quinta-feira, 26 de maio de 2016

5771. PORTUGAL CONTINENTAL: Análise sinóptrica e tendência do estado do tempo

Carta Sinóptica prevista para
Sábado, 28 de Maio de 2016_12h00
Fonte: MetOffice
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A situação sinóptica em Portugal Continental estará condicionada, a partir de manhã, Sexta-feira, pelo deslocamento para nordeste de um centro de baixas pressões ou depressão (baptizada de ELVIRA pelo serviço de meteorologia da Universidade de Berlim) que tem estado localizado a oeste da Península Ibérica nos últimos dias.
Com o deslocamento para nordeste da depressão, uma frente oclusa irá atravessar o território de Portugal Continental a madrugada e manhã de Sábado, afectando particularmente as regiões do norte e centro. Esta situação irá favorecer o aumento da nebulosidade e ocorrência de precipitação a partir da noite de Sexta-feira para Sábado, inicialmente no litoral oeste e progredindo posteriormente para o interior; os períodos de chuva serão mais persistentes e intensos no litoral oeste, diminuindo de intensidade à medida que a nebulosidade se dirija para o interior do território do continente.
A partir da manhã de Sábado haverá uma progressiva passagem dos períodos de chuva para o regime de aguaceiros que poderão ser por vezes fortes e acompanhados de trovoadas.
A instabilidade tendera a diminuir significativamente a partir da tarde de Sábado.

