quarta-feira, 28 de abril de 2021

8153. Quarta-feira, 28 de Abril (19h30)

Imagem de Satélite às 19h30
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Fonte: SAT24

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Períodos de chuva ou aguaceiros nas regiões do interior.

terça-feira, 27 de abril de 2021

8152. NORDESTE TRANSMONTANO: Tempo severo

Intensidade da precipitação às 22h30
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Fonte: IPMA

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Noite de temporal no nordeste transmontano, com ocorrência de aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoadas; possibilidade de queda de granizo.

8151. Terça-feira, 27 de Abril (19h00)

Imagem de satélite às 19h00
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Fonte: SAT24
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Tarde instável nas regiões do interior norte e centro, com ocorrência de aguaceiros, pontualmente fortes e acompanhados de trovoadas; possibilidade de queda de granizo.

segunda-feira, 26 de abril de 2021

8150. Ranking Meteorológico Europeu (Maiores desvios à média nos últimos 12 meses até 31.03.2021)

(Actualização da postagem número 8053)
BALANÇO ENTRE 01.04.2020 E 31.03.2021
 Estações com maiores desvios de temperaturas 
(Temperatura máxima absoluta acumulada diariamente)  
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BALANÇO ENTRE 01.04.2020 E 31.03.2021
Estações com maiores desvios de temperaturas
(Temperatura mínima absoluta acumulada diariamente)
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BALANÇO ENTRE 01.04.2020 E 31.03.2021
Estações com maiores desvios de precipitação
 (Precipitação máxima acumulada diariamente)
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8149. Esta noite há Superlua rosa, a primeira de 2021

Às 4h30 de Portugal Continental, haverá uma Superlua rosa a pairar sobre o firmamento – e será apenas a primeira que nos reserva este ano de 2021. A 26 de Maio haverá uma segunda Superlua, que terá o atractivo acrescido de ocorrer durante um eclipse total da própria lua.
No caso da Superlua rosa de Abril, os entusiastas poderão deparar-se com o fenómeno natural às 04h31 de Portugal Continental, revela a agência espacial americana NASA. Este ciclo de Lua cheia deverá durar cerca de três dias – e deve o nome ao facto de ter um perigeu mais curto que o habitual.
O perigeu é o nome dado ao ponto mais próximo de um corpo celeste quando orbita em torno de outro – e é esta proximidade que está na origem da sensação de aumento de dimensão da Lua perante os olhos de quem se encontra na Terra. A Superlua de 27 de Abril não será a mais próxima da Terra durante 2021. A NASA recorda que a Superlua que deverá ocorrer a 26 de Maio vai ter um perigeu 157 quilómetros mais reduzido que o de 27 de Abril. O perigeu da órbita da Lua em torno da Terra ronda os 392.500 quilómetros.
A cor rosa que é acrescentada à denominação desta Superlua poderá frustrar os mais inexperientes. A Livescience recorda que a denominação rosa deve-se às flores de um musgo conhecido como Phlox subulata. De resto, as denominações dadas a esta Superlua podem variar consoante as culturas, geografias e religiões. As tribos índias que viviam na costa leste dos EUA apelidavam-na de Fish Moon (tradução literal “Lua do peixe”) numa alusão aos cardumes de sáveis que sobem os rios por essa altura.
Segundo o calendário da Igreja Católica, esta é a lua pascal; mas para os hindus é a altura de festejar o Hanuman Jayanti, que está relacionado com o nascimento do deus Hanuman.
Hugo Séneca
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Fonte (texto e imagem): Expresso

8148. Alentejo em tarde de Primevera

 



8147. PORTUGAL CONTINENTAL: Instabilidade às 20h00

Imagem de satélite às 20h00
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Fonte: SAT24

8146. Corredor de maior instabilidade (15h50)

ECHOTOP (km)
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Fonte: AEMET

8145. PORTUGAL CONTINENTAL: Instabilidade severa no centro - sul



Instabilidade em torno da depressão LOLA, situada a sudoeste do território de Portugal Continental. As massas de ar circulam em torno do centro de baixas pressões, no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio; a presença de ar muito frio em altitude (temperatura a rondar os 20 ºC negativos aos 500 hPa, sensivelmente a 5500 metros de altitude) reforça as condições de instabilidade, levando ao surgimento de nebulosidade de desenvolvimento vertical, propícia à ocorrência de aguaceiros dispersos, pontualmente fortes e acompanhados de trovoadas e possibilidade de queda de granizo. Condições propícias para a ocorrência de elevadas precipitações em locais dispersos.

A situação de maior instabilidade localiza-se nas regiões do centro – sul, particularmente no litoral oeste, onde o topo das nuvens de desenvolvimento vertical (cumulonimbos) estão acima dos 10 000 metros de altitude.

domingo, 25 de abril de 2021

8144. Domingo, 25 de Abril: Tarde instável

Imagem de satélite às 16h00
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Fonte: SAT24

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Períodos de céu muito nublado e ocorrência de aguaceiros e trovoadas dispersas, sobretudo nas regiões do interior.

sábado, 24 de abril de 2021

8143. Incêndios: Tribunal de Contas conclui que faltam concretizar medidas aprovadas em 2017


As medidas de prevenção e combate aos incêndios rurais decididas após os grandes fogos de 2017 “ainda não foram completamente concretizadas”, existindo várias áreas que carecem “de aperfeiçoamento”, revela uma auditoria do Tribunal de Contas (TdC). Numa auditoria ao Dispositivo Especial de Combates a Incêndios Rurais (DECIR) e que visou examinar o grau de execução das medidas da reforma do sistema de prevenção e combate aos incêndios rurais decididas pelo Governo em Outubro de 2017, o TdC concluiu que esta reforma “não se encontra integralmente concretizada”.

