sábado, 28 de setembro de 2019

7419. IPMA: Furacão Lorenzo (Açores) - Comunicado n.º 3

Hoje às 09:00 UTC (28 de Setembro) o furacão Lorenzo – categoria 3 na escala de Saffir-Simpson encontrava-se a 2510 km a sudoeste dos Açores, deslocando-se para norte/noroeste a uma velocidade de 17 km/h. É muito provável (probabilidade superior a 80%) que o arquipélago seja afectado por este furacão, na próxima quarta-feira (dia 2 de Outubro). De acordo com os últimos dados prevê-se para quarta-feira:
Grupo Ocidental – vento do quadrante sul com rajadas até 150 km/h, chuva FORTE e ondas de sudoeste com altura significativa entre 10 a 12 metros.
Grupo Central – vento do quadrante sul com rajadas até 180 km/h chuva FORTE e ondas de sudoeste com altura significativa entre 10 a 14 metros, com altura máxima de onda superior a 20 metros.
Grupo Oriental – vento com rajadas até 110 km/h e ondas de altura significativa 7 a 9 metros.
No entanto, devido à distância a que o furacão se encontra, existe ainda incerteza relativamente à trajectória exacta e respectiva intensidade com que poderá atingir o Arquipélago.
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Fonte: IPMA

7418. RANKING EUROPEU: Tendência climática para o Outono de 2019

OUTONO 2019
(Outubro/Novembro/Dezembro)
  Tendência climática para o quarto trimestre de 2019
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TEMPERATURAS MÁXIMAS DIÁRIAS
Regiões com maior probabilidade de virem a registar um maior número de dias com temperaturas máximas diárias superiores aos valores máximos normais deste trimestre.
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TEMPERATURAS MÍNIMAS DIÁRIAS
Regiões com maior probabilidade de virem a registar um maior número de dias com temperaturas mínimas diárias inferiores aos valores mínimos normais deste trimestre.
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PRECIPITAÇÃO MÁXIMA DIÁRIA
Regiões com maior probabilidade de virem a registar um maior número de dias com precipitações máximas diárias superiores aos valores máximos diários normais deste trimestre.
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 Prováveis regiões da Europa
com valores INFERIORES à média
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OUTONO 2019
(Outubro/Novembro/Dezembro)
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TEMPERATURA MÁXIMA DIÁRIA
(Acumulada)
Tendência para menos calor
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TEMPERATURA MÍNIMA DIÁRIA
(Acumulada)
Tendência para menos frio 
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PRECIPITAÇÃO MÁXIMA DIÁRIA
(Acumulada)
Tendência para uma diminuição da precipitação
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7417. ALTO ALENTEJO: Neblina matinal (10h40)







