quinta-feira, 28 de novembro de 2013

4577. Quinta-feira, 28 de Novembro (07h00)

Algumas temperaturas às 07h00
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Funchal/Lido (Madeira): 19,9 ºC
Faro (Aeroporto): 10,2 ºC
Sagres: 8,4 ºC
Santa Cruz (Aeródromo): 7,5 ºC
Aveiro (Universidade): 7,2 ºC
Cabo Carvoeiro: 7,1 ºC
Sines: 7,0 ºC
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Figueira de Castelo Rodrigo (Vila Torpim): - 1,9 ºC
Coruche (Estação de Regadio do I.N.I.A.): - 2,1 ºC
Manteigas: - 2,1 ºC
Chaves (Aeródromo): - 2,7 ºC
Dunas de Mira: - 3,7 ºC
Sabugal (Martim Rei): - 4,5 ºC
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Fonte: IPMA

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

4576. ARQUIPÉLAGO DA MADEIRA: Tempo instável a partir de Quinta-feira

Previsão para o Arquipélago da Madeira
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Quinta-feira, 28 de Novembro de 2013 – Céu geralmente muito nublado. Aguaceiros, que poderão ser temporariamente fortes. Condições favoráveis à ocorrência de trovoada.
Vento moderado a forte de sueste, sendo forte com rajadas da ordem de 80 km/h nas zonas montanhosas, e diminuindo para fraco a moderado a partir da tarde.
Sexta-feira, 29 de Novembro de 2013 – Períodos de céu muito nublado. Períodos de chuva ou aguaceiros. Condições favoráveis à ocorrência de trovoada.
Vento fraco a moderado do quadrante sul.
Sábado, 30 de Novembro de 2013 – Períodos de céu muito nublado. Aguaceiros, em especial nas vertentes sul da ilha da Madeira. Condições favoráveis à ocorrência de trovoada.
Vento fraco a moderado do quadrante sul.
Meteorologistas: Patrícia Gomes/Ângela Lourenço/Sandra Correia.
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Fonte: IPMA

terça-feira, 26 de novembro de 2013

4575. Relâmpago do Catatumbo coloca a Venezuela no livro dos recordes do Guinness

O relâmpago do Catatumbo, fenómeno meteorológico que ocorre no lago venezuelano de Maracaibo, entrou para o livro dos recordes mundiais do Guinness por registar "a maior média mundial de relâmpagos por quilómetro quadrado do ano".
O recorde mundial foi confirmado por Ralph Hannah, representante para a América Latina da organização Guinness Records. O ciclo de tempestades associadas ao relâmpago do Catatumbo, é visível, em média, entre 140 e 160 noites por ano, por mais de 10 horas por dia.
A Venezuela registou uma média comprovada de 250 relâmpagos por quilómetro quadrado por ano, superando o relâmpago de Kifuka, na República Democrática do Congo, que passou a segundo lugar, com uma média de 152 relâmpagos por quilómetro quadrado por ano.
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Fonte: DESTAK

4574. PORTUGAL CONTINENTAL: Período prolongado de frio

A 2ª quinzena de Novembro está a ser caracterizada por tempo frio, com temperaturas inferiores aos valores normais para esta época do ano em todo o território.
Até ao dia 26, salientam-se os seguintes valores mais baixos da temperatura mínima do ar: -0,6ºC em Vila Real e Castelo Branco, 2,8ºC em Beja e 2,7ºC em Sagres registados no dia 21; 2,5ºC no Porto e 6,4ºC em Lisboa no dia 24; -3.7ºC em Bragança no dia 25; -0.3ºC em Évora no dia 26. Os valores observados da temperatura mínima do ar são já próximos dos valores que apenas ocorrem em 10% dos casos neste período.
Nos próximos dias, e pelo menos até dia 5 de Dezembro, prevê-se a continuação de temperaturas mínimas baixas, inferiores a 5ºC na generalidade do território, com valores entre -4ºC e 2ºC nas regiões do interior. As temperaturas máximas serão também baixas variando entre 3 e 14ºC na região Norte e no interior das regiões Centro e Sul e entre 9 e 17ºC nas regiões do litoral Centro e Sul. Salienta-se a formação de geada nos locais abrigados, em especial nas regiões do interior.
O vento soprará moderado a forte nas terras altas, em especial durante a noite e manhã, o que associado às baixas temperaturas aumentará o desconforto térmico.
Para mais detalhes sobre a previsão meteorológica para os próximos dias consultar:
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Fonte: IPMA