Os juízes consideram que a reforma “está atrasada nalgumas vertentes importantes”, embora tenham sido realizadas uma boa parte das medidas definidas e tenha havido reforço dos meios humanos, terrestres e aéreos afectos ao combate a incêndios e melhorias no respectivo planeamento e coordenação. O TdC refere que “falta clarificar a legislação em vigor”, aprovar importantes instrumentos e documentos estratégicos e de operacionalização no âmbito do programa nacional e regional do sistema de gestão integrada de fogos rurais e concretizar o novo sistema de protecção e socorro.

Os juízes consideram também que não foram “totalmente alcançados os objectivos relacionados com os sistemas de informação e comunicação, reforço dos meios aéreos e com a aquisição de alguns equipamentos sobretudo por razões de natureza orçamental”, sustentando que "as medidas relativas à intervenção no território, em termos de gestão da floresta, da vegetação e dos combustíveis encontram-se num nível de execução reduzido”. O Tribunal observou que o planeamento e a execução do combate aos incêndios melhoraram, mas carecem de uma visão mais integrada e de melhorias de desempenho no terreno, designadamente quanto à homogeneidade territorial do posicionamento estratégico.

Para o TdC, o DECIR assenta numa multiplicidade de sistemas de informação, “sem uniformização de conteúdos e acarretando a dispersão da informação” e os mecanismos de avaliação “não estão suficientemente institucionalizados". Os juízes alertam igualmente para a não existência de um sistema que apure os custos da prevenção e combate aos incêndios, de modo a quantificar, em cada ano, os encargos associados à prevenção e combate, ao DECIR e a cada incêndio.

O relatório frisa também que os bombeiros são a principal força que sustenta o DECIR e a sua participação aumentou, mas, em termos de evolução, a Guarda Nacional Republicana foi a entidade que mais reforçou o seu papel. De acordo com o TdC, foram integrados no DECIR de 2019 peritos da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), a pedido da Autoridade Nacional de Emergência e protecção Civil (ANEPC).

O Tribunal avança que estes meios implicaram uma despesa de 60,5 milhões de euros em 2018 e 47,7 milhões de euros em 2019, no total de 108,2 milhões de euros. Os juízes do Tribunal de Contas consideram que a capacitação dos meios humanos de combate aos incêndios deve ser aprofundada e é necessário “mais esforços” na área da formação.

A auditoria dá conta que não existiu em 2018 e 2019 “capacidade de resposta total” dos meios aéreos, apesar do reforço, avançando que ocorreram “situações de interrupção ou cancelamento de missões, em incumprimento de disposições contratuais, e não está concluído o processo para constituição de uma frota própria e centralizada”. Sobre o Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), o relatório refere que esta rede satisfaz actualmente as principais necessidades de comunicação de emergência, mas alerta para o aproximar do termo do contrato vigente, antevendo-se “alterações no modelo tecnológico e de gestão que urge definir”.

Os juízes referem igualmente que se regista uma evolução positiva na ocorrência de incêndios, na salvaguarda de vidas humanas e nas atitudes de gestão do risco por parte da população, mas “as alterações climáticas e as persistentes vulnerabilidades na gestão do território e da vegetação não garantem a sustentabilidade dessa trajectória”. Entre as recomendações dirigidas à Assembleia da República, Governo, AGIF, ANEPC e Força Aérea, destacam-se a urgente revisão dos diplomas que estão desajustados ao novo Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais e inscrição no Orçamento do Estado de um programa orçamental transversal para a prevenção e combate aos incêndios.

O TdC recomenda igualmente a elaboração e implementação dos instrumentos de programação em falta, num quadro de articulação dos diversos níveis de gestão territorial, a urgente transferência dos seis helicópteros do Estado Kamov para a Força Aérea, a melhoria do posicionamento estratégico dos meios do DECIR nas várias fases de combate aos fogos e o reforço da capacitação dos agentes. Definição do novo modelo tecnológico, contratual e de gestão do SIRESP, monitorização e a avaliação anual do DECIR e revisão e melhor articulação dos sistemas de informação são ainda outras recomendações.

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Fonte (texto e imagem): SAPO Notícias

 

sexta-feira, 23 de abril de 2021

8142. LITORAL OESTE: Tempo instável

Intensidade da precipitação às 17h00
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Fonte: IPMA

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Períodos de chuva ou aguaceiros no Litoral Oeste.

8141. Ranking Meteorológico Europeu (Maiores desvios à média no 1º Trimestre de 2021)

Actualização da postagem nº 7672
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1º TRIMESTRE DE 2021
Estações com maiores desvios de temperaturas
(temperatura máxima absoluta acumulada diariamente)
comparação ao normal no 1º Trimestre de cada ano
VALORES ABSOLUTOS E EM PERCENTAGEM
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1º TRIMESTRE DE 2021
Estações com maiores desvios de temperaturas
(temperatura mínima absoluta acumulada diariamente)
comparação ao normal no 1º Trimestre de cada ano
VALORES ABSOLUTOS E EM PERCENTAGEM
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1º TRIMESTRE DE 2021
Estações com maiores desvios de precipitação
(precipitação máxima acumulada diariamente)
comparação ao normal no 1º Trimestre de cada ano
VALORES ABSOLUTOS E EM PERCENTAGEM
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quinta-feira, 22 de abril de 2021

8140. Atlas Suzanne Daveau

Atlas Suzanne Daveau
EXPOSIÇÃO | 16 abr. - 30 jul. 
| Sala de Exposições Piso 2 | Entrada livre
Biblioteca Nacional de Portugal (Campo Grande, Lisboa)
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Suzanne Daveau, hoje com 96 anos, começou pelo ensino secundário, mas seria quase toda a vida Professora Universitária em Besançon, Dakar, Reims e Lisboa. Investigou em temas variados como Geomorfologia e Climatologia, Geografia Histórica e Regional, História da Geografia e Cartografia. A partir de 1965 colaborou estreitamente com Orlando Ribeiro (1911-1997). Entre as suas obras destacam-se Les Régions Frontalières de la Montagne Jurassienne (tese de doutoramento, 1959), O Ambiente Geográfico Natural (1970, 5ª ed., 2019), La Zone Intertropicale Humide (com O. Ribeiro, 1973), Distribuição e Ritmo de Precipitação em Portugal (1977), Portugal, o Sabor da Terra (com J. Mattoso e D. Belo, 1998, 2ª ed., 2010) e Um Antigo Mapa Corográfico de Portugal (2010).