7416. Furacão Lourenzo aproxima-se dos Açores com rajadas de 180km/h

O furacão Lourenzo poderá provocar, na próxima semana, rajadas de vento de 180 quilómetros/hora nas ilhas do Faial e do Pico, nos Açores, um cenário que não se regista no arquipélago há 20 anos, avançou esta sexta-feira a Protecção Civil.
“Estão previstos ventos extremamente fortes, que possivelmente irão ter rajadas na ordem dos 180 quilómetros/hora no Pico e no Faial, atingindo o restante grupo Central com rajadas na ordem dos 120 quilómetros/hora”, adiantou o presidente do Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA), Carlos Neves, numa conferência de imprensa, em Angra do Heroísmo. Salientando que a intensidade e a trajectória do furacão ainda poderão sofrer alterações, o responsável pela Protecção Civil dos Açores disse que todos os modelos meteorológicos indicam que o furacão afectará o arquipélago nos dias 1 e 2 de Outubro.
“Ao contrário de situações anteriores, onde os furacões que se dirigiram para o nosso arquipélago, felizmente passaram ao lado, neste caso, e segundo informações do IPMA [Instituto Português do Mar e da Atmosfera], existe mesmo uma forte probabilidade de este furacão nos atingir”, frisou. As previsões meteorológicas apontam para que a parte leste do furacão tenha “maior intensidade”, esperando-se por isso que as ilhas do grupo central (Pico, Faial, São Jorge, Graciosa e Terceira) sejam as mais fustigadas.
Caso se confirmem as previsões actuais, os Açores serão afectados pela pior tempestade das últimas duas décadas. “Penso que nos últimos 20 anos não tivemos registo de algo tão forte na região. Eu penso que por volta de 93/94 tivemos dois furacões que atingiram ventos talvez desta dimensão”, adiantou Carlos Neves.
A Protecção Civil dos Açores está a “acompanhar cuidadosamente e a par e passo” a evolução do furacão, junto do IPMA, estando em contacto com agentes de Protecção Civil, como câmaras municipais, serviços municipais, direcções regionais, forças armadas e forças de segurança. Caso seja necessário, poderão ser enviados 50 elementos da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil para as ilhas do grupo central, para reforçar a capacidade de socorro.
“São equipas de operacionais da Protecção Civil que terão valências no caso da desobstrução de vias ou corte de árvores. Vêm equipados para nos ajudar naquilo que nós pensamos que poderão ser as ocorrências com maior probabilidade de vir a suceder”, adiantou o responsável pela Protecção Civil. Carlos Neves adiantou que será também aumentada a capacidade de emergência pré-hospitalar nas ilhas Graciosa e Flores (que não têm hospital) e que serão activados serviços de suporte imediato de vida (SIV) nessas duas ilhas e reforçados nas ilhas do Pico e do Faial, estando ainda a ser estudada a possibilidade de serem reforçados os meios clínicos das unidades de saúde açorianas.
A Protecção Civil dos Açores vai “reforçar os meios e colocar em alerta máximo” os corpos de bombeiros, as forças de segurança, os serviços das Obras Públicas e os serviços municipais. Será também aumentado o número de operadores da PSP responsáveis pela linha 112 e o número de operadores de Protecção Civil e da linha de emergência médica.
O presidente da Protecção Civil dos Açores recomendou a adopção de medidas de autoproteção como “guardar objectos soltos no jardim e à volta das residências, limpar os sistemas de drenagem, consolidar os telhados, as portas e as janelas, circular só em caso de extrema necessidade, reforçar as amarrações das embarcações, não praticar actividades relacionadas com o mar e praticadas ao ar livre e afastar-se das áreas baixas junto das orlas costeiras e das ribeiras”.
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Fonte: Observador

7415. PORTUGAL: Probabilidades no Outono



terça-feira, 24 de setembro de 2019

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

7412. OUTONO no Hemisfério Norte

Às 8h50 desta segunda-feira, dia 23 de Setembro, começa oficialmente o Outono. Este é o dia do equinócio, a data em que, segundo o saber popular, o dia e a noite têm a mesma duração. O próprio nome do fenómeno indica isso mesmo, como explica o Observatório Astronómico de Lisboa, já que se junta aequus (igual) a nox (noite). Mas se a data que assinala o início do Outono costuma ser sinal de que é preciso tirar os casacos dos armários e ir buscar os guarda-chuvas, este ano pode não ser exactamente assim.
Para esta segunda-feira, dia de início do Outono, as previsões dão conta de que o céu estará muito nublado todo o dia, em todo o país. Mas chuva chegará apenas à região do Minho. Já na terça-feira, dia 24, os aguaceiros atingirão o resto do país: “Para amanhã [terça-feira] temos a passagem de uma superfície frontal com períodos de chuva nas regiões do norte e centro mais frequente e intensa no Minho e Douro litoral, passando depois a regime de aguaceiros fracos a partir do meio da manhã e pouco frequentes durante a tarde”, explicou à agência Lusa o meteorologista do IPMA Bruno Café. No sul também deverá chover, mas apenas a norte do Baixo Alentejo, passando depois a “aguaceiros fracos pouco frequentes”.
Mas apesar de serem esperados alguns aguaceiros, o IPMA explica que os valores de precipitação esperados para esta semana são “abaixo do normal, praticamente para todo o território”. E o mesmo se aplica à semana seguinte, até ao dia 6 de Outubro. Os aguaceiros que se avizinham em vários pontos do país estão, por isso, longe das chuvadas a que o Outono nos tem habituado. E quanto à temperatura?
Em relação às temperaturas, está prevista para hoje [segunda-feira] uma descida da temperatura mínima. As mínimas vão rondar os 10 a 16 graus, sendo mais baixas no interior, onde deverão rondar os 8 a 10 graus”, afirmou o meteorologista Bruno Café. “Vamos ter temperaturas entre os 20 e os 27 graus (as mais elevadas no Alentejo e Santarém). Para amanhã [terça-feira] descem um bocadinho”, disse.
Embora as regiões do litoral oeste tenham temperaturas “abaixo do normal” ao longo desta semana, o interior contrariará e muito esta tendência. De acordo com o IPMA, esperam-se temperaturas “acima do normal para alguns locais do interior do Baixo Alentejo e sotavento Algarvio”, bem como “para as regiões do interior” no geral, até 13 de Outubro.
O mês de Outubro deverá mesmo ser “ligeiramente mais seco e mais quente do que a média”, como explicou a meteorologista Ângela Lourenço ao Diário de Notícias. Ao Público, outra cientista do IPMA, Vanda Pires, aponta que a tendência dos outonos em Portugal tem sido a de “valores elevados de temperatura com ocorrências de ondas de calor”, numa espécie de “prolongamento do verão” que toma conta do Outono.
Por isso, nos próximos dias, já sabe: chuva sim, mas pouca, e as temperaturas devem manter-se elevadas para esta altura do ano. O Outono prolongar-se-á até ao dia 22 de Dezembro, altura em que ocorrerá o solstício de Inverno. Quanto ao equinócio desta segunda-feira, o Observatório Astronómico relembra que, embora o senso comum nos diga que este é o dia em que dia e noite têm a mesma duração, na prática não é exactamente assim: “No equinócio a duração do dia é cerca de 7 minutos maior do que a duração da noite. Só uns dias mais tarde, quando o sol tiver uma declinação um pouco menor, teremos a duração da noite e do dia efectivamente iguais.” Mais concretamente, a 26 de Setembro — dia em que o IPMA prevê céu pouco nublado e uma subida das temperaturas no interior do país.
Cátia Bruno
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Fonte: Observador

7411. Arquipélago dos Açores: Agosto extremamente húmido

No mês de Agosto, registaram-se desvios positivos relativamente à quantidade de precipitação ocorrida: 25% na estação do aeródromo das Flores, 188% na estação do Observatório José Agostinho em Angra do Heroísmo e 265% na estação do Observatório Afonso Chaves em Ponta Delgada. A precipitação registada nos observatórios de Ponta Delgada e Angra do Heroísmo foi a mais elevada no mês de Agosto desde pelo menos o ano 2000.
O valor mais elevado dos totais mensais da precipitação registou-se em S. Miguel/L. Canário-4233 (624,9 mm) e o menor em Santa Maria (70,8 mm). No mês de Agosto e, relativamente ao período de referência de 1961-1990, verificaram-se desvios positivos em todas as estações. Salienta-se que, em Agosto e no período de referência, se superou o máximo absoluto do total da precipitação diária no Faial/Horta (1961-1990: 52,3mm), com 67,2mm, na Graciosa (1961-1990: 36,8mm), com 48,6mm, e na Terceira/Angra do Heroísmo (1961-1990: 65,4mm), com 83,7mm em apenas um só dia.
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Fonte: IPMA

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

7408. PORTUGAL CONTINENTAL: Tempo instável no sul

Intensidade de precipitação às 13h00
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Fonte: IPMA
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Passagem de linha de instabilidade pelo sul, deslocando-se de oeste para leste e provocando períodos de chuva ou aguaceiros.

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

7407. PORTUGAL CONTINENTAL: Monitorização da seca

Fonte: IPMA

7406. PORTUGAL CONTINENTAL: Tempo variável

Imagem de satélite às 18h00
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Fonte: SAT24
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Tempo variável em Portugal Continental, com ocorrência de aguaceiros e trovoadas nos distritos de Viseu e da Guarda; nebulosidade baixa e nevoeiro persistente ao longo do dia na faixa ocidental; céu pouco nublado no litoral norte e centro e em Trás-os-Montes e nebulosidade alta nas regiões do sul.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