4573. IPMA: Tornados e trovoadas

http://www.ustream.tv/recorded/40737487

4572. MPmeteo

http://www.meteo.miguelmotapinto.com

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

4571. Segunda-feira, 25 de Novembro (07h00)

Algumas temperaturas às 07h00
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Angra do Heroísmo (Açores): 17,9 ºC
Cabo Carvoeiro: 10,4 ºC
Faro (Aeroporto): 9,8 ºC
Figueira da Foz (Vila Verde): 9,6 ºC
Almada (P. Rainha): 9,5 ºC
Coimbra (Bencata): 9,5 ºC
Sagres: 8,0 ºC
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Alcobaça: - 0,6 ºC
Sintra (Colares): - 0,9 ºC
Aljezur: - 1,1 ºC
Bragança: - 1,9 ºC
Coruche (Estação de Regadio do I.N.I.A.): - 1,9 ºC
Carrazeda de Ansiães: - 3,1 ºC
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Fonte: IPMA

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

4570. Sexta-feira, 22 de Novembro (14h03)

Imagem de satélite às 14h03
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O dia de hoje fica caracterizado pela ocorrência de períodos de chuva fraca nas regiões do centro-sul e sul do território do continente.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

4569. COP 19: 133 países em desenvolvimento abandonam negociações devido a burocracia dos países desenvolvidos

Cerca de 133 representantes dos países em desenvolvimento abandonaram as negociações sobre as alterações climáticas da COP 19, que decorre em Varsóvia. Na base da retirada está o facto de os países desenvolvidos recusarem discutir as compensações a atribuir às nações em desenvolvimento, pelas alterações climáticas provocadas pelas nações industrializadas.
A maior parte dos países da União Europeia (UE) e nações como os Estados Unidos, Canadá, Austrália apenas querem discutir as compensações na próxima cimeira, agendada para 2015 em Paris. Em resposta o G77 e o grupo da China retiraram-se das negociações.
Seleemul Huq, o cientista cujo trabalho sobre as perdas e danos dos países em desenvolvimento ajudou a colocar a questão das compensações na agenda do COP 19, disse que “as negociações estavam a decorrer bem, num espírito de cooperação, mas no final da sessão sobre as perdas e danos a Austrália pôs tudo o que foi acordado entre parêntesis, de forma que todo o debate foi desperdiçado”, cita o The Guardian.
Os países em desenvolvimento exigiram a criação de uma nova instituição das Nações Unidas para vigiar a atribuição das compensações, mas os países desenvolvidos não têm considerado o pedido, ignorando os pedidos de um debate sério sobre a questão.
“A UE entende que a questão é incrivelmente importante para os países em desenvolvimento. Mas eles devem ser cuidados no que toca a criar uma nova instituição. Não é disso que este processo precisa”, afirmou a comissária europeia para o clima, Connie Hedegaard. “Não podemos ter um sistema de compensações automáticas para quando ocorrerem eventos sérios no mundo. Isso não é exequível”, sublinha a comissária.
Desta forma, o debate sobre as compensações foi recusado pelos países desenvolvidos, que temem que tal sistema possa conduzir a custos inaceitáveis.
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Fonte: GreenSavers

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

4568. Sobreviventes filipinos em situação dramática

CopyRight @ EuroNEWS PT

4567. Tempestade Tropical Melissa

A tempestade tropical Melissa estava localizada às 09:00UTC do dia 20 de Novembro a sudoeste do grupo ocidental (34.8ºN, 50.2ºW) e com deslocamento para NE. Prevê-se que às 00:00UTC do dia 22 de Novembro se encontre a cerca de 200 km a noroeste do grupo Ocidental. A sua passagem a norte/noroeste da região deverá provocar um aumento da intensidade do vento e da agitação marítima em especial nas ilhas do Grupo Ocidental, entre a tarde de quinta-feira dia 21 de Novembro, e a madrugada do dia 22 de Novembro. Sugere-se o acompanhamento da evolução da situação meteorológica através da página do IPMA da Internet (www.ipma.pt) e a obtenção de eventuais recomendações junto do Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores (www.prociv.azores.gov.pt).
Meteorologistas: Carlos Ramalho/ Fernanda Carvalho.
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Fonte: IPMA

