quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

6551. Familiares das vítimas de outubro exigem relatório "Xavier Viegas"

Presidente da Associação de Vítimas do Maior Incêndio de Sempre em Portugal, Luís Lagos, refere que relatório servirá de "memória futura", para que fique gravado "o que falhou" nos grandes incêndios.
A associação das vítimas dos incêndios de Outubro exigiu hoje um relatório como o encomendado pelo Governo à equipa de Xavier Viegas sobre Pedrógão Grande, para se perceber o que falhou e criar igualdade na fixação de indemnizações. Em declarações à agência Lusa após ser ouvido no Parlamento, no Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Temática da Floresta Portuguesa e dos Incêndios, o presidente da Associação de Vítimas do Maior Incêndio de Sempre em Portugal, Luís Lagos, reconheceu a importância de um relatório como o elaborado pela equipa da Universidade de Coimbra para os familiares das vítimas dos incêndios de Outubro passado.
"Entendemos que é uma situação de igualdade. Nunca perceberemos o que aconteceu nos fogos de Outubro, as medidas da Protecção Civil que foram e que não foram adoptadas, as circunstâncias do falecimento de cada um que partiu, a dor que causou aos familiares esse momento e isso são dois critérios essenciais para a avaliação do dano não patrimonial para chegar a um valor indemnizatório final", avançou. Luís Lagos acrescentou ainda que um relatório como o do professor Xavier Viegas para os incêndios de Pedrógão irá ser igualmente um "trabalho de memória futura", para que fique gravado no futuro "o que falhou" nos grandes incêndios ocorridos em Junho e Outubro no país.
"O primeiro-ministro é o primeiro defensor [do relatório de Xavier Viegas], de uma forma indirecta acabou por afirmar a essencialidade do relatório ao ter entregue o mesmo à provedora de Justiça. No entender dele, dava a entender que existia uma dificuldade de chegar ao critério indemnizatório final se a provedora não tivesse o tão falado capítulo seis", acrescentou. "Outubro não tem capitulo um, nem dois, três, quatro, cinco nem seis e tem de ter até por uma questão de igualdade de objectividade na aferição da indemnização final e porque merecemos isso para ajudar a perceber o que falhou, para que nunca mais volte a falhar", disse ainda.
Luís Lagos relembrou que as famílias lesadas pelos incêndios de 15 de Outubro estão a ser alvo de "discriminação negativa" nos apoios de recuperação a fundo perdido, considerando igualmente que, uma vez que o Governo definiu como mínimo de 70 mil euros nas indemnizações por morte aos incêndios de Pedrógão, estes podiam ser atribuídos também aos familiares dos fogos de Outubro. "A incúria lavrou antes e durante o fogo, não pode continuar após o fogo com estas atitudes. As seguradoras vão falar primeiro que o Estado com as populações. Ainda não há um corpo técnico de investigação para avaliar o que se passou em Outubro. E porque não pagar de imediato aos familiares das vítimas de Outubro os 70 mil euros da indemnização mínima e deixar para depois que a provedora possa dar o valor certo indemnizatório", sublinhou.
Constituída em Oliveira do Hospital, distrito de Coimbra, após os incêndios de 15 de Outubro, a Associação das Vítimas do Maior Incêndio de Sempre em Portugal propõe-se "combater a interioridade e defender o mundo rural", contando já com mais de 300 associados de diversos concelhos da região Centro. No parlamento estiveram também presentes representantes do Movimento Associativo de Apoio às Vítimas dos Incêndios de Midões (MAAVIM), que na voz do seu presidente, Fernando Tavares Pereira, fez vários apelos à comissão depois de explanar as dificuldades ainda vividas pela população.
O primeiro apelo passou pelo alargamento de prazos para os projectos dos habitantes da Serra do Açor, pedindo até final de Janeiro, depois, sugeriu ainda a isenção de licenciamento de barracões e casas agrícolas e ainda a criação urgente do parque de recolha de madeiras, com um pagamento mínimo de quem limpa a floresta, apoiando quem trata da floresta. O deputado Maurício Marques, do PSD, lembrou que não poderá haver "diferença de tratamentos entre as vítimas do incêndio de Pedrógão e os de Outubro" e sublinhou a urgência da existência de parques de recolha de madeira.
Já o deputado do PS João Gouveia, eleito pelo círculo de Coimbra, admitiu que o Governo "reconheceu falhas" no caso dos incêndios de Pedrógão e de Outubro, mas lembrou que "estão definidas regras de apoio, algumas com deficiências, outras não". Pelo Bloco de Esquerda, o deputado Carlos Matias adiantou às associações que o partido já referiu em plenário ser preciso "adequar os apoios à realidade", considerando ser justo que o prazo para os projectos pessoais seja alargado até final de Janeiro.
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Fonte: DN

