segunda-feira, 8 de abril de 2019

7194. Temporal no Noroeste

Intensidade da precipitação às 22h00
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Fonte: IPMA
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Descargas eléctricas atmosféricas
(entre as 21h50 e as 23h50)
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Fonte: Blitzortung
Noite de temporal no noroeste, com ocorrência de aguaceiros, pontualmente fortes e acompanhados por trovoadas; possibilidade de queda de granizo.

7193. PORTUGAL CONTINENTAL: Tarde instável

Intensidade da precipitação às 17h00
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Fonte: IPMA
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Imagem de satélite às 17h00
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Fonte: SAT24
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Imagem de satélite às 17h30
Fonte: SAT24
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Períodos de céu muito nublado, com ocorrência de aguaceiros nas regiões do norte e centro, associados à passagem de linhas de instabilidade em deslocamento para leste, rodando em sentido contrário dos ponteiros do relógio e em torno das baixas pressões centradas a noroeste da Península Ibérica.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

7189. PORTUGAL CONTINENTAL: Temperatuas às 15h00

Fonte: IPMA

7188. Na zona da Guarda caiu o maior nevão do ano

CopyRight @ RTP Notícias

7187. Neve cobre Vila Real de branco

CopyRight @ SIC Notícias

7186. Sexta-feira, 5 de Abril (17h00)

Imagem de satélite às 17h00
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Fonte: SAT24
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Tarde instável em Portugal Continental, com períodos de céu muito nublado e ocorrência de aguaceiros, acompanhados de queda de granizo, sendo de neve nas terras altas do interior norte e centro; temperaturas relativamente baixas em relação ao normal para esta época do ano.

7185. Neve esta manhã na Serra de São Mamede (Alto Alentejo)

Fonte: MeteoPT

7184. Ranking Meteorológico Europeu (1º Trimestre de 2019)




Relatório descritivo para as estações portuguesas

A análise dos dados das estações meteorológicas portuguesas representados nos quadros, elaborados a partir da informação recolhida no portal WeatherOnline, permite concluir que, relativamente à temperatura máxima acumulada diariamente ao longo do primeiro trimestre de 2019, as estações meteorológicas de Ovar, Ovar (Aeroporto) e do Montijo, em Portugal Continental, foram estações que acumularam valores superiores aos valores normais esperados para os meses de Janeiro, Fevereiro e Março, traduzindo assim a ocorrência de um Inverno relativamente quente naquelas estações meteorológicas  (tendo como base a temperatura máxima acumulada diariamente); todas as restantes estações meteorológicas do país, incluindo os arquipélagos dos Açores e da Madeira, acumularam valores inferiores aos valores normais esperados para o primeiro trimestre do ano (este facto terá a haver com a introdução de novas estações meteorológicas no Ranking do WeatherOnline que habitualmente são mais quentes que as estações portuguesas e, assim, contribuem também para que as estações portuguesas não apareçam tão frequentemente no TOP tem diário das temperaturas máximas do continente europeu, elaborado pelo WeatherOnline).
Relativamente à distribuição da precipitação (valor máximo diário acumulado ao longo do quarto trimestre de 2018), as estações meteorológicas das Flores, Lajes/Terceira e de Angra do Heroísmo, no Arquipélago dos Açores, foram as únicas do país que acumularam valores superiores aos valores normais esperados para os meses de Janeiro, Fevereiro e Março, traduzindo assim a ocorrência de um Inverno relativamente húmido naquelas estações meteorológicas; todas as restantes estações meteorológicas do país, incluindo os arquipélagos dos Açores e da Madeira, acumularam valores iguais ou inferiores aos valores normais esperados para o primeiro trimestre do ano, traduzindo um Inverno relativamente seco.
Os presentes dados referem-se ao quarto trimestre de 2018. Os dados entre parênteses correspondem ao desvio percentual em relação à média para o quarto trimestre do ano, calculado com base nos valores registados desde 2007 (acumulação de temperatura máxima diária e precipitação máxima diária) e 2010 (acumulação de temperatura mínima diária). A cor verde assinala que, no referido trimestre, a estação meteorológica registou valores superiores ao que é normal no trimestre, enquanto a cor vermelha significa que a estação meteorológica registou valores inferiores ao que é normal para o trimestre.
Os dados estatísticos assinalam uma pontuação elaborada a partir do WeatherOnline, atribuindo uma pontuação de 10 a 1 a cada estação meteorológica que se posicionou nos 1º a 10º lugar no ranking diário de temperaturas máximas e mínimas e de precipitação acumulada em 24 horas, no conjunto de todas as estações meteorológicas da Europa, consideradas no seu conjunto como padrão de comparação.
Todos os dados são fornecidos por correio electrónico, de forma gratuita, a quem assim os solicitar (endereço inserido no cabeçalho do Blogue).