terça-feira, 24 de maio de 2016

5770. Médicos pedem prevenção na fronteira para radiação nuclear

Ter uma pastilha de iodo à mão pode fazer a diferença para a tiróide em caso de acidente nuclear, mas os concelhos da raia portuguesa mais próximos da central de Almaraz (Cáceres), onde residem perto de 200 mil pessoas, não estarão preparados para proceder à profilaxia em caso de fuga radioactiva, segundo denuncia António Loy, do Movimento Ibérico Antinuclear. "Fomos a farmácias, protecção civil e bombeiros perguntar pelas pastilhas, mas até nos olharam com desdém, desconhecendo o problema", diz. O alerta merece aprovação dos Médicos de Saúde Pública e de um especialista português em medicina nuclear, embora a Direcção – Geral de Saúde (DGS) garanta que não se justifica recorrer à profilaxia para distâncias superiores a cem quilómetros.
A central espanhola de Almaraz – que completou 30 anos em Maio de 2011, atingindo o limite de vida de uma central deste tipo, tendo o governo espanhol alargado a licença de funcionamento até 2020 – situa-se, precisamente, a cerca de uma centena de quilómetros da fronteira, em linha recta e vai ser alvo de uma megamanifestação a 11 de Junho, para pedir o seu encerramento. Os dois reactores são arrefecidos pelas águas do rio Tejo, levando Jorge Pereira, director da Medicina Nuclear do Hospital de São João (Porto) e especialista em instalações radioactivas, a assegurar que se houver um acidente em Almaraz "a bacia do Tejo fica contaminada até Lisboa". Como tal, sustenta, será prudente dar iodo à população, "pôr a pastilha ou nos alimentos, como peixe, beterraba e frutos vermelhos. Deve mesmo ser obrigatório", sublinha, justificando ser este o recurso para saturar a tiróide, evitando assim que a glândula possa captar iodo radioactivo.
"Quando há um acidente como ocorreu em Chernobyl ou Fukushima, o iodo sai logo para o ar. Depois as pessoas respiram-no e vão acumular esse iodo volátil na tiróide", justifica Jorge Pereira, enquanto o presidente da Associação dos Médicos de Saúde Pública, Mário Durval, também não hesita em defender a solução da toma da pastilha em caso de acidente nuclear, aludindo ao elevado índice de tumores da tiróide provocados pelas radiações. Diz o mesmo especialista que "o iodo controla a tiróide e quando esta está estável, mesmo que a radioactividade entre no corpo, não se fixa", defendendo o investimento nas pastilhas de iodo nas zonas portuguesas sob maior influência da central de Almaraz, como Vila Velha de Ródão, Castelo Branco, Nisa ou Portalegre, subscrevendo o raio de cem quilómetros agora definido pelo Movimento Ibérico Antinuclear.
"Estamos a seguir o que fizeram na Bélgica, onde o receio de atentados terroristas elevou o alerta, tendo o governo decidido distribuir pastilhas de iodo a toda a população que estava a cem quilómetros das seis centrais nucleares", justifica António Loy, defendendo que a regra também deveria ser aplicada no caso de Almaraz. "Houve pessoas dos concelhos portugueses da raia com que falámos, que pensávamos serem mais evoluídas nesta situação, que nem sabiam para que serve a pastilha de iodo", lamenta. Contudo, Jorge Pereira ressalva que iodo tomado em excesso também é prejudicial, podendo provocar bócio, pelo que recomenda a toma obrigatória apenas em caso de fuga radioactiva.
Contactada pelo DN, a DGS avança que "as consequências possíveis de um acidente nuclear estão bem estudadas, sendo conhecidas em detalhe as condições em que é necessário administrar iodo estável", garantindo que "só são normalmente atingidas num raio inferior a 30 quilómetros em torno de uma central nuclear". Acrescenta que a medida "apenas será justificada nesse raio". E cita um estudo feito pela Comissão Europeia no qual é referido que, mesmo nos piores cenários, "não se justificará recorrer a esta profilaxia para distâncias superiores a cem quilómetros", acrescentando que as centrais nucleares mais próximas de Portugal encontram-se fora dessa área.
Daí que, ainda segundo a DGS e à luz dos conhecimentos científicos actuais, "não se justifica que em Portugal exista um stock de pastilhas de iodo", embora, caso fosse necessário tomar esta medida, insiste, o país poderia recorrer à preparação solúvel de iodeto de potássio, a disponibilizar através de farmácia.
Em caso de acidente nuclear em Espanha a Agência Portuguesa do Ambiente será o ponto de contacto nacional para troca de informação, cabendo à Autoridade Nacional de Protecção Civil a coordenação da resposta nacional, sendo assessorada por três autoridades técnicas de intervenção: Agência Portuguesa do Ambiente, a Direcção-geral da Saúde e o Instituto Superior Técnico.
Francisco Ferreira, dirigente da associação ambientalista Zero, tem esperança de que o argumento do iodo funcione como uma espécie de despertador para Portugal sobre o tema da central nuclear de Almaraz. "É incrível como as pessoas não têm ainda noção do risco que ali está, quando em qualquer outro país a proximidade de uma coisa destas incomoda o vizinho.
Roberto Dores
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Fonte (imagem e texto): DNSociedade

sexta-feira, 20 de maio de 2016

5769. Sexta-feira, 20 de Maio (16h00)

Imagem de satélite às 17h20
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Fonte: SAT24
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Algumas temperaturas às 16h00
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Tomar (Valdonas): 33,7 ºC
Alcácer do Sal (Barrosinha): 32,7 ºC
Alvalade – 32,0 ºC
Alvega – 31,7 ºC
Coruche – 31,6 ºC
Santarém (Fonte Boa) – 31,2 ºC
Elvas – 31,2 ºC
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Dunas de Mira – 20,0 ºC
Penhas Douradas: 19,7 ºC
Aveiro (Universidade) – 18,5 ºC
Porto (P. Rubras) – 17,9 ºC
Viana do Castelo (Chafé) – 17,5 ºC
Cabo Raso – 16,1 ºC
Lombo da terça (Madeira) – 13,2 ºC
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Fonte: IPMA

terça-feira, 17 de maio de 2016

5768. Terça-feira, 17 de Maio (16h00)

Imagem de satélite às 16h00
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Fonte: SAT24
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Descargas eléctricas atmosféricas
(Últimas duas horas)
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Fonte: Blitzortung
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Instabilidade nas regiões do interior norte e centro, com aguaceiros e trovoadas, pontualmente fortes e concentradas.

sábado, 14 de maio de 2016

5766. PORTUGAL CONTINENTAL: Precipitação acumulada

Precipitação acumulada (> 30,0 mm)
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11 de Maio de 2016
Almada (P.Rainha) – 43,1 mm
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Fonte: IPMA

quinta-feira, 12 de maio de 2016

5765. Quinta-feira, 12 de Maio (19h20)

Imagem de satélite às 19h20
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Fonte: SAT24

5764. Cinco portugueses "caçam tornados" nos EUA

Cinco jovens meteorologistas amadores portugueses querem ir “caçar tornados” na famosa “tornado alley”, no centro dos Estados Unidos da América, em Maio do próximo ano. Para isso, o grupo precisa de 15 mil euros, tendo lançado no domingo uma operação de crowdfunding na internet, para que todos possam ajudá-los a cumprir esse sonho. Os cinco são sócios fundadores da Troposfera, Associação Portuguesa de Meteorologia Amadora, criada em Abril passado.

Eles são o algarvio Bruno Gonçalves, de 36 anos, engenheiro de ambiente, Artur Rebelo Neves, de 38 anos, de Lisboa, formado em Tecnologias da Informação, Henrique Santos, 25 anos, da Charneca da Caparica, pós-produtor de vídeo num canal de televisão, Miguel Pereira, 32 anos, de Setúbal, que trabalha em Gestão e Valorização de Recicláveis, e ainda Saul Monteiro, 39 anos, de Lisboa, que trabalha numa empresa de catering para companhias de aviação. Todos eles confessam uma paixão em comum: os fenómenos atmosféricos, em especial os extremos. E classificam-se como «stormchasers», ou seja, «caçadores de tempestades». No entanto, apesar de em Portugal haver muitas trovoadas, chuvadas, alguns tornados e outros acontecimentos meteorológicos de interesse, a verdade é que nada se compara com a mítica «alameda» ou «corredor» dos tornados, nas planícies centrais dos EUA, em especial na zona de Oklahoma. Daí que o quinteto queira ir até lá, não só para conhecer de perto esses fenómenos que atraem a curiosidade de milhares e até já deram matéria para filmes, como para recolher dados e ensinamentos que possam ser úteis em Portugal.

Bruno Gonçalves, que é responsável, em Lagoa, pelo site Meteofontes e pelas duas estações meteorológicas municipais, e ainda pela página ExtremAtmosfera, contou ao Sul Informação que «a ideia da ida aos Estados Unidos foi uma das coisas que esteve na base da constituição da Troposfera, para consolidar e dar mais peso e credibilidade à comunidade amadora em Portugal». O objectivo do quinteto de meteorologistas amadores pretende estar três semanas nos Estados Unidos, em Maio, em plena época dos tornados, tendo como epicentro o estado de Oklahoma. «Depois seguiremos para onde o tempo nos disser».

Apesar de serem «caçadores de tempestades», os cinco têm os pés bem assentes na terra e sabem o suficiente para perceber que a realidade dos tornados norte-americanos é bem diferente da portuguesa ou sequer europeia. Por isso, revela Bruno Gonçalves, «estabelecemos uma parceria com uma equipa de caçadores de tornados muito conhecida, os Tornado Titans, que são autores de séries e de fotografias sobre o tema». O combinado é que «eles vão apoiar-nos na divulgação do nosso crowdfunding e nos primeiros dias vamos acompanhá-los e fazer caçadas em conjunto». O quinteto da Troposfera será a primeira equipa portuguesa a ir aos EUA atrás dos tornados. «Até agora, só têm ido pessoas individualmente, e poucos, integrados nas excursões que empresas especializadas promovem», garante Bruno.


