terça-feira, 11 de março de 2014

4702. PORTUGAL CONTINENTAL: 2014 teve o Fevereiro mais chuvoso dos últimos 35 anos

Nos últimos 35 anos, nunca tinha chovido tanto num mês de Fevereiro. O último mês registou o valor mais elevado de precipitação dos últimos 35 anos para Fevereiro, segundo o boletim climatológico do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O boletim climatológico mensal (PDF) refere que o mês de Fevereiro caracterizou-se "por valores de temperatura média próximos do valor normal e de precipitação muito superior ao normal". De acordo com o IPMA, o valor médio da quantidade de precipitação em Fevereiro, 210 milímetros, foi duas vezes superior ao valor normal, registando-se valores superiores aos verificados no último mês apenas em cerca de 15% dos anos.
O boletim adianta que o mês passado foi o Fevereiro mais chuvoso dos últimos 35 anos, sendo classificado de "chuvoso" ou "muito chuvoso" em quase todo o território, excepto na região sudeste onde foi normal a seco.
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Fonte: Renascença

segunda-feira, 10 de março de 2014

4701. Neve caiu pela segunda vez este inverno nas serras da Madeira

A neve caiu na noite de domingo para esta Segunda-feira pela segunda vez este Inverno nas regiões montanhosas da Madeira, embora em «pequena quantidade», disse à Lusa o director do Observatório Meteorológico do Funchal. Segundo Vitor Prior, «registou-se queda de neve entre as 21:00 horas de Domingo e as 09:00 de hoje, mas em pequena quantidade».
«O nosso equipamento junto ao radar do Pico do Areeiro registou uma temperatura de 2,1 graus negativos, acima dos 1.800 metros, e de 0,4 graus nos 1.500 metros», adiantou o responsável. O director do Observatório Meteorológico referiu que «nas últimas 24 horas a precipitação nas regiões montanhosas da Madeira foi de 15 milímetros por metro quadrado».
«A partir do início da tarde haverá uma melhoria das condições meteorológicas e a temperatura vai subir», apontou. De acordo com as informações no site do Serviço Regional de Proteção Civil, as estradas de acesso ao Pico do Areeiro e Poiso não estão encerradas ao trânsito.
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Fonte: TVI

4700. ARQUIPÉLAGO DA MADEIRA: Tempo muito frio

Um núcleo de ar muito frio em altitude, centrado a oeste do Arquipélago da Madeira, poderá proporcionar a ocorrência de precipitação, sob a forma de neve ou granizo, nas áreas mais elevadas da Ilha da Madeira, durante as próximas horas desta madrugada.

domingo, 9 de março de 2014

4699. NAUFRÁGIO: Barco português aparece numa praia da Galiza

O mau tempo que afectou a costa da Galiza nos últimos dias desvendou um antigo barco a vapor português que se afundou em 1927, numa praia em Finisterra, noticia a agência espanhola Efe. Os destroços do barco, baptizado «Silva Gouveia», estavam visíveis hoje no areal da praia O Rostro, mais de oitenta anos depois de a embarcação se ter afundado, transportando açúcar.
A localização do barco estava referenciada há já algum tempo pela autarquia de Finisterra, mas só agora é que surge mais visível por causa do mau tempo e das condições adversas no mar, que levaram muita areia da praia. «É possível que tudo volte à normalidade, a areia irá cobrir tudo novamente», afirmou o autarca José Manuel Traba, citado pela Efe, referindo que as autoridades locais irão decidir o que fazer com a embarcação.
Segundo a agência noticiosa, o barco a vapor português, com mais de 60 metros, foi construído no Reino Unido, em 1906, e pertenceu à empresa Sociedade Geral de Comércio, Indústria e Transportes, de Alfredo da Silva, do antigo grupo CUF, conta a Lusa.
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Fonte: TVI