quinta-feira, 4 de abril de 2019

7183. Centenas de pessoas continuam sem teto após tragédia dos fogos na zona centro

CopyRight @ Correio da Manhã

7182. PORTUGAL CONTINENTAL: Tendência do estado do tempo para as próximas horas

Imagem de satélite às 19h45
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Fonte: SAT24
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Na imagem de satélite das 19h45 é visível um sistema frontal sobre o território de Portugal Continental, afectando as regiões do litoral e em deslocamento para leste; atrás do sistema frontal desloca-se uma massa de ar polar com origem em latitudes muito elevadas e em deslocamento para sul e sueste (parte esquerda da imagem onde é visível formações granulares típicas de uma massa de ar polar húmida muito instável).
Após a passagem do sistema frontal sobre o território de Portugal Continental, todo o continente ficará sob o efeito dessa massa de ar polar húmida muito instável, favorável à ocorrência de precipitação, por vezes forte e acompanhada por trovoadas e queda de granizo; no interior, a cota de neve irá baixando progressivamente à medida que o ar frio polar se for instalando ao longo desta noite/próxima madrugada.

7181. PORTUGAL CONTINENTAL: Aproximação e passagem de sistema frontal

Imagem de satélite às 19h00
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Fonte: SAT24
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Na imagem de satélite das 19h00 pode-se observar a aproximação e deslocamento para leste de um sistema frontal e começou a influenciar o estado do tempo em Portugal Continental a partir da tarde de hoje.

7180. Quinta-feia, 4 de Abril (07h00)

Fonte: IPMA

7179. Ilha da Madeira: Precipitação acumulada 03.04.2019

(Tecle sobre a imagem para ampliar)
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Fonte: IPMA

7178. Situação Meteorológica e os Incêndios Rurais em Março

A predominância de situações anticiclónicas sobre a Europa Ocidental e Atlântico adjacente durante quase todo o mês de Março, originaram um deficit hídrico significativo no território do Continente.
Durante o mês de Março de 2019, com excepção do período entre 5 a 7, não se registaram quantidades significativas de precipitação e, associado a esta ocorrência, registaram-se valores muito baixos de humidade relativa, em especial a partir do dia 15. No período de 26 a 28, a situação agravou-se, tendo-se registado valores da humidade relativa extremamente baixos, inferiores a 15%, em quase todo o território, incluindo as regiões do litoral Norte e Centro, e o vento de leste intensificou, soprando por vezes forte, com rajadas da ordem 60-70 km/h.
Estas condições meteorológicas favorecem, por si só, uma propagação rápida dos incêndios rurais assim como uma secura rápida dos combustíveis finos que se encontram na camada superficial do solo e que é notório nos valores dos índices de humidade dos combustíveis finos e do índice de propagação inicial do fogo.
O índice meteorológico de perigo de incêndio florestal, FWI (Fire Weather Index), é um bom indicador da severidade das condições meteorológicas relativamente à intensidade do fogo. A excepcionalidade dos valores do FWI para esta altura do ano é evidenciada pelo valor do percentil do FWI, exemplo dia 27 de Março, onde os valores mais elevados se encontram nas regiões do Minho, Douro Litoral, Litoral Centro (onde foram registadas o maior número de ocorrências de incêndios nos últimos dias de Março) e no Algarve.
O risco de incêndio florestal, disponibilizado diariamente na página do IPMA, o RCM, é uma combinação do índice FWI e da perigosidade (componente estrutural, da responsabilidade do Instituto da Conservação da Natureza e da Floresta, ICNF) apresentou nos dias 26 a 29, classes de risco Elevado ou Muito Elevado no Algarve e Baixo Alentejo, em alguns locais do interior das regiões Norte e Centro e risco Moderado ou Reduzido nas outras regiões.
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Fonte: IPMA

quarta-feira, 3 de abril de 2019

7177. Portugal Continental com tempo típico de Inverno entre Quinta-feira e Domingo

Fonte: MeteoPT
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O estado do tempo em Portugal Continental ficará condicionado, a partir da tarde de amanhã, quinta-feira, pela intrusão de um núcleo de ar muito frio em altitude (temperatura inferior a 30º Celsius  negativos aos 500 hPa, sensivelmente a 5 500 metros de altitude) procedente de latitudes próximas do Árctico. Este núcleo de ar muito frio repercutir-se-á à superfície com a formação de baixas pressões no Cantábrico e a passagem de sucessivas linhas de instabilidade sobre o território de Portugal Continental, progredindo do litoral oeste para o interior.
A presença do núcleo de ar muito frio irá tornar instável toda a troposfera (camada inferior da atmosfera em contacto com a superfície terrestre), favorecendo o desenvolvimento de nebulosidade vertical (convectiva), o que por sua vez criará condições para ocorrência de períodos de chuva ou aguaceiros, pontualmente fortes e acompanhados de trovoadas, afectando com particular intensidade as regiões do litoral oeste. A presença do ar muito frio favorecerá a ocorrência de trovoadas e queda de granizo e as baixas temperaturas irão trazer queda de neve para todas as terras altas do norte e centro. Vento moderado a forte, com rajadas.
As condições de instabilidade prolongar-se-ão pelo menos até ao próximo domingo. A ocorrência de elevada precipitação poderá ocasionar situações de inundações junto a leitos de cheias, em particular no noroeste; a queda de neve e a possibilidade de formação de placas de gelo requerem especiais cuidados a quem se desloque para áreas de montanha nas regiões do norte e centro; o vento favorecerá a ocorrência de forte ondulação, pelo que se recomenda especial atenção ao circular junto da orla costeira.

7176. Madeira: Granizo cai pela primeira vez este ano e há previsão de queda de neve

Quantidades significativas de granizo caíram hoje, pela primeira vez este ano, em quantidades significativas nos pontos altos da Madeira, havendo previsões de queda de neve no final da semana, disse o director do Observatório Meteorológico do Funchal. “Foi a primeira vez que caiu granizo em quantidades significativas este ano”, declarou Vítor Prior à agência Lusa. O responsável complementou que, cerca das 10:00, “a temperatura no Pico do Areeiro, o mais alto da ilha da ilha, com 1.800 metros, era de zero graus, sendo ao meio-dia de um grau centígrado, portanto, o que caiu foi granizo”.
“Não é neve”, sublinhou, acrescentando que esse cenário é previsível apenas “para sexta-feira e sábado, com a temperatura a baixar e a existência de uma massa polar modificada”, pelo que é propício à “queda de neve acima dos 1.500 metros”. Vítor Prior adiantou que as previsões “estão associadas à ocorrência de trovoada”. “Esta situação vai manter-se até fim de quarta-feira (dia 3) e as primeiras horas da madrugada do dia 04, estando previsto um período curto mais crítico até ao fim da madrugada de quarta-feira”, adiantou. O responsável admitiu haverem “condições para que seja prolongado por mais tempo o aviso”.
Quanto à situação do vento, referiu que será de nordeste, podendo as rajadas atingir os 70 a 80 quilómetros horários nas regiões montanhosas e na Ponta de São Lourenço (extremo leste da ilha da Madeira). No que concerne à situação da chuva, Vítor Prior mencionou que o valor mais alto ocorreu na ilha do Porto Santo (38,4 milímetros), onde “choveu bastante”, tendo sido de 19 milímetros no Monte (zona alta do Funchal) e de quatro milímetros na baixa da cidade.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera colocou a Madeira sob aviso laranja (o segundo mais grave numa escala de quatro) para precipitação até as 03:00 de quarta-feira. A ocorrência de queda de granizo ou neve é um motivo para que muitas pessoas se dirijam às zonas do Pico do Areeiro e Poiso para usufruir deste raro cenário branco na ilha.
Entretanto, o Serviço Regional de Protecção Civil da Madeira já emitiu uma série de recomendações à população devido a estas condições atmosféricas relacionadas com precipitação e tempo frio. A Protecção Civil sugere uma forma de condução defensiva, reduzindo a velocidade e ter especial cuidado com a eventual formação de lençóis de água. A desobstrução dos sistemas de escoamento de águas pluviais e retirada de objectos que possam constituir obstáculos à livre passagem da água, os riscos na circulação apeada e auto nas zonas montanhosas, vertentes expostas, costeiras, arborizadas também integram a lista de indicações.
Foram também lançados alertas para as infraestruturas montadas ou suspensas e aconselha-se as pessoas a acatar as instruções das autoridades nos locais onde ocorrer queda de neve, nomeadamente para o problema de estradas encerradas e sinalizações, além de evitar comportamentos de risco potenciadores de acidentes.
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Fonte: SAPO 24

terça-feira, 2 de abril de 2019

7175. MADEIRA: Já caiu neve no Pico do Areeiro

Já está a nevar nos pontos mais altos da ilha da Madeira. A temperatura a rondar os zero graus e a precipitação que começou a cair na última hora fez com que os aguaceiros caiam em forma de neve no Pico do Areeiro, cobrindo de branco alguns dos pontos mais expostos. A neve antecipou-se assim à previsão do IPMA, que apontava que a mesma pudesse cair só mais para o final desta semana.
Por enquanto a estrada de acesso ao Areeiro mantém-se transitável.
Orlando Drumond
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Fonte: dnoticias

segunda-feira, 1 de abril de 2019

7174. Segunda-feira, 1 de Abril (18h00)

Imagem de satélite às 18h00
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Fonte: SAT24

7173. Segunda-feira: Tarde instável

Descargas eléctricas atmosféricas
(entre as 14h30 e as 16h30)
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Fonte: Blitzortung
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Períodos de chuva ou aguaceiros, acompanhados de trovoada e queda de granizo, em especial no litoral norte e centro, Grande Lisboa e Alentejo.

sábado, 30 de março de 2019

7170. Instituto da Natureza e Florestas multado por falta de limpeza da mata de Leiria

Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas não removeu materiais de áreas ardidas numa faixa mínima de 25 metros para cada lado das faixas de circulação rodoviária. A GNR multou o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) por falta de limpeza da Mata Nacional de Leiria, informou o Comando Territorial de Leiria, notando que, até à data, é a primeira vez que o faz.
Em causa estiveram, segundo informação enviada à agência Lusa pelo comandante da unidade, “oito situações de falta de gestão de combustíveis na Mata Nacional de Leiria”, denunciadas a 25 de Setembro de 2018 através da linha SOS Ambiente. “Na sequência da análise das denúncias reportadas e posterior deslocação ao terreno, entre 9 de Outubro e 6 de Novembro de 2018, procedeu-se ao levantamento de oito autos de notícia por contra-ordenação”, acrescenta o Comando Territorial de Leiria da GNR.
Contactado pela agência Lusa, o ICNF reconhece ter sido notificado, mas apenas por quatro autos de contra-ordenação, “relativos a alegadas violações de normas do Sistema Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios”. O valor das contra-ordenações é ainda desconhecido, porque “os respectivos processos encontram-se em fase de instrução”, acrescenta o ICNF.
A acção da GNR foi divulgada pelo Jornal da Marinha Grande na edição de 21 de Março de 2019. Segundo a notícia, a denúncia foi feita em Março de 2018 por um munícipe não identificado, que terá reportado – à autarquia da Marinha Grande, PSP, GNR e Autoridade de Protecção Civil – situações de deficiente manutenção de áreas não ardidas no incêndio de 2017, que consumiu 86% da Mata Nacional de Leiria. De acordo com o ICNF, “todas as situações que terão motivado a instauração de contra-ordenações estão ultrapassadas”.
Em causa, acrescenta o instituto, que tem entre as suas missões a defesa da floresta contra incêndios, estavam “alegadas violações do n.º 2 do art.º 36 do Sistema de Defesa de Floresta Contra Incêndios”, que obriga à remoção de materiais de áreas ardidas numa faixa mínima de 25 metros para cada lado das faixas de circulação rodoviária. Além disso, o mesmo diploma obriga “à gestão de combustível numa faixa exterior de protecção de largura mínima não inferior a 100 metros nos aglomerados populacionais inseridos ou confinantes com espaços florestais”, o que também não se verificava nos locais denunciados.
Para intervir nos locais alvo de denúncia, o ICNF informa que, ao abrigo do Código dos Contratos Públicos, procedeu à contratação de uma empresa, por não dispor de “meios suficientes para proceder à gestão de combustíveis na totalidade das áreas públicas”. “A escassez de mão-de-obra especializada e as condições meteorológicas, que impediram e dificultaram muito a circulação de máquinas nas zonas rurais, levaram a que muitos dos trabalhos de gestão de combustível não pudessem ter sido realizados dentro dos prazos contratados, tendo sido concluídos logo que possível”, acrescenta o ICNF.
A GNR de Leiria avança que, na Mata Nacional de Leiria e até à data, estas foram as primeiras situações em que autuou o ICNF.
Adriano Miranda
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Fonte: Público