E, além da emoção de ver, ao vivo e a cores, um poderoso tornado, o que é que leva o grupo lusitano a querer atravessar o Atlântico? «O objectivo principal é irmos aos Estados Unidos da América conhecer aquela realidade, contactar com cientistas, com as universidades, nomeadamente de Oklahoma, falar com outros caçadores, com as autoridades policiais e de protecção civil. Faremos filmagens e entrevistas também com eles, bem como com a população, para perceber como é que aquelas pessoas estão preparadas. Queremos transportar esse conhecimento para a realidade portuguesa, ver o que se pode ou não adaptar, em termos de previsão meteorológica e de sensibilização da população, e, sobretudo, ver se há procedimentos que se possa mudar em Portugal». Com as filmagens, o grupo pretende fazer o documentário «No Caminho dos Tornados», a dividir por 10 a 12 episódios, e para ser «disponibilizado em Portugal». Os objectivos, repete Bruno Gonçalves, são «pedagógicos» e uma das ideias é, por exemplo, «desmistificar se agora há ou não mais tornados em Portugal». «Será um documentário pioneiro em Portugal e onde se tentará conhecer as especificidades meteorológicas daquela zona e efectuar uma comparação com a realidade portuguesa, tentando perceber o que se poderá fazer em Portugal, de forma a melhorar as previsões e a prevenção da população para este tipo de situações», explica.


(...) E em que vão eles gastar os 15 mil euros? Não será, certamente, em hotéis de luxo. Vão gastá-lo na viagem, em «bilhetes de avião para podermos atravessar o Atlântico» (4000 euros), na estadia, «durante as três semanas, precisaremos de repousar durante a noite» (2000 euros), nas deslocações, nomeadamente para «viatura e combustível, para perseguirmos implacavelmente as tempestades» (3250 euros), alimentação, já que «precisaremos de muitas calorias para não deixar fugir nenhum tornado» (2000 euros) e ainda para software, para «sabermos com exactidão onde estão as tempestades e onde estamos nós» (400 euros). E não, estes cinco jovens não são “maluquinhos das tempestades”. Todos eles, apesar de amadores (no sentido em que não fazem da meteorologia a sua profissão) são profundos conhecedores e estudiosos dos fenómenos atmosféricos. Bruno Gonçalves, por exemplo, até faz parte do restrito grupo de uma vintena de pessoas em todo o país que integram a rede de Observadores Meteorológicos Voluntários, lançada recentemente pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).


Em relação a esta aventura no «corredor do tornados», nos Estados Unidos, Bruno tem noção de que «temos de ir com algum cuidado, com a palavra segurança sempre na cabeça». Em Portugal, o jovem engenheiro de ambiente já se dedica à caça das tempestades. Ainda há poucos dias, saiu de casa às 2h30 da manhã, de equipamento fotográfico ao ombro, para ir caçar imagens de uma trovoada. «Saímos de casa a qualquer hora e vamos atrás do que o tempo nos dita». É que, sublinha, isto de ser caçador de tempestades significa apenas que «enquanto a pessoa comum, quando há tempestades, se refugia em casa, para não se molhar, nós estamos sempre atentos às condições meteorológicas e se houver condições mais severas saímos para a rua».

E será que Bruno Gonçalves já esteve perto de uma situação perigosa nesta sua caça? «Perigosa, perigosa, nunca estive perto de nenhuma», admite, com algum desalento. «O mais perto que estive foi o tornado de Lagoa-Silves, que passou perto de onde eu estava a trabalhar, mas do qual só me apercebi já o tornado ia em Silves». Desta vez, espera o jovem meteorologista, «nos Estados Unidos vamos estar mesmo lá ao pé!»

OUTUBRO – 2014

Elisabete Rodrigues

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5763. Serra da Estrela está coberta de neve


5762. PORTUGAL CONTINENTAL: Precipitação acumulada

Precipitação acumulada (> 30,0 mm)
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10 de Maio de 2016
Avis (Benavila) – 63,1 mm
Penhas Douradas – 44,1 mm
Covilhã (Aeródromo) – 37,0 mm
Sabugal (Martim Rei) – 35,6 mm
Proença – a – Nova (P. Moitas) – 33,4 mm
Beja – 33,1 mm
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9 de Maio de 2016
Cabril – 37,1 mm
Sabugal (Martim Rei) – 34,9 mm
Braga (Merelim) – 31,1 mm
Guarda – 30,0 mm
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8 de Maio de 2016
Guarda – 60,0 mm
Amareleja – 40,3 mm
Fundão – 38,7 mm
Penhas Douradas – 36,0 mm
Tomar (Valdonas) – 31,1 mm
Aldeia Soito (Q. Lageosa) – 30,1 mm
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Fonte: IPMA

quarta-feira, 11 de maio de 2016

5761. Quarta-feira, 11 de Maio: Instabilidade atmosférica

Imagem de satélite às 18h00
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Fonte: SAT24

