sábado, 9 de abril de 2016

5714. PORTUGAL CONTINENTAL: Tempo frio e instável entre os dias 10 e 12

A partir de domingo, dia 10, o estado do tempo em Portugal continental irá ser condicionado por uma região depressionária situada a sudoeste das ilhas britânicas, à qual estarão associadas diversas linhas instabilidade que irão atravessar o continente até dia 12.
Assim, prevê-se a ocorrência de períodos de chuva ou aguaceiros, que poderão ser por vezes fortes, de granizo e acompanhados de trovoada, em especial nas regiões Norte e Centro. Prevê-se queda de neve acima de 800 a 1000 metros de altitude, em especial nas serras da Peneda-Gerês, Larouco, Alvão, Marão, Montezinho, Estrela e Montemuro, devendo, neste período, dar origem a maiores quantidades de neve acumulada no solo nos locais acima dos 1200 a 1400 metros. O vento irá soprar moderado a forte do quadrante sul, por vezes com rajadas até 90 km/h no litoral oeste, e forte a muito forte nas terras altas, por vezes com rajadas até 110 km/h. As temperaturas estarão abaixo da média para a época do ano, o que, associado à intensidade do vento prevista, aumentará o desconforto térmico.
A agitação marítima será forte entre a manhã do dia 10 e o final do dia 12 na costa ocidental, com ondas de noroeste com 4 a 5 metros, temporariamente com 5 a 6 metros.
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Fonte: IPMA

quinta-feira, 7 de abril de 2016

5713. Quinta-feira, 7 de Abril (16h00)

Imagem de satélite às 16h00
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Fonte: Sat24
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Algumas temperaturas às 16h00
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Alcácer do Sal (Barrosinha): 25,8 ºC
Alvega: 25,7 ºC
Alvalade: 25,2 ºC
Setúbal (Areias): 24,8 ºC
Elvas: 24,5 ºC
Mora: 24,1 ºC
Pegões: 24,1 ºC
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Aveiro (Universidade): 15,6 ºC
Guarda: 14,9 ºC
Cabo Raso: 14,2 ºC
Foía: 13,7 ºC
Penhas Douradas: 12,9 ºC
Montalegre: 11,2 ºC
Bico da Cana (Madeira): 6,0 ºC
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Fonte: IPMA

5712. Ranking Meteorológico Europeu (1º Trimestre de 2016)

Totais acumulados e percentagem de desvio em relação ao normal

TEMPERATURA MÁXIMA DIÁRIA

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TEMPERATURA MÍNIMA DIÁRIA

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PRECIPITAÇÃO MÁXIMA DIÁRIA

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Uma primeira análise sintética aos dados para as estações meteorológicas portuguesas permite concluir que, no registo da acumulação das temperaturas máximas absolutas observadas diariamente ao longo do trimestre, todas as estações de Portugal, representadas no portal WeatherOnline, apresentaram valores acumulados iguais ou inferiores à média esperada para o primeiro trimestre de 2016, traduzindo um trimestre mais fresco do que é normal.
No que se refere aos máximos diários de precipitação acumulados ao longo do primeiro trimestre de 2016, os valores da maior parte das estações portuguesas ficaram abaixo dos valores normais esperados para o conjunto dos três meses do trimestre; apenas as estações meteorológicas do Porto/Pedras Rubras, Viseu, Penhas Douradas e Coimbra tiveram um acumulado de máximos diários de precipitação acima do que é normal neste primeiro trimestre de 2016.
Especial destaque parta a estação meteorológica das Penhas Douradas por ter sido a estação da Europa que obteve o valor mais alto, relativamente aos máximos diários de precipitação acumulados ao longo do primeiro trimestre de 2016.
A sequência das colunas nos quadros é a seguinte: posição no ranking das estações europeias, nome da estação, pontos acumulados e variação percentual relativamente ao que é normal no mesmo período do ano.
Os presentes dados referem-se ao primeiro trimestre do ano de 2016. Os dados entre parênteses correspondem ao desvio em relação à média para o quarto trimestre do ano, calculado com base nos valores registados desde 2007 (acumulação de temperatura máxima diária e precipitação máxima diária) e 2010 (acumulação de temperatura mínima diária). A cor verde assinala que, no referido trimestre, a estação meteorológica registou valores superiores ao que é normal no trimestre, enquanto a cor vermelha significa que a estação meteorológica registou valores inferiores ao que é normal para o trimestre.
Os dados estatísticos assinalam uma pontuação elaborada a partir do WeatherOnline, atribuindo uma pontuação de 10 a 1 a cada estação meteorológica que se posicionou nos 1º a 10º lugar no ranking diário de temperaturas máximas e mínimas e de precipitação acumulada em 24 horas, no conjunto de todas as estações meteorológicas da Europa, consideradas no seu conjunto como padrão de comparação. Todos os dados vão sendo actualizados e disponíveis livremente em ficheiro Excel no Grupo Yahoo TEMPOGERO.