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

4565. Tornados provocam nos Estados Unidos pelo menos 8 mortos

CopyRight @ RTP Notícias

4564. PORTUGAL CONTINENTAL: Tempo frio

Após o episódio de queda de neve no último fim-de-semana e a descida significativa dos valores de temperatura do ar, irão continuar a registar-se, no continente, valores de temperatura abaixo do normal para a época, até ao início da próxima semana. Esta situação de frio será devida ao transporte, por uma forte corrente de norte, de uma massa de ar Árctico com origem no extremo norte europeu – região da Gronelândia.
A temperatura irá descer gradualmente, registando-se os valores mais baixos na quinta-feira, e o vento, que hoje e amanhã (dias 18 e 19) será moderado a forte, em especial no litoral oeste e terras altas, irá enfraquecer a partir de quarta-feira, atenuando a situação de desconforto térmico.
Este episódio de frio será interrompido temporariamente na sexta-feira, devido à aproximação ao território de um sector quente de uma ondulação frontal, originando uma subida significativa dos valores de temperatura e ocorrência de precipitação, em especial na parte sudoeste.
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Fonte: IPMA

sábado, 16 de novembro de 2013

4562. SERRA DA ESTRELA: Primeiro nevão do Outono

A neve está a cair pela primeira vez neste Outono na Serra da Estrela e uma estrada foi encerrada, segundo fonte do Centro de Limpeza de Neve nos Piornos. "A estrada entre a Lagoa Comprida e os Piornos foi encerrada cerca das 8h30, como medida de precaução e os limpa-neves já estão a trabalhar", disse. Segundo a mesma fonte, a neve começou a cair "com alguma intensidade" cerca das 8h, a partir dos 1200 metros de altitude. "Na zona da torre já se vê um manto branco", referiu. As restantes estradas mantêm-se transitáveis.
Nos Piornos, a temperatura pelas 9h era de um grau negativo e o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê para este sábado "até ao início da tarde aguaceiros que serão de neve acima dos 1000 metros". De acordo com as previsões do IPMA, a temperatura mínima mais baixa, zero graus, registar-se-ia nos distritos de Bragança e da Guarda, com este a ser o recordista da máxima mais baixa (9º), a par do distrito de Viseu.
O sábado ficará marcado por períodos de céu muito nublado, vento fraco a moderado, mas soprando mais forte nas terras altas, com rajadas da ordem dos 70km/h. Para domingo, as temperaturas mínimas poderão registar uma ligeira descida, mas as máximas deverão subir.
A chuva deverá continuar ausente até ao próximo fim-de-semana, prevêem os meteorologistas.
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Fonte: PÚBLICO

