sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

7608. Sexta-feira, 31 de Janeiro (15h00)

Imagem de Satélite às 15h00
* * *
Fonte: SAT24
==========
Tempo instável em Portugal Continental, com períodos de céu muito nublado e ocorrência de precipitação, sobretudo nas regiões do norte e centro.

7607. Percentagem de acerto nas previsões climáticas trimestrais (Europa)

1º Trimestre 2018 até 4º Trimestre 2019 = 67,75 %
4º Trimestre 2017 até 3º Trimestre 2019 = 66,58 %
3º Trimestre 2017 até 2º Trimestre 2019 = 66,58 % 
2º Trimestre 2017 até 1º Trimestre 2019 = 67,17 %
1º Trimestre 2017 até 4º Trimestre 2018 = 67,42 %
4º Trimestre 2016 até 3º Trimestre 2018 = 67,42 %
3º Trimestre 2016 até 2º Trimestre 2018 = 67,92 %
2º Trimestre 2016 até 1º Trimestre 2018 = 68,08 %
1º Trimestre 2016 até 4º Trimestre 2017 = 67,08 %
=====================================
1º Trimestre 2017 até 4º Trimestre 2018 = 67,42 %
1º Trimestre 2015 até 4º Trimestre 2016 = 65,08 %
1º Trimestre 2013 até 4º Trimestre 2014 = 58,00 %

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

7606. Estimativa climática (Resumo)

Em Setembro de 2019 foi apresentada uma estimativa (postagem 7418) para para as estações do Ranking Meteorológico Europeu sobre a provável evolução das temperaturas máximas diárias acumuladas, temperaturas mínimas diárias acumuladas e precipitações máximas diárias acumuladas, ao longo do quarto trimestre de 2019 (Outono). Terminado o período para o qual foram feitas as previsões, apresentam-se os quadros de apuramento final com os dados acertados.


=========================================
SÍNTESE RELATIVAMENTE AOS APURAMENTOS
(percentagem de acerto nas previsões)
* * *
4º Trimestre de 2019 (MÉDIA = 72 %)
Temperatura máxima diária acumulada superior à média - 36 %
Temperatura mínima diária acumulada superior à média - 60 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média - 44 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média - 96 %
Temperatura mínima diária acumulada inferior à média -  96 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média - 100 %
3º Trimestre de 2019 (MÉDIA = 70 %)
Temperatura máxima diária acumulada superior à média - 48 %
Temperatura mínima diária acumulada superior à média - 48 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média - 24 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média - 100 %
Temperatura mínima diária acumulada inferior à média -  100 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média - 100 %
2º Trimestre de 2019 (MÉDIA = 60 %)
Temperatura máxima diária acumulada superior à média - 36 %
Temperatura mínima diária acumulada superior à média - 24 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média - 12 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média - 100 %
Temperatura mínima diária acumulada inferior à média -  100 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média - 88 %
1º Trimestre de 2019 (MÉDIA = 65 %)
Temperatura máxima diária acumulada superior à média - 16 %
Temperatura mínima diária acumulada superior à média - 60 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média - 28 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média - 96 %
Temperatura mínima diária acumulada inferior à média - 96 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média - 96 %
 4º Trimestre de 2018 (MÉDIA = 65 %)
Temperatura máxima diária acumulada superior à média - 32 %
Temperatura mínima diária acumulada superior à média - 36 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média - 32 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média - 92 %
Temperatura mínima diária acumulada inferior à média -  100 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média - 96 %
3º Trimestre de 2018 (MÉDIA = 67 %)
Temperatura máxima diária acumulada superior à média - 48 %
Temperatura mínima diária acumulada superior à média - 56 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média - 12 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média - 100 %
Temperatura mínima diária acumulada inferior à média -  92 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média - 92 %
2º Trimestre de 2018 (MÉDIA = 65 %)
Temperatura máxima diária acumulada superior à média - 40 %
Temperatura mínima diária acumulada superior à média - 72 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média - 8 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média - 92 %
Temperatura mínima diária acumulada inferior à média -  96 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média - 80 %
1º Trimestre de 2018 (MÉDIA = 78 %)
Temperatura máxima diária acumulada superior à média - 60 %
Temperatura mínima diária acumulada superior à média - 72 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média - 44 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média - 92 %
Temperatura mínima diária acumulada inferior à média - 100 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média - 100 %
  4º Trimestre de 2017 (MÉDIA = 63 %)
Temperatura máxima diária acumulada superior à média - 36 %
Temperatura mínima diária acumulada superior à média - 32 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média - 24 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média - 92 %
Temperatura mínima diária acumulada inferior à média -  100 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média - 96 %
 3º Trimestre de 2017 (MÉDIA = 70 %)
Temperatura máxima diária acumulada superior à média - 40 %
Temperatura mínima diária acumulada superior à média - 64 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média - 20 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média - 100 %
Temperatura mínima diária acumulada inferior à média -  100 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média - 96 %

