quinta-feira, 13 de setembro de 2012

4003. Assunção Cristas: Quebras de produção de cereais eram expectáveis

A ministra da Agricultura disse esta terça-feira que as quebras de produção nos cereais e noutros sectores eram expectáveis e comprometeu-se em assegurar que o remanescente da linha de crédito de 50 milhões de euros será disponibilizado.
"O Governo actuou em matéria de seca a tempo, propondo um conjunto de medidas que estão praticamente todas a ser executadas. Estamos a fazer o levantamento dessas situações, mas era expectável que houvesse quebras de produção", afirmou Assunção Cristas. A bordo do navio Almirante Gago Coutinho, em Sesimbra, onde decorreu um teste ao robô submarino ROV Luso que vai recolher amostras do fundo do mar para que Portugal possa enriquecer a sua candidatura à extensão da plataforma Continental, a ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território comentou os dados divulgados na segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) que dão conta de que a produção de cereais no ano agrícola de 2012 será "a mais baixa desde 2005".
"A situação é ainda mais difícil porque não aconteceu só em Portugal. Vemos no resto do mundo, nomeadamente nos Estados Unidos, uma seca profunda que trouxe perdas relevantes de produção nessa área", adiantou a ministra. Assunção Cristas comprometeu-se a "garantir que o remanescente da linha de crédito dos 50 milhões de euros que foi primeiramente destinada à alimentação animal, possa agora ser utilizada também por todas as áreas, nomeadamente a área vegetal e dos produtores de cereais".
Sobre a possibilidade de aumentar o preço do pão, a ministra da Agricultura não quis dar certezas sobre como evitar a situação, admitindo que é "naturalmente muito difícil". "É uma matéria que não depende apenas de nós. A agricultura tem estes aspectos específicos, está dependente do clima e a nível mundial, por isso, quando falamos em preços dos cereais estamos a falar de preços do mercado mundial, das produções em várias partes do globo e, neste momento, estão a ser vistos esses cenários", concluiu.
* * * * * * * * * *
Fonte: Negócios

4002. ARQUIPÉLAGO DOS AÇORES: Tempo instável nos Grupos Central e Oriental

Fonte: ImapWeather (01h00_UTC)
==========================
Uma depressão centrada a sul dos Grupos Central e Oriental dos Açores, originando a ocorrência de períodos de chuva ou aguaceiros, acompanhados por trovoadas dispersas. Esta situação de adversidade meteorológica deverá manter-se ao longo do dia de hoje.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

4001. ARQUIPÉLAGO DOS AÇORES: Agravamento do estado do tempo nos grupos Central e Oriental

Imagem de Satélite às 21h00
(AirMass)
* * *
 "CopyRight Eumetsat 2012"
====================

Uma depressão complexa centrada na parte oriental do Arquipélago dos Açores condiciona o estado do tempo nos Grupos Central e Oriental. Assim, ao longo das próximas horas são esperados períodos de chuva ou aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoadas dispersas.
EDIT (00h45):Intensa actividade eléctrica ao largo das Ilhas de S.Miguel e S.Maria (Fonte: ImapWeather)

terça-feira, 11 de setembro de 2012

4000. ARQUIPÉLAGO DA MADEIRA: Agravamento do estado do tempo

Imagem de Satélite às 21h00
(AirMass)
* * *
 "CopyRight Eumetsat 2012"
====================
Uma linha de instabilidade associada a um centro de baixas pressões localizado junto ao Arquipélago dos Açores deverá afectar o Arquipélago da Madeira ao longo da próxima madrugada. Assim, é previsível a ocorrência de períodos de chuva ou aguaceiros, pontualmente fortes, acompanhados por trovoadas.
Esta situação de instabilidade deverá prolongar-se ao longo do dia de amanhã.

sábado, 8 de setembro de 2012

3997. PORTUGAL CONTINENTAL: Incêndios


Cinco fogos mobilizam mais de 800 homens nos distritos de Coimbra, Viseu e Vila Real – Cinco incêndios nos distritos de Coimbra, Viseu e Vila Real estão hoje a consumir áreas florestais e são combatidos por mais de 800 operacionais, em dois dos casos com auxílio de meios aéreos, segundo informação da Proteção Civil.
O fogo que começou há mais tempo, no início da tarde, é em Arganil, distrito de Coimbra, tem duas frentes ativas e é combatido por 400 operacionais, com mais de 100 veículos e nove meios aéreos. Pouco antes das 18h00, foi acionado o Grupo de Reforço para Combate a Incêndios Florestais de Castelo Branco, que se juntou aos grupos de Aveiro, Leiria e Lisboa.
No concelho de Viseu, em Maeiras de Cima, estão 199 operacionais auxiliados por 56 veículos e dois meios aéreos a enfrentar o fogo que tem três frentes ativas. Na zona de Cabouco, concelho de Coimbra, deflagrou outro incêndio florestal que foi dominado às 17:55 e está a mobilizar mais de uma centena de bombeiros e meios aéreos. Fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Coimbra revelou que o alerta foi dado 15:50 de hoje e as chamas estavam a consumir uma zona florestal no limite dos concelho de Coimbra com o de Miranda do Corvo. Cerca das 17:30 de hoje encontravam-se envolvidos no combate 110 bombeiros apoiados por 26 viaturas e um meio aéreo, acrescentou.
Segundo informação do site da Proteção Civil, em Castro D´Aire, Viseu, estão 51 bombeiros a combater um fogo em mato que tem duas frentes ativas. Igualmente a consumir mato, está o incêndio de Chaves, distrito de Vila Real, na zona de Pastorai, onde estão 80 operacionais e 19 veículos. (Fonte: Jornal i on line)
Circulação na A24 retomada após queda de cabo de alta tensão – A circulação na autoestrada A24, que atravessa o distrito de Vila Real, foi retomada ao começo da noite depois de ter estado cortada desde as 16:30 devido à queda de um cabo de alta tensão. De acordo com a página na Internet da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC), a circulação foi reposta a partir das 19:10. O cabo de alta tensão caiu na sequência de um incêndio florestal na zona de Pastoria, Chaves, fogo que se encontra já dominado, nota a Proteção Civil. (Fonte: SIC Notícias)
Cabos de alta tensão provocaram fogo em Viseu - A Viseu, o inferno chegou pela primeira vez este Verão e não deu tréguas: o fogo que começou segunda-feira e só foi controlado dois dias depois é considerado o maior dos últimos 30 anos. Um problema com um cabo eléctrico esteve na origem do incêndio. «O inquérito preliminar revelou que o fogo terá começado num cabo de alta tensão», revelou ao SOL fonte da Polícia Judiciária (PJ).
É o segundo incêndio deste Verão provocado por fenómenos pouco comuns: no final de Julho, foi a negligência de 12 trabalhadores da empresa CME, no parque eólico do Cachopo, em Tavira, que ateou as chamas que acabaram por consumir 26 mil hectares de mato e floresta naquela região do Algarve. Esta semana, foi a vez do Norte e Centro do país, onde as chamas não deram tréguas a populações e bombeiros, alimentadas pela combinação de temperaturas elevadas, ventos fortes e acessos difíceis. Na quarta-feira, os dados provisórios das autoridades já estimavam quase 13 mil hectares de floresta ardida – que vêm somar-se aos 34 mil consumidos até 15 de Agosto.
Um dos mais violentos incêndios da semana – na terça-feira, dia em que 300 chegaram a estar activos por todo o país, o que obrigou Portugal a pedir ajuda à União Europeia – foi precisamente o de Viseu que, segundo as contas do autarca local, Fernando Ruas, consumiu três mil hectares de floresta, sobretudo pinhal e eucaliptal. No terreno, já com a ajuda dos quatro meios aéreos espanhóis e franceses, estiveram nove aviões e 503 operacionais.
A origem da maioria dos fogos que nestes dias devastaram a região Centro – de Ourém a Seia – ainda é desconhecida. E o que aconteceu em Viseu é caso raro: «Lembro-me só de outro caso semelhante, há sete anos, em Mortágua», diz fonte da PJ. Nem a REN nem a EDP contabilizaram qualquer incêndio devido a problemas com cabos de média e alta tensão nos últimos anos. «Não temos registo de incêndios relacionados com a rede de distribuição», assegurou fonte oficial da EDP – que detém a maioria dos cabos de média e alta tensão no país.
A eléctrica nacional foi, aliás, uma das grandes lesadas pelos incêndios recentes: a EDP foi obrigada a substituir «20 km de linhas queimadas pelas chamas», só este ano. (Fonte: Sónia Balasteiro, Sol)

