domingo, 15 de outubro de 2017

6437. Domingo, 15 de Outubro (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00
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Santarém (Fonte Boa) – 36,6 ºC
Lousã (Aeródromo) – 35,9 ºC
Alcácer do Sal (Barrosinha) – 35,9 ºC
Aveiro (Universidade) – 35,8 ºC
Alvalade – 35,7 ºC
Coimbra (Bencata) – 35,5 ºC
Tomar (Valdonas) – 35,5 ºC
Coruche – 35,5 ºC
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Cabo Raso – 25,7 ºC
Cabo Carvoeiro – 24,8 ºC
Montalegre – 24,4 ºC
Sagres – 24,0 ºC
Foía – 23,4 ºC
Penhas Douradas – 23,6 ºC
Areeiro (Madeira) – 13,4 ºC
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Fonte: IPMA

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

6435. AÇORES: Avisos meteorológicos


6434. Ciclone tropical Ophelia



CopyRight @ ImapWeather
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O I.P.M.A. informa que às 09H (hora dos Açores), o centro do ciclone Ophelia (categoria 2 na escala de Saffir-Simpson), localizava-se a 995 km a SW dos Açores. O ciclone está a deslocar-se para E/NE a 13 km/h em direcção ao arquipélago. De acordo com a previsão, existe uma probabilidade do ciclone condicionar o estado do tempo no grupo Oriental (com vento médio igual ou superior a 65 km/h) a partir das 12h (hora dos Açores) de sábado, 14 de Outubro que em Santa Maria varia entre 50 a 70 % e em São Miguel entre 20 a 30 %. Nestas condições, prevê-se que a partir das 12h de sábado ocorra um agravamento do estado do tempo, com precipitação forte e acompanhada de trovoada, vento com rajadas que em S. Miguel podem chegar aos 100km/h e em S. Maria poderão ultrapassar os 100km/h, e ondas que podem atingir os 6 metros de altura significativa.

Os grupos Ocidental e Central, e devido a uma superfície frontal fria com actividade moderada a forte, prevê-se precipitação por vezes forte, podendo ser acompanhada de trovoada.

Sugere-se o acompanhamento da evolução da situação meteorológica através da página do IPMA (www.ipma.pt) e a obtenção de eventuais recomendações junto do Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores (www.prociv.azores.gov.pt).

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Fonte: IPMA

6433. PORTUGAL: Análise ponderada para dia de 30 de Setembro de 2017

(Actualização da postagem número 6328)
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Acima publicam-se os quadros referentes à situação meteorológica para as estações meteorológicas portuguesas representadas no portal WeatherOnline. O quadro superior refere-se ao acumulado das temperaturas máximas registadas diariamente entre 1 de Outubro de 2016 e 30 de Setembro de 2017; o quadro inferior refere-se ao acumulado das precipitações máximas diárias ocorridas ao longo do mesmo período de tempo.
Assim, no dia 30 de Setembro do corrente ano, observamos que em Portugal, relativamente à acumulação de temperaturas máximas diárias, os valores mantiveram-se, aproximaram-se ou tornaram-se mais baixos que os valores normais ao longo dos meses de Julho, Agosto e Setembro deste ano (beneficiando também da substituição dos dados referentes ao terceiro trimestre do ano passado pelos dados referentes ao terceiro trimestre deste ano).
Destaque para as estações meteorológicas de Angra do Heroísmo, no Arquipélago dos Açores, Viana do Castelo, Porto/Pedras Rubras, Ovar, Évora, Beja e Base Aérea de Beja, em Portugal Continental, e o Porto Santo, no Arquipélago da Madeira, que continuam a acumular valores acima da média, traduzindo os últimos doze meses mais quente que o normal.
Portalegre e Beja foram as estações meteorológicas que mais se destacaram por, neste terceiro trimestre de 2017 (Julho, Agosto e Setembro), terem acumulado valores muito superiores aos valores normais esperados para os três meses.
Já a estação meteorológica de Coimbra passou de uma situação, em Junho deste ano, de valores acumulados acima da média em 12 meses consecutivos, para uma situação, em Setembro deste ano, de valores acumulados abaixo da média em 12 meses consecutivos.
Évora foi a estação meteorológica onde ocorreram, nos últimos doze meses, os valores de temperatura máxima mais altos que os valores normais, enquanto que a estação meteorológica do Funchal foi onde ocorreram, nos últimos doze meses, os valores de temperatura máxima mais baixos que os valores normais.
Relativamente à precipitação máxima diária acumulada, constata-se que, no período compreendido entre 1 de Outubro de 2016 e 30 de Setembro de 2017, todas as estações meteorológicas portuguesas acumularam valores inferiores ao normal, traduzindo um ano seco em todo o território nacional, incluindo o continente e os arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Nos meses do Verão (Julho, Agosto e Setembro), apenas nas Lajes/Terceira, Angra do Heroísmo e Ponta Delgada, no Arquipélago dos Açores, registaram uma precipitação máxima diária acumulada superior aos valores normais do trimestre, tendo todas as restantes estações registado valores iguais ou inferiores ao normal. As estações meteorológicas da Horta, Porto/Pedras Rubras, Ovar e Penhas Douradas foram as que registaram um maior défice de precipitação relativamente ao que seria normal esperar para o terceiro trimestre deste ano.
Utilize a caixa de comentários para tirar dúvidas e formalizar questões.