7605. PORTUGAL: Análise ponderada para dia de 31 de Dezembro de 2019

Actualização da postagem número 7448
* * *

Em relação à acumulação das temperaturas máximas registadas em doze meses consecutivos, comparando a situação climática de 31 de Dezembro de 2019 com a verificada a 31 de Dezembro de 2018, conclui-se que:
- as estações meteorológicas de Viana do Castelo, Porto/Pedras Rubras, Ovar, Alverca do Ribatejo, Lisboa/Geofísico, Montijo e Sines/Montes Chaos, em Portugal Continental, e Porto Santo, no Arquipélago da Madeira, apresentam valores mais elevados, traduzindo que os últimos doze meses foram mais quentes que o ano anterior nessas estações meteorológicas (comparativamente a 30 de Setembro de 2019, continuam a manter-se nesta situação as estações meteorológicas de Viana do Castelo, Porto Pedras Rubras, Lisboa/Geofísico e Montijo, em Portugal Continental; entraram para esta categoria as estações meteorológicas de Ovar, Alverca do Ribatejo e Sines/Montes Chaos, em Portugal Continental e saíram desta categoria as estações meteorológicas da Base Aérea de Ovar, Monte Real, Beja e Base Aérea de Beja, em Portugal Continental).
- pelo contrário, as estações meteorológicas das Flores, Aeródromo do Corvo, Horta/Faial, Horta, Lajes/Terceira, Ponta Delgada e Santa Maria, no Arquipélago dos Açores, a Base Aérea de Ovar, Monte Real, Castelo branco, Lisboa, Aeroporto de Lisboa, Évora, Beja, Base Aérea de Beja e Faro, em Portugal Continental, e Funchal e Aeroporto Cristiano Ronaldo, no Arquipélago da Madeira, apresentam valores mais reduzidos, traduzindo que os últimos doze meses foram mais frescos que o ano anterior nessas estações meteorológicas
No dia 31 de Dezembro de 2019, as estações meteorológicas das Lajes, e aeródromos da Graciosa e do Pico, no Arquipélago dos Açores, acumulavam valores iguais ao normal; todas as restantes estações do país encontravam-se numa situação de deficit de calor.
Relativamente à acumulação de precipitação (calculado a partir dos máximos atingidos diariamente ao longo de doze meses consecutivos), comparando a situação climática de 31 de Dezembro de 2019 com a verificada a 31 de Dezembro de 2018, conclui-se que:
- as estações meteorológicas das Flores, Lajes/Terceira, Angra do Heroísmo, Ponta Delgada e Santa Maria, no Arquipélago dos Açores, e de Viana do Castelo, Porto/Pedras Rubras e Sagres, em Portugal Continental apresentavam valores mais elevados, traduzindo que os últimos doze meses foram mais húmidos que o ano anterior nessas estações meteorológicas (comparativamente a 30 de Setembro de 2019, continuam a manter-se nesta situação as estações meteorológicas das Flores, no Arquipélago dos Açores, e de Viana do Castelo e de Sagres, em Portugal Continental; entraram para esta categoria as estações meteorológicas de Lajes/Terceira, Angra do Heroísmo, Ponta Delgada e Santa Maria, no Arquipélago dos Açores, e do Porto/Pedras Rubras, em Portugal Continental)
 e Sagres,
- pelo contrário, as estações meteorológicas de Bragança, Vila Real, Ovar, Viseu, Penhas Douradas, Coimbra, Castelo Branco, Lisboa, Lisboa/Geofísico, Portalegre, Évora, Base Aérea de Beja e Faro, em Portugal Continental, Porto Santo Funchal e Aeroporto Cristiano Delgado, no arquipélago da Madeira, apresentavam valores mais reduzidos, traduzindo que os últimos doze meses foram mais secos que o ano anterior nessas estações meteorológicas.
No dia 31 de Dezembro de 2019, as estações meteorológicas do Aeródromo da Graciosa, Aeródromo do Pico e Lajes, no Arquipélago dos Açores, acumulavam valores iguais ao normal; todas as restantes estações do país encontravam-se numa situação de deficit de precipitação.