3996. Alto Douro/Trás-os-Montes/Beira Interior: Instabilidade

Imagem de satélite às 19h00
* * *
"CopyRight Eumetsat 2012"
===========================
Descargas eléctricas atmosféricas
(entre as 12h00 e as 22h00)
* * *
Copyright © Instituto de Meteorologia 2012

3995. PORTUGAL CONTINENTAL: Sexta-feira convectiva

Descargas eléctricas
(entre as 14h00 e as 20h00)
* * *
Copyright © Instituto de Meteorologia 2012

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

3994. Sexta-feira, 7 de Setembro (16h00)

Imagem de Satélite às 17h00
* * *
===================
Tempo severo com aguaceiros e trovoadas, particularmente nas regiões do interior norte e centro.
==========================
Algumas temperaturas às 16h00
* * *
Régua (Cambres) – 37,9 ºC
Pinhão (Santa Bárbara) – 36,3 ºC
Mirandela – 36,0 ºC
Lousã (Aeródromo) – 35,4 ºC
Vila Real (Cidade) – 34,5 ºC
Leiria (Cidade) – 34,5 ºC
Tomar (Valdonas) – 34,5 ºC
* * *
Penhas Douradas – 24,5 ºC
Santa Cruz (Aeródromo) – 24,5 ºC
Cabo Raso – 24,4 ºC
Sines (Cabo) – 24,0 ºC
Sintra (Pena) – 23,3 ºC
Cabo Carvoeiro – 21,8 ºC
Foía – 21,5 ºC
* * *

3993. PORTUGAL CONTINENTAL: O drama da seca


Trás-os-Montes: Barragem de Vale da Vilariça deixou de regar – A principal barragem do Vale da Vilariça, no Nordeste Transmontano, deixou de regar por falta de água, pondo em causa a produção e o investimento numa das zonas mais férteis do país, confirmou esta segunda-feira a Associação de Regantes. O presidente daquela organização, Fernando Brás, adiantou à Lusa que a barragem da Burga foi fechada no sábado por ter atingido a cota mínima de exploração, a partir da qual não é permitido retirar mais água.
Segundo a descrição feita por aquele responsável, apesar de nesta altura o pêssego estar em final de colheita, ainda há fruto nas árvores que fica comprometido, a azeitona de conserva dificilmente atingirá o calibre necessário e os pomares do Vale da Vilariça podem não resistir se a seca se prolongar. "As árvores não conseguirão frutificar em condições no próximo ano e perdem-se milhões de investimento", afirmou.
Há quase um ano que os agricultores do vale vêm alertando para o problema e, em Fevereiro, transmitiram as suas preocupações directamente à ministra da Agricultura, numa visita de Assunção Cristas à região. Naquela ocasião, a falta de pastos era a consequência mais visível da seca, mas também já era notória a falta de água na principal das três barragens do regadio, a da Burga, que este ano ficou a um terço da sua capacidade de armazenamento, devido à falta de chuva no Inverno.
Em Junho, no início do período crítico de rega, o presidente da Associação de Regantes, Fernando Brás, voltou a alertar que as reservas existentes seriam insuficientes para aguentar a rega durante todo o verão, o que veio a confirmar-se. A associação que representa cerca de 800 beneficiários tem um projecto para minimizar a situação que já tem assegurado financiamento do PRODER para os 2,2 milhões de euros necessários, mas que "continuam à espera que o Ministério da Agricultura desbloqueie as verbas comunitárias e a respectiva comparticipação nacional de 25 por cento", segundo o dirigente agrícola.
O projecto prevê a construção de um dique para reforço do caudal da barragem da Burga, embora o presidente da associação defenda que a solução definitiva para o problema de armazenamento de água terá de passar pela construção de mais uma pequena barragem no caudal da Burga. O projecto contempla ainda a instalação de contadores para racionalizar o uso da água e faz parte de um plano de investimentos da organização agrícola que abrange também a actualização do cadastro, a elaboração de um sistema de informação geográfica e a reorganização cultural do vale para adequar o tipo de cultura ao clima e solo. Nos planos estão também a criação de um agrupamento de produtores para comercializar os produtos da zona, nomeadamente a fruta.
Menos água nos rios – As barragens portuguesas estão com menos água e há casos, como a bacia hidrográfica do Arade, no Algarve, que começam a preocupar: está com apenas 12,6 por cento da capacidade de armazenamento, quando a média para esta altura do ano é de 34,1 por cento.
As duas barragens que constituem esta bacia são as que menos água têm em todo o território nacional: 11,9% (Funcho) e 13,8% (Arade).
O último relatório do Instituto da Água apresenta os dados relativos a 31 de Agosto. Em 11 bacias hidrográficas, o volume de água é inferior à média dos últimos vinte anos. Apenas as bacias do Ave e do Mira apresentam volumes de armazenagem superiores à média. Das 57 albufeiras monitorizadas, apenas duas têm disponibilidades hídricas superiores a 80 por cento; 16 têm menos de 40 por cento da capacidade preenchida.
Portugal atravessa uma situação de seca meteorológica: segundo o último relatório de acompanhamento e avaliação dos impactos da seca, publicado pelo Ministério da Agricultura a 14 de Agosto, 58% do País está em seca extrema e 26% em seca severa. A ausência de chuva – que se deve manter nos próximos dias – levou a uma quebra de 62% na produção de energia hídrica nos últimos meses, obrigando à importação de energia – subiu 129 por cento.
Edgar Nascimento
* * * * * * * * * * * * * * *

