domingo, 3 de fevereiro de 2013

4215. MAU TEMPO: Rede SIRESP vai ser multada por falha durante temporal

A rede de comunicações Siresp (Rede Nacional de Emergência e Segurança), usada pelo INEM, polícias e bombeiros, falhou durante o temporal de 19 de Janeiro (Tempestade Gong). O socorro às populações vítimas do mau tempo, mas também de doentes urgentes, foi afetado. O ministro da Administração Interna, em declarações à TVI, afirma que «obviamente» vai aplicar multas à operadora, por quebra contratual.
O Siresp começou a falhar às 06h18. Às 15h00 de Sábado sofreu uma interrupção de mais de duas horas. Os ventos vieram mostrar que polícias, bombeiros e profissionais de emergência médica não podem fiar-se na rede de telefones e de dados que os políticos compraram por 500 milhões de euros.
Segundo um técnico que esteve envolvido directamente na implementação da rede, a energia sempre foi o ponto fraco das estações base do SIRESP. A sua fraca autonomia (apenas 6 horas, com boa conservação das baterias) para as situações de falta de fornecimento de energia por parte da EDP, é insuficiente para uma rede de emergência que se quer operacional em situações de catástrofe. Mais grave ainda, é não existir um mecanismo prático, para a instalação de geradores de socorro, caso os períodos de carência sejam prolongados. Uma estação base sem energia é uma estação morta que não permite qualquer contacto rádio no seu raio de acção, que se crê ser de 20km. Nem as salas de despacho instaladas nas diversas entidades envolvidas no socorro, têm acesso à zona de influência da estação.
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Fonte: TVI

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

4214. PORTUGAL CONTINENTAL: Análise sinóptica e tendência do estado do tempo

Carta Sinóptica de Superfície prevista
para 2 de Fevereiro de 2013_00h00
Fonte: MetOffice
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 A situação sinóptica em Portugal Continental está condicionada pela presença de um anticiclone na região do Arquipélago dos Açores e um centro de baixas pressões localizado no centro do continente europeu, estabelecendo um fluxo procedente de noroeste sobre o território de Portugal Continental.
Assim, o território de Portugal Continental será atravessado por uma superfície frontal fria durante a segunda metade desta Sexta-feira, que dará origem ao aumento da nebulosidade e ocorrência de precipitação especialmente nas regiões do norte e centro, com períodos de chuva passando a regime de aguaceiros, pontualmente fortes e acompanhados de trovoada, tempo associado às características de uma massa de ar húmida e mais fria, bastante instável e procedente de latitudes muito altas.
 O vento aumentará de intensidade e rodará para noroeste, tornando-se forte com rajadas que poderão atingir os 100 quilómetros horários, em especial no litoral oeste e nas terás altas.
Após a passagem da superfície frontal fria, a temperatura do ar terá uma significativa descida e ocorrerão condições para a queda de neve nas terás altas das regiões do norte e centro.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

4213. Sistema de RADAR meteorólogico do norte

Encontra-se em curso um grande projecto que visa a instalação de um sistema de radar meteorológico no norte do continente (Pico do Gralheiro, freguesia de Albergaria da Serra, concelho de Arouca), o qual permitirá uma cobertura eficaz da região, suprindo assim uma lacuna existente. Efectivamente, a actual rede nacional de radares (englobando duas estações instaladas nos concelhos de Coruche e Loulé) não é suficiente para garantir uma cobertura adequada da região norte, sendo as consequências mais negativas da presente situação a ausência de um apoio adicional à salvaguarda de vidas e bens na região, particularmente importante em situações de tempo severo, bem como a ausência de cobertura do aeroporto internacional Francisco Sá Carneiro e da parte portuguesa da bacia hidrográfica do rio Douro.
 Este sistema de radar meteorológico incorporará a recente tecnologia de polarização dupla, fornecendo uma contribuição determinante nos domínios da previsão do estado do tempo a curto prazo e da previsão hidrológica, bem como no da vigilância meteorológica e hidrometeorológica, com impacto directo na salvaguarda de vidas e bens e no desenvolvimento de diversas actividades socioeconómicas.
Este projecto é co-financiado pelo FEDER, tendo sido objecto de uma candidatura ao Sistema de Apoio a Infra-estruturas Científicas e Tecnológicas, no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), a qual foi aprovada pela Autoridade de Gestão do Programa Operacional Regional do Norte (ON.2).
Presentemente está a decorrer a empreitada para construção da torre e dotação de infra-estruturas para instalação do sistema de radar meteorológico. Prevê-se que o sistema de radar meteorológico do norte inicie a sua exploração operacional no primeiro trimestre de 2014.
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Fonte (texto e imagem): IPMA