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

7604. Arquipélago dos Açores: chuvas fortes



7603. Actuais emissões vão levar a três graus mais de temperatura, alerta especialista

As actuais emissões de gases com efeito de estufa podem levar a um aquecimento global de três graus, o dobro do acordado, diz a especialista Thelma Krug, para quem o limite para o aquecimento é "quanto mais baixo melhor". Thelma Krug é vice-presidente do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), organização científica criada no âmbito da ONU e que entre hoje e 01 de Fevereiro junta na Universidade do Algarve cerca de 260 especialistas em alterações climáticas, numa reunião técnica para avançar com a elaboração do sexto relatório de avaliação. No IPCC há três grupos de trabalho e em Faro está reunido o grupo II, a analisar os impactos das alterações climáticas nos ecossistemas e nas actividades humanas.
Em entrevista à Agência Lusa Thelma Krug, especialista na área de ambiente e florestas, lembrou o relatório do IPCC de Outubro de 2018, no qual se alertava para grandes alterações climáticas se os Estados deixarem as temperaturas subirem acima de 1,5 graus Celsius em relação à época pré-industrial, limite definido no Acordo de Paris, sobre redução de emissões, como o patamar desejável para a contenção do aquecimento global. Mas, diz Thelma Krug, as contribuições que cada país determinou "não estão numa trajectória de limitar o aquecimento a um nível baixo".
"Hoje, se somarmos todas as contribuições que foram colocados na mesa por todos os países, estamos muito mais numa trajectória de um aquecimento de três graus Celsius, praticamente o dobro do que estaríamos a tentar alcançar para minimizar os potenciais impactos" das alterações climáticas, afirmou a vice-presidente do IPCC. "O que esperamos é que os países, ao serem confrontados com este resultado, entendam que têm de fazer mais, a mensagem que estamos a dar é a de que não está a ser suficiente", salientou Thelma Krug.
A especialista não quer fazer previsões, porque o futuro depende do nível de aquecimento a que se chegue, mas tem a certeza que "cada bocadinho de aquecimento conta", e que "os impactos que ocorrem com diferentes níveis de aquecimento podem ser muito substantivos". Sem optimismos, Thelma Krug lembra que já há espécies ou sistemas fragilizados para os quais o futuro não é promissor. Lembra o degelo das grandes camadas de gelo do Árctico, lembra os corais que estão comprometidos e quase "levados à extinção", e reafirma que o objectivo tem de ser limitar o aquecimento. A 1,5 graus? Thelma Krug responde: "Quanto mais baixo melhor". É essa a mensagem que, diz, o IPCC procura fazer chegar aos governos, com dados sobre custos e impactos das alterações climáticas, dizendo que o melhor é reduzir as emissões muito rapidamente.
E em relação aos governos que estão ainda a negar as alterações climáticas? A responsável não comenta políticas de países, mas diz que o IPCC reconhece que há muito trabalho a ser feito por governos locais e regionais e que isso traz "um certo alívio". "A mensagem dos cientistas é muito clara, seria muito melhor que começássemos uma grande transformação em todos os sectores, no sentido de reduzir significativamente as emissões de gases com efeito de estufa", disse à Lusa, acrescentando que as temperaturas já subiram um grau e que a situação actual é "critica".
Limitar o aquecimento global a 1,5ºC (graus Celsius) no final do século implica emissões zero de gases em 2050 o que exigiria "um grande esforço já". E se em 2050 não se chegar a essas emissões neutras de gases, diz a responsável que vai ser mais difícil, que vai ser preciso tarefas em larga escala, como grandes reflorestamentos. O melhor, diz, era "começar a pensar-se nas grandes alternativas para a redução de emissões". Questões que os cientistas discutem na Universidade do Algarve, naquela que é a terceira e penúltima reunião do grupo II, os que estão a produzir o relatório sobre impactos, vulnerabilidades e adaptação às alterações climáticas.
Nas palavras de Thelma Krug a inovação da reunião de Faro é que foi disponibilizada para comentários de especialistas uma primeira minuta de relatório, tendo agora os participantes" mais de 16.000 comentários" para analisar. O relatório final será apresentado em Outubro de 2021. Todas as contribuições dos três grupos de trabalho do IPCC são submetidas para aprovação dos governos no próximo ano (grupo I em Abril, grupo III em Setembro e grupo II em Outubro). No ano seguinte será entregue um relatório síntese dos outros três, com os resultados científicos mais significativos dos três grupos de trabalho.
* * * * * * * * * * * *

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

7602. Ranking Meteorológico Europeu (Maiores desvios à média nos últimos 12 meses até 31.12.2019)

(Actualização da postagem número 7443)
BALANÇO ENTRE 01.01.2019 E 31.12.2019
 Estações com maiores desvios de temperaturas 
(Temperatura máxima absoluta acumulada diariamente)  
  * * *
============================================
BALANÇO ENTRE 01.01.2019 E 31.12.2019
Estações com maiores desvios de temperaturas
(Temperatura mínima absoluta acumulada diariamente)
  * * *
===========================================
BALANÇO ENTRE 01.01.2019 E 31.12.2019
Estações com maiores desvios de precipitação
 (Precipitação máxima acumulada diariamente)
* * *
 

domingo, 26 de janeiro de 2020

7601. Ranking Meteorológico Europeu (Maiores desvios à média no 4º Trimestre de 2019)

4º TRIMESTRE DE 2019
Estações com maiores desvios de temperaturas
(temperatura máxima absoluta acumulada diariamente)
comparação ao normal no 4º Trimestre de cada ano
VALORES ABSOLUTOS E EM PERCENTAGEM
* * *
=====================================
4º TRIMESTRE DE 2019
Estações com maiores desvios de temperaturas
(temperatura mínima absoluta acumulada diariamente)
comparação ao normal no 4º Trimestre de cada ano
VALORES ABSOLUTOS E EM PERCENTAGEM
* * *
=====================================
4º TRIMESTRE DE 2019
Estações com maiores desvios de precipitação
(precipitação máxima acumulada diariamente)
comparação ao normal no 4º Trimestre de cada ano
VALORES ABSOLUTOS E EM PERCENTAGEM
* * *