As fotografias de Suzanne Daveau registaram o tempo longo das sociedades rurais ocidentais ou tribais de África, as paisagens quase intocadas pela mão humana, mas também o enunciar de um mundo em progressiva mudança. O Atlas Suzanne Daveau é este percurso por um singular universo fotográfico que procurou uma ideia de verdade. Este é o retrato, o mapa, a geografia de uma mulher incansável que procurou conhecer e transmitir a sabedoria humana que se revela da terra. Talvez o que essa busca hoje nos devolva seja a inquietação do tempo presente. As suas fotografias dizem-nos, também, que o conhecimento é a melhor ferramenta que temos para lidar com um mundo aberto e em mudança permanente.
Esta abordagem ao universo fotográfico de Suzanne Daveau constitui uma interpretação concreta das imagens com que nos deparámos. Este não é um trabalho definitivo, na medida em que muitas outras leituras poderão ser feitas por outras pessoas. Este trabalho não tem um carácter monográfico. Foi nosso desejo construir um objecto de comunicação que, de algum modo, consiga transmitir a força das imagens e ao mesmo tempo fazer uma ponte com a contemporaneidade, com alguns dos problemas com que a humanidade hoje se depara, nomeadamente aqueles que se prendem com a terra que nos acolhe.
A exposição organiza-se em quatro grandes áreas temáticas: Rural; Humanidade; Cidade; e Natureza. Estes são os elementos que, diríamos, emanam da representação que Suzanne Daveau procurou com as suas fotografias. Na referência ao carácter científico das suas imagens, adicionámos as fichas que se encontram em arquivo no Centro de Estudos Geográficos, no núcleo Processo. Um sexto grupo de imagens, Tempo, é constituído por fotografias do seu avô, Léon Robert. Considerámos ainda dois grupos de imagens que, de algum modo, são unidades «flutuantes» nesta exposição, estabelecendo relações de descontinuidade com os grupos anteriormente referidos. Há um conjunto de imagens em que estão representadas pessoas, quase sempre isoladas, que contemplam a paisagem. Nessas diferentes pessoas quase que podemos ver Suzanne Daveau a ler, perscrutar, a interpretar as paisagens. Um último conjunto de fotografias é definido por imagens que tivemos dificuldade em ligar a qualquer uma das categorias anteriormente apresentadas. São imagens, por vezes, enigmáticas e inquietantes. São descontinuidades no seu trabalho que abrem portas para outras leituras, à margem de um pensamento geográfico.
Duarte Belo / Madalena Vidigal
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Fonte (texto e imagem): BNP

8139. DIA DA TERRA: Grupo Climáximo denuncia inutilidade das cimeiras

As cimeiras do clima gastam mais recursos e energia em marketing e estratégias de comunicação do que na criação de políticas públicas, denuncia o grupo de activistas Climáximo, que defende a urgência do combate às alterações climáticas. A propósito da cimeira de dois dias, o grupo salienta num comunicado que depois de 26 conferências da ONU, dezenas de cimeiras do G-8, G-7 e G-20, e muitas conferências internacionais, “as emissões de gases com efeito de estufa continuam a aumentar”.
Para o Climáximo, ainda que todos estes eventos diplomáticos sejam quase sempre em tom de celebração de vitória, a verdade é que não resultam em avanços na acção climática. “O Climáximo, colectivo pela justiça climática, sublinha que as políticas climáticas até agora apenas serviram para criar oportunidades de lucro para as mesmas empresas que lucraram com os combustíveis fósseis”, afirma no comunicado, acrescentando que essa falta de criação real de políticas públicas não é uma falha no sistema, é antes “a maneira como o sistema funciona”.
A propósito da cimeira “inútil” que hoje se inicia, quando se assinala o Dia da Terra, o Climáximo apresenta no comunicado o que chama um guia para seguir os discursos e declarações neste tipo de cimeiras. Considerando que Joe Biden convidou 40 países para a cimeira, as maiores economias, mas também países que mostram forte liderança climática ou que já sofrem os efeitos do aquecimento global, o Climáximo pergunta porque não foram convidados Moçambique ou Kiribati, que já estão a ser devastados pela crise climática, ou o que fazem na lista países como a Polónia, Arábia Saudita, Turquia ou Emirados Árabes Unidos.
Depois, alerta o Climáximo, nestas cimeiras os políticos gostam de fazer compromissos para tempos que não os impliquem. É por isso que, diz o colectivo, em vez de falarem sobre o que vão fazer em 2021 ou 2022 falam sobre 2030, “quando dificilmente estarão no poder”, ou sobre 2050, “quando provavelmente muitos já não estarão vivos”.
O grupo de activistas alerta ainda para a questão das propostas de redução de emissões até 2030, que são sempre referentes às emissões de um determinado ano, seja 1990, seja 2005, seja 2010, sempre anos em que as emissões de gases com efeito de estufa foram elevadas. Nestas cimeiras “há uma tendência geral de evitar o ponto principal: cortar efectivamente as emissões, o que implica deixar os combustíveis fósseis debaixo do solo”, afirma o grupo, frisando que “muitos governos, em vez de dizer o que vão fazer, falam acerca do que vai acontecer, sem explicar como”.
Nas declarações do G20 (19 maiores economias do mundo e União Europeia), acrescenta o comunicado, os líderes continuam a fazer os mesmos compromissos climáticos ano após ano, sem qualquer avanço real. Além de serem sempre para governos futuros, esses compromissos nunca são vinculativos. O colectivo pergunta se existe alguma meta real, quantificável que vá entrar em efeito no curto prazo, e dá a resposta: "não".
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Fonte: SAPO Notícias