6432. INCÊNDIOS: Relatório aponta falta de conhecimento técnico na defesa florestal

O Sistema Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios assenta em grande parte no saber empírico, levando a que muitas das decisões tomadas no terreno tenham por base "percepções normalmente questionáveis", necessitando de conhecimento técnico, segundo a comissão técnica independente.
"O Sistema Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios carece de uma forte incorporação de conhecimento. Muitas das decisões são tomadas apenas com base em conhecimento empírico e baseadas em percepções normalmente questionáveis", refere o relatório da comissão técnica independente designada para analisar os fogos de Junho na região Centro, entregue esta quinta-feira na Assembleia da República e tornado público. Assim, os peritos desta comissão defendem que a integração do conhecimento técnico com a acção "deverá ser uma trave mestra" na organização futura do sistema.
"O aproveitamento das melhores condições para o combate, a fluidez da informação técnica do IPMA [Instituto Português do Mar e da Atmosfera], a capacidade de interpretar a complexidade das situações, a integração de especialistas de análise do fogo, assim como a intervenção de operacionais profissionais especializados convergem num fluxo onde o conhecimento deverá ser o factor privilegiado de conjugação", sublinha o relatório. O documento acrescenta que os mecanismos de simulação e de apoio à decisão "estão em estado incipiente e não têm permitido dar suporte qualificado às intervenções operacionais".
Ainda no domínio do conhecimento, os autores do relatório frisam que "é fundamental" que a capacidade e os recursos da investigação científica instalados em instituições nacionais, designadamente em universidades e nos laboratórios de Estado, seja confrontada, mobilizada, utilizada e integrada em programas de investigação aplicada que associem empresas, associações, forças operacionais profissionais e centros de investigação. "O tradicional desajustamento entre a investigação e a solução concreta das problemáticas nacionais deve, também neste sector, ser ultrapassado, garantindo uma crescente incorporação do conhecimento nessas problemáticas", salienta o relatório.
Domínios como a gestão do fogo, incluindo o comportamento de fogos extremos, os modelos de ordenamento e de silvicultura preventiva, os instrumentos e aplicações de apoio à decisão, e os projectos na área da meteorologia são alguns dos aspectos que devem corresponder a linhas de investigação a estruturar no futuro, é referido. "É neste quadro que se avança com a proposta de criação de um Laboratório Colaborativo, impulsionado por empresas e outras entidades florestais, permitindo estruturar um programa especial dedicado, integrando linhas de investigação aplicada e proporcionando soluções adequadas aos problemas relacionados com o SNDFCI [Sistema Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios]", defendem os autores do relatório.
O documento entregue no parlamento analisa os fogos ocorridos entre 17 e 24 de Junho nos concelhos de Pedrógão Grande, Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos, Ansião, Alvaiázere, Figueiró dos Vinhos, Arganil, Penela, Oleiros, Sertã, Góis e Pampilhosa da Serra. O fogo que deflagrou em Pedrógão Grande no dia 17 de Junho só foi extinto uma semana depois, tal como o incêndio que teve início em Góis (distrito de Coimbra). Os dois fogos, que consumiram perto de 50 mil hectares em conjunto, mobilizaram mais de mil operacionais no combate às chamas.
O incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande, tendo alastrado a vários municípios vizinhos, causou 64 mortos e mais de 200 feridos.
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6431. Relatório da CTI sobre os incêndios