5760. Tempestade XANDREA

Fonte: MeteoPT
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XANDREA - Isolada da circulação geral da atmosfera, a tempestade Xandrea permanece isolada e rodando sobre si própria, a oeste da Península Ibérica. Esta “bomba” de ar frio (20 a 25 ºC negativos aos 500 hPa, sensivelmente a 5500 metros de altitude, com a correspondente baixa pressão ou depressão ao nível do mar) continuará a enviar linhas de instabilidade sobre Portugal Continental, procedentes de sudoeste, aportando suficiente húmida que permite o desenvolvimento de nebulosidade convectiva, traduzida na ocorrência de aguaceiros e trovoadas, pontualmente fortes e acompanhados por queda de granizo, com maior incidência no período da tarde, sobretudo nas regiões do centro e sul de Portugal Continental.
Esta situação de instabilidade atmosférica deverá permanecer até Quinta-feira, prevendo-se uma melhoria do estado do tempo já na Sexta-feira.

terça-feira, 10 de maio de 2016

5759. Neve cortou acessos na Serra da Estrela

Os troços de acesso ao maciço central da Serra da Estrela que terça-feira encerraram ao trânsito devido à queda de neve foram reabertos às 16h15, disse à agência Lusa fonte do Comando Distrital de Operações e Socorro de Castelo Branco. Segundo a fonte, a circulação rodoviária foi retomada às 16h15 nos troços Piornos/Torre e Torre/Lagoa Comprida, que tinham sido fechados às 08h15.
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segunda-feira, 9 de maio de 2016

5758. Segunda-feira, 9 de Maio (20h00)

Imagem de satélite às 20h00
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Fonte: SAT24
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Aproximação e passagem de novo sistema frontal, proveniente do Oceano Atlântico, que provocará o aumento da instabilidade sobre o território de Portugal Continental, sobretudo a partir da próxima madrugada, com ocorrência de períodos de chuva ou aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoadas, progredindo do litoral oeste para as regiões do interior.

5757. Instabilidade atmosférica (Alto Alentejo)





5756. Segunda-feira, 9 de Maio (15h00): Tarde convectiva

Descargas eléctricas atmosféricas
(15h00)
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Fonte: Blitzortung
Tarde convectiva com aguaceiros e trovoadas.

5755. PORTUGAL CONTINENTAL: Precipitação acumulada

Precipitação acumulada (> 30,0 mm)
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7 de Maio de 2016
Setúbal – 70,2 mm
Fundão – 69,0 mm
Lisboa (Geofísico) – 64,7 mm
Sabugal (Martim Rei) – 62,6 mm
Penhas Douradas – 51,3 mm
Alcobaça – 48,6 mm
Lisboa (G.Goutinho) – 48,2 mm
Viana do Castelo (Chafé) – 46,6 mm
Arouca – 44,9 mm
Foía – 43,3 mm
Avis (Benavila) – 42,3 mm
Montalegre – 41,5 mm
Rio Maior – 39,4 mm
Lisboa (Tapada da Ajuda) – 38,1 mm
Almada (P.Rainha) – 37,0 mm
Covilhã (Aeródromo) – 36,2 mm
Faro (Aeroporto) – 35,9 mm
Beja – 35,5 mm
Barreiro (Lavradio) – 34,5 mm
Pegões – 33,8 mm
Barreiro – 33,1 mm
Portalegre – 32,3 mm
Lamas de Mouro (P. Ribeiro) – 32,1 mm
Aljezur – 31,5 mm
Guarda – 31,1 mm
Moimenta da Beira – 30,8 mm
Cabril – 30,7 mm
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6 de Maio de 2016
Porto (P.Rubras) – 43,8 mm
Vinhais – 40,3 mm
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5 de Maio de 2016
Amareleja – 51,0 mm
Faro (Aeroporto) – 36,8 mm
Guarda – 33,0 mm
Aldeia Souto (Q. Lageosa) – 32,2 mm
Ansião – 32,1 mm
Beja – 31,7 mm
Elvas – 31,3 mm
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Fonte: IPMA