terça-feira, 4 de março de 2014

4697. Os 45 Anos do Sismo de 28/Fev/1969

Assinalam-se os 45 anos do sismo de 28 de Fevereiro de 1969. Este sismo ocorreu às 02h40m (TU), com uma magnitude de 8.0 (MW) e epicentro localizado a SW do Cabo de São Vicente, cerca de 230km a SW de Lisboa, podendo ser considerado como o último grande sismo a ocorrer em Portugal Continental, tendo em atenção a conjugação entre a magnitude e os efeitos macrossismicos. Atingiu principalmente a região Sul do país, tendo-lhe sido atribuída uma intensidade máxima VIII (Escala de Mercalli Modificada, 1956) no Algarve e VI-VII na região de Lisboa e noutras localidades do país.
Esta ocorrência provocou alarme e pânico entre a população, cortes nas telecomunicações e no fornecimento de energia eléctrica. Registaram-se 13 vítimas mortais em Portugal Continental, 2 como consequência directa do sismo, e 11 indirectas. Em Marrocos estão igualmente reportadas algumas vítimas. Foi sentido até 1,300 km do epicentro, particularmente em Bordéus, e nas Canárias.
O sismo teve várias réplicas, tendo a estação WWSSN da Serra do Pilar, Vila Nova de Gaia, registado 47 réplicas entre 28 de Fevereiro e 24 de Março.
O evento foi também sentido em vários navios, principalmente nos que navegavam próximo da zona epicentral, tendo um deles sofrido danos estruturais significativos. Foi ainda gerado um pequeno tsunami que foi observado em diversos marégrafos situados ao longo das costas portuguesas, espanholas e marroquinas, tendo sido registadas amplitudes máximas de 40 cm em Lagos e 45 cm em Cascais.
A rede sísmica nacional que operava na altura tinha uma dimensão bastante reduzida (apenas 3 estações sísmicas e uma estação acelerométrica), tendo este sismo funcionado como factor motivador para um processo de desenvolvimento da mesma, o qual foi feito em diversas etapas até à actualidade.
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Fonte (imagem e texto): IPMA

domingo, 2 de março de 2014

4696. PORTUGAL CONTINENTAL: Agitação marítima forte

Por causa da agitação marítima, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera colocou sete distritos sob aviso vermelho. Esperam-se ondas entre os sete e os nove metros. Porto, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga vão estar em aviso vermelho. Há ainda um aviso laranja para Faro, Beja e Setúbal também por causa da forte ondulação do mar. Pelo menos ate Terça-feira. A Câmara do Porto vai, mais uma vez interditar o trânsito na marginal e vedar o acesso aos molhes, bares e restaurantes de praia.
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sábado, 1 de março de 2014

4695. PORTUGAL CONTINENTAL: Previsão do estado do tempo no Carnaval

Previsão do estado do tempo para
Portugal Continental
(entre Sábado e Terça-feira)
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Previsão para Sábado, dia 1 de Março de 2014 – Céu muito nublado. Períodos de chuva, por vezes moderada a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela. Queda de neve acima dos 1200 metros de altitude até ao início da manhã.
Vento fraco a moderado do quadrante oeste, soprando moderado a forte no litoral oeste, com rajadas da ordem de 80 km/h a sul do Cabo Carvoeiro a partir da tarde, e forte com rajadas da ordem de 90 km/h nas terras altas.
Estado do Mar:
-Costa Ocidental: Ondas de noroeste com 4 a 5 metros, sendo ondas com 3 a 4 metros a sul do Cabo Raso até meio da tarde.
-Costa Sul: Ondas de sudoeste com 1 a 2 metros.
Previsão para Domingo, dia 2 de Março de 2014 – Céu geralmente muito nublado. Períodos de chuva, em especial nas regiões Norte e Centro, passando a aguaceiros a partir do fim da tarde, que serão de neve acima de 1000 metros de altitude.
Vento fraco a moderado do quadrante oeste, soprando moderado a forte no litoral oeste e sendo forte nas terras altas com rajadas da ordem dos 90 km/h até ao início da manhã. Pequena subida da temperatura mínima.
Estado do Mar:
-Costa Ocidental: Ondas de noroeste com 4 a 5 metros, diminuindo para 3 a 4 metros.
-Costa Sul: Ondas de sudoeste com 1 a 2 metros.
Previsão para Segunda-feira, dia 3 de Março de 2014 – Céu geralmente muito nublado, apresentando períodos de menor nebulosidade na região Sul a partir da manhã. Aguaceiros nas regiões a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela, que serão de neve acima de 1000/1200 metros de altitude, e períodos de chuva fraca nas regiões a sul do referido sistema até ao início da manhã.
Vento fraco a moderado de noroeste, soprando moderado a forte no litoral oeste e forte nas terras altas. Pequena descida de temperatura, em especial da mínima.
Previsão para Terça-feira, dia 4 de Março de 2014 – Céu com períodos de muita nebulosidade, apresentando-se geralmente muito nublado nas regiões Norte e Centro. Aguaceiros fracos no Minho e Douro Litoral, passando a períodos de chuva fraca a partir do meio da tarde nas restantes regiões do Norte Centro, e que serão de neve nos pontos mais altos da Serra da Estrela.
Vento fraco a moderado do quadrante oeste. Pequena descida da temperatura mínima.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

4693. Vila Praia de Âncora vai lutar nos próximos dias para colocar o rio no troço original

A intervenção para reconduzir o rio Âncora, em Vila Praia de Âncora, no concelho minhoto de Caminha, ao seu curso original, alterado pela forte agitação marítima das últimas semanas, deverá avançar nos próximos dias. A intervenção, a cargo da sociedade Polis do Litoral Norte arrancará assim que as condições climatéricas e do mar o permitam. Já a reconstituição da duna dos Caldeirões, com cerca de sete metros de altura e quase 100 metros de comprimento, engolida pelo mar, implicará uma intervenção mais “musculada”, ainda sem data prevista.  A reconstituição da duna desaparecida  exigirá mais investigação e trabalho de campo orientado por dois especialistas em erosão costeira. O objectivo é, entre os vários cenários possíveis, escolher o que oferece mais garantias de resistir a novas investidas das águas do mar.
Estas foram as soluções apontadas, esta segunda-feira, pelo director da Administração da Região Hidrográfica do Norte (ARHN), organismo integrado na Agência Portuguesa do Ambiente (APA), no final de uma reunião na Câmara de Caminha. Antes, Pimenta Machado, acompanhado de dois peritos em erosão costeira, visitou o local para avaliar a destruição da duna e, por consequência, a mudança de rumo do rio. Nos últimos quinze dias o Âncora encontrou uma nova foz, centenas de metros mais a sul, devido às marés vivas.
“A primeira fase é melhorar as condições na foz do rio, natural, do troço que tem, e das margens, que estão muito erodidas. Isso será feito quando o tempo e as condições do rio o permitirem, dentro de dias”, garantiu. A consolidação das margens, onde a escassos metros se encontra o campo de futebol da freguesia e nas proximidades das quais estão localizadas várias habitações, é também para fazer no imediato.
Já a reconstituição da duna está dependente da melhor solução: “Vamos trabalhar numa solução definitiva, mais robusta, entre as várias alternativas, através de uma reflexão, o mais rapidamente possível, com os nossos peritos”, afirmou. Questionado sobre os custos das intervenções escusou-se a avançar valores. Admitiu tratar-se de um investimento significativo mas explicou que será financiado através de uma candidatura "a lançar em breve” a fundos comunitários, pelo Programa Operacional Temático da Valorização do Território (POVT). O director da ARHNl também não se quis comprometer com prazos: “Espero que haja condições para uma boa época balnear e boas condições para os veraneantes de Vila Praia de Âncora. Estamos a trabalhar para isso”.
Ainda em Caminha adiantou que a reconstituição do cordão dunar na praia de Moledo, definida como urgente desde 2011 quando o mar ameaçou várias habitações, deverá estar concluída antes da próxima época balnear. A obra deverá avançar “nos próximos dias”, acrescentou, implicando um investimento de 384 mil euros.
As intervenções apontadas para o rio Âncora agradaram ao presidente da câmara. O socialista Miguel Alves admitiu tratar-se de “uma boa resposta”, mas sublinhou que é necessário intervir “rapidamente” para repor a duna dos Caldeirões. “Temos que saber qual a técnica a aplicar naquele local para que a duna possa resistir a outros invernos e a outras marés. Vamos ter essa avaliação já” garantiu. Nesse trabalho o autarca quer envolver as associações locais, de ambientalistas e pescadores, para definir esta intervenção. Além das habitações e do campo de futebol ameaçados, a destruição da duna poderá, segundo o autarca, representar um “atentado ambiental” devido à salinização do sapal, área protegida do estuário do rio, bem como colocar em causa a próxima época balnear na principal praia da freguesia, muito frequentada no Verão.
“Se as coisas correrem como aqui foram combinadas a verdade é que vamos ter uma solução que impede que as casas em Vila Praia de Âncora sejam atingidas, que o sapal seja prejudicado e que a época balnear na vila seja atingida”, sustentou. “O desassoreamento do estuário e o reforço das margens vai ser já. A solução de consolidação da duna vai ser estudada já. Fico satisfeito, mas só estarei totalmente satisfeito quando a situação estiver resolvida”, frisou.
Além de Caminha em todo o Alto Minho o mau tempo já provocou prejuízos estimados pelos municípios em 1,5 milhões de euros.
Andrea Cruz
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Fonte: PÚBLICO