terça-feira, 5 de abril de 2016

5711. PORTUGAL: Tendência climática para o 2º trimestre de 2016

Tome nota: Esta é uma previsão sujeita a margem de erro; apenas e só deve ser vista como uma linha de tendência geral, tendo em conta o que tem sucedido nos últimos anos.
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2º TRIMESTRE DE 2016
Probabilidade em percentagem
(relativamente aos valores normais)
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segunda-feira, 4 de abril de 2016

5710. RANKING EUROPEU: Tendência climática para a Primavera de 2016

PRIMAVERA 2016
(Abril/Maio/Junho)
  Tendência climática para o segundo trimestre de 2016
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TEMPERATURAS MÁXIMAS DIÁRIAS
Regiões com maior probabilidade de virem a registar um maior número de dias com temperaturas máximas diárias superiores aos valores máximos normais deste trimestre.
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TEMPERATURAS MÍNIMAS DIÁRIAS
Regiões com maior probabilidade de virem a registar um maior número de dias com temperaturas mínimas diárias inferiores aos valores mínimos normais deste trimestre.
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PRECIPITAÇÃO MÁXIMA DIÁRIA
Regiões com maior probabilidade de virem a registar um maior número de dias com precipitações máximas diárias superiores aos valores máximos diários normais deste trimestre.
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 Prováveis regiões da Europa
com valores INFERIORES à média
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PRIMAVERA 2016
(Abril/Maio/Junho)
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TEMPERATURA MÁXIMA DIÁRIA
(Acumulada)
Tendência para menos calor
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TEMPERATURA MÍNIMA DIÁRIA
(Acumulada)
Tendência para menos frio 
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PRECIPITAÇÃO MÁXIMA DIÁRIA
(Acumulada)
Tendência para uma diminuição da precipitação
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quinta-feira, 31 de março de 2016

5709. Rajada de vento mais forte atingiu os 120 km/hora no Areeiro

A maior rajada de vento sentida nas últimas 24 horas na Madeira atingiu os 120 km/h e foi registada na estação do Pico do Areeiro, de acordo com o director do Observatório Meteorológico do Funchal, Victor Prior. No Aeroporto da Madeira o vento atingiu uma intensidade máxima de 102 km/h, sendo ainda de registar um valor surpreendente de 89 km/h numa rajada registada pelas 18 horas, no próprio Observatório Meteorológico do Funchal.
No global, adianta Victor Prior, os valores do vento situaram-se dentro do que estava previsto. Em termos de precipitação, o valor mais alto foi registado na Bica da Cana (170,1 ml), ao passo que no Areeiro, aos 1.500 metros, o valor máximo atingiu os 77,6 ml. No Funchal, a quantidade de precipitação foi baix0 (4.1 ml).
A temperatura mais baixa registado na Madeira foi de -2,2 graus no Pico do Areeiro, enquanto na Bica da Cana atingiu os 0,6 graus. Condições que levou à queda de neve, embora pouco significativa, acima dos 1.500 metros.
Relativamente às previsões para os próximos dias, Victor Prior adianta que "a intensidade do vento começa a diminuir significativamente a partir da tarde", prevendo-se "uma melhoria para os próximos dias". Em relação ao mar, até ao final do dia de hoje ainda poderão ser registadas ondas de três a quatro metros, mas com tendência a diminuir. Ainda segundo aquele responsável, a partir de sábado haverá uma subida da temperatura do ar, na ordem dos três graus, pelo que as temperaturas no Funchal deverão atingir os 20 graus.
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Fonte: dnoticias.pt