3992. PORTUGAL CONTINENTAL: O dama dos incêndios

As chamas em Coja, concelho de Arganil, causaram esta quinta-feira três feridos, dois deles bombeiros, e mantêm três frentes com seis quilómetros, uma delas próximo da zona industrial da freguesia, informou o presidente da câmara. Além dos dois bombeiros, um deles transportado para os Hospitais da Universidade de Coimbra com ferimentos graves, uma outra pessoa ficou ferida, indicou Ricardo Pereira Alves.
O autarca adiantou que o fogo, que já obrigou à evacuação das aldeias de Vale do Carro e de Esculca, ameaça a localidade de Alqueve. O incêndio já se estendeu ao município de Tábua, apresentando um perímetro de fogo de 21 quilómetros, disse à agência Lusa o comandante distrital de operações de socorro de Coimbra.
António Ferreira Martins referiu que o fogo, que deflagrou ao início da tarde, está incontrolável, com três frentes activas, tendo consumido uma área superior a mil hectares. O comandante adiantou que a grande prioridade dos bombeiros é proteger as habitações das aldeias ameaçadas pelas chamas. "Com os meios que temos, e que estão em trânsito, esperamos controlar o incêndio durante a noite", afirmou.
O posto de comando situado na zona industrial de Coja está parcialmente cercado pelas chamas, mas, segundo António Ferreira Martins, não existe perigo, uma vez que os meios no local asseguram a sua protecção. No combate às chamas estão 495 homens, apoiados por 140 viaturas.
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
Fonte (Texto e imagem): Jornal de Notícias

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

3991. Quinta-feira, 6 de Setembro (16h00)


Algumas temperaturas às 16h00
* * *
Lousã (Aeródromo) – 38,5 ºC
Alvega – 36,7 ºC
Amareleja – 36,6 ºC
Anadia – 36,5 ºC
Monção (Valinha) – 36,4 ºC
Leiria (Cidade) – 36,1 ºC
* * *
Santa Cruz (Aeródromo) – 25,9 ºC
Penhas Douradas – 25,4 ºC
Cabo Raso – 23,5 ºC
Sines (Cabo) – 23,2 ºC
Foía – 23,2 ºC
Cabo Carvoeiro – 22,6 ºC
Areeiro (Madeira) – 15,3 ºC
* * *