domingo, 10 de novembro de 2013

4555. Ambientalistas e nativos criticam exploração descontrolada do Árctico

Em menos de dois meses, três conferências internacionais sobre o Árctico foram realizadas consecutivamente: a primeira em Reykjavik, na Islândia; a segunda em Salejard, na Rússia; e a terceira em Bruxelas, sede das principais instituições europeias. O que mais se ouviu nos bastidores destas reuniões é que a corrida pelo "ouro do Árctico" começou. Por um lado, os empresários visam a exploração energética da região, o turismo e um lucrativo atalho marítimo para o comércio externo. Do outro lado da balança, os ambientalistas preocupam-se com a manutenção do equilíbrio climático no planeta e do nível dos mares, a defesa do lar de comunidades nativas, como também a protecção do habitat de animais em vias de extinção, como ursos e raposas polares, além de espécies marinhas.
Segundo o presidente da Islândia, Olafur Ragnar Grimsson, o Árctico tornou-se o "novo terreno de jogo global". Em entrevista ao canal CNN, observa que as conferências costumavam ser especializadas e reunir poucas pessoas, mas este panorama mudou. A reunião do Círculo Árctico realizada na segunda e na terça-feira na Islândia, por exemplo, contou com a presença do secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, e a da ex-secretária de Estado americano, Hillary Clinton. Em Bruxelas, a conferência "Futuro do Árctico", ocorrida entre quinta e sexta-feira, exigiu acreditação prévia e teve lotação esgotada para receber funcionários europeus, académicos, cientistas e empresários.
Com o gradativo derretimento do gelo do Árctico, uma corrida económica – e ecológica – se desdobra neste espaço geopolítico. As fontes de petróleo e gás escondidas sob as águas geladas atiçam as potências do Conselho Árctico, criado em 1996 e que reúne Rússia, Islândia, Finlândia, Estados Unidos, Canadá, Dinamarca, Noruega e Suécia. A China, interessada em projectos regionais, foi admitida este ano como observadora do Conselho.
Além de novo espaço para exploração energética, o Árctico também aparece como atalho para a navegação global. Em Agosto deste ano, a China enviou o seu primeiro navio quebra-gelos à região, chamado "Dragão da Neve", que viajou de Xangai até à Islândia, passando pelo norte da Rússia. Já o cargueiro chinês "Yong Sheng" foi o primeiro navio mercante a tomar um atalho pelo norte. Saiu de Xangai directo para o porto de Roterdão, na Holanda, cortando um trajecto de duas semanas se tivesse seguido pelo canal de Suez no Egipto.
Consultado pelo Terra, o professor de Geografia Física da Universidade Livre de Bruxelas (ULB) e membro do Painel do Clima da ONU, Philippe Huybrechts, explica que estamos a viver um ciclo vicioso. O uso de combustíveis fósseis como o petróleo emite mais carbono na atmosfera, que provoca o aumento de temperatura do planeta e que, por sua vez, acelera o derretimento do gelo do Árctico. Sem as dificuldades impostas pelo gelo, as empresas vêem o espaço como mais uma fonte para continuar a exploração de petróleo e gás – reiniciando o ciclo vicioso. "Este é o lado perverso da questão: o aquecimento global gera mais aquecimento global", resume Huybrechts.
No fim de Setembro, a Rússia realizou a sua própria reunião sobre o Árctico em Salejard. Na ocasião, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, defendeu as actividades de perfuração das empresas russas Gazprom e Rosneft em explorar a plataforma continental árctica do país. Putin também admitiu que os activistas do navio Arctic Sunrise, da ONG ambiental Greenpeace – inclusive a bióloga brasileira Ana Paula Maciel – não são "piratas", mas teriam infringido o Direito Internacional. Os ambientalistas defendem o protesto pacífico realizado no Árctico russo, uma vez que as empresas não contam com os recursos tecnológicos necessários para reagir em situações de emergência de vazamento de petróleo no Árctico ou explorar de forma sustentável um ambiente sensível para todas as nações do planeta.
Na reunião em Bruxelas, Peter Wadhams, professor de Física do Oceano Polar da Universidade de Cambridge, do Reino Unido, questionou os conferencistas e o público: "Esta é a real questão: devemos permitir navegação e perfuração no Árctico?". A resposta, para o professor, é negativa. "Não há maneira de se limpar o Árctico. Temos que equilibrar as vantagens com as ameaças. Este é o maior problema", disse Wadhams. O especialista exemplificou que a empresa Shell possui um plano detalhado sobre limpeza de petróleo para o Árctico, mas não funcionaria na prática, pois permitiria retirar uma percentagem ínfima de petróleo sobre o gelo.
A exploração económica da região também divide as populações do Árctico. Reggie Joule, prefeito americano da vila do Árctico Noroeste (Northwest Arctic Borough) de 7 mil pessoas no Alasca, disse em Bruxelas que acredita numa parceria da população local com as empresas. Por outro lado, o presidente do Conselho Circumpolar Esquimó, Aqqaluk Lynge, alertou na Islândia que não se pode utilizar o Árctico para testes. "Não é um laboratório. O oceano Árctico não é a última fronteira. É a nossa casa. É preciso lembrar que há pessoas que vivem aqui", pediu Lynge, que nasceu na Gronelândia (Dinamarca), na comunidade indígena Kalaalli, de cerca de 50 mil pessoas.
Viviane Vaz
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Fonte: Portal TERRA