domingo, 27 de janeiro de 2013

4212. O contexto atmosférico dos episódios de precipitações intensas no Sul de Portugal

Os episódios muito chuvosos, em especial os eventos de precipitação intensa, constituem um dos mais graves riscos naturais existentes em Portugal. Os eventos de precipitações torrenciais ocorridos no Alentejo e no Algarve, nos Outonos de 1997 e 2001, são exemplos, relativamente recentes, que evocam a elevada perigosidade que estas situações meteorológicas podem representar, no caso particular das regiões meridionais de Portugal. O estudo sistemático destas situações meteorológicas extremas assume, deste modo, a maior importância, revelando-se um tema de investigação que tem atraído um número crescente de especialistas de diferentes áreas científicas, entre os quais os geógrafos físicos.
Neste relatório divulgam-se algumas das principais aquisições atingidas numa investigação mais desenvolvida, e que se consubstanciou na tese de doutoramento intitulada "Climatologia das precipitações intensas no Sul de Portugal (FRAGOSO, 2003). Trata-se de uma abordagem climatológica deste tema, envolvendo quer a análise estatística de dados com vista à verificação da incidência espacial e temporal dos episódios de chuva intensa no Sul de Portugal, quer o diagnóstico das condições atmosféricas responsáveis pela sua ocorrência neste domínio geográfico. Os limites da região estudada são os do território de Portugal Continental que se estende para Sul do Rio Tejo. O conjunto de resultados que se seleccionou no âmbito da organização deste trabalho de divulgação diz respeito, essencialmente, ao estudo do contexto atmosférico que se revela favorável ao desencadeamento dos episódios de precipitações intensas no Sul de Portugal.
Em relação à diversidade espacial dos episódios de precipitação intensa, o conjunto das análises realizadas (FRAGOSO, 2003), permitiu consolidar alguns elementos do conhecimento das características pluviométricas do Sul de Portugal que, pelo menos em certa medida, já haviam sido adquiridos (VENTURA, 1994; l996). Os resultados alcançados confirmaram e reforçaram uma ideia já solidamente estabelecida: a de que, no contexto do Sul de Portugal, o Algarve constitui uma região com um comportamento particular no que toca à frequência de ocorrência de episódios de chuvas abundantes.
Este traço de singularidade marcante do clima do Algarve revela-se na análise de diferentes parâmetros, desde logo, no estudo das séries de precipitação máxima diária (período 193 1/32-1994/95), em relação às quais, as estações do Algarve, de um modo geral, se destacam em relação às do Alentejo e do Ribatejo. Em primeiro lugar, as suas séries de precipitações máximas diárias compreendem valores, de um modo geral, mais elevados; Por outro lado, nas estações algarvias regista-se uma mais forte variabilidade interanual das precipitações máximas diárias. Por outro lado, ainda, os episódios extremos de precipitação têm, no Algarve, um período de retorno mais curto.
O estudo estatístico das precipitações diárias de um período de quinze anos hidrológicos (l983/84-1997/98) permite concretizar alguns aspectos da diversidade espacial deste parâmetro. Da base de dados constituída, foram subtraídos dois inventários, com o objectivo de constituir amostras representativas de dias de “precipitação abundante» (P ³ 40mm) e «muito abundante» (P ³ 100m).
No período analisado, as ocorrências de dias de precipitação «muito abundante» (P ³ 100mm) concentraram-se, sobretudo, na região algarvia, e de modo especial nas suas áreas mais montanhosas, tendo-se observado uma frequência máxima de casos (10 dias em l5 anos) em estações situadas nas Serras de Monchique e do Caldeirão. Comparativamente, verificou-se uma maior incidência de episódios de precipitação muito abundante no Algarve Central e Oriental que nas áreas do Barlavento.
A importância relativa (%) dos dias de precipitação «abundante» (P ³ 40mm) em relação ao conjunto dos dias chuvosos é muito variável de região para região. Esta proporção é muito reduzida nas áreas mais deprimidas da Bacia do Sado e em grande parte do Baixo Alentejo, onde representa apenas uma percentagem entre 0,5 a 1% dos dias chuvosos. É no Algarve que se regista uma maior importância relativa destes episódios no regime pluviométrico, observando-se uma percentagem que varia entre os 5 e 9% (com máximo no Algarve Oriental).
A maioria dos dias de precipitação «abundante» observados (1983-1998) ocorreu no Outono e no começo do Inverno, mas esta preponderância manifesta-se com variações entre as regiões. No Ribatejo e no Alentejo veriticou-se um maior número de casos no Outono, enquanto no Algarve, nomeadamente nas serras do seu interior, a maior frequência de dias de precipitação «abundante» foi atingida no Inverno (trimestre Dezembro-Fevereiro).
A determinação dos principais padrões pluviométricos associados aos dias de chuvas abundantes (P-40mm) constituiu outra abordagem levada a cabo no âmbito do tratamento dos dados das precipitações à escala diária. A metodologia adoptada levou à identificação de quatro padrões fundamentais, nos quais as áreas onde se concentram os máximos de precipitação poder5o corresponder, consoante os tipos definidos, ao Ribatejo, ao Maciço de Monchique, ao Algarve Oriental, ou ainda, ao Conjunto dos relevos que constituem a designada «Serra Algarvia». Mais uma vez, este estudo permitiu confirmar a maior incidência dos episódios de chuva abundante na região algarvia, com particular destaque para o seu interior montanhoso.
A caracterização do contexto atmosférico associado à ocorrência dos episódios de precipitações intensas envolveu diferentes abordagens, tendo em vista a obtenção de elementos úteis em relação a aspectos como a identificação das condições de circulação de larga-escala, ou o reconhecimento das estruturas de meso-escala (sistemas convectivos), passando pela análise da estrutura vertical da troposfera, que podem fomentar a convecção e, consequentemente as chuvadas torrenciais no Sul de Portugal.