terça-feira, 4 de setembro de 2012

3990. Terça-feira, 4 de Setembro (16h00)


Algumas temperaturas às 16h00
* * *
Pegões – 36,2 ºC
Alcácer do Sal (Barrosinha) – 36,1 ºC
Tomar (Valdonas) – 35,6 ºC
Rio Maior – 35,5 ºC
Amareleja – 35,5 ºC
Alvalade – 35,4 ºC
* * *
Sines (Cabo) – 23,9 ºC
Vinhais – 23,9 ºC
Montalegre – 23,9 ºC
Cabo Raso – 23,0 ºC
Penhas Douradas – 22,3 ºC
São Pedro de Moel – 22,1 ºC
Cabo Carvoeiro – 22,0 ºC
* * *

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

3989. COMBATE AOS INCÊNDIOS: Intervenções continuam a falhar, acusam bombeiros


O presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP) de Portugal criticou hoje veementemente a estratégia de combate aos incêndios florestais, afirmando que a "primeira intervenção continua a ser deficiente".  Este ano "está a repetir-se" o que ocorreu em 2003 e 2005, anos em que foram batidos recordes de área ardida, acusou Fernando Curto em declarações aos jornalistas no intervalo de uma reunião de dirigentes da associação a que preside.
"Continuamos a ter incêndios que duram muito tempo", devido á intervenção de poucos bombeiros no início, embora depois acorram "700 ou 800" nas horas seguintes, quando o fogo já é difícil de controlar, considerou. "É grave e lamentável", apontou, salientando que a situação ocorre porque se ignoram os relatórios feitos pelas diversas entidades onde são apontados os erros que levaram a que naqueles anos ardessem quase 426 mil hectares (2003) e 339 mil (2005). Nos cinco anos seguintes a área ardida baixou consideravelmente e situou-se sempre abaixo dos 100 mil hectares, como excepção de 2010, quando atingiu os 133 mil.
A responsabilidade, considerou ainda Fernando Curto, deve-se ainda a outros factores, entre eles a falta de formação dos bombeiros voluntários e as deficientes condições em que trabalham. "Os bombeiros não são super-homens" mas chegam a trabalhar "36 horas consecutivas", o que "nem um robô consegue fazer porque precisa de manutenção", afirmou. Criticou a falta de condições logísticas para que os bombeiros possam descansar e exemplificou o desgaste a que estão sujeitos, referindo os casos em que fazem longas viagens a conduzir as viaturas e vão directamente para os locais de incêndios, embora já cheguem exaustos.
Quanto à formação, acusou a Escola Nacional de Bombeiros de "não preparar os comandantes, as chefias e os bombeiros [voluntários] para este tipo de incêndios". Na sua opinião, a coordenação de combate aos incêndios florestais deve ser feita por bombeiros profissionais e não pelas estruturas das associações humanitárias de voluntários, embora tenha elogiado o trabalho destes elementos. "É preciso modernizar. Se não, vamos estar aqui para o ano a dizer as mesmas coisas", considerou ainda.
Referindo-se ao grande incêndio que destruiu vastas áreas dos concelhos algarvios de Tavira e São Brás de Alportel em Julho, disse ser necessário apurar porque levou tanto tempo a ser extinto e atribuir responsabilidades.
* * * * * * * * * * * * * * *
Fonte: ANGOLA Press