4554. Pastagens biodiversas

Os agricultores precisam de ver para crer, diz-nos Tiago Domingos. O professor de engenharia ambiental do Instituto Superior Técnico, em Lisboa, e director da empresa de serviços ambientais Terraprima conseguiu que mil agricultores lhe dessem ouvidos. Hoje, em Portugal, há muitos terrenos onde as pastagens biodiversas crescem. A maioria está nos montados alentejanos, fortalecendo os sobreiros e prestando um serviço ambiental a todos.
Estas pastagens capturam uma quantidade anormal de dióxido de carbono, evitando a acumulação de parte do gás que mais contribui para o efeito de estufa, responsável pelo aquecimento global. Essa foi uma das razões para o projecto da Terraprima Pastagens Semeadas Biodiversas ganhar o concurso da Comissão Europeia "Um Mundo Que me Agrada", entre os 269 projectos concorrentes.
Sempre que Tiago Domingos fala sobre este projecto, o nome de David Crespo surge imediatamente. No púlpito do Teatro Real Dinamarquês, em Copenhaga, quando na quinta-feira à noite lhe foi atribuído o prémio, voltou a contar a história do engenheiro agrónomo que, na década de 1960, começou a pensar nas pastagens biodiversas. David Crespo é hoje director do programa de investigação e desenvolvimento da Fertiprado, a empresa que fundou em 1990. Em 1966 trabalhava na Estação Nacional de Melhoramento de Plantas. Inspirado pelas pastagens que os australianos semeavam, onde utilizavam duas ou três variedades de plantas, o engenheiro começou a pensar como poderia resgatar os solos pobres portugueses.
"Em Portugal temos imensos solos diferentes. No mesmo hectare, cada pedaço de terra muda", explica Tiago Domingos. Os topos dos montes são mais secos e têm menos solo, a terra debaixo das copas das árvores é mais húmida. A geologia, fundamental na natureza dos solos, é variada no território português. David Crespo pensou numa solução holística. O engenheiro agrícola desenvolveu uma fórmula de 20 variedades diferentes de plantas que, quando semeadas, respondem localmente. Algumas tornam-se mais dominantes consoante as condições da terra onde crescem.
O cientista escolheu espécies de leguminosas e de gramíneas. As primeiras, como o trevo-subterrâneo, têm uma relação simbiótica com bactérias que se desenvolvem em nódulos nas raízes. Estas bactérias captam azoto do ar, metabolizam e disponibilizam o azoto à planta. Desta forma, este nutriente entra no ecossistema sem ser necessário usar adubos, é depois absorvido pelas gramíneas, que se tornam uma parte importante do pasto dos animais.
Esta mistura tem uma série de benefícios. Como as espécies são anuais, resistem ao clima mediterrânico, produzem sementes e criam no solo um banco de sementes que pode manter a pastagem por décadas. As raízes das plantas, que também morrem anualmente, alimentam o solo com nutrientes. Passados uns anos, estes solos triplicam a matéria orgânica. As pastagens alimentam mais cabeças de gado e captam mais dióxido de carbono. Também se verificou que os sobreiros que crescem nestas pastagens são mais saudáveis, e o solo é mais húmido, resistindo à seca.
Estes benefícios foram bem quantificados na última década pela equipa de Tiago Domingos. Foi assim que se descobriu que as pastagens biodiversas captam cinco toneladas de dióxido de carbono por ano por hectare. A partir de 2008, a Terraprima obteve financiamento do Fundo Português de Carbono (FPM) para três projectos que envolveram mil agricultores. Estes tinham de comprar sementes para a pastagem, de aceitar cuidar delas segundo as regras da Terraprima e recebiam o apoio dos seus técnicos. Desta maneira, podiam ganhar entre 150 e 130 euros por hectare, pelo dióxido de carbono que as suas pastagens captam. É uma ajuda que seduz os agricultores, mas o trabalho só compensa a longo prazo, com todos os outros benefícios.
Os projectos do FPM já terminaram, mas Tiago Domingos espera envolver empresas para assim compensarem as suas emissões e a indústria alimentar para que os alimentos produzidos nestas pastagens tenham uma marca distintiva. O prémio europeu "pode ajudar a expandir este sistema dentro de Portugal e em muitos países".
Nicolau Ferreira
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Fonte: PÚBLICO

