segunda-feira, 20 de julho de 2009

2504. Almada cria Fundo Climático para compensar emissões da autarquia

O município de Almada vai passar a dispor de um Fundo Climático. Para já são 140 000 euros para investir em projectos de carácter tecnológico, como os sistemas solares térmicos, microgeração e eficiência energética. O orçamento variará de ano para ano, sempre em função das toneladas de CO2 emitidas.
O fundo, aprovado recentemente em reunião de câmara, vai funcionar como um mecanismo de compensação parcial das emissões resultantes da actividade municipal e surge como forma de «colmatar a escassez de financiamento específico e a distância em relação à esfera de decisão nestas matérias», explicou a presidente da Câmara Municipal de Almada, na sessão de abertura do “Roteiro Local para as Alterações Climáticas: mobilizar, planear e agir”, que decorreu em Almada.
A dotação do fundo foi calculada tendo em conta a matriz energética municipal. As actividades municipais emitem 14 000 toneladas de CO2 equivalente (dados de 2008), o que, tendo em conta o preço médio de carbono de 10 euros, dá um total de 140 000 euros anuais. O financiamento provém do orçamento anual do município, reflectindo a prioridade da autarquia em relação aos investimentos em eficiência energética. Segundo a autarca, esta «é uma forma de cumprir os compromissos que assumimos ao nível do Pacto dos Autarcas», que Almada assinou em Fevereiro passado.
Também Humberto Rosa louvou a iniciativa que trouxe a Almada diversos especialistas internacionais na área das alterações climáticas, sublinhando que este é um tema que está «na agenda política nacional». Almada é um dos municípios que participa na rede ICLEI (Conselho Internacional para as Iniciativas Ambientais Locais), cujo objectivo é entregar um roadmap sobre o papel dos municípios na adaptação e mitigação às alterações climáticas, que será entregue na conferência que se realizará em Copenhaga, no próximo mês de Dezembro.
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