8138. Europa viveu um dos anos mais quentes de sempre em 2020, Ártico siberiano com 6ºC acima da média

A Europa viveu o seu ano mais quente em 2020, enquanto partes do Árctico siberiano registaram 6 graus Celsius acima da média, de acordo com o relatório anual sobre o Estado do Clima Europeu hoje divulgado. A quarta edição do relatório do Serviço Europeu de Mudanças Climáticas Copérnico (C3S) detalhou as condições climáticas globais e europeias durante o ano passado, e procurou “quebrar o fosso entre a ciência e a sociedade”, disse aos jornalistas o director de serviços do programa Copérnico no Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo, Jean-Noel Thépaut.
O estudo mostrou que as temperaturas na Europa continuam numa trajectória de aquecimento, e que, à escala global, 2020 é um dos três anos mais quentes desde que existem registos, um recorde que tem sido quebrado consecutivamente nos últimos seis anos. No caso da Europa, em 2020 a temperatura subiu 0,4ºC acima dos anos mais quentes da última década, especialmente no Outono e Inverno, quando foi alcançado um novo recorde com um aumento de 3,4ºC sobre a média do período de referência, de 1981 a 2010.
Uma das cientistas responsáveis salientou que o relatório não se centrou apenas nos valores meteorológicos, mas utilizou todas as capacidades de monitorização, tais como os dados dos satélites. Freja Vamborg alertou para a situação no nordeste da Europa, que viveu um 2020 “particularmente quente”, com Invernos até 9ºC acima da média habitual, um aumento que teve consequências em áreas próximas do Mar Báltico, onde quase não nevou.
O relatório indicou que o noroeste da Europa experimentou no ano passado uma das primaveras “mais secas dos últimos anos”, depois de ter passado por um Inverno de fortes chuvas. Esta mudança reflectiu-se na descarga fluvial mais baixa do rio na bacia do Reno desde que existem registos. No entanto, no início de Outubro de 2020, a tempestade “Alex” chegou, com chuvas “invulgarmente elevadas” que triplicaram a precipitação média habitual, bateu recordes diários em países como o Reino Unido e França e causou mesmo inundações em algumas regiões da Europa Ocidental.
Por seu lado, o Árctico siberiano “está a aquecer a um ritmo mais rápido do que o resto do planeta”, advertiu Vamborg, sublinhando que 2020 foi “de longe” o ano mais quente até à data, com temperaturas até 6ºC mais elevadas do que o habitual. Por outro lado, em Março houve um “vórtice polar” de grande magnitude nesta região, o que resultou num esgotamento recorde da camada de ozono no hemisfério norte, acrescentou.
O clima anómalo em 2020 no Árctico também fez com que o gelo marinho atingisse “mínimos históricos”, bem como um aumento do número de incêndios florestais e das emissões de dióxido de carbono (CO2). As concentrações de gases com efeito de estufa, tais como dióxido de carbono e metano, atingiram os níveis mais elevados desde o início dos registos em 2003, mesmo com as reduções causadas pela paralisia de alguns sectores durante a pandemia.
Particularmente preocupante é o aumento acelerado das emissões de metano (mais 0,8% do que no ano anterior), que, segundo o director do Serviço de Monitorização Atmosférica de Copérnico (CAMS), Vincent-Henri Peuch, “não tem uma explicação real” e, portanto, será avaliado com mais detalhe para se obterem mais dados.
Copérnico, com sede em Reading, Reino Unido, é o principal programa de observação da Terra da União Europeia, fornecendo informação actualizada sobre o planeta e o ambiente, em colaboração com os Estados membros e outras agências europeias.
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Fonte: SAPO Notícias

quarta-feira, 21 de abril de 2021

8137. IPMA (Informação especial): Depressão LOLA

Carta Sinóptica de Superfície prevista para

amanhã, dia 22 de Abril de 2021_12h00UTC
Fonte: MetOffice
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Arquipélago dos Açores – No âmbito da nomeação de tempestades do grupo SW da EUMETNET, o IPMA – Delegação Regional dos Açores, nomeou hoje (21 de Abril) a depressão LOLA, que deverá às 03 UTC de quinta-feira (22 de Abril) encontrar-se centrada a 41N 30W, ou seja, a cerca de 300 km a norte/nordeste do Corvo.
Prevê-se que a Depressão LOLA provoque um aumento significativo da intensidade do vento, com rajadas entre 120 a 130 km/h nos Grupos Ocidental e Central e até 100 km/h no Grupo Oriental, precipitação por vezes FORTE e também um aumento da agitação marítima com ondas de 6 a 7 metros de altura significativa em todos os Grupos.
Os efeitos irão fazer-se sentir nos Grupos Ocidental e Central a partir da tarde de hoje sendo o período mais crítico na quinta-feira.
Portugal Continental – O estado do tempo em Portugal continental será afectado por esta depressão a partir de sexta-feira dia 23. Assim, prevê-se para o final desta semana e início da próxima, períodos de chuva ou aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoada. O vento será do quadrante sul, mais intenso no dia 23 com rajadas até 90 km/h nas terras altas.
A agitação marítima irá aumentar, a partir da tarde de dia 23, com ondas de oeste/sudoeste com 2,5 a 3,5 metros de altura significativa na costa ocidental também na costa sul se prevê o aumento da agitação marítima, com ondas do quadrante sul com 1,5 a 2,5 metros.

Arquipélago da Madeira – O estado do tempo no Arquipélago da Madeira será condicionado por esta depressão LOLA, a partir da tarde de quinta-feira dia 22. Prevê-se a ocorrência de períodos de chuva ou aguaceiros, que poderão ser por vezes fortes e acompanhados de trovoada, em especial no sábado dia 24 de Abril e no domingo dia 25.
Durante a tarde do dia 22, prevê-se também um aumento da intensidade do vento, tornando-se moderado a forte do quadrante oeste, por vezes com rajadas até 80 km/h nas terras altas e nos extremos leste e oeste da ilha da Madeira.
A agitação marítima deverá aumentar a partir do dia 23 com ondas de noroeste com 3,5 a 4,5 metros (com máximos de 7 a 8 metros) na costa norte da ilha da Madeira e na ilha de Porto Santo. Na costa sul da ilha da Madeira prevê-se também um aumento da agitação marítima com ondas de oeste/sudoeste com 2,5 a 3,5 metros (com máximos de 5 a 6 metros).

