Terça-feira, 20 de Março de 2012

3819. Terça-feira, 20 de Março (07h00)

Algumas temperaturas às 07h00
* * *
Aeródromo do Pico (Açores): 17,1 ºC
Faro (Aeroporto): 11,2 ºC
Cabo Carvoeiro: 10,4 ºC
Lisboa (Geofísico): 10,0 ºC
Almada (P. Rainha): 10,0 ºC
Cabo Raso: 10,0 ºC
Sagres: 10,0 ºC
Portimão (Aeródromo): 9,5 ºC
* * *
Vinhais: - 1,2 ºC
Coruche (Estação de Regadio do I.N.I.A.): - 1,2 ºC
Bragança: - 1,5 ºC
Mirandela: - 1,6 ºC
Penhas Douradas: - 3,1 ºC
Chaves (Aeródromo): - 3,1 ºC
* * *
Fonte: Instituto de Meteorologia

Segunda-feira, 19 de Março de 2012

3818. A erosão da costa portuguesa (Espinho)

A fotografia do lado esquerdo representa a imagem aérea de Espinho em 1967, na qual é visível um campo de esporões, evidenciando o esforço de décadas na protecção da cidade. Actualmente (fotografia do lado direito), Espinho continua a resistir com dificuldades às investidas do mar.
* * * * * * * * * * * * * * * * * *
Fonte: Jornal de Notícias

Quinta-feira, 15 de Março de 2012

3816. Quinta-feira, 15 de Março (15h00)

Imagem de Satélite às 17h00
* * *
"CopyRight Eumetsat 2012"
=========================
Algumas temperaturas às 15h00
* * *
Pinhão (Santa Bárbara) – 26,8 ºC
Mirandela – 25,4 ºC
Monção (Valinha) – 24,8 ºC
Chaves (Aeródromo) – 24,5 ºC
Cabeceiras de Basto – 23,6 ºC
Macedo de Cavaleiros (Bagueixe) – 23,2 ºC
Moncorvo – 23,2 ºC
* * *
Sines – 14,5 ºC
Pampilhosa da Serra (Fajão) – 14,4 ºC
Almodôvar (Cerro Velho) – 13,8 ºC
Penhas Douradas – 12,7 ºC
Manteigas – 12,7 ºC
Foía – 8,8 ºC
* * *
Fonte: Instituto de Meteorologia

3815. Grande Lisboa/Península de Setúbal/Sudoeste Alentejano: Tempo instável

Máximos da Reflectividade (dBZ)
(2012-03-15 16:40h UTC)
* * *
=========================
Descargas eléctricas
(entre as 12h00 e as 17h00)
* * *
Copyright © Instituto de Meteorologia 2012

Quarta-feira, 14 de Março de 2012

3814. Quarta-feira, 14 de Março (15h00)

Algumas temperaturas às 15h00
* * *
Leiria (Cidade) – 30,6 ºC
Santarém (Cidade) – 27,5 ºC
Alcobaça – 27,0 ºC
Coruche (Estação de Regadio do I.N.I.A.) – 27,4 ºC
Mora – 27,2 ºC
Reguengos (S. Pedro do Corval) – 27,0 ºC
* * *
Aveiro (Universidade) – 17,0 ºC
Cabo Raso – 16,8 ºC
Penhas Douradas – 15,4 ºC
Cabo Carvoeiro – 15,4 ºC
Viana do Castelo (Chafé) – 15,2 ºC
Fóia – 13,5 ºC
Areeiro (Madeira) – 7,6 ºC
* * *
Fonte: Instituto de Meteorologia

Terça-feira, 13 de Março de 2012

3813. PORTUGAL CONTINENTAL: Continuação de tempo quente para a época

Na sequência de informação veiculada no final da semana passada, o Centro de Previsão do IM prevê para os próximos dias a continuação de valores de temperatura máxima elevados para a época, situação que se deverá manter até ao próximo dia 14 na generalidade do território, prologando-se até dia 15 na região norte. Prevê-se que durante este período os valores de temperatura máxima do ar se situem acima dos 23ºC em praticamente todo o território continental, com excepção do litoral algarvio. Destaque particular para a região litoral centro onde se prevêem para amanhã temperaturas de 25-26ºC, em Santarém e Leiria, e no dia 14 temperaturas de 28ºC em Santarém, 27ºC em Setúbal e 26ºC em Lisboa.
Acompