sábado, 30 de março de 2019

7170. Instituto da Natureza e Florestas multado por falta de limpeza da mata de Leiria

Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas não removeu materiais de áreas ardidas numa faixa mínima de 25 metros para cada lado das faixas de circulação rodoviária. A GNR multou o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) por falta de limpeza da Mata Nacional de Leiria, informou o Comando Territorial de Leiria, notando que, até à data, é a primeira vez que o faz.
Em causa estiveram, segundo informação enviada à agência Lusa pelo comandante da unidade, “oito situações de falta de gestão de combustíveis na Mata Nacional de Leiria”, denunciadas a 25 de Setembro de 2018 através da linha SOS Ambiente. “Na sequência da análise das denúncias reportadas e posterior deslocação ao terreno, entre 9 de Outubro e 6 de Novembro de 2018, procedeu-se ao levantamento de oito autos de notícia por contra-ordenação”, acrescenta o Comando Territorial de Leiria da GNR.
Contactado pela agência Lusa, o ICNF reconhece ter sido notificado, mas apenas por quatro autos de contra-ordenação, “relativos a alegadas violações de normas do Sistema Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios”. O valor das contra-ordenações é ainda desconhecido, porque “os respectivos processos encontram-se em fase de instrução”, acrescenta o ICNF.
A acção da GNR foi divulgada pelo Jornal da Marinha Grande na edição de 21 de Março de 2019. Segundo a notícia, a denúncia foi feita em Março de 2018 por um munícipe não identificado, que terá reportado – à autarquia da Marinha Grande, PSP, GNR e Autoridade de Protecção Civil – situações de deficiente manutenção de áreas não ardidas no incêndio de 2017, que consumiu 86% da Mata Nacional de Leiria. De acordo com o ICNF, “todas as situações que terão motivado a instauração de contra-ordenações estão ultrapassadas”.
Em causa, acrescenta o instituto, que tem entre as suas missões a defesa da floresta contra incêndios, estavam “alegadas violações do n.º 2 do art.º 36 do Sistema de Defesa de Floresta Contra Incêndios”, que obriga à remoção de materiais de áreas ardidas numa faixa mínima de 25 metros para cada lado das faixas de circulação rodoviária. Além disso, o mesmo diploma obriga “à gestão de combustível numa faixa exterior de protecção de largura mínima não inferior a 100 metros nos aglomerados populacionais inseridos ou confinantes com espaços florestais”, o que também não se verificava nos locais denunciados.
Para intervir nos locais alvo de denúncia, o ICNF informa que, ao abrigo do Código dos Contratos Públicos, procedeu à contratação de uma empresa, por não dispor de “meios suficientes para proceder à gestão de combustíveis na totalidade das áreas públicas”. “A escassez de mão-de-obra especializada e as condições meteorológicas, que impediram e dificultaram muito a circulação de máquinas nas zonas rurais, levaram a que muitos dos trabalhos de gestão de combustível não pudessem ter sido realizados dentro dos prazos contratados, tendo sido concluídos logo que possível”, acrescenta o ICNF.
A GNR de Leiria avança que, na Mata Nacional de Leiria e até à data, estas foram as primeiras situações em que autuou o ICNF.
Adriano Miranda
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Fonte: Público

sexta-feira, 29 de março de 2019

7169. Nos últimos 40 anos, Lisboa ganhou mais seis semanas de dias muito quentes

Em 40 anos, Portugal viu aumentar entre cinco a dez dias por década o número de dias muito quentes, de grande desconforto térmico e com valores acima dos 35 graus Celsius (Cº). A tendência, noticia o Diário de Notícias, é mais acentuada no norte e centro do país, onde, por exemplo, Lisboa já ganhou mais seis semanas de verão nos últimos 40 anos — mais 11 dias de verão por década.
Álvaro Silva, climatologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), explica ao DN que os números “estão em linha com o que os modelos climáticos já estimavam há 10 ou 15 anos”, isto é, uma subida da temperatura e diminuição da precipitação. “Isto não é um sinal ténue, é uma mudança de clima persistente e real”, sublinhou.
No total, houve um aumento de 0,4ºC por década desde 1976, o que leva a uma subida de 1,6ºC nos últimos 40 anos. Depois de Lisboa, Bragança é a cidade que mais dias de verão ganhou nas últimas quatro décadas: 32 dias no total — mais oito dias por década. As temperaturas mais elevadas foram registadas em 1997, seguindo-se o ano de 2017. Foi, aliás, depois de 1990 que se registaram oito anos com as temperaturas mais elevadas. No caso das temperaturas mínimas, o aumento não foi tão visível, tendo registado mais 0,16 graus por década.
Outro fenómeno das alterações climáticas em Portugal que está a levantar preocupação é a diminuição da chuva. Os últimos 20 anos “foram particularmente pouco chuvosos, com um decréscimo visível dos valores de precipitação nas últimas quatro décadas”, informa o IPMA. Nos últimos 80 anos, a diminuição da precipitação foi de 20 milímetros por década, num ritmo cada vez mais acentuado, o que faz também com que os níveis de seca aumentem.
Ana Catarina Peixoto
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Fonte: Observador

7168. Março quente

Temperaturas máximas dia 25 de Março
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Fonte: IPMA

quinta-feira, 28 de março de 2019

7167. Portugueses ajudam desde a purificação de água ao corte de árvores após ciclone Idai

Portugueses estão a fornecer alimentos e água potável a populações moçambicanas afectadas pelo ciclone Idai, no centro de Moçambique, mas estão também a ajudar a cidade da Beira com quatro utensílios preciosos: motosserras.
Elementos da Força Conjunta chegada de Portugal, activada pelo Mecanismo Europeu de Protecção Civil e composta nomeadamente pela GNR, INEM e Bombeiros, estão a produzir diariamente quatro mil litros de água potável para as populações da vila moçambicana de Buzi, centro do país, das mais afectadas pelo ciclone Idai e que só tinham para consumo água do rio.
Num balanço à agência Lusa da primeira semana de trabalho na região, que a 14 de Março foi afectada por um ciclone, ao qual se seguiram cheias, Pedro Nunes, que chefia a missão da Protecção Civil (englobando os vários profissionais), explicou o que está a ser feito desde o dia em que chegaram, que foi também o mesmo em que começaram a trabalhar. Esta quinta-feira mesmo chega à Beira um avião militar fretado por Portugal com material médico e logístico, disse o responsável, lembrando que em breve chegará também outro hospital do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica).
E toda esta semana, em articulação com as autoridades locais, quatro portugueses com motosserras têm estado a cortar as árvores que ainda impedem a circulação nalgumas zonas da Beira, um trabalho precioso porque nos primeiros dias após o ciclone o corte de madeira era sobretudo com machados e catanas. "Saem todos os dias com funcionários da administração local. Esta quinta-feira vão a um parque de uma escola para cortar árvores centenárias que foram arrancadas pelo ciclone", disse Pedro Nunes.
Outros elementos da força de Protecção Civil, nomeadamente da GNR, estão a trabalhar em Buzi na purificação de água, a pensar também na redução dos casos de doenças, estando já definido que no final da missão o equipamento fica no local. "A princípio as pessoas olhavam-nos com desconfiança, mas neste momento já perceberam a nossa presença", disse Pedro Nunes, adiantando que estão a transportar alimentos para Buzi em botes porque a estrada de ligação à vila ainda está fechada. Entre 15 a 20 mil pessoas vivem em Buzi. Segundo o responsável, citando as autoridades moçambicanas, é possível que no próximo fim-de-semana a estrada possa ser reaberta.
A presidente do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, Augusta Maita, e o ministro que coordena as operações de apoio às pessoas afectadas, Celso Correia, pediram também à missão da Protecção Civil para que mapeassem a vila de Buzi, com drones, para que haja uma noção do "estado geral do edificado", o que tem estado a ser feito.
"O grande foco de trabalho é em Buzi", segundo Pedro Nunes, à frente de uma missão de cerca de 70 homens, instalados em 19 tendas junto do aeroporto, nas traseiras do antigo Aeroclube da Beira. Os profissionais vindos de Portugal estavam preparados para fazer resgate aquático, tendo trazido sete botes de Portugal, mas com a descida dos níveis das águas deixou de ser necessário. Conta Pedro Nunes que as pessoas deixaram de querer sair das suas localidades e que pedem que antes lhes levem ajuda lá. "É isso que fazemos", disse.
Pedro Nunes tem assento na reunião diária das autoridades moçambicanas envolvidas no apoio às vítimas do ciclone Idai e das cheias que se lhe seguiram. É o único estrangeiro a ter assento nessas reuniões, onde por vezes também participa o responsável no terreno do Programa Alimentar Mundial, igualmente um português.
O responsável lembrou ainda à Lusa que integrados na missão da Protecção Civil estão também dois profissionais da EDP, que fazem a avaliação do grau de destruição da rede e das necessidades, para apresentar depois um plano de recuperação. "Há trabalho para um ano ou mais, há sítios onde a rede tem de ser toda recuperada", disse Pedro Nunes, citando informação daqueles profissionais. "Somos o único grupo europeu do género. Os únicos módulos europeus a trabalhar são os portugueses", segundo Pedro Nunes.
Questionado sobre se a ajuda está de facto a chegar às pessoas o responsável disse desconhecer que não esteja a chegar e disse que na vila de Buzi houve o caso de alimentos que ali chegavam não eram distribuídos para localidades mais pequenas, mas acrescentou que a situação "está a ser corrigida". A missão, disse, vai também começar a distribuir, para Buzi, tendas que foram enviadas pela ajuda humanitária.
O secretário de Estado da Protecção Civil, José Artur Neves, na Beira até à próxima sexta-feira, visitou esta quinta-feira o local onde estão instalados os portugueses da Força Conjunta.
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quarta-feira, 27 de março de 2019

7166. Risco de incêndio está a ficar imprevisível

O presidente do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) diz que as alterações climáticas estão a fazer com que seja cada vez mais difícil prever com exactidão o risco de incêndio nas várias zonas do país. Em entrevista à TSF, Miguel Miranda refere que é verdade que as cartas de risco de incêndio que fizeram para este mês de Março já mostram várias situações de risco elevado e muito elevado, mas o panorama geral não é dramático. No entanto, o que está a acontecer é que "estamos a ter focos de incêndios significativos em zonas onde à partida nem sequer estamos a priori a admitir que o risco é muito grande, tendo em conta o passado".
"Quando estamos numa situação de mudança, como agora, temos sempre alguma dificuldade em adaptar-nos, e os fogos dos últimos dias são essencialmente preocupantes porque provavelmente estão a chamar-nos a atenção para mudar a forma de trabalhar e avaliar" o risco de incêndio, detalha o responsável do IPMA. Miguel Miranda diz que "é preciso admitir que não estamos a ser perfeitamente capazes de antever os impactos das situações". "Estamos num território não explorado, nunca passámos por isto, e somos um bocadinho como as crianças: temos de passar por aquilo que já vivemos para sermos capazes de o reconhecer."
O IPMA alerta que todo o cuidado é pouco com tantos meses sem chuva a cair de forma significativa desde Novembro. Miguel Miranda admite que está surpreendido, pois todas as previsões e situações que vão surgindo parecem novas – por exemplo, a persistência de falta de chuva durante longos períodos no Inverno e os seus efeitos na agricultura.
Nuno Guedes
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Fonte: TSF

7165. PORTUGAL: Probabilidades na Primavera



7164. RANKING EUROPEU: Tendência climática para a Primavera de 2019

PRIMAVERA - 2019
(Abril/Maio/Junho)
  Tendência climática para o segundo trimestre de 2019
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TEMPERATURAS MÁXIMAS DIÁRIAS
Regiões com maior probabilidade de virem a registar um maior número de dias com temperaturas máximas diárias superiores aos valores máximos normais deste trimestre.
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TEMPERATURAS MÍNIMAS DIÁRIAS
Regiões com maior probabilidade de virem a registar um maior número de dias com temperaturas mínimas diárias inferiores aos valores mínimos normais deste trimestre.
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PRECIPITAÇÃO MÁXIMA DIÁRIA
Regiões com maior probabilidade de virem a registar um maior número de dias com precipitações máximas diárias superiores aos valores máximos diários normais deste trimestre.
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 Prováveis regiões da Europa
com valores INFERIORES à média
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PRIMAVERA - 2019
(Abril/Maio/Junho)
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TEMPERATURA MÁXIMA DIÁRIA
(Acumulada)
Tendência para menos calor
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TEMPERATURA MÍNIMA DIÁRIA
(Acumulada)
Tendência para menos frio 
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PRECIPITAÇÃO MÁXIMA DIÁRIA
(Acumulada)
Tendência para uma diminuição da precipitação
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terça-feira, 26 de março de 2019

7163. Governo declara situação de alerta entre 27 e 31 de março devido ao risco de incêndio elevado

Esta terça-feira, o Governo assinou um despacho que determina a declaração de Situação de Alerta entre os dias 27 e 31 de Março, uma vez que as previsões meteorológicas apontam para um "significativo agravamento do risco de incêndio florestal". 
"Face às previsões meteorológicas para os próximos dias, que apontam para um significativo agravamento do risco de incêndio florestal no território do Continente, e considerando a decisão da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil, que determinou a passagem do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais ao Estado de Alerta Especial Amarelo em todos os distritos, os Ministros da Administração Interna e da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural assinaram esta terça-feira o Despacho que determina a Declaração da Situação de Alerta", pode ler-se no comunicado divulgado hoje pelo Governo.
"A Situação de Alerta abrange todos os distritos do continente entre as 00:00 do dia 27 de Março e as 23:59 do dia 31 de Março. O Governo acompanha em permanência o evoluir da situação operacional e apela aos cidadãos para que adeqúem os seus comportamentos ao quadro meteorológico que tem sido amplamente divulgado", lê-se na mesma nota, emitida pelo Ministério da Administração Interna e pelo Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural.
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Fonte: SOL

7162. Incêndio em Oliveira de Azeméis propaga-se rapidamente e vai exigir “particular atenção” à noite

O incêndio que lavra desde as 03h30 desta terça-feira no Pinheiro da Bemposta, em Oliveira de Azeméis, está a intensificar-se cada vez mais devido ao vento forte que se faz sentir e, de acordo com o presidente da Câmara Municipal, Joaquim Jorge Ferreira, as chamas vão exigir “particular atenção” durante a noite. Pelas 17h30, as chamas estavam a ser combatidas por 423 bombeiros, 127 meios terrestres e três aeronaves.
"Estamos com um problema muito sério para resolver porque o incêndio ficou com uma nova frente, em resultado dos ventos muitos fortes e da propagação para poente, e o fogo está a atingir uma dimensão muito grande, muito intensa, com os meios aéreos a concentrarem-se neste local", disse à agência Lusa o presidente da autarquia.
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Fonte: SOL

7161. PORTUGAL CONTINENTAL: Contraste entre o Norte o Sul

Imagem de satélite às 18h00
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Fonte: SAT24
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Contraste entre o Norte, com céu pouco nublado ou limpo, e o Sul, com o céu parcialmente nublado, com aguaceiros fracos e dispersos.

segunda-feira, 25 de março de 2019

7160. AVISO À POPULAÇÃO: Perigo de incêndio rural

1. SITUAÇÃO: De acordo com a informação disponibilizada pelo IPMA, prevê-se a partir de hoje, 25 de Março, a ocorrência de acentuado aumento da intensidade do vento e a manutenção de valores de temperatura acima do habitual para esta época do ano, que se traduzirá:
-Humidade Relativa do Ar (HRA) inferior a 30% na generalidade do território do continente (sendo inferior a 20% na região interior Sul), durante a tarde, verificando-se uma fraca recuperação da humidade durante a noite;
-Intensificação do vento a partir da noite de hoje, do quadrante Leste, por vezes forte (até 40 km/h) e com rajadas até 65 km/h no litoral a norte do cabo Mondego durante a noite e manhã, e no Algarve a partir do final da tarde. Nas terras altas (acima 800 metros), o vento será moderado a forte (até 50 km/h) do quadrante leste, com rajadas até 80 km/h até final da manhã e a partir do final da tarde.
-Temperatura máxima acima dos valores normais para a época do ano, a contribuir para onda de calor, com valores entre 25ºC e 28ºC nas regiões do Centro e Sul e entre 20ºC e os 25ºC na região norte.
Este cenário meteorológico traduz-se num aumento dos índices de risco de incêndio, entre hoje e quarta-feira com condições favoráveis à rápida propagação de incêndios, em todo o território continental, com níveis Elevado a Muito Elevado.
2. EFEITOS EXPECTÁVEIS: Em função da previsão das condições meteorológicas é expectável tempo seco com condições favoráveis à eventual ocorrência e propagação de incêndios rurais.
3. MEDIDAS PREVENTIVAS: A ANPC recorda que, de acordo com as disposições legais em vigor, os locais onde o índice de risco temporal de incêndio seja de nível MUITO ELEVADO ou superior:
-A queima de matos cortados e amontoados e qualquer tipo de sobrantes de exploração, está sujeita a autorização da autarquia local, devendo esta definir o acompanhamento necessário para a sua concretização, tendo em conta o risco do período e zona em causa.
A ANPC recomenda assim a adequação dos comportamentos e atitudes face à situação de perigo de incêndio rural, nomeadamente através da adopção das necessárias medidas de prevenção e precaução, na utilização do fogo em espaços rurais, observando as restrições em vigor e tomando especial atenção à evolução do perigo de incêndio para os próximos dias, disponível junto dos sítios da Internet da ANPC e do IPMA, junto dos Gabinetes Técnicos Florestais das Câmaras Municipais e dos Corpos de Bombeiros.
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Fonte: ANPC

7159. "Verão curto" justifica temperatura recorde atingida hoje no Porto

A cidade do Porto atingiu à hora de almoço, pelas 13 horas, 25,3 graus de temperatura, o valor mais elevado registado este ano. Até quarta-feira, o calor acima da média vai manter-se em Portugal continental. "Estamos diante de um verão curto ou de uma primavera mais quente para a época", afirma o meteorologista Bruno Café, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
No domingo, o Porto tinha registado o seu valor mais elevado do ano e hoje já superou essa barreira, adiantou Bruno Café, meteorologista IPMA. Resta saber como vai subir a temperatura ao longo da primeira parte da tarde, refere. As previsões do IPMA apontam para o dia de hoje temperaturas máximas na ordem dos 27 graus no Porto, Leiria, Santarém e Setúbal. Braga e Leiria, por exemplo, devem alcançar 26 graus. Lisboa fica pelos 25 graus.
As temperaturas a fazer lembrar o verão estão a acontecer sobretudo a Norte e no litoral devido "a uma persistência do fluxo de vento de leste, que não é habitual, e da brisa reduzida" explica o meteorologista. Um pouco por todo o país, o calor sente-se com intensidade hoje e nos próximos dois dias. Genericamente, as altas temperaturas devem-se "ao anticiclone que está a norte de Portugal", explica Bruno Café, "e à depressão sobre Marrocos, que gera um fluxo de ar de leste, que é quente e seco".
Em Braga, Porto e Bragança, as temperaturas máximas estarão seis a oito graus acima do que é normal para a época, tendo em conta a média dos últimos 30 anos. As temperaturas mínimas também destoam da norma, na ordem dos quatro a cinco graus. De qualquer forma, tudo indica que seja uma situação transitória. Hoje será o dia mais quente. Na terça e quarta, as temperaturas tendem a descer ligeiramente e no decorrer de quinta e sexta espera-se que desçam para números usuais para esta altura do ano.
Estamos diante de um fenómeno extraordinário? Bruno Café diz que "como não se vai manter o calor, até ver, não é extraordinário. Acontece durante a primavera surgirem uns dias mais quentes".
Dina Margato
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domingo, 24 de março de 2019

7158. Raio danifica uma das torres do Castelo de Mourão, visitas estão interditas


Uma das torres do Castelo de Mourão, no distrito de Évora, foi atingida este domingo por um raio provocado por uma trovoada, disse à agência Lusa a presidente do município, Maria Clara Safara. Foi um raio, durante uma trovoada durante a tarde, que atingiu a torre do castelo. A estrutura está muito danificada, estão interditas as visitas porque pode estar em risco de ruir”.
Maria Clara Safara adiantou ainda que no momento em que ocorreu esta situação havia pessoas no interior do castelo, mas que “não houve vítimas”. “Nós vamos ter amanhã [segunda-feira] uma avaliação técnica com a Direcção Regional de Cultura do Alentejo porque pode estar em risco de ruir. Os acessos ao castelo estão interditos”, acrescentou.
A presidente da Câmara de Mourão relatou ainda que algumas casas contíguas ao castelo ficaram sem electricidade, situação que a EDP está a solucionar. Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Évora disse à Lusa que o alerta para esta ocorrência foi dado às 15:22, tendo deslocado para o local sete operacionais, auxiliados por duas viaturas, elementos da GNR e dos serviços municipais daquele concelho.
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Fonte: TVI24

7157. PORTUGAL CONTINENTAL: Tarde de instabilidade nas regiões do sul

Imagem de satélite às 18h00
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Fonte: SAT24
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Intensidade da precipitação  às 17h00
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Fonte: IPMA
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Descargas eléctricas atmosféricas 
(entre as 16h00 e as 18h00)
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Fonte: Blitzortung

7156. PORTUGAL CONTINENTAL: Tempo instável

Alentejo: núcleo de ar muito frio em altitude para esta tarde. Nebulosidade de evolução durante a tarde, com possibilidade de ocorrência de aguaceiros, pontualmente fortes e acompanhados de trovoadas, para as regiões do centro e sul de Portugal Continental. Possibilidade de queda de granizo.

terça-feira, 19 de março de 2019

7146. Ajuda humanitária começou a chegar à cidade de Beira

CopyRight @ RTP Notícias

7145. Ciclone Idai provoca mais de 200 vítimas mortais em Moçambique

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7144. União Europeia envia apoio para Moçambique

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7143. Idai. ONU diz que este foi o pior desastre natural de sempre no hemisfério sul

CopyRight @ RTP Notícias

7142. Devastação na Beira deixa portugueses preocupados

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7141. Cidade da Beira em ruínas tenta recuperar

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7140. Ciclone Idai. Centenas de crianças enfrentam a fome em centros de abrigo

CopyRight @ RTP Notícias

domingo, 17 de março de 2019

7138. Domingo, 17 de Março (18h00)

Imagem de satélite às 18h00
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Fonte: SAT24
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Nebulosidade/precipitação fraca no litoral oeste.

7137. PORTUGAL CONTINENTAL: Contrastes térmicos (16 e 17 de Março)

Tecle nas imagens para ampliar
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Fonte: IPMA

7136. Ciclone já fez 68 mortos em Moçambique

O número de mortos em Moçambique, à passagem do ciclone Idai, já subiu para 68, na província de Sofala, de acordo com a edição online do jornal moçambicano O País. Na cidade da Beira, há 55 vítimas mortais e, em Dondo, são 13. Nos dois municípios, o jornal aponta para a existência de cerca de 1500 feridos. O balanço é ainda preliminar: o acesso a zonas mais remotas continua a ser muito complicado e o mau tempo vai prolongar-se nos próximos dias. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia moçambicano, citado pelo jornal Verdade, prevêem-se fortes e persistentes chuvadas (com mais de 150 milímetros em 24 horas), ventos com rajadas fortes até 60 quilómetros/hora e trovoadas severas, que se poderão prolongar até quinta-feira. As cidades da Beira e Dondo têm estado sem energia, água e comunicações. Também a circulação está fortemente condicionada: há muitas árvores caídas nas ruas da Beira e militares das Forças de Defesa e Segurança foram mobilizados para a remoção destes obstáculos. Na estrada nacional 6, no troço entre Tica e Nhamatanda, o piso cedeu às correntes fortes do rio Mutua que galgou as suas margens. Na descrição do jornalista de O País, as famílias que ali residem foram apanhadas de surpresa e subiram às árvores para escapar às cheias. Os efeitos da passagem da tempestade fazem-se sentir das formas mais inesperadas. Na Beira, por exemplo, de quinta-feira a sábado foram adiados 32 funerais, previstos para os três cemitérios oficiais e outros privados da cidade. Já as ligações aéreas da Beira com o resto do país, suspensas por três dias, foram retomadas este domingo. O Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, interrompeu a visita de Estado que estava a fazer à Suazilândia, para se deslocar a Quelimane, província da Zambézia, e inteirar-se dos danos provocados pelo ciclone. O mau tempo vai continuar em todos os distritos das províncias de Sofala e Manica e em vários distritos das províncias de Tete (incluindo a cidade de Tete), Inhambane (incluindo Vilanculos) e Gaza, a norte de Maputo.
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domingo, 10 de março de 2019

7133. Domingo, 10 de Março (10h00)

Imagem de satélite às 10h00
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Fonte: SAT24
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Manhã soalheira com bancos de nevoeiro pelo interior.

quinta-feira, 7 de março de 2019

7130. PORTUGAL CONTINENTAL: Tarde de chuva

Imagem de satélite às 17h00
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Fonte: SAT24
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Tarde com períodos de chuva ou aguaceiros, estendendo-se do litoral oeste para o interior e Algarve.

7129. O novo normal do clima é não haver normal

O clima na Europa tem passado por extremos nas últimas semanas. No Reino Unido, por exemplo, se o final de Janeiro trouxe uma vaga de frio que congelou o País, este Fevereiro está a bater recordes de calor.
Os cientistas são comedidos nas análises de fenómenos atípicos – porque as excepções devem ser analisadas em séries longas de 20 a 30 anos e não no imediato – mas cresce a percepção de que os fenómenos extremos são cada vez mais frequentes. E tudo pode estar relacionado com o progressivo degelo que se verifica no Árctico, onde ano após ano os glaciares vão recuando.
Philip Jones, professor da Universidade de East Anglia, em Inglaterra, e um dos mais reputados especialistas mundiais em alterações climáticas, explica ao CM a influência do Árctico no clima terrestre. "É possível que o Árctico seja responsável [por esta instabilidade] mas teremos que analisar mais anos do que os últimos dois ou três. As correntes de jacto circulam pelo Hemisfério Norte entre as latitudes 45 e 65N. Em alguns Invernos, isto provoca mais ondas (meandros). À medida que os meandros sobem a latitudes mais a Norte e depois descem mais para Leste, isto leva a anormalidades de frio e calor nas latitudes intermédias no Hemisfério Norte", explica o cientista que assinou vários relatórios para o Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC), da ONU.
O professor explica que "Se a formação deste meandro [corrente de ar em serpentina] se deve à redução do gelo no Oceano Árctico, essa é uma área de pesquisa que tem estado muito activa". Mais do que em qualquer outro ponto do globo, as temperaturas em redor do Pólo Norte têm subido ano após ano. O que significa um degelo acelerado, mais calor a chegar aos oceanos, tudo combinado para criar significativas alterações nas correntes atmosféricas, que a ciência ainda tenta compreender.
Apesar das dúvidas, há factos inquestionáveis. Na última segunda-feira, 25 de Fevereiro, bateu-se o recorde do dia mais quente deste mês alguma vez registado no Reino Unido, com os termómetros a chegarem acima dos 20 graus em várias zonas no País. Mas, como lembra Philip Jones, no ano passado, por esta altura, vivia-se no norte da Europa uma das maiores vagas de frio de sempre, baptizada com o curioso nome de ‘A Besta de Leste’.
O que parece cada vez mais evidente é que o clima está cada vez mais imprevisível em termos globais. Neste mês de Janeiro, vivemos em simultâneo a maior vaga de frio registada nos últimos 50 anos na América do Norte, ao mesmo tempo que a Austrália vivia uma onda de calor sem precedentes.
Os números mostram que os 20 anos mais quentes alguma vez registados aconteceram desde 1981. Ou que os 10 anos mais quentes de sempre ocorreram nuas últimos 12. Os oceanos já registam uma subida do nível das águas de 17 centímetros desde 1900 (indica a NASA), e as temperaturas médias subiram 1 grau. Factos que apontam para uma mudança que muitos consideram já irreversível e que não augura nada de bom.
José Carlos Marques
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7128. IPMA caracteriza áreas de empréstimo de areia para alimentar praias

