sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

7589. DEPRESSÃO GLÓRIA

Carta Sinóptica de Superfície prevista para
Sabado,  18 de Janeiro de 2020_12h00
Fonte: MetOffice
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No seguimento dos critérios de emissão estabelecidos, foi atribuído pela AEMET (Agencia Estatal de Meteorologia - Espanha) o nome GLORIA a uma depressão que se prevê estar centrada em 39°N 01°E no dia 19 de Janeiro de 2020 às 04 UTC. Os efeitos sentidos desta depressão no território do continente serão, essencialmente, o aumento da intensidade do vento a partir de domingo, em especial nas terras altas, onde as rajadas poderão atingir 110 km/h.
No sábado dia 18, em Portugal Continental, teremos a passagem de um sistema frontal, associado a uma depressão que será absorvida na circulação da depressão GLORIA a noroeste da Península Ibérica.
Assim, prevê-se para sábado períodos de chuva ou aguaceiros, por vezes fortes na região Centro até ao início da manhã, vento fraco a moderado (até 30 km/h) do quadrante sul, soprando por vezes forte (até 40 km/h) na faixa costeira ocidental, com rajadas até 70 km/h entre os cabos Espichel e Mondego até ao início da manhã, e vento moderado a forte (30 a 50 km/h) nas terras altas, por vezes com rajadas até 100 km/h, rodando gradualmente para noroeste. Prevê-se também a possibilidade de queda de neve acima de 1600 metros até ao início da manhã e no final deste mesmo dia.
No domingo e para o início da próxima semana, prevê-se o retorno do tempo seco, com vento do quadrante norte, por vezes forte na faixa costeira ocidental e forte com rajadas até 110 km/h nas terras altas, associado a uma descida generalizada das temperaturas.
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Fonte: IPMA

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

7588. Inundações em Lisboa


CopyRight @ RTP Notícias

7587. PORTUGAL CONTINENTAL: Instabilidade associada à passagem de frente fria

Imagem de satélite às 17h00
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Fonte: SAT24
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Intensidade da precipitação às 17h00
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Fonte: IPMA

Passagem de superfície frontal fria pelo norte e centro do território de Portugal Continental, deslocando-se do litoral para o interior; períodos de céu muito nublado e ocorrência de precipitação, por vezes forte e acompanhada por rajadas de vento muito fortes.