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

6550. METEOROLOGIA: divulgação de falsas notícias pela imprensa nacional



O Notícias ao Minuto, o Correioda Manhã e o Jornal de Notícias são três exemplos de órgãos de comunicação social que adulteraram, falsificando informações meteorológicas que em nada ajudaram a tomada de decisões acertadas por parte da população face à aos avisos e alertas das autoridades competentes.

6549. PORTUGAL CONTINENTAL: Tempo tempestuoso

Carta Sinóptica de Superfície prevista para
Quarta-feira, 27 de Dezembro de 2017_00h00
Fonte: MetOffice
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A passagem de um sistema frontal sobre o território de Portugal Continental ao longo desta noite tem originado ocorrência de precipitação, que se vai estendendo de norte para sul e do litoral para o interior. A precipitação poderá ser pontualmente forte, eventualmente de granizo, afectando sobretudo as regiões do norte e centro.
A enorme diferença de pressão atmosférica, identificada com a presença de elevado número de linhas isobáricas na carta sinóptica, origina vento forte, com rajadas muito fortes, nomeadamente no litoral oeste e terras altas. Possibilidade de ocorrência de fenómenos extremos de vento.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

6548. PORTUGAL CONTINENTAL: Superfície frontal fria associada à tempestade Bruno

A depressão Bruno encontra-se a sudoeste das ilhas Britânicas e irá deslocar-se gradualmente para leste.
Portugal continental será afectado, entre o final da tarde de dia 26 e as primeiras horas de dia 27, pela passagem de uma superfície frontal fria associada a esta depressão, com aumento da intensidade do vento, ocorrência de precipitação e aumento da agitação marítima.
O vento será moderado a forte, com rajadas até 80 km/h, podendo atingir 110/120 km/h nas terras altas das regiões Norte e Centro. A precipitação atingirá todo o território, sendo mais intensa nas regiões Norte e Centro.
Na costa ocidental, os efeitos da depressão Bruno sentir-se-ão até dia 28, com ondas de noroeste com 4 a 5 metros, atingindo 5 a 6 metros a norte do Cabo Carvoeiro, amanhã, dia 27.
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Fonte: IPMA

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

6547. O estado do tempo no período do Natal

O estado do tempo em Portugal Continental no período do Natal – Nos dias 22 e 23 o céu vai estar pouco nublado ou limpo, com condições para formação de neblina ou nevoeiro matinal. O vento será geralmente fraco, predominando do quadrante leste e soprando temporariamente moderado a forte nas terras altas. No Domingo dia 24, nas regiões Centro e Sul o céu vai apresentar-se temporariamente muito nublado, com possibilidade de períodos de chuva fraca, mais provável no litoral.

Para o dia de Natal prevê-se muita nebulosidade e períodos de chuva aumentando de frequência e intensidade a partir da tarde nas regiões Norte e Centro. Há condições para queda de neve nos pontos mais altos da Serra da Estrela, com mais probabilidade a partir da noite. O vento deverá soprar fraco ou moderado do quadrante sul, tornando-se moderado a forte de sudoeste no litoral e terras altas.