Link:

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

6430. PORTUGAL CONTINENTAL: Incêndios no interior

Imagem de satélite às 18h00
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Fonte: SAT24

6429. Ranking Meteorológico Europeu (Maiores desvios à média nos últimos 12 meses até 30.09.2017)

(Actualização da postagem número 6325)
BALANÇO ENTRE 01.10.2016 E 30.09.2017
 Estações com maiores desvios de temperaturas 
(Temperatura máxima absoluta acumulada diariamente)  
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 BALANÇO ENTRE 01.10.2016 E 30.09.2017
Estações com maiores desvios de temperaturas
(Temperatura mínima absoluta acumulada diariamente)
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BALANÇO ENTRE 01.10.2016 E 30.09.2017
Estações com maiores desvios de precipitação
 (Precipitação máxima acumulada diariamente)
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Os quadros acima referem-se aos acumulados ocorridos durante os últimos doze meses (entre 1 de Outubro de 2016 e 30 de Setembro de 2017) e indicam as estações meteorológicas que registaram os maiores desvios relativamente aos valores normais registados em cada estação.
Assim, relativamente às dez estações meteorológicas com acumulação de temperaturas máximas diárias com maior desvio positivo relativamente ao normal (mais calor), destaque para Granada Airport (570 m, Espanha), Tenerife - Sur Reina (77 m, Espanha), Córdoba (92 m, Espanha), Naval Air Station Sigonella (22 m, Itália), Adiyaman (675 m, Turquia) e Şanlıurfa (549 m, Turquia) que, entre Julho e Setembro deste ano, acumularam valores de temperatura máxima muito superiores ao normal. Granada Airport (570 m, Espanha) é a estação meteorológica europeia com maior desvio positivo (mais calor) relativamente aos valores normais.
Em relação às dez estações meteorológicas com acumulação de temperaturas mínimas diárias com maior desvio negativo relativamente ao normal (mais frio), destaque para Karl XII-øya (5 m, Noruega), Senja Grasmyrskogen (20 m, Noruega), Vorkuta (172 m, Rússia), Folldal-fredheim (694 m, Noruega), Kvitoya Island (10 m, Noruega), Petrun' (61 m, Rússia) e Izhma Airport (38 m, Rússia) que, entre Julho e Setembro deste ano, acumularam valores de temperatura mínima muito inferiores ao normal. Karl XII-øya (5 m, Noruega) é a estação meteorológica europeia com maior desvio negativo (mais frio) relativamente aos valores normais.
No que se refere às dez estações meteorológicas em que a acumulação de precipitação máxima diária, ao longo dos últimos doze meses, foi mais elevada que o normal (mais húmido), destaque para Prins Christian (75 m, Gronelândia), Lomnický štít (2635 m, Eslováquia), Salzburg Airport (450 m, Áustria), Lago di Robièi (1891 m, Suiça) e Linz Airport (313 m, Áustria) que, entre Julho e Setembro deste ano, acumularam valores de precipitação máxima diária muito superiores ao normal. Prins Christian (75 m, Gronelândia) é a estação meteorológica europeia com maior desvio positivo (mais húmido) relativamente aos valores normais.
 