A utilização de um método automático de classificação de padrões de circulação sinóptica permitiu consolidar o conhecimento de alguns aspectos que caracterizam o contexto atmosférico favorável à ocorrência de precipitações abundantes no sul de Portugal. Um dado comum aos cinco padrões identificados nesta classificação diz respeito ao facto de, em todos eles, o bordo meridional das depressões atingir latitudes subtropicais (ou mesmo tropicais), determinando a advecção de massas de ar marítimo, quentes e húmidas, que atingem o Sul de Portugal, nomeadamente através da fachada algarvia. Um outro aspecto comum aos padrões sinópticos identificados, igualmente importante para o desenvolvimento da convecção na troposfera, diz respeito às invasões de ar frio na média e alta troposfera, que se materializam através de profundos vales depressionários que se estabelecem sobre a fachada ocidental da Península ibérica (cujos talvegues chegam a atingir a costa marroquina e as Ilhas Canárias) ou na presença de células de ar frio, isoladas por uma circulação bloqueada.
A utilização de uma metodologia subjectiva de classificação de situações sinópticas permitiu pôr em evidência que o contexto atmosférico deste tipo de fenómenos se caracteriza por uma apreciável diversidade. A aplicação desta metodologia teve como propósito comparar as causas meteorológicos dos eventos de precipitação abundante que ocorreram em dois locais diferentes do Sul do país – Évora e Faro – no período 1962-1992. Os resultados da classificação demonstram que os tipos de situações sinópticas que, predominantemente, estão na origem de precipitações abundantes em Évora, são diferentes dos de Faro. Cerca de dois terços (67.5%) dos eventos de chuva abundante registados em Évora estiveram associados à passagem de perturbações frontais muito activas, na dependência estreita da circulação zonal dos ventos de Oeste ou das suas ondulações. Este contexto atmosférico de escala sinóptica tem uma importância relativa muito menor na génese dos eventos muito chuvosos que se registaram em Faro. Nesta estação sobressai, de um modo flagrante, a frequência de situações sinópticas dominadas pela influência de depressões de carácter estacionário, relacionadas com um tipo de circulação meridiana lenta (ou bloqueada) nos níveis médios e altos da troposfera. As depressões estacionárias associadas a células frias de bloqueio estiveram na origem de cerca de metade (49%) dos eventos de precipitação abundante registados em Faro. Neste contexto sinóptico particular, foram as situações marcadas por uma posição mais meridional dos centros depressionários (a Sul do Algarve ou entre o Algarve e a ilha da Madeira) que foram responsáveis por um maior número de episódios de precipitação muito abundante (P>50mm) em Faro.
Estas condicionantes do contexto atmosférico de escala sinóptica conduzem a uma estrutura termodinâmica muito instável na troposfera. O tratamento de dados de sondagens aerológicas permitiu proceder a uma tentativa de avaliação do grau de instabilidade convectiva que se encontra associado à ocorrência de precipitações torrenciais (eventos com precipitações máximas superiores a 100 mm em 24 horas, verificados entre 1983 e 1998) no Sul de Portugal. A análise realizada proporcionou a obtenção de alguns resultados úteis à caracterização da estrutura instável da atmosfera, deduzida das sondagens de Lisboa, que se revela favorável à ao desencadeamento dos episódios torrenciais. O forte gradiente térmico vertical da troposfera, o perfil vertical da humidade e o elevado teor de vapor de água das massas de ar em presença foram os principais aspectos que se procurou quantificar no âmbito da avaliação da magnitude da instabilidade.
Por fim, no último capítulo, sintetizam-se os aspectos mais importantes de um estudo mais alargado (FRAGOSO, 2003), e que visou caracterizar o ambiente atmosférico em que se desencadearam alguns dos eventos torrenciais, ocorridos durante os Outonos de 1997 e 2001, e que atingiram, de modo especial, a região do Algarve. Apesar de amostra compreender um restrito número de casos, a escolha dos eventos procurou ser criteriosa, designadamente no sentido de permitir a exemplificação de distintos modos de organização espacial dos sistemas nebulosos convectivos ("focalizada", constituindo "bandas ou alinhamentos” ou “generalizada”). No conjunto da análise dos eventos torrenciais ressaltou a importância de três aspectos do seu contexto atmosférico de formação, os quais poderão ser considerados como elementos essenciais para o desencadeamento das precipitações intensas:
– Circulação depressionária das baixas camadas condicionada por núcleo de baixas pressões centrados na bacia atlântica ibero-marroquina (ou nas suas proximidades);
- Presença de uma massa de ar quente e húmida nas baixas camadas da troposfera;
– Forte instabilidade convectiva (no período antecedente dos eventos torrenciais).
As condições que acima se destacam podem ser observadas em contextos muito diversos, nomeadamente, no que se refere à dinâmica atmosférica na média e alta troposfera. Outros aspectos do contexto atmosférico poderão também assumir, em situações particulares, uma importância decisiva como factores favoráveis ao desenvolvimento dos fenómenos convectivos no Sudoeste da Península Ibérica e nas suas margens, podendo salientar-se os seguintes:
– Presença de células depressionárias de bloqueio em altitude, isolando gotas ele ar frio;
– Influência de profundos talvegues na corrente de Oeste;
– Acção das correntes de jacto (polar e subtropical;
– Fenómenos de oclusão;
– Evoluções ciclogenéticas de tipo explosivo;
Com as perspectivas de abordagem e os métodos utilizados nesta investigação procurou-se seguir algumas novas linhas de pesquisa no estudo das situações atmosféricas responsáveis pelos episódios de precipitação intensa. Espera-se que a continuidade destas vias de pesquisa, e uma mais extensa utilização de dados – por exemplo, dados das radiossondagens, das imagens e dados obtidos por satélites, das imagens de radar meteorológico – proporcionada por novos meios de análise e processamento automático da informação, possam contribuir para melhorar, num futuro próximo, o conhecimento neste domínio científico.
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

