Menos de 24 horas depois mais de 200 bombeiros terem extinto um violento incêndio que se estendeu aos concelhos de Seixal e Sesimbra, um novo fogo deflagrou anteontem perto do local onde começou o sinistro de sexta-feira. Desta feita, foi na Herdade da Apostiça, Sesimbra, onde 211 bombeiros, secundados por 263 viaturas, e dois helicópteros pesados, só conseguiram circunscrever as chamas às 20h42, seis horas depois do início do fogo. Desta vez, as chamas não colocaram casas em risco.
O 2º comandante dos Bombeiros de Sesimbra e comandante operacional do combate ao incêndio, disse ao CM que o fogo começou pelas 14h20 e "resultou de um reacendimento do incêndio de ontem [anteontem]". O difícil acesso ao local do início do fogo, na Herdade da Apostiça, levou os bombeiros a pedir à Protecção Civil um helicóptero pesado Kamov, para combater as chamas pelo ar.
Uma segunda frente do incêndio depressa se iniciou, levando à chamada de outro Kamov. Só pelas 20h42 é que os 211 bombeiros, incluindo sete elementos da Força Especial de Bombeiros, conseguiram circunscrever as chamas.
Entretanto, no Casal do Sapo, Fernão Ferro, os moradores que anteontem viram as suas casas salvas, por muito pouco, pelo trabalho dos bombeiros preocupavam-se em evitar reacendimentos. Um morador no Casal do Sapo há dez anos e garante ter tido "sempre o cuidado de limpar o mato" em redor das duas casas de que é proprietário. "Na sexta-feira, sei que foi o que me valeu. O fogo chegou perto", garantiu ao CM. O vizinho, também sentiu as chamas por perto, dizendo que "a limpeza do mato em redor de casa" foi fundamental para evitar males maiores".
"Os moradores daqui e das zonas florestais têm de fazer o mesmo. Apanhámos ontem [anteontem], um susto enorme", referiram ambos ao CM.
Cinco horas para dominar as chamas - Os bombeiros lutaram ontem durante cinco horas para controlar um incêndio com duas frentes activas, que deflagrou numa zona de mato, em Bustelo, Castro Daire.No distrito de Viseu, deflagrou um outro fogo florestal, em Manhouce, São Pedro do Sul, mas os meios envolvidos conseguiram extingui-lo numa hora e 20 minutos.
O incêndio de Bustelo foi detectado às 13h49 e atacado por 57 bombeiros, auxiliados por 12 elementos dos Sapadores Florestais, 17 viaturas e três meios aéreos. Às 18h48 estava dado como circunscrito, de acordo com informações da Autoridade Nacional de Protecção Civil. Em São Pedro do Sul, as chamas deflagraram às 15h24. Além de um helicóptero e dois aviões de ataque inicial, estiveram no terreno 66 bombeiros com 16 viaturas.
Casas cercadas em Valongo e Castelo de Paiva - Várias casas estiveram ontem à tarde em perigo devido a incêndios que lavraram em Valongo, Porto, e em Castelo de Paiva, Aveiro. À hora do fecho desta edição, 230 homens com 56 veículos – que chegaram a ter o apoio de dois helicópteros – tentavam controlar as chamas em Gilde, Castelo de Paiva. À hora de fecho desta edição, o incêndio ainda não estava circunscrito.
"Foi um inferno. As chamas rodearam a minha casa. Se não fosse os bombeiros, ficava em cinzas", disse ao CM um residente em Gilde. Em Valongo, o fogo entrou em rescaldo por volta das 18h30.
O 2º comandante dos Bombeiros de Sesimbra e comandante operacional do combate ao incêndio, disse ao CM que o fogo começou pelas 14h20 e "resultou de um reacendimento do incêndio de ontem [anteontem]". O difícil acesso ao local do início do fogo, na Herdade da Apostiça, levou os bombeiros a pedir à Protecção Civil um helicóptero pesado Kamov, para combater as chamas pelo ar.
Uma segunda frente do incêndio depressa se iniciou, levando à chamada de outro Kamov. Só pelas 20h42 é que os 211 bombeiros, incluindo sete elementos da Força Especial de Bombeiros, conseguiram circunscrever as chamas.
Entretanto, no Casal do Sapo, Fernão Ferro, os moradores que anteontem viram as suas casas salvas, por muito pouco, pelo trabalho dos bombeiros preocupavam-se em evitar reacendimentos. Um morador no Casal do Sapo há dez anos e garante ter tido "sempre o cuidado de limpar o mato" em redor das duas casas de que é proprietário. "Na sexta-feira, sei que foi o que me valeu. O fogo chegou perto", garantiu ao CM. O vizinho, também sentiu as chamas por perto, dizendo que "a limpeza do mato em redor de casa" foi fundamental para evitar males maiores".
"Os moradores daqui e das zonas florestais têm de fazer o mesmo. Apanhámos ontem [anteontem], um susto enorme", referiram ambos ao CM.
Cinco horas para dominar as chamas - Os bombeiros lutaram ontem durante cinco horas para controlar um incêndio com duas frentes activas, que deflagrou numa zona de mato, em Bustelo, Castro Daire.No distrito de Viseu, deflagrou um outro fogo florestal, em Manhouce, São Pedro do Sul, mas os meios envolvidos conseguiram extingui-lo numa hora e 20 minutos.
O incêndio de Bustelo foi detectado às 13h49 e atacado por 57 bombeiros, auxiliados por 12 elementos dos Sapadores Florestais, 17 viaturas e três meios aéreos. Às 18h48 estava dado como circunscrito, de acordo com informações da Autoridade Nacional de Protecção Civil. Em São Pedro do Sul, as chamas deflagraram às 15h24. Além de um helicóptero e dois aviões de ataque inicial, estiveram no terreno 66 bombeiros com 16 viaturas.
Casas cercadas em Valongo e Castelo de Paiva - Várias casas estiveram ontem à tarde em perigo devido a incêndios que lavraram em Valongo, Porto, e em Castelo de Paiva, Aveiro. À hora do fecho desta edição, 230 homens com 56 veículos – que chegaram a ter o apoio de dois helicópteros – tentavam controlar as chamas em Gilde, Castelo de Paiva. À hora de fecho desta edição, o incêndio ainda não estava circunscrito.
"Foi um inferno. As chamas rodearam a minha casa. Se não fosse os bombeiros, ficava em cinzas", disse ao CM um residente em Gilde. Em Valongo, o fogo entrou em rescaldo por volta das 18h30.
Miguel Curado; F.P.; A.P.; A.I.F.
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Fonte: Correio da Manhã
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