5708. Quinta-feira, 31 de Março

Montalegre
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Serra da Estrela
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Fonte: MeteoPT

terça-feira, 29 de março de 2016

5706. Análise sinóptica e tendência do estado do tempo para Portugal Continental

O estado do tempo em Portugal Continental estará condicionado, a partir do meio-dia de amanhã, pela aproximação e passagem de uma superfície frontal fria, em deslocamento para sueste.
Assim, a partir do final da manhã espera-se um aumento da nebulosidade e ocorrência de precipitação, inicialmente no litoral norte e estendendo-se progressivamente para o interior e para o sul do território de Portugal Continental. Após a passagem da superfície frontal, o vento rodará para noroeste ou norte, tornando-se moderado a forte, com rajadas muito fortes nas terras altas, passando o território do continente a ficar sob a acção de uma massa de ar fria pós-frontal (cavado muito prenunciado procedente de norte), de origem polar marítima, nitidamente mais fria e instável, passando os períodos de chuva a regime de aguaceiros, mais intensos e frequentes nas regiões do norte e centro, que tenderão a diminuir e a desaparecer ao longo da madrugada de Quinta-feira.
A temperatura do ar irá ter uma acentuada descida durante e após a passagem da superfície frontal fria, favorecendo uma descida bastante significativa das cotas de neve nas regiões do norte e centro a partir do final da tarde de amanhã.

sábado, 19 de março de 2016

5694. CENTRO-SUlL e SUL: Actividade convectiva


5693. Sábado convectivo

Carta Sinóptica prevista para hoje
Sábado, 19 de Março de 2016_12h00UTC
Fonte: MetOffice
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O estado do tempo no continente está hoje condicionado pela presença de um centro de baixas pressões centrado a oeste de Portugal Continental, ao qual se encontra associado um núcleo de ar frio em altitude. O posicionamento do centro de baixas pressões facilita o estabelecimento à superfície de uma corrente de sudoeste, muito húmida, que rapidamente facilita o desenvolvimento de nebulosidade vertical, associada ao aquecimento do ar provocada pela irradiação terrestre durante o período diurno e ao grande contraste de temperatura entre as camadas inferior e superior da troposfera, que facilita a ascensão rápida das massas de ar que rapidamente ficam saturadas.
Assim, para esta tarde é previsível o aumento da nebulosidade em Portugal Continental, sobretudo nas regiões do centro e do sul, com ocorrência de aguaceiros e trovoadas e possibilidade de queda de granizo. Queda de neve nos sistemas montanhosos mais elevados.

5692. PORTUGAL CONTINENTAL: Instabilidade

Intensidade da precipitação
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(Tecle sobre a imagem para ampliar)
Fonte: IPMA
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Linha de instabilidade progredindo para nordeste e afectando as regiões do interior norte e centro.

domingo, 13 de março de 2016

5689. Domingo, 13 de Março (17h16)

Fonte: ImapWeather

5688. Raio aterroriza 170 passageiros em voo da EasyJet

Os 170 passageiros que seguiam a bordo de um avião da companhia low-cost EasyJet viveram no sábado momentos de verdadeiro terror quando a aeronave, que fazia a ligação entre Londres e Agadir, Marrocos, foi atingida por um raio, obrigando a uma aterragem de emergência no aeródromo militar de Figo Maduro, em Lisboa. Os problemas a bordo foram comunicados à torre de controlo de Lisboa cerca das 18h00. O raio terá atingido uma das asas do avião, que partiu do aeroporto londrino de Gatwick, quando estaria a entrar em território português, por cima de Trás-os-Montes.
O protocolo de emergência foi logo activado no aeródromo de Figo Maduro, levando à mobilização de bombeiros e da PSP para socorrer o voo da EasyJet U25149. O avião aterrou numa das pistas do aeródromo e foi vistoriado com rigor durante cerca de meia hora. Fonte oficial da PSP disse ao CM que não foi encontrado nenhum dano material e que não houve feridos, o que permitiu que o avião levantasse voo. A aeronave, que tinha aterragem prevista em Agadir para as 20h15, chegou com algum atraso.
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5687. Arquipélago dos Açores (Grupo Ocidental): Instabilidade atmosférica

Fonte: ImapWeather
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O cavamento de um centro de baixas pressões a oeste do Arquipélago dos Açores e a passagem de uma superfície frontal fria sobre o Grupo Ocidental condiciona esta manhã o estado do tempo nas Flores e no Corvo, com períodos de chuva por vezes fortes e acompanhados de trovoadas frequentes e dispersas. A instabilidade tende a progredir lentamente para leste, devendo afectar as ilhas do Grupo central a partir da tarde de hoje.

