domingo, 22 de março de 2015

5174. Futuro do único radar meteorológico nos Açores preocupa IPMA

O delegado nos Açores do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) manifestou hoje preocupação quanto ao futuro do único radar meteorológico existente no arquipélago, dado ser propriedade norte-americana e estar instalado na base das Lajes. “Desconheço, actualmente, qual é a situação/futuro do radar. Inicialmente, falou-se que seria desmontado e levado para a América em consequência da redução do contingente americano na base das Lajes”, afirmou Diamantino Henriques, em declarações à agência Lusa, recordando que a instalação de radares na região é “uma velha ambição”.
O responsável pelo IPMA nos Açores referiu que caso fosse desmontado o único radar meteorológico existente no arquipélago, “a capacidade de reacção na região seria muito menor”, da que existe actualmente. “[O radar meteorológico) é o principal meio de previsão a curto prazo para previsões de situações extremas. Não é um brinquedo. O radar meteorológico é uma ferramenta (…), com a particularidade de ser muito útil em situações de aproximação de tempo severo e estimativa de precipitação e vento”, referiu Diamantino Henriques.
O delegado regional do IPMA assegurou que a situação do radar norte-americano “é do conhecimento da direcção do IPMA desde o início”. “Penso que eles devem ter feito ou fizeram o que podiam fazer na altura para convencer quem de direito que era um equipamento necessário e de interesse para os nossos serviços aqui”, referiu.
Há vários anos também que o CDS/PP Açores insiste na necessidade de se instalarem no arquipélago radares meteorológicos, alegando que “neste momento as ilhas são a única região do país onde ainda não foram colocados estes equipamentos”, que permitem o lançamento de avisos meteorológicos com antecedência de 15 ou 30 minutos. “No caso da Madeira, houve um entendimento entre o instituto e o Governo Regional da Madeira para co-financiar a construção do radar. Aqui nos Açores, o Governo Regional entendeu que a aquisição e instalação do radar é obrigação da administração central e não deve contribuir financeiramente para o projecto”, recordou Diamantino Henriques.
Segundo disse o delegado regional do IPMA, a instalação de radares nos Açores é “uma velha ambição”, mas “por falta de oportunidade do ponto de vista financeiro”, ainda não foi concretizada.
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5173. LAGOS/PORTIMÃO: Provável instabilidade

Imagem de Satélite às 18h00
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Máximos de reflectividade às 18h10
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Fonte: IPMA

5172. Domingo instável: Setúbal/Beja/Faro




Tarde bastante instável, com aguaceiros e trovoadas frequentes e concentradas nos distritos de Setúbal, Beja e Faro (litoral sudoeste).

sábado, 21 de março de 2015

5171. ARQUIPÉLAGO DA MADEIRA: Aviso de mau tempo para amanhã

Previsão do IPMA para o Arquipélago da Madeira (Domingo, 22 de Março de 2015):Céu geralmente muito nublado. Aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoada, em especial até ao final da tarde, e que poderão ser de neve nos pontos mais altos da ilha da Madeira. Vento moderado a forte predominando de norte, com rajadas da ordem de 65 km/h, soprando forte com rajadas da ordem de 85 km/h nas zonas montanhosas.

Estado do Mar:

Costa Norte – Ondas de noroeste com 3,5 a 4,5 metros, diminuindo para 3 a 3,5 metros.

Costa Sul: Ondas de sudoeste com 1,5 a 2 metros.

