quinta-feira, 7 de novembro de 2013

4548. PORTUGAL CONTINENTAL: Tempo de chuva nas regiões norte e centro



Nebulosidade e precipitação
em Portugal Continental
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A passagem de uma superfície frontal fria dará origem ao aumento da nebulosidade e a ocorrência de precipitação nas regiões do norte e centro ao longo desta noite e parte da manhã de Sexta-feira, passando-se depois a uma situação de aguaceiros pouco frequentes, com probabilidade reduzida de ocorrência de trovoadas e queda de granizo.
A massa de ar polar pós – frontal será responsável por uma descida moderada da temperatura do ar nas regiões do interior norte e centro após a passagem da superfície frontal.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

4547. Portugal participa em simulacro de acidente nuclear em central espanhola de Almaraz

Portugal vai participar no exercício internacional CURIEX2013 para testar a resposta da Protecção Civil em caso de um acidente nuclear, que decorre esta terça-feira e quinta-feira, na central nuclear espanhola de Almaraz, refrigerada pelo rio Tejo. De acordo com a nota publicada na página oficial da Autoridade Nacional da Protecção Civil, o exercício vai juntar equipas internacionais da Bélgica, França, Itália, Marrocos e Portugal, e servirá para testar o plano de emergência nacional espanhol para acidentes com centrais nucleares.
Portugal vai participar no exercício com uma equipa de 14 elementos peritos que vão fazer intervenção em domínios específicos como monitorização de áreas contaminadas, definição de soluções a implementar por Portugal em caso de contaminação do rio Tejo, apoio à decisão em matérias de informação pública e de mitigação face às consequências para a população e ambiente (efeitos para agricultura e cadeia alimentar). Aquando do anúncio oficial do exercício, em Junho passado, o ministro espanhol do Interior, Jorge Fernández Díaz, explicou que este seria uma espécie de preparação caso venha a acontecer uma emergência nuclear.
“Pretendemos que, se acontecer, esperamos que não, uma emergência com estas características, estarmos preparados para dar a resposta solidária, profissional e eficaz que os cidadãos esperam”, explicou Fernández Díaz.
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Fonte: PÚBLICO

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

4546. PORTUGAL CONTINENTAL: Calor de Verão matou 1700 pessoas

O número de mortos em Portugal devido ao calor no verão aumentou 30% face ao ano anterior, o que correspondeu a mais 1.684 óbitos do que o esperado, revela um relatório da Direcção-geral da Saúde (DGS), hoje divulgado. O "Relatório da onda de calor de 23/06 a 14/07 de 2013 em Portugal Continental" apresenta os resultados do estudo do impacto que a onda de calor, verificada naquele período, teve na saúde da população, designadamente na procura dos serviços de urgência, nas chamadas para a Saúde 24, nos pedidos de ajuda para o Instituto Nacional de emergência Médica (INEM) e na mortalidade.
Segundo o documento da DGS, verificou-se que a onda de calor teve "um impacto apreciável" na saúde da população, tendo todos os indicadores registado subidas, "com especial destaque para a mortalidade", em relação à qual foi estimado um excesso de 1.684 óbitos, o que correspondeu a um aumento relativo de 32%. Este excesso de mortalidade foi mais elevado nas mulheres (45%) em comparação com os homens (21%), e na população acima dos 75 anos de idade. Abaixo deste limiar de idade, foram observados excessos de mortalidade entre os 45 e os 74 anos, mas "não se revelaram estatisticamente significativos".
Geograficamente, os excessos de mortalidade verificaram-se em todas as regiões do país, com excepção do Algarve, onde o aumento relativo de mortes foi de 10%, sem, no entanto, ser significativo. As zonas mais afectadas, em termos de impacto na mortalidade, foram o Norte (com um aumento de 41%) e o Centro (com um aumento de 36%).
O pico das mortes ocorreu entre os dias 6 e 11 de Julho, tendo este excesso relativo de mortalidade atingido o máximo no dia 8 de Julho, correspondendo ao aumento de óbitos de 105%. Este dia foi antecedido pelos três dias em que a temperatura média máxima nacional atingiu o seu máximo (38ºC).
"Esta onda de calor teve um impacto apreciável na mortalidade, situando-se, quando comparada com as ondas de calor que afectaram Portugal em 1981, 1991 e 2003, no terceiro lugar", atrás da onda de 1981 (excesso de 1.900 óbitos) e de 2003 (1.953 óbitos a mais), mas ultrapassando a de 1991 (excesso de 1.000 óbitos). A onda de calor levou também a um aumento do número de chamadas para a linha Saúde 24, estimando-se um acréscimo de 46,7%, e a um aumento do total de ocorrências registadas pelo INEM, na ordem dos 27,8%.
Entre as ocorrências mais registas devido ao calor, a DGS destaca as designadas por "alteração do estado de consciência", que teve um aumento de 42,4%, e a "dispneia", cujo acréscimo foi de 24,6%. O relatório da DGS aponta ainda para um aumento da procura de cuidados médicos nos serviços de urgência, com picos máximos nos dias 1,8 e 15, sendo o maior o do dia 8. Em média, registou-se um acréscimo dessa procura de 7,7%, o que se traduziu em diferentes aumentos regionais: 7,5% na região Norte, 9,5% no Centro, 5% em Lisboa e Vale do Tejo, 9,6% no Alentejo e 5,8% no Algarve.
Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), ocorreu em Portugal continental uma onda de calor entre 22 e 30 de Junho, em particular na região Centro, que variou entre sete e nove dias. No dia 3 de Julho iniciou-se uma nova onda de calor que se prolongou até ao dia 13, na região de Trás-os-Montes, e que abrangeu quase todo o território nacional.
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Fonte: dnoticias.pt