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

6428. PORTUGAL CONTINENTAL: Barreira anticiclónica / Tempo seco



Cata Sinóptica de Superfície
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Fonte: MetOffice
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O estado do tempo em Portugal Continental está a ser influenciado por um vasto campo anticiclónico que se estende desde o Arquipélago dos Açores até à Rússia e que impede a aproximação e a passagem de sistemas frontais ou depressões sobre a Península Ibérica. Esta situação, que já vem desde algumas semanas atrás, faz com que se estabeleça uma circulação de leste nas camadas inferiores da atmosfera, transportando consigo ar muito seco; a baixa humidade, conjugada com a forte insolação diurna que proporciona temperaturas diurnas muito acima das médias esperadas para esta época do ano (em alguns locais, particularmente do interior, as temperaturas máximas têm-se mantido cerca de 10 ºC acima dos valores normais para o mês de Outubro), favorece as condições ideais para a propagação dos incêndios.
A aproximação e passagem do furacão Ofélia a noroeste da Península Ibérica (segundo os modelos actualmente disponíveis, não está previsto que toque terra) no fim de semana poderá alterar a situação sinóptica, com a rotação da circulação geral da atmosfera para o quadrante oeste, possibilitando assim que as perturbações frontais cheguem finalmente à Península Ibérica e possam originar precipitação, já na próxima semana, especialmente nas regiões do norte e centro, onde também ocorrerá uma substancial descida das temperaturas do ar, especialmente dos valores máximos.
Entretanto, não se descarta a possível ocorrência de alguma instabilidade atmosférica, relativamente localizada, traduzida por aumento da nebulosidade e alguns aguaceiros/trovoadas durante as próximas tardes, já a partir desta Quinta-feira, fruto do elevado calor acumulado no interior da Península Ibérica e da existência de alguma humidade no ar. Mas a mudança significativa do estado do tempo em Portugal Continental irá dar-se após a passagem do furacão Ofélia, a noroeste da Península Ibérica.

6427. Quarta-feira, 11 de Outubro (18h00)

Imagem de satélite às 18h00
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Fonte: SAT24
Incêndios no nordeste e aumento da nebulosidade a sul.

6426. Ranking Meteorológico Europeu (Maiores desvios à média no 3º Trimestre de 2017)

3º TRIMESTRE DE 2017
Estações com maiores desvios de temperaturas
(temperatura máxima absoluta acumulada diariamente)
comparação ao normal no 3º Trimestre de cada ano
VALORES ABSOLUTOS E EM PERCENTAGEM
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3º TRIMESTRE DE 2017
Estações com maiores desvios de temperaturas
(temperatura mínima absoluta acumulada diariamente)
comparação ao normal no 3º Trimestre de cada ano
VALORES ABSOLUTOS E EM PERCENTAGEM
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3º TRIMESTRE DE 2017
Estações com maiores desvios de precipitação
(precipitação máxima acumulada diariamente)
comparação ao normal no 3º Trimestre de cada ano
VALORES ABSOLUTOS E EM PERCENTAGEM
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terça-feira, 10 de outubro de 2017

6425. Ranking Meteorológico Europeu (ACUMULADO)




Relatório descritivo para as estações portuguesas

A análise dos quadros acima representados permite concluir que, relativamente às temperaturas máximas acumuladas diariamente ao longo do último ano (entre 1 de Outubro de 2016 e 30 de Setembro de 2017), destacaram-se em Portugal as estações meteorológicas do Aeroporto do Corvo, Horta/Faial e Angra do Heroísmo, no Arquipélago dos Açores, de Viana do Castelo, Porto/Pedras Rubras, Ovar, Viseu, Coimbra, Alverca do Ribatejo, Aeroporto de Lisboa, Montijo e Évora, em Portugal Continental, e do Porto Santo, no Arquipélago da Madeira, que registaram uma acumulação superior aos valores normais, evidenciando temperaturas máximas acima do normal naquelas estações meteorológicas (ano tendencialmente mais quente que o normal). As estações meteorológicas da Base Aérea de Beja, em Portugal Continental, e do Aeroporto da Madeira, no arquipélago da Madeira, registaram uma acumulação normal para o período em referência, tendo todas as restantes estações registado valores inferiores ao normal.
Relativamente à situação verificada três meses atrás (30 de Junho de 2017) constata-se as seguintes alterações: a estação meteorológica de Évora passou de uma situação de valores normais para uma situação de valores acima da média; a estação meteorológica de Monte Real passou de uma situação de valores normais para uma situação de valores abaixo da média.
No que se refere aos dados de precipitação máximas acumuladas diariamente para o mesmo período (entre 1 de Outubro de 2016 e 30 de Setembro de 2017), as estações meteorológicas de Ponta Delgada, no Arquipélago dos Açores, Viana do Castelo, Porto/Pedras Rubras, Penhas Douradas, Ovar, Monte Real, Beja e Sagres, em Portugal Continental, e o Aeroporto da Madeira, no Arquipélago da Madeira, registaram uma acumulação superior aos valores normais, evidenciando precipitações máximas diárias acima do normal naquelas estações meteorológicas (ano tendencialmente mais húmido que o normal). A estação meteorológica das Flores, no Arquipélago dos Açores, e de Portalegre, em Portugal Continental, e do Porto Santo, no Arquipélago da Madeira, registaram uma acumulação normal para o período em referência, tendo todas as restantes estações registado valores inferiores ao normal.
Relativamente à situação verificada três meses atrás (30 de Junho de 2017) constata-se as seguintes alterações: as estações meteorológicas de Portalegre, em Portugal Continental, e do Porto Santo, no Arquipélago da Madeira, passaram de uma situação de valores inferiores ao normal para valores normais.