Neste período as noites serão frias, com a temperatura mínima a próximo de 0 ºC nas regiões do interior, onde haverá formação de geada, e entre 5 a 10 ºC no litoral. Espera-se uma pequena subida da temperatura mínima na madrugada de dia 25. A temperatura máxima deverá ficar entre 8 e 13 ºC nas regiões do interior Norte e Centro sendo entre 15 e 18 ºC no litoral e região Sul.

O estado do tempo na Madeira no período do Natal Entre sexta-feira, dia 22, e o dia de Natal o céu vai apresentar-se temporariamente muito nublado, com possibilidade de aguaceiros fracos mais prováveis nas terras altas, alternando com períodos de pouca nebulosidade. O vento vai soprar fraco a moderado do quadrante leste, rodando para o quadrante sul no dia de Natal.

A temperatura máxima deverá oscilar entre 18 e 21ºC no Funchal e Porto Santo e a temperatura mínima deverá manter-se em 16 ºC. Nos pontos mais altos da Ilha da Madeira a temperatura máxima deverá continuar abaixo de 9 ºC e a temperatura mínima descer até 1 ºC.


O estado do tempo nos Açores no período do Natal – Até ao próximo dia 23 de Dezembro (sábado), o estado do tempo no arquipélago dos Açores será condicionado pela presença de um anticiclone centrado a nordeste da região. O céu deverá apresentar-se com boas abertas, podendo por vezes ocorrer alguns aguaceiros fracos. O vento deverá soprar de uma forma geral bonançoso a moderado (10/30 km/h) do quadrante sul.
No dia 24 de Dezembro (domingo), com passagem de uma superfície frontal fria, prevê-se um aumento da nebulosidade bem como a ocorrência de períodos de chuva que passarão gradualmente a regime de aguaceiros, a começar nas ilhas do grupo Ocidental e a estender-se pelo restante arquipélago. Quanto ao vento, deverá soprar inicialmente de sul bonançoso a moderado (10/30 km/h), temporariamente fresco (30/40 km/h) com rajadas até 55 km/h, mas com a passagem da superfície frontal rodará para norte.
A partir do dia 25 de Dezembro (2ª feira) será de novo esperada uma melhoria do estado do tempo, com o céu a voltar a apresentar-se com boas abertas em todo o arquipélago devido à influência de um novo centro de altas pressões.
Entre os dia 21 e 25 de Dezembro as temperaturas mínimas deverão variar entre os 14 e os 16ºC, enquanto as temperaturas máximas não deverão ir além dos 18/20ºC.
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Fonte: IPMA

6546. PORTUGAL: Tendência climática para o 1º trimestre de 2018


Neste trimestre (Janeiro, Fevereiro e Março) espera-se que, a nível nacional, as temperaturas máximas absolutas acumuladas diariamente venham a ficar ligeiramente abaixo relativamente à média normal para o 1º trimestre do ano (-15,29); também as precipitações máximas absolutas acumuladas diariamente deverão vir a ser ligeiramente inferiores relativamente à média normal para o 1º trimestre do ano (-13,33).
Relativamente às previsões realizadas para o 1º trimestre do ano passado, espera-se para 2018 mais calor (+2,81) e mais precipitação (+3,57).

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

6545. RANKING EUROPEU: Tendência climática para o Inverno de 2017/18

INVERNO 2017/18
(Janeiro/Fevereiro/Março)
  Tendência climática para o primeiro trimestre de 2018
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TEMPERATURAS MÁXIMAS DIÁRIAS
Regiões com maior probabilidade de virem a registar um maior número de dias com temperaturas máximas diárias superiores aos valores máximos normais deste trimestre.
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TEMPERATURAS MÍNIMAS DIÁRIAS
Regiões com maior probabilidade de virem a registar um maior número de dias com temperaturas mínimas diárias inferiores aos valores mínimos normais deste trimestre.
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PRECIPITAÇÃO MÁXIMA DIÁRIA
Regiões com maior probabilidade de virem a registar um maior número de dias com precipitações máximas diárias superiores aos valores máximos diários normais deste trimestre.
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 Prováveis regiões da Europa
com valores INFERIORES à média
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INVERNO 2017/18
(Janeiro/Fevereiro/Março)
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TEMPERATURA MÁXIMA DIÁRIA
(Acumulada)
Tendência para menos calor
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TEMPERATURA MÍNIMA DIÁRIA
(Acumulada)
Tendência para menos frio 
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PRECIPITAÇÃO MÁXIMA DIÁRIA
(Acumulada)
Tendência para uma diminuição da precipitação
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domingo, 17 de dezembro de 2017