sexta-feira, 29 de março de 2019

7169. Nos últimos 40 anos, Lisboa ganhou mais seis semanas de dias muito quentes

Em 40 anos, Portugal viu aumentar entre cinco a dez dias por década o número de dias muito quentes, de grande desconforto térmico e com valores acima dos 35 graus Celsius (Cº). A tendência, noticia o Diário de Notícias, é mais acentuada no norte e centro do país, onde, por exemplo, Lisboa já ganhou mais seis semanas de verão nos últimos 40 anos — mais 11 dias de verão por década.
Álvaro Silva, climatologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), explica ao DN que os números “estão em linha com o que os modelos climáticos já estimavam há 10 ou 15 anos”, isto é, uma subida da temperatura e diminuição da precipitação. “Isto não é um sinal ténue, é uma mudança de clima persistente e real”, sublinhou.
No total, houve um aumento de 0,4ºC por década desde 1976, o que leva a uma subida de 1,6ºC nos últimos 40 anos. Depois de Lisboa, Bragança é a cidade que mais dias de verão ganhou nas últimas quatro décadas: 32 dias no total — mais oito dias por década. As temperaturas mais elevadas foram registadas em 1997, seguindo-se o ano de 2017. Foi, aliás, depois de 1990 que se registaram oito anos com as temperaturas mais elevadas. No caso das temperaturas mínimas, o aumento não foi tão visível, tendo registado mais 0,16 graus por década.
Outro fenómeno das alterações climáticas em Portugal que está a levantar preocupação é a diminuição da chuva. Os últimos 20 anos “foram particularmente pouco chuvosos, com um decréscimo visível dos valores de precipitação nas últimas quatro décadas”, informa o IPMA. Nos últimos 80 anos, a diminuição da precipitação foi de 20 milímetros por década, num ritmo cada vez mais acentuado, o que faz também com que os níveis de seca aumentem.
Ana Catarina Peixoto
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Fonte: Observador

7168. Março quente

Temperaturas máximas dia 25 de Março
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Fonte: IPMA

