quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

4647. Análise sinóptica e tendência do estado do tempo

Carta Sinóptica de Superfície prevista para amanhã,
Sexta-feira, 17 de Janeiro de 2014_12h00UTC
Fonte: MetOffice
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A previsão do cavamento de um núcleo de baixas pressões para amanhã, no oceano Atlântico junto à linha de costa ocidental, irá condicionar o estado do tempo em todo o território de Portugal Continental. Assim, o dia de amanhã ficará caracterizado pelo aumento generalizado da nebulosidade e a ocorrência de precipitação, estendendo-se do litoral para o interior e de sul para o norte.

A coincidência com a presença de ar muito frio em altura (25 graus negativos aos 500 hPa, a cerca de 5000 metros de altitude) irá favorecer o desenvolvimento de nebulosidade do tipo convectivo (nebulosidade de desenvolvimento vertical), o que poderá originar a ocorrência de períodos de chuva, por vezes fortes e acompanhados de trovoada.

Atenção especial ao vento que soprará forte, com rajadas muito fortes, especialmente durante os períodos de ocorrência de precipitação, predominando do quadrante sul. O facto de o vento predominar do quadrante sul favorecerá a manutenção de temperaturas amenas à superfície.

Durante o dia de Sábado é esperado uma ligeira melhoria do estado do tempo em Portugal Continental, antecedendo um novo agravamento previsto para a noite de Sábado para Domingo, com a aproximação e passagem de um sistema frontal que traíra mais precipitação e uma descida moderada da temperatura do ar para Domingo, havendo então condições para a ocorrência de queda de neve nas terras altas do norte e centro do território do continente.

4646. Ciência cada vez mais próxima da Natureza na previsão do tempo

https://www.facebook.com/dra.ipma.pt
As observações tradicionais aliadas às novas tecnologias fazem da previsão do tempo uma ciência cada vez mais exata. É do Centro de Previsão e Vigilância Meteorológica dos Açores do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), atualmente a funcionar no aeroporto de Ponta Delgada, que saem todos os dias as previsões do estado do tempo que vão afetar positiva e negativamente milhares de açorianos nos dias seguintes.
O Centro de Previsão deveria funcionar 24 horas por dia mas por falta de pessoal, o período entre a 1 e as 5 da manhã está neste momento a descoberto, embora sempre que haja um alerta que o justifique, é feito um período extraordinário de trabalho para cobrir as 24 horas. A simulação feita todos os dias às 12 horas é a que serve de referência para as seguintes, sendo que a previsão do estado do tempo é feita com base na aplicação de modelos numéricos de previsão do tempo que fazem aproximações cada vez mais fidedignas da realidade.
Esses modelos utilizam os dados da pressão atmosférica, da temperatura, da humidade e do vento e alimentam-se das informações que vêm, quer das tradicionais observações de superfície e dos balões meteorológicos, quer das mais recentes imagens de satélite e informações de radares meteorológicos. As equações desses modelos meteorológicos permitem avaliar as condições do estado do tempo à superfície, mas também nas várias camadas da atmosfera numa perspetiva tridimensional. Ou seja, o meteorologista consegue através desses modelos ‘compreender’ como se comporta a atmosfera e como ela vai evoluir nas próximas horas, nos próximos dias ou até num determinado local.
Atualmente, a previsão é feita até cinco dias, o que mostra bem o ponto de evolução dos modelos de previsão. Conforme refere o delegado regional do IPMA, Diamantino Henriques, longe vão os tempos em que não se acreditava na Meteorologia e havia a ideia feita de que a previsão para os Açores nunca acertava, devido à variabilidade do estado do tempo nas nossas ilhas. “Hoje, consegue-se prever com três dias de antecedência com a mesma certeza com que há trinta anos se previa para o dia seguinte”, afirma, algo que se deve sobretudo à cada vez maior inclusão nos modelos dos bastante mais abrangentes e fiáveis dados de satélites e radares. Até há pouco tempo atrás, o IPMA recorria a uma rede de colaboradores que recolhia pelas ilhas os dados da temperatura do mar e da quantidade de precipitação. Contudo, essa rede ‘desfez-se’ quando o Estado obrigou a que esse serviço fosse registado nas Finanças e alvo de um contrato, fazendo com que o trabalho burocrático não compensasse o rendimento.
E se é verdade que se dá mais pelo trabalho da Meteorologia no inverno, devido aos alertas de mau tempo, Diamantino Henriques lembra que no verão o trabalho do IPMA não perde importância, seja nas previsões para a atividade turística, seja a prever o índice ultravioleta para saber se é mais ou menos perigosa a exposição ao sol, seja ainda, no caso do Continente ou da ilha da Madeira, para avaliar o risco de incêndio florestal. Além disso, nos Açores, por haver aeroportos ou aeródromos em todas as ilhas, o trabalho da Meteorologia é fundamental para garantir a segurança da operação dos aviões no inverno e no verão.
Rui Jorge Cabral
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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