quinta-feira, 19 de março de 2015

5170. Amanhã há eclipse do Sol

Períodos de céu muito nublado e aguaceiros, que poderão ser de neve nos pontos mais altos da serra da Estrela. As previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera para amanhã, dia em que ocorre um eclipse solar, não são as mais animadoras. Na verdade, o fenómeno natural que tanta expectativa tem gerado pode mesmo ser eclipsado pelas nuvens que deverão preencher o céu. O próximo só será visível em 2026. "Os eclipses do sol cobrem uma faixa do planeta muito pequena e vão alternando várias zonas da Terra. Mesmo que voltássemos a ter um eclipse do sol, poderíamos não estar na latitude certa. Embora volte a ocorrer um eclipse solar no dia 13 de Setembro, o facto é que não será possível vê-lo no nosso território. Só voltamos a ter um eclipse parcial em Portugal daqui a 11 anos", garantiu Rui Agostinho, director do Observatório Astronómico de Lisboa.
Caso São Pedro mude de ideias, vale a pena testemunhar o fenómeno a partir da região norte do País ou do arquipélago dos Açores. "Como o eclipse está a acontecer do hemisfério norte, quem estiver mais a norte do País na realidade consegue ver uma quantidade maior de sol a ser tapado. De facto, os habitantes das ilhas dos Açores conseguem ter a maior percentagem de sol tapado. Porém, atendendo às horas em que o eclipse ocorre, que é mesmo ao nascer do sol, a sua percepção pode não ser muito significativa", acrescentou o professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, durante uma aula sobre o eclipse na Escola Secundária Eça de Queirós, em Lisboa.
A exposição à luz solar directa não provoca dor, razão pela qual a queimadura pode não ser imediatamente perceptível. Visão enevoada, diminuição de acuidade visual e cegueira parcial são algumas das consequências de uma conduta negligente. "A retina humana não sente dor e há um problema gravíssimo: a pessoa consegue olhar para o Sol e não sente nada a acontecer, mas a radiação, e em particular a infravermelha, que não é bloqueada pela atmosfera, queima a retina, ou melhor, coze a retina", alertou Rui Agostinho, director do Observatório Astronómico de Lisboa. "Quem não tem protecção, é melhor esperar 11 anos", aconselhou Graça Freitas, subdirectora-geral da Saúde.
Joana Nogueira
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terça-feira, 17 de março de 2015

5169. Terça-feira, 17 de Março (17h00)

CopyRight Eumetsat 2015
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O estado do tempo em Portugal Continental tem estado condicionado no dia de hoje pela presença de dois núcleos depressionários que deram origem a tempo instável, com ocorrência de períodos de chuva e/ou aguaceiros, especialmente nas regiões do centro e sul, onde se registou uma acentuada descida da temperatura máxima, na ordem dos 8 / 10 ºC.
Nas próximas horas poderão surgir condições para a ocorrência de precipitação forte nas regiões do sul, particularmente para o Algarve; a instabilidade permanecerá ao longo dos próximos dias.

segunda-feira, 16 de março de 2015

5168. PORTUGAL CONTINENTAL: Moderada instabilidade para amanhã

Fonte: MeteoPT
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Carta Sinóptica de Superfície prevista para
Terça-feira, 17 de Março de 2015_12h00UTC
Fonte: MetOffice
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Um vale bastante cavado em altitude, a oeste da Península Ibérica, levará à formação, nas próximas horas, de um centro depressionário (baixas pressões) junto à costa ocidental do território de Portugal Continental.
Esta depressão estará centrada, amanhã às 12h00, aproximadamente a oeste de Lisboa; em altitude estará caracterizada pela presença de um núcleo muito frio (entre os 25 e os 30 graus negativos aos 500 hPa, mais ou menos a 5500 metros de altitude); o raio da acção da depressão afectará todo o território de Portugal Continental, sobretudo as regiões do sul e centro. Assim, tendo em conta que o ar circula nas baixas pressões no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio, ocorrerá vento moderado a forte do quadrante sul, transportando uma massa de ar relativamente húmida que, conjugado com o aquecimento diurno da camada inferior da troposfera, proporcionará uma acentuada instabilidade vertical da atmosfera, aliada ao ar bastante frio em altitude.
Esta situação será bastante favorável à formação de nebulosidade do tipo vertical e de precipitação, associada à ocorrência de aguaceiros que serão pontualmente fortes e acompanhados de trovoadas dispersas, não se descartando a queda de granizo e a ocorrência de neve nas terras altas. O vento poderá tornar-se forte, com rajadas muito fortes durante os períodos de maior instabilidade atmosférica.
A temperatura do ar tenderá a descer, sendo bastante acentuada a descida da temperatura máxima.