3988. PORTUGAL CONTINENTAL: 15 grandes incêndios activos ao início da noite


Um homem morreu hoje carbonizado num incêndio que lavra desde domingo no concelho de Ourém e dois homens sofreram ferimentos ligeiros na queda de um helicóptero. Portugal registou 224 incêndios. A circulação ferroviária na linha do Norte, condicionada desde a tarde de domingo devido aos incêndios florestais, foi hoje completamente restabelecida às 05:50, com a reabertura nos dois sentidos do troço entre Albergaria e Caxarias, indicou a REFER.
O homem que morreu carbonizado esta madrugada no concelho de Ourém era proprietário de um aviário que tentava defender do avanço das chamas, disse à Lusa fonte da GNR de Santarém. A mesma fonte adiantou que a vítima mortal do incêndio que lavra em Ourém há mais de 30 horas tinha 54 anos, tendo sido encontrada no lugar de Resouro, freguesia de Urqueira, uma situação que a Polícia Judiciária está a investigar. Segundo o presidente da câmara municipal, Paulo Fonseca, o fogo consumiu duas casas de habitação permanente e algumas devolutas, destruindo ainda uma empresa de plásticos na qual trabalhavam algumas dezenas de pessoas.
Às 16:00, o incêndio em Mata, no concelho de Ourém e no distrito de Santarém, progredia em quatro frentes e estava a ser combatido por 536 homens e 158 veículos, ajudados por três meios aéreos. Também no concelho de Ourém, a queda de um helicóptero de combate ao fogo fez hoje dois feridos ligeiros. O helibombardeiro pesado Canave caiu junto do parque de merendas de Espite.
Em Carapinha, concelho de Tábua, distrito de Coimbra, um incêndio que lavrava desde as 05:20 de hoje com quatro frentes activas, que foi combatido por 314 operacionais apoiados por 81 veículos e três meios aéreos e que chegou a ser dado como dominado, sofreu um reacendimento, que levou esta tarde ao corte da circulação rodoviária no IC6 durante cerca de duas horas. Segundo a Protecção Civil de Tábua, a povoação da Carapinha chegou a estar em risco.
Em Seia, os habitantes da aldeia de Sazes Velho foram hoje à tarde retirados para o lar de idosos de uma povoação vizinha, como medida de precaução, devido ao incêndio florestal de grandes proporções que lavra naquela zona.
Também hoje à tarde, a Estrada Nacional 115-2, que liga os concelhos de Torres Vedras e Cadaval, esteve cortada ao trânsito devido a um incêndio florestal com três frentes activas que deflagrou numa área de floresta entre as localidades da Ermegeira e do Ramalhal, no concelho de Torres Vedras.
No concelho da Vidigueira, um incêndio que lavrava desde a madrugada de hoje tinha, às 18:10, três frentes activas e os acessos difíceis e o vento estavam a complicar o combate às chamas. Embora a queimar uma área extensa nas zonas de Cabeça do Miguel, Alcaria e Gagos, o fogo não estava então a colocar habitações em risco.
Em Alvarim, no concelho de Tondela, distrito de Viseu, lavra desde as 14:37 um incêndio que tinha, passadas quatro horas, quatro frentes activas e está a ser combatido por 68 operacionais, apoiados por 20 veículos.
Desde as 00:00, Portugal registou 224 incêndios florestais combatidos por 4.466 operacionais e 1.158 veículos, indicou a Protecção Civil num ponto da situação feito às 19:30. A essa hora havia ainda 15 incêndios de grandes proporções activos no país, indica a Protecção Civil na sua página da internet.
Sofia Fonseca
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
Fonte (Texto e imagem): Diário de Notícias

domingo, 2 de setembro de 2012

3987. DOMINGO, 2 de Setembro (16h00)


Algumas temperaturas às 16h00
* * *
Alcácer do Sal (Barrosinha) – 35,4 ºC
Alvalade – 35,4 ºC
Rio Maior – 35,1 ºC
Setúbal (Estação de Fruticultura) – 35,0 ºC
Pegões – 34,9 ºC
Tomar (Valdonas) – 34,8 ºC
Castro Verde (N. Corvo) – 34,8 ºC
* * *
Trancoso (Bandarra) – 24,0 ºC
Vinhais – 23,5 ºC
São Pedro de Moel – 23,0 ºC
Guarda – 23,0 ºC
Cabo Carvoeiro – 23,8 ºC
Penhas Douradas – 21,1 ºC
* * *

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

3986. Lua Azul pode ser vista esta sexta-feira

Esta sexta-feira, dia 31 de Agosto, é dia de Lua "Azul", mas o nosso satélite natural não ficará, de facto, com cor azul.
Este nome serve apenas para designar a segunda Lua Cheia que ocorre no mesmo mês, algo se só se repete a cada 2 ou 3 anos. Isto porque o período sinódico da Lua (isto é, o tempo entre duas Luas Cheias consecutivas) é de 29,5 dias. Por isso uma Lua "Azul" só pode ocorrer em meses de 30 ou 31 dias (nunca em fevereiro), e a primeira tem de ocorrer no dia 1 ou 2 desse mês.
Esta definição de Lua "Azul" só começou a usada em 1946, já que a definição mais antiga definia a Lua "Azul" como a terceira de quatro Luas Cheias na mesma estação do ano (normalmente, por causa do período sinódico, só há 3 Luas Cheias em cada estação).
A raridade das luas azuis está na origem da expressão anglófona "Once in a Blue Moon" (traduzido literalmente, uma vez a cada Lua azul, o que significa um acontecimento raro). A Lua "Azul" seguinte ocorrerá no dia 31 de julho de 2015.
Ricardo Cardoso Reis
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
Fonte (Texto e imagem): Jornal de Nisa

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

3985. PORTUGAL CONTINENTAL: Previsão de tempo quente e seco


As temperaturas em Portugal continental vão subir entre cinco a nove graus até sexta-feira, prevendo-se que o tempo quente se mantenha até 6 de Setembro, disse à agência Lusa a meteorologista Patrícia Gomes.
“A partir de sexta-feira, dia 31, estamos a prever um aumento de temperatura. Esse aumento será mais significativo na região do Litoral Centro, contudo o resto do país também estará com temperaturas acima dos 30 graus”, afirmou. Segundo a mesma fonte, meteorologista do Instituto de Meteorologia (IM), “de esta quarta-feira para sexta-feira as temperaturas no Litoral Centro poderão subir entre cinco a nove graus dependendo dos locais”.
Patrícia Gomes explicou que, no caso de Lisboa, estão previstos 26º para esta quarta-feira e 33º para sexta-feira. “O resto do país terá algumas subidas, mas cerca de dois, três graus, nada de muito significativo”, esclareceu.
De acordo com a meteorologista, esta situação deve-se à posição do anticiclone que se situa sobre o Golfo da Biscaia e ao facto de Portugal estar a ser influenciado por uma corrente de Leste. “Estamos a prever que esta corrente de leste, que trará uma massa de ar mais quente e seco, se mantenha até 6 de Setembro”, concluiu Patrícia Gomes.
* * * * * * * * * * *
Fonte: PÚBLICO

terça-feira, 28 de agosto de 2012

3984. Ameaça de nova crise alimentar mundial no horizonte


O receio de que esteja iminente uma repetição da crise alimentar de 2007-2008 está a crescer a nível global. No mês passado, os preços dos alimentos aumentaram seis por cento nos mercados mundiais e os importadores estão a adquirir sofregamente a colheita de cereais dos Estados Unidos o maior exportador mundial deste tipo de produtos. Uma das principais razões está no facto de a produção dos EUA ter encolhido este ano, drasticamente, devido à seca, fazendo os preços do milho atingir novos recordes.
Um relatório governamental divulgado revela que um sexto da colheita de milho dos Estados Unidos ficou destruída em apenas um mês devido à pior seca dos últimos cinquenta anos. O departamento da Agricultura dos EUA reviu em baixa as previsões para a colheita deste ano, diminuindo em 16,9 por cento as estimativas de Julho. No que respeita à colheita de soja, as previsões também foram revistas em baixa, tendo havido uma redução de 11,7 por cento em relação à estimativa feita no mês passado. Estes números representam uma quebra, em relação a 2011, de 13 por cento à produção de milho e de 12 por cento, no que respeita à soja.
A presente conjuntura já levou a subidas de entre 25 a 50 por cento dos preços do trigo, do milho e da soja. Sendo que no caso dos últimos dois cereais, os preços já ultrapassaram os da crise de 2007-2008.
"El Nino" piora situação – A somar-se às preocupações está uma previsão do serviço meteorológico do Japão, segundo a qual o fenómeno meteorológico conhecido por El Nino já se começou a produzir e deverá manter-se pelo menos até ao Inverno, o que faz supor a continuação de condições meteorológicas desfavoráveis até o final do ano.
Estes dados aguçaram o apetite dos especuladores nos mercados mundiais de alimentos que funcionam como os de qualquer outro produto de consumo. O relatório do governo americano fez com que o preço de referência dos futuros sobre o milho subisse imediatamente mais de 3 por cento, atingindo um pico recorde por alqueire.
Face a este panorama, a agência alimentar da ONU está a pôr em guarda os governos para que evitem o tipo de práticas comerciais que, em 2008 contribuíram para agravar a crise. “Existe o potencial para que a situação se desenvolva da mesma forma que em 2007/2008”, disse à Reuters o economista e analista da Organização da Alimentação e Agricultura Abdolreza Abbasian.
ONU adverte contra repetição das "más políticas" – “Espera-se que desta vez não se venham a produzir más políticas e intervenção nos mercados através de restrições” disse Abassian; “se isso não acontecer, não assistiremos a uma situação tão séria como a de 2007/2008. Mas se essas políticas se repetirem, tudo é possível”. Recorde-se que a crise de 2007/ 2008 foi provocada por uma mistura de factores que incluíam o alto preço do petróleo, a cada vez maior utilização de biocombustíveis, o mau tempo e uma série de políticas de exportação restritivas, proibições à exportação e aumento das tarifas, que fizeram disparar os preços dos alimentos e estiveram na origem de motins em mais de 30 países, do Bangladesh ao Haiti.
Segundo Abassian, desta vez, a existência de stocks abundantes de arroz, a crise económica mundial e o facto o preço do petróleo estar mais baixo do que em 2007/2008 pode ajudar a evitar uma subida drástica do preço dos alimentos. No entanto já há alguns sinais alarmantes, que incluem indícios de que alguns governos estão antecipadamente a adquirir e a armazenar stocks invulgarmente grandes de cereais numa espécie de “açambarcamento” a nível estatal.
As exportações de milho dos EUA na última semana atingiram o segundo pico mais alto dos últimos dez meses, encontrando-se incluída neste número uma operação de aquisição única, quase recorde, feita por importadores do México, que é o segundo maior importador a nível mundial.
Ressurge o debate “alimentos versus Combustíveis” – O perigo de uma repetição da crise alimentar, renovou o debate sobre a produção de biocombustíveis que consome uma parte significativa da produção de milho. No caso dos EUA, cerca de 40 por cento da colheita destina-se habitualmente à produção de etanol.
O diretor-geral da Agência das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, José Graziano da Silva, apelou a uma “suspensão temporária, com efeitos imediatos” do mandato federal dos EUA, que obriga as companhias americanas de combustível a garantirem que, este ano, 9 por cento das suas reservas sejam compostas de etanol. “Uma grande parte da colheita já de si reduzida vai ser reclamada pela produção de biocombustíveis, para cumprir com os mandatos federais a esse respeito, o que vai deixar ainda menos [milho] para os mercados de alimentação de pessoas e gado” escreveu Graziano da Silva no jornal Financial Times. “Uma suspensão imediata, temporária desse mandato daria algum descanso ao mercado e permitiria que uma porção maior da colheita fosse encaminhada para utilizações alimentares e para o gado”.
O diretor – geral da Agencia das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, não é o único a pressionar os Estados Unidos para que afrouxem as quotas de integração de etanol. Esta semana, 25 senadores dos EUA pediram à Agência de Proteção Ambiental, para que ajuste o mandato, e o executivo-chefe do gigante de produção de cereais Cargill disse que deveria ser o mercado a ditar a utilização de biocombustíveis. Os primeiros a fazer apelos neste sentido tinham sido os criadores de gado americanos, que são forçados a licitar contra os produtores de biocombustíveis e assim têm de pagar mais para alimentar os seus animais.
No entanto, a Agência de Proteção Ambiental ainda não recebeu nenhum requerimento oficial para mudar as regras, o qual, ao abrigo da lei, só poderia ser feito por um governador de Estado, ou por uma das companhias que se dedicam à mistura de combustíveis.
António Carneiro
* * * * * * * * * * * * * * * * *
Fonte (Texto e imagem): RTP