7405. PORTUGAL CONTINENTAL: Instabilidade no norte e centro




Tarde de instabilidade, com ocorrência de aguaceiros, trovoadas e queda de granizo no interior das regiões do norte e centro.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

7401. Sexta-feira, 13 de Setembro (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00
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Pinhão (Santa Bárbara) – 35,8 ºC
Braga (Merelim) – 35,0 ºC
Anadia – 34,4 ºC
Arouca – 34,2 ºC
Monção (Valinha) – 34,1 ºC
Cabeceiras de Basto – 34,1 ºC
Lousã (Aeródromo) – 34,1 ºC
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Portalegre – 23,0 ºC
Sagres – 23,3 ºC
Portimão (Praia da Rocha) – 23,2 ºC
Sabugal (Martim Rei) – 23,0 ºC
São Pedro de Moel – 22,1 ºC
Penhas Douradas – 21,5 ºC
Fóia – 21,3 ºC
Pico do Areeiro (Madeira) – 15,1 ºC
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Fonte: IPMA

7400. "Gota fria" pode estender-se a Portugal

O IPMA explica que a depressão que está na origem das chuvas torrenciais que atingiram Almeria poderá ser sentida em Portugal. "Esta depressão nos níveis médios e altos, à qual os espanhóis atribuem a designação 'gota fria', irá mover-se um pouco para a região de Portugal. Irá começar a afectar Portugal a partir da tarde de amanhã [sábado] e pelo domingo e segunda-feira", refere Ângela Lourenço, em declarações à TSF.
"A tendência será para que, em Portugal continental, a situação de trovoada também ocorra, essencialmente a partir da tarde de amanhã [sábado], bem como precipitação", acrescenta a responsável do Instituto Português do Mar e da Atmosfera.
No entanto, esta será uma "situação muito menos severa do que o que tem ocorrido em Espanha", e haverá ainda tempo quente e seco nos próximos dias, "com tendência para uma ligeira melhoria a partir de domingo".
Catarina Maldonado Vasconcelos com Cláudia Arsénio
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Fonte: TSF

7399. Incêndio em Miranda do Corvo com várias frentes activas

O incêndio que lavra esta sexta-feira em Miranda do Corvo, no distrito de Coimbra, continua com muitas frentes activas, embora a “cabeça” tenha sido dominada, disse à agência Lusa o Comandante Distrital de Operações de Socorro. “Temos muitas frentes activas devido às projecções provocadas pelo vento, mas, apesar de lento, o combate está a evoluir favoravelmente”, adiantou Carlos Luís Tavares.
No terreno estavam, pelas 22h25, 485 operacionais apoiados por 141 viaturas, que aguardavam por reforços de grupos da Guarda, Viseu, Leiria, Lisboa e Aveiro. Segundo Carlos Luís Tavares, não existem povoações em risco, apesar das chamas terem ameaçado as localidades de Póvoa da Pedreira e Casal Fato, da União de Freguesias de Semide e Rio de Vide. “Durante a noite contamos dominar o incêndio”, salientou o comandante distrital. A Estrada Nacional 17-1 está cortada ao trânsito entre a localidade de Pedreira e a vila de Miranda do Corvo.
A página da Protecção Civil destaca na noite desta sexta-feira três grandes incêndios que estão a lavrar nos distritos de Coimbra (Miranda do Corvo), Vila Real (Sertã) e Castelo Branco (Valpaços) e que mobilizam quase 500 operacionais e mais 100 viaturas cada um. No total, cerca de 2350 operacionais e 710 viaturas combatem mais de 60 incêndios em todo o país, 14 dos quais em curso, três em resolução e 49 em conclusão.
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Fonte: PÚBLICO