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

7600. PORTUGAL CONTINENTAL: Intensidade da precipitação às 21h30

Fonte: IPMA

7599. PORTUGAL CONTINENTAL: Instabilidade atmosférica no sul

Imagem de satélite às 14h00
* * *
Fonte: SAT24

7598. Hélder Silvano

Foto: Hélder Silvano

Foi na quarta-feira, 15 de Janeiro, por volta da hora de almoço que o céu ficou cinzento e uns instantes de muito vento e chuva forte. Não havia qualquer alerta meteorológico ou da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil [os avisos para a depressão Glória viria a entrar em vigor apenas no fim de semana]. Tínhamos, portanto uma normal quarta-feira de Inverno.
Na sexta-feira, dia 17 de Janeiro, quase por acaso o presidente da Junta de Freguesia de Bemposta, Manuel João passou por aquela zona, afastada das aldeias. Algures entre Chaminé e Água Travessa detectou uma quantidade de árvores arrancadas e partidas a meio. Surpreendido, entrou pelos terrenos adentro e percebeu que tinha acontecido ali um fenómeno qualquer, pois havia uma quantidade enorme de árvores arrancadas pela raiz, umas, e partidas a meio, outras.
(...) Hélder Silvano, responsável pela estação meteorológica MeteoAbrantes foi ao local ver os estragos e, como meteorologista amador, fazer um levantamento dos danos para enviar ao instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Diz que ficou registado de imediato, agora é preciso a clarificação científica dos especialistas para classificar o fenómeno como tornado, mas afirma não ter dúvidas que foi isso que se passou. “Face ao grau de destruição visível não tenho dúvidas que foi um tornado que passou ali. E pode ter sido um F1 [ventos até 180 km/h] face às árvores arrancadas e à forma como algumas estão torcidas”, vinca Hélder Silvano que acrescenta que ter-se-á criado ali “uma supercélula que andou os cerca de três quilómetros e depois desapareceu”. Aliás, explica, que mesmo sem alertas ou avisos meteorológicos havia condições favoráveis à ocorrência destes fenómenos, porque um tornado forma-se e depois desaparece. Neste caso terá percorrido uma distância de três mil metros, mas longe de povoados por isso não foi visível.
Hélder Silvano recolheu imagens, até de drone, para fazer um relatório para o IPMA que regista os fenómenos e pode avançar com outro tipo de investigações. E relembra que para a ocorrência destes fenómenos não é necessário a existência de qualquer aviso meteorológico, o que os torna ainda mais perigosos face à sua imprevisibilidade.
Já sobre o grau de destruição ainda tem a ver com a velocidade dos ventos e com a sua rotação, até porque um tornado pequeno pode ser mais violento do que um dos grandes. “Não é a sucção que conta no grau de destruição ou até a velocidade dos ventos, mas sim a força da rotação”, garante o responsável pela MeteoAbrantes revelando que daquilo que viu umas árvores foram arrancadas pela raiz, como demonstram as fotos, outras partiram a meio “por estarem mais secas”.

Jerónimo Belo Jorge



O antigo professor de Português nunca seguiu profissionalmente a carreira de meteorologista, devido "às fracas perspectivas de emprego", mas manteve o hobby sempre perto. Passou por todas as fases: do aparelho para ligar à TV cabo e que dava acesso às previsões do canal italiano RAI, a uma primeira estação meteorológica logo que a sua venda foi liberalizada - "houve uma altura que só o instituto de meteorologia é que podia ter" - até à actual estação que tem em casa e à variedade de programas informáticos que permitem calcular com precisão o que acontece a pelo menos a três dias de distância.
A colaboração com a Protecção Civil é cada vez mais estreita: "Estou presente nas reuniões, entro em campo nas situações mais especiais, como o risco de incêndio ou de tempestade. Nos fogos do ano passado, fui algumas vezes entregar previsão mais fina, de períodos de 30 minutos, com velocidade e direcção do vento, humidade, temperatura", descreve. Passou também a ter acesso a mais dados das estações meteorológicas da protecção civil distrital, o que lhe permitiu aumentar o nível de dados que disponibiliza na sua página online e também integrar a rede Ciclope (Sistema Integrado de Vigilância Florestal).


7597. Ranking Meteorológico Europeu (ACUMULADO)



Relatório descritivo para as estações portuguesas

A análise dos quadros acima representados permite concluir que, relativamente às temperaturas máximas acumuladas diariamente ao longo do último ano (entre 1 de Janeiro de 2019 e 31 de Dezembro de 2019), destacaram-se as estações meteorológicas do Aeródromo do Pico e do Aeródromo da Graciosa, no Arquipélago dos Açores, e de Viana do Castelo, Ovar, Base Aérea de Ovar, Alverca do Ribatejo e Montijo, em Portugal Continental, que registaram uma acumulação superior aos valores normais, evidenciando temperaturas máximas acima do normal naquelas estações meteorológicas (ano tendencialmente mais quente que o normal nestas estações meteorológicas, considerando apenas os valores de temperatura máxima diária registados nos últimos doze meses); assim, comparativamente à situação que se registava a 30 de Setembro de 2019, concluí-se que:
--as estações meteorológicas de Ovar, Base Aérea de Ovar e Alverca do Ribatejo continuam a registar em 31.12.2019 valores acima do normal, sendo estações meteorológicas que já registavam valores acima do normal em 30.06.2019 e em 30.09.2019 (no final do ano de 2019 continuam com valores acima do normal, tal e qual como no final do segundo e no terceiro trimestre de 2019);
-as estações meteorológicas do Aeródromo da Graciosa, no Arquipélago dos Açores, e de Viana do Castelo e do Montijo, em Portugal Continental, passaram de uma situação de valores acumulados inferiores ao normal em 30.09.2019 para uma situação de valores acumulados acima do normal em 31.12.2019;
-a estação meteorológica do Aeródromo do Pico, no Arquipélago dos Açores, surge pela primeira vez neste Ranking, com valores acumulados acima do normal em 31.12.2019.
-a estação meteorológica de Évora, em Portugal Continental, regressou aos valores normais em 31.12.2019, quando em 30.09.2019 se encontrava com valores acumulados inferiores ao normal; a estação meteorológica do Funchal mantém valores acumulados normais em 31.12.2019, tal como já tinha registado em 30.09.2019 e em 30.06.2019.
-a estação meteorológica de Beja passou a acumular valores inferiores ao normal em 31.12.2019, quando tinha valores acumulados normais em 30.09.2019;
-as seguintes estações meteorológicas continuavam a acumular valores inferiores ao normal em 31.12.2019, tal e qual como já acumulavam valores inferiores ao normal em 30.09.2019: Aeródromo do Corvo, Flores, Horta, Horta/Faial, Lajes, Lajes/Terceira, Angra do Heroísmo, Ponta Delgada e Santa Maria, no Arquipélago dos Açores, Porto/Pedras Rubras, Bragança, Vila Real, Viseu, Penhas Douradas, Coimbra, Monte Real, Castelo Branco, Base Aérea de Sintra, Lisboa, Lisboa/Geofísico, Aeroporto de Lisboa, Portalegre, Sines/Montes Chaos, Base Aérea de Beja e Faro, em Portugal Continental, e Porto Santo e o Aeroporto Internacional Cristiano Ronaldo, no Arquipélago da Madeira.
No que se refere aos dados de precipitação máximas acumuladas diariamente para o mesmo período (entre 1 de Janeiro de 2019 e 31 de Dezembro de 2019), as estações meteorológicas do Aeródromo do Pico, Aeródromo da Graciosa, Lajes, Lajes/Terceira, Angra do Heroísmo e de Ponta Delgada, no Arquipélago dos Açores, de Viana do Castelo, Porto/Pedras Rubras e Sagres, em Portugal Continental, e do Porto Santo, no Arquipélago da Madeira, registaram uma acumulação superior aos valores normais, evidenciando precipitações máximas diárias acima do normal naquelas estações meteorológicas (ano tendencialmente mais húmido que o normal nos últimos doze meses nestas estações meteorológicas, considerando apenas os valores de precipitação máxima diária registados nos últimos doze meses); assim, comparativamente à situação registada em 30.09.2019, concluí-se que:
-as estações meteorológicas do Aeródromo do Pico, Lajes, Angra do Heroísmo e Ponta Delgada, no Arquipélago dos Açores, e de Viana do Castelo e de Sagres, em Portugal Continental, continuam a registar uma acumulação superior ao normal em 31.12.2019, tal como já acontecia em 30.09.2019;
-a estação meteorológica das Lajes/Terceira, no Arquipélago dos Açores, passou de uma acumulação normal em 30.09.2019 para uma situação de acumulação superior ao normal em 31.12.2019;
-as estações meteorológicas do Porto/Pedras Rubras, em Portugal Continental, e do Porto Santo, no Arquipélago da Madeira, passaram de uma acumulação inferior ao normal em 30.09.2019 para uma situação de acumulação superior ao normal em 31.12.2019;
-a estação meteorológica das Flores, no Arquipélago dos Açores, passou de uma situação de acumulação superior ao normal em 30.09.2019 para uma situação de acumulação inferior ao normal em 31.12.2019;
-a estação meteorológica da Horta, no Arquipélago dos Açores, continua a registar uma acumulação normal em 31.12,2019, tal e qual como já acontecia em 30.09.2019;
-a estação meteorológica de Ovar passou de uma situação de acumulação inferior ao normal em 30.09.2019 para uma situação de acumulação normal em 31.12.2019;
-as estações meteorológicas de Santa Maria, no Arquipélago dos Açores, de Bragança, Vila Real, Viseu, Penhas Douradas, Coimbra, Monte Real, Cabo Carvoeiro, Castelo Branco, Lisboa, Lisboa/Geofísico, Montijo, Portalegre, Évora, Sines/Montes Chaos, Beja, Base Aérea de Beja e de Faro, em Portugal Continental, e do Funchal e do Aeroporto Cristiano Ronaldo, no Arquipélago da Madeira, continuam a registar valores inferiores ao normal em 31.12.2019, tal como já acontecia em 30.09.2019.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

7594. PORTUGAL CONTINENTAL: Instabilidade no sul


Imagem de satélite às 16h00
* * *
Fonte: SAT24
============================
Intensidade da precipitação às 16h00
* * *
Fonte: IPMA
==========
Instabilidade no sul, com ocorrência de precipitação associada ao deslocamento de uma depressão com sentido retrógrado; tempo frio, com aguaceiros fracos a moderados.

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

7593. Abrantes | Tornado arranca e parte centenas de árvores à sua passagem em Bemposta

CopyRight @ MedioTEJO

7592. Abrantes | Tornado arranca e parte centenas de árvores à sua passagem em Bemposta

Um tornado formou-se na freguesia de Bemposta (Abrantes) e as imagens agora divulgadas dão conta de centenas de árvores arrancadas do chão ou partidas pelo meio, tal a força do vento. São imagens de devastação captadas pelo presidente da Junta de Freguesia local, Manuel João, poucos dias depois da passagem de um tornado que devastou uma área de cerca de 3,5 km entre Água Travessa e Chaminé.
“Nunca na minha vida tinha visto uma coisa assim. Árvores com centenas de anos destruídas como se fossem papel. As que não eram arrancadas pelas raízes ficavam partidas pelo meio”, contou o autarca ao nosso jornal, dando conta que o ocorrido não provocou feridos por ser numa zona sem habitações por perto.
“Há árvores destruídas ao longo de 3,5 km, o tornado devia ter uns 70 metros de largura, e contam-se às centenas, ou mesmo um milhar de árvores destruídas, entre oliveiras, eucaliptos e sobreiros, alguns centenários. Sorte foi não ter apanhado ninguém pelo caminho”, contou Manuel João Dias, que nos fez chegar hoje as imagens da ocorrência.
Segundo o presidente de junta de Bemposta, a ocorrência terá decorrido na quarta-feira, dia de muita chuva e vento, mas só alguns dias depois se descobriu os efeitos do vendaval.
“Não era um vendaval normal e quando fui ao terreno deparei-me com este cenário. Contactei as autoridades e a protecção civil e o meteorologista Hélder Silvano diz que este deve ter sido um tornado de categoria F1. Incrível. Partiu e arrancou tudo pela raiz à sua passagem”, contou.
Mário Rui Fonseca
* * * * * * * * * * *
Fonte: MedioTEJO

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

7591. Segunda-feira, 20 de Janeiro (07h30)


Região centro de Portugal Continental com maior incidência de rajadas de vento e consequentemente maior número de impactos relacionados com quedas de árvores ao longo da última noite.

domingo, 19 de janeiro de 2020

7590. PORTUGAL CONTINENTAL: Tempo muito frio e vento forte



Um potente anticiclone centrado nas ilhas britânicas conjugado por baixas pressões no Mediterrâneo originam vento forte procedente do quadrante nordeste sobre o território de Portugal Continental; em altitude existe um núcleo de ar frio (25 a 30 ºC negativos aos 500 hPa) com deslocação retrógrada, transportando ar muito frio sobre o território de Portugal Continental, expandindo-se das regiões do interior para o litoral. Esta segunda-feira será caracterizada pelo predomínio do céu pouco nublado ou limpo, com vento forte com rajadas no litoral oeste e terras altas e uma descida significativa da temperatura do ar.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

7589. DEPRESSÃO GLÓRIA

Carta Sinóptica de Superfície prevista para
Sabado,  18 de Janeiro de 2020_12h00
Fonte: MetOffice
=============

No seguimento dos critérios de emissão estabelecidos, foi atribuído pela AEMET (Agencia Estatal de Meteorologia - Espanha) o nome GLORIA a uma depressão que se prevê estar centrada em 39°N 01°E no dia 19 de Janeiro de 2020 às 04 UTC. Os efeitos sentidos desta depressão no território do continente serão, essencialmente, o aumento da intensidade do vento a partir de domingo, em especial nas terras altas, onde as rajadas poderão atingir 110 km/h.
No sábado dia 18, em Portugal Continental, teremos a passagem de um sistema frontal, associado a uma depressão que será absorvida na circulação da depressão GLORIA a noroeste da Península Ibérica.
Assim, prevê-se para sábado períodos de chuva ou aguaceiros, por vezes fortes na região Centro até ao início da manhã, vento fraco a moderado (até 30 km/h) do quadrante sul, soprando por vezes forte (até 40 km/h) na faixa costeira ocidental, com rajadas até 70 km/h entre os cabos Espichel e Mondego até ao início da manhã, e vento moderado a forte (30 a 50 km/h) nas terras altas, por vezes com rajadas até 100 km/h, rodando gradualmente para noroeste. Prevê-se também a possibilidade de queda de neve acima de 1600 metros até ao início da manhã e no final deste mesmo dia.
No domingo e para o início da próxima semana, prevê-se o retorno do tempo seco, com vento do quadrante norte, por vezes forte na faixa costeira ocidental e forte com rajadas até 110 km/h nas terras altas, associado a uma descida generalizada das temperaturas.
* * * * * * * *
Fonte: IPMA

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

7588. Inundações em Lisboa


CopyRight @ RTP Notícias

7587. PORTUGAL CONTINENTAL: Instabilidade associada à passagem de frente fria

Imagem de satélite às 17h00
* * *
Fonte: SAT24
============================
Intensidade da precipitação às 17h00
* * *
Fonte: IPMA

Passagem de superfície frontal fria pelo norte e centro do território de Portugal Continental, deslocando-se do litoral para o interior; períodos de céu muito nublado e ocorrência de precipitação, por vezes forte e acompanhada por rajadas de vento muito fortes.