7586. PORTUGAL CONTINENTAL: Chuva forte até sábado e depois regressa o tempo seco e frio

Em declarações à Lusa, a meteorologista Maria João Frada, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), adiantou que até sábado está prevista a passagem de sucessivas ondulações frontais que vão trazer chuva forte. “Hoje de manhã temos já períodos de chuva em geral fraca e a partir da manhã prevê-se um aumento da intensidade e frequência da precipitação, especialmente no norte e cento, acompanhada de vento forte com rajadas nas terras altas até 100 quilómetros por hora”, disse. Esta situação levou já a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) a emitir na quarta-feira um alerta para o agravamento das condições meteorológicas, em particular nos distritos de Viana do Castelo, Vila Real, Braga e Porto.
A ANEPC recomenda que seja dada “especial atenção às zonas historicamente identificadas como vulneráveis a inundações”, uma vez que poderá haver acumulação de água da chuva nas bacias hidrográficas de Lima, Cávado e margem norte do Douro.
Em declarações à Lusa, a meteorologista Maria João Frada indicou que para o final do dia de hoje está também prevista chuva, mas em geral fraca no Algarve e baixo Alentejo.
“Por causa do mau tempo, o IPMA emitiu aviso laranja para os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto e Aveiro devido à agitação marítima, prevendo-se ondas de sudoeste com 5 a 5,5 metros, podendo atingir 9 metros de altura máxima”, disse.
Este aviso laranja vai estar em vigor entre as 12:00 e as 18:00 de hoje. Os distritos de Coimbra, Leiria e Lisboa, também estão sob aviso amarelo por causa da agitação marítima, prevendo-se ondas de oeste/sudoeste com 4 a 5 metros até às 21:00 de hoje.
O IPMA emitiu também aviso amarelo para Viana do Castelo, Braga e Porto devido à previsão de períodos de chuva, por vezes forte, entre as 12:00 e as 18:00 de hoje.
Os distritos de Viana do Castelo, Porto, Braga, Aveiro, Vila Real, Guarda, Viseu e Coimbra devido ao vento forte de sul, com rajadas até 80 quilómetros por hora no litoral e rajadas até 100 quilómetros por hora nas terras altas entre as 09:00 e as 18:00 de hoje.
“Para sexta-feira prevê-se uma diminuição considerável da intensidade do vento. Teremos neblinas e nevoeiros matinais e uma descida significativa das temperaturas mínimas. Vão rondar os 3 a 6 graus no norte e centro”, disse. Segundo Maria João Frada, na sexta-feira estão previstos aguaceiros fracos durante a madrugada nas regiões do norte e centro, podendo ocorrer queda de neve.
“No sábado voltamos a ter uma aproximação de ondulação frontal com a vinda de chuva. Vai ser um dia com muita chuva e vento em todo o território. Esta chuva pode ser temporariamente intensa, acompanhado por vento forte, em especial no litoral e nas terras altas e queda de neve de madrugada em quotas acima dos 700/900 metros”, referiu.
Para domingo, indicou Maria João Frada, está prevista uma melhoria com o regresso do tempo seco, mas também do frio com a descida acentuada das temperaturas e vento, que vão fazer aumentar o desconforto térmico. De acordo com o IPMA, as temperaturas mínimas vão descer em Portugal continental na ordem dos 7 graus Celsius. “No domingo, as temperaturas mínimas vão rondar os -2 e 1 no nordeste transmontano e Beira Alta, entre 4 e 6 graus no resto do território, com excepção do Algarve que será entre os 5 e os 8 graus. Na segunda-feira, as temperaturas mínimas voltam a descer 2 graus nas regiões do norte e centro”, disse.
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quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

7585. PORTUGAL CONTINENTAL: Aviso de mau tempo


A Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil emitiu um comunicado em que avisa a população de um agravamento das condições meteorológicas nas próximas horas. De acordo com a Protecção Civil, no seguimento do contacto feito com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, "prevê-se para as próximas horas um agravamento das condições meteorológicas".
O mau tempo deve atingir em particular os "distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto e Vila Real no período entre as 12h00 e as 18h00 horas" de quinta-feira amanhã. É esperada chuva, "que poderá ser por vezes forte a partir do fim da manhã na região norte". Também "vento de sul forte no litoral oeste norte e centro, com rajadas até 80 km/h". A intensidade do vento deve diminuir ao final da tarde. As autoridades esperam também "agitação marítima a partir do início da próxima madrugada em toda a costa mantendo-se previsivelmente até ao final do dia".
De acordo com a Protecção Civil prevê-se ainda "que os acumulados de precipitação nas bacias hidrográficas da região Norte (em particular Lima, Cávado e margem Norte do Douro) possam atingir valores acumulados elevados nas próximas 24 horas, importando manter a vigilância para antecipar o aumento da cota dos cursos de água"
Deve ser dada especial atenção às zonas "historicamente identificadas como vulneráveis a inundações e em particular em bacias hidrográficas não regularizadas e de escoamento rápido".
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7584. Ranking Meteorológico Europeu (4º Trimestre de 2019)