4210. TEMPESTADE GONG: EDP já repôs 11 mil quilómetros de rede de alta e média tensão

A EDP Distribuição anunciou, esta quinta-feira, que a reposição dos 11 mil quilómetros de rede de alta e média tensão destruídos pelo temporal ocorrido no passado fim-de-semana está já «totalmente concluída».
Em comunicado, a empresa indicou que decorrem ainda «trabalhos de reconstrução da rede na zona oeste do município do Pombal estando, entretanto, implementadas soluções alternativas que garantem a alimentação, como sejam centrais de geração móveis e subestações móveis, equipamentos com que a EDP Distribuição se dotou no último ano». Há cerca de 200 geradores ligados, que foram deslocados de todo o País, incluindo os geradores disponibilizados pelas Forças Armadas num quadro de cooperação no âmbito da Protecção Civil.

Para garantir uma resposta o mais rápida possível, a empresa reitera o pedido aos clientes que ainda não têm electricidade para informarem dessa situação o contact center (800 506 506), através de uma chamada gratuita, ou as respectivas juntas de freguesia.

Segundo a EDP Distribuição, «os furtos de cobre das linhas de média e baixa tensão, bem como do gasóleo dos geradores, ocorridos hoje na região de Leiria e Pombal, estão a dificultar os trabalhos em curso, situação que está ser acompanhada pelas forças de segurança no local».

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Fonte (texto e imagem): A Bola

4209. TEMPESTADE GONG: Tempestade 19/01/2013 Pombal

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4208. TEMPESTADE GONG: Praia de Mira depois do temporal de 19 de Janeiro de 2013

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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

4207. Temporal no Continente no dia 19 de Janeiro de 2013

Na tarde de 18 de Janeiro uma depressão centrada às 12UTC a cerca de 1200km a oeste da Corunha, com um valor mínimo de pressão de cerca 996hPa, deslocou-se rapidamente para leste, a cerca de 85km/h, centrando-se, às 06UTC do dia 19, no litoral junto a Viana do Castelo. Neste período de tempo, a depressão registou uma descida excepcional da pressão (28hPa em 19 horas), característica de um processo de cavamento designado por ciclogénese explosiva.
O valor mais baixo de pressão atmosférica foi registado às 06:50 UTC do dia 19, em Viana do Castelo, com um valor de 968.2hPa. Seguidamente, a depressão inflectiu para sul para a região do Porto, atravessando a região Centro durante a manhã de sábado, vindo a centrar-se, às 12UTC, na região de Castelo Branco, deslocando-se, durante a tarde de sábado, para Espanha. Na aproximação e passagem pelo Continente, a depressão provocou vento intenso, precipitação forte em todo o território e ondulação marítima forte no litoral oeste.
Salientam-se os seguintes valores máximos da rajada: 140km/h no Cabo Carvoeiro às 08:10UTC, 139.7km/h no Cabo Raso, às 09:20UTC, 128.5km/h na Fóia às 09:30UTC. Destacam-se também os seguintes valores em algumas cidades: 116.3km/h às 11:10UTC no Porto (Pedras Rubras), 102.6km/h, em Coimbra às 13:00UTC, 104.4km/h em Lisboa (Gago Coutinho) às 09:30UTC.
Registaram-se ainda valores elevados de precipitação acumulada entre as 18 UTC do dia 18 e as 06UTC do dia 19, salientando-se: 68mm no Cabril, 40mm em Vila Real e 44mm em Penhas Douradas, onde se registou queda de neve.
Os dados apresentados constituem uma análise preliminar da situação meteorológica, que está a ser analisada em detalhe no IPMA.
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Fonte: IPMA

4206. Nevão isola aldeias em Trás-os-Montes e Beiras

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4205. Jovens constroem iglô na Guarda