6544. Domingo, 17 de Dezembro (07h00)



Algumas temperaturas às 07h00
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Aeródromo do Corvo (Açores): 18,5 ºC
Faro (Aeroporto): 9,2 ºC
Cabo Raso: 8,4 ºC
Lisboa (Geofísico): 8,0 ºC
Cabo Carvoeiro: 7,9 ºC
Almada (P. Rainha): 7,5 ºC
Lisboa (Tapada da Ajuda): 7,4 ºC
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Montalegre: - 2,6 ºC
Carrazeda de Ansiães: - 2,8 ºC
Alvega: - 2,8 ºC
Mirandela: - 3,5 ºC
Miranda do Douro: - 4,5 ºC
Bragança: - 4,6 ºC
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Fonte: IPMA

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

6543. PORTUGAL CONTINENTAL: Temperatura mínima desce entre 6 e 10 graus

O fim-de-semana vai ser marcado pela descida acentuada da temperatura mínima entre 6 e 10 graus Celsius, mas já não está prevista chuva, adiantou à Lusa a meteorologista Maria João Frada.
“No fim-de-semana vamos ter tempo frio e seco. Hoje será o último dia, num período de nove dias, com ocorrência de alguma precipitação. Amanhã [sábado] vamos ter uma descida acentuada dos valores da temperatura mínima entre 6 a 10 graus. A máxima também desce um bocadinho”, disse a especialista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Esta descida está associada à substituição da massa de ar mais quente e húmida, que gerou a precipitação dos últimos dias, por uma mais fria. “Contudo, na região norte hoje já se começa a sentir a entrada de uma massa de ar mais fria polar vinda de norte, associada a uma situação de pós-frontal. Amanhã será mais nítida sobretudo no continente”, explicou.
Segundo a meteorologista do IPMA, no fim-de-semana o céu vai estar pouco nublado ou limpo, vento do quadrante leste e não está prevista queda de neve. “Domingo haverá uma nova descida da temperatura mínima, mas da ordem dos 2/3 graus. Vamos ter também a formação de geada nas regiões do interior, que pode chegar a vários locais junto ao litoral.
Assim, destacou Maria João Frada, no fim-de-semana, as temperaturas mínimas vão situar-se nas regiões do interior Norte e Centro entre os -1 e os -5, podendo descer mais em alguns locais. “No litoral, as mínimas vão situar-se entre os 2 e os 4/5 graus e na costa Sul do Algarve entre 6 e os 8 graus. As máximas não deverão ultrapassar os 15/16 graus na costa Sul do Algarve e no interior Norte e Centro não ultrapassam os 6 a 8 graus”, disse.
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6542. PORTUGAL CONTINENTAL: Tempo instável c/ precipitação


Tarde com tempo instável em Portugal Continental, associado à passagem de uma superfície frontal fria que tem originado precipitação que progride de norte para sul. Após a passagem da superfície frontal fria, os períodos de chuva darão lugar a aguaceiros fracos e pouco frequentes, sobretudo nas regiões do norte e centro, podendo ser de neve nas terras altas.

O vento rodará para o quadrante noroeste e espera-se uma descida de temperatura com a entrada da massa de ar pós-frontal, procedente de latitudes mais elevadas.

