e Angra do Heroísmo, no Arquipélago dos Açores, Bragança, Vila Real, Monte Real, Cabo Carvoeiro, Castelo Branco, Lisboa/Geofísico, Montijo e Faro, em Portugal Continental, e o Porto Santo e o Funchal, no Arquipélago da Madeira) registaram uma acumulação inferior aos valores normais, evidenciando temperaturas máximas abaixo do normal naquelas estações meteorológicas (ano tendencialmente mais fresco que o normal).
Relativamente à situação verificada três meses atrás (31 de Dezembro de Setembro de 2017) constata-se as seguintes alterações: as estação meteorológica da Horta e do Corvo Airport, no Arquipélago dos Açores, e de Lisboa e de Sines/Montes Chaos, em Portugal Continental, passaram de uma situação de valores inferiores ao normal para valores superiores ao normal (estações meteorológicas onde o primeiro trimestre de 2018 foi excessivamente quente). A estação meteorológica de Portalegre passou de uma situação normal para uma situação de valores superiores ao normal e a estação de Cristiano Ronaldo Intl. Airport, no arquipélago da Madeira, passou de uma situação de valores superiores ao normal para valores normais. Por fim, as estações meteorológicas de Angra do Heroísmo, no arquipélago dos Açores, de Monte Real e Montijo, em Portugal Continental, e do Porto Santo, no arquipélago da Madeira, passaram de uma situação de valores superiores ao normal para valores inferiores ao normal (estações meteorológicas onde o primeiro trimestre de 2018 foi excessivamente fresco).
No que se refere aos dados de precipitação máximas acumuladas diariamente para o mesmo período (entre 1 de Abril de 2017 e 31 de Março de 2018), as estações meteorológicas de Angra do Heroísmo e de Ponta Delgada, no Arquipélago dos Açores, de Penhas Douradas, Coimbra, Castelo Branco, em Portugal Continental, e de Cristiano Ronaldo Intl. Airport, no Arquipélago da Madeira, registaram uma acumulação superior aos valores normais, evidenciando precipitações máximas diárias acima do normal naquelas estações meteorológicas (ano tendencialmente mais húmido que o normal).
As estações meteorológicas de Ovar e de Portalegre, em Portugal Continental, registaram uma acumulação normal para o período em referência, tendo todas as restantes estações registado valores inferiores ao normal: Flores, Lajes/Terceira, Horta e Santa Maria, no Arquipélago dos Açores, Viana do Castelo, Porto/Pedras Rubras, Bragança, Vila Real, Viseu, Monte Real, Cabo Carvoeiro, Lisboa, Lisboa/Geofísico, Montijo, Évora, Sines/Montes Chaos, Base Aérea de Beja, Sagres e de Faro, em Portugal Continental, e do Porto Santo e Funchal, no Arquipélago da Madeira, tiveram um ano tendencialmente mais seco que o normal.