4553. Furacão Haiyan pode ter morto 10 mil pessoas só numa ilha

CopyRight @ RTP Notícias

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

4551. PENICHE: Pescador morreu na sequência de naufrágio

Uma pequena embarcação, que pescava junto à costa a leste do Baleal, Peniche, naufragou esta sexta-feira de manhã, tendo o acidente causado um morto. Outros três pescadores foram resgatados, mas um está em estado grave. Dois dos quatro pescadores foram transferidos do hospital local para a urgência de Caldas da Rainha. “Um encontra-se estável, em observação, e o outro aparenta alguma gravidade”, estando um deles em estado grave, explicou à Lusa fonte do Centro Hospitalar do Oeste (CHO).
Os dois pescadores, de 30 e 36 anos, integravam a tripulação da lancha de cinco metros Linda Ilha, que hoje de manhã naufragou, devido a causas desconhecidas, perto do Baleal, com mais outros dois tripulantes. Três dos ocupantes da embarcação são residentes em Peniche. Os quatro foram resgatados, mas um deles, de 40 anos e da localidade de Olho Marinho, Óbidos, veio a falecer ainda na praia. O comandante da Capitania de Peniche disse à agência Lusa que vai ser aberto um inquérito para averiguar as causas do acidente, que permanecem desconhecidas.
O proprietário da embarcação Ribela, da mesma dimensão, contou à agência Lusa que se encontrava no porto dos barcos da praia do Baleal a desencalhar a sua lancha, quando cerca das 10h ouviu um colega, que pescava à cana nas rochas, a pedir socorro. “Um dos náufragos nadou e subiu até às rochas e gritou por ajuda ao pescador desportivo. Arrisquei e pus a lancha ao mar. Hoje por eles e amanhã por mim”, disse, acrescentando que já por várias vezes salvou praticantes de surf e de kitesurf.
O pescador veio a encontrar a uma milha a noroeste da ilha do Baleal os restantes três náufragos, “com os coletes vestidos e agarrados à boia de salvação”. “Não fosse o colete, não os conseguia avistar, porque não conseguiam manter-se à superfície”, acrescentou. Os três foram resgatados para terra na sua lancha, tendo um deles vindo a morrer e os outros dois recebido assistência hospitalar. O quarto foi recolhido junto às rochas do ilhéu, por uma mota de água da estação salva-vidas de Peniche.
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Fonte: PÚBLICO

4550. Sexta-feira, 8 de Novembro (11h00)

Imagem de Satélite às 11h00
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Fonte: SAT24.com
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A passagem da superfície frontal fria provocou precipitação, em especial nas regiões do norte, centro e Alto Alentejo. Nas próximas horas haverá uma diminuição da nebulosidade e a instabilidade ficará concentrada no noroeste, com a possibilidade de ocorrência de aguaceiros, podendo ser acompanhados por trovoadas. A temperatura do ar tenderá a descer com a entrada de ar polar pós-frontal, relativamente mais frio.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

4549. Super-TUFÃO HAIYAN


TUFÃO É TÃO INTENSO QUE SUPERA A ESCALA | Meteorologistas ao redor do mundo assiste atónicos à intensificação do super tufão Haiyan que atinge ainda hoje as Filipinas. A tempestade caminha a passos largos para se tornar o ciclone tropical mais intenso já documentado na história ou rivalizar com o recordista Tip de 1979. O ciclone Haiyan é tão extremo que sua simetria é quase perfeita nas imagens de satélite com uma aparência de rosca (donut) incrível. A intensidade estimada por satélite (Dvorak) chega a 8.1, superando o máximo da escala de 8.0. Suas rajadas já são estimadas em 400 km/h ou mais e seu impactos se dará numa parte das Filipinas onde vivem 18 milhões de pessoas com consequências potencialmente catastróficas e devastadoras.
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Fonte: MetSul

4548. PORTUGAL CONTINENTAL: Tempo de chuva nas regiões norte e centro



Nebulosidade e precipitação
em Portugal Continental
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A passagem de uma superfície frontal fria dará origem ao aumento da nebulosidade e a ocorrência de precipitação nas regiões do norte e centro ao longo desta noite e parte da manhã de Sexta-feira, passando-se depois a uma situação de aguaceiros pouco frequentes, com probabilidade reduzida de ocorrência de trovoadas e queda de granizo.
A massa de ar polar pós – frontal será responsável por uma descida moderada da temperatura do ar nas regiões do interior norte e centro após a passagem da superfície frontal.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