sexta-feira, 6 de maio de 2016

5753. Análise sinóptica e tendência do estado do tempo

Carta Sinóptica de Superfície prevista para
Sábado, 7 de Maio de 2016_12h00UTC
Fonte: MetOffice
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O território de Portugal Continental passará a ficar influenciado, a partir da tarde de amanhã, pela aproximação de uma profunda depressão atlântica e passagem de sistemas frontais associados aquela depressão.
Assim, o estado do tempo tenderá a instabilizar-se, com o aumento da nebulosidade e da intensidade do vento, que se tornará moderado a forte do quadrante sul, com rajadas muito fortes, em especial no litoral e nas terras altas. Os períodos de chuva, associados à passagem de sistemas frontais, tornar-se-ão por vezes fortes e acompanhados de trovoadas.
A instabilidade tenderá a suavizar-se temporariamente a partir da manhã de Domingo.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

5752. PORTUGAL CONTINENTAL: Instabilidade nas próximas horas


Núcleo de ar frio a sudoeste do território e em deslocamento para nordeste. Agravamento do estado do tempo nas regiões do sul, com possibilidade de ocorrência de aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoadas, nas próximas horas, resultando da interacção entre diferentes massas de ar.

5751. FARO: instabilidade atmosférica



quarta-feira, 4 de maio de 2016

5750. PORTUGAL CONTINENTAL: Agravamento do estado do tempo

Imagem de satélite às 18h00
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Fonte: SAT24
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A partir de quarta-feira, dia 4, o estado do tempo em Portugal continental irá ser influenciado por um núcleo depressionário situado a nordeste do arquipélago da Madeira em deslocamento para o território do continente, onde se fará sentir a sua influência até sexta-feira à tarde. A partir de quinta-feira, dia 5, prevê-se ocorrência de precipitação, eventualmente acompanhada de trovoada, nas regiões Sul e Centro, e que se estenderá à região Norte no dia 6.
Adicionalmente, e com a aproximação de uma nova depressão ao território do continente, prevê-se um agravamento significativo do tempo a partir da tarde de sábado, tal que a precipitação poderá ser intensa e acompanhada de vento forte, pelo menos até ao final do dia de domingo.
Na sequência dos valores elevados das temperaturas máximas registados na generalidade do território nos dias 3 e 4 de Maio (foram atingidos valores entre 26 e 31ºC), prevê-se a partir de amanhã dia 5, uma descida acentuada dos valores da temperatura máxima, que será mais significativa no litoral oeste e no interior da região Sul (descidas entre 7 e 10ºC). Essa descida estender-se-á às regiões do interior Norte e Centro no dia 6.
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Fonte: IPMA

terça-feira, 3 de maio de 2016

5749. Terça-feira, 3 de Maio (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00
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Setúbal (Areias): 33,2 ºC
Tomar (Valdonas): 31,7 ºC
Rio Maior: 31,7 ºC
Pegões: 31,7 ºC
Almada (P. Rainha): 31,6 ºC
Alcácer do Sal (Barrosinha): 31,6 ºC
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Miranda do Douro: 22,6 ºC
Foía: 22,5 ºC
Guarda: 22,3 ºC
Trancoso (Bandarra): 22,2 ºC
Montalegre: 20,9 ºC
Penhas Douradas: 20,3 ºC
Areeiro (Madeira): 9,8 ºC
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Fonte: IPMA