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Fonte: IPMA

8136. Quarta-feira, 21 de Abril (19h00)



Tempo instável em Portugal Continental, com a passagem de um sistema frontal ao longo do dia; períodos de chuva ou aguaceiros, em especial no norte e centro.

segunda-feira, 19 de abril de 2021

8133. Ranking Meteorológico Europeu (ACUMULADO)

(Actualização da postagem nº 8049)
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Relatório descritivo para as estações portuguesas

A análise dos quadros acima representados permite concluir que, relativamente às temperaturas máximas acumuladas diariamente ao longo do último ano (entre 1 de Abril de 2020 e 31 de Janeiro de 2021), destacaram-se as estações meteorológicas do Aeródromo do Pico, no Arquipélago dos Açores, e de Viana do Castelo, Aeródromo de Ovar, Ovar (17), Alverca do Ribatejo, Aeroporto de Lisboa, Base Aérea de Sintra e Sagres, em Portugal Continental, que registaram uma subida no ranking meteorológico europeu (estações com destaque a verde na coluna do lado direito do quadro de dados), evidenciando temperaturas máximas acumuladas nos últimos doze meses acima do normal (ano tendencialmente mais quente que o normal naquelas estações meteorológicas, considerando apenas os valores de temperatura máxima diária registados ao longo de doze meses consecutivos).
Relativamente à temperatura máxima acumulada e comparativamente à situação que se registava a 31 de Dezembro de 2020, concluí-se que:
- as estações meteorológicas do Aeródromo do Pico, no Arquipélago dos Açores, e de Viana do Castelo, Ovar, Base Aérea de Sintra e Aeroporto de Lisboa, em Portugal Continental, continuam com a tendência de subida no ranking meteorológico europeu, tal e qual como já vinham a registar no trimestre anterior (em 31.12.2020); estas estações meteorológicas são aquelas que em Portugal têm a tendência mais longa em subir no ranking das estações meteorológicas europeias, quando analisadas a acumulação da temperatura máxima diária acumulada num período de 12 meses consecutivos;
- também as estações meteorológicas do Aeródromo de Ovar, Alverca do Ribatejo e Sagres, em Portugal Continental, tiveram a tendência de subida no ranking meteorológico europeu, em 31.01.2021; é o primeiro trimestre que estas estações meteorológicas têm a tendência de subir no ranking meteorológico europeu, facto que não registavam no final do trimestre anterior (31.12.2020);
- pelo contrário, desceram no ranking meteorológico europeu, em 31.01.2021, as estações meteorológicas do Aeródromo da Graciosa e das Lajes (10), no Arquipélago dos Açores, e das Ilhas Selvagens, no Arquipélago da Madeira, quando tinham tido uma tendência de subida no trimestre anterior (31.12.2020); este facto traduz que as temperaturas máximas acumuladas ao longo dos últimos doze meses nestas estações passaram a ser inferiores a, pelo menos, uma outra estação meteorológica europeia;
- as estações meteorológicas do Porto/Pedras Rubras, em Portugal Continental, e do Funchal, no Arquipélago da Madeira, mantiveram a mesma posição no ranking meteorológico europeu em 31.03.2021, quando no trimestre anterior (31.12.2021) tinham uma tendência de descer;
- todas as restantes estações meteorológicas portuguesas, registadas no portal WeatherOnline, registavam uma descida no ranking meteorológico europeu, considerando a acumulação de temperatura máxima diária ao longo de doze meses; este facto poderá revelar que as temperaturas máximas, neste caso, passaram a ser inferiores a outras estações meteorológicas europeias (devido, por exemplo, pelo surgimento de novas estações meteorológicas europeias que registam valores de temperatura máxima superiores às estações de Portugal, ou mesmo pela redução do valor de temperatura máxima diária nestas estações portuguesas).
No que se refere aos dados de precipitação máximas acumuladas diariamente para o mesmo período (entre 1 de Abril de 2020 e 31 de Março de 2021), as estações meteorológicas do Aeródromo do Pico, Aeródromo da Graciosa, Lajes (10) e de Angra do Heroísmo, no Arquipélago dos Açores, de Lisboa, Lisboa/Geofísico, Évora e de Sines/Montes Chaos, em Portugal Continental, e do Aeroporto Internacional Cristiano Ronaldo e do Funchal, no Arquipélago da Madeira, registaram uma subida no ranking meteorológico europeu (estações com destaque a verde na coluna do lado direito do quadro de dados), evidenciando precipitações máximas diárias acumuladas nos últimos doze meses acima do normal (ano tendencialmente mais chuvoso/húmido que o normal naquelas estações meteorológicas, considerando apenas os valores de precipitação máxima diária registada ao longo de doze meses consecutivos).
Relativamente à precipitação máxima diária acumulada e comparativamente à situação que se registava a 31 de Dezembro de 2020, concluí-se que:
- as estações meteorológicas do Aeródromo do Pico, Aeródromo da Graciosa e das Lajes (10), no Arquipélago dos Açores, de Lisboa, Lisboa/Geofísico e de Évora, em Portugal Continental, e do Aeroporto Internacional Cristiano Ronaldo, no Arquipélago da Madeira, continuam a manter a tendência de subida no ranking meteorológico europeu em 31.03.2021, tendência essa que já se registava no final do anterior trimestre (31.12.2020); estas estações meteorológicas são aquelas que em Portugal têm a tendência mais longa em subir no ranking das estações meteorológicas europeias, quando analisadas a acumulação de precipitação máxima diária acumulada num período de 12 meses consecutivos;
- a estação meteorológica de Ovar (17), em Portugal Continental, desceu no ranking meteorológico europeu em 31.03.2021, quando em 31.12.2020 subia no mesmo ranking; portanto, esta estação meteorológica inverteu a sua tendência, passando de uma situação em que subia no ranking e agora desce no mesmo ranking, isto porque passou a registar uma acumulação de precipitação máxima diária significativamente inferior;
- pelo contrário, as estações meteorológicas de Angra do Heroísmo, no Arquipélago dos Açores, de Siners/Montes Chaos, em Portugal Continental, e do Funchal, no Arquipélago da Madeira, subiram no ranking meteorológico europeu em 31.03.2021, quando em 31.12.2020 desciam no mesmo ranking; portanto, estas estações meteorológicas inverteram a sua tendência, passando de uma situação em que desciam no ranking e agora sobem no mesmo ranking, isto porque passou a registar uma acumulação de precipitação máxima diária significativamente superior;
- a estação meteorológica das Flores desceu no ranking meteorológico europeu em 31.03.2021, quando em 31.12.2020 mantinha a sua posição;
- todas as restantes estações meteorológicas portuguesas, registadas no portal WeatherOnline, registavam uma descida no ranking meteorológico europeu, considerando a acumulação de precipitação máxima diária ao longo de doze meses; este facto já ocorria no final do trimestre anterior (em 31.12.2020) e poderá revelar que a precipitação máxima diária, nestas estações, passaram a ser inferiores a outras estações meteorológicas europeias (devido a vários factores, por exemplo, pelo surgimento de novas estações meteorológicas europeias que registam valores de precipitação máxima diária superiores às estações de Portugal, ou mesmo pela redução do valor de precipitação máxima diária nestas estações portuguesas).