4644. Europa (Tendência climática)

(TECLE SOBRE AS IMAGENS PARA AMPLIAR)
Lista de estações com maior tendência de subida no
RANKING METEOROLÓGICO EUROPEU
Temperaturas máximas diárias 
(acumuladas em doze meses)
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Ordem/Estação meteorológica/
Nº de Trimestre a subir no Ranking Europeu/
variação com o trimestre anterior
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Estas estações meteorológicas são as que têm registado um maior número de trimestres a subir no Ranking Meteorológico Europeu. Assim, estas são as vinte e cinco estações meteorológicas europeias que tendem a registar, cada vez com mais frequência, as dez temperaturas máximas absolutas diárias mais elevadas em todo o continente europeu, considerando um período de doze meses consecutivos. São estações meteorológicas com tendência a terem um clima com temperaturas máximas diárias mais elevadas ao longo do ano.
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Temperaturas minímas diárias 
(acumuladas em doze meses)
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Ordem/Estação meteorológica/
Nº de Trimestre a subir no Ranking Europeu/
variação com o trimestre anterior
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Estas estações meteorológicas são as que têm registado um maior número de trimestres a subir no Ranking Meteorológico Europeu. Assim, estas são as vinte e cinco estações meteorológicas europeias que tendem a registar, cada vez com mais frequência, as dez temperaturas mínimas absolutas diárias mais baixas em todo o continente europeu, considerando um período de doze meses consecutivos. São estações meteorológicas com tendência a terem um clima com temperaturas mínimas diárias mais baixas ao longo do ano.
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Precipitação total em 24 horas
(acumuladas em doze meses)
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Ordem/Estação meteorológica/
Nº de Trimestre a subir no Ranking Europeu/
variação com o trimestre anterior
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Estas estações meteorológicas são as que têm registado um maior número de trimestres a subir no Ranking Meteorológico Europeu. Assim, estas são as vinte e cinco estações meteorológicas europeias que tendem a registar, cada vez com mais frequência, as dez precipitações máximas absolutas diárias mais elevadas em todo o continente europeu, considerando um período de doze meses consecutivos. São estações meteorológicas com tendência a terem um clima com maiores precipitações diárias acumuladas diariamente ao longo do ano.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

4641. Estimativa climática (Resumo)

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Em Setembro de 2013 foi apresentada uma estimativa (postagem 4481) para as estações do Ranking Meteorológico Europeu sobre a provável evolução das temperaturas máximas diárias acumuladas, temperaturas mínimas diárias acumuladas e precipitações máximas diárias acumuladas, ao longo do quarto trimestre de 2013. Terminado o período para o qual foram feitas as previsões, apresentam-se os quadros de apuramento final com os dados acertados.



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SÍNTESE RELATIVAMENTE AOS APURAMENTOS
(percentagem de acerto nas previsões)
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4º Trimestre de 2013
Temperatura máxima diária acumulada superior à média - 48 %
Temperatura mínima diária acumulada superior à média - 16 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média - 28 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média - 96 %
Temperatura mínima diária acumulada inferior à média -  100 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média - 84 %
3º Trimestre de 2013
Temperatura máxima diária acumulada superior à média - 28 %
Temperatura mínima diária acumulada superior à média - 24 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média - 20 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média - 96 %
Temperatura mínima diária acumulada inferior à média -  96 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média - 84 %
2º Trimestre de 2013
Temperatura máxima diária acumulada superior à média - 12 %
Temperatura mínima diária acumulada superior à média - 4 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média - 32 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média - 100 %
Temperatura mínima diária acumulada inferior à média -  96 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média - 88 %
1º Trimestre de 2013
Temperatura máxima diária acumulada superior à média - 12 %
Temperatura mínima diária acumulada superior à média - 4 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média - 8 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média - 88 %
Temperatura mínima diária acumulada inferior à média -  100 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média - 84 %
4º Trimestre de 2012
Temperatura máxima diária acumulada superior à média - 28 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média - 28 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média - 84 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média - 84 % 
3º Trimestre de 2012
Temperatura máxima diária acumulada superior à média – 16 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média – 60 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média – 12 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média – 96 %
2º Trimestre de 2012
Temperatura máxima diária acumulada superior à média – 24 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média – 20 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média – 76 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média – 68 %
1º Trimestre de 2012
Temperatura máxima diária acumulada superior à média – 20 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média – 28 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média – 48 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média – 88 %
4º Trimestre de 2011
Temperatura máxima diária acumulada superior à média – 20 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média – 24 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média – 72 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média – 64 %
3º Trimestre de 2011
Temperatura máxima diária acumulada superior à média – 44 %
Precipitação máxima diária acumulada superior à média – 36 %
Temperatura máxima diária acumulada inferior à média – 40 %
Precipitação máxima diária acumulada inferior à média – 72 %