segunda-feira, 2 de maio de 2016

5748. Início de semana com tempo quente, chuva regressa a partir de quinta

"Até quarta-feira, dia 04, vamos ter tempo quente. Depois, a partir de quinta-feira, vai regressar a precipitação e a descida das temperaturas entre 07 a 10 graus Célsius”, adiantou à Lusa a especialista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). De acordo com Ângela Lourenço, até quarta-feira as temperaturas máximas vão subir gradualmente podendo atingir, principalmente na região sul, Alentejo e Vale do Tejo, valores próximos ou acima dos 30 graus.
“O céu vai estar limpo hoje e terça-feira, sendo que para o final do dia de amanhã [terça-feira] estamos a prever já um aumento de nebulosidade no Algarve. Na quarta-feira, apesar de ainda ser um dia quente, já vamos ter bastante nebulosidade”, avançou. A meteorologista salientou que a partir de quinta-feira a temperatura máxima vai descer e vai regressar a precipitação. “Vamos ter uma descida significativa. Em alguns locais em particular do litoral as descidas poderão atingir os 10 graus célsius. Em todo o território deverão descer entre 07 e 10 graus”, disse.
No que diz respeito às mínimas, a tendência é para uma subida, mas mais ligeira. “Na próxima noite ainda vai ser relativamente fresca, mas depois de terça-feira para quarta-feira vão ser mais amenas e deverão manter-se mais amenas até ao fim de semana”, disse. As temperaturas mínimas vão variar entre os seis e os 17 graus Célsius, podendo ser mais baixas nas regiões do interior.
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Fonte: Observador