quinta-feira, 28 de março de 2019

7167. Portugueses ajudam desde a purificação de água ao corte de árvores após ciclone Idai

Portugueses estão a fornecer alimentos e água potável a populações moçambicanas afectadas pelo ciclone Idai, no centro de Moçambique, mas estão também a ajudar a cidade da Beira com quatro utensílios preciosos: motosserras.
Elementos da Força Conjunta chegada de Portugal, activada pelo Mecanismo Europeu de Protecção Civil e composta nomeadamente pela GNR, INEM e Bombeiros, estão a produzir diariamente quatro mil litros de água potável para as populações da vila moçambicana de Buzi, centro do país, das mais afectadas pelo ciclone Idai e que só tinham para consumo água do rio.
Num balanço à agência Lusa da primeira semana de trabalho na região, que a 14 de Março foi afectada por um ciclone, ao qual se seguiram cheias, Pedro Nunes, que chefia a missão da Protecção Civil (englobando os vários profissionais), explicou o que está a ser feito desde o dia em que chegaram, que foi também o mesmo em que começaram a trabalhar. Esta quinta-feira mesmo chega à Beira um avião militar fretado por Portugal com material médico e logístico, disse o responsável, lembrando que em breve chegará também outro hospital do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica).
E toda esta semana, em articulação com as autoridades locais, quatro portugueses com motosserras têm estado a cortar as árvores que ainda impedem a circulação nalgumas zonas da Beira, um trabalho precioso porque nos primeiros dias após o ciclone o corte de madeira era sobretudo com machados e catanas. "Saem todos os dias com funcionários da administração local. Esta quinta-feira vão a um parque de uma escola para cortar árvores centenárias que foram arrancadas pelo ciclone", disse Pedro Nunes.
Outros elementos da força de Protecção Civil, nomeadamente da GNR, estão a trabalhar em Buzi na purificação de água, a pensar também na redução dos casos de doenças, estando já definido que no final da missão o equipamento fica no local. "A princípio as pessoas olhavam-nos com desconfiança, mas neste momento já perceberam a nossa presença", disse Pedro Nunes, adiantando que estão a transportar alimentos para Buzi em botes porque a estrada de ligação à vila ainda está fechada. Entre 15 a 20 mil pessoas vivem em Buzi. Segundo o responsável, citando as autoridades moçambicanas, é possível que no próximo fim-de-semana a estrada possa ser reaberta.
A presidente do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, Augusta Maita, e o ministro que coordena as operações de apoio às pessoas afectadas, Celso Correia, pediram também à missão da Protecção Civil para que mapeassem a vila de Buzi, com drones, para que haja uma noção do "estado geral do edificado", o que tem estado a ser feito.
"O grande foco de trabalho é em Buzi", segundo Pedro Nunes, à frente de uma missão de cerca de 70 homens, instalados em 19 tendas junto do aeroporto, nas traseiras do antigo Aeroclube da Beira. Os profissionais vindos de Portugal estavam preparados para fazer resgate aquático, tendo trazido sete botes de Portugal, mas com a descida dos níveis das águas deixou de ser necessário. Conta Pedro Nunes que as pessoas deixaram de querer sair das suas localidades e que pedem que antes lhes levem ajuda lá. "É isso que fazemos", disse.
Pedro Nunes tem assento na reunião diária das autoridades moçambicanas envolvidas no apoio às vítimas do ciclone Idai e das cheias que se lhe seguiram. É o único estrangeiro a ter assento nessas reuniões, onde por vezes também participa o responsável no terreno do Programa Alimentar Mundial, igualmente um português.
O responsável lembrou ainda à Lusa que integrados na missão da Protecção Civil estão também dois profissionais da EDP, que fazem a avaliação do grau de destruição da rede e das necessidades, para apresentar depois um plano de recuperação. "Há trabalho para um ano ou mais, há sítios onde a rede tem de ser toda recuperada", disse Pedro Nunes, citando informação daqueles profissionais. "Somos o único grupo europeu do género. Os únicos módulos europeus a trabalhar são os portugueses", segundo Pedro Nunes.
Questionado sobre se a ajuda está de facto a chegar às pessoas o responsável disse desconhecer que não esteja a chegar e disse que na vila de Buzi houve o caso de alimentos que ali chegavam não eram distribuídos para localidades mais pequenas, mas acrescentou que a situação "está a ser corrigida". A missão, disse, vai também começar a distribuir, para Buzi, tendas que foram enviadas pela ajuda humanitária.
O secretário de Estado da Protecção Civil, José Artur Neves, na Beira até à próxima sexta-feira, visitou esta quinta-feira o local onde estão instalados os portugueses da Força Conjunta.
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quarta-feira, 27 de março de 2019