5686. Domingo, 13 de Março (07h00)

Algumas temperaturas às 07h00
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Aeródromo do Pico (Açores): 17,3 ºC
Aveiro (Universidade): 11,1 ºC
Faro: 8,8 ºC
Porto (São Gens): 8,7 ºC
Setúbal (Areias): 8,6 ºC
Porto (Pedras Rubras): 8,4 ºC
Almada (P. Rainha): 8,3 ºC
Lisboa (Gago Coutinho): 8,3 ºC
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Figueira de Castelo Rodrigo (Vila Torpim): - 0,6 ºC
Aljezur: - 0,6 ºC
Mogadouro: - 0,8 ºC
Dunas de Mira: - 0,8 ºC
Sabugal (Martim Rei): - 1,0 ºC
Bragança: - 1,5 ºC
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Fonte: IPMA

quinta-feira, 10 de março de 2016

5684. Quinta-feira, 10 de Março (07h00)

Algumas temperaturas às 07h00
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Angra do Heroísmo (Açores): 15,7 ºC
Santa Cruz (Aeródromo): 12,1 ºC
Cabo Raso: 11,8 ºC
Barreiro (Lavradio): 11,5 ºC
Rio Maior: 10,9 ºC
Barreiro: 10,8 ºC
Alcobaça: 10,7 ºC
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Sabugal (Martim Rei): 1,0 ºC
Cabeceiras de Basto: 0,9 ºC
Montalegre: 0,8 ºC
Viseu: 0,2 ºC
Guarda: - 0,1 ºC
Penhas Douradas: - 2,0 ºC
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Fonte: IPMA

domingo, 6 de março de 2016

5681. Domingo, 6 de Março (07h00)

Algumas temperaturas às 07h00
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Porto Moniz (Madeira): 14,6 ºC
Barreiro (Lavradio): 9,9 ºC
Barreiro: 9,3 ºC
Santa Cruz (Aeródromo): 9,4 ºC
Cabo Raso: 9,2 ºC
Setúbal (Areias): 9,0 ºC
Lisboa (Geofísico): 8,7 ºC
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Tomar (Valdonas): 0,0 ºC
Cabeceiras de Basto: - 0,1 ºC
Sabugal (Martim Rei): - 0,3 ºC
Guarda: - 0,4 ºC
Moimenta da Beira: - 0,8 ºC
Penhas Douradas: - 2,5 ºC
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Fonte: IPMA