Um grupo de jovens aproveitou a abundância de neve na Guarda para construir um iglô – abrigo típico das zonas de frio extremo –, no principal largo da cidade. O projecto está a ser muito comentado nas redes sociais na Internet e está também a atrair gente ao local, que quer ver de perto a obra que foi concluída na madrugada desta quarta-feira. "Começámos quatro a fazê-lo, eu e mais três amigos, e a sua construção envolveu cerca de 25 pessoas. As pessoas, à medida que passavam e se apercebiam do que estávamos a fazer, foram querendo ajudar e nós aceitámos", contou Daniel Andrade, criativo no ‘Trinta e Três Atelier’ da Guarda, à agência Lusa.
O jovem indicou que a ideia de fazer aquela construção invulgar foi sua e do colega de ateliê André Faustino: "A ideia inicial seria construir um boneco de neve, só que já é uma coisa tão banal que decidimos fazer cubos em vez de bolas e lembrámo-nos do iglô." A estrutura feita de neve e gelo, que ainda se mantém no largo da Sé Catedral – a sala de visitas da cidade da Guarda – tem cerca de 1,75 metros de altura, 2,20 metros de diâmetro e capacidade para seis pessoas sentadas. Começou a ser construído pelas 22h30 de terça-feira e foi terminado pelas 05h00 de quarta-feira.
Daniel Andrade referiu que o grupo executou o iglô "um bocado" por aquilo que conhecia de imagens, não tendo utilizado nenhuma técnica especial. "Até surgiu um rapaz que não conhecíamos que nos deu uma dica ou outra para criar a inclinação do iglô", indicou. O jovem reconhece que o resultado final ficou "um espectáculo, superou as expectativas e conseguiu juntar as pessoas da cidade, num dia em que caiu neve na Guarda, que é a marca da cidade".
Referiu que alguns dos habitantes que viram a obra "já dizem que poderia tornar-se tradição e, futuramente, em vez do iglô, fazer outra coisa qualquer, para aproveitamento da neve". O iglô que começou por ser uma brincadeira de quatro amigos tem atraído, ao longo desta quarta-feira, "muita gente até à Praça Velha", segundo Elsa Fernandes, vereadora da Câmara da Guarda responsável pelo pelouro do turismo.
"É um projecto interessantíssimo, está bem conseguido e bem trabalhado. Os jovens que ali investiram algumas horas da noite foram felizes e criativos", reconheceu a autarca. O facto de o iglô desaparecer, em breve, com o aumento das temperaturas, "torna-o ainda mais atractivo", concluiu.
E.A.
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Fonte (texto e imagem): Correio da Manhã

4204. PORTUGAL CONTINENTAL: Moderada actividade eléctrica

Descargas eléctricas
(entre as 09h00 e as 24h00 de ontem)
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Fonte: IPMA

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

domingo, 20 de janeiro de 2013

4199. PORTUGAL CONTINENTAL: Tempo instável

 Imagens de Satélite
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Fonte: Sat24.com
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Carta Sinóptica de Superfície prevista para hoje,
20 de Janeiro de 2013_18h00
Fonte: MetOffice
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A passagem de um sistema frontal, ao longo do dia de hoje sobre o território de Portugal Continental, está a originar períodos de chuva. As imagens mais recentes apontam para desenvolvimento de importantes células geradoras de instabilidade na Beira Baixa, Ribatejo e Alentejo, regiões onde poderão ocorrer períodos de chuva fortes, acompanhados por rajadas de vento.

4198. Temporal de sábado provocou um morto e 2 feridos

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4197. A Póvoa de Varzim é uma zonas mais afetadas e com maiores prejuízos

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4196. Depois do mau tempo de ontem, Lisboa Já regressou à normalidade

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sábado, 19 de janeiro de 2013

4195. Zona Centro muito fustigada pela chuva e ventos ciclónicos

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4194. Mau tempo em Lisboa deixou um rasto de destruição

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4193. Vídeos de todo o país dão conta da desvatação causada pelo temporal

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4192. Mais de trezentas ocorrências no distrito do Porto devido ao mau tempo

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4191. Mau tempo obrigou a desviar voos de Lisboa para outros aeroportos

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4190. PORTUGAL CONTINENTAL: Condicionamento de tráfego aéreo, fluvial e rodoviário

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4189. Efeitos do mau tempo no Porto