domingo, 8 de outubro de 2017

6424. Fogos em Portugal capturados pela NASA

Fonte: NASA
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Imagem da NASA de hoje mostra o norte e centro de Portugal coberto por fumo derivado dos incêndios que lavram um pouco por todo o lado...

6423. Ranking Meteorológico Europeu (3º Trimestre de 2017)





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Relatório descritivo para as estações portuguesas

A análise dos dados das estações meteorológicas portuguesas representados nos quadros, elaborados a partir da informação recolhida no portal WeatherOnline, permite concluir que, no registo das temperaturas máximas acumuladas diariamente ao longo do terceiro trimestre de 2017, todas as estações meteorológicas do território do continente e das regiões autónomas registaram valores inferiores à média esperada para o trimestre, o que à primeira vista poderia induzir que o trimestre teria sido mais fresco que o normal. Esta contradição deve-se ao facto de ter ocorrido um grande aumento de estações meteorológicas europeias registadas no portal WeatherOnline, bem como ao facto de também outras regiões europeias terem tido o terceiro trimestre do ano tanto ou mais quente que o registado em Portugal.
Relativamente à distribuição da precipitação (valores máximos diários acumulados ao longo do segundo trimestre de 2017), encontramos Ponta Delgada como a única estação meteorológica do país onde os valores registados ultrapassaram os valores normais esperados para o terceiro trimestre do ano (estação meteorológica onde o Verão foi generoso, com precipitações máximas diárias acumuladas ao longo do trimestre acima do normal, ou seja, um Verão húmido); as restantes estações meteorológicas do país representadas no portal WeatherOnline registaram valores de precipitação máxima diária acumulada ao longo do trimestre igual ou inferior ao normal esperado para o segundo trimestre do ano, evidenciando um Verão seco em quase todo o território do país.
Os presentes dados referem-se ao terceiro trimestre de 2017. Os dados entre parênteses correspondem ao desvio percentual em relação à média para o segundo trimestre do ano, calculado com base nos valores registados desde 2007 (acumulação de temperatura máxima diária e precipitação máxima diária) e 2010 (acumulação de temperatura mínima diária). A cor verde assinala que, no referido trimestre, a estação meteorológica registou valores superiores ao que é normal no trimestre, enquanto a cor vermelha significa que a estação meteorológica registou valores inferiores ao que é normal para o trimestre.
Os dados estatísticos assinalam uma pontuação elaborada a partir do WeatherOnline, atribuindo uma pontuação de 10 a 1 a cada estação meteorológica que se posicionou nos 1º a 10º lugar no ranking diário de temperaturas máximas e mínimas e de precipitação acumulada em 24 horas, no conjunto de todas as estações meteorológicas da Europa, consideradas no seu conjunto como padrão de comparação. Todos os dados vão sendo actualizados e disponíveis livremente para consulta e download em ficheiro Excel no Grupo Yahoo TEMPOGERO.

