quarta-feira, 30 de setembro de 2020

7899. RANKING EUROPEU: Tendência climática para o Outono de 2020

OUTONO 2020
(Outubro/Novembro/Dezembro)
  Tendência climática para o quarto trimestre de 2020
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TEMPERATURAS MÁXIMAS DIÁRIAS
Regiões com maior probabilidade de virem a registar um maior número de dias com temperaturas máximas diárias superiores aos valores máximos normais deste trimestre.
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TEMPERATURAS MÍNIMAS DIÁRIAS
Regiões com maior probabilidade de virem a registar um maior número de dias com temperaturas mínimas diárias inferiores aos valores mínimos normais deste trimestre.
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PRECIPITAÇÃO MÁXIMA DIÁRIA
Regiões com maior probabilidade de virem a registar um maior número de dias com precipitações máximas diárias superiores aos valores máximos diários normais deste trimestre.
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 Prováveis regiões da Europa
com valores INFERIORES à média
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OUTONO 2020
(Outubro/Novembro/Dezembro)
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TEMPERATURA MÁXIMA DIÁRIA
(Acumulada)
Tendência para menos calor
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TEMPERATURA MÍNIMA DIÁRIA
(Acumulada)
Tendência para menos frio 
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PRECIPITAÇÃO MÁXIMA DIÁRIA
(Acumulada)
Tendência para uma diminuição da precipitação
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domingo, 27 de setembro de 2020

7898. "Águas paradas"


CopyRight @ SIC Notícias

Depois de quatro anos de seca, a bacia hidrográfica do Sado tem agora níveis de água preocupantes. Uma aldeia submersa há 50 anos voltou à tona, a produção de porco alentejano está ameaçada e a campanha do arroz comprometida.

 

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

7897. Quinta-feira, 24 de Setembro (07h30)

Intensidade da precipitação às 07h30
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Fonte: IPMA
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 Manhã marcada pela ocorrência de precipitação no Baixo Alentejo.

terça-feira, 22 de setembro de 2020

7896. Proença - a Nova: Tarde de aguaceiros e trovoadas após o grande incêndio

 



7895. Estremoz: dados de temperatura registados pela estação meteorológica do LIDL (2007 a 2020)

Estremoz_dados Estação LIDL by saudeoralPT on Scribd

7894. Estremoz: dados de temperatura registados pelo sensor TRONIC entre os meses de Setembro e Março (2003 a 2020)

Estremoz_dados Sensor TRONIC by saudeoralPT on Scribd

7893. Ranking Meteorológico Europeu (2007 a 2020), com base no Portal WeatherOnline

Ranking Meteorológico Europeu by saudeoralPT on Scribd

7892. Lista de estações meteorológicas europeias, elaborada a partir do Portal WeatherOnline

Europa_Lista de Estações Meteorológicas by saudeoralPT on Scribd

sábado, 19 de setembro de 2020

7891. Em Proença-a-Nova arderam 15 mil hectares devido ao clima e à falta de gestão florestal

A estimativa de área ardida no incêndio em Proença-a-Nova é de “15 mil hectares”. As proporções do incêndio são justificadas pelo enquadramento meteorológico severo, com teores de humidade muito baixos, e a falta de descontinuidade florestal que impossibilitou o ataque directo ao fogo.

Segundo notícia do Público, “uma imensa continuidade” de mancha florestal de pinheiro-bravo “que é mais ou menos típica nestas condições” e “o vento, que não abrandou durante os dois primeiros dias”, foram factores combinados que não permitiram que os mais de 1100 operacionais no terreno controlassem o incêndio, que deflagrou no último domingo em Proença-a-Nova, e que acabou por alastrar aos concelhos de Castelo Branco e Oleiros, apenas na quarta-feira.

As afirmações são do presidente do Observatório Técnico Independente (OTI), Francisco Castro Rego, em declarações ao Público. A “paisagem, com uma enorme continuidade [florestal], faz com que a possibilidade de “ataque directo” pelos operacionais seja “reduzidíssimo”. O que é possível e necessário fazer nestas situações é “precaver e retirar as pessoas das habitações e esperar que haja condições” para o combate no terreno, explica.

Pedro Nunes, Comandante Operacional do Agrupamento Distrital de Operações de Socorro do Centro Norte da Autoridade Nacional de Protecção Civil, adiantou “uma estimativa de 15 mil hectares de área ardida”. Informação que ainda “carece, no entanto, de confirmação através da visualização de uma imagem de satélite, usada para o mapeamento dos incêndios de grande dimensão, que nos permita determinar com rigor a área do incêndio”.

Na área ardida inclui-se uma extensão “significativa de regeneração natural de pinheiro-bravo”, notou João Gonçalves, presidente da Direcção do Centro Pinus, lamentando o dizimar desta mancha florestal. “Foi mais uma oportunidade e uma imensa riqueza que o nosso país perdeu, quer do ponto de vista económico e social, quer ambiental, com todas as consequências para a futura qualidade da água e perda de solo”.

A Polícia Judiciária (PJ) está no momento a investigar as causas que causaram o incêndio, mas o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, ainda sem conhecer os resultados da investigação, não mostra desde já dúvidas de que este fogo no distrito de Castelo Branco poderá ter tido “uma causa dolosa de natureza criminosa”. Posição semelhante à do presidente da Câmara de Proença-a-Nova, João Lobo.

Com mão criminosa ou não, o que está ainda por provar, certo é que “o enquadramento meteorológico era muito severo. Foi dos dias do ano em que tivemos maior severidade”, testemunhou um técnico no teatro das operações de combate em Proença-a-Nova. “Tivemos uma sucessão de quatro/cinco noites em que os teores de humidade foram muito baixos e chegámos àquele dia com o mínimo teor de humidade da vegetação”.  

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Fonte: Interior do Avesso

7890. Não é só no Pantanal: incêndios florestais são os maiores "em escala e em emissões de CO2" em 18 anos

Não é só o Pantanal: incêndios florestais pelo mundo são os maiores "em escala e em emissões de CO2” em 18 anos. Fogo arde na costa oeste dos Estados Unidos, em Nova Gales do Sul, na Austrália, no Árctico Siberiano e no Pantanal brasileiro, mas chamas têm naturezas diferentes.

 

Por BBC (18/09/2020)

 

Cientistas estão a alertar que os incêndios florestais em todo o mundo este ano são "os maiores em escala e emissões estimadas" por quase duas décadas.

Dados da NASA, a agência espacial dos Estados Unidos, e do Sistema Copernicus, da União Europeia, revelam que os incêndios em Nova Gales do Sul (Austrália), no Árctico Siberiano, na costa oeste dos Estados Unidos e no Pantanal brasileiro foram os maiores de todos os tempos, com base nos 18 anos de dados sobre incêndios florestais globais compilados pelas organizações. Mas quão sério é o impacto ambiental? 

Bacia Amazónica e Pantanal – Imagens de satélite da NASA e outras organizações internacionais de pesquisa ambiental mostram que os incêndios florestais estão a espalhar-se pela bacia amazónica no Brasil. Maior floresta tropical do mundo, a Amazónia é um reservatório de carbono vital que diminui o ritmo do aquecimento global. É também o lar de cerca de 3 milhões de espécies de plantas e animais e 1 milhão de indígenas.

Especialistas dizem que a região voltou aos níveis de desmatamento observados pela última vez há uma década. "Você pode não ver incêndios como os da Califórnia, porque os da Amazónia continuam muito baixos, mas causam mais danos", diz Paulo Moutinho, cientista sénior do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazónia (IPAM). "As árvores podem morrer lentamente em poucos anos". "Um hectare de floresta na Amazónia tem 300 espécies de plantas e árvores, em comparação com a Califórnia, que tem apenas 25."

Dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) revelam que o número de incêndios na Amazónia aumentou 28% entre Julho de 2019 e Julho de 2020. Ao contrário das condições de seca na costa oeste dos Estados Unidos, os incêndios florestais no Brasil são causados principalmente pelo desmatamento, que alguns ambientalistas dizem ser motivados pelas políticas governamentais pró-agricultura e mineração.

Mas não são apenas as florestas tropicais da América do Sul que estão a arder. Ao sul da Amazónia, no Pantanal, os incêndios também estão intensos. O bioma estende-se pelo Brasil, Paraguai e Bolívia e é uma das áreas de maior biodiversidade do mundo. O fogo já destruiu 15% da região, com 2,3 milhões de hectares. Até quinta-feira (17), foram quase 16 mil focos de incêndios, o maior número de queimadas desde 1998, quando o Inpe começou a contabilizar essas estatísticas.

Só na primeira metade do mês de Setembro, o número de focos já é quase duas vezes maior do que em todo o mês do ano passado. No acumulado de Janeiro a Setembro, o número de incêndios triplicou em relação ao mesmo período de 2019.

Em entrevistas, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, e o próprio presidente Jair Bolsonaro atribuem os incêndios a uma combinação de factores: uma seca mais forte que anos anteriores e um acumulo de vegetação seca, que pegaria fogo mais facilmente.

Savana e pradarias da África – Imagens de satélite também mostram incêndios florestais densos na África tropical, através da savana e pradarias onde, a cada ano, ocorre a maioria dos incêndios florestais do mundo. Mesmo que esses incêndios pareçam ser bastante densos, os cientistas dizem que isso não significa necessariamente que terão um impacto ambiental mais severo. "A maioria desses incêndios na África é um processo natural que vem acontecendo há milhares de anos", diz Niels Andela, professor da Escola de Ciências da Terra e do Oceano na Universidade de Cardiff.

"É assim que a vegetação se regenera na região." Esses incêndios florestais africanos também são vistos como menos prejudiciais porque as savanas e pradarias regeneradas absorvem parte do carbono que é emitido durante a queimada.

Florestas tropicais na Indonésia – Embora a temporada de incêndios florestais na Indonésia tenha começado há alguns meses, as províncias de Kalimantan Central e Sumatra ainda continuam a sofrer com os incêndios florestais. O Greenpeace disse que 64 mil hectares de floresta já tinham sido queimados até o fim de Julho, embora esse número seja menor do que o do ano anterior. A terceira maior província do país, Kalimantan Central, declarou Estado de emergência em Julho, depois de registrar mais de 700 incêndios. Os ambientalistas dizem que o impacto económico da Covid-19 levou a reduções orçamentárias significativas, impactando o patrulhamento das florestas e a prevenção de incêndios.

Turfeiras árcticas – Quando os incêndios na Califórnia começaram a aumentar no mês passado, o Círculo Polar Árctico já tinha experimentado tragédia semelhante. As chamas queimaram a vegetação nativa, a tundra, e cobriram de fumaça as cidades siberianas. Esses incêndios no Árctico emitiram um recorde de 244 megatoneladas de dióxido de carbono — 35% a mais do que todo o ano passado, de acordo com o Serviço de Monitoramento da Atmosfera Copernicus.

Especialistas dizem que a razão para o aumento significativo nas emissões pode ser a queima das turfeiras — onde os solos são ricos em carbono. Segundo os espeialistas, um Inverno e uma primavera mais quentes foram parcialmente responsáveis pelos incêndios.

Consequências ambientais – Todos os anos, cientistas dizem que uma área de cerca de 4 milhões de quilómetros quadrados de floresta, tamanho aproximado da União Europeia, é queimada por incêndios florestais. Isso tem um sério impacto na biodiversidade e nos ecossistemas mundiais. Os incêndios florestais fazem parte de um perigoso ciclo de retroalimentação. Os incêndios libertam uma quantidade significativa de dióxido de carbono e outros gases de efeito estufa. Isso torna a Terra mais quente e, por sua vez, as florestas mais secas, aumentando a probabilidade de incêndios florestais. No início desta semana, a ONU alertou que o mundo falhou em cumprir totalmente todas as metas de protecção da biodiversidade que estabeleceu para esta década.

Um relatório da Plataforma de Política Científica Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos advertiu no ano passado que cerca de 1 milhão de espécies animais e plantas estão ameaçadas de extinção, um recorde na história da humanidade. Quando as florestas ardem, emitem grandes quantidades de CO2 para a atmosfera, o que acelera o aquecimento global. "Neste ponto, os incêndios somam 5% das emissões anuais dos EUA e 0,7% das emissões globais anuais de CO2", diz Pieter Tans, um cientista climático sénior da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA.

Os incêndios florestais poluem o ar, o que também gera um impacto na saúde pública. Cientistas atmosféricos dizem que os poluentes podem viajar por longas distâncias e se tornar mais tóxicos quando interagem com a luz solar e outros elementos. "No caso da Califórnia e do Oregon, a fumaça tornou-se parte da corrente de jacto, o que leva a um transporte relativamente rápido para a Europa (uma distância de 8 mil quilómetros) ao longo de alguns dias", diz Mark Parrington, cientista atmosférico sénior do Serviço de Monitoramento da Atmosfera Copernicus. "Mas o maior risco para a qualidade do ar e para a saúde humana está perto da fonte, onde a qualidade do ar foi seriamente degradada."

Coronavírus e qualidade do ar – Cresce também o temor com o aumento do risco de casos graves de Covid-19 dentro e ao redor de locais com incêndios florestais. "No Brasil, a infecção por Covid em indígenas é mais de 150% maior do que no resto da população", diz Moutinho, do IPAM. "Uma vez que muitos desses povos indígenas estão em lugares próximos ou envolvidos em incêndios florestais, há preocupações de que a poluição do ar possa estar contribuindo para o nível de infecções."

Alguns estudos relacionaram a poluição do ar com casos graves de Covid-19. A Organização Mundial da Saúde já alertou os países sobre essa possível ligação.

(Texto adaptado)

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7889. Sábado, 19 de Setembro (00h00_UTC)

Fonte: MetOffice

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

7888. Tempestade subtropical ALPHA (Parâmetros meteorológicos)

 



7887. Tornado no Porto de Setúbal causa um ferido e estragos em automóveis

Ao que o JN apurou junto da Polícia Marítima de Setúbal, o fenómeno meteorológico causou o levantamento de chapas de fibrocimento no cais da Sapec Bay e um homem que se encontrava na zona exterior foi atingido. 
O levantamento de chapas causou ainda danos em automóveis estacionados no exterior desta infraestrutura portuária. Ao JN, fonte da GNR de Setúbal não adiantou o número de viaturas atingidas, uma vez que esses dados ainda estavam a meio da tarde a ser levantados pelas autoridades
A vítima foi transportada para o Hospital de São Bernardo pelos bombeiros voluntários de Setúbal e a Polícia Marítima de Setúbal alertou as infraestruturas portuárias para adequarem os trabalhos aos efeitos do vento forte. Também alertados para tal foram os vários movimentos cívicos que têm planeado para este sábado a limpeza das praias entre Sesimbra e o litoral alentejano. 
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7886. Tornado deixa rasto de destruição em Beja


 CopyRight @ RTP Notícias

7885. Chuva, vento forte e granizo atravessam o país


CopyRight @ RTP Notícias

7884. Ciclone subtropical Alpha

A depressão centrada junto à costa do distrito de Leiria, ganhou características subtropicais durante a tarde, revelando uma estrutura organizada nas imagens de satélite. O NHC contactou o IPMA no sentido de ser feita uma avaliação conjunta da situação, tendo-se optado por nomear o ciclone. Esse ciclone foi nomeado de Alpha. Segundo as projecções dos diferentes modelos, após a entrada em terra, o Alpha deverá perder rapidamente intensidade.

Com a aproximação da depressão à costa foi possível monitorizar o ciclone com o auxílio do sistema de radar, sendo possível identificar ventos de intensidade muito elevada em altitude, mas relativamente próximo da superfície. Tendo em conta os elementos disponíveis no momento, foi decidido elevar o nível de aviso para laranja os avisos de vento, precipitação e trovoada nos distritos directamente afectados, Leiria e Coimbra.

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Fonte: IPMA

 

7883. Ciclone subtropical ALPHA (20h00)


 

7882. IPMA: Situação meteorológica adversa no continente

Após uma sequência de dias quentes e secos, verificou-se uma mudança na situação meteorológica, prevendo-se para as próximas horas aguaceiros, por vezes fortes nas regiões Centro e Sul, com condições favoráveis à ocorrência de trovoada. O vento vai continuar moderado a forte com rajadas até 75 km/h podendo chegar a 90 km/h nas terras altas, prevendo-se a diminuição gradual das condições de instabilidade ao longo da tarde e a diminuição significativa da intensidade do vento no início da noite. Não é de excluir a possibilidade de ocorrerem fenómenos extremos de vento nas regiões Centro e Sul durante a tarde.

A partir de amanhã, sábado, e até ao início da próxima semana, o estado do tempo no Continente vai ser condicionado por uma nova depressão que vai estar centrada a noroeste de Portugal Continental. Assim prevê-se a ocorrência de aguaceiros e a possibilidade de trovoada, mais provável no Norte e Centro. O vento vai ser fraco a moderado do quadrante oeste, soprando pontualmente forte nas terras altas.

A precipitação, vento e trovoada referidos estão associados a uma depressão que às 09 UTC (10 h locais no Continente) de 6ªfeira, 18 de Setembro, se localizava a cerca de 150 km a Oeste de Lisboa.

A evolução desta depressão no Atlântico tem sido monitorizada desde o início da semana pelo IPMA e pelo National Hurricane Centre (NHC, responsável pela monitorização de furacões no Atlântico) para avaliar a sua natureza (em particular relativamente à existência ou não de características tropicais) e à eventual atribuição de número ou de nome.

Assim, por um lado, não foi atribuído, pelo NHC, um número à depressão (como depressão sub-tropical ou depressão tropical) ou um nome (como tempestade sub-tropical, tempestade tropical ou furacão), visto que não terem sido atingidos os critérios para a sua classificação como ciclone tropical ou sub-tropical. Ou seja, a depressão não apresentou todas as características necessárias para a sua classificação, embora possa ter apresentado uma ou outra característica durante o seu ciclo de vida. As características necessárias são, por exemplo, a existência de um núcleo quente nos níveis baixos e nos níveis altos da troposfera, uma estrutura robusta e intensa de bandas de convecção e uma estrutura simétrica do padrão de vento.

Por outro lado, também não foi atribuído nome à depressão no âmbito das actividades do grupo sudoeste do projecto Europeu de nomeação de tempestade extra-tropicais (i.e. que ocorrem fora da região tropical e sub-tropical), de que o IPMA faz parte em colaboração com os serviços meteorológicos de Espanha, França e Bélgica. A não atribuição de nome deveu-se à inexistência de condições para a ocorrência de vento forte de forma generalizada (ao nível distrital ou concelhio) correspondente ao aviso laranja (rajadas superiores a 110 km/h nas terras altas e a 90 km/h no resto do território).

Contudo, é de referir que durante a manhã desta 6ªfeira foram observadas pela rede de radares meteorológicos, em diversas zonas do continente (entre essas Beja e Palmela, em que foram reportados impactos em estruturas e árvores relacionadas com vento forte), células convectivas apresentando um grau moderado de organização. Foi observada a presença de rotação organizada e duradoura, a níveis médios e baixos, sugestiva da presença de mesociclone, o que é típico de super-células.

Neste contexto, em que as condições de wind shear na camada baixa não eram muito favoráveis à ocorrência de tornados fortes, é ainda assim possível a ocorrência de fenómenos do tipo tornado. Outro tipo de fenómenos de vento forte, podem, entretanto, estar associadas a este tipo de perturbações atmosféricas. Só uma análise mais detalhada das situações (visita aos locais ou interpretação de elementos documentais fidedignos, conforme documentado em filme já disponível para o caso de Palmela) irá permitir uma classificação inequívoca do tipo de fenómeno.

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Fonte: IPMA

7881. Fenómeno extremo de vento causou danos em Lagameças


O vídeo foi captado por responsáveis do café Esperança, em Lagameças, Palmela, e mostra uma formação de vento, que o CDOS Setúbal explicou ao Diário do Distrito tratar-se de um “fenómeno extremo de vento”, que ocorre pontualmente, e que pode ser confundido com um tornado. Segundo o CDOS Setúbal há registo de vários danos materiais, entre quedas de árvores, danos em casas e em zonas agrícolas, mas não se registaram feridos. Este fenómeno, que se registou às 10h00, passou pela zona do Lau, Águas Gordas e Lagameças. Fenómeno extremo de vento causou danos materiais na zona de Lagameças.

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Fonte: Diário do Distrito

7880. Beja esta manhã

 





7879. Tornado derruba dezenas de árvores e destrói carros em Beja

Dezenas de árvores foram derrubadas à passagem de um tornado em Beja, esta sexta-feira de manhã. Há vários carros danificados. O fenómeno meteorológico foi sentido em Beja cerca das 10.55 horas desta sexta-feira. Afectou particularmente a zona perto do Parque de Feiras, onde vários carros de trabalhadores ficaram danificados pelas árvores que caíram.

Acompanhado de chuva forte, o fenómeno meteorológico passou por Beja, numa faixa estreita, no sentido da costa para o interior, de oeste para leste, e causou estragos de monta no Parque de Feiras, onde funcionam actualmente os serviços da autarquia, enquanto decorrem obras na câmara, e na zona do Bairro de Mira Serra. Passou ainda nas imediações da escola Mário Beirão, sem causar estragos visíveis.

Não há registo de feridos, até ao momento. A Protecção Civil municipal e os Bombeiros de Beja estão já no terreno, a cortar árvores e a iniciar os trabalhos de limpeza.

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Fonte (texto e imagem): Jornal de Notícias

7878. PORTUGAL CONINNENTAL: Instabilidade atmosférica




O estado do tempo no centro e sul do território de Portugal Continental estava condicionado, às 10h00, pela localização de um centro de baixas pressões a oeste de Lisboa, em lento deslocamento para leste/nordeste, e pelas sucessivas linhas de instabilidade que se formam e que giram em torno do centro de baixas pressões, no sentido contrário aos dos ponteiros do relógio, originando períodos de chuva ou aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoadas e rajadas de vento muito fortes.

É previsível que a instabilidade progrida lentamente nas próximas horas, do litoral para o interior e das regiões do sul para as regiões do centro.

7877. PORTUGAL CONTINENTAL: Tempo adverso

Ocorrências activas
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Manhã muito complicada nos distritos de LISBOA, SETÚBAL e FARO - inundações diversas e quedas de estruturas associadas a períodos de chuva forte e a rajadas intensas de vento. Várias estradas cortadas, incluindo dentro da cidade de Lisboa. Queda de árvores.

7876. PORTUGAL CONTINENTAL: Agravamento do estado do tempo

"A precipitação mais intensa ocorrerá nos dias 17 e 18 e a partir da tarde do dia 19, sendo acompanhada de trovoada e pontualmente de granizo e rajadas fortes. O vento soprará por vezes forte, em particular no dia 18 nas regiões Centro e Sul e terras altas.
A precipitação e vento previstos até à manhã de dia 19 estão associados a uma depressão que se irá deslocar para leste passando a localizar-se a cerca de 150 km a oeste da região de Lisboa.
A evolução da depressão e da sua natureza tem vindo a ser monitorizada pelo IPMA e pelo National Hurricane Centre (NHC, responsável pela monitorização de furacões no Atlântico), existindo ainda neste momento uma probabilidade de 30% desta depressão (extra-tropical) se transformar numa depressão sub-tropical, isto é, adquirir algumas características que se verificam em ciclones tropicais."
Fonte: IPMA
Fonte da imagem: Meteociel
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Agravamento do estado do tempo - Neste mapa está previsto a intensidade do vento que se fará sentir por volta das 14h00 desta sexta-feira. As rajadas mais fortes serão do quadrante sul (na ordem dos 85 km/h) vão ocorrer na área da Grande Lisboa, Alentejo e Algarve. Precaução por queda de árvores ou estruturas que não estejam fixas.
 

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

7872. IPMA: Chuva forte após período seco

Após uma sequência de dias quentes e secos, a partir de dia 17 de Setembro ocorrerá uma mudança na situação meteorológica com descida gradual de temperatura e aguaceiros que serão por vezes fortes e acompanhados de trovoada e afectando todo o território do continente. Esta situação persistirá, pelo menos, até sábado, dia 19 de Setembro.
A precipitação mais intensa será mais provável a partir da manhã, evolui do litoral para o interior e pode ser acompanhada de trovoada. O vento soprará por vezes forte, em especial nas terras altas, com rajadas em particular no dia 18.
A temperatura irá descer gradualmente, em especial os valores máximos e mais notoriamente no dia 17, podendo atingir entre 5 e 8°C de diferença nas regiões do interior.
A agitação marítima na costa sul do Algarve irá aumentar temporariamente na tarde de dia 18 com ondas de sudoeste com 2 a 2,5 metros.
Esta situação será causada por bandas de precipitação associadas a uma depressão que se irá localizar a cerca de 600 km a norte da Madeira (38°N 17.5°W) às 12UTC de 5ªfeira, 17 de Setembro, e que se irá deslocar para leste, passando a localizar-se a cerca de 200 km a sudoeste da região de Lisboa (38°N 11°W) às 12UTC de 6ªfeira, 18 de Setembro.
A evolução da depressão e da sua natureza tem vindo a ser monitorizada pelo IPMA e pelo National Hurricane Centre (NHC, responsável pela monitorização de ciclones tropicais no Atlântico), tendo sido identificada uma probabilidade de 20% desta depressão extra-tropical se transformar numa depressão sub-tropical, isto é, adquirir algumas características que se verificam em ciclones tropicais. É de referir que, de acordo com a informação actual, esta possibilidade apenas se restringe a um período da sua trajectória sobre o mar e, portanto, sem afectar as regiões costeiras do território nacional (continente e ilhas).
Devido à incerteza associada à previsão meteorológica para este episódio, recomenda-se o acompanhamento da previsão e avisos meteorológicos para os próximos dias consultando:


Para mais detalhes sobre a previsão para a navegação marítima consultar:


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Fonte: IPMA

terça-feira, 15 de setembro de 2020

7871. JULHO: vagas de calor e record de mortalidade

Por volta de meados de Julho deste ano ocorreram sucessivos dias com temperaturas máximas entre os 40 e os 45 ºC em vastas áreas do interior de Portugal Continental; correspondeu ao período em que a mortalidade em Portugal foi sensivelmente o dobro de óbitos do que é normal, tendo-se registado os valores mais altos de óbitos no nosso país desde 2009.

7870. Mais de mil operacionais combatem fogo em Proença-a-Nova

Mais de mil operacionais estavam às 07:30 de hoje a combater o incêndio que deflagrou no domingo em Proença-a-Nova e alastrou aos concelhos de Oleiros e Castelo Branco, segundo a Protecção Civil. Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Castelo Branco disse à Lusa que às 07:30 o fogo estava ainda em curso e por dominar. Àquela hora estavam no estavam no local 1.065 operacionais com o apoio de 354 veículos, de acordo com a Protecção Civil.
O incêndio deflagrou às 19:11 de domingo na localidade Conqueiros, concelho de Proença-a-Nova, e alastrou aos concelhos de Castelo Branco e Oleiros. É em Oleiros que a situação mais preocupa, tendo na segunda-feira sido retiradas 33 pessoas de povoações do concelho que estavam ameaçadas pelas chamas e por precaução.
Na segunda-feira, em conferência de imprensa, o Comandante Operacional de Agrupamento Distrital do Centro Sul, Luís Belo Costa, disse que "um pouco mais de 50% do perímetro" estava dominado, dos quais 30% já estava consolidado com "excelente trabalho das máquinas de rasto". Luís Belo Costa disse também que as chamas já terão consumido uma área muito próxima dos 15 mil hectares, correspondente a cerca de 60 quilómetros de perímetro. Segundo o comandante, as maiores preocupações centram-se no concelho de Oleiros, embora existam ainda "um ou outro ponto quente" nos concelhos de Proença-a-Nova e Castelo Branco.
Das 33 pessoas que foram retiradas das suas habitações no concelho de Oleiros, Luís Belo Costa disse que "o mais rápido possível" vão regressar a suas casas e que as povoações que ainda estão na linha de fogo não motivavam preocupação. Apesar de o levantamento dos estragos ainda não estar efectuado, o comandante Luís Belo Costa disse que há a registar alguns barracões ardidos e uma casa de segunda habitação afectada.
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segunda-feira, 14 de setembro de 2020

7869. Fogo com três frentes em Monção deverá estar dominado durante a madrugada

O fogo que deflagrou no domingo à noite na freguesia de Abedim, concelho de Monção, deverá estar dominado na próxima madrugada, disse hoje o comandante operacional distrital (CODIS) de Viana do Castelo, Marco Domingues. “Contamos ter o fogo dominado antes do nascer do dia de terça-feira. Nesta altura [21:45], o fogo tem três frentes activas, mas a mais preocupante que lavrava com bastante intensidade, em zona de pinhal denso, em direcção à freguesia de Pias, foi controlada. Temos outras duas frentes activas, que ardem com menos intensidade, e já com meios reposicionados, que lavram em direcção às freguesias de Retorta e de São Martinho”, disse à Lusa Marco Domingues. Às 22:00 estavam mobilizados 179 operacionais e 59 viaturas dos bombeiros, Cruz Vermelha e GNR. Cerca das 18:50, o fogo tinha duas frentes activas e era combatido por quatro meios aéreos, 155 operacionais e 45 viaturas. Nessa altura, os “difíceis acessos e o vento” eram os principais obstáculos que os bombeiros enfrentavam.
Portugal continental vai ficar em alerta amarelo a partir de terça-feira, na sequência da última avaliação das condições meteorológicas feita pela Protecção Civil em função do risco de incêndios florestais, anunciou hoje a secretária de Estado da Administração Interna. “A partir de amanhã [terça-feira] todos os distritos ficarão em alerta amarelo”, disse Patrícia Gaspar, em conferência de imprensa ao início da noite na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil, em Carnaxide, concelho de Oeiras (Lisboa).
A governante acrescentou que o país está “a viver dias de enorme complexidade em matéria de incêndios rurais”, uma vez que, “praticamente durante oito dias, com todo o país em situação de alerta”, houve “inúmeras ocorrências”, precisamente “1.088 ocorrências de incêndios rurais”. A secretária de Estado da Administração Interna considerou que estes são números “quase inaceitáveis para as condições meteorológicas” em Portugal.
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7868. Temporada de furacões no Oceano Atlântico


A temporada de furacões no oceano Atlântico de 2020 é a primeira temporada de furacões registada na que se formaram nove tempestades tropicais antes de 1 de Agosto e treze antes de 1 de Setembro. É um evento contínuo no ciclo anual de formação de ciclones tropicais.

7867. PORTUGAL CONTINENTAL: Instabilidade no interior

Imagem de satélite às 17h00
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Fonte: SAT24
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Tarde de instabilidade nas regiões do interior, com ocorrência de aguaceiros e trovoadas em Trás - os - Montes e no Alentejo.

7866. Inauguração do Radar Meteorológico da Terceira

A cerimónia de inauguração do Radar Meteorológico da Terceira, na Serra de Santa Bárbara, no Grupo Central da Região Autónoma dos Açores (RAA), decorreu no passado sábado, dia 12 de Setembro. Trata-se do primeiro sistema de radar meteorológico do IPMA na RAA, constituindo o quinto da rede nacional de radares meteorológicos, tendo sido antecedido pelos de Coruche (1997), Loulé (2003), Arouca (2014) e Porto Santo (2017).
O sistema de radar Doppler da Banda C, com tecnologia de polarização dupla irá contribuir de forma determinante para a vigilância meteorológica permanente e para a previsão do estado do tempo a curto prazo (até 3h, Nowcasting), para fins gerais, sendo igualmente de grande importância no âmbito da navegação aeronáutica e marítima. O acompanhamento do estado do tempo nos Açores é particularmente crítico no caso de fenómenos de tempo severo (p. ex. ciclones tropicais), que afectam regularmente o Arquipélago, com impacto directo na salvaguarda de vidas e bens e no desenvolvimento de diversas actividades socio-económicas, sendo de antever uma grande contribuição do radar neste domínio.
A informação do sistema de Radar Meteorológico da Terceira será ainda complementada pela informação de uma rede de estações meteorológicas de superfície, de um detector de raios e de outros equipamentos de observação remota, estando o sistema de processamento central da informação de radar localizado no Observatório Afonso Chaves, em Ponta Delgada. Actualmente o sistema de Radar encontra-se em fase de configuração e parametrização, estando prevista a entrada em exploração, em regime experimental, no próximo mês de Outubro.
A cerimónia de inauguração contou com a presença do Ministro do Mar, do Presidente do Governo Regional dos Açores e de diversos representantes políticos e militares regionais. Estiveram ainda presentes os elementos do Conselho Directivo do IPMA assim como diversos colegas ligados ao projecto.
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Fonte (texto e imagem): IPMA