sexta-feira, 16 de abril de 2021

8132. PORTUGAL CONTINENTAL: Tempo instável

Imagem de satélite às 18h00
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CopyRight Eumesat 2021
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Tarde instável, com aguaceiros e trovoadas dispersas no interior do Alentejo.

quinta-feira, 15 de abril de 2021

8131. PORTUGAL CONTINENTAL: Instabilidade dispersa

Imagem de satélite às 18h30
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Fonte: SAT24
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Tarde com instabilidade dispersa, em especial nas regiões do centro/sul, com ocorrência de aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados por trovoadas.

quarta-feira, 14 de abril de 2021

8130. PCP quer Governo a explicar atraso na integração de investigadores do IPMA

O PCP pediu hoje explicações ao Governo sobre o atraso de dois anos na integração de 25 investigadores do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), ao abrigo do PREVPAP, programa de regularização na administração pública. Numa pergunta enviada, através do parlamento, ao ministro do Mar, a bancada comunista alegou que chegaram ao PCP informações de que há “ainda 25 investigadores ‘à deriva’”, com “processo homologado em 2018” e que “ainda não foram integrados” através do Programa Extraordinária dos Vínculos Precários na Administração Pública (PREVPAP).

“Esta é uma situação inaceitável e profundamente injusta para quem há anos trabalha com vínculo precário e cuja precariedade foi reconhecida, mas ainda não regularizada”, lê-se na pergunta. O PCP “defende que a luta contra a precariedade não pode deixar para trás trabalhadores que têm desempenhado há anos a fio funções imprescindíveis nos laboratórios do Estado e que têm direito a um vínculo estável”.
A bancada comunista quer saber porque não foram integrados e que “medidas urgentes” vai o executivo adoptar para a regularização os vínculos precários destes investigadores.
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Fonte (texto e imagem): Sapo Notícias

 

8129. PORTUGAL CONTINENTAL: Linhas de instabilidade

Fonte: IPMA

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Linhas de instabilidade em Portugal Continental, em torno da depressão localizada a sudoeste do território do continente. Persistência da instabilidade, com períodos de céu muito nublado e ocorrência de períodos de chuva ou aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoadas.
Esta instabilidade deverá persistir para o dia de amanhã, afectando particularmente as regiões do centro e do sul de Portugal Continental.


8128. LITORAL OESTE: Instabilidade


Tarde de instabilidade no litoral oeste, com períodos de céu muito nublado e ocorrência de aguaceiros, pontualmente fortes e acompanhados de trovoadas dispersas; possibilidade de queda de granizo.


terça-feira, 13 de abril de 2021

8127. Mês de Março: Quente e muito seco em Portugal

O mês de Março, em Portugal continental, classificou-se como quente e muito seco. O valor médio de temperatura média do ar, 12.57 °C, foi 0.66 °C superior ao valor normal 1971-2000. Valores de temperatura média do ar superiores aos agora registados ocorreram em 30% dos anos desde 1931.
O valor médio de temperatura máxima do ar, 18.65°C, foi superior à normal, +1.65°C, sendo o 5º maior valor desde 2000 (mais alto em 2009: 19.91 °C). O valor médio de temperatura mínima do ar, 6.49 °C, foi inferior ao valor normal com uma anomalia de -0.34 °C. De destacar ao longo do mês:
-valores de temperatura máxima superiores à normal mensal entre 14 e 18 e a partir de dia 22, sendo de realçar os dias 28 e 31 com desvios > +6 °C;
-valores de temperatura mínima inferiores à normal mensal nos dias 9, 10, 13 a 15 e 19 a 26;
-valores de temperatura mínima do ar muito superiores à normal nos dias 29 a 31.
O valor médio da quantidade de precipitação em Março, 15.3 mm, foi muito inferior ao valor normal 1971-2000 e corresponde a apenas 25 %. Não se verificou ocorrência de precipitação em grande parte do mês em todo o território, excepto nos dias 4, 5, 11 e 12.
De acordo com o índice PDSI no final de Março algumas regiões do território voltaram a estar na classe de seca fraca (vale do Douro, vale do Tejo, Alentejo e Algarve). A distribuição percentual por classes do índice PDSI no território é a seguinte: 0.6 % chuva fraca, 81.3% normal e 18.1% seca fraca.
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Fonte: IPMA