6541. Nomeação de tempestades

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera – IPMA, a Agência Meteorológica Estatal de Espanha – AEMET e a Méteo-France acordaram entre si que algumas das tempestades e depressões passariam a ter nome, aquando da sua passagem pelo Oceano Atlântico e eventualmente pela região mais ocidental do Mar Mediterrâneo. Esta nomeação segue critérios específicos e acordados entre os 3 serviços, uma vez que a emissão de avisos meteorológicos é diferente de País para País.
Neste contexto, o primeiro serviço meteorológico a içar um aviso laranja e/ou vermelho de velocidade do vento e/ou rajada durante a passagem de uma tempestade ou sistema depressionário dará o nome à tempestade/depressão, sendo que após serem nomeadas, mantêm o nome durante toda a sua deslocação e até terminarem. Após um período experimental que decorreu em Novembro, o sistema que se implementou a 1 de Dezembro nomeou a primeira tempestade, a ANA.
Os nomes seguintes serão – BRUNO, CARMEN, DAVID e EMMA.
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Fonte: IPMA

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

6540. Porto - Lisboa

 

Tarde de Domingo, 10 de Dezembro, entre as 15h00 e as 16h00: viagem aérea entre o Porto e Lisboa. Saída do Porto com céu encoberto e períodos de chuva, por vezes fortes e acompanhados de rajadas de vento; chegada à Lisboa com céu encoberto sem precipitação e vento fraco.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

6539. Passagem da tempestade Ana a norte da Península Ibérica






Durante o dia 10 de Dezembro de 2017 uma depressão com trajecto de oeste para leste no Atlântico Norte, sofre um cavamento rápido no campo da pressão, com um valor máximo de descida de 24 hPa da pressão no seu centro em 12 horas, entre as 12UTC do dia 10 e as 00UTC do dia 11 de Dezembro (Figura 1).

Às 12UTC do dia 10 de Dezembro, a tempestade Ana encontrava-se ligeiramente a nordeste da ilha de S. Miguel, nos Açores, à distância de 870 km de Viana do Castelo, aproximadamente, com cerca de 988 hPa de mínimo de pressão no seu centro. Esta depressão desloca-se rapidamente para leste, cavando, localizando-se a noroeste da Península Ibérica, às 18 UTC, e no Golfo da Biscaia, às 00UTC do dia 11, ambas as posições a cerca de 500 km de Viana do Castelo. Neste trajecto a pressão no centro da depressão desce para 964 hPa, às 00UTC (Figura 1c, d).

A frente fria associada a este sistema depressionário aproximou-se do território do Continente no final da tarde do dia 10, tendo atingindo o norte do território às 21UTC, deslocando-se rapidamente para sueste, atingindo a região de Lisboa por volta das 00UTC do dia 11 e às 03UTC o Algarve.

A imagem do radar de Arouca (Figura 2a) mostra a localização da superfície frontal fria às 23:50 UTC – linha organizada estendendo-se da região de Lisboa até Castelo Branco.

A Figura 2b mostra a precipitação acumulada em 6 h (entre as 21UTC do dia 10 de Dezembro às 03UTC do dia 11 de Dezembro). Verifica-se que as maiores quantidades de precipitação acumulada em seis horas se localizavam nas regiões a norte de Coimbra e no Alto Alentejo com valores entre 20 e 40mm.

Na rede de estações meteorológicas regista-se um aumento significativo da intensidade do vento e de ocorrência de precipitação forte a partir da tarde do dia 10. Abaixo podemos ver os valores máximos de precipitação acumulados em 1h, 3h, 6h e 24 horas nas Estações Meteorológicas da Rede do IPMA.  

Valores máximos de precipitação (mm) em 10/12/17

Estação de Arouca (1H) – 22,1 mm;

Estação V.N. Cerveira (3h) – 43,9 mm;

Estação Luzim (6h) – 73,1 mm;

Estação Cabril (24h) – 145,3 mm.

Os valores mais elevados do vento médio registaram nas terras altas e no litoral oeste, onde foram superiores a 60 km/h. Os valores mais elevados da rajada foram também atingidos nestas regiões, registando-se valores da rajada máxima superiores a 110 km/h em vários locais nomeadamente: Mogadouro 129,2 km/h, Guarda 129 km/h, Penhas douradas 121 km/h, Moimenta da Beira 119,5 Km/h, Cabo Carvoeiro 112,3 km/h, Fóia 105,1 km/h e o valor máximo de 144, 4 km/h no Cabo da Roca.