sábado, 15 de fevereiro de 2014

4692. Mau tempo: Governo disponibiliza meios para travar inundações em Alcobaça

O secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Francisco Gomes da Silva, assegurou hoje aos agricultores afectados pelas cheias de Alcobaça que o dique do rio Alcobaça começará a ser reparado no sábado de manhã. “Comprometi-me a mobilizar amanhã [sábado] os meios necessários para colocar um conjunto de sacos com brita de modo a interromper o rombo provocado no dique, para posteriormente proceder à reparação", disse à Lusa Francisco Gomes da Silva.
O secretário de Estado falava no final de uma visita à localidade de Cela, no concelho de Alcobaça, para avaliar os estragos causados pelas inundações dos últimos dias num projecto de regadio que ocupa cerca de 450 hectares de terrenos agrícolas. De acordo com o governante, não estão ainda quantificados os prejuízos, mas, dado os terrenos inundados serem maioritariamente pomares de pêra e maçã, o responsável acredita que "poderão não haver grandes perdas de produção". Ainda assim, acrescentou, "a situação só não é pior porque os agricultores fizeram um extraordinário trabalho de enchimento de sacos com brita para tapar o rombo no dique", que levou a que as águas do rio Alcobaça extravasassem.
Para complementar a iniciativa dos agricultores, o governante está a "mobilizar meios", através da Direcção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural, para às 10:00 de sábado estejam ali "técnicos e um empreiteiro para determinar qual é o procedimento a adoptar para a colocação dos obstáculos para vedar o rombo que ocorreu no dique de protecção".
A área inundada pertence à Associação de Beneficiários da Cela, uma estrutura de regadio com 450 hectares, dos quais 250 estão submersos, afectando cerca de 100 agricultores. A visita do secretário de Estado foi antecedida de outra às margens do rio Lis, onde o mau tempo provocou três rombos no dique.
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Fonte: dnoticias.pt

4691. Neve pintou de branco as terras altas da Madeira

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4690. MADEIRA: Aguaceiros de neve/granizo nas terras altas

Fonte: IPMA

4689. Picos da Madeira amanheceram cobertos de neve

Os picos altos da ilha da Madeira amanheceram hoje cobertos de neve, "uma situação que não acontecia desde março de 2011", disse à agência Lusa o diretor do Observatório Meteorológico do Funchal. "Os nossos equipamentos no Pico do Areeiro, situados nos 1.800 e 1.500 metros registaram queda de neve durante a noite", afirmou Vitor Prior. Segundo o responsável do Observatório Meteorológico, "o que caiu é neve e a última vez que houve uma queda significativa na Madeira foi em março de 2011, a partir dos 700-800 metros de altitude".

A mesma fonte acrescentou que a temperatura mínima registada foi de três graus negativos no Pico do Areeiro e de menos um na Bica da Cana, tendo os aparelhos registado um valor "significativo de queda de água líquida, na ordem dos 20 mililitros por metro quadrado". Vitor Prior salientou que esta "é uma situação normal para esta época do ano", referindo que deverão ocorrer "aguaceiros durante o dia de hoje e domingo". O responsável do Observatório adiantou que se "mantêm as previsões meteorológicas para hoje e domingo, com as temperaturas mínima e máxima a variar no Funchal entre os 10 e os 14 graus no Funchal".

A queda de neve é uma situação rara na Madeira, pelo que, como aconteceu em ocasiões anteriores, muitas pessoas deverão deslocar-se este fim de semana aos pontos altos da ilha, tendo o Serviço Regional de Proteção Civil emitido uma lista de recomendações para colmatar o previsto congestionamento de trânsito.

Apesar da forte agitação marítima que levou a Porto Santo Line a cancelar a viagem marítima de sexta-feira entre a Madeira e o Porto Santo, depois de feita uma reavaliação das condições climatéricas, os responsáveis concluíram estar reunidas as condições de segurança para efetuar hoje a ligação. "Falamos com o Porto Santo e as condições melhoraram, pelo saímos como previsto, às 08:00, e estamos a realizar a viagem", disse à Lusa o comandante do navio, João Bela, perspetivando que será um percurso entre as duas ilhas "com algum balanço" para os cerca de 260 passageiros que partiram do Funchal para o Porto Santo. No aeroporto da Madeira, o movimento está a decorrer com normalidade.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou a Madeira sob aviso laranja devido à agitação marítima na costa e sob aviso amarelo por causa da previsão de vento forte e precipitação.

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Fonte: RTP Notícias