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

7398. Perigo de Incêndio mantém-se nos próximos dias

O IPMA e a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) chamam a atenção para a situação a partir da tarde desta quinta-feira, 12 de Setembro, até sábado, 14 de Setembro, se prevê o aumento da intensidade do vento que, em combinação com a continuação do tempo quente e seco, irá manter em valores muito elevados o perigo meteorológico de incêndio. Assim, mantém-se as condições favoráveis à deflagração e propagação dos incêndios rurais e recordamos que no âmbito da Declaração da Situação de Alerta hoje emitida:
- É PROIBIDO o acesso, circulação e permanência no interior dos espaços florestais, previamente definidos nos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PMDFCI), bem como nos caminhos florestais, caminhos rurais e outras vias que os atravessem;
- É PROIBIDA a realização de queimadas e de queimas de sobrantes de exploração;
- Há PROIBIÇÃO total da utilização de fogo-de-artifício ou outros artefactos pirotécnicos, independentemente da sua forma de combustão, bem como a suspensão das autorizações que tenham sido emitidas, nos distritos em que tenha sido elevado o Estado de Alerta Especial de Nível Vermelho para o dispositivo de combate a incêndios rurais: BRAGANÇA, CASTELO BRANCO, COIMBRA, GUARDA, LISBOA, PORTALEGRE, SANTARÉM, SETÚBAL, VILA REAL e VISEU;
- É OBRIGATÓRIO usar dispositivos de retenção de faíscas e de tapa-chamas nos tubos de escape e chaminés das máquinas de combustão interna e externa nos veículos de transporte pesados e 1 ou 2 extintores de 6 Kg, consoante o peso máximo seja inferior ou superior a 10 toneladas.
A ANEPC recomenda ainda a adequação dos comportamentos e atitudes face à situação de perigo de incêndio rural, nomeadamente através da adopção das necessárias medidas de prevenção e precaução, observando a legislação em vigor, e tomando especial atenção à evolução do perigo de incêndio para os próximos dias, disponível nos sítios da Internet da ANEPC, do IPMA e do ICNF, ou junto dos Gabinetes Técnicos Florestais das Câmaras Municipais e dos Corpos de Bombeiros.
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7397. CENTRO/SUL: Nebulosidade com muito vento (18h00)


Aumento de nebulosidade no centro/sul, associado ao vento moderado com rajadas de leste.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