7166. Risco de incêndio está a ficar imprevisível

O presidente do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) diz que as alterações climáticas estão a fazer com que seja cada vez mais difícil prever com exactidão o risco de incêndio nas várias zonas do país. Em entrevista à TSF, Miguel Miranda refere que é verdade que as cartas de risco de incêndio que fizeram para este mês de Março já mostram várias situações de risco elevado e muito elevado, mas o panorama geral não é dramático. No entanto, o que está a acontecer é que "estamos a ter focos de incêndios significativos em zonas onde à partida nem sequer estamos a priori a admitir que o risco é muito grande, tendo em conta o passado".
"Quando estamos numa situação de mudança, como agora, temos sempre alguma dificuldade em adaptar-nos, e os fogos dos últimos dias são essencialmente preocupantes porque provavelmente estão a chamar-nos a atenção para mudar a forma de trabalhar e avaliar" o risco de incêndio, detalha o responsável do IPMA. Miguel Miranda diz que "é preciso admitir que não estamos a ser perfeitamente capazes de antever os impactos das situações". "Estamos num território não explorado, nunca passámos por isto, e somos um bocadinho como as crianças: temos de passar por aquilo que já vivemos para sermos capazes de o reconhecer."
O IPMA alerta que todo o cuidado é pouco com tantos meses sem chuva a cair de forma significativa desde Novembro. Miguel Miranda admite que está surpreendido, pois todas as previsões e situações que vão surgindo parecem novas – por exemplo, a persistência de falta de chuva durante longos períodos no Inverno e os seus efeitos na agricultura.
Nuno Guedes
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Fonte: TSF

7165. PORTUGAL: Probabilidades na Primavera



7164. RANKING EUROPEU: Tendência climática para a Primavera de 2019

PRIMAVERA - 2019
(Abril/Maio/Junho)
  Tendência climática para o segundo trimestre de 2019
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TEMPERATURAS MÁXIMAS DIÁRIAS
Regiões com maior probabilidade de virem a registar um maior número de dias com temperaturas máximas diárias superiores aos valores máximos normais deste trimestre.
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TEMPERATURAS MÍNIMAS DIÁRIAS
Regiões com maior probabilidade de virem a registar um maior número de dias com temperaturas mínimas diárias inferiores aos valores mínimos normais deste trimestre.
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PRECIPITAÇÃO MÁXIMA DIÁRIA
Regiões com maior probabilidade de virem a registar um maior número de dias com precipitações máximas diárias superiores aos valores máximos diários normais deste trimestre.
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 Prováveis regiões da Europa
com valores INFERIORES à média
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PRIMAVERA - 2019
(Abril/Maio/Junho)
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TEMPERATURA MÁXIMA DIÁRIA
(Acumulada)
Tendência para menos calor
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TEMPERATURA MÍNIMA DIÁRIA
(Acumulada)
Tendência para menos frio 
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PRECIPITAÇÃO MÁXIMA DIÁRIA
(Acumulada)
Tendência para uma diminuição da precipitação
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terça-feira, 26 de março de 2019

7163. Governo declara situação de alerta entre 27 e 31 de março devido ao risco de incêndio elevado

Esta terça-feira, o Governo assinou um despacho que determina a declaração de Situação de Alerta entre os dias 27 e 31 de Março, uma vez que as previsões meteorológicas apontam para um "significativo agravamento do risco de incêndio florestal". 
"Face às previsões meteorológicas para os próximos dias, que apontam para um significativo agravamento do risco de incêndio florestal no território do Continente, e considerando a decisão da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil, que determinou a passagem do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais ao Estado de Alerta Especial Amarelo em todos os distritos, os Ministros da Administração Interna e da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural assinaram esta terça-feira o Despacho que determina a Declaração da Situação de Alerta", pode ler-se no comunicado divulgado hoje pelo Governo.
"A Situação de Alerta abrange todos os distritos do continente entre as 00:00 do dia 27 de Março e as 23:59 do dia 31 de Março. O Governo acompanha em permanência o evoluir da situação operacional e apela aos cidadãos para que adeqúem os seus comportamentos ao quadro meteorológico que tem sido amplamente divulgado", lê-se na mesma nota, emitida pelo Ministério da Administração Interna e pelo Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural.
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Fonte: SOL