4547. Portugal participa em simulacro de acidente nuclear em central espanhola de Almaraz

Portugal vai participar no exercício internacional CURIEX2013 para testar a resposta da Protecção Civil em caso de um acidente nuclear, que decorre esta terça-feira e quinta-feira, na central nuclear espanhola de Almaraz, refrigerada pelo rio Tejo. De acordo com a nota publicada na página oficial da Autoridade Nacional da Protecção Civil, o exercício vai juntar equipas internacionais da Bélgica, França, Itália, Marrocos e Portugal, e servirá para testar o plano de emergência nacional espanhol para acidentes com centrais nucleares.
Portugal vai participar no exercício com uma equipa de 14 elementos peritos que vão fazer intervenção em domínios específicos como monitorização de áreas contaminadas, definição de soluções a implementar por Portugal em caso de contaminação do rio Tejo, apoio à decisão em matérias de informação pública e de mitigação face às consequências para a população e ambiente (efeitos para agricultura e cadeia alimentar). Aquando do anúncio oficial do exercício, em Junho passado, o ministro espanhol do Interior, Jorge Fernández Díaz, explicou que este seria uma espécie de preparação caso venha a acontecer uma emergência nuclear.
“Pretendemos que, se acontecer, esperamos que não, uma emergência com estas características, estarmos preparados para dar a resposta solidária, profissional e eficaz que os cidadãos esperam”, explicou Fernández Díaz.
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Fonte: PÚBLICO

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

4546. PORTUGAL CONTINENTAL: Calor de Verão matou 1700 pessoas

O número de mortos em Portugal devido ao calor no verão aumentou 30% face ao ano anterior, o que correspondeu a mais 1.684 óbitos do que o esperado, revela um relatório da Direcção-geral da Saúde (DGS), hoje divulgado. O "Relatório da onda de calor de 23/06 a 14/07 de 2013 em Portugal Continental" apresenta os resultados do estudo do impacto que a onda de calor, verificada naquele período, teve na saúde da população, designadamente na procura dos serviços de urgência, nas chamadas para a Saúde 24, nos pedidos de ajuda para o Instituto Nacional de emergência Médica (INEM) e na mortalidade.
Segundo o documento da DGS, verificou-se que a onda de calor teve "um impacto apreciável" na saúde da população, tendo todos os indicadores registado subidas, "com especial destaque para a mortalidade", em relação à qual foi estimado um excesso de 1.684 óbitos, o que correspondeu a um aumento relativo de 32%. Este excesso de mortalidade foi mais elevado nas mulheres (45%) em comparação com os homens (21%), e na população acima dos 75 anos de idade. Abaixo deste limiar de idade, foram observados excessos de mortalidade entre os 45 e os 74 anos, mas "não se revelaram estatisticamente significativos".
Geograficamente, os excessos de mortalidade verificaram-se em todas as regiões do país, com excepção do Algarve, onde o aumento relativo de mortes foi de 10%, sem, no entanto, ser significativo. As zonas mais afectadas, em termos de impacto na mortalidade, foram o Norte (com um aumento de 41%) e o Centro (com um aumento de 36%).
O pico das mortes ocorreu entre os dias 6 e 11 de Julho, tendo este excesso relativo de mortalidade atingido o máximo no dia 8 de Julho, correspondendo ao aumento de óbitos de 105%. Este dia foi antecedido pelos três dias em que a temperatura média máxima nacional atingiu o seu máximo (38ºC).
"Esta onda de calor teve um impacto apreciável na mortalidade, situando-se, quando comparada com as ondas de calor que afectaram Portugal em 1981, 1991 e 2003, no terceiro lugar", atrás da onda de 1981 (excesso de 1.900 óbitos) e de 2003 (1.953 óbitos a mais), mas ultrapassando a de 1991 (excesso de 1.000 óbitos). A onda de calor levou também a um aumento do número de chamadas para a linha Saúde 24, estimando-se um acréscimo de 46,7%, e a um aumento do total de ocorrências registadas pelo INEM, na ordem dos 27,8%.
Entre as ocorrências mais registas devido ao calor, a DGS destaca as designadas por "alteração do estado de consciência", que teve um aumento de 42,4%, e a "dispneia", cujo acréscimo foi de 24,6%. O relatório da DGS aponta ainda para um aumento da procura de cuidados médicos nos serviços de urgência, com picos máximos nos dias 1,8 e 15, sendo o maior o do dia 8. Em média, registou-se um acréscimo dessa procura de 7,7%, o que se traduziu em diferentes aumentos regionais: 7,5% na região Norte, 9,5% no Centro, 5% em Lisboa e Vale do Tejo, 9,6% no Alentejo e 5,8% no Algarve.
Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), ocorreu em Portugal continental uma onda de calor entre 22 e 30 de Junho, em particular na região Centro, que variou entre sete e nove dias. No dia 3 de Julho iniciou-se uma nova onda de calor que se prolongou até ao dia 13, na região de Trás-os-Montes, e que abrangeu quase todo o território nacional.
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Fonte: dnoticias.pt