7390. Fogos em Portugal Continental

Albergaria-a-Velha, Porto e Águeda foram nesta sexta-feira as áreas mais difíceis no combate ao fogo, mas houve mais de 150 novos focos em todo o território desde a meia-noite até às 20 horas. Depois de dezenas de pessoas serem retiradas de vários locais em Albergaria-a-Velha, o incêndio na zona está finalmente "em resolução".
No fim desta tarde de sexta-feira, depois de um dia em que foram contabilizados mais de 150 novos incêndios desde a meia-noite até às 20 horas, parece finalmente que, com a descida das temperaturas, a situação está a acalmar. Às 20h21, o site da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) contabilizava apenas quatro incêndios em curso de um total de 64, com 53 "em conclusão" e sete em resolução. O número de operacionais no combate baixara também ligeiramente, para 1419, estando já só três aviões no ar.
Os quatro incêndios em curso localizam-se nesta altura em Setúbal (Palmela e Montijo), Porto (Lousada) e Aveiro (Santa Maria da Feira e Estarreja). O incêndio de Estarreja, o mais recente, tem as 20h11 como hora de referência.
O governo prolongou entretanto a Declaração de Situação de Alerta até às 23h59 de 10 de Setembro, fundamentando este prolongamento na previsão das condições meteorológicas para o continente, no facto de o índice de risco de incêndio florestal ser considerado elevado, muito elevado ou máximo nos próximos cinco dias. E o presidente da República, em declarações aos jornalistas, desejou que "o período que vai até domingo passe depressa."
Os distritos do Porto e Aveiro foram durante todo o dia os mais problemáticos em termos de intensidade e duração dos fogos. Mas é em Aveiro que se tem verificado a maior concentração de meios humanos, veículos e meios aéreos.
Cinco incêndios estiveram activos durante o dia de hoje nos concelhos de Águeda e Albergaria-a-Velha. Em declarações à Lusa, no posto de operações em Albergaria-a-Velha, o presidente da autarquia, António Loureiro, confirmou que durante a tarde de quinta-feira foram retiradas 19 crianças e dois adultos da Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) Aconchego, situada numa das principais "artérias" de Albergaria-a-Velha. Ainda segundo o autarca, foram também retirados vários moradores da localidade da Cova do Fontão e de São João de Loure, sendo que quatro pessoas acabaram por "ficar" nas suas casas. À Lusa, o autarca admitiu ainda não saber qual o número preciso de habitações evacuadas nas duas localidades. Esta manhã foi ainda evacuado um acampamento, no qual estavam quatro bebés, 18 crianças e quatro mães.
A conta de Twitter Vost Portugal partilhou uma imagem impressionante da coluna de fumo do incêndio de Albergaria-a-Velha, com 250 quilómetros, captada pelo satélite Sentinel.
O presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha considera que naquele concelho a situação se mantém "complexa" devido à mudança do vento. "O cenário é complicado e temos de ter em consideração que este incêndio tem um perímetro de dois mil hectares, o que, para fazer o rescaldo e todo o controlo, é de uma complexidade enorme", disse, adiantando prever um "cenário complicado para os próximos dois dias". Deu ainda conta de "uma situação de extrema aflição vivida cerca das 12h30, na localidade de Fontão, devido à mudança de vento" que fez com que o fogo "tocasse numa das casas", mas "felizmente foi apenas na marquise".
Os vários incêndios hoje a lavrar em Águeda e Albergaria-a-Velha obrigaram ao corte de trânsito na auto-estrada 25 (A25) e o Itinerário Complementar 2 (IC2), já reabertos, e na A1, ainda encerrada. Também devido aos incêndios, as câmaras municipais de Águeda e Albergaria-a-Velha accionaram os respectivos planos municipais de emergência, o que permite aos respectivos presidentes accionar e mobilizar recursos, nomeadamente máquinas e equipamentos julgados úteis para auxiliar no combate às chamas e na protecção de pessoas e bens.
"Neste momento já temos o IC2 e a A25 reabertos. O incêndio da Veiga (Águeda) já está dado como dominado, mas não extinto, continuamos em trabalhos no incêndio de Paus (Albergaria-a-Velha), que é o que está a implicar mais meios e maior preocupação", afirmou à Lusa, pelas 13h20, o comandante distrital de protecção civil, António Ribeiro. António Ribeiro explicou, a partir do teatro de operações, que está a ser dada maior atenção ao incêndio de Paus, que deflagrou às 11h28 de quinta-feira e que "tem progredido para a parte baixa do concelho de Albergaria-a-Velha, já perto da margem do rio Vouga", pelo que a preocupação "agora é proteger as povoações de Frossos, Angeja e São João de Loure".
Para a zona foram mobilizados sete meios aéreos e as Forças Armadas enviaram para o distrito de Aveiro três máquinas de rasto do Exército, "para apoiarem na abertura de caminhos que facilitem o acesso dos operacionais que combatem os incêndios". Segundo fonte militar, os meios foram deslocados no seguimento de um pedido da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil, envolvendo um total de 15 militares.
De acordo com a página na Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), às 14h35 o fogo que começou na localidade de Paus, em Albergaria-a-Velha, mobilizava 331 operacionais, apoiados por 100 veículos e sete meios aéreos. Já no incêndio que teve início às 16h28 de quinta-feira na localidade de Veiga, concelho de Águeda, e já "em resolução", estavam 190 meios, apoiados por 62 meios terrestres. O fogo que deflagrou na quinta-feira ao fim da manhã na localidade de Macinhata do Vouga, também em Águeda, estava a ser combatido por 136 operacionais, com o apoio de 40 veículos.
Segundo os dados disponibilizados às 13h30 pela ANEPC, havia 179 incêndios activos a ser combatidos por 1092 bombeiros, 348 viaturas e 12 meios aéreos (asa fixa e helicópteros). Nos 14 fogos em fase de resolução estavam empenhados 418 bombeiros, 123 viaturas e dois meios aéreos. Quanto aos 76 incêndios em fase de conclusão obrigavam à presença de 792 operacionais, 232 viaturas e dois meios aéreos.
Em termos de presença dos bombeiros e dos meios que os acompanham, os fogos em Aveiro estão a mobilizar um total de 832 efectivos e 252 viaturas, seguindo-se Santarém (230 e 70, respectivamente) e Portalegre (220 e 62).
O esforço dos bombeiros permitiu, entretanto, reabrir a auto-estrada entre Aveiro e Vilar Formoso (A25) – fechada entre Estarreja e Aveiro Sul – e o IC2, que estava cortada entre Águeda e Albergaria-a-Velha. Nestes dois concelhos foram accionados os planos municipais de emergência face à dimensão dos fogos, permitindo aos presidentes das duas câmaras municipais accionar e mobilizar os recursos – máquinas e equipamentos – considerados úteis para auxiliar no combate às chamas e na protecção de pessoas e bens.
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7389. Instabilidade na região sul

 
Tarde com períodos de céu muito nublado, com ocorrência de aguaceiros e trovoadas.