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Fonte: IPMA

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

6538. Estradas da Serra da Estrela reabertas ao trânsito

As estradas da Serra da Estrela, que estavam encerradas ao trânsito desde domingo à noite devido à neve, foram todas reabertas esta terça-feira de manhã, disse à agência Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro de Castelo Branco. Segundo a fonte, as "estradas estão todas transitáveis e sem qualquer constrangimento", pelo que já se pode chegar ao topo da montanha.
Segundo referiu, os troços Lagoa Comprida/Loriga e Lagoa Comprida /Sabugueiro foram reabertos às 10h10, enquanto os troços Piornos/Torre e Torre/Lagoa Comprida reabriram às 10h50. O Instituto do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê para hoje "céu pouco nublado ou limpo, com ocorrência de aguaceiros fracos e dispersos, e aumentando temporariamente de nebulosidade no interior a norte da Serra da Estrela durante a tarde".
A Estância de Esqui da Serra da Estrela começa a funcionar hoje com a abertura de duas pistas, disse à agência Lusa o director-geral do empreendimento: "Depois da neve que caiu no domingo e ontem [segunda-feira], estamos em condições de abrir imediatamente e de começarmos a receber os primeiros clientes desta época", afirmou. Segundo especificou, a Estância de Esqui também já está a produzir neve de cultura com o objectivo de ter ainda mais neve e facilitar a prática do esqui.
As pistas do Covão e do Cântaro serão as primeiras a entrar em funcionamento, sendo que as restantes serão abertas à medida que for nevando e que a quota de neve o permita. Este responsável anunciou ainda que a estância estabeleceu uma parceria com o 'site' da internet "Blueticket", que passa a proporcionar a venda on-line de "forfaits" para facilitar e agilizar a aquisição dos mesmos, acabando assim com as filas no local.
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6537. PORTUGAL CONTINENTAL: Precipitação acumulada 11_12_2017

Fonte: IPMA
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V. N. Cerveira (Aeródromo) - 24,3 mm

domingo, 10 de dezembro de 2017

6535. TEMPESTADE ANA: Progressão do temporal de norte para sul





6534. Tempestade Ana afeta Portugal Continental

A tempestade Ana irá formar-se a noroeste da Península Ibérica durante este domingo, 10 de Dezembro de 2017, embebida numa região depressionária complexa já existente e que se estende até à Escandinávia. A tempestade Ana localizar-se-á sobre o Golfo da Biscaia às 00UTC de 2ªfeira, 11 de Dezembro de 2017, com uma pressão atmosférica mínima prevista de cerca de 966 hPa e resultando de um processo de cavamento intenso, designado por ciclogénese explosiva. O território de Portugal Continental irá assim começar a ser afectado já a partir da manhã deste domingo, sendo o período mais crítico, o final da tarde de domingo e a madrugada de 2ªfeira, com impactos expectáveis devido a ventos fortes, precipitação intensa, queda de neve e forte agitação marítima.
Em particular, o vento irá intensificar durante a tarde de dia 10, tornando-se forte de sudoeste, com rajadas até 110 km/h a partir do final do dia, podendo chegar a 130 km/h nas terras altas do Norte e Centro até ao início da manhã de dia 11, e não se poderá excluir um evento ocasional de vento extremo, em particular no litoral oeste, onde as rajadas poderão ser superiores aos níveis de aviso emitidos.
Prevê-se precipitação por vezes forte a partir do meio da tarde de dia 10, sendo persistente na região Norte, em particular no Minho e Douro Litoral, e na noite de dia 10 para 11, os valores acumulados em 12 horas deverão variar entre 60 a 90 mm na região Norte, podendo chegar a 120 mm no Minho. No entanto, em qualquer local do território, poderá chover intensamente numa hora, com valores acumulados de 10/20 mm ou mesmo 20/30 mm.
Prevê-se ainda no dia 11, queda de neve nas terras altas das regiões Norte e Centro, acima de 800/1000 metros, com uma espessura de neve no solo superior a 5 cm em alguns locais, associada à descida de temperatura, que será muito significativa.
Prevê-se também um aumento da altura significativa das ondas a partir de dia 10, com valores entre 5 e 6 metros, podendo chegar a 10 metros de altura máxima.
Estão emitidos para os dias 10 e 11, aviso VERMELHO de rajada para as terras altas das regiões Norte e Centro e avisos LARANJA relativos a vento, precipitação, neve e agitação marítima.
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Fonte: IPMA

6533. Tempestade Ana

Carta Sinóptica de Superfície prevista para
Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2017_00h00
Fonte: MetOffice
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Carta sinóptica prevista para as zero horas de Segunda-feira, com o centro da tempestade Ana deslocando-se para noroeste pelo Golfo da Biscaia.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

6532. Nordeste transmontano



Serra do Larouco
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Imagens desta semana no nordeste transmontano, com as temperaturas a descer até aos 7/8 graus negativos… Falta a neve mas há a formação de geada generalizada e sincelo (formado pelo nevoeiro com temperaturas inferiores a zero graus Celsius).

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

6531. Terça-feira, 5 de Dezembro (07h00)



Algumas temperaturas às 07h00
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Aeroporto de Santa Maria (Açores): 19,8 ºC
Cabo Carvoeiro: 9,0 ºC
Sagres: 8,9 ºC
Faro (Aeroporto): 8,4 ºC
Cabo Raso: 7,9 ºC
Aveiro (Universidade): 7,8 ºC
Sines: 7,0 ºC
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V. N. Cerveira (Aeródromo): - 2,6 ºC
Aljezur: - 3,2 ºC
Lamas de Mouro (P. Ribeiro): - 3,3 ºC
Miranda do Douro: - 4,3 ºC
Chaves (Aeródromo): - 5,3 ºC
Mirandela: - 5,4 ºC
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Fonte: IPMA

domingo, 3 de dezembro de 2017

6529. Presidente do IPMA diz que cidadãos não estão preparados para catástrofes

O presidente do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) disse este sábado que as condições meteorológicas registadas durante os grandes incêndios de Junho e Outubro "testaram até ao limite" os sistemas de protecção civil.
"Vivemos este ano condições realmente excepcionais e isso tem de ser compreendido. Quer dizer que [essas condições] testaram até ao limite os sistemas que temos, até de protecção civil, [que]esticaram até ao limite", afirmou Miguel Miranda. Com base nos valores conhecidos de temperaturas atingidas e distâncias de projecções de material, "existe a sensação que este verão vimos as portas do inferno", salientou.
Em entrevista à agência Lusa, o responsável pelo IPMA realçou que "os sistemas começaram a mostrar que não eram capazes de ir mais além" perante as condições vividas em Portugal em Junho e Outubro, quando os incêndios provocaram mais de 100 mortos e destruíram milhares de hectares de floresta, casas e empresas. O presidente do IPMA defendeu a necessidade de ultrapassar a rigidez da actual forma de comunicar em casos de catástrofes e conseguir chegar rapidamente a todos os cidadãos, mesmo aqueles que estão mais isolados.
"O circuito de informação é ainda muito rígido", das instituições nacionais na área da protecção civil para as instituições locais, e para responder a essa situação o IPMA tem principalmente desenvolvido os serviços 'online'. "Praticamente toda a gente pode ter acesso directo aos nossos serviços de forma gratuita e simples, sem ter de passar necessariamente pela nossa página e já há muita gente a faze-lo", avançou. No entanto, reconheceu as dificuldades em chegar a quem não tem acesso a estes serviços. "Não temos uma estratégia muito compreensível para chegar a essas pessoas", admitiu. Em acontecimentos de desenvolvimento muito rápido, como uma catástrofe, é difícil gerir a situação e, "na verdade, ainda não temos meios muito simples de o fazer", ou seja, de chegar a toda a população, acrescentou, apontando como exemplo o conhecimento da localização de cada cidadão pelos consulados portugueses em países estrangeiros.
De acordo com o especialista, existe uma componente local, nos concelhos e freguesias, que também deverá ter um tratamento diferenciado, o que "tem sido discutido muitas vezes", sem ainda haver uma solução mais favorável. "Para nós é claro que a informação tem de chegar muito depressa a quem está no terreno", insistiu.
Os cidadãos também não estão sensibilizados para os procedimentos a ter em caso de catástrofe. Para a necessária alteração dos comportamentos, na opinião de Miguel Miranda, "as estruturas mais eficazes de actuação são as escolas" e deu o exemplo do Japão, país com experiência em lidar com desastres naturais. "As comunidades, quer sejam escolares ou não escolares, vão ter de ser colocadas no sistema de uma forma mais activa do que são neste momento, vão ter de compreender a informação mais depressa e saber o que fazer", disse.
No caso de Portugal, para saber o que fazer há que "treinar na inexistência de catástrofe e isso vai um bocadinho contra a tradição cultural nacional", realçou o presidente do IPMA. "Somos aquele país em que, quando há um exercício de incêndio, as pessoas esperam que o barulho acabe". Sempre houve mudanças do clima no sentido lato do termo, quando as mudanças são lentas, os povos conseguem adaptar-se migrando, e as práticas culturais são alteradas de forma contínua.
"O que estamos a observar agora que é diferente é a mudança mais rápida que a sequência de gerações e a família é apanhada numa altura em que já está numa fase avançada da vida e que as condições ambientais que a cercam estão a ser rapidamente alteradas", descreveu. O responsável também referiu que, com as novas condições climatéricas, serão necessárias novas redes de transmissão de informação, de dados, que "sejam muito resilientes aos fenómenos meteorológicos e geofísicos extremos". "Não podemos provavelmente gerir muito facilmente uma situação em que estamos muito dependentes da rede que arde, do cabo de electricidade que cai e da pessoa que fica isolada e ninguém sabe onde está", alertou. Por isso, a resiliência dos meios de transmissão de informação "vai ser também uma das questões muito discutidas nos próximos tempos, vai ser preciso assegurar que, mesmo na ocorrência de um incêndio de grandes proporções, a comunicação entre as pessoas é mantida".
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sábado, 2 de dezembro de 2017

6528. Sábado, 2 de Dezembro (07h00)



Algumas temperaturas às 07h00
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Faro (Aeroporto): 8,6 ºC
Cabo Carvoeiro: 7,8 ºC
Cabo Raso: 7,8 ºC
Almada (P. Rainha): 7,6 ºC
Lisboa (Geofísico): 7,2 ºC
Tapada da Ajuda (Lisboa): 6,3 ºC
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Cabeceiras de Basto: - 3,3 ºC
Bragança: - 3,8 ºC
Macedo de Cavaleiros (Bagueixe): - 4,3 ºC
Chaves (Aeródromo): - 5,2 ºC
Mirandela: - 5,3 ºC
Miranda do Douro: - 7,1 ºC
* * *
Fonte: IPMA

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

6527. Sexta-feira, 1 de Dezembro (07h00)



Algumas temperaturas às 07h00
* * *
Ilhas Selvagens (Madeira): 19,5 ºC
Cabo Carvoeiro: 12,1 ºC
Lisboa (Geofísico): 9,2 ºC
Cabo Raso: 8,9 ºC
Amadora: 8,8 ºC
Almada (P. Rainha): 8,2 ºC
Lisboa (G. Coutinho): 8,0 ºC
* * *
Alcobaça: - 1,9 ºC
Avis (Benavila): - 1,9 ºC
Mirandela: - 2,1 ºC
Portel (Oriola): - 2,1 ºC
Coruche: - 2,3 ºC
Aljezur: - 3,3 ºC
Miranda do Douro: - 3,4 ºC
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Fonte: IPMA