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

4543. IPMA (Delegação dos Açores): Inquérito de satisfação 2013

Com vista a avaliar o grau de satisfação dos nossos utilizadores, solicitamos a vossa colaboração no sentido de responder a este pequeno inquérito (Tempo de preenchimento: 5 minutos).
(Tecle sobre a imagem)
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https://docs.google.com/forms/d/1C7o_t-L_jroDcyyEaRWdcbPEq8w98ug0tmfDCEJf99U/viewform



quarta-feira, 30 de outubro de 2013

4542. Ondas gigantes e o canhão submarino da Nazaré

As maiores ondas oceânicas, em altura, ao longo de toda a costa portuguesa verificam-se, de forma mais majestosa e frequentemente, na região definida pela Praia do Norte, na vila da Nazaré. Importa dizer que a física das ondas é matéria complexa, pela influência de inúmeros factores como sejam, entre outros, a temperatura e salinidade das águas à superfície e no fundo marinho, amplitudes das marés, correntes marítimas, riqueza e diversidade da biomassa (algas, plâncton, etc.) que reduz a tensão superficial da água, o contexto geológico e oceanográfico. Neste último caso, o imponente Canhão Submarino da Nazaré, um dos maiores do mundo, desempenha um papel decisivo na circulação regional das massas de água e sedimentos e, logo, influência a formação de ondas.
O investigador Luís Quaresma dos Santos, autor da tese “Observação De Ondas Internas Não-Lineares Geradas Sobre O Canhão Submarino Da Nazaré” (2006, Departamento de Física da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa) caracteriza assim o gigantesco acidente geográfico submarino: “De entre uma dezena de canhões existentes na margem continental portuguesa, o da Nazaré é sem dúvida o mais imponente. Para além de ser um dos maiores do mundo, ele rasga por completo a plataforma continental, perpendicularmente à costa, e estende-se por mais de 220 km. A Norte do canhão a plataforma é estreita (40-50 km) e plana, com um declive médio da ordem de 0.3 %. A Sul do canhão a plataforma torna-se ainda mais estreita e menos profunda, apresentando-se confinada pelo Cabo Carvoeiro (Peniche) e as Ilhas das Berlengas”.
Devido à configuração do Canhão, “observa-se a propagação de uma maré interna de grande amplitude ao longo do seu domínio interno, assim como uma redução da amplitude da maré junto da costa da Nazaré”, descreve aquele investigador. Este trabalho pioneiro sobre o canhão, caracterizou pela primeira vez a propagação de ondas internas solitárias não-lineares (C-NIWs) sobre a plataforma continental média, a Norte do canhão submarino da Nazaré. O próprio canhão parece desempenhar um papel condutor destas ondas, que se “distinguem das restantes por uma amplitude superior (alcançando os 30 m) e pela indução de pulsos de corrente com maior intensidade junto ao fundo (0,1-0,2 m/s)”. As ondas, designadas por solitões, “são observadas em grupo ou trens de onda. No Canhão da Nazaré os trens C-NIWs são constituídos por duas a três ondas, com períodos de 5 a 10 minutos e amplitudes de 10 a 30 m. Ocorrem predominantemente “entre o fim da Primavera e o início do Outono, acompanhando o aparecimento de um termoclima sazonal”, pelo que esta altura é propícia à formação das ondas de grande amplitude e período, um grande potencial a esta zona costeira para a prática da modalidade de surf “tow-in” em ondas gigantes.
António Piedade
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terça-feira, 29 de outubro de 2013