sexta-feira, 13 de março de 2015

5167. Corrente de jacto incomum

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Corrente de jacto de leste, pouco comum para as latitudes da Europa, e que prevaleceu sobre todo o continente no início de Fevereiro.

terça-feira, 10 de março de 2015

5164. Terça-feira, 10 de Março (15h00)

Imagem de satélite às 14h22
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Algumas temperaturas às 15h00
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Elvas – 26,3 ºC
Reguengos (São Pedro do Corval) – 25,1 ºC
Aldeia do Souto (Quinta Lageosa) – 24,5 ºC
Viana do Alentejo – 24,5 ºC
Beja – 24,4 ºC
Pinhão (Santa Bárbara) – 24,3 ºC
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Porto (S. Gens) – 13,9 ºC
Aveiro (Universidade) – 13,9 ºC
Viana do Castelo (Cidade) – 13,6 ºC
Cabo Carvoeiro – 12,4 ºC
Viana do Castelo (Chafé) – 12,2 ºC
Porto (Aeroporto) – 12,2 ºC
São Pedro de Moel – 11,7 ºC
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Fonte: IPMA

domingo, 8 de março de 2015

5162. Domingo, 8 de Março (15h00)

Algumas temperaturas às 15h00
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Alvega – 27,5 ºC
Alcácer do Sal (Barrosinha) – 27,3 ºC
Lisboa (Estefânia) – 26,8 ºC
Portimão (Aeródromo) – 26,8 ºC
Pegões – 26,4 ºC
Santarém (Cidade) – 26,2 ºC
Quinta Grande (Madeira) – 26,2 ºC
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Guarda – 16,9 ºC
Viana do Castelo (Chafé) – 16,9 ºC
Porto (Aeroporto) – 16,7 ºC
Aveiro (Universidade) – 16,7 ºC
Cabo Raso – 15,1 ºC
Cabo Carvoeiro – 14,8 ºC
Areeiro (Madeira) – 13,3 ºC
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Fonte: IPMA

segunda-feira, 2 de março de 2015

5159. Eclipse do Sol despede-se do inverno e dá as boas vindas à primavera

O eclipse do Sol, a 20 de Março, será visível na Europa, Ásia e África. Em Portugal, quase 70% do Sol ficará coberto pela Lua Nova, mas nas Ilhas Faroe é possível ver um eclipse total.
No dia 20 de Março reúnem-se as condições ideais para ver um belo eclipse solar. A Lua estará na fase de Lua Nova (requisito essencial) e só terá passado um dia desde o perigeu – o dia em que a Lua está mais perto da Terra durante o movimento de translação. O Sol e a Lua despedem-se assim do inverno e dão as boas vindas à primavera, que começa oficialmente às 22h45.
O Sol é 400 vezes maior que a Lua, mas como está a uma distância 400 vezes maior da Terra, os dois astros acabam por parecer do mesmo tamanho. Graças à proximidade da Lua no perigeu, vai ser possível ver um eclipse total do Sol nas Ilhas Faroe. Mas mesmo no Reino Unido o eclipse será superior a 80%. Em Portugal, mais precisamente em Braga, pode chegar aos 72,46%, refere João Vieira, director do Observatório Astronómico de Braga. Mas em Faro não ultrapassa os 62,32% de obscurecimento.
Ainda assim tente fazer uma pausa nas suas actividades diárias para assistir ao fenómeno, porque só em 2026 voltará a acontecer um eclipse solar total na Europa.  Em Lisboa começa às 07h59 e termina às 10h08, e atingirá o máximo às 9h01, conforme informou o Observatório Astronómico de Lisboa, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Além da Europa, o eclipse também é parcialmente visível no norte de África e da Ásia. Embora sejam pouco mais de duas horas de luminosidade reduzida o eclipse tem dado que falar. Há quem esteja preocupado com a produção de energia solar, mas também há quem considere que, em termos energéticos, um eclipse não é mais do que um dia de nevoeiro.
Mas porque é que nem todos os locais vêm um eclipse total? A Lua, mais pequena do que o Sol forma duas sombras sobre a Terra. A umbra, completamente escura, vai diminuindo de tamanho à medida que se aproxima da Terra, enquanto a penumbra vai aumentando à medida que se aproxima do planeta. Os países que ficam na área da penumbra só vêm um eclipse parcial.
Aproveite bem o eclipse de dia 20 ou a Lua Cheia de dia 5, mas não perca os planetas que continuam bem visíveis no céu nocturno durante o mês de Março. Se é mais matutino pode ver Mercúrio a sudoeste até dia 23 de Março, mas os outros quatro planetas visíveis a olho nu só aparecem a partir do fim da tarde. Vénus continua como estrela da tarde, facilmente identificável por ser tão brilhante, mas este mês o astro mais brilhante do céu nocturno será Júpiter.
Algumas dicas para encontrar os planetas do sistema solar no céu nocturno de Março:
-Vénus e Marte aparecem ao crepúsculo a sudoeste;
-Júpiter vai mostrar o tom amarelado durante toda a noite;
-Saturno nasce por volta da meia-noite e pode ser visto a sudeste;
-Entre os planetas que só podem ser visto ao telescópio, Neptuno aparece pela manhã na constelação Aquário e Úrano ao anoitecer na constelação Peixes
Vera Novais
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Fonte: OBSERVADOR

5158. Dezenas de crateras na Sibéria podem ser consequência do aumento da temperatura

À medida que se vão encontrando mais crateras na Sibéria, torna-se urgente dar uma explicação ao fenómeno que pode ser uma combinação de derretimento de gelo com explosão de gás.
Ainda se lembra da cratera de 80 metros de diâmetro descoberta em Julho na Sibéria? Pouco tempo depois encontraram-se mais duas, mas afinal são dezenas delas. Entre as várias teorias possíveis, como a queda de um meteorito ou uma explosão de gás subterrâneo, a mais plausível parece ser o rápido derretimento do gelo causado pelo aumento global da temperatura, segundo a National Geographic.
A hipótese do meteorito foi rapidamente descartada, mas a hipótese de uma explosão de gás parecia viável. Por um lado, porque a região da península de Iamal, onde foram as duas primeiras crateras, está localizada sobre a importante zona de produção de gás da Rússia. Por outro, porque o perímetro das crateras parecia ter terra como se resultasse de uma explosão. Outra hipótese, também avançada em Agosto de 2014 propunha que o gelo tivesse derretido, mais propriamente o colapso de um monte de terra coberto de gelo (pingo).
Agora, mas ainda sem certezas absolutas, os investigadores avançam uma possível combinação das duas hipóteses. As temperaturas anormalmente altas na Sibéria em alguns momentos durante o último ano podem ter feito com que o gelo derretesse, mas só por si não parecia explicar as crateras, refere a National Geographic. Mas aumento da temperatura do permafrost – uma camada de solo que se mantém por mais de dois anos abaixo de zero graus Célsius – pode justificar a libertação brusca de gás, explica Carolyn Ruppel, líder do projecto norte-americano para a Pesquisa Geológica de Hidratos de Gás, e o colapso dos pingos formando as crateras.
Embora ainda ninguém tenha sido ferido ou tão pouco assistido a uma das explosões, o tamanho das crateras deixa antever que poderão ser grandes explosões. A falta de conhecimento sobre o fenómeno deixa os investigadores receosos até de explorar as crateras, refere o Washington Post. Ninguém sabe quando uma nova explosão pode acontecer. Além disso, o gás libertado (metano) é altamente inflamável.
Vera Novais
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Fonte: OBSERVADOR

domingo, 1 de março de 2015

5157. PORTUGAL CONTINENTAL: Contrastes meteorológicos

Imagem de satélite às 15h00
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"CopyRight Eumetsat 2015"
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Contrastes meteorológicos entre o litoral oeste, com períodos de céu muito nublado e alguma precipitação fraca , e o interior centro e região sul com o predomínio do céu pouco nublado ou limpo.