Relatório descritivo para as estações portuguesas

A análise dos dados das estações meteorológicas portuguesas representados nos quadros, elaborados a partir da informação recolhida no portal WeatherOnline, permite concluir que, relativamente à temperatura máxima acumulada diariamente ao longo do quarto trimestre de 2019, todas as estações meteorológicas portuguesas (com excepção da estação meteorológica do Funchal, no Arquipélago da Madeira) acumularam valores iguais ou inferiores aos valores normais esperados para os meses de Outubro, Novembro e Dezembro, traduzindo assim a ocorrência de um Outono relativamente normal ou mais fresco que o normal; a excepção coube ao Funchal, que acumulou valores superiores aos valores normais esperados para o mesmo período do ano, traduzindo assim a ocorrência de um Outono relativamente mais quente que o normal.
Relativamente à distribuição da precipitação (valor máximo diário acumulado ao longo do terceiro trimestre de 2019), a estação meteorológica das Lajes/Terceira, no Arquipélago dos Açores, e as estações meteorológicas de Viana do Castelo, Porto/Pedras Rubras, Ovar, e Penhas Douradas, em Portugal Continental, acumularam valores superiores aos valores normais esperados para os meses de Outubro, Novembro e Dezembro, traduzindo assim a ocorrência de um Outono relativamente húmido naquelas estações meteorológicas; todas as restantes estações meteorológicas do país, incluindo as dos arquipélagos dos Açores e da Madeira, acumularam valores iguais ou inferiores aos valores normais esperados para o quarto trimestre do ano, traduzindo um Outono normal ou mais seco que o normal.
Os presentes dados referem-se ao quarto trimestre de 2019. Os dados entre parênteses correspondem ao desvio percentual em relação à média para o quarto trimestre do ano, calculado com base nos valores registados desde 2007 (acumulação de temperatura máxima diária e precipitação máxima diária) e 2010 (acumulação de temperatura mínima diária). A cor verde assinala que, no referido trimestre, a estação meteorológica registou valores superiores ao que é normal no trimestre, enquanto a cor vermelha significa que a estação meteorológica registou valores inferiores ao que é normal para o trimestre.
Os dados estatísticos assinalam uma pontuação elaborada a partir do WeatherOnline, atribuindo uma pontuação de 10 a 1 a cada estação meteorológica que se posicionou nos 1º a 10º lugar no ranking diário de temperaturas máximas e mínimas e de precipitação acumulada em 24 horas, no conjunto de todas as estações meteorológicas da Europa, consideradas no seu conjunto como padrão de comparação.

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

7583. Temperaturas máximas inferiores a 5,0 ºC (5 a 13 de Janeiro)

Temperaturas máximas inferiores a 5,0 ºC
(Temperatura mínima entre parênteses)
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Domingo, dia 5 de Janeiro
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Miranda do Douro: 4,6 ºC (-0,2 ºC)
Figueira de Castelo Rodrigo (Vila Torpim): 3,6 ºC (-3,1 ºC)
Carrazeda de Ansiães: 3,4 ºC (+0,1 ºC)
Moimenta da Beira: 3,4 ºC (+0,5 ºC)
Trancoso (Bandarra): 2,9 ºC (+0,4 ºC)
Sabugal (Martim Rei): 2,9 ºC (-3,1 ºC)
Vinhais: 2,7 ºC (-,- ºC)
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Segunda-feira, dia 6 de Janeiro
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Chaves (Aeródromo): 4,9 ºC (-0,2 ºC)
Figueira de Castelo Rodrigo (Vila Torpim): 4,1 ºC (-1,2 ºC)
Miranda do Douro: 2,1 ºC (-1,5 ºC)
Mogadouro: 2,1 ºC (-1,7 ºC)
Vinhais: 1,7 ºC (-,- ºC)
Macedo de Cavaleiros (Bagueixe): 1,6 ºC (-0,3 ºC)
Bragança: 0,6 ºC (-1,4 ºC)
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Terça-feira, dia 7 de Janeiro
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Vila Real (Cidade): 3,7 ºC (-2,6 ºC)
Mirandela: 3,7 ºC (+1,5 ºC)
Miranda do Douro: 3,3 ºC (-2,5 ºC)
Vila Real: 3,0 ºC (-0,1 ºC)
Mogadouro: 2,9 ºC (-2,9 ºC)
Vinhais: 2,6 ºC (-,- ºC)
Macedo de Cavaleiros (Bagueixe): 2,5 ºC (-2,1 ºC)
Bragança: 1,2 ºC (-2,9 ºC)
Figueira de Castelo Rodrigo (Vila Torpim): 1,0 ºC (-1,4 ºC)
Moimenta da Beira: 1,9 ºC (-2,1 ºC)
Carrazeda de Ansiães: 1,9 ºC (-2,9 ºC)
Trancoso (Bandarra): 0,6 ºC (-2,6 ºC)
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Quarta-feira, dia 8 de Janeiro
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Mirandela: 3,0 ºC (+1,1 ºC)
Figueira de Castelo Rodrigo (Vila Torpim): 2,2 ºC (-1,5 ºC)
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Domingo, dia 12 de Janeiro
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Mirandela: 2,9 ºC (-2,4 ºC)
Miranda do Douro: 0,4 ºC (-4,9 ºC)
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Segunda-feira, dia 13 de Janeiro
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Pinhão (Santa Bárbara): 4,8 ºC (+2,1 ºC)
Macedo de Cavaleiros (Bagueixe): 3,8 ºC (-3,9 ºC)
Vila Real (Cidade): 3,3 ºC (-3,9 ºC)
Carrazeda de Ansiães: 3,2 ºC (-4,9 ºC)
Mirandela: 2,7 ºC (-0,1 ºC)
Vila Real: 2,4 ºC (-1,8 ºC
Vinhais: 1,4 ºC (-3,7 ºC)
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Fonte: IPMA