7388. Instabilidade no sul

Fotografia às 16h57
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Fotografia tirada a partir de Estremoz, ilustrando a nebulosidade que se fazia sentir no Baixo Alentejo/Algarve.

7387. PORTUGAL CONTINENTAL: Calor no início de Setembro

Um anticiclone que se encontra localizado a noroeste dos Açores, estendendo-se em crista para a Bretanha, em conjunto com um vale depressionário entre Marrocos e a Península Ibérica, dão origem a um fluxo de leste em Portugal Continental.
Nesta situação de tempo quente e seco, os valores da temperatura máxima variam entre 30,0 e 35,0 ºC na generalidade do território, tendo já atingido valores de 40,0 ºC em Alvega (40,7 ºC) e Évora/Mitra (40,0 ºC) no dia 4. A temperatura mínima atinge valores próximos de 20,0 ºC em alguns locais, tendo sido registado em Coimbra 25,8 ºC, na Fóia 25,5 ºC, Faro/aeroporto 21,5 ºC, Portalegre 21,0 ºC e Castro Marim 20,6 ºC na madrugada de dia 5.
As estações de Alvalade e Elvas estão em onda de calor (pelo menos 6 dias consecutivos em que a temperatura máxima diária é superior em 5,0 ºC ao valor médio diário no período de referência) desde 29 de Agosto, e os valores previstos da temperatura máxima estão a contribuir para que as estações de Santarém, Dois Portos, Lisboa e Setúbal entrem também em onda de calor.
Esta situação meteorológica é estável, persistindo desde o início do mês e devendo manter-se para a próxima semana.
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Fonte: IPMA

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

7386. Quinta-feira, 5 de Setembro (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00
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Reguengos (S. Pedro do Corval) – 37,2 ºC
Avis (Benavila) – 36,9 ºC
Amareleja – 36,9 ºC
Elvas – 36,8 ºC
Mértola (Vale Formoso) – 36,6 ºC
Portel (Oriola) – 36,5 ºC
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Montalegre – 22,8 ºC
Penhas Douradas – 22,1 ºC
Santa Cruz (Aeródromo) – 22,1 ºC
Cabo Raso – 21,7 ºC
Cabo da Roca – 20,1 ºC
São Pedro de Moel – 19,9 ºC
Areeiro (Madeira) – 14,6 ºC
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Fonte: IPMA

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

7385. Tarde instável no sul

Imagem de satélite às 18h00
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Fonte: Windy
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Períodos de céu muito nublado, com aguaceiros e trovoadas no Baixo Alentejo/Algarve.

7384. Quarta-feira, 4 de Setembro (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00
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Alvega – 39,5 ºC
Pegões – 39,0 ºC
Alvalade – 38,6 ºC
Elvas – 38,6 ºC
Reguengos (S. Pedro do Corval) – 38,3 ºC
Viana do Alentejo – 38,2 ºC
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Aveiro (Universidade) – 23,0 ºC
Dunas de Mira – 23,0 ºC
Santa Cruz (Aeródromo) – 21,6 ºC
Cabo Raso – 20,2 ºC
Cabo da Roca – 20,0 ºC
São Pedro de Moel – 19,9 ºC
Areeiro (Madeira) – 13,0 ºC
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Fonte: IPMA

terça-feira, 3 de setembro de 2019

7383. Calor. Proteção Civil coloca 13 distritos sob alerta vermelho

O calor que se vai fazer sentir nos próximos dias levou a Protecção Civil e o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) a darem, esta terça-feira, uma conferência de imprensa conjunta na qual alertaram para as medidas preventivas a implementar. A ANPC vai passar 13 distritos do país a estado especial de alerta de nível vermelho por causa do tempo quente e do risco de incêndios. Os termómetros deverão chegar aos 40 graus em vários locais.