CopyRight @ RTP Notícias

4188. Mau tempo em Portugal Continental

Desde as oito horas da manhã de sexta-feira até ao meio-dia deste sábado que a Protecção Civil registou 3888 ocorrências em todo o país. Destas, 2589 são quedas de árvores. Os distritos mais afectados são Lisboa, Coimbra e Porto. Miguel Cruz, da Protecção Civil, disse ao PÚBLICO que a A1 está cortada ao trânsito desde o meio-dia ao quilómetro 138, na zona de Pombal. O encerramento da auto-estrada do Norte deveu-se à queda de árvores e a um poste de alta tensão e ainda não há previsões de reabertura. Também não se circula no IC2 na zona da Castanheira do Ribatejo. O IP3 está igualmente cortado na zona de Penacova e é impossível circular na A22 entre Monte Gordo e Vila Real de Santo António, disse à Lusa uma fonte da GNR.
Beja – Segundo o CDOS de Beja, neste distrito foram registadas mais de 40 ocorrências relacionadas com quedas de árvores e limpeza de vias. Em Santa Clara do Louredo duas viaturas ficaram danificadas, devido a quedas de árvores, de acordo com a mesma fonte.
Coimbra – Segundo avançou uma fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) à Lusa, “cerca de 90% das ocorrências” registadas nesta sexta-feira e sábado estão relacionadas com queda de árvores. Na noite desta sexta-feira a queda de uma árvore em Coimbra atingiu três veículos ligeiros. Em Montemor-o-Velho também caiu uma árvore sobre a cabine de uma viatura pesada de mercadorias.
A chuva intensa e o vento forte provocaram ainda “pequenas inundações” que não atingiram edifícios e caíram “algumas estruturas mais frágeis” sem causar vítimas, contou a mesma fonte à Lusa. Os Bombeiros Sapadores de Coimbra receberam “centenas” de pedidos de auxílio nestes dois dias, “principalmente relacionados “com quedas de árvores e inundações”, disse à Lusa fonte da corporação, adiantando que “não houve nenhuma situação grave”.
Segundo confirmação de fonte do Destacamento de Trânsito da GNR em Coimbra, várias estradas do distrito têm estado temporariamente cortadas ao trânsito ou com a circulação automóvel limitada, devido à queda de árvores e deslizamento de pedras ou terras. Os concelhos mais afectados são: Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Lousã, Mira e Montemor-o-Velho.
Covilhã – As estradas no maciço central da Serra da Estrela estão fechadas devido a um intenso nevão, disse à agência Lusa fonte do Centro de Limpeza de Neve nos Piornos. A estrada que atravessa a montanha entre Piornos, Torre e Lagoa Comprida, está encerrada desde as 2h30. Às 8h, foram encerradas também as ligações a Manteigas e Loriga. "Está a nevar muito e há muito vento", descreveu a mesma fonte. No Centro de Limpeza de Neve, nos Piornos, a temperatura ronda os zero graus.
Évora – Segundo fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Évora, registaram-se 41 quedas de árvores, duas inundações nos concelhos de Estremoz e Borba e duas quedas de estruturas também nestes dois concelhos, diz a agência Lusa. Os concelhos de Évora e Estremoz foram os que registaram maior número de quedas de árvores.
Figueira da Foz – O mau tempo provocou a derrubada de parte do muro do topo sul do Estádio Municipal José Bento Pessoa. A parede que separa o estádio e a estrada, no topo norte do recinto, foi igualmente afectada, tendo caído parte da estrutura. Uma vez que a bancada sul não tem sido aberta ao público, danos não deverão colocar em causa o encontro de domingo entre a Naval 1.º de Maio e o Sporting de Braga B. A cidade foi também atingida por uma falha eléctrica.
Leiria – O mau tempo no distrito de Leiria deixou quartéis de bombeiros sem comunicações via rádio e vários concelhos sem electricidade, disse este sábado à Lusa fonte do CDOS. Entre a meia-noite e as 12h00 deste sábado foram registadas 330 ocorrências, destacando-se quedas de postes de electricidades e árvores que atingiram carros e habitações, impedindo a passagem em algumas estradas e linhas ferroviárias. A Protecção Civil não possui qualquer registo de feridos devido ao mau tempo neste distrito.
Lisboa – Desde as 18h00 desta sexta-feira, a Protecção Civil registou 522 ocorrências na região de Lisboa, à excepção da cidade. A maioria delas está relacionada com quedas de árvores e postes, como aconteceu em Vila Franca de Xira e Alenquer.
Ponte da Barca – Duas pessoas tiveram de ser realojadas depois de um deslizamento de terras que afectou a sua habitação, na freguesia de Castro, à 1h49 da madrugada deste sábado, diz a Lusa com base em informações do Centro Distrital de Operações de Socorro de Viana do Castelo. “Houve necessidade de realojar as duas pessoas que ali residiam em habitações de familiares e a situação está a ser acompanhada pelo serviço de protecção civil municipal”, concretizou o comandante distrital de operações de socorro, Paulo Esteves. Os bombeiros tiveram ainda de resgatar, com meios rodoviários pesados, duas pessoas que se encontravam num bar em Ponte de Lima e que foram surpreendidas pela subida das águas do rio Lima.
No total, entre as 8h00 desta sexta-feira e 10h00 deste sábado, registaram-se 67 ocorrências no distrito de Viana do Castelo. Dessas, contam-se 22 por quedas de árvores, 20 por inundações, dez por deslizamentos de terra, quatro por desabamentos e três por quedas de estruturas, entre outras. Encerradas ao trânsito automóvel continuam as pontes românicas de Vilar de Mouros, em Caminha, e Estorãos, em Ponte de Lima, continuam há 24 horas encerradas ao trânsito automóvel, devido à subida das águas, respectivamente, dos rios Coura e Estorãos. A subida das águas do rio Vez levou ao corte da estrada municipal 505, em Sabadim, Arcos de Valdevez.
Portalegre – No distrito de Portalegre, segundo o CDOS, ocorreram 24 quedas de árvores e duas inundações, nos concelhos do Crato e Arronches. De acordo com o CDOS de Setúbal, desde as 18h desta sexta-feira e as 8h deste sábado, registaram-se 91 quedas de árvores no distrito.