7582. Trancoso sincelo 8-1-2020

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7581. Sincelo no nordeste transmontano

7580. Vulcão Filipinas. Meio milhão de pessoas com ordem de retirada

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segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

7579. Frio no nordeste transmontano

Imagem de satélite às 16h00
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Fonte: SAT24
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Temperaturas no nordeste transmontano
(Tecle na imagem para ampliar)
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Fonte: IPMA

7578. Segunda-feira, 13 de Janeiro (07h00)

Algumas temperaturas às 07h00
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Aeródromo das Flores (Açores): 16,4 ºC
Cabo da Roca: 9,8 ºC
Albufeira: 9,0 ºC
Cabo Raso: 7,1 ºC
Sines: 7,1 ºC
Lisboa (Geofísico): 6,9 ºC
Lisboa (Tapada da Ajuda): 6,8 ºC
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Miranda do Douro: - 3,0 ºC
Vinhais: - 3,3 ºC
Aljezur: - 3,4 ºC
Figueira de Castelo Rodrigo (Vila Torpim): - 3,5 ºC
Macedo de Cavaleiros (Bagueixe): - 3,7 ºC
Mogadouro: - 4,1 ºC
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Fonte: IPMA

domingo, 12 de janeiro de 2020

7577. Domingo, 12 de Janeiro (07h00)

Algumas temperaturas às 07h00
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Porto Moniz (Madeira): 16,9 ºC
Cabo da Roca: 10,8 ºC
Faro (Aeroporto): 10,2 ºC
Olhão (EPPO): 8,9 ºC
Albufeira: 8,8 ºC
Penhas Douradas: 8,0 ºC
Fóia: 7,0 ºC
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Cabeceiras de Basto: - 2,2 ºC
Macedo de Cavaleiros (Bagueixe): - 2,3 ºC
Tomar (Valdonas): - 2,7 ºC
Bragança: - 3,3 ºC
Carrazeda de Ansiães: - 3,8 ºC
Miranda do Douro: - 4,7 ºC
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Fonte: IPMA