domingo, 1 de maio de 2016

5747. Fukushima, meu amor

A Central Nuclear de Almaraz, a 100 km da fronteira portuguesa, terminou em 2010 o seu tempo de vida útil. Apesar disso, o Estado Espanhol decidiu manter a central a trabalhar durante mais 10 (!) anos, imputando o risco real de um sistema produtor de energia obsoleto e incrivelmente perigoso às populações de Portugal e Espanha. Seis anos, uma catástrofe nuclear de Fukushima e 11 acidentes em Almaraz mais tarde, a central continua a funcionar, no limite da corrosão e da insegurança, para garantir, amortizado o investimento inicial, que os proprietários da Central continuem a lucrar para produzir energia inútil do ponto de vista das necessidades do nosso país vizinho.
A 11 de Fevereiro de 2016 uma das bombas de refrigeração do circuito terciário de Almaraz falha. É uma de duas destas bombas. A falha da primeira faz com que arranque a segunda, que lhe é em tudo igual. Existe ainda uma terceira bomba de refrigeração de reserva, igual em tudo, modelo, idade e tamanho, às duas primeiras. O Conselho de Segurança Nuclear autoriza, uma vez mais, a Central Nuclear de Almaraz a manter-se em funcionamento.
A 11 de Março de 2011 um corte de energia, provocado por um tsunami, inutiliza o sistema de refrigeração da central nuclear de Fukushima Daichii, e três dos reactores, mesmo desactivados, começam a aquecer e a fundir parcialmente os seus núcleos, o que ocorrerá quase totalmente nos três dias subsequentes. Os reactores resistiram ao sismo, mas a inundação ligada ao tsunami fará com que, apesar da central ter um sistema de segurança que desligou os reactores, o mesmo falhe. 12 dos 13 geradores de emergência suplentes não arrancam e o sistema de refrigeração debilitado não é capaz de retirar calor suficiente para impedir a fusão dos núcleos.
Em Setembro de 1990, enquanto a central nuclear de Almaraz se encontra desligada, o sistema de extracção de calor residual do núcleo deixa de funcionar durante 46 minutos.
No início dos anos 80 Anatoly Alexandrov, presidente da Academia das Ciências da União Soviética disse a Mikhail Gorbachev que o reactor nuclear de Chernobyl era absolutamente seguro: tão seguro que poderia ser instalado na Praça Vermelha, em Moscovo. A 26 de Abril de 1986, há 30 anos, o reactor nº4 da central nuclear de Chernobyl explode, libertando na atmosfera quantidades gigantescas de elementos radioactivos, cuja nuvem chega até à costa mediterrânica da Catalunha.
Em Outubro de 2007 há uma fuga de água radioactiva da piscina de combustível durante uma recarga de combustível do Reactor II da Central de Almaraz. 100 trabalhadores são evacuados de urgência. A temperatura da piscina de combustível aumenta de forma descontrolada.
Início de 2008: uma falha na bomba de circulação da água da piscina de arrefecimento do Reactor II de Almaraz ocorre enquanto a bomba suplente está em manutenção. Como resultado começa a evaporar-se água, o que leva à evacuação de todos os 300 trabalhadores que estavam no recinto.
A 28 de Março de 1979 na central nuclear de Three Mile Island, na Pensilvânia (EUA), às 4 da manhã, enquanto o reactor 2 funciona a 97% da sua potência, uma pequena avaria no circuito secundário de arrefecimento provoca um aumento de temperatura no sistema primário de arrefecimento, o que desencadeia o encerramento de segurança, desligando o reactor. Isto demora 1 segundo. Ocorre uma falha numa válvula de escape que não se fecha, o que não é assinalado nos painéis informativos. O líquido de refrigeração do sistema primário de arrefecimento escoa pela válvula aberta e o calor do decaimento nuclear do núcleo do reactor não é removido. O núcleo sofre uma fusão parcial e libertam-se grandes quantidades de substâncias radioactivas na atmosfera.
A descontaminação de Three Mile Island só foi dada por concluída em 1993, com um custo estimado de mil milhões de dólares. O custo de descontaminação de Chernobyl é incalculável. É uma cidade fantasma, numa região fantasma e deixou um milhão de mortes directamente associadas, assim como um aumento da incidência de cancros gigantesca naquela região da Ucrânia. A descontaminação de Fukushima está longe de começar, uma vez que a contaminação ainda não acabou e a central continua a vazar material radioactivo, há cinco anos, ininterruptamente, para o Oceano Pacífico.
E Almaraz com isso? Desde a sua inauguração em 1981, Almaraz tem registados 54 acidentes, sendo que desde 1996 são notáveis falhas recorrentes no sistema de refrigeração, aquele que coincide em todos os acidentes nucleares sérios. Desde a sua inauguração, o desenho da central já sofreu 4000 modificações. Teve 32 paragens de emergência e três de manutenção. Foi construída para operar 30 anos dentro da "segurança" (se é que se pode falar de segurança quando o reactor de Three Mile Island se fundiu com três meses de vida e o reactor de Chernobyl com três anos de vida). Esses trinta anos já foram amplamente ultrapassados. E os acidentes sucedem-se.
A central nuclear de Almaraz tem uma potência de 2.093,4MW. Parecendo relevante, mostra a sua insignificância: a produção eléctrica total em Espanha é de 100.000MW. O consumo total eléctrico em Espanha é de 40.000MW. A produção de todas as seis centrais nucleares espanholas é de 7.500MW. São pigmeus energéticos. Mas também são literalmente bombas atómicas de libertação controlada. No raio de contaminação de um acidente em Almaraz estão Madrid, a 180km, Lisboa, a 360km, e todas as cidades entre uma e a outra. Está o Tejo, que há décadas recebe as descargas nucleares de Almaraz através do embalse de Arrocampo, chegando o trítio de Almaraz a Lisboa. Esperar que tudo corra pelo melhor é um risco grave demais e uma irresponsabilidade, especialmente se considerarmos que a única razão pela qual a central se mantém aberta é para dar rendas garantidas de 161 milhões de euros anuais à Iberdrola, à Endesa e à Gas Natural Fenosa, suas proprietárias. Porque não precisamos de mais Chernóbeis nem Fukushimas para continuar a alimentar os lucros de uns poucos, a 11 de Junho organizar-se-á uma importante manifestação em Cáceres, juntando associações e partidos de Portugal e de Espanha com uma exigência simples: Fechar Almaraz. Que descanse em paz.
João Camargo
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Fonte: Sábado