Santarém – Um homem, de 85 anos, morreu este sábado em Carreira do Mato, Abrantes, no distrito de Santarém, com um traumatismo craniano após ter sido projectado para o chão pela força do vento, confirmou a responsável pela Protecção Civil de Abrantes e presidente da autarquia local, Maria do Céu Albuquerque, à agência Lusa. “Ao ser projectado pelo portão de casa, impelido pela força do vento, o senhor caiu mal e bateu com a cabeça no chão não reagindo às tentativas de reanimação”, disse aquela responsável.
Em Abrantes, até às 13h00 deste sábado, Maria do Céu Albuquerque apontou para dezenas de vias obstruídas pela queda de árvores de pequeno, médio e grande porte, duas casas destelhadas pela força do vento, cortes de luz em várias localidades, aluimento de terras e barreiras e desabamento de algumas casas que estavam em pré ruína.
“No total registámos 386 ocorrências transversais a todo o distrito”, disse à Lusa o Comandante Distrital do CDOS de Santarém, Joaquim Chambel. A maioria das ocorrências – registadas até às 13h00 – foram quedas de árvores (311). Seguem-se 52 ocorrências por queda de estruturas, dez por desabamentos e deslizamento de terras, nove por quedas de cabos e ainda quatro inundações. Uma das árvores caiu em Almeirim e provocou o despiste de uma viatura pesada de mercadorias, mas, segundo o comandante, “não houve qualquer vítima”.
Segundo a Protecção Civil de Santarém, duas pessoas, em diferentes locais, foram retiradas de casa por motivos de segurança, mas não há registo de desalojados. No distrito registaram-se igualmente cortes de electricidade em várias localidades, sem afectar as comunicações dos bombeiros e da Protecção Civil.
Setúbal – Em Setúbal, o CDOS registou a ocorrência de cinco quedas de cabos eléctricos, três aluimentos de terras, uma pequena inundação numa habitação e 24 quedas de estruturas, sobretudo telhados de chapa e painéis de publicidade.
Sintra – Dois jovens foram feridos pela queda de duas chaminés de um prédio em Agualva, disse à agência Lusa o comandante dos Bombeiros de Agualva-Cacém, Luís Pimentel. De acordo com Luís Pimentel, ao início da tarde deste sábado o vento e a chuva fortes provocaram a queda das chaminés, tendo uma delas caído em cima de uma menina de 13 anos e de um rapaz de 18 anos. Ambos foram assistidos no local e um deles apresenta fracturas expostas. Posteriormente, foram transportados para o Hospital Santa Maria, em Lisboa.
O mercado da Praia das Maçãs foi encerrado pela Polícia Municipal por volta das 11h00 deste sábado depois de parte da cobertura ter ruído devido à chuva e aos ventos fortes. O vereador da câmara municipal responsável pela área dos mercados, Pedro Ventura, disse à agência Lusa que não se registaram vítimas e que o mercado vai ter protecção policial durante este sábado. “Agora resta-nos avançar com a obra de reposição da cobertura”, adiantou. Em Sintra, o mau tempo afectou ainda parte da cobertura do mercado da Tapada das Mercês, mas com menor impacto do que aconteceu na praia das Maçãs.
O Comandante da Protecção Civil de Lisboa, Elísio Oliveira, disse ao PÚBLICO que há visitantes no parque que estão presos na serra de Sintra, devido ao mau tempo. Porém, estão a ser acompanhados pelos bombeiros e pela Protecção Civil até estarem reunidas as condições para poderem abandonar o local.
Vila Real – A chuva e o vento forte provocaram pequenas inundações em estradas, devido à subida de ribeiros e verificaram-se ainda algumas quedas de árvores e de ramos, que não provocaram danos significativos, contou o comandante distrital de operações de socorro de Vila Real, Carlos Silva, à agência Lusa. A mesma fonte adiantou que na Régua ocorreram dois deslizamentos de terras em zonas que já estavam a ser movimentadas com vista à instalação de vinhas e que, portanto, ainda não estavam devidamente estabilizadas. “Mas sem significado nem importância de maior, são situações com alguma normalidade”, frisou.
Segundo Carlos Silva, já começou a nevar no concelho de Montalegre. “As previsões apontam para a manutenção desta instabilidade ao longo do dia, embora a tendência seja para ir tendencialmente melhorando”, salientou. A Protecção Civil contabilizou 30 ocorrências durante a noite desta sexta-feira, a maior parte delas relacionadas com quedas de árvores e pequenas inundações, diz a agência Lusa
Barcos suspensos e comboios parados em várias zonas do país – Há ligações fluviais suspensas devido ao mau tempo e várias linhas ferroviárias estão igualmente cortadas ou com o trânsito interrompido pela queda de árvores ou de cabos de alta tensão.
O mau tempo afectou os percursos fluviais. A Transtejo suspendeu as ligações entre a Trafaria e Lisboa, disse à agência Lusa fonte da empresa por volta das 13h00: “As ligações entre a Trafaria e Lisboa estão suspensas devido ao mau tempo. Ao longo da manhã não houve barcos nesta carreira e ainda não estão a funcionar”.
Segundo a mesma fonte, as ligações entre Cacilhas, em Almada, e Lisboa também foram afectadas pelo mau tempo. “Na ligação de Cacilhas apenas estava um barco a funcionar entre as 08h00 e as 11h00, mas depois a situação foi normalizada”, referiu. As restantes ligações fluviais entre a margem sul e Lisboa estiveram a funcionar normalmente, apesar de se terem registado alguns atrasos, explicou.
Quanto à circulação ferroviária, o PÚBLICO sabe que a Linha do Norte está cortada em cinco pontos entre Entroncamento e Aveiro devido à queda de árvores. Na linha da Beira Baixa entre Entroncamento e Santa Margarida. Na linha do Oeste entre Caldas da Rainha e Amieira (Figueira da Foz). Na Beira Alta entre Pampilhosa e Carregal do Sal. E na linha do Vouga em Paços de Brandão. Por vezes o mesmo comboio tem sofrido várias paragens devido à queda de árvores, revela fonte da CP. As árvores são mais facilmente removíveis em linhas não electrificadas, como é o caso das linhas do Oeste e do Vouga; mas nas outras é necessário esperar pela chegada de brigadas de técnicos para repor a catenária (cabo de alta tensão).
Carlos Cipriano, Mariana Oliveira e Marta Portocarrero
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Fonte: PÚBLICO

4187. PORTUGAL CONTINENTAL: Avisos meteorológicos (12h00-18h00)


4186. Tempestade GONG

Imagem de Satélite às 10h00
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A tempestade Gong estava centrada, às 10h00, na região de Viseu; o seu deslocamento prossegue para sueste e deverá abandonar o território nacional ao início da tarde.
O estado do tempo continuará a ser muito instável, com a rotação do vento para noroeste, continuando forte a muito forte durante a tarde de hoje, com rajadas excepcionais, em especial no litoral oeste e nas terras altas, enfraquecendo para a noite.

Os períodos de chuva passarão a regime de aguaceiros, pontualmente fortes e acompanhados de trovoada/granizo. A temperatura do ar descerá significativamente, sobretudo nas regiões do interior, levando a uma diminuição da cota de neve.

As precipitações tenderão a diminuir para o final do dia.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

4185. Imagem de Satélite às 23h00

Imagem de Satélite
(23h00)
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Fonte: Sat.24.com

4184. Aviso vermelho em 14 distritos na manhã de Sábado

Catorze distritos portugueses vão estar sob aviso vermelho, o mais grave numa escala de quatro, entre as 6 horas e as 12 horas de Sábado devido à previsão de ventos fortes, segundo fonte do Instituto Português do Mar e da Atmosfera.
"O aviso vermelho vai estar activo durante um período muito curto, entre as 6 e o meio-dia de amanhã (Sábado), nas terras altas e no litoral, e deve-se ao agravamento da intensidade do vento", disse a fonte à Lusa. "Até lá vigora o aviso laranja (o segundo mais grave) e depois passa outra vez para o laranja", acrescentou, referindo que os ventos podem ser na ordem dos 130/140 quilómetros/hora. Os distritos afectados são Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Bragança, Guarda, Viseu, Porto, Aveiro, Coimbra, Castelo Branco, Leiria, Lisboa, Setúbal e Beja.
Quanto à chuva, a fonte do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) disse que os distritos de Braga, Porto, Vila Real e Aveiro vão estar com aviso laranja a partir das 18 horas e até às 3 horas de Sábado. "Viseu estará com aviso laranja entre a meia-noite e as 6 horas de Sábado devido à previsão de forte precipitação", afirmou.
A mesma fonte destacou ainda a forte agitação marítima prevista para os distritos do litoral oeste, com ondas de noroeste entre os cinco e os 6,5 metros.
Dezasseis distritos de Portugal continental estão já hoje sob aviso laranja e dois a amarelo devido à previsão de chuva e vento forte e agitação marítima, de acordo IPMA. Os distritos de Viana do Castelo, Porto, Vila Real, Braga, Bragança, Aveiro, Leiria, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Coimbra, Lisboa, Setúbal, Portalegre, Beja e Faro estão sob aviso laranja devido à previsão entre hoje e sábado de precipitação e vento forte, que nas terras altas podem atingir os 120 quilómetros/hora, e agitação marítima com ondas entre quatro a cinco metros.
O IPMA colocou já os distritos de Évora e Santarém sob aviso amarelo, o segundo menos grave de uma escala de quatro, devido à previsão de chuva por vezes forte entre as 3 e as 8.59 horas de sábado.
Também sob aviso amarelo está o arquipélago da Madeira, devido à previsão de vento forte com rajadas da ordem dos 90 quilómetros/hora nas regiões montanhosas e agitação marítima com ondas entre os quatro e os cinco metros.
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4183. Ciclogénesis explosiva

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Fonte: RTVE

4182. Cartas Sinópticas previstas para 19.01.2013

 Carta Sinóptica prevista para 19.01.2013_06h00
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Carta Sinóptica prevista para 19.01.2013_12h00
Fonte: MetOffice

4181. Geopotencial e temperatura aos 500 hPa; Pressão atmosférica ao nível do mar

Geopotencial e temperatura aos 500 hPa
Pressão atmosférica ao nível do mar
(19.01.2013_06h00)
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Fonte: MeteoPT

4180. PORTUGAL CONTINENTAL: Previsão de tempo severo

Avisos Meteorológicos
(Portugal Continental)
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Na tarde e noite de Sexta-feira, 18 de Janeiro, uma depressão centrada a norte dos Açores e em fase de cavamento rápido, desloca-se para leste a cerca de 70 km/h, aproximando-se do litoral norte, no início de Sábado. Esta depressão, às 06 horas do dia 19, com um valor de pressão de cerca 980 hPa, estará no litoral junto à região do Porto. Durante a manhã de sábado a depressão atravessará o território, no sentido noroeste – sueste, centrando-se, às 12 horas, em território espanhol.
A partir da tarde de hoje, dia 18, e até ao final de sábado, dia 19, prevê-se no território do Continente condições de tempo severo, em especial nas regiões Norte e Centro e no litoral oeste. Para o período de tempo referido, prevê-se vento forte ou muito forte, 40 a 60 km/h, com rajadas da ordem de 90 km/h e de 120 km/h, nas terras altas.
No período entre as 06 e as 12 horas de sábado, período em que a depressão atravessará o território, prevê-se um aumento da intensidade do vento, com rajadas que poderão ultrapassar os 130 km/h.
No litoral, as ondas serão de sudoeste ou oeste com 4 a 5 m de altura significativa, passando a ondas de noroeste com 5 a 7 metros, entre 06 e as 21 horas de Sábado, no litoral oeste.
Prevê-se precipitação por vezes forte nas regiões a norte do sistema montanhoso Montejunto Estrela, em especial ente as 18 horas de Sexta-feira e as 03 horas de Sábado.
Para mais detalhes, consultar as previsões e avisos meteorológicos no endereço do IPMA.
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Fonte: IPMA