4640. PORTUGAL: Dados ponderados para dia 31 de Dezembro de 2013

Ranking Meteorológico para Portugal
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Precipitação máxima diária acumulada
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Estações meteorológicas em que os últimos doze meses

acumularam valores de precipitação máxima diária 
(Últimos doze meses) 
ACTUALIZAÇÃO DA POSTAGEM Nº 4504  
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Desvios em relação ao normal 
(considerando os dados desde MARÇO/2007) 
acima do normal > 0; normal = 0; abaixo do normal < 0
  • Simbologia a verde = subiu de valor (Mais quente/Mais húmido no último trimestre) 
  • Simbologia a encarnado = desceu de valor (Mais fresco/Mais seco no último trimestre)  
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Temperaturas máximas diárias acumuladas
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Estações meteorológicas em que os últimos doze meses
acumularam valores de temperatura máxima diária

superiores ao normal 
(Não existem)
 VALORES NEGATIVOS
 Estações meteorológicas em que os últimos doze meses
acumularam valores de temperatura máxima diária
inferiores ao normal



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Precipitação máxima diária acumulada

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Estações meteorológicas em que os últimos doze meses
acumularam valores de precipitação máxima diária
superiores ao normal

VALORES NEGATIVOS
Estações meteorológicas em que os últimos doze meses
acumularam valores de precipitação máxima diária
 inferiores ao normal
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A análise dos quadros representados acima permite constatar que, em 31 de Dezembro de 2013, tínhamos as seguintes situações em Portugal:
-todas as estações portuguesas representadas no painel do Weatheronline apresentavam, nos últimos doze meses, temperaturas máximas diárias acumuladas diariamente inferiores aos valores normais; no entanto, no ultimo trimestre (Outubro, Novembro e Dezembro de 2013), ocorreu uma aproximação aos valores normais nas estações de Évora e Beja, em Portugal Continental, nas estações das Lajes/Terceira e Flores, no Arquipélago dos Açores, e em Porto Santo, no Arquipélago da Madeira. Pelo contrário, nas estações meteorológicas de Coimbra, Castelo Branco e Aeroporto da Madeira ocorreu um maior desfasamento relativamente aos valores normais, no que se refere ao total anual de temperaturas máximas diárias acumuladas diariamente;
-relativamente às precipitações máximas diárias acumuladas diariamente ao longo dos últimos doze meses, a situação em 31 de Dezembro de 2013 mostra que só em Santa Maria, no Arquipélago dos Açores, e em Viana do Castelo, Viseu e Coimbra apresentavam valores acima do normal, com evolução positiva no último trimestre; todas as restantes estações apresentaram valores inferiores ao normal;
-no último trimestre, a evolução registada na acumulação de precipitações máximas acumuladas diariamente evolui positivamente, aproximando-se dos valores normais, nas estações meteorológicas das Flores, Angra do Heroísmo, Lajes/Terceira, Ponta Delgada, Bragança, Vila Real, Porto/Pedras Rubras, Monte Real, Castelo Branco e Beja, e teve uma evolução negativa em Horta, Penhas Douradas, Maceda, Cabo Carvoeiro, Lisboa, Évora, Sines, Beja, Porto Santo, Aeroporto da Madeira e Funchal. 