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

7576. Açores: Radares meteorológicos teriam ajudado IPMA a acompanhar melhor passagem de furacão

O delegado regional dos Açores do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) afirmou hoje que os radares meteorológicos podem ajudar em situações extremas, como o do furacão Lorenzo. “Parte do furacão [Lorenzo] não tinha precipitação. Tínhamos uma parte oeste do furacão com muita precipitação, a parte leste não tinha precipitação. Seguir uma situação destas com um radar permite-nos contactar a Protecção Civil, por exemplo, e dizer-lhes que a precipitação não era um problema e à Protecção Civil canalizar os seus meios para aquilo que, neste caso, seria o vento e a agitação marítima”, exemplificou Carlos Ramalho.
O meteorologista foi hoje ouvido na delegação de Ponta Delgada da Assembleia Legislativa Regional, onde realçou que os radares meteorológicos são importantes “a nível de acompanhamento e de previsão em curto espaço temporal, poucas horas”.
O meteorologista do IPMA adiantou que o radar do Pico de Santa Bárbara, na ilha Terceira, “está em processo avançado”, aguardando o visto do Tribunal de Contas, seguindo-se um período de “cerca de seis meses” até que esteja concluído, depois de ser iniciada a instalação.
Em São Miguel, “vai ser iniciado o estudo de relocalização das antenas do Pico da Barrosa”, realizado pelo Instituto de Telecomunicações da Universidade de Aveiro, que se prevê arranque este ano, adiantou. Quanto ao radar para o grupo ocidental, constituído pelas ilhas do Corvo e das Flores, “ainda está um pouco mais atrasado”, admitiu Carlos Ramalho, observando, contudo, que está para breve o início dos estudos para uma localização. Referindo existirem vários factores a ter em conta para a instalação de um radar, o delegado regional do IPMA considerou que, “do ponto de vista puramente meteorológico”, a melhor localização para o equipamento no grupo ocidental seria nas Flores. “O facto dos sistemas mais gravosos que afectam a região virem de sul, o facto de a ilha das Flores estar a cerca de 30, 40 quilómetros a sul do Corvo, (…) dá-nos uma hora de ganho em termos de avisos que o IPMA poderá fazer à Protecção Civil em situações de tempo severo em que o radar é útil”, concretizou.
O deputado único do Partido Popular Monárquico na Assembleia Legislativa dos Açores, proponente do projecto de resolução que motivou a audição, assinalou que “este é um projecto com mais de três décadas e, por isso, é necessário que haja vontade política para o concretizar”. Paulo Estêvão afirmou que “não faz sentido que os Açores, que são a região que tem mais problemas a este nível [meteorológico], sejam também a última região em que este projecto está a ser concretizado”, defendendo que esta “é uma matéria em que existe empenho de todos os partidos”. “O que há aqui é forçar o Governo da República a tomar uma decisão”, prosseguiu, apontando para 2023 como data em que este processo deve estar concluído.
Os Açores eram, até 2016, servidos por um único radar, no Pico de Santa Bárbara, na ilha Terceira, que era propriedade do Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América, mas foi desactivado na sequência do processo de redução da base militar norte-americana nas Lajes. Actualmente, não há nenhum radar meteorológico operacional na região, mas na proposta do Orçamento do Estado para 2020, que dedica cerca de 293 milhões de euros para a Região Autónoma dos Açores, está prevista a instalação destes equipamentos no arquipélago.
A passagem do furacão Lorenzo pelos Açores, em Outubro de 2019, causou a destruição total do Porto das Lajes das Flores, o que colocou em risco o abastecimento ao grupo ocidental. Durante a passagem do Lorenzo no arquipélago foram registadas 255 ocorrências e 53 pessoas tiveram de ser realojadas, num total de cerca de 330 milhões de euros de prejuízo, segundo o Governo Regional.
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7575. Sem radares meteorológicos, Açores seguem "Lorenzo" com imagens de satélite

“Este furacão está a ser seguido com imagens de satélite e modelos meteorológicos que fazem a previsão. O Centro de Miami, que é o responsável por este tipo de fenómeno no Atlântico Norte, tem os seus próprios modelos. Em conjunto com os nossos modelos e os deles, é feito esse acompanhamento. Um acompanhamento mais próximo do local é feito com imagens de satélite”, adianta à Lusa a meteorologista Vanda Costa, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
A cientista explica que um satélite dá “uma fotografia do alto da atmosfera para baixo, para a superfície terrestre”, de onde é possível “retirar muita informação”. Já um radar “trabalha da terra para a altitude” e tem um campo de acção “muito mais pequeno”, mas “consegue detectar partículas que o satélite não consegue”, servindo para uma previsão a curto prazo.
Os Açores eram, até 2016, servidos por um único radar, no Pico de Santa Bárbara, na ilha Terceira, que era propriedade do Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América, mas foi desactivado na sequência do processo de redução da base militar norte-americana nas Lajes. Actualmente, não há nenhum radar meteorológico operacional na região, mas a instalação desta estrutura no Pico de Santa Bárbara está prevista para este ano, e está planeada, também, a construção de um radar no Pico da Barrosa, em São Miguel.
Em Junho, Jorge Miranda, presidente do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), salientou que “os Açores precisam de três radares e que o radar das Flores – que é, muitas vezes, pouco discutido – é um elemento fundamental da rede, porque a maioria das tempestades mais gravosas que atingem as ilhas viriam a ser primeiramente detectadas no radar das Flores”. Questionada sobre se estes equipamentos fazem falta à operação do IPMA na região, Vanda Costa responde que “sim, sem dúvida” e concretiza: “Uma das situações que temos aqui nos Açores, e a nível mundial, é a previsão da precipitação intensa. É difícil de se prever, não só aqui nos Açores, é um problema mundial, e um radar vem ajudar, não na previsão a longo prazo, ou seja, de dois ou três dias, mas sim de uma ou duas horas”. A meteorologista ressalva, no entanto, que este instrumento traria mais precisão às previsões, mas a sua ausência não compromete o trabalho do instituto.
Além dos radares, há, no arquipélago, uma carência de estações meteorológicas. Nas duas ilhas do arquipélago da Madeira, o IPMA tem 16 estações, sendo que 15 ficam na ilha da Madeira e uma no Porto Santo. Pelas nove ilhas dos Açores, estão distribuídas apenas 11. Estas estações são essenciais para a observação dos fenómenos meteorológicos, explica Vanda Costa, que, sem adiantar um número preciso, afirma que, “de uma forma geral, a rede terá de ser reforçada no arquipélago todo”.
“Quanto maior for a ilha, maior a necessidade de ter estações. Em todas as costas ter uma estação, era importante, pelo menos”, indica a meteorologista, apontando o protocolo para intercâmbio de dados meteorológicos, celebrado entre o IPMA e o Governo Regional dos Açores, que permite um melhor acompanhamento dos fenómenos. Ainda assim, a cientista acautela que “a meteorologia é uma ciência exacta, mas de muita incerteza. Há situações que, mesmo com os melhores meios, não podem ser asseguradas”. “Apesar de termos evoluído muito, estamos a falar de cálculos e aproximações. É muito difícil transformar a natureza em equações matemáticas. Isso acontece em qualquer lado”, garante.
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quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

7574. Quarta-feira, 8 de Janeiro (07h00)

Algumas temperaturas às 07h00
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Aeródromo do Pico (Açores): 18,8 ºC
Sagres: 11,5 ºC
Cabo Raso: 11,3 ºC
Portalegre: 10,9 ºC
Cabo da Roca: 10,1 ºC
Penhas Douradas: 9,8 ºC
Albufeira: 8,7 ºC
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Vinhais: - 2,4 ºC
Bragança: - 2,5 ºC
Dunas de Mira: - 2,5 ºC
Macedo de Cavaleiros (Bagueixe): - 3,1 ºC
Moimenta da Beira: - 3,7 ºC
Sabugal (Martim Rei): - 4,7 ºC
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Fonte: IPMA

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

sábado, 4 de janeiro de 2020

7570. RANKING EUROPEU: Tendência climática para o Inverno de 2019/20

INVERNO 2019/20
(Janeiro/Fevereiro/Março)
  Tendência climática para o primeiro trimestre de 2020
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TEMPERATURAS MÁXIMAS DIÁRIAS
Regiões com maior probabilidade de virem a registar um maior número de dias com temperaturas máximas diárias superiores aos valores máximos normais deste trimestre.
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TEMPERATURAS MÍNIMAS DIÁRIAS
Regiões com maior probabilidade de virem a registar um maior número de dias com temperaturas mínimas diárias inferiores aos valores mínimos normais deste trimestre.
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PRECIPITAÇÃO MÁXIMA DIÁRIA
Regiões com maior probabilidade de virem a registar um maior número de dias com precipitações máximas diárias superiores aos valores máximos diários normais deste trimestre.
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 Prováveis regiões da Europa
com valores INFERIORES à média
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INVERNO 2019/20
(Janeiro/Fevereiro/Março)
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TEMPERATURA MÁXIMA DIÁRIA
(Acumulada)
Tendência para menos calor
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TEMPERATURA MÍNIMA DIÁRIA
(Acumulada)
Tendência para menos frio 
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PRECIPITAÇÃO MÁXIMA DIÁRIA
(Acumulada)
Tendência para uma diminuição da precipitação
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7569. PORTUGAL: Probabilidades no Inverno



7568. Sábado, 4 de Janeiro: Nevoeiro no nordeste transmontano

Imagem de Satélite às 16h30
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Fonte: SAT24
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Temperaturas às 15h00
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Fonte: IPMA