O projecto CHIMERA, financiado pelo Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR-09-2016-48), foi desenvolvido com o objectivo principal de identificação e caracterização de quatro manchas de empréstimo para recolha de areia (Costa da Caparica, Espinho-Torreira, Barra-Mira, Figueira da Foz - Leirosa) na plataforma continental proximal com o intuito de virem a ser utilizadas em intervenções de alimentação artificial de praias em zonas sensíveis à erosão costeira. A Agência Portuguesa do Ambiente, I.P. (APA) (entidade adjudicante do projecto), contratou a Xavi-Sub – Mergulhadores Profissionais Lda., para a realização deste projecto, com o apoio do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, I.P. (IPMA, I.P>.).
Este projecto contou com uma vasta equipa técnica para as diversas tarefas, nomeadamente levantamento hidrográfico – batimetria e retrodispersão acústica, levantamento de sísmica de reflexão ligeira – sonda paramétrica e dados multicanal, amostragem para caracterização dos sedimentos e ainda a identificação de estruturas arqueológicas com base em dados magnéticos.
A caracterização de manchas de empréstimo assume um papel importante se considerarmos que a erosão costeira é responsável pela remobilização dos sedimentos, o que acarreta impactos ambientais e económicos. Esta caracterização multidisciplinar permitiu estimar o volume de areia com determinadas características (e.g., tamanho do grão, composição mineralógica, percentagem de cascalho e de fracção fina, teor em carbonatos, grau de contaminação em conformidade com a Portaria n.º 1450/2007) que serão recomendadas para alimentar as praias e assim atenuar os efeitos da erosão.
As campanhas de aquisição de dados de batimetria, sísmica, retrodispersão acústica e dados magnéticos foram realizadas a bordo das embarcações do IPMA Diplodus e Noruega com uma duração de 56 dias. Foram adquiridos 434km de sísmica (monocanal e multicanal) e 1222km de batimetria, retrodispersão acústica e dados magnéticos. A amostragem de sedimentos ficou a cargo da empresa Xavisub, tendo sido recolhidas 128 amostras de superfície e 66 vibrocores (no total das 4 áreas).
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Fonte: IPMA

quarta-feira, 6 de março de 2019

7127. Quarta-feira, 6 de Março (15h00)

Imagem de satélite às 15h00
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Fonte: SAT24
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Tarde instável, com aguaceiros e trovoadas, especialmente nas regiões do norte e centro; queda de neve nas terras altas. Vento moderado a forte com rajadas.

terça-feira, 5 de março de 2019

7126. PORTUGAL CONTINENTAL: Tempo instável

Intensidade da precipitação às 22h30
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Fonte: IPMA
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Instabilidade no litoral oeste, associada à aproximação e passagem de uma superfície frontal fria que se desloca para leste e que vai atravessar todo o território de Portugal Continental, provocando períodos de chuva ou aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoadas.