sexta-feira, 20 de agosto de 2010

3107. Sexta-feira, 20 de Agosto (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00
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Amareleja – 37,7 ºC
Portel (Oriola) – 37,7 ºC
Alvalade – 37,2 ºC
Alvega – 36,8 ºC
Mirandela – 36,8 ºC
Alcácer do Sal (Barrosinha) – 36,7 ºC
Castro Verde (N. Corvo) – 36,7 ºC
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Sines – 24,6 ºC
Porto (Aeroporto) – 21,5 ºC
Aveiro (Universidade) – 20,3 ºC
Viana do Castelo (Chafé) – 19,9 ºC
Cabo Raso – 18,7 ºC
Cabo Carvoeiro – 18,5 ºC
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Fonte: Instituto de Meteorologia

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

3106. Especialistas devem estudar rapidamente alterações das correntes atmosféricas

Os especialistas do clima devem estudar o mais rápido possível as alterações das correntes de ar, ligadas às graves inundações do Paquistão e à onda de calor sem precedentes na Rússia, afirmou hoje um perito.
Este verão registou-se uma meteorologia particularmente difícil, com as chuvas excepcionais que assolam o Paquistão há várias semanas, uma onda de calor que está a provocar graves incêndios na Rússia, os deslizamentos de terras provocados pelas chuvas torrenciais na China e a divisão em dois de um icebergue gigantesco na Gronelândia. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), estes acontecimentos são excepcionais, mesmo tendo em conta as condições climáticas extremas de algumas regiões.
Trata-se de "uma sequência de acontecimentos sem precedentes", que "ultrapassa, em intensidade, duração e localização geográfica, todos os acontecimentos históricos anteriores". "Isto coloca uma questão urgente para a ciência do clima: saber se a frequência e a duração dos episódios de bloqueio estão em vias de evoluir", explica a OMM, em comunicado.
O director do programa de investigação do clima da OMM e da UNESCO, Ghassem Asrar, explica que estes acontecimentos dramáticos no Paquistão e na Rússia têm origem num fenómeno de bloqueio de correntes atmosféricas. Tais bloqueios, que podem provocar uma intensificação da humidade (logo, da chuva) ou do calor, parecem estar a tornar-se cada vez mais frequentes e longos.
Segundo Ghassem Asrar, os investigadores europeus tinham previsto, algumas semanas antes da sua chegada, um fenómeno de bloqueio: estes peritos "assinalaram claramente esta informação e acompanharam-na", assegurando que "certamente que estes dois acontecimentos no Paquistão e na Rússia estão ligados". Os movimentos de bloqueio devem ser estudados de perto, à semelhança dos fenómenos El Niño e El Niña no Oceano Pacífico, acrescentou Ghassem Asrar.
As respostas a estes fenómenos são importantes porque têm "um impacto na vida das pessoas e na propriedade, como mostram os exemplos do Paquistão e da China".
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Fonte: DN

terça-feira, 17 de agosto de 2010

3104. PORTUGAL CONTINENTAL: Instabilidade nas regiões do Sul

Descargas eléctricas entre as 15h00 e as 21h00
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3103. Terça-feira, 17 de Agosto (16h00)

Imagem de Satélite às 16h00
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Algumas temperaturas às 16h00
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Mirandela - 35,2 ºC
Monção (Valinha) - 34,0 ºC
Chaves (Aeródromo) - 32,9 ºC
Moncorvo - 32,5 ºC
Nelas - 31,7 ºC
Tomar (Valdonas) - 31,7 ºC
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Odemira (S. Teotónio) - 21,6 ºC
Penhas Douradas - 21,3 ºC
Sines - 20,4 ºC
Aveiro (Universidade) - 20,0 ºC
Cabo Raso - 18,6 ºC
Cabo Carvoeiro - 18,5 ºC

3102. Incêndio do Soajo é o maior de sempre no Gerês

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RTP Notícias

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

3101. Fogos: declarado plano municipal de emergência em Castro Daire

Foi declarado o plano municipal de emergência em Castro Daire, distrito de Viseu, devido ao incêndio que lavra com várias frentes activas; a informação foi adiantada à TVI pelo presidente da Câmara municipal local, José Fernando Carneiro Pereira. Duas povoações estiveram em perigo devido às chamas. O incêndio que lavra no concelho de Castro Daire com nove frentes activas chegou a ameaçar duas povoações.
As crianças e idosos forma mesmo aconselhados a abandonar os locais por causa do fumo, informou fonte da autarquia local. As povoações de Moita e Cela estiveram em risco, vivendo-se momentos muito complicados devido às mudanças de direcção do vento. O incêndio agravou-se depois de almoço, contando com oito a nove frentes activas, o que obrigou a que fosse decretado, perto das 15:00, Plano de Emergência Municipal.
«Há pessoas e bens em risco. Aconselhamos as crianças e os idosos a abandonar estas povoações, por causa da imensa nuvem de fumo», dissera José Fernando Carneiro Pereira, dizendo suspeitar que este incêndio tenha tido mão criminosa. «O calor que estava não fazia deflagrar qualquer incêndio».
O fogo teve início às 17:51 de domingo, em Moledo, ficando as chamas dominadas às 23:57. No entanto, às 5:54 desta segunda-feira verificou-se o seu reacendimento, com uma frente activa. Duas horas depois já havia várias frentes activas.
No combate às chamas estão 207 bombeiros, apoiados por 61 veículos, três helicópteros bombardeiros pesados e três aviões bombardeiros pesados.
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Fonte: TVI 24

3100. Parque ecológico do Funchal destruído com o fogo

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domingo, 15 de agosto de 2010

3099. Tempo quente mantém-se em Agosto

Na continuidade de Julho, as duas primeiras semanas de Agosto foram influenciadas por uma corrente de Leste que transportou na sua circulação uma massa de ar quente e seco, situação que conduziu à persistência de temperaturas elevadas e à ocorrência de uma onda de calor, registada em várias estações da rede do IM.
No período de 1 a 12 de Agosto, o território continental registou uma média da temperatura máxima do ar de 33,9ºC, o que significa uma anomalia de + 5,1ºC em relação ao valor normal de 1971-2000 (28,8ºC) para este mês. Relativamente à temperatura mínima do ar, no período em análise registou-se uma média de 18.2ºC, traduzindo-se numa anomalia de +2,7ºC, em relação ao respectivo valor normal do mês (15,5ºC).
Praticamente todas as estações do continente registaram valores médios de temperatura do ar entre 4 e 6ºC acima dos valores normais do mês, destacando-se Sines com um registo de 29,5ºC de média da temperatura máxima, o que corresponde a uma anomalia de +7,8ºC e de 18,3ºC, com uma anomalia de +1,5ºC na temperatura mínima. Lisboa registou uma anomalia de +4,7ºC na temperatura máxima, com 32,5ºC de média da temperatura máxima e uma anomalia de +2,5ºC na média da temperatura mínima, com 20,6ºC. No Porto observou-se uma anomalia de +4,0ºC na temperatura máxima, com 28,2ºC e uma anomalia de +2,9ºC na temperatura mínima, com 17,3ºC. Finalmente, em Faro registou-se uma média da temperatura máxima de 31,4ºC, com uma anomalia de +2,6ºC e uma temperatura mínima de 23,5ºC, com uma anomalia de+ 5ºC em relação ao respectivo valor médio.
Neste período, os maiores valores da temperatura máxima do ar observados foram de 42,3ºC na Amareleja no dia 11, 42,0ºC em Tomar e 41,9ºC em Alvega, ambos no dia 8. As maiores temperaturas mínimas verificadas neste período registaram-se em Faro com 27.2ºC no dia 12, em Portalegre com 26,5ºC no dia 10 e em Lisboa com 26,4ºC nos dias 10 e 11.
Em 61% das estações da rede do IM no continente, já foi ultrapassado o valor normal relativo às noites tropicais (> 20ºC) para o mês de Agosto. De realçar que em Faro todas as noites deste período (1 a 12 de Agosto) foram noites tropicais.
Foi registada onda de calor em Monção e Alcácer do Sal, com 9 dias, de 3 a 11 de Agosto, e com 6 dias em Sines, Guarda, Sagres, Monte Real, Anadia, Nelas e Dois Portos, no período de 6 a 11 de Agosto.
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sábado, 14 de agosto de 2010

3098. Autarca de Arcos de Valdevez critica forma de gestão do Parque Nacional Peneda-Gerês

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3097. PORTUGAL CONTINENTAL: Quarenta incêndios por dominar

Pelo menos 40 incêndios estavam por dominar esta tarde no país, segundo um balanço avançado pela Autoridade Nacional de Protecção Civil. Os fogos mais preocupantes e que mobilizam mais meios no terreno lavram no Parque Natural Peneda-Gerês e no distrito da Guarda, um deles em pleno Parque Natural da Serra da Estrela.
No distrito de Braga, o fogo que deflagrou há cerca de uma semana em Vilarinho de Furnas, no Gerês, concelho de Terras de Bouro, chegou a ser dado por controlado mas pelas 12h30 de hoje houve uma reactivação do incêndio, mantendo-se no local 19 bombeiros, apoiados por cinco viaturas e dois aerotanques Airtractor. No mesmo concelho, mais de cem bombeiros, auxiliados por 30 viaturas e um helicóptero, tentam dominar o fogo que teve início na tarde de terça-feira em Calcedónia, também no Gerês. Às 15h40, o incêndio tinha uma frente activa.
No distrito da Guarda, pelas 13h30, um fogo esteve perto de um restaurante da zona industrial de Gouveia. O foco de incêndio destruiu mato e alguns terrenos agrícolas e encontra-se em vigilância, segundo fonte dos bombeiros locais, citados pela Lusa. Uma casa desabitada e um palheiro numa propriedade agrícola chegaram mesmo a arder hoje junto à aldeia de Cativelos, adiantou por sua vez o comandante António Fonseca, do Comando Distrital de Operações de Socorro da Guarda. António Fonseca indica que “o vento está a ser o pior inimigo” dos bombeiros nas operações de combate às chamas, além de que as diferentes frentes de fogo estão a provocar “dispersão de meios”. A frente entre Cativelos e Vila Nova de Tázem é a que mais preocupa as autoridades e faz parte do incêndio eclodiu há três dias em Carvalhal da Loiça, no concelho de Seia. Este fogo mobiliza 140 bombeiros, apoiados por 40 veículos e dois meios aéreos.
No distrito da Guarda lavra o incêndio que mais meios mobiliza no país. Um total de 255 elementos, 81 viaturas, três helicópteros e dois aviões combatem as chamas que tiveram início na quarta-feira em Aldeia da Serra, concelho de Seia, no Parque Natural da Serra da Estrela. Ainda no município de Seia, está por dominar um fogo em Sandomil, que esta tarde teve uma reactivação, segundo a Protecção Civil. Oitenta e cinco bombeiros e 24 viaturas estão no local.
O governador civil da Guarda suspeita de intenção criminosa nos incêndios activos no distrito, avançando que há investigações da Polícia Judiciária em curso. “Ou é muita coincidência, ou é mão criminosa, já que de três em três quilómetros têm surgido focos de incêndio. O que faz com que as corporações tenham de andar a saltar de ponto em ponto, o que dificulta o combate aos principais incêndios”, disse à agência Lusa António Pacheco.
O distrito de Viana do Castelo é o que tem mais fogos activos, situação que levou a Comissão Municipal de Protecção Civil a accionar o Plano de Emergência Municipal até às 24h00 do próximo dia 23 de Agosto. Neste distrito há quatro fogos: um Ventoso, concelho de Viana do Castelo, com uma frente activa, um outro em Souteiro, no concelho de Caminha, e dois outros no Parque Natural Peneda-Gerês, um em Mézio, concelho de Arco de Valdevez, e um em Mata do Cabril. O fogo em Mézio deflagrou na terça-feira, numa zona de mato, e está a ser combatido por 146 bombeiros. Em Cabril, as chamas não dão tréguas aos 40 bombeiros que tentam extinguir as chamas desde esta manhã.
No distrito de Vila Real, estão por dominar três incêndios: em Portela do Monte e Nogueiró, ambas localidades do concelho de Montalegre, e em Amieiro, concelho de Alijó.
Em Viseu, há chamas em São João do Monte, concelho de Nelas, e em Abrunhosa-a-Velha, concelho de Mangualde. Um total de 138 bombeiros, apoiados por 37 viaturas, dois helicópteros e um avião tentam dominar estes fogos.
No distrito do Porto, um incêndio numa zona de mato de Calvário, concelho de Penafiel, que lavra desde ontem está a ser combatido por mais de 80 bombeiros.
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Fonte: PÚBLICO

3096. Diminuiu intensidade dos incêndios na Madeira

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3095. MADEIRA: Incêndios terão destruído 95 por cento do Parque Ecológico do Funchal

Os incêndios que estão a ocorrer nas serras da Madeira já queimaram toda a floresta da cordilheira central da ilha e destruíram 95 por cento do Parque Ecológico do Funchal. Para o ambientalista Raimundo Quintal, presidente da Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal, este é “um desastre bem mais grave, em termos ecológicos, que o temporal de 20 de Fevereiro”, embora sem vítimas humanas. Do Pico do Areeiro ao Pico Ruivo, a biodiversidade foi profundamente afectada, descreve Raimundo Quintal.

"O melhor núcleo de vegetação de altitude foi literalmente arrasado", acrescenta o ambientalista referindo que uma pequena população desorveira (Sorbus maderensis) desapareceu. Desta espécie endémica apenas sobreviveu na natureza uma árvore na Bica da Cana, no planalto do Paul da Serra.

Importantes áreas de Laurissilva na Fajã da Nogueira e na bacia hidrográfica da Ribeira Seca do Faial também estão a ser molestadas pelo fogo. "Uma enorme delapidação da biodiversidade e um monstruoso caos de blocos à espera das próximas chuvas para correr encosta abaixo, são marcas do perigoso deserto que agora ocupa uma grande parte da cordilheira central", alerta Quintal.

O fogo, impelido por rajadas de vento da ordem dos 100 quilómetros por hora, subiu velozmente, ao início da tarde de ontem, as vertentes da Ribeira do Cidrão, vindo do fundo do Curral das Freiras. Ao chegar ao Pico do Areeiro começou a descer e queimou tudo o que encontrou pelo caminho. A plantação da Associação dos Amigos do Parque Ecológico não escapou à voracidade das chamas e muito do trabalho realizado nos últimos dez anos foi destruído em instantes, lamenta Quintal.

O presidente do Serviço Regional de Protecção Civil, Luís Neri, declarou que a situação dos incêndios esteve “mais calma" neste sábado, mas alertou para o facto de haver ainda focos activos. Os concelhos do Funchal, Câmara de Lobos, Santa Cruz, Ribeira Brava e de Santana, fustigados pelas chamas nos últimos três dias, apresentam ainda manchas de fogos florestais que estão, no entanto, numa combustão mais lenta e com menos fulgor. "Estão sob maior controlo e já não exigem meios que não sejam os da localidade", adiantou Luís Neri.

Alberto João Jardim diz que pirómanos devem ter "tratamento adequado" - O governo regional identificou alguns suspeitos pela deflagração de incêndios que estão a ocorrer nas serras da Madeira, garantiu o secretário regional do Ambiente, Manuel António Correia. As informações foram enviadas à Polícia Judiciária, adiantou o governante esperando que “todos os indícios sejam investigados até ao fim” e que haja “celeridade nos processos”.

Manuel António garantiu que a Polícia Florestal, cuja primeira prioridade foi ajudar no combate ao fogo, recolheu indícios em vários locais e encaminhou toda a informação para a PJ. Em causa, recordou, está um crime punível com prisão, algo que não deve ser esquecido por quem teve responsabilidades nos incêndios.

Em declarações à RTP-Madeira, que está a cobrir “as férias do presidente”, Jardim disse não ter “dúvidas que os incêndios têm origem criminosa” com o objectivo de criar “na Madeira um clima de terrorismo florestal como no Continente”. O que é preciso, defende relativamente aos pirómanos, “é apanhar a canalha e dar-lhe um tratamento adequado”, pois “o Estado de direito instituído pela República não dá conta disto”.

Aos jornalistas Jardim pediu contenção nas reportagens dos incêndios, “matéria que quanto mais explorada pela comunicação social mais desperta a atenção dos pirómanos”. O presidente do governo regional não considerou necessário interromper as férias, a passar na ilha do Porto Santo até 31 de Agosto – período durante o qual apenas tenciona deslocar-se ao Funchal para participar na festa do Monte, no dia 15, e para discursar no Dia da Cidade, a 21 – para acompanhar a situação que, no seu entender, não exige a intervenção de meios exteriores.

Tolentino de Nóbrega

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Fonte: PÚBLICO

3094. Sábado, 14 de Agosto: (16h00)

Imagem de Satélite às 17h00
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Algumas temperaturas às 16h00
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Alcácer do Sal (Barrosinha) – 35,6 ºC
Coruche (Estação de Regadio do I.N.I.A.) – 34,9 ºC
Portel (Oriola) – 34,8 ºC
Setúbal (Estação da Fruticultura) – 34,7 ºC
Tomar (Valdonas) – 34,3 ºC
Alvega – 34,3 ºC
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Guarda – 24,2 ºC
Aveiro (Universidade) – 22,6 ºC
Montalegre – 22,5 ºC
Penhas Douradas – 22,3 ºC
Cabo Raso – 21,6 ºC
Cabo Carvoeiro – 19,8 ºC
Lombo da Terça (Madeira) – 13,6 ºC
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Fonte:
Instituto de Meteorologia

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

3093. Sexta-feira, dia 13, marcada pelos fogos

Mais de 300 incêndios florestais deflagraram esta sexta-feira no país. O dia ficou marcado de novo pelos fogos no Gerês e nas zonas envolventes à Serra da Estrela. Às 21h00, a Protecção Civil registava 28 incêndios activos, 14 deles de maiores dimensões.
Em Paranhos da Beira e Cativelos, no concelho de Gouveia, continua activo o maior incêndio de sempre no Parque Natural da Serra da Estrela. O fogo chegou a cercar as duas aldeias e os habitantes viveram momentos de aflição. O lar de Cativelos foi evacuado e os idosos foram transportados para Gouveia.
Ao início da noite, mais de 300 bombeiros combatiam várias frentes de fogo na região. A população diz que ajuda dos bombeiros é insuficiente e pede mais meios.
Também o incêndio no Parque Nacional Peneda-Gerês continua com quatro frentes activas. Os habitantes de Vilar de Suente abandonaram ontem as casas, mas a aldeia já não corre risco. Hoje, durante a tarde, foi a vez da aldeia de Vilela de Lages estar em sobressalto.
Em Valongo, os bombeiros tiveram muito trabalho para impedir que o fogo atingisse várias fábricas da zona industrial de Campo. O vento e a existência de mato à volta das fábricas complicaram o trabalho dos bombeiros, que dominaram o incêndio três horas depois de ter sido dado o alerta.
Durante a tarde, o Belas Clube de Campo em Sintra voltou a ser pasto das chamas, incêndio que foi dominado ao início da noite. Também a Ilha da Madeira foi esta sexta-feira fustigada por fogos florestais.
De registar ainda o facto de o Presidente da República e o primeiro-ministro terem interrompido os respectivos períodos de férias para acompanhar o evoluir da situação a partir da sede da Protecção Civil. (Fonte: SIC)
Fogo galgou serras na Madeira mas não há casas atingidas - O presidente do Serviço Regional de Protecção Civil, coronel Luís Neri, confirmou que o incêndio na Eira do Serrado, no concelho de Câmara de Lobos, galgou as serras e atingiu as zonas altas do Funchal, mas não provocou vítimas.
“O incêndio não provocou, até agora, vítimas pessoais nem atingiu residências habitáveis, mas sim alguns palheiros, apesar de, por prevenção, terem sido evacuadas algumas casas”, disse à agência Lusa o coronel Luís Neri. O incêndio ocorreu nas serras altas da Eira do Serrado, no concelho de Câmara de Lobos, e alastrou, com a ajuda do vento, para as montanhas sobranceiras à cidade do Funchal, atingindo Pico do Arieiro, Monte, Alegria, Galeão, Terreiro da Luta e a parte norte do Parque Ecológico do Funchal, nomeadamente Chão da Lagoa, provocando uma nuvem de cinzas, que, por vezes, encobria o sol e que surpreendeu funchalenses e visitantes.
A residencial da Eira do Serrado chegou a ser evacuada por motivos de precaução, devido ao excesso de fumo na zona. O concelho de Santa Cruz foi também afectado por um incêndio florestal, sobretudo nas zonas da Camacha e de Gaula, que destruiu igualmente algumas casas desabitadas e palheiros e terrenos agrícolas e cabeças de gado, segundo os bombeiros.
Cerca de 100 bombeiros estão disseminados pelas duas áreas, mas o arrefecimento nocturno poderá ajudar a extinguir os vários focos de sinistros ainda em curso nas zonas altas do Funchal e em Gaula.
“Não sabemos qual a origem dos fogos” concluiu Luís Neri. (Fonte: Diário Digital)

3092. Noite sem Lua vai ajudar a ver pico de chuva de estrelas

Esta é a madrugada das Perseidas, entre a meia-noite e o amanhecer de sexta-feira a Terra vai estar no centro da passagem das Perseidas, pequenos meteoritos que ao atravessar a atmosfera dão origem a estrelas cadentes.
Todos os anos o nosso planeta passa por estes meteoritos, que não são mais do que detritos do cometa Swift-Tuttle, que atravessa o interior do nosso sistema solar a cada 133 anos deixando no caminho um rasto de poeiras. Por vezes a Terra atravessa essas poeiras, como acontece hoje.
Apesar de as Perseidas estarem há semanas a colidir contra a Terra, o pico da chuva é atingido esta noite. Os especialistas asseguram que se poderão ver cerca de 100 meteoros (denominação dos fragmentos de meteoritos que conseguem atravessar a atmosfera da Terra) por hora, principalmente em regiões mais escuras.
Esta chuva de estrelas ocorre dois dias após uma Lua nova, o que significa que as condições estão do lado de quem quer observar melhor este espectáculo, com uma noite mais escura que o normal.
O nome desta chuva de estrelas indica para onde é que os espectadores podem olhar. Os meteoros vão cair como que vindos da constelação de Perseu. Segundo o site AstroPT, quem decidir ir ver a chuva de estrelas, deverá fugir das zonas luminosas, as cidades e grandes urbes, e ter paciência e persistência durante a observação. Outras indicações são: utilizar roupas confortáveis, levar uma cadeira de praia e não fixar o olhar num único sítio do céu.
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Fonte: PÚBLICO

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

3091. INCÊNDIOS: O dia mais negro do ano

Ao início da noite, 54 grandes fogos continuavam a alastrar no País. Alguns ardiam há vários dias. Sintra voltou a entrar no mapa das chamas. Foi o dia mais negro deste Verão.
Ontem uma dezena de fogos ardiam, pelo menos, há mais de 48 horas: Tabuaço, Viseu, Gerês e Viana do Castelo, o que levou o Governo a accionar um pedido de ajuda internacional para o envio de meios aéreos. A juntar a estes incêndios deflagraram novas chamas em locais já muito fustigados, como é o caso de São Pedro do Sul, combatidos por operacionais cansados, pelos dias anteriores ou pelas longas deslocações.
O combate a esta dezena de fogos envolvia 10% do dispositivo de bombeiros de quatro regiões: Viana do Castelo, Braga, Aveiro e Viseu. Ao todo, e excluindo meios aéreos, estão no terreno mais de 800 operacionais com 208 veículos. "Há uma falta de eficácia que demonstra a necessidade de se avaliar a vertente operacional", denuncia o presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP).
O caso mais paradigmático é o incêndio em Vilarinho das Furnas, que começou sábado, o que leva Fernando Curto a apontar baterias "à falta de planeamento de um dispositivo que é caro e que ao fim de alguns dias dá sinais de perda de eficácia". A juntar-se aos fogos que lavram durante dias há "a questão da rotatividade dos elementos que estão na frente de fogo e do apoio logístico que muitas vezes não funciona", diz.
Obrigados a percorrer grandes distâncias, "em viaturas pesadas com uma média de velocidade entre os 40 a 50 quilómetros/hora, os operacionais quando chegam aos fogos estão prontinhos para ficar a descansar e não para os combater". A estes junta-se "a falta de apoio logístico e o cansaço acumulado que na hora de combater os incêndios demonstra a falta de eficácia de um dispositivo mal planeado", remata.
Às 20.00 estavam contabilizados 400 incêndios, 54 dos quais graves, que se mantinham activos ao início da noite. Fonte da Protecção Civil reconheceu ao DN que "foi um dos dias mais violentos do ano, não pela quantidade de fogos, mas pela sua dimensão.
Ao final do dia chegaram a Portugal dois Canadair franceses para ajudar. Os aparelhos pertencem à Força de Reserva da UE e foram accionados anteontem.
Desespero às portas de Viana do Castelo - "Esqueceram-se de nós", gritava, desesperado, António Maciel enquanto tentava apagar labaredas de vários metros de altura com a mangueira que antes regava o jardim, em Cardielos, Viana do Castelo. O jardim desapareceu, a casa escapou, mas o relato mostra como ontem, sem meios, foram os populares e os poucos bombeiros a apagar as chamas à volta das casas.
Dezenas de habitações foram ameaçadas durante a tarde, enquanto o desespero pelos reforços tomava conta de todos. Inclusive do presidente da Câmara de Viana, que a cada dez minutos não largava o telemóvel a reclamar apoio do Ministério da Administração Interna.
"Estou desesperado. Quando vejo os meios a serem canalizados para uma área protegida em que está a arder mato e nós temos casas a arder há dois dias e ninguém nos manda apoio, gera indignação", afirmava o autarca do PS, José Maria Costa. O incêndio, que já vinha do dia anterior depois de alastrar de Perre e Outeiro, acabava de atingir o ponto crítico e deixava a cidade, a cinco minutos de distância, em alerta, face ao fumo negro. No local a situação era tal que o fogo já obrigava ao corte da A27 e da EN202, devido às chamas e ao fumo, o que praticamente isolou a freguesia. E reforços, nem vê-los, com excepção de uma viatura dos Voluntários de Caminha. O resto do combate, em várias frentes de gigantesca dimensão, cabia apenas aos homens das corporações da cidade.
"Filha, fecha a casa e vamos embora. Seja o que Deus quiser", dizia António, enquanto era quase obrigado pelos bombeiros a abandonar a residência. Um dos muitos que foram evacuados e assistidos pelo INEM, sobretudo com problemas respiratórios. As chamas e o fumo que tornava o ar irrespirável obrigaram à mobilização de dezenas de ambulâncias das corporações da cidade, da Cruz Vermelha e do INEM.
Já passavam mais de duas horas desde que as chamas se agudizaram. João é filho de emigrantes portugueses em França e quando deu por si estava em cima do carro dos bombeiros a atirar mangueiras em apoio. "É para tentar salvar a casa dos vizinhos", gritava, sem perder mais tempo. "Estamos há dois dias com dois grandes incêndios e à espera de reforços nacionais que não chegam. Imagine-se que tivemos que desguarnecer o outro incêndio, em Subportela, desviando os meios da outra margem para aqui", dizia ao DN o autarca de Viana.
Milagrosamente, além de algumas casas chamuscadas, os bombeiros e a população conseguiram salvá-las. O mesmo não aconteceu com um armazém de compostos eléctricos da empresa Electro-Minho, que ardeu. "O problema é que tinha no interior transformadores carregados de óleo. Se o fogo chegasse a essa zona seria gravíssimo", explicou ao DN fonte dos bombeiros.
Já passavam alguns minutos das 16.00 quando o primeiro helicóptero chegava ao local. Duas horas depois de entrarem em acção os vários meios aéreos, desde aviões pesados e helicópteros, e com um total de 150 homens no terreno, o fogo começava a ceder. Para trás ficava o rasto de destruição que atingia já as freguesias de Perre, Outeiro, Santa Marta de Portuzelo, Cardielos e Nogueira.
Aldeia cercada por fogo que arde há 6 dias - "Reúnam a aldeia aqui no centro. Contem crianças, idosos, e não deixem ninguém sair." A ordem é assertiva e antevê o que se vai seguir. Mas é impossível de fazer cumprir. Os dois bombeiros junto ao cruzeiro da aldeia de Lourosa da Trapa, ainda tocam uma campainha, tentando reunir as pessoas. Mas a atenção está focada nas labaredas que ameaçam casas à entrada da aldeia. Já ali em cima.
"Hoje vai tudo", vaticina Gracinda, protegendo a vista com a mão. Ouvem-se choros e gritos, cortados pelo roncar das chamas que fazem até crer que um avião se aproxima. Os homens correm para cima, esbaforidos, as mulheres e crianças para baixo, evacuadas pelos bombeiros.
O fogo desta aldeia de São Pedro do Sul é o mesmo de sexta-feira que, de reacendimento em reacendimento, tem espalhado destruição. Mas os homens que guinam os autotanques pelas ruas estreitas e muradas são de Lisboa, desterrados há mais de dois dias.
Uns protegem a casa de Hermínio Mendes, com a sua ajuda. Ele estica mangueira, a filha Carla e os filhos da vizinha Arminda, põem a mesa no degrau: chouriço, queijo, água, pão e fruta. "Só este gajo é que limpa isto", atira Hermínio, irónico, referindo-se ao fogo e à falta de limpeza do pinhal que lhe ameaça a casa. O fumo branco prova que aqui o pior já passou. E os bombeiros de sorriso agradecido seguem para outra frente, deixando-lhe o rescaldo nas mãos.
O fogo segue o trajecto antevisto. Depois de ameaçar a aldeia por cima, rodeia-a pela esquerda, lançando mais pânico. Meia hora depois, já respirando de alívio por não terem mais do que quintais ardidos e almas sobressaltadas, populares apercebem-se de nova frente de fogo, pelo lado direito, capaz de queimar o que ficou ainda por arder.
Susto em Sintra com três frentes activas - Um incêndio com três frentes activas assustou os moradores do Belas Clube de Campo, em Sintra. 331 bombeiros, apoiados por 101 viaturas e um helibombardeiro combateram as chamas durante cinco horas, tendo sido dadas como dominadas às 20.00.
O Presidente da Câmara de Sintra, Fernando Seara, atribuiu a causa do incêndio à "irresponsabilidade da cidadania", salientando que foi o terceiro foco de incêndio em poucos dias. O autarca garantiu na zona "a limpeza de mato e floresta".
Uma das preocupações foi garantir que o fogo não se aproximava de casas. No campo de golfe ligaram-se os sistemas de rega, o que ajudou a descansar quem assistia ao avanço das chamas. Serra das Olelas, serra da Piedade e Tapada de Vale dos Lobos foram zonas afectadas.
O comandante distrital de Operações de Socorro de Lisboa, Elísio Oliveira, afirmou que devido às previsões da meteorologia "de noite quente, o dispositivo manter-se-á, pois o trabalho de consolidação seria feito durante seis horas, para evitar reacendimentos".

Amadeu Araújo, Rita Carvalho, Paulo Julião e Elisabete Silva
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Fonte (Texto e imagem): DN Portugal

3090. PORTUGAL CONTINENTAL: Imagens aéreas traçam retrato de um país em chamas

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RTP Notícias

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

3089. Quarta-feira, 11 de Agosto (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00
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Amareleja – 40,2 ºC
Castro Verde (N. Corvo) – 40,1 ºC
Portel (Oriola) – 39,5 ºC
Mértola (Vale Formoso) – 39,5 ºC
Portimão (Aeródromo) – 39,4 ºC
Alcoutim (Mart. Longo) – 39,2 ºC
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Penhas Douradas – 24,2 ºC
Cabo Raso – 22,1 ºC
Viana do Castelo (Chafé) – 21,5 ºC
Cabo Carvoeiro – 20,5 ºC
Aveiro (Universidade) – 20,1 ºC
Porto (Aeroporto) – 19,8 ºC
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Fonte: Instituto de Meteorologia

3088. Temperaturas voltam a subir no fim-de-semana

As temperaturas vão baixar um pouco hoje, quarta-feira, mas as previsões do Instituto de Meteorologia indicam que o calor vai voltar já no fim-de-semana. Precisamente devido às previsões de temperaturas elevadas, o Instituto colocou em aviso amarelo nove distritos de Portugal continental e a Região Autónoma da Madeira.
De acordo com informação disponível no portal do Instituto de Meteorologia (IM), o alerta amarelo, o segundo menos grave numa escala de quatro, está activo para os distritos de Guarda, Castelo Branco, Leiria, Santarém, Lisboa, Portalegre, Évora, Beja e Faro. Nestes distritos os termómetros vão estar acima dos 30ºC, devendo alcançar os 38ºC em Castelo Branco e os 39ºC em Évora e Beja. O nível de aviso amarelo do IM adverte para a existência de "situações de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica".
Também a Direcção-Geral da Saúde (DGS) colocou o distrito de Setúbal sob alerta vermelho para o dia de hoje, quarta-feira, o mais elevado numa escala de três, devido às temperaturas muito altas. O nível vermelho alerta para temperaturas muito elevadas que podem trazer graves problemas para a saúde, sendo recomendado o redobrar de cuidados.
Segundo a DGS, os distritos de Faro, Beja, Évora, Portalegre, Santarém, Lisboa, Leiria, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Viseu, Bragança, Vila Real e Braga vão estar sob alerta amarelo, o segundo mais elevado. Sob alerta verde, o mais baixo (temperaturas normais para a época do ano), vão estar Porto, Aveiro e Viana do Castelo.
Os avisos da DGS têm em conta o número de dias consecutivos em que se registam temperaturas altas numa dada região e relaciona-os com os efeitos na saúde das populações. Segundo a DGS, a exposição continuada a temperaturas elevadas pode provocar desidratação e agravamento de doenças crónicas, sendo especialmente vulneráveis as crianças nos primeiros anos de vida, idosos, doentes crónicos e pessoas medicadas com anti-hipertensores, antiarrítmicos, diuréticos e antidepressivos.
Para prevenir estes danos, a DGS recomenda o aumento da ingestão de água e sumos de fruta natural sem açúcar. Indica ainda que se deve evitar bebidas alcoólicas, procurar ambientes frescos nos momentos de maior calor do dia e utilizar roupa larga, chapéu e óculos com protecção contra a radiação UVA e UVB.
O IM prevê para hoje tempo céu pouco nublado ou limpo, com vento fraco a moderado, sobretudo no litoral oeste a partir da tarde, e uma pequena descida de temperatura máxima na região norte. Quanto a temperaturas máximas, prevêem-se 27º no Porto, 36º em Lisboa, 33º em Faro, 24º em Ponta Delgada e 28º no Funchal.
O IM avisa ainda que o Funchal vai estar hoje sob risco extremo para exposição à radiação ultravioleta, devendo o este risco ser muito elevado em Bragança, Coimbra, Évora, Faro, Lisboa, Penhas Douradas, Sines e Viana do Castelo, Santa cruz, Angra do Heroísmo e Ponta Delgada.
É aconselhável a utilização de óculos de sol com filtro UV, chapéu, t-shirt, guarda-sol, protector solar e evitar a exposição de crianças ao sol, aconselha o IM. A exposição à radiação ultravioleta do sol pode conduzir a problemas agudos e crónicos para a saúde, nomeadamente ao nível da pele (cancro), olhos (cataratas) e sistema imunitário.
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terça-feira, 10 de agosto de 2010

3087. Terça-feira, 10 de Agosto (16h00)

Imagem de Satélite às 16h00
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Algumas temperaturas às 16h00
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Amareleja – 42,2 ºC
Portel (Oriola) – 41,6 ºC
Castro Verde (N. Corvo) – 41,1 ºC
Mértola (Vale Formoso) – 40,8 ºC
Elvas – 40,6 ºC
Évora (Aeródromo) – 40,4 ºC
Alcoutim (Mart. Longo) – 40,1 ºC
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Porto (Aeroporto) – 26,6 ºC
Penhas Douradas – 26,4 ºC
Viana do Castelo (Chafé) – 23,9 ºC
Aveiro (Universidade) – 23,5 ºC
Cabo Raso – 23,1 ºC
Cabo Carvoeiro – 21,8 ºC
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Fonte: Instituto de Meteorologia

3086. Grandes fogos voltam a consumir a floresta

No dia em que se confirmou o regresso dos grandes fogos à floresta nacional, um bombeiro morreu e outro ficou gravemente ferido, em S. Pedro do Sul, quando o tanque de combate a incêndios em que seguiam se despistou. Segundo fonte da Autoridade Nacional de Protecção Civil, este acidente veio aumentar para dois o número de mortos e para seis o de feridos graves, em 2010, entre os bombeiros que combatem as chamas.
Em S. Pedro do Sul ou em Tabuaço, os incêndios duram há vários dias e estão a consumir extensas áreas de mato e de floresta, fazendo regressar o perfil dos grandes incêndios da primeira metade da década. Os fogos em S. Pedro do Sul e Tabuaço, ambos no distrito de Viseu, são dois bons exemplos do regresso dos grandes fogos, tanto em termos de extensão de área ardida como no que diz respeito à sua durabilidade.
O primeiro deflagrou durante a tarde da passada sexta-feira e, segundo soube o PÚBLICO, já consumiu cerca de três mil hectares de floresta. Ontem encontravam-se a combater as chamas, em S. Pedro do Sul, 375 bombeiros apoiados por 89 viaturas e sete meios aéreos. O fogo em Tabuaço, que já terá consumido mais de dois mil hectares, deflagrou também na sexta-feira e a combatê-lo estavam ontem envolvidos 146 homens, 40 viaturas e dois meios aéreos.
Mas o que motivou o regresso dos grandes incêndios? Para os especialistas ouvidos pelo PÚBLICO, são duas as razões fundamentais para que os incêndios deste ano consumam mais área florestal e durem, em média, mais tempo do que os dos últimos cinco anos.
Rosário Alves, directora executiva da Forestis, e Paulo Fernandes, investigador da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), partilham da opinião de que as condições climatéricas adversas, que conjugam altas temperaturas com ventos mais secos, são uma das razões que dificultam a extinção dos fogos e contribuem para a sua grande extensão. Porém, a falta de investimento na gestão do território e um sistema deficiente no combate às chamas são também, segundo os dois especialistas, responsáveis pelo regresso dos grandes incêndios.
Paulo Fernandes queixa-se de "muita desorganização no combate aos incêndios" e de "problemas na formação de quem comanda". Para o investigador da UTAD, os comandantes das operações no terreno "não sabem ler o incêndio". O investigador recomenda ainda que em Portugal se adoptem outras técnicas de combate às chamas que não envolvam apenas água, como é o caso da "abertura de faixas para circunscrever o fogo".
Rosário Alves defende um "contrato social entre proprietários, indústria e Estado" para tornar a floresta mais "resiliente". A directora executiva da Forestis diz que falta concretizar "no terreno" as medidas planeadas aquando da criação das "zonas de intervenção florestal": "O PRODER tardou a iniciar-se e não há ainda reflexos desse investimento."
"Há falta de gestão do território", argumenta Rosário Alves, enumerando uma maior limpeza, a criação de mais redes viárias e de pontos de água como medidas concretas que trariam resultados positivos.
Tiago Carvalho
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Fonte (Texto e imagem): PÚBLICO

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

3085. Segunda-feira, 9 de Agosto (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00
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Coruche (Estação de Regadio do I.N.I.A.) – 40,2 ºC
Portel (Oriola) – 39,9 ºC
Alcácer do Sal (Barrosinha) – 39,8 ºC
Avis (Benavila – Esc. Abreu Callado) – 39,5 ºC
Setúbal (Estação da Fruticultura) – 39,5 ºC
Alvega – 39,5 ºC
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Montalegre – 28,3 ºC
Penhas Douradas – 26,7 ºC
Viana do Castelo (Chafé) – 26,7 ºC
Aveiro (Universidade) – 25,1 ºC
Cabo Raso – 23,6 ºC
Cabo Carvoeiro – 23,0 ºC
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Fonte: Instituto de Meteorologia

domingo, 8 de agosto de 2010

3084. Portugal, o drama dos incêndios

Uma autentica vergonha o que se passa na generalidade em Portugal no que respeita ao combate aos fogos, e especificamente neste incêndio de São Pedro do Sul. A floresta Portuguesa desaparece a um ritmo maior que a floresta amazónica, por culpa destes (des)governantes que não dotam este pais de uma frota de aviões pesados em número suficiente para impedir que os fogos atinjam a dimensão dantesca deste fogo de São Pedro do Sul.
É anedótico que Portugal, um pais mediterrânico e onde o risco de incêndio é mais elevado na Europa, segundo o EFFIS (European Forest Fire Information Sistem), ter apenas 2 canadair’s Cl-215, vejam aqui no site deste organismo Portugal como o campeão da área ardida na Europa, do lado esquerdo tem uma caixa com o registo dos fogos e a área ardida e é impressionante o número de fogos em Portugal, comparado com Espanha, Itália e França, parece que o site é Português, tal o número de fogos em Portugal comparando com os outros países.
Podem ver também todo o território português a vermelho escuro, aproximem o mapa:
http://effis.jrc.ec.europa.eu/current-situation
Portugal tem este ano, ou melhor aluga, 2 canadair’s Cl-215, que pelos vistos já andam presos com arames, visto serem máquinas a caminhar para os 20 anos, quando até 2007 tivemos sempre no mínimo 4 canadair´s a actuar, e em 2006 2 canadair’s e 2 beriev's. Comparem Portugal com os restantes países mediterrânicos, que possuem dezenas de aeronaves desta natureza, ficam aqui os números segundo o wikipédia:
França: 22; Espanha: 18; Grécia: 13; Croácia: 6; Itália: 15
Vejam no you tube como fazem em França, 3 e 4 canadair's em linha lançar agua, não há cabeça de fogo que resista. Alguns dirão que são países maiores que Portugal em área, alguns sim, outros não, a Grécia e a Croácia não são, e possuem 13 e 6 canadair’s respectivamente, a França, a Itália e a Espanha são, mas não se podem esquecer que Portugal dos 90.000 km2 de área que tem, cerca de 65 % têm vocação florestal e estão em risco máximo de incêndio grande parte do verão, algo que não se passa nestes países.
Para além disso na França só há incêndios na parte sul, na parte mediterrânica e na Córsega, o resto do pais mais a norte não tem esses problemas, a Itália não esta exposta a um risco tão grande como nós e a percentagem de território florestado é muito menos que a nossa, o mesmo se passa em Espanha, apesar de serem países maiores que Portugal, tem em comparação com Portugal uma percentagem muito menor área de florestada, que temos todo o pais do Tejo para cima coberto de pinheiros e eucaliptos.
Portugal teria que ter no mínimo 6 canadair’s para que as coisas corressem bem, o ideal seriam 8, para não termos que andar sempre feitos pedintes a pedir meios aéreos ao estrangeiro, parece que os Portugueses gostam de ser tratados como os pedintes da Europa. Uma vergonha.
Mas parece que este governo que tão mal tem tratado os bombeiros em Portugal desde 2005, governo este onde ministros como Mário Lino se declaram iberistas de caras, em que o MNE, Luís Amado diz que o futuro de Portugal passa pela ibéria, e em que o Primeiro-Ministro diz ter como principal prioridade a Espanha, Espanha, Espanha, este governo prefere mandar vir canadair's ou de Itália, França, e principalmente de Espanha, que é para parecer e dar a entender ao povo e á opinião publica que os espanhóis são bons rapazes, e nossos amigo, quando esse pais conspira contra Portugal todos os dias, é caso para dizer que o iberismo já chegou ao combate aos fogos.
João Faria

3083. Domingo, 8 de Agosto (16h00)

Imagem de Satélite às 16h00
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Tarde com períodos de chuva fraca e aguaceiros dispersos, sobretudo na região centro.
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Algumas temperaturas às 16h00
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Mirandela – 38,2 ºC
Monção (Valinha) – 37,7 ºC
Chaves (Aeródromo) – 36,5 ºC
Miranda do Douro – 35,9 ºC
Cabeceiras de Basto – 35,8 ºC
Mogadouro – 35,6 ºC
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Pampilhosa da Serra (Fajão) – 26,7 ºC
Ansião – 26,5 ºC
Figueira da Foz (Vila Verde) – 23,4 ºC
Guarda – 22,9 ºC (C/chuva)
Cabo Carvoeiro – 19,8 ºC (C/chuva)
Penhas Douradas – 19,8 ºC (C/chuva)
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Fonte: Instituto de Meteorologia

3082. Mais de 2500 fogos florestais numa semana

Agosto já conta com mais de 2500 fogos florestais. Em sete dias. Ontem, foram 388. Mas, apesar da onda de calor, não há grandes alastramentos. Porque a primeira intervenção está a funcionar, garantem bombeiros e ambientalistas. Só não funciona a prevenção.
Às 20 horas de ontem, a Autoridade Nacional de Protecção tinha contabilizado 388 fogos florestais durante o dia. Desses, 43 estavam activos. Os de maiores dimensões lavravam em S. Pedro do Sul, com feridos, e em Ceiras, Pombal, com casas evacuadas.
Os números são grandes, mas não parecem assustar ninguém. Na sexta-feira, dia mais negro da semana, foram 433 os fogos. Desde o dia 1, eram 2546. Nos sete dias anteriores, tinham sido registadas 2621 ocorrências. Mas só dois incêndios se prolongaram por mais de dois dias, ao contrário do inferno que o país viveu em 2003 e 2005. E isto apesar de estarem a ser batidos recordes de temperaturas elevadas.
Porquê? Porque as lições daqueles verões foram aprendidas, acreditam os bombeiros. E a intervenção primária parece estar a funcionar. "A média entre o alerta e a chegada ao local do incêndio para a primeira intervenção teve uma redução em tempo que faz toda a diferença", garante Duarte Caldeira, da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP). "Se nada tivesse sido feito, teríamos todas as condições para repetir as catástrofes de 2003 e 2005": altas temperaturas, ventos fortes, baixa humidade e a sempiterna falta de limpeza das matas.
O que se fez foi a criação de uma actuação conjunta, que reúne o Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro da GNR, a força especial de bombeiros "Canarinhos" (sob tutela da Protecção Civil) e equipas de primeira intervenção, com bombeiros profissionalizados, que existem em quase todas as corporações. Há mais brigadas no terreno, mais pessoal especializado e mais formação direccionada, esforço reconhecido, em declarações à Lusa, por Joaquim Sande Silva, da Liga para a Protecção da Natureza (LPN).
Ainda assim, há incêndios aos milhares. Porque falha a prevenção, mesmo quando um Inverno mais chuvoso gera mais material inflamável, como aconteceu este ano. A Associação Portuguesa de Técnicos de Segurança e Protecção Civil aponta o dedo às autarquias, responsáveis por limpar terrenos comuns e fazer cumprir a lei junto dos proprietários, em termos de limpeza nos 50 metros junto a habitações. Ricardo Ribeiro defende campanhas de sensibilização ao longo do ano, até porque as limpezas de matas devem arrancar no final do Inverno. "É importante explicar às pessoas que não se pode acumular lixo nas florestas, que não se deve atirar beatas pela janela, que não se deve fazer fogueiras, lançar foguetes".
Paralelamente, a associação pede mais aceiros nas matas, para facilitar o acesso dos bombeiros, e um sistema de vigilância mais eficaz do que os actuais 236 postos de vigia da GNR.
A LPN também critica a falta de prevenção. E de punição para quem transgride com fogueiras, beatas e foguetes em alturas de risco. E para quem não limpa terrenos. "Apesar da criação das zonas de intervenção florestal e da existência de um Fundo Florestal Permanente para que as Câmaras ponham os organismos técnicos florestais a fazer planos de ordenamento e de prevenção de incêndios, nada disto está a funcionar no terreno e o que presenciamos é uma escalada quase galopante da matéria combustível", acusa Joaquim Sande Silva.
Ivete Carneiro
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sábado, 7 de agosto de 2010

3081. PORTUGAL CONTINENTAL: Mais de quarenta fogos activos

A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) registava 43 incêndios activos às 20:45 de hoje, destacando 16 incêndios de maior dimensão no Norte e Centro do país, que mobilizavam mais de 1000 bombeiros. Segundo a ANPC, os fogos mais preocupantes continuam a ser os que ardem nos concelhos de São Pedro do Sul (Viseu) e Pombal (Leiria).
Com três frentes activas, o incêndio que começou ao início da tarde no concelho de Pombal está a ser combatido por 267 bombeiros, 72 viaturas e dois helicópteros. No fogo de São Pedro do Sul, que já lavra há mais de 24 horas, estão empenhados 219 bombeiros, 64 viaturas e dois helicópteros, tendo já sido reforçados com dois aviões Canadair de Espanha e equipas de bombeiros dos distritos de Leiria e Coimbra.
No distrito de Viseu estão activos mais três incêndios. A Protecção Civil regista ainda fogos nos distritos de Vila Real, Braga, Viana do Castelo e Porto.
Segundo a ANPC, 388 incêndios já deflagraram desde as 00:00 de hoje e na sexta-feira registaram-se 433 fogos.
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Fonte: SIC

3080. Sábado, 7 de Agosto (16h00)

Imagem de Satélite às 15h00
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"CopyRight Eumetsat 2010"
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Algumas temperaturas às 16h00
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Tomar (Valdonas) – 41,1 ºC
Alvega – 41,1 ºC
Lousã (Aeródromo) – 39,8 ºC
Portel (Oriola) – 39,7 ºC
Ansião – 39,5 ºC
Zebreira – 39,2 ºC
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Sagres – 27,8 ºC
Viana do Castelo (Chafé) – 26,7 ºC
Almada (P. Rainha) – 26,4 ºC
Aveiro (Universidade) – 26,1 ºC
Cabo Raso – 21,4 ºC
Cabo Carvoeiro – 21,0 ºC
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Fonte: Instituto de Meteorologia

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

3079. METEOROLOGIA: O mundo em revista


Rússia: Autoridades dizem que o "país nunca viu nada assim" - Pelo menos 52 pessoas morreram, cerca de duas mil casas foram destruídas e mais de 10 mil homens combatem as chamas que queimam várias regiões da Rússia. A cidade de Moscovo está envolta numa nuvem de fumo. Há aviões que estão a ser desviados dos aeroportos principais por falta de visibilidade e as autoridades apelaram agora aos voluntários para ajudarem no combate às chamas porque os bombeiros não chegam."Todos os recordes de temperaturas foram quebrados. Este país nunca viu nada assim e simplesmente não estamos preparados para trabalhar nestas condições", disse um oficial de emergência de Moscovo à Associated Press.
A Rússia vive actualmente com a onda de calor mais int
ensa dos últimos 130 anos, com temperatura média de 38 graus, mas muitas vezes acima dos 40. A temperatura média nesta altura do ano, em Moscovo, é de 23 graus.
O calor trouxe os fogos. São agora mais de 500 os incêndios que atingem o país. Pelo menos 52 pessoas morreram como consequência imediata das chamas, mas as autoridades estimam que em Julho a taxa de mortalidade subiu 50 por cento em comparação com o mesmo mês do ano passad
o. São mais 5 mil mortes suplementares imputadas ao calor.Já esta manhã o ministro russo para Situações de Emergência apelou aos voluntários para reforçarem a luta contra os incêndios porque os cerca de 10 mil homens no terreno não estão a conseguir controlar as chamas. As autoridades russas estão a retirar explosivos das zonas militares em risco de serem atingidas pelas chamas.
Foram ainda enviados helicópteros, aviões e a
té robôs para controlar o fogo que está próximo da principal instalação nuclear de investigação do país, em Sarov, a cerca de 480 quilómetros de Moscovo. (Fonte: RTP Notícias)

Inundações atingem 4,5 milhões de pessoas no Paquistão, diz ONU – “A Agência de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU calcula globalmente em 4,5 milhões de pessoas os desabrigados pelas inundações" que atingem o Paquistão há uma semana, indicou uma porta-voz das Nações Unidas em Genebra, Elena Ponomareva.
Autoridades paquistanesas removeram mais de meio milhão de pessoas na província de Sindh, no sul do país, a
meaçada pelas piores enchentes em 80 anos, que causam indignação na população porque o presidente Asif Ali Zardari está a viajar pelo estrangeiro.
Zardari pode ter cometido o mais grave erro político da sua carreira ao deixar o país para uma visita oficial à Europa no auge do desastre que inundou vilarejos inteiros, já matou mais de 1.600 pessoas e afectou milhões de pessoas. As enchentes já se espalharam por Sindh, mas as águas continuam a subir e ameaçam causar mais danos até este sábado.
"As chuvas de monções continuam a cair e p
elo menos 11 distritos estão sob risco de inundação em Sindh, onde mais de 500 mil pessoas foram realojadas para lugares mais seguros. A remoção ainda continua, com base em alertas do Departamento Meteorológico", afirmou o escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários.
Regiões atingidas – Violentas enxurradas atingiram, na quinta-feira, a província paquistanesa do Sindh, onde fica Karachi. A inundação avança rapidamente pelo norte da província e deve chegar no sábad
o à cidade de Sukkur, segundo o meteorologista Hazrat Mir. As autoridades em Karachi, maior e mais rica cidade paquistanesa, apressam-se em prevenir a ocorrência de mortes e de mais prejuízos à agricultura, conforme as águas deixam os campos do Punjab, ao norte, e atingem aldeias inteiras no Sindh.
"O que vemos é um mar de pessoas necessitadas", disse Manuel Bessler, director do Ocha (órgão humanitário da ONU) no Paquistão. "Tememos que isso ainda piore." O presidente Asif Ali Zardari enfrenta críticas pela forma como o governo reagiu à inundação, a pior em 80 anos no país, e
pela sua decisão de viajar para o estrangeiro apesar da catástrofe.
Perto de Sukkur, a situação é desesperadora. "Não há nada senão água ao nosso redor", disse um cinegrafista da Reuters, que viajou vários quilómetros de barco ao lado de soldados, um pouco ao sul da cidade. Esperando ajuda ou resgate, famílias inteiras montavam barracas com plásticos ao longo das estradas. "Perdi a minha casa, a comida. Não temos nada. Ninguém veio até nós", disse o morador Ali Nawaz.
Cerca de 350 mil pessoas foram retiradas de áreas
baixas na bacia do rio Indo, no Sindh. Na aldeia de Sanawa, no Punjab, uma multidão esperava por ajuda em torno de uma mesquita, alguns metidos até a cintura na água barrenta. Um soldado levou um idoso para um helicóptero.
As autoridades do Sindh disseram que as condições traiçoeiras prejudicam os trabalhos de retirada da população e que além disso os moradores relutam em deixar as suas casas. Ainda não há estimativas sobre prejuízos, mas as inundações deverão ter graves consequências económicas. Pel
o menos 526 mil hectares de plantações foram destruídos só no Punjab, segundo as autoridades.
Por causa das inundações, provavelmente o Paquistão terá de importar mais algodão para a sua indústria têxtil, além de açúcar, e terá menos arroz para exportar. "A água está-se a deslocar para o sul, afectando uma grande área que é densamente povoada. É o cinturão alimentício do Paquistão, então teremos efeitos de longo prazo", disse Oscar Butragueño, d
o Unicef (agência da ONU para a infância).
Os EUA anunciaram uma subida de 10 para 20 milhões de dólares na verba de ajuda para o Paquistão, tendo enviado helicópteros, geradores, água, pontes temporárias e mais de meio milhão de refeições "halal" (que seguem os preceitos muçulmanos).
(Fonte:
G1)


No rastro da neve: Sul do Brasil vive dia de “Era do Gelo” – As fotos da MetSul Meteorologia não deixam dúvidas: o Sul do Brasil viveu uma verdadeira “Era do Gelo” nesta semana. Conforme o levantamento do instituto meteorológico divulgado no final do dia, pelo menos 20 cidades no Rio Grande do Sul e outras 19 em Santa Catarina viram neve caindo do céu.
O 8º Distrito de Meteorologia da MetSul confirmou que quatro de suas estações, localizadas em Cambará do Sul, Bom Jesus, Lagoa Vermelha (RS) e São Joaquim (SC) registaram o fenómeno. Além da neve, as temperaturas foram baixas. A mínima ficou em -3,6ºC em Cambará do Sul (RS) e as máximas não passaram de 14ºC em Mostardas (RS), 11ºC em Itapoá (SC) e 19ºC em Paranapanema (PR).
CIDADES – A queda de neve foi mais intensa, com quase uma hora de duração, em Bom Jesus e Lagoa Vermelha, na Serra gaúcha, segundo relatos de moradores. É também na região serrana que estão a maioria das cidades atingidas pelo fenómeno: Gramado, São Francisco de Paula, Caxias do Sul, Vacaria, São José dos Ausentes e Jaquirana, no lado gaúcho; Lages, Urupema e Urubici, no lado catarinense.
A Metsul também identificou queda de neve ou chuva congelada em Crissiumal e Horizontina, no Oeste, e Rio Grande, no Sul, além de outros municípios do Rio Grande do Sul, e São Miguel do Oeste, no Oeste de Santa Catarina.
Há 10 anos não nevava tanto – Considerada a abrangência geográfica do fenómeno desta semana, trata-se da maior ocorrência de neve desde 2000 na região Sul do país. Quem explica é o meteorologista Alexandre Aguiar, da Metsul. Se a avaliação recair apenas sobre a intensidade, no entanto, em 2006 houve uma nevasca maior, em Bom Jesus, no Rio Grande do Sul.
A neve foi provocada pela presença de uma frente fria estacionada sobre o Paraná e de uma área de baixa pressão no Uruguai, que favoreceu a circulação da humidade.
(Fonte:
NovoHamburgo)

3078. Sexta-feira, 6 de Agosto (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00
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Portel (Oriola) – 39,6 ºC
Alvega – 39,5 ºC
Santarém (Fonte Boa) – 39,3 ºC
Amareleja – 39,2 ºC
Tomar (Valdona) – 39,0 ºC
Évora (Aeródromo) – 38,8 ºC
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Penhas Douradas – 26,5 ºC
Aveiro (Universidade) – 26,4 ºC
Montalegre – 26,4 ºC
Sines – 26,4 ºC
Cabo Carvoeiro – 20,4 ºC
Cabo Raso – 20,4 ºC
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Fonte: Instituto de Meteorologia

3077. PORTUGAL CONTINENTAL: Julho com duas ondas de calor e temperatura média mais alta desde 1931

O mês passado foi o Julho mais quente desde 1931 em Portugal: a média da temperatura máxima foi de 31,75 graus, o valor mais alto dos últimos 79 anos, segundo o relatório mensal do Instituto de Meteorologia (IM). Aliás, este valor está três graus acima do habitual de 1971-2000. A mínima também registou um valor médio de 16,7, um grau acima do normal.
No Continente, Julho ficou marcado por dois períodos muito quentes: um primeiro, no início do mês, de 5 a 8, e outro no final, de 25 a 29. Em ambos os períodos registaram-se ondas de calor (seis dias seguidos com máximas superiores em 5 graus ao respectivo valor normal). No início do mês, Ribatejo e Alentejo foram as regiões mais quentes, destacando-se os 43 graus registados em Coruche no dia 6. Mas foi no Norte e em parte do Centro que as temperaturas subiram mais na semana passada.
A sensação de calor foi agravada pelo facto de as temperaturas não descerem muito durante a noite. Quase metade das estações do IM registaram mais de cinco noites tropicais (com mais de 20 graus) em Julho – com realce para o sotavento algarvio, com Faro a registar 22 noites tropicais.
Relativamente à precipitação, Julho passado teve o valor mais baixo dos últimos 24 anos.
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Fonte: DN Portugal

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

3076. BRASIL: Neve assola Rio Grande do Sul e S.Catarina


Fonte das imagens: Direto da Metsul

3075. Quinta-feira, 5 de Agosto (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00
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Amareleja – 38,9 ºC
Elvas – 37,8 ºC
Portel (Oriola) – 37,6 ºC
Mértola (Vale Formoso) – 37,6 ºC
Castro Verde (N. Corvo) – 37,4 ºC
Alcoutim (Mart. Longo) – 36,9 ºC
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Penhas Douradas – 24,4 ºC
Sines – 24,2 ºC
Aveiro (Universidade) – 22,2 ºC
Sagres – 21,8ºC
Cabo Raso – 19,1 ºC
Cabo Carvoeiro – 18,9 ºC
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Fonte: Instituto de Meteorologia

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

3074. Quarta-feira, 4 de Agosto (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00

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Portel (Oriola) – 39,6 ºC

Alvega – 39,1 ºC

Elvas – 38,6 ºC

Avis (Benavila – Esc. Abreu Callado) – 38,5 ºC

Évora (Aeródromo) – 38,0 ºC

Beja – 37,7 ºC

Castro Verde (N. Corvo) – 37,7 ºC

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Penhas Douradas – 25,5 ºC

Viana do Castelo (Chafé) – 24,4 ºC

Porto (Aeroporto) – 24,0 ºC

Aveiro (Universidade) – 21,6 ºC

Cabo Raso – 19,5 ºC

Cabo Carvoeiro – 18,9 ºC

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Fonte: Instituto de Meteorologia

3073. ALERTA: Aumento do perigo de incêndio florestal em Portugal Continental

De acordo com as previsões disponibilizadas e actualizadas pelo Instituto de Meteorologia (IM), o estado do tempo no Território de Portugal Continental já a partir do dia de hoje Terça-feira (03AGO) e pelo menos até á próxima Segunda-feira (09AGO), caracterizar-se-á, principalmente, pelo seguinte:
  • Descida dos valores de Humidade Relativa do Ar abaixo dos 30%, na generalidade do território, sendo que nas Regiões do Interior estes poderão mesmo descer abaixo dos 20%;
  • Vento soprando de leste/nordeste fraco a moderado, fazendo-se o seu efeito sentir mais nas Regiões do Interior, nomeadamente nas Terras Altas, e de noroeste moderado a forte, em especial nas Regiões do Litoral Oeste;
  • Subida dos valores de temperatura em todo o território de Portugal Continental. Em alguns locais, nomeadamente nas Regiões do Interior Norte e Centro, bem como nas Regiões do Sul, poderão registar-se valores entre os 35 a 40 ºC.

Em função da previsão da evolução das condições meteorológicas é expectável tempo quente e seco com o consequente aumento das condições favoráveis à progressão de eventuais incêndios florestais. A ANPC recorda que de acordo com as disposições legais em vigor, durante o período crítico, não é permitido(a):

  • A realização de queimadas, nem de fogueiras para recreio ou lazer, ou para confecção de alimentos;
  • A utilização de equipamentos de queima e de combustão destinados à iluminação ou à confecção de alimentos;
  • Queimar matos cortados e amontoados e qualquer tipo de sobrantes de exploração;
  • O lançamento de balões com mecha acesa ou qualquer outro tipo de foguetes;
  • Fumar ou fazer lume de qualquer tipo nos espaços florestais e vias que os circundem;
  • A fumigação ou desinfestação em apiários com fumigadores que não estejam equipados com dispositivos de retenção de faúlhas.

A ANPC recomenda a adequação dos comportamentos e atitudes face à situação de perigo de incêndio florestal, nomeadamente com a adopção das necessárias medidas de prevenção e precaução, observando as proibições acima expressas e tomando especial atenção à evolução do perigo de incêndio para os próximos dias, disponível junto dos sítios da internet da ANPC e do Instituto de Meteorologia, junto dos Gabinetes Técnicos Florestais das Câmaras Municipais e dos Corpos de Bombeiros. A Autoridade Nacional de Protecção Civil, através do seu Comando Nacional de Operações de Socorro, continuará a acompanhar permanentemente a situação em estreita colaboração com o Instituto de Meteorologia, os Agentes de Protecção Civil e demais entidades relevantes para a situação em apreço, difundindo os comunicados que se julguem necessários.

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Fonte: ANPC

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

3071. UE/Transgénicos: Petição insiste em dados na rotulagem

A petição lançada no âmbito do projecto eMPOWER, para tornar obrigatória a informação nos rótulos de produtos de origem animal se foram alimentados com rações transgénicas, vai continuar, apesar de o Parlamento Europeu ter rejeitado a medida. A petição, lançada em Junho, recolheu 263 assinaturas em Portugal, Itália e Grécia, existindo muitos outros movimentos europeus com iniciativas sobre a questão dos Organismos Geneticamente Modificados (OGM).
A Liga para a Protecção da Natureza (LPN), parceira deste projecto, vai assim continuar a defender o direito dos consumidores à informação quando vão comprar um produto de origem animal – como carne, leite ou ovos – para que saibam se os animais foram alimentados com rações de origem transgénica, «havendo indícios de que no presente será a maioria», sublinha.
A matéria foi a votos no dia 7 no Parlamento Europeu, que não aprovou a emenda proposta, mas, segundo Margarida Silva, coordenadora da plataforma, «foi por poucos votos (18)». «Era preciso maioria absoluta e teve maioria simples. Ninguém esperava que tantos deputados votassem a favor desta iniciativa», disse a especialista.
Zélia Vitorino, da LPN, explicou, por seu lado, que a petição vai continuar porque o Tratado de Lisboa abriu uma nova possibilidade aos cidadãos de sugerirem alterações à legislação, desde que recolham um mínimo de milhão de assinaturas, número difícil de conseguir e que apenas assegura a discussão na Comissão Europeia, segundo Margarida Silva. O objectivo passa também por «conseguir legitimidade política para confrontar os eurodeputados portugueses que votaram contra e que estão a lesar as expectativas dos cidadãos», acrescentou.
A batalha não acabou. «Há muitas outras coisas que podem fazer-se. Estamos em várias frentes. Esta semana, o ministro da Agricultura, depois de reunir connosco, anunciou que ia votar contra o arroz transgénico», referiu. Os eurodeputados, frisou, «têm de sentir que são responsáveis perante o público e não apenas perante o partido», desafiou Margarida Silva, reconhecendo que o caminho não é fácil porque «a indústria não está a favor» da medida. «Sabem que acabaria o mercado dos transgénicos se os consumidores tivessem a informação», diz.
Esta plataforma nasceu com o objectivo de aproximar os cidadãos do processo político europeu, tornando-os mais influentes nas decisões e na elaboração de legislação para o Ambiente, juntando gregos, portugueses e italianos num projecto para lançamento de petições on-line. Trata-se de uma plataforma na Internet com as parcerias das agências de notícias nacionais de Portugal, Itália e Grécia e de organizações não governamentais do ambiente.

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Fonte: Diário Digital

domingo, 1 de agosto de 2010

3070. Onda de calor em Julho

A região de Alcácer do Sal esteve sob a influência de uma onda de calor entre os dias 23 e 28 de Julho. De acordo com os registos existentes, as regiões de Portalegre, Alvega, Benavila, Amareleja, Évora, Lisboa, Montijo, Braga, Monção e Nelas, encontram-se em onda de calor desde o dia 24 .
No período de 25 a 29 de Julho, foram registados valores da temperatura máxima que se aproximaram bastante dos valores extremos deste mês. Nos dias 26, 27 e 28 foram inclusivamente ultrapassados os valores extremos nas estações de Alcobaça (38.8ºC no dia 26), Braga (39.4ºC no dia 28), Anadia (42.2ºC no dia 28), Ansião (40.0ºC no dia 28), Cabril (38.8ºC no dia 29) , Guarda (35.1ºC no dia 29) e Sabugal (37.3ºC no dia 29).

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Fonte (Texto e imagem): Instituto de Meteorologia