6422. A história por detrás do incansável Fogos.pt

Neste Verão, os incêndios não deram descanso aos bombeiros. Numa posição mais cómoda mas igualmente sem descansar esteve João Pina, criador do Fogos.pt, um site e também duas aplicações para telemóvel que mostram em tempo real os fogos activos em território nacional e que são complementados no Twitter com fotos, vídeos e alertas da comunidade, sobre estradas cortadas e evacuações.
“Estive sempre a receber mensagens pelo Facebook, Twitter e email com imagens e relatos de estradas cortadas e coisas do género. Tentava sempre verificar primeiro se aquelas coisas estavam realmente a acontecer”, explica-nos João Pina, numa breve conversa durante o Pixels Camp. Feita a confirmação, João partilha as informações com os mais de 4 mil seguidores do Fogos.pt no Twitter. “O meu irmão deu-me uma ajuda. Era basicamente eu e o meu irmão nas redes sociais.”
Portugal regista em 2017 a maior área ardida da última década – mais de 215 mil hectares entre 1 de Janeiro e 30 de Setembro, segundo um relatório do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). Junho, Julho e Agosto foram meses de especial aflição, com incêndios de norte a sul do continente. Castelo Branco, Santarém e Coimbra foram os distritos mais afectados e Agosto representa 33% da área ardida total este ano.
O período crítico do Sistema de Defesa da Floresta, que proíbe foguetes, queimadas e fogueiras nos espaços florestais, foi prolongado até 15 de Outubro pelo Governo, depois de um Setembro quente e seco. Aliás, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o mês passado foi o mais quente dos últimos 87 anos no território continental português.
O Fogos.pt conta com mais de 80 mil utilizadores registados nas apps e o site teve, de 1 de Julho a 31 de Agosto, mais de 5,3 milhões de pageviews, num total de mais de 830 mil utilizadores únicos. É um portal que “acaba por ser útil porque as pessoas querem efectivamente saber o que se passa na sua terra ou na zona onde têm familiares”, sintetiza. O passa-a-palavra é, segundo João Pina, o principal motor de crescimento do Fogos.pt: “todo o crescimento tem sido orgânico, não gastei um cêntimo em publicidade ou o quer que seja”.
João Pina criou o Fogos.pt em 2015. “No início estava num sub-domínio meu. Depois começou a ganhar tracção e lembrei-me de comprar o domínio”, conta. O endereço fogos.pt foi comprado em 2016, nascendo um novo site e duas apps móveis, para iOS e Android. O projecto surgiu numa conversa de café: “estava com uns amigos meus, bombeiros e malta do INEM. Eles queixaram-se de que era muito complicado aceder aos dados e, nessa noite, cheguei a casa, comecei a bater um bocadinho código e a coisa ficou mais ou menos feita”.
A publicidade que coloca no Fogos.pt chega para cobrir os custos, que, tirando as licenças para usar os mapas da Google, garante que são baixos. “Cheguei a ter 8 mil pessoas em simultâneo em Agosto e é um servidor de 20 euros que tem lá uma série de tralhas minhas”, refere, acrescentando que fez o site de raiz devidamente optimizado para correr levemente no servidor.
E apoios? “Até agora zero”, diz-nos, apesar de ter existido interesse da Microsoft em disponibilizar os seus servidores Azure para alojar a plataforma: “houve uma troca mas depois acabou por não se concretizar”. João procura para já uma solução para resolver as limitações do Google Maps. “Já estou nos limites pagos de uma conta de um humano normal, agora preciso de uma conta empresarial e preciso de um apoio porque não tenho a capacidade financeira de comprar essa conta”, diz.
No dia-a-dia, o trabalho de João Pina passa por fazer a manutenção do site e das duas apps, assim como responder às mensagens que recebe e que agora são bem menos. De resto, os alertas sobre os fogos activos e outras ocorrências são automatizados, uma vez que é informação pública, disponibilizada pela Protecção Civil – “tenho o código lá a correr e despacha essas coisas todas”“Procuro que o Fogos.pt seja uma ferramenta isenta que dê a informação o mais possível em tempo real sem ter qualquer tipo opinião”, defende. “Sei perfeitamente que conseguia vender isto e meter interesses aqui pelo meio, também pela exposição que já tem. Mas acho que isso não seria correcto, porque é uma ferramenta de utilidade pública
Quanto a próximos passos, João Pina quer integrar o lado comunitário que já surgiu em torno do Fogos.pt no site e aplicações. No fundo, transformar as mensagens privadas num sistema mais eficaz de partilha de informação. “Neste momento, só aparece lá aquilo que a Protecção Civil diz. Faz falta, por exemplo, mostrar se um fogo está a ir na direcção de uma determinada aldeia, de forma a avisar as pessoas que lá estão ou familiares”. João Pina sabe que isto pode abrir portas a trolls, mentiras e interesses, mas “lá no fundo quero acreditar que somos todos boas pessoas e que ninguém vai usar a ferramenta para esse tipo de coisas”, diz.
Mário Rui André
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Fonte (texto e imagens): Shifter

