sábado, 29 de fevereiro de 2020

7631. PORTUGAL CONTINENTAL: Tempo instável

Imagem de Satélite às 09h00
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"CopyRight Eumetsat 2020"
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Períodos de céu muito nublado e ocorrência de precipitação, em especial no litoral norte e centro.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

7630. Quinta-feira, 27 de Fevereiro (18h00)

Imagem de Satélite às 18h00
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Fonte: SAT24
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Elevada concentração de poeiras sobre o território de Portugal Continental, procedentes do norte de África.

domingo, 23 de fevereiro de 2020

7629. Domingo, 23 de Fevereiro (15h00)

Algumas temperaturas às 15h00
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Funchal (Madeira) – 27,1 ºC
Amareleja – 26,3 ºC
Coimbra (Bencata) – 25,4 ºC
Leiria (Aeródromo) – 25, 3 ºC
Tomar (Valdonas) – 25,3 ºC
Cabeceiras de Basto – 25,2 ºC
Alcácer do Sal (Barrosinha) – 24,9 ºC
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Tavira – 17,8 ºC
Cabo Raso – 17,7 ºC
Penhas Douradas – 17,5 ºC
Fóia – 17,4 ºC
Portimão (Praia da Rocha) – 17,1 ºC
São Pedro de Moel – 15,5 ºC
Pico do Areeiro – 11,4 ºC
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Fonte: IPMA

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

7628. Mau tempo afecta chegadas ao Aeroporto Internacional da Madeira


O mau tempo que atinge esta sexta-feira o Arquipélago da Madeira está também a causar alguns constrangimentos nas chegadas ao Aeroporto Internacional da Madeira Cristiano Ronaldo, que na última hora viu dois aviões provenientes de Londres, borregar a tentativa de aproximação à pista, presumivelmente devido a má visibilidade provocada por aguaceiros.
Um voo da easyJet foi o primeiro a ser ‘desviado’ depois de ‘ensaiar’ a volta em frente ao Porto Novo. Logo depois o mesmo aconteceu com o avião da British Airawys. Um terceiro avião, igualmente com origem em Londres, está entretanto ‘em espera’ ao largo da costa Norte da Madeira.
O voo da British Airways proveniente de Londres com destino ao Funchal já divergiu para Porto Santo. Entretanto há outros quatro aviões no ar ‘em espera’ ao largo da costa Norte da Madeira: easyJet (Londres), Jet2 (Londres), Transavia (Porto) e TAP (Lisboa).
Orlando Drumond
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Fonte: dnoticias

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

7627. Temporal de 20 de Fevereiro de 2010: A meteorologia na Madeira 10 anos depois

Na sequência de episódios de precipitação forte em finais de 2009 e durante o ano de 2010, em particular aquela que esteve associada à bem conhecida tempestade que assolou a Ilha da Madeira no dia 20 de Fevereiro de 2010, reconheceu-se desde logo que seria indispensável reforçar a observação meteorológica na Madeira, em particular a rede de estações meteorológicas automáticas (EMAs).
No dia 20 de Fevereiro de 2010, o Arquipélago da Madeira contava com 9 EMAs, das quais 2 tinham sido instaladas em 2009 (Caniçal e Santa/Lombo da Terça). Hoje o Arquipélago da Madeira conta com 21 EMAs as quais permitem acompanhar em tempo real (hora a hora) o estado do tempo, em particular no que se refere a episódios de precipitação forte, temperaturas do ar altas e vento forte.
Atendendo à ausência de observações no mar, reconheceu-se também que seria indispensável a instalação de um radar meteorológico e de uma rede de detectores de trovoadas que permitissem, atempadamente e por observação remota, diagnosticar e acompanhar a evolução do estado do tempo, particularmente no que se refere à precipitação.
Assim, com o apoio financeiro de projectos, submetidos ao POSEUR, foi possível a instalação de um radar meteorológico de dupla polarização durante o ano de 2017, tendo entrado em funcionamento operacional no dia 1 de Janeiro de 2018, a instalação, em meados de 2019, de um novo sistema de observação em altitude (MW41) que permite a utilização de radiossondas de última geração e ainda, a instalação de uma rede de detectores de trovoadas durante o ano de 2019, a qual se encontra em fase pré-operacional, mas cuja entrada em funcionamento operacional está prevista para meados de Março de 2020.
Acresce que a ilha da Madeira apresenta características únicas em Portugal, devido ao facto de ter dimensões relativamente reduzidas, apresentar uma montanha com uma altitude máxima da ordem dos 1850 m, declives muito acentuados e ainda, uma orientação perpendicular à circulação predominante de norte/nordeste. Neste contexto, os modelos numéricos de previsão do tempo apresentam algumas limitações, as quais advêm, nomeadamente, da representação simplificada da topografia da ilha. Deste modo, todos os sistemas de observação referidos permitiram melhorar os desempenhos dos modelos do ECMWF e AROME para a região da Madeira, assegurando, por exemplo, a diminuição dos erros de previsão de parâmetros junto à superfície como a temperatura, humidade relativa e vento, bem como o acompanhamento das zonas onde ocorre precipitação, na qual se inclui a queda de neve.
Outro projecto relevante e transversal, financiado pelo POSEUR, e em implementação no IPMA/sede, consiste num novo Sistema de Visualização Integrada de informação meteorológica que permitirá aos meteorologistas que têm a seu cargo a vigilância e previsão do estado do tempo em todo o território nacional, melhorar a qualidade dos serviços prestados à população em geral, aos órgãos de comunicação social e à Protecção Civil, no que se refere essencialmente à segurança de vidas e bens, designadamente em situações de elevada perigosidade meteorológica.
Uma análise geral ao que tem sido feito na RAM e a nível nacional, permite-nos reconhecer que houve melhorias significativas nos meios de observação e da previsão, para além da reformulação da emissão de avisos meteorológicos no Arquipélago da Madeira que, em princípio, nos podem deixar mais seguros, embora não possa ser posta de parte a elevada vulnerabilidade aos fenómenos extremos, já vividos e que com certeza estarão associados às alterações climáticas, bem visíveis pelo aumento da temperatura média do ar, ondas de calor mais frequentes e alteração substancial dos padrões da precipitação e do vento.
De referir que o maior valor da precipitação anual no Funchal foi registado em 2010 (1477,0 mm) e o mais baixo em 2019 (244,5 mm). A temperatura média anual no Funchal em 2019 foi 20,6 °C, igual ao valor registado em 2004 (20,6 °C), sendo estes os maiores valores médios anuais registados desde 1865.
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Fonte: IPMA

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

7626. IPMA: Previsão especial para o período de Carnaval

Para Portugal Continental, a partir da próxima sexta-feira, dia 21, o estado do tempo será influenciado por um anticiclone localizado no Golfo da Biscaia. Assim, prevêem-se dias de céu geralmente limpo, com vento fraco a moderado do quadrante leste, soprando em regime de brisa durante a tarde no litoral. Os dias serão quentes e as noites frias, devendo a temperatura máxima registar valores entre 20 e 23°C, sendo mais baixa no interior com valores entre 15 e 20°C, enquanto a temperatura mínima deverá apresentar valores entre 7 e 12°C, sendo mais baixa no interior Norte e Centro com valores entre 2 e 6°C.
Este cenário deverá manter-se até segunda-feira, dia 24, havendo neste momento alguma incerteza em relação à previsão para a terça-feira de Carnaval, dia 25, com um possível enfraquecimento do anticiclone e aproximação de uma superfície frontal fria ao continente. A probabilidade de ocorrência de precipitação para o dia 25 nas regiões Norte e Centro varia entre os 10 e os 30%, sendo a probabilidade inferior a estes valores na região Sul.
Até domingo, dia 23, a costa sul deverá registar ondas de sueste com 1 a 2 metros e a costa ocidental deverá registar ondas de noroeste com 2 a 3 metros.
Para o Arquipélago dos Açores, a partir da próxima sexta-feira, dia 21, o estado do tempo será influenciado por um anticiclone localizado a nordeste e que deverá manter a sua influência até domingo. Assim prevê-se períodos de céu muito nublado com boas abertas para todas as ilhas. O vento deverá soprar do quadrante sul moderado nas ilhas do Grupo Ocidental e com menor intensidade, fraco a bonançoso no Grupo Central. Para o Grupo Oriental está previsto vento do quadrante leste bonançoso a moderado. Sexta-feira são esperadas temperaturas baixas com mínimas na ordem dos 11 a 13°C e máximas a variar entre 16 e 18°C, sendo esperado um aumento das temperaturas a partir do sábado.
Na sexta-feira e sábado as ondas deverão ser de oeste/noroeste com 2 a 3 metros, passando a sudoeste e aumentando para 3 a 4 metros no domingo nas ilhas do Grupo Ocidental.
Para o Arquipélago da Madeira, a partir da próxima sexta-feira, dia 21, o estado do tempo será condicionado por uma depressão em altitude centrada sobre o arquipélago, devendo essa depressão deslocar-se para sudoeste no sábado, dia 22, passando o anticiclone localizado no Golfo da Biscaia também a influenciar o estado do tempo no arquipélago. Neste momento, prevê-se que a referida depressão se mantenha a sudoeste do arquipélago, sendo uma fonte de alguma incerteza para a previsão dos dias seguintes. Assim, prevê-se que a sexta-feira seja um dia com períodos de céu muito nublado e ocorrência de aguaceiros. O vento deverá soprar fraco a moderado do quadrante leste, soprando moderado a forte nas terras altas. A partir de sábado, prevê-se uma diminuição da nebulosidade, com baixa probabilidade de ocorrência de precipitação, uma intensificação do vento e subida de temperatura. Na região do Funchal a temperatura máxima deverá registar valores entre 21 e 23°C, enquanto a temperatura mínima deverá registar valores entre 13 e 17°C.
Na sexta-feira, as ondas deverão ser do quadrante norte com 2 a 3 metros, passando gradualmente ao longo do período a ondas do quadrante leste e diminuindo para 1 a 2 metros.
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Fonte: IPMA

7625. Terça-feira, 18 de Fevereiro (07h00)

Algumas temperaturas às 07h00
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Ponta do Sol (Madeira): 17,7 ºC
Olhão (EPPO): 12,0 ºC
Cabo Raso: 11,9 ºC
Santa Cruz (Aeródromo): 11,8 ºC
Faro (Aeroporto): 11,6 ºC
Tavira: 11,3 ºC
Barreiro (Lavradio): 10,6 ºC
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Bragança: - 0,1 ºC
Sabugal (Martim Rei): - 0,1 ºC
Castro Daire (Mézio): - 0,3 ºC
Oliveira do Hospital: - 0,3 ºC
Alvega: - 0,4 ºC
Montalegre: - 0,6 ºC
Chaves (Aeródromo): - 1,0 ºC
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Fonte: IPMA

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

7622. O tempo na segunda quinzena de fevereiro


Depois do calor das últimas semanas, se o frio e as geadas regressarem, isso seria catastrófico para árvores de fruto como as amendoeiras que já floriram em várias áreas de Portugal.

E num ápice, parece que já estamos na Primavera. As flores desabrocham na natureza com a maior simplicidade, fruto das temperaturas altas que favorecem a sua eclosão. A Península Ibérica está por esta altura mergulhada numa monotonia anticiclónica que trouxe às nossas latitudes uma Primavera antecipada.
Existe, assim, alguma preocupação a nível agrícola, devido à escassa precipitação das últimas semanas, temendo-se que a seca meteorológica volte a agravar-se, especialmente nas regiões do Alentejo e Algarve, territórios onde pouco choveu nos últimos meses. O frio também tem estado ausente, denotando um panorama meteorológico anómalo já que como ainda estamos no Inverno climatológico, o normal seria estar tempo frio e chuvoso. Quanto ao Norte e Centro do país, para já os actuais níveis de água no solo vão subsistindo, não havendo motivos de preocupação.
Quanto à temperatura, há vários pontos do país, sobretudo no sul cujos termómetros superam os 20 ºC quase diariamente. Falar em neve nesta altura é utópico, dada a temperatura e pressão do ar. É praticamente nula, e cai muito raramente, somente às cotas mais elevadas é que surge, afastando os habituais turistas da neve de Serras como as da Estrela e da Peneda-Gerês.

Mudanças à vista para a segunda quinzena de Fevereiro? A intensa e persistente circulação zonal que está nas latitudes altas, é a responsável por este tempo, apresentando uma corrente em jacto sem ondulações. Isto traduz-se num ‘comboio’ de poderosas depressões atlânticas que atingem em cheio a Islândia, as Ilhas Britânicas e o noroeste da Europa. No sul, os anticiclones prosseguem uma dinâmica semelhante, com uma constante produção das altas pressões.

Será que a situação muda na segunda quinzena de Fevereiro? Será que o Inverno climatológico se vai despedir com frio, chuva e nevões no nosso país? As previsões a longo prazo do ECMWF, o nosso modelo de confiança pela fiabilidade, não apontam nesse sentido. Tudo sugere que as tempestades continuem a circular muito a norte, pelo menos até dia 20, chegando ao norte peninsular somente frentes atlânticas débeis e agitação marítima.
Com excepção de domingo dia 16 e segunda-feira dia 17, o tempo vai continuar estável, seco e ameno. O anticiclone permanecerá forte, bloqueando os centros depressionários nos próximos dias. Os mapas hipotetizam que, após isso, alguma ondulação na corrente de jacto (jet stream) possa aparecer, levando potencialmente à formação de alguma bolsa de ar frio nas redondezas da Península Ibérica. É, contudo, cedo demais para prever essas situações. As cartas sinópticas podem mudar numa questão de 48 ou 72 horas.
Alfredo Graça
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Fonte (Imagem e texto): Tempo pt

7621. Tempestade DENNIS


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

7620. ATLÂNTICO NORTE: Ciclogeneses explosivas

Carta Sinóptica de Superfície prevista para
Sábado, 15 de Fevereiro de 2020_12h00
Fonte: MetOffice
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O estado do tempo na região do oceano Atlântico Norte estará condicionado, ao longo desta semana, pela formação de tempestades muito severas que se deslocarão para nordeste em direcção às Ilhas Britânicas; nenhuma destas tempestades severas chegará a Portugal Continental ou aos arquipélagos dos Açores ou da Madeira.
O efeito indirecto das tempestades no nosso país fazer-se-á sentir unicamente no mar, tornando a ondulação muito forte, pelo que se recomenda todas as medidas de prevenção relativamente à exposição junto à linha de costa, tanto em Portugal Continental como nos arquipélagos dos Açores e da Madeira; previsivelmente ocorrerá também um aumento da intensidade do vento e ocorrência de precipitação nos grupos ocidental e central do arquipélago dos Açores.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

7619. Terça-feira, 11 de Fevereiro (17h30)

Imagem de satélite às 17h30
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Fonte: SAT24
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Predomínio de nebulosidade média e baixa sobre o território de Portugal continental, com escassa precipitação isolada em alguns locais; bancos de nevoeiro.
Assim deverá continuar o estado do tempo em Portugal Continental ao longo dos próximos dias, sem grandes alterações: predomínio de nebulosidade média e baixa e escassa probabilidade de precipitações.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

7617. ALGARVE: Temperaturas às 15h00

Fonte: IPMA

7616. Incêndio na Madeira ameaça habitações

CopyRight @ RTP Notícias

7615. Tendência de evolução das estações meteorológicas portuguesas no portal WeatherOnline (evolução anual)

Actualização da postagem Nº 7462
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Neste quadro de dados, referente à temperatura máxima diária ao longo do ano, constata-se que nas estações meteorológicas com TENDÊNCIA A REGISTAR MAIS DIAS DE CALOR EXTREMO, Viana do Castelo, Porto/Pedras Rubras, Ovar, Ovar/Aeroporto, Castelo Branco, Alverca do Ribatejo, Aeroporto de Lisboa, Montijo, Évora, Beja e Base Aérea de Beja, em Portugal Continental, têm a tendência de registar, cada vez mais, valores entre as 10 estações meteorológicas com temperaturas mais elevadas diariamente na Europa (são as estações meteorológicas portuguesas onde existe cada vez mais a tendência de registarem as temperaturas mais elevadas do continente europeu); as estações meteorológicas do Aeroporto do Corvo, Horta/Faial, Lajes/Terceira e Ponta Delgada no Arquipélago dos Açores, de Coimbra, Portalegre e Faro, em Portugal Continental, e do Porto Santo, no Arquipélago da Madeira, têm a tendência de registar, cada vez menos, valores entre as 10 estações meteorológicas com temperaturas mais elevadas diariamente na Europa (evolução retrógrada).
Pelo contrário, nas estações meteorológicas com TENDÊNCIA A REGISTAR MENOS DIAS DE CALOR EXTREMO, Flores, Horta, Angra do Heroísmo e de Santa Maria, no Arquipélago dos Açores, de Bragança, Vila Real, Viseu, Penhas Douradas, Monte Real, Base Aérea de Sintra, Lisboa, em Portugal Continental e Sines/Monte Chaos, em Portugal Continental, e o Aeroporto Cristiano Ronaldo, no Arquipélago da Madeira, têm tendência de registar, cada vez menos, valores entre as 10 estações meteorológicas com temperaturas mais elevadas diariamente na Europa (são as estações meteorológicas portuguesas onde existe cada vez menos a tendência de registarem as temperaturas mais elevadas do continente europeu); Lisboa/Geofísico em Portugal Continental, e Funchal, no Arquipélago da Madeira, têm tendência de registar, cada vez mais, valores entre as 10 estações meteorológicas com temperaturas mais elevadas diariamente na Europa (evolução retrógrada).  
Estes dados, referentes a 31 de Dezembro de 2019 são idênticos aos que já ocorriam em 30 de Setembro de 2019, não tendo existido nenhuma alteração ao longo do quarto trimestre de 2019.
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Neste quadro de dados, referente à precipitação máxima diária ao longo do ano, constata-se que nas estações meteorológicas com TENDÊNCIA A REGISTAR MAIS DIAS DE PRECIPITAÇÃO EXTREMA, Ponta Delgada, no Arquipélago dos Açores, Viana do Castelo, Base Aérea de Beja e Sagres, em Portugal Continental, têm a tendência de registar, cada vez mais, valores entre as 10 estações meteorológicas com precipitações mais elevadas diariamente na Europa (são as estações meteorológicas portuguesas onde existe cada vez mais a tendência de registarem as precipitações mais elevadas do continente europeu); a estação meteorológica da Horta, no Arquipélago dos Açores, do Porto/Pedras Rubras, Ovar, Penhas Douradas, Coimbra e Évora, em Portugal Continental, e Porto Santo e Aeroporto Cristiano Ronaldo, no Arquipélago da Madeira, têm a tendência de registar, cada vez menos, valores entre as 10 estações meteorológicas com precipitação mais elevadas diariamente na Europa (evolução retrógrada).
Pelo contrário, nas estações meteorológicas com TENDÊNCIA A REGISTAR MENOS DIAS DE PRECIPITAÇÃO EXTREMA, as estações meteorológicas de Santa Maria, no Arquipélago dos Açores, de Bragança, Vila Real, Viseu, Monte Real, Cabo Carvoeiro, Castelo Branco, Lisboa, Lisboa/Geofísico, Montijo, Portalegre, Beja, Sines/Montes Chaos e Faro, em Portugal Continental, e o Funchal, no Arquipélago da Madeira, têm tendência de registar, cada vez menos, valores entre as 10 estações meteorológicas com precipitação mais elevadas diariamente na Europa (são as estações meteorológicas portuguesas onde existe cada vez menos a tendência de registarem as precipitações mais elevadas do continente europeu); Flores, Lajes/Terceira e Angra do Heroísmo, no Arquipélago dos Açores, têm tendência de registar, cada vez mais, valores entre as 10 estações meteorológicas com precipitação mais elevadas diariamente na Europa (evolução retrógrada).
Estes dados referem-se a 31 de Dezembro de 2019. Comparativamente a 30 de Setembro de 2019, constata-se que:
-no quarto trimestre de 2019, a estação meteorológica de Castelo Branco, em Portugal Continental, passou de uma tendência de aumento da precipitação para uma tendência de diminuição de precipitação;
-a estação meteorológica de Angra do Heroísmo, no Arquipélago dos Açores, que tendia a aumentar a tendência para menos precipitação em 30.09.2019, tem uma evolução contrária no final do ano, em que ocorre a diminuição da tendência para a diminuição da precipitação.
Em relação à tendência da precipitação, não ocorreram quaisquer outras alterações de tendência ao longo do quarto trimestre de 2019.

7614. PORTUGAL CONTINENTAL: Nevoeiros e neblinas nos vales dos principais rios

Imagem de satélite às 10h00
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Fonte: SAT24

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

7613. PORTUGAL CONTINENTAL (15h00)

Fonte: IPMA

7612. Seca: Autarcas algarvios vão a Espanha conhecer soluções para resolver a falta de água

Nove autarcas algarvios partem hoje para uma visita de três dias a Espanha para conheceram exemplos de boas práticas no reaproveitamento e produção de água, com o objectivo de que possam vir a ser aplicadas no Algarve. “Trata-se de uma visita de estudo, organizada pela AMAL [Comunidade Intermunicipal do Algarve], para que os decisores políticos tenham conhecimento, estejam cientes e descubram novas soluções para tratar ou produzir água” revelou à Lusa António Miguel Pina, presidente daquele organismo.
Em declarações à Lusa, à margem de uma conferência sobre alterações climáticas que hoje decorreu em Loulé, o também presidente da Câmara de Olhão reforçou que a viagem pretende que os autarcas vejam ‘in loco’ soluções “que podem vir a ser aplicadas no Algarve”. No primeiro dia, os autarcas irão visitar um centro tecnológico em Dénia e uma estação de dessalinização, em La Marina Baja, ambas na província de Alicante, na região autónoma de Valência. O segundo dia está reservado para a visita a duas Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR): uma em La Gavia (Madrid) e outra em Ávila, localidade da comunidade autónoma de Castela e Leão.
António Miguel Pina revelou que a última instalação é caracterizada como estando no topo do “desenvolvimento tecnológico do tratamento e reaproveitamento de água” tendo capacidade de tratar a água com “uma qualidade final” passível, até, de ser usada para consumo humano. O presidente da AMAL lembrou que “há algum tempo” havia dificuldade em aceitar o tema da dessalinização de água do mar e embora admita que ainda haja, “em alguns sectores”, até por questões ambientais, considera que existe “cada vez menos”. Defendeu, por isso, a importância de os decisores políticos não ficarem “apenas presos” às opiniões e pareceres técnicos e conheçam “com os seus olhos” as soluções que existem noutros países, ainda mais “quando estão aqui mesmo ao lado”, em Espanha.
Com a experiência acumulada na dessalinização da água do mar, o autarca acredita que será possível conhecer as “mais valias e os problemas” desta solução, bem como formas de os resolver, nomeadamente, o destino dos resíduos salobros. António Miguel Pina destacou os cuidados que as autoridades ambientais espanholas tiveram com os produtos resultantes do processo de dessalinização, que tem sido alvo de preocupações ambientais e que ainda leva alguns “a temerem” esta solução. “Certamente que no acompanhamento dessa actividade, esse problema já se colocou e já se encontrou solução”, sublinhou.
A Águas do Algarve, empresa responsável pelo fornecimento da água aos municípios e tratamento de águas residuais, foi convidada para a visita, contudo, impedimentos de agenda não permitiram que “estivessem disponíveis”, acrescentou. Esta viagem tem também um peso político, já que, “não havendo regionalização”, os autarcas são a “força política que defende os interesses” da região e, se houver união no seio da AMAL, “terão ainda mais força”, defendeu. No entanto, sublinhou que é necessário ter uma noção dos investimentos “que serão exigidos”, já que têm de ser feitos com a consciência “do que é razoável”. Para isso, “é importante conhecer de forma directa” as soluções para complementar a informação obtida por estudos técnicos já realizados sobre a matéria, nomeadamente, o Plano intermunicipal para as Alterações Climáticas.
Nesta visita a Espanha participam os presidentes das Câmaras municipais de Olhão, Loulé, Faro, Albufeira, Vila Real de Santo António, Lagoa, Alcoutim, Castro Marim e Monchique.
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Fonte: SAPO

7611. Incêndios: Avaliação ao maior fogo de 2019 aponta falha na mobilização dos meios aéreos

O relatório de avaliação do incêndio de Fundada, que ocorreu em Julho de 2019 em Vila de Rei (Castelo Branco) e Mação (Santarém), considera que, na fase mais crítica de combate, foi “francamente notada” a falta de meios aéreos.
O relatório do Observatório Técnico Independente, hoje divulgado, incidiu naquele que foi o maior de todos os incêndios ocorridos em 2019, com uma área ardida estimada em 9.249 hectares (cerca de 22% da área total ardida o ano passado, que foi perto de 42.000 hectares), e também o que se destacou pela relevância dos impactos nos povoamentos florestais atingidos e na agricultura. No combate ao incêndio, os técnicos concluem que “a mobilização de meios aéreos acabou por não corresponder à fase de maior necessidade”, estimando-se que “nas primeiras 16 horas do incêndio a área afectada foi cerca de 65% do total da área ardida deste incêndio, que durou três dias a ficar dominado e cinco dias até ser extinto”. “Na fase mais crítica a falta de disponibilidade destes meios foi francamente notada”, sublinha.
O combate ao incêndio que se iniciou na tarde do dia 20 de Julho de 2019 no concelho de Vila de Rei e se estendeu depois aos de Mação e Sertã envolveu, no total, 1.946 operacionais e 703 meios (aéreos e terrestres), mas “a alocação de meios aéreos a este incêndio poderá ter comprometido a obtenção de resultados mais favoráveis”, o que foi justificado por “alguma simultaneidade em ocorrências desta tipologia”. No primeiro dia estiveram envolvidos cinco meios aéreos, quatro da mesma tipologia (aviões médios anfíbios tipo Fire Boss) e um helicóptero médio, no segundo dia foram mobilizados 11 meios aéreos, obedecendo à prática de “mobilização musculada de meios aéreos”, estratégia que, contudo, “não teve o resultado pretendido” dadas as tipologias e autonomias semelhantes, que concorreram para “a sua desmobilização igualmente simultânea, proporcionando largos períodos em que não houve meios aéreos disponíveis para empenhar no teatro de operações”. Como exemplo, o relatório aponta o facto de às 15:55 de dia 21, quando se verificou uma “reactivação a arder com intensidade na zona de Sesmarias em direcção ao Centro de Acolhimento de São João do Peso”, não estar a actuar nenhum meio aéreo.
Por outro lado, o relatório refere que o uso de fogo táctico e contrafogo neste incêndio “foram muito reduzidos”, recomendando “uma melhor consideração da possibilidade de utilização destas técnicas de forma mais segura e profissional”. “A sua utilização durante os períodos de noite, com vento mais reduzido e humidades relativas altas, foi aparentemente reduzida, não aproveitando adequadamente a janela de oportunidade das condições mais favoráveis nesse período”, acrescenta. O relatório sustenta ainda a discrepância dos sistemas de informação utilizados em Vila de Rei e em Mação, que fez com que, com a passagem de comando e a mudança de viatura de suporte, se perdesse informação.
Nas “lições aprendidas”, contidas no final do documento, o Observatório afirma que “não pode deixar de chamar a atenção para os problemas de diferente abordagem entre concelhos ou distritos vizinhos”, diferença que foi “constatada na elaboração dos mapas de perigosidade, na adopção de medidas de prevenção e também na área do combate”. “Não é aceitável que possam ocorrer falhas na transmissão da informação e da estratégia quando o incêndio percorre territórios diferentes por serem utilizados sistemas diferentes”, salienta. Assim, recomenda “fortemente” que a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil “assegure que haja apenas um sistema único a operar a nível nacional que poderá, e deverá, incorporar todos os bons desenvolvimentos de sistemas produzidos a outros níveis, como o ‘MacFire’” (desenvolvido em Mação).
O Observatório reconhece que no concelho de Mação existe, desde 1990, “um esforço que se pode considerar como exemplar a nível nacional, no sentido de uma prevenção geral do território”. Tal como havia sido já apontado anteriormente, o relatório considera “muito provável a hipótese de causa intencional”, salientando que foi recolhida “prova material do meio de ignição utilizado” e que decorre a investigação por parte da Polícia Judiciária. Sobre a fase de recuperação após fogo, o Observatório sublinha que o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas “cumpriu as primeiras etapas do processo num prazo relativamente curto”, mas “estão por realizar as fases seguintes”, nomeadamente a cartografia das zonas prioritárias para intervenção e o levantamento das infraestruturas afectadas, “de modo a poderem ser elaborados os projectos de execução para intervenção no âmbito do PDR [Programa de Desenvolvimento Rural] 2020”.
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Fonte: SAPO

domingo, 2 de fevereiro de 2020

7610. Europa (Tendência climática)

Lista de estações com maior tendência de subida no
RANKING METEOROLÓGICO EUROPEU
(Actualização da postagem Nº 7460)
Temperaturas máximas diárias 
(acumuladas em doze meses)
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Ordem/Estação meteorológica/
Nº de Trimestre a subir no Ranking Europeu/
variação com o trimestre anterior
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Estas estações meteorológicas são as que têm registado um maior número de trimestres a subir no Ranking Meteorológico Europeu. Assim, estas são as vinte e cinco estações meteorológicas europeias que tendem a registar, cada vez com mais frequência, as dez temperaturas máximas absolutas diárias mais elevadas em todo o continente europeu, considerando um período de doze meses consecutivos. São estações meteorológicas com tendência a terem um clima com temperaturas máximas diárias mais elevadas ao longo do ano.
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Temperaturas minímas diárias 
(acumuladas em doze meses)
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Ordem/Estação meteorológica/
Nº de Trimestre a subir no Ranking Europeu/
variação com o trimestre anterior
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Estas estações meteorológicas são as que têm registado um maior número de trimestres a subir no Ranking Meteorológico Europeu. Assim, estas são as vinte e cinco estações meteorológicas europeias que tendem a registar, cada vez com mais frequência, as dez temperaturas mínimas absolutas diárias mais baixas em todo o continente europeu, considerando um período de doze meses consecutivos. São estações meteorológicas com tendência a terem um clima com temperaturas mínimas diárias mais baixas ao longo do ano.
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Precipitação total em 24 horas
(acumuladas em doze meses)
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Ordem/Estação meteorológica/
Nº de Trimestre a subir no Ranking Europeu/
variação com o trimestre anterior
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Estas estações meteorológicas são as que têm registado um maior número de trimestres a subir no Ranking Meteorológico Europeu. Assim, estas são as vinte e cinco estações meteorológicas europeias que tendem a registar, cada vez com mais frequência, as dez precipitações máximas absolutas diárias mais elevadas em todo o continente europeu, considerando um período de doze meses consecutivos. São estações meteorológicas com tendência a terem um clima com maiores precipitações diárias acumuladas diariamente ao longo do ano.

7609. Tendências de dados meteorológicos (EUROPA)

ACTUALIZAÇÃO DA POSTAGEM Nº 7459 
Algumas das estações meteorológicas com tendência a
registar cada vez menos temperaturas máximas 
no TOP 10 diário
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Algumas das estações meteorológicas com tendência a
registar cada vez menos temperaturas mínimas 
no TOP 10 diário
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Algumas das estações meteorológicas com tendência a
registar cada vez menos precipitações em 24 horas 
no TOP 10 diário
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