4639. Governo não decreta calamidade em Paredes

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

4638. Tornado de Paredes (Trajectória do sistema convectivo)

(Tecle na imagem para ampliar)
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4637. Um quarto da costa portuguesa tem problemas de erosão

4636. Ranking Meteorológico Europeu (Maiores desvios à média nos últimos 12 meses até 31.12.2013)

TECLE NAS IMAGENS PARA AMPLIAR
(Actualização da postagem número 4497)
BALANÇO ENTRE 01.01.2013 E 31.12.2013
 Estações com maiores desvios de temperaturas 
(Temperatura máxima absoluta acumulada diariamente) 
comparação ao normal ao longo de cada ano/
variação com o último trimestre
VALORES ABSOLUTOS

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 BALANÇO ENTRE 01.01.2013 E 31.12.2013
Estações com maiores desvios de temperaturas
(Temperatura mínima absoluta acumulada diariamente)
comparação ao normal ao longo de cada ano/
variação com o último trimestre
VALORES ABSOLUTOS
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BALANÇO ENTRE 01.01.2013 E 31.12.2013
Estações com maiores desvios de precipitação
 (Precipitação máxima acumulada diariamente)
comparação ao normal ao longo de cada ano/
variação com o último trimestre
 VALORES ABSOLUTOS
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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

4630. Marinha proibiu a circulação de pessoas no paredão da Costa da Caparica

4629. Onda gigante arrastou dezenas de carros na zona da foz do Douro

4628. PORTUGAL CONTINENTAL (Costa oeste): Proteção Civil alerta para ondulação com 16 metros

A Autoridade Nacional de Protecção Civil emitiu, esta segunda-feira, um aviso à população alertando para a possibilidade de até à meia-noite poderem registar-se ondas com 16 metros na costa ocidental norte e centro de Portugal continental.
Num comunicado divulgado ao final da tarde desta segunda-feira na sua página na Internet, a ANPC alerta para a ocorrência de "agitação marítima forte, com ondulação noroeste que poderá atingir os 16 metros na costa ocidental norte e centro e 14 a 15 metros na região sul até às 24 horas de hoje". A Protecção Civil destaca também a previsão da ocorrência de "precipitação moderada e persistente nas regiões norte e centro, com especial incidência na região do Vale do Tejo, com acumulados que podem rondar 100 milímetros no Minho e Douro Litoral e 50 milímetros da região da Área Metropolitana de Lisboa".
Devido às previsões acima descritas, e também ao vento, que deverá soprar moderado, até 30 quilómetros por hora, no litoral, e até aos 45 quilómetros por hora nas terras altas, a ANPC alerta para a "possibilidade de inundação por transbordo de linhas de água nas zonas historicamente mais vulneráveis" e para a "possibilidade de queda de ramos ou árvores". Além disso, a Protecção Civil lembra a eventualidade de se formarem lençóis de água nas estradas, bem como a "possibilidade de cheias rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem" e a possibilidade de ocorrerem acidentes na orla costeira.
A ANPC recomenda a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objectos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas, a adopção de uma condução defensiva, reduzindo a velocidade, que se evite o atravessamento de zonas inundadas, e que se tenha "especial cuidado" na circulação junto de áreas arborizadas e da orla costeira, bem como de zonas ribeirinhas "historicamente mais vulneráveis a inundações rápidas".
A Marinha Portuguesa alertou hoje a comunidade piscatória e as pessoas que circulam junto à orla costeira para a necessidade de cumprirem todos os procedimentos de segurança no mar e junto à costa devido ao mau tempo.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou esta segunda-feira os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Setúbal, Beja e Faro vão estar sob aviso vermelho devido à agitação marítima, prevendo-se ondas de noroeste com sete a nove metros. O aviso vermelho, que está previsto para situações meteorológicas de risco extremo, vai vigorar entre as 9 e as 23.59 horas desta segunda-feira.
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4627. Ranking Meteorológico Europeu (Maiores desvios à média no 4º Trimestre de 2013)

4º TRIMESTRE DE 2013
Estações com maiores desvios de temperaturas
(temperatura máxima absoluta acumulada diariamente)
comparação ao normal no 4º Trimestre de cada ano
VALORES ABSOLUTOS E EM PERCENTAGEM
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4º TRIMESTRE DE 2013

Estações com maiores desvios de temperaturas
(temperatura mínima absoluta acumulada diariamente)
comparação ao normal no 4º Trimestre de cada ano
VALORES ABSOLUTOS E EM PERCENTAGEM
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4º TRIMESTRE DE 2013
Estações com maiores desvios de precipitação
(precipitação máxima acumulada diariamente)
comparação ao normal no 4º Trimestre de cada ano
VALORES ABSOLUTOS E EM PERCENTAGEM
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Dados do trimestre anterior aqui

sábado, 4 de janeiro de 2014

4626. A força da Natureza: Paredes (04.01.2014)


"A força da natureza" Paredes 20140104 from VIDYOULINE film production on Vimeo.

4625. Mau tempo assola Portugal Continental

Só em Paredes, o presidente da Câmara quer pedir ao governo que declare situação de calamidade pública. A madrugada foi marcada por grande temporal. Só a manhã é que revelou os estragos para muitos moradores. .
Paredes foi a mais afectada pelo mau tempo. Cerca de 50 residentes de quatro freguesias de Paredes ficaram desalojados, durante a noite, em consequência de um tornado que danificou dezenas de habitações, disse à Lusa fonte autárquica. Segundo a vereadora Hermínia Moreira, da edilidade de Paredes, o tornado foi sentido cerca de 3:00 sobretudo nas freguesias de Lordelo, Vilela, Sobrosa e Duas Igrejas. "Viveram-se momentos assustadores durante a noite", comentou. Na maioria dos desalojados, já está assegurado alojamento, com o apoio das respetivas famílias, havendo apenas a situação de cinco pessoas que a câmara está a acompanhar para se encontrar uma solução.
Além dos estragos em dezenas de habitações, cujos telhados e janelas foram destruídos, a maioria em Duas Igrejas, registam-se ainda prejuízos no pavilhão desportivo da Escola Secundária de Vilela e na igreja e cemitério de Duas igrejas. As coberturas do pavilhão foram arrancadas pelo vento e levadas dezenas de metros. No cemitério, várias sepulturas foram danificadas e a igreja próxima também viu danificada a cobertura. Na zona de Vilela há registo também de 30 árvores destruídas e prejuízos em instalações de fábricas. Segundo a página da ANPC, estão nas freguesias de Vilela, Duas Igrejas e Lordelo 29 operacionais, entre os quais 19 bombeiros, acompanhados por nove veículos.
Também em Paredes, os ventos fortes sentidos durante a noite causaram graves prejuízos em duas fábricas, uma têxtil e outra de móveis, disse à Lusa o comandante dos bombeiros de Lordelo, Pedro Alves. Segundo aquele elemento da proteção civil, as unidades fabris, ambas em Duas Igrejas, "ficaram muito destruídas, pondo em risco vários postos de trabalho". "Estão inoperacionais", avançou.
Os danos mais graves ocorreram na fábrica de móveis, cujas paredes e telhado foram destruídas pelos ventos fortes. A fábrica de confeções, próxima da primeira, também ficou sem cobertura e uma das fachadas ficou destruída. As duas unidades empregam dezenas de pessoas, acrescentou.
Entretanto, o presidente da Câmara de Paredes queixou-se da falta de apoio da proteção civil nacional para acorrer às consequências do tornado que danificou, na última noite, dezenas de edifícios, desalojando várias famílias. "Excetuando a componente do comando distrital, estamos neste momento completamente entregues a nós próprios, ou seja, com a nossa proteção civil e com problemas gravíssimos que envolvem a destruição de unidades industriais, residências, edifícios escolares, uma igreja, um cemitério", declarou Celso Ferreira. O autarca disse que a situação é de tal forma grave que a câmara já está a preparar, um dossiê para pedir, ainda hoje, ao Governo a declaração de situação de calamidade pública.
Noutro cenário, os bombeiros sapadores do Porto e de Vila Nova de Gaia registavam hoje, entre as 08:00 e as 16:00, perto de 40 ocorrências, tendo um carro sido destruído por uma árvore de grande porte. Segundo os Sapadores Bombeiros do Porto, desde as 08:00 verificaram-se 19 saídas, duas mais do que no período entre as 20:00 de sexta-feira e a manhã de hoje, quando, pouco depois das 07:00, uma árvore, no Largo da Lapa, destruiu um carro que se encontrava estacionado, sem pessoas no interior.
Também na Serra da Estrela, os seus principais acessos foram encerrados hoje de manhã devido a queda de neve na região, disse à agência Lusa uma fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Castelo Branco. A partir das 07:30, foi suspenso o trânsito nos troços 11, 12 e 13 da estrada nacional 338, entre o cruzamento da Torre e Piornos, da Torre ao cruzamento da Torre e entre a Lagoa Comprida e o cruzamento para a Torre. Também na estrada nacional 339 foi tomada a mesma medida, às 08:30, adiantou a fonte do CDOS de Castelo Branco. A circulação foi cortada nos troços 1 (Loriga - Lagoa Comprida), 2 (Lagoa Comprida - Sabugueiro) e 9 (Piornos - Manteigas).