6421. PORTUGAL CONTINENTAL: Propagação de incêndios

Imagem de satélite às 18h00
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Fonte: SAT24

sábado, 7 de outubro de 2017

6420. PORTUGAL CONTINENTAL: Propagação de incêndios



Imagem de Satélite às 18h00
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Fonte: SAT24
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Tempo quente e seco, em resultado de uma corrente seca proveniente do interior da Península Ibéria, provocando condições para a deflagração de incêndios ao longo do território do continente, particularmente no litoral oeste.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

6419. Incêndios: Chamas lavram com intensidade em Pombal mobilizando 400 operacionais



O incêndio florestal que hoje deflagrou, pelas 14:14, na zona de Vila Cã, no concelho de Pombal, continua esta noite a lavrar com intensidade, aproximando-se de algumas localidades, mas sem que estas tenham sido evacuadas. As chamas progridem em direcção ao concelho de Ourém (distrito de Santarém), no sentido das povoações de Lagoa de Santa Catarina e Ribeira do Fárrio, na freguesia de Abiúl (concelho de Pombal), disse à agência Lusa fonte da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC). No terreno, envolvidos no combate às chamas, estão cerca de quatro centenas de operacionais.
Os meios de combate estão essencialmente preocupados em defender habitações e outro tipo de edificações, sublinhou a mesma fonte, referindo que o efectivo mobilizado para o local já foi reforçado por 12 grupos, oriundos designadamente dos distritos de Aveiro, de Santarém e de Lisboa. Pelas 20:00, o incêndio, que cerca de uma hora pouco depois de ter deflagrado estava a ser combatido por cinco meios aéreos, mobilizava 398 operacionais e 98 meios terrestres, precisou a mesma fonte. Entretanto, com o cair da noite, os meios aéreos deixaram de operar.
O fogo teve início num povoamento florestal próximo de Pipa, na freguesia de Vila Cã, concelho de Pombal, estando já essa frente controlada, mas mantém-se activo, em Abiul, igualmente no município de Pombal, podendo colocar "casas em perigo", disse à agência Lusa, pela mesma hora, a presidente da Junta de Freguesia de Abiul, Ana Tenente.
Também às 14:14, teve início outro incêndio, em povoamento florestal de Avelar, no concelho de Ansião, vizinho de Pombal e também do distrito de Leiria. Este fogo, que, por "precaução", implicou a evacuação de um complexo escolar, estava, pelas 20:30, em fase de conclusão ("extinto, com pequenos focos de combustão" dentro do seu perímetro), de acordo com a página da ANPC na Internet.
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6418. Setembro de 2017 em Portugal Continental foi o mais seco dos últimos 87 anos



O mês de Setembro de 2017 em Portugal Continental foi o mais seco dos últimos 87 anos, classificando-se como extremamente seco. Consequentemente verificou-se um aumento da área em situação de seca severa e extrema.
De acordo com o índice meteorológico de seca PDSI, a 30 de Setembro cerca de 81.0 % do território estava em seca severa e 7.4 % em seca extrema. De referir que o índice SPI 6 meses (Abril a Setembro), escala que reflecte o défice de precipitação a nível da seca meteorológica e agrícola, apresenta a 30 de Setembro grande parte das bacias do território na classe de seca severa.
O dia 30 de Setembro correspondeu ao final do ano hidrológico 2016/2017 (1 de Outubro de 2016 a 30 de Setembro de 2017), com um total de precipitação acumulado neste período de 621.8 mm (70 % do normal), sendo o 9º valor mais baixo desde 1931. No entanto, deve referir-se que o período de Abril a Setembro foi extremamente seco, com valores mensais da quantidade de precipitação sempre inferiores ao valor médio, correspondendo ao 2º mais seco depois de 2005.
De realçar ainda que neste semestre o valor médio da temperatura máxima (27.72°C) foi o mais alto desde 1931 e o valor médio da temperatura média o 2º mais alto (depois de 2005).
A conjugação de valores de precipitação muito inferiores ao normal e valores de temperatura muito acima do normal, em particular da temperatura máxima, teve como consequência a ocorrência de valores altos de evapotranspiração e valores significativos de défices de humidade do solo.
O índice de água no solo, a 30 de Setembro, em grande parte das regiões do interior e no Sul de Portugal continental, apresenta valores inferiores a 20%, sendo mesmo em alguns locais iguais ou inferiores ao ponto de emurchecimento. Nas regiões do litoral norte e centro os valores variavam entre 20 a 40 %.
De referir que no sudoeste europeu, nomeadamente grande parte de Espanha e em algumas regiões do centro e sul de França, os valores de água no solo apresentavam-se iguais ou inferiores ao ponto de emurchecimento. Esta situação é devida às condições sinópticas que se verificam a estas latitudes (anticiclone intenso, quase estacionário, que se estende desde os Açores até ao Mediterrâneo Ocidental).
Relativamente às temperaturas, o valor médio da temperatura máxima do ar, 27.49°C, foi superior ao normal com uma anomalia de +1.20°C, mas o valor médio da temperatura mínima do ar, 12.42°C, foi inferior em 1.74°C ao valor normal, sendo o 5º valor mais baixo desde 1931.
O período de 1 a 8 foi o mais quente do mês, sendo o dia 6 o dia mais quente com uma temperatura média de 24.1°C (+3.9°C em relação ao normal). O valor mais alto da temperatura máxima do ar ocorreu no dia 7, 33.1°C (+6.8°C em relação ao normal).
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Fonte: IPMA

6417. Sexta-feira, 6 de Outubro (16h00)



Algumas temperaturas às 16h00
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Alvega – 37,7 ºC
Alcácer do Sal (Barrosinha) – 36,4 ºC
Santarém (Fonte Boa) – 36,2 ºC
Pegões – 35,7 ºC
Avis (Benavila) – 35,7 ºC
Tomar (Valdonas) – 35,6 ºC
* * *
Porto (São Gens) – 22,7 ºC
Porto (Serra do Pilar) – 21,8 ºC
Aveiro (Universidade) – 18,4 ºC
Cabo Raso – 16,3 ºC
Santa Cruz (Aeródromo) – 15,9 ºC
Cabo Carvoeiro – 15,5 ºC
Areeiro (Madeira) – 14,1 ºC
* * *
Fonte: IPMA

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

6416. PORTUGAL CONTINENTAL: Previsão Especial - Tempo Quente

Devido a uma massa de ar quente e seco, transportada do interior da Península Ibérica, na circulação de um anticiclone localizado a sudoeste das Ilhas Britânicas, prevê-se para os próximos dias continuação de tempo quente e céu em geral limpo.
Assim, a temperatura máxima do ar deverá voltar a subir nos dias 06 e 07 no litoral das regiões Norte e Centro, com valores a variar entre 28 e 32°C. Em particular, na zona de Lisboa e vale do Tejo, interior da região Centro e interior do Alentejo, deverão variar entre 30 e 36°C. A partir de domingo, dia 08, prevê-se uma descida gradual da temperatura máxima.
De acordo com a informação actual, o presente episódio corresponde a uma situação de tempo quente, com temperatura máxima acima dos valores médios para a época do ano em alguns distritos.
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Fonte: IPMA

terça-feira, 3 de outubro de 2017

6415. Terça-feira, 3 de Outubro (16h00)



Algumas temperaturas às 16h00
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Alvega – 36,7 ºC
Avis (Benavila) – 35,4 ºC
Coruche – 35,0 ºC
Reguengos (São Pedro do Corval) – 34,6 ºC
Elvas – 34,5 ºC
Mora – 34,5 ºC
* * *
Porto (São Gens) – 23,0 ºC
Dunas de Mira – 20,5 ºC
Aveiro (Universidade) – 18,7 ºC
Santa Cruz (Aeródromo) – 17,4 ºC
Cabo Carvoeiro – 16,9 ºC
Cabo Raso – 16,5 ºC
Areeiro (Madeira) – 15,9 ºC
* * *
Fonte: IPMA

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

6414. Segunda-feira, 2 de Outubro (16h00)



Algumas temperaturas às 16h00

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Lousã (Aeródromo) – 36,0 ºC

Tomar (Valdonas) – 36,0 ºC

Coruche – 35,6 ºC

Santarém (Fonte Boa) – 35,4 ºC

Setúbal – 34,7 ºC

Avis (Benavila) – 34,6 ºC

Amareleja – 34,6 ºC

* * *

Foía – 26,1 ºC

Dunas de Mira – 25,1 ºC

Aveiro (Universidade) – 23,4 ºC

Cabo Raso – 20,6 ºC

Santa Cruz (Aeródromo) – 19,6 ºC

Cabo Carvoeiro – 18,9 ºC

Bico da Cana (Madeira) – 14,2 ºC

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Fonte: IPMA