quarta-feira, 2 de março de 2016

5679. Cata-ventos: Em Espanha, o Tejo “é uma sombra do que foi”

Vale a pena obter informações sobre a situação do Tejo em Espanha. Como parte dos problemas do rio no nosso país vêm de lá, conheçamos o que se passa e faz pensar no grande problema futuro do acesso à água. Acesso à água em quantidade e qualidade que se agudizará devido às alterações climáticas geradas pelo aquecimento global. No caso da Península Ibérica, a disponibilidade de água diminuirá significativamente e afectará, também, as dinâmicas dos rios. O encontro, na semana passada, de eurodeputados da Comissão de Petições do Parlamento Europeu com representantes de associações de defesa do Tejo e cientistas das universidades Autónoma de Madrid e de Castilla-La Mancha, permitiu a revelação de alguns dos problemas do Tejo.
Por exemplo, o caudal legal estabelecido para Talavera de la Reina e Toledo deveria ser, pelo menos, o dobro e está comprovada a violação da garantia de caudais ecológicos nestas duas cidades e em Aranjuez que o Tejo atravessa a montante. O troço Aranjuez – Toledo – Talavera, onde os eurodeputados passaram, é particularmente preocupante. Com condições climáticas de precipitação fraca e de grande variabilidade, a capacidade de recuperação do rio é diminuta, pois o caudal já chega reduzido pelo transvase de 292 km para o rio Segura que, com elevado custo financeiro, vai regar as terras do Levante.
"Como parte dos problemas do rio no nosso país vêm de lá, conheçamos o que se passa e faz pensar no grande problema futuro do acesso à água"  Em Talavera, esta situação teve como consequência o aparecimento das agora conhecidas como ilhas do Tejo que não existiam há três décadas e “são criadas pelos sedimentos que o rio não é capaz de arrastar”. Teme-se que “o rio possa ficar tamponado”.
Nem em zonas protegidas se cumprem os valores estipulados para o caudal ecológico e os eurodeputados puderam testemunhar como se converte o Tejo “num rio parado com um ecossistema palustre mais próprio de um delta ou de um açude”. Quando chega a Aranjuez, tem, muitas vezes, caudal inferior a 6 m³/s, mínimo estabelecido pela normativa que regula o discutido transvase do Tejo para o Segura. Antes da inauguração do transvase em 1979, o rio fluía na cidade com um volume médio de 30 m³/s. A normativa prevê que possam retirar, para transvase, até 70,29% da água que o rio recebe nas cabeceiras, valor que os especialistas consideram, na realidade, ser muito maior. E perguntam: “Como podemos ter um rio quando 90% se considera excedente?”
Também entre Aranjuez e Talavera, a água se apresenta em mau estado visível, e com efeitos negativos para os ecossistemas. As afluências de contaminantes provenientes de várias actividades e da comunidade de Madrid, criam novos problemas, além dos efeitos nas espécies piscícolas, com a perda de capacidade de autodepuração e o desaparecimento dos bosques ribeirinhos. Confrontados com estes efeitos, os eurodeputados apenas puderam responder que a resolução das doenças transmitidas ao Tejo pertence às instâncias de poder espanholas e estas, tal como as portuguesas, continuam a desviar o olhar. Mas, os eurodeputados não se deslocaram a jusante de Talavera, onde poderiam ter-se apercebido da grande ameaça que a central nuclear de Almaraz representa. Nem, se aproximaram da barragem de Cedillo onde a quantidade e qualidade da água que Espanha entrega a Portugal terão de ser asseguradas. Está claro que, se tivessem passado a fronteira, haveriam de confrontar-se, por exemplo entre Vila Velha de Ródão e Abrantes, com o mesmo tipo de problemas. E também diriam que isso é com as autoridades portuguesas.
Manuel Costa Alves
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Fonte: Reconquista

terça-feira, 1 de março de 2016

5678. Poluição no Tejo: “O crime não pode compensar”

As acções promovidas pelos bloquistas, que consistiram na distribuição do “Manifesto em defesa do Rio Tejo e dos seus afluentes”, e na colocação de faixas desde Vila Velha de Ródão até ao Cartaxo, tiveram como objectivo principal “envolver mais cidadãos e cidadãs nesta causa que é de todos e de todas”. No distrito de Santarém, a iniciativa contou com a participação do deputado Carlos Matias.
"Sabemos que existem poderosíssimos interesses por detrás disto, mas o crime não pode compensar. O Governo, os políticos, os cidadãos e os ambientalistas têm de continuar a pressionar para que este investimento seja feito o mais rapidamente possível", avançou o dirigente bloquista. Carlos Matias destacou que o Tejo "tem estado nos últimos dias sem poluição visível" devido às denúncias dos ambientalistas e à pressão sobre o poder público.
"Esta pressão dos cidadãos, autarcas, políticos e ambientalistas começa a dar alguns resultados e é necessário que se mantenha este nível de exigência para que se faça uma intervenção a sério e que acabe, de uma vez por todas, com a poluição no Tejo", defendeu. Segundo o Bloco, a empresa Celtejo, de Vila Velha de Ródão, no distrito de Castelo Branco, terá de fazer um investimento de 80 milhões de euros para assegurar a qualidade dos efluentes que lança no rio.
"O Bloco não é contra as empresas, mas sim contra os crimes ambientais", vincou Carlos Matias. O deputado manifestou ainda a sua "preocupação com a situação da central nuclear espanhola de Almaraz", localizada a 100 quilómetros de Portugal e na qual foram detectadas falhas no sistema de arrefecimento de serviços essenciais.
"O tempo de vida da central acabou em 2010 e é inaceitável que o Governo espanhol tenha prolongado o seu funcionamento por mais 10 anos, com todos os problemas revelados, como as falhas nos sistemas de arrefecimento ou a ausência de revisões periódicas há 19 anos", referiu.
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Fonte: Esquerda NET