8126. Ranking Meteorológico Europeu (1º Trimestre de 2021)




Relatório descritivo para as estações portuguesas

A análise dos dados das estações meteorológicas portuguesas representados nos quadros, elaborados a partir da informação recolhida no portal WeatherOnline, permite concluir que, relativamente à temperatura máxima acumulada diariamente ao longo do primeiro trimestre de 2021, a estação meteorológica de Ovar (17), em Portugal Continental, acumulou valores superiores ao normal; todas as restantes estações meteorológicas portuguesas acumularam valores iguais ou inferiores aos valores normais esperados para os meses de Janeiro, Fevereiro e Março.
Relativamente à distribuição da precipitação (valor máximo diário acumulado ao longo do primeiro trimestre de 2021), as estações meteorológicas das Flores, Aeródromo do Pico e das Lajes, no Arquipélago dos Açores, de Monte Real e Base Aérea de Beja, em Portugal Continental, e do Aeroporto Internacional Cristiano Ronaldo, no Arquipélago da Madeira, acumularam valores superiores aos valores normais; todas as restantes estações meteorológicas do país acumularam valores iguais ou inferiores aos valores normais esperados para os meses de Janeiro, Fevereiro e Março.
Os presentes dados referem-se ao primeiro trimestre de 2021. Os dados entre parênteses correspondem ao desvio (valor absoluto) em relação à média para o primeiro trimestre do ano, calculado com base nos valores registados desde 2007 (acumulação de temperatura máxima diária e precipitação máxima diária) e 2010 (acumulação de temperatura mínima diária). A cor verde assinala que, no referido trimestre, a estação meteorológica registou valores superiores ao que é normal no trimestre, enquanto a cor vermelha significa que a estação meteorológica registou valores inferiores ao que é normal para o trimestre.
Os dados estatísticos assinalam uma pontuação elaborada a partir do WeatherOnline, atribuindo uma pontuação de 10 a 1 a cada estação meteorológica que se posicionou nos 1º a 10º lugar no ranking diário de temperaturas máximas e mínimas e de precipitação acumulada em 24 horas, no conjunto de todas as estações meteorológicas da Europa, consideradas no seu conjunto como padrão de comparação.

domingo, 11 de abril de 2021

8125. ICNF averigua abate de azinheiras em herdade de Monforte e manda parar trabalhos

Segundo o ICNF, “foi realizada a visita técnica e ordenada a paragem imediata de todos os trabalhos de limpeza do terreno”, o “que o proprietário acatou de imediato”.

 


O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) ordenou “a paragem imediata” dos trabalhos de limpeza na herdade de Monforte, distrito de Portalegre, que abateu azinheiras, estando em curso uma avaliação técnica. Questionado pela agência Lusa, o ICNF enviou esta terça-feira diversos esclarecimentos, através de correio electrónico, em que refere ter sido informado pelo Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR sobre a identificação do abate de azinheiras numa propriedade em Monforte e das diligências tomadas pela Guarda.

A Direcção Regional de Conservação da Natureza e Florestas do Alentejo (DRCNF Alentejo) “deslocou-se ao local para avaliação dos prejuízos” e registou “várias situações”, como o “abate de azinheiras jovens por excesso de densidade, sem autorização, realização de podas de formação e podas de manutenção executadas de forma excessiva”. Segundo o ICNF, “foi realizada a visita técnica e ordenada a paragem imediata de todos os trabalhos de limpeza do terreno”, o “que o proprietário acatou de imediato”. “O trabalho técnico no local vai ainda continuar de modo a assegurar-se uma correcta avaliação da situação”, acrescentou.

Na sexta-feira passada, a GNR revelou ter detectado uma situação de “corte rente e poda mal executada de cerca de 3.000 azinheiras, no concelho de Monforte”, e anunciou ter remetido os factos para tribunal.  A situação foi identificada durante uma acção de patrulhamento de protecção florestal, dois dias antes, quando os militares verificaram o “corte rente de 1.939 azinheiras” e podas mal executadas de “1.058 azinheiras”, sendo que todas as árvores se encontravam “em bom estado vegetativo”.

Contactado pela Lusa, na sexta-feira, o presidente da Câmara de Monforte, Gonçalo Lagem (CDU), lamentou “profundamente” o sucedido e revelou que os trabalhos tinham tido lugar na Quinta de São Sebastião. O ICNF, realçando que tem averiguado a situação em articulação com a GNR, escusou-se hoje a revelar dados sobre a quantidade de árvores afectadas: “O levantamento do número de árvores foi realizado pela GNR/SEPNA, existindo ainda no local lenha e sobrantes resultantes das intervenções”.

A zona atingida localiza-se numa “só propriedade” de “um só proprietário”, em “área de povoamento” florestal, podendo “pontualmente ocorrer em áreas com árvores dispersas”, embora ainda esteja “em curso um levantamento exaustivo no terreno”. O proprietário desta herdade, que tem Plano de Gestão Florestal aprovado, solicitou autorização, aprovada pela direcção regional do ICNF, “para realizar podas de manutenção”, mas “não solicitou autorização para corte, desbaste de regeneração natural e podas de formação, que também realizou”, esclareceu o organismo. O ICNF disse ainda que, de acordo com as disposições legais, o corte ou arranque de sobreiros e azinheiras sem autorização deste organismo constitui contra-ordenação.

“Para já não parece poder ser classificado como crime, nem aplicável o Regime Jurídico da Conservação da Natureza por não estar em área Rede Natura 2000”, acrescentou. O abate de “um número muito elevado de árvores pode provocar impactos nos ecossistemas, desde que não seja feito adequadamente, assim como a falta de intervenção florestal também tem impactes na capacidade produtiva da floresta, neste caso azinhal”, alertou. Por isso, “todas as intervenções em sobreiros e azinheiras devem ser previamente comunicadas ao ICNF para que este avalie tecnicamente a pertinência da intervenção solicitada”, avisou.