Os distritos sob alerta vermelho entre as 00h00 de quarta-feira e 23h59 de domingo são Aveiro, Braga Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria, Portalegre, Porto, Santarém, Viana do Castelo Vila Real e Viseu. Já Beja, Faro, Évora, Lisboa e Setúbal passam a estar sob o alerta especial laranja.
“Estamos perante aquele que pode ser considerado o período com maior risco de incêndio derivado não só dos comportamentos das pessoas em espaços rurais, mas também daquilo que é a dificuldade do combate”, explicou, no final da conferência de imprensa, o comandante nacional da Protecção Civil, Duarte Costa.
“Apelo a todas as pessoas para evitarem comportamentos de risco e para evitarem todo o comportamento que tenho o uso do fogo em espaços rurais, porque a única forma de garantirmos que não vai haver incêndios é se não houver ignições”. Duarte Costa referiu ainda que existem mais de 11 mil operacionais que estão em todo o território “a postos para qualquer tipo de resposta que venha a ser solicitada pela Autoridade Nacional de Protecção Civil.
Dias e noites quentes – No fim de semana, no território continental “prevêem-se valores de temperatura bastante elevados, que poderão atingir cerca de 40 graus na região Sul e Vale do Tejo”, sendo que na maioria do território os termómetros ultrapassarão os 30 graus de temperatura máxima, explicou Nuno Moreira, meteorologista do IPMA. As noites também vão ser quentes, com as temperaturas mínimas nunca inferiores aos 20 graus na maioria dos distritos.
“A combinação destes parâmetros resulta em valores elevados do perigo meteorológico de incêndio e, consequentemente, de risco muito elevado e máximo numa grande parte do território”, acrescentou.
"Educação para o risco" – “A principal medida que existe no país (…) dentro daquilo que é a prevenção, é a educação para o risco”, pois “as pessoas têm de ter consciência de que têm de ser agentes da protecção civil”, considerou Carlos Mourato Nunes, presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC).  O alerta vermelho hoje activado tem o objectivo de diminuir o grau de risco ao levar a uma adopção de medidas preventivas por parte da população.
Mourato Nunes salientou a importância de “aumentar a vigilância e a fiscalização” por terra e por ar, algo que a Protecção Civil se compromete a fazer durante os próximos dias. “Isto é extremamente importante e é uma alteração substantiva relativamente à metodologia que vinha sendo seguida, em que apenas fazíamos vigilância aérea”, acrescentou.
A ANPC considera a sensibilização da população um factor essencial e defende que “não se pode arriscar” nem ter comportamentos de risco perante o agravamento das condições meteorológicas. “É esta linha de pensamento que está subjacente a todas as acções”, frisou Mourato Nunes, que elogiou ainda o “excelente trabalho que tem sido feito ao longo do ano pelos agentes de Protecção Civil”, bombeiros e restantes operacionais. GNR reforça patrulhamento – A GNR é outra das entidades que, esta terça e quarta-feira, irá reforçar a vigilância, fiscalização e o patrulhamento terrestre em todo o território continental de modo a prevenir incêndios florestais. A GNR lembra que, no período crítico de calor, é necessário continuar a adoptar as medidas e acções especiais de prevenção de incêndios florestais, pelo que irá sensibilizar a população para as proibições nos espaços florestais e agrícolas, nomeadamente fazer queimas ou queimadas, fumar, fazer lume ou fogueiras, lançar foguetes e balões de mecha acesa e fumigar ou desinfestar apiários, salvo se os fumigadores estiverem equipados com dispositivos de retenção de faúlhas.
Outras proibições incidem sobre a circulação de tractores, máquinas e veículos de transporte pesados que não possuam extintor, sistema de retenção de faúlhas ou faíscas e tapa chamas nos tubos de escape ou chaminés. Atendendo aos perigos de incêndio, a GNR aconselha ainda população a que, em caso de incêndio, ligue de imediato para o 112, transmitindo de forma sucinta e precisa a localização, a dimensão estimada e a forma de acesso mais rápida ao local.
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