O mau tempo provocou hoje ainda hoje três pequenas inundações e a queda de cinco árvores no distrito de Beja, em vários concelhos, sem causar danos materiais, nem vítimas, revelaram os bombeiros. O Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Beja explicou à agência Lusa que estas ocorrências, assim como dois acidentes rodoviários, com um total de três feridos ligeiros, aconteceram entre as 11:00 e as 15:00. As quedas de árvores verificaram-se nos concelhos de Vidigueira (duas), Ourique, Beja e Mértola (uma em cada), sem provocarem, contudo, “quaisquer danos”, disse fonte do CDOS. Quanto às três “pequenas inundações”, igualmente sem prejuízos, acrescentou a mesma fonte, registaram-se nos concelhos de Moura (duas) e Barrancos (uma). Já no que respeita aos acidentes rodoviários, um verificou-se em Beja e o outro em Ourique, no Itinerário Complementar 1 (IC1).
A chuva e o vento forte, durante a manhã, já tinham causado inundações e quedas de árvores e de estruturas na região do Alentejo, nos distritos de Évora e de Portalegre. Na região de Évora, até às 16:00, segundo o CDOS, caíram 12 árvores e três estruturas (um placard publicitário, um poste de comunicações e placas de metal que delimitavam uma obra), acontecendo também 11 pequenas inundações. Em relação à zona de Portalegre, entre as 09:00 e as 10:00, o mau tempo fez cair 11 árvores, causou uma pequena inundação numa via e esteve na origem do deslizamento de um muro, sem danos, disse à Lusa o CDOS daquele distrito.
Em Lisboa, a faixa esquerda nos dois sentidos da Ponte 25 de Abril, em Lisboa, foi cortada ao trânsito devido ao mau tempo e "vento muito forte", mas foram reabertas às 12h00.
Em Ferreira do Zêzere, o temporal provocou danos em 25 habitações e dois desalojados. Vinte e cinco casas no concelho de Ferreira do Zêzere foram danificadas pelo temporal que se fez sentir hoje, tendo uma delas, no lugar de Calçadas, ficado praticamente destruída, disse à agência Lusa o presidente do município.
Jacinto Lopes disse à Lusa que o vendaval que varreu o concelho logo pela manhã teve um fenómeno localizado semelhante a um "minitornado" em Calçadas, na freguesia de Areias, que provocou danos em oito habitações, tendo os dois habitantes de uma delas sido levados por familiares dado o grau de destruição da casa, que ficou destelhada e com muitos bens no seu interior partidos. O temporal deixou ainda centenas de árvores caídas e partidas em vários pontos do concelho e danificou postos de eletricidade e de telefones, tendo a energia sido resposta ao longo do dia, faltando apenas resolver situações pontuais da linha telefónica, disse à Lusa o presidente da Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere. Os fortes ventos que se fizeram sentir cerca das 08:00 destelharam ainda vários anexos, não havendo vítimas. Jacinto Lopes salientou a solidariedade dos ferreirenses para com as famílias atingidas, o que permitiu que, ao longo do dia, fossem remediadas as várias situações, sobretudo de casas destelhadas, para que as pessoas pudessem permanecer nas suas habitações.
“É muito gratificante ver que, mais uma vez, as pessoas se mobilizaram e se solidarizaram”, afirmou, adiantando que os danos terão que ser reparados pelos proprietários com recurso aos seguros. Jaime Lopes recordou que nenhum dos particulares afetados pelo tornado que em 07 de dezembro de 2010 atingiu os concelhos de Ferreira do Zêzere, Sertã e Tomar (com mais de 800 casas danificadas) foi ressarcido, tendo apenas sido pagas as verbas ao abrigo do Fundo de Emergência Municipal que permitiram a recuperação das estruturas municipais que então sofreram danos.
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Fonte: Jornal i