A associação ambientalista Quercus exigiu hoje que sejam “apuradas responsabilidades sobre a poda e corte ilegal de azinheiras” nesta herdade alentejana.
02.03.2021
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Fonte (imagem e texto): Renascença

sábado, 10 de abril de 2021

8124. Tromba de água e granizo atingiu o Fundão


CopyRight @ RTP Notícias

8123. Chuva e granizo destruíram culturas agrícolas e equipamentos no Fundão

Uma enorme quantidade de granizo que caiu na sexta-feira em algumas freguesias da zona sul do concelho do Fundão danificou equipamentos e causou prejuízos elevados nas culturas agrícolas, designadamente de produção de cereja, disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara. "Foi uma tempestade de granizo muitíssimo forte e de grande violência, que apanhou um corredor na zona sul do concelho e que provocou prejuízos, quer ao nível de infraestruturas públicas e privadas, quer na agricultura", afirmou Paulo Fernandes.

O autarca deste concelho do distrito de Castelo Branco, que é considerado a principal zona de produção de cereja nacional, especificou que a tempestade afectou sobretudo as localidades de Póvoa de Atalaia, Atalaia do Campo, Castelo Novo e Soalheira. Segundo apontou, em algumas zonas o granizo acumulado chegou a atingir mais de um metro de altura.

"Foi uma situação muito localizada, mas também muito rápida, extraordinariamente intensa, de uma enorme violência", afirmou. Paulo Fernandes especificou que o levantamento dos prejuízos ainda está a ser realizado, mas adiantou que os danos na agricultura são elevados. "Estamos com equipas no terreno, junto aos agricultores, e temos já conhecimento concreto de que há uma parte da produção agrícola nesse corredor que foi muito afectada, nomeadamente na produção frutícola de cereja e pêssego", disse. Lembrando que aquela zona tem vários pomares de cereja, destacou a "enorme preocupação" com os efeitos causados, dado que já se está "na fase crítica" do início da frutificação.

Noutra componente, há ainda registo de vários equipamentos danificados, nomeadamente muros, vias e caminhos, bem como estruturas da rede de águas pluviais.

A autarquia está a realizar um relatório de toda a situação para apresentar ao Governo, de modo que possam ser accionadas linhas que ajudem agricultores e proprietários a minimizarem os prejuízos. Frisando que, devido às alterações climáticas, os fenómenos meteorológicos extremos são cada vez mais frequentes, Paulo Fernandes reitera a importância de os seguros se poderem adequar às necessidades, bem como a necessidade de se apostar numa agricultura mais diversificada e sustentável.

09.04.2021

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Fonte: RTP Notícias

8122. Relâmpago mata 68 cabras em Arcos de Valdevez

Dário Gonçalves de Lima tem 53 anos, "uma vida inteira" dedicada à criação e pastoreio e pela primeira vez "viu o terror" passar pelos montes de Gondoriz, em Arcos de Valdevez, e matar-lhe 68 cabras de raça bravia. "Isto é um terror. Contado não tem jeito. Só mesmo visto. Nunca ouvi falar de uma coisa destas. Sou pastor desde criança e nunca ouvir falar de coisa igual. Hoje vieram aqui pessoas com mais de 80 anos para verem o que me aconteceu e também nunca tinham visto tal coisa", contou à agência Lusa Dário Lima.
Ainda abalado, o pastor do distrito de Viana do Castelo foi dizendo, por entre alguns soluços de comoção que mal conseguia travar, que não sabia explicar como se tinha passado aquele "terror". "Começou a escurecer muito, senti dois raios muito fortes, começou a cair pedraço e encostei-me a uma pedra. O rebanho, com cerca de 350 cabras, estava a 100 metros de mim. Quando me apercebo, vejo duas cabras atordoadas, a cambalear, não se seguravam. Olhei para lado e estava tudo morto, 68 cabras", apontou.

Na altura, cerca das 15:00, o pastor falava ao telemóvel com um colega que também tem um rebanho grande e comentou achar estranho ver as duas "cabras a tremelicar". "Quando olho para o lado estão todas estiradas, todas mortas. Nem estão feridas nem nada. Rebentaram todas por dentro", insistiu o pastor, que admitiu ter "estremecido um bocado" com os relâmpagos, mas não sofreu "nenhuma mazela".

"Não conseguia falar. Fiquei sem fala, sem ver, sentei-me um bocado a chorar e depois é que pedi ajuda à minha mulher e ao meu irmão, que me vieram socorrer e juntar as cabras que fugiram com os raios", referiu, entre novos soluços. "Antes queria perder cinco mil euros do que perder as cabras. Não há cabras novas para comprar e as que há são caríssimas. Custam 80 e 100 euros cada uma. É uma raça antiga, antes chamam-lhe serrana. Se eu fiquei em pânico, a minha mulher nem viu, senão desmaiava", atirou Dário.

Ainda mal refeito do "choque" das cabras que morreram, algumas cheias para parir", não escondeu a preocupação com as crias que ficaram na corte. "São cerca de 10, alguns com 15 dias de nascidos que vão morrer de fome, coitadinhos. Não é como os vitelos, não pegam no beberão", observou.

Além dos técnicos municipais e do vereador com o pelouro da protecção civil municipal da Câmara de Arcos de Valdevez, o pastor falou com representantes do Ministério da Agricultura, mas não sabe se vai ter "direito" a alguma ajuda. "Não sei se me vão ajudar, mas eu vivo disto. Vou fazer 54 anos, criei os meus filhos com isto. É a minha profissão. Venho para os montes da freguesia de manhã cedo, pôr o rebanho a pastar, com a ajuda dos quatro cães de raça Castro Laboreiro e cão de guarda transmontano, e à noite recolho as cabras para um barracão", explicou.

Por encontrar estão também dois dos seus quatro companheiros de pastoreio. "Depois do relâmpago dois cães desaparecerem. Nunca largam as cabras e nunca mais os vi", disse.
09.04.2021
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Fonte: SAPO Notícias