4541. NAUFRÁGIO: Operações de busca e resgate na Figueira da Foz concluídas hoje

A operação da autoridade marítima na sequência do naufrágio da embarcação "Jesus dos Navegantes", na sexta-feira, na Figueira da Foz, ficará hoje concluída com a remoção das redes do pesqueiro que deram à costa na praia do Cabedelo.
"Vamos tratar de remover as redes que estão no Cabedelo, já que se voltarem para o mar constituem certamente um perigo para a navegação", disse aos jornalistas o comandante do porto da Figueira da Foz, Rui Amado. As redes estão naquela praia da Figueira da Foz, na zona da rebentação, e a sua remoção deverá ocorrer durante a tarde, com a baixa-mar, cujo pico está previsto para as 17:21.
Hoje foram detectados os dois corpos dos pescadores que permaneciam desaparecidos – um, a três quilómetros a norte da praia do Pedrógão, Leiria (num areal conhecido como praia do Fausto) e outro na praia do Osso da Baleia (Pombal), a mais de 20 quilómetros do local do naufrágio – mas os cadáveres ainda não foram formalmente identificados por familiares, disse fonte da autoridade marítima.
A embarcação, com 15 metros de comprimento, registada na Póvoa do Varzim, naufragou na sexta-feira ao fim da tarde à saída da barra da Figueira da Foz, tendo, na altura, sido resgatados com vida cinco tripulantes. Um dos cinco pescadores resgatados com vida morreu no sábado, nos Hospitais da Universidade de Coimbra, enquanto os outros quatro tiveram alta médica na sexta-feira, depois de assistidos no hospital da Figueira da Foz.
O corpo de um dos três desaparecidos no naufrágio foi localizado e recuperado, também no sábado, pelo helicóptero da Força Aérea que operava no local das buscas.
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Fonte: Jornal i

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

4540. CHRISTIAN: Ciclogénese explosiva

CopyRight @ RTVE
O efeito da ciclogénese explosiva em Portugal Continental fez-se sentir na ondulação que esteve entre os 4,5 metros e os 5,5 de altura, a norte do Cabo Raso.

4539. CHRISTIAN: Primeira grande tempestade do Outono na Europa

A vaga de mau tempo que está a afectar o norte da Europa fez pelo menos dez mortos e deixou sem electricidade mais de 535 mil casas.
No Reino Unido, que enfrentou esta segunda-feira a maior tempestade dos últimos cinco anos, morreram pelo menos quatro pessoas, incluindo uma adolescente de 17 anos, que foi surpreendida enquanto dormia na sua casa pré-fabricada, e um cinquentenário, que ficou preso no carro. As duas vítimas morreram na sequência da queda de árvores. Os corpos de um homem e de uma mulher foram encontrados nos escombros de três casas que desmoronaram após uma explosão possivelmente provocada por uma ruptura na rede de distribuição de gás. Um rapaz de 14 anos continuava desaparecido na região de Sussex (sul). A queda de árvores e inundações levaram a cortes de estradas e linhas-férreas e a rede de distribuição de electricidade registou graves perturbações afectando cerca de 460 mil lares. Cerca de 130 voos, perto de 10% do tráfico diário, foram anulados no aeroporto de Heathrow, enquanto várias linhas do metro de Londres registaram atrasos significativos.
A intempérie, designada Christian, também fez vítimas mortais em França, Alemanha, Holanda e Dinamarca. Na Holanda, em Amesterdão, uma mulher morreu e um homem ficou ferido na sequência da queda de uma árvore, informou a polícia local.
As autoridades holandesas aconselharam a população a permanecer em casa por causa da tempestade, que perturbou significativamente o funcionamento da rede de transportes.
Na Alemanha, três pessoas morreram, uma mulher, um homem de 39 anos e uma criança, quando os carros em que viajavam foram atingidos por árvores. Os acidentes aconteceram em Gelsenkirchen, na região oeste do país, e em Basse-Saxe (noroeste). A circulação dos comboios regionais no estado de Schleswig-Holstein, perto da fronteira com a Dinamarca, foi interrompida. Também foram registadas perturbações nos transportes de Hamburgo, a segunda cidade alemã.
No território francês, perto de 75 mil casas ficaram privadas de electricidade. Uma mulher de 47 anos foi arrastada pelas vagas registadas em Belle-Ile (oeste) e o seu corpo acabaria por ser encontrado numa praia algumas horas mais tarde. A rede francesa de transportes (marítimos, terrestres e ferroviários) também foi fortemente afectadada. Em França, os ventos atingiram em algumas zonas os 147 quilómetros/hora.
Na Dinamarca, um homem acabou por morreu quando foi atingido por um tijolo que caiu de um prédio que ruiu a cerca de 60 quilómetros a noroeste de Copenhaga. A maioria dos comboios dinamarqueses paralisou e cerca de 500 passageiros ficaram retidos dentro de 35 aviões no aeroporto internacional de Copenhaga. Os ventos fortes impediram a instalação das estruturas necessárias para realizar o desembarque dos passageiros.
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4538. Segunda-feira, 28 de Outubro (15h00)

Imagem de satélite às 15h00
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CopyRight Eumetsat 2013

domingo, 27 de outubro de 2013

4537. Domingo, 27 de Outubro (15h00)

Algumas temperaturas às 15h00
(Horário de Inverno)
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Aljezur – 26,6 ºC
Alcoutim (R.N. Sapal) – 26,6 ºC
Portimão (Aeródromo) – 25,4 ºC
Funchal/Lido (Madeira) – 25,1 ºC
Amareleja – 25,0 ºC
Zambujeira – 25,0 ºC
Alvalade – 24,9 ºC
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Pampilhosa da Serra (Fajão) – 17,2 ºC
Bragança – 16,8 ºC
Miranda do Douro – 16,5 ºC
Manteigas – 16,0 ºC
Montalegre – 15,1 ºC
Guarda – 14,3 ºC
Areeiro (Madeira) – 10,3 ºC
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Fonte: IPMA

4536. PORTUGAL CONTINENTAL: Precipitação acumulada

Precipitação acumulada
(25 de Outubro de 2013)
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Amareleja – 49,4 mm
Portimão (Aeródromo) – 45,0 mm
Alcoutim (Mart. Longo) – 42,6 mm
Beja – 42,0 mm
Zambujeira – 31,6 mm
Aljezur – 30,8 mm
Guarda – 23,5 mm
Alvalade – 22,7 mm
Castro Verde (N. Corvo) – 21,9 mm
Elvas – 21,2 mm
Braga (Merelim) – 20,3 mm
Porto (Aeroporto) – 18,3 mm
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Fonte: IPMA

4535. AÇORES: Nevoeiro cancela voos

A transportadora aérea SATA cancelou 19 voos entre as ilhas dos Açores devido ao nevoeiro que se regista no arquipélago, afectando cerca de 500 passageiros, disse uma fonte da companhia.
A mesma fonte adiantou à Lusa que devido às condições meteorológicas nesta altura "só há um aeroporto mais ou menos operacional, o da ilha Terceira".
O nevoeiro está também a afectar as ligações nacionais e internacionais da SATA Internacional.
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Fonte: Renascença

sábado, 26 de outubro de 2013

4534. Tornado em Montalvo (Constância): 24.10.2013

CopyRight @ TVI24

4533. Tornado arranca telhados em Montalvo (Constância): 24.10.2013

O mau tempo provocou a destruição de parte de estruturas de telhados em habitações e numa fábrica na zona industrial de Montalvo, Constância, sem causar feridos ou desalojados, informou fonte dos bombeiros. O comandante dos Bombeiros Voluntários de Constância, Adelino Gomes, classificou a ocorrência como um «minitornado», afirmando que o mesmo foi visionado pelas câmaras de vigilância de uma fábrica que acabaria por sofrer os maiores prejuízos.
«Foi um vendaval muito intenso, acompanhado de chuva muito forte, começou cerca das 16:00 e durou dois a três minutos, havendo a registar quedas de chaminés e telhados arrancados pela força do vento em prédios de habitação», disse Adelino Gomes. «O minitornado seguiu em direção à zona industrial e foi uma das empresas ali instaladas que sofreu os maiores prejuízos, tanto na estrutura do teto em chapa, que desabou em parte, como num camião que ali tinha estacionado, que recebeu o impacto dos escombros», relatou.
Adelino Gomes disse, ainda, que o fenómeno já se havia verificado ao final da manhã, e que a réplica da tarde foi mais curta e mais intensa. «Desobstruímos estradas e caminhos interrompidos por via das telhas e das placas, que voaram literalmente, sendo que uma das chapas de um dos telhados foi parar à A23, tendo voado cerca de 300 metros», afirmou. Segundo o comandante dos bombeiros de Constância, as estradas ficaram desimpedidas cerca das 17:30 e não houve registo de feridos ou necessidade de realojamento de populares.
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Fonte: TVI24

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

4532. Vento forte em Montemor-o-Novo (27/09/2013) - REAVALIAÇÃO

No dia 03/10/13, o IPMA publicou uma notícia intitulada “VENTO FORTE EM MONTEMOR-O-NOVO (27/09/2013)”, em referência a um episódio de vento forte que envolveu alguma destruição na cidade de Montemor-o-Novo e arredores. Novos elementos apurados, designadamente pela realização de entrevistas a testemunhas e consulta de outras fontes entretanto disponibilizadas, permitiram efectuar um diagnóstico mais rigoroso.
De acordo com estes elementos: (i) foi comprovada a existência de um funil, que aspirava detritos e se encontrava em contacto com uma nuvem-mãe, consistente com a presença da tromba de um tornado; (ii) foi comprovada a existência de alguma destruição na escola do local de São Mateus, a sudoeste de Montemor; mais a nordeste, a cerca de 3 km e já na parte Este da própria cidade de Montemor-o-Novo, foram comprovados danos no Bairro da Courela da Pedreira e na urbanização da Quinta da Nora, entre outros locais. Por outro lado, uma análise mais detalhada das observações efectuadas com radar Doppler, permitiu concluir que uma única Supercélula identificada sobre a região seguiu um trajecto concordante com o da destruição ocorrida nos diversos locais apontados. O alinhamento da destruição verificada é, portanto, consistente com a passagem de um tornado.
A natureza dos danos que foi possível apurar por via documental (fotos, relatos) e testemunhal, sugere ter-se tratado de um tornado de reduzida intensidade, provavelmente um F0/T1 (rajada 3s, na gama 90-119 km/h) ou, quando muito, um F1/T2 (rajada 3s, na gama 119-151 km/h). Recorda-se que F designa a escala de Fujita clássica e T a escala de TORRO (Tornado and storm Research Organisation).
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Fonte: IPMA

4531. Tromba de água na Ericeira

4530. Tromba de água esta tarde na Ericeira

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera confirma que se verificou um fenómeno extremo, ao largo da Ericeira, que originou a formação de uma tromba de água. O alerta foi dado por um vídeo colocado no YouTube cerca das 18.00, onde era possível ver um grande cone de água no mar, na zona da Ericeira. O vídeo terá sido feito cerca de uma hora antes.
"Em meia hora houve três vezes sol e três vezes chuva. Criou-se uma espécie de cortina e formaram-se três cones. O segundo foi o que permaneceu", descreve Isabel Cunha. Estava no seu posto de trabalho, na recepção do Parque de Campismo de Milregos, na Ericeira, com vista para o oceano. O fenómeno terá começado cerca das 16.54: foi a essa hora que tirou a primeira de várias fotografias. Lembra-se que a ondulação estava agitada. Mas não houve pânico porque a tromba de água estava longe, sobre o mar, relata ao DN.
Ao DN, Cristina Simões, do IPMA, adianta que "pelas imagens recebidas, parece realmente um tornado que, por ocorrer no mar, se chama de tromba de água". A meteorologista salienta que embora não seja possível determinar a ocorrência deste tipo de fenómenos mais extremos, "havia condições para que tal se verificasse".
"Estamos a atravessar um pós-frontal muito instável, que pode levar à ocorrência de fenómenos mais adversos", frisa. Segundo Cristina Simões, "actualmente as condições são de aguaceiros, por vezes fortes, com trovoadas associadas". A meteorologista salienta que as imagens vão agora ser analisadas pelos peritos, "para depois o fenómeno ser devidamente classificado". Quanto à velocidade dos ventos, "não será fácil estimar porque cone de vento não passou numa estação meteorológica".
De qualquer forma, o IPMA deverá emitir novas informações sobre este fenómeno nos próximos dias.
Hélder Robalo e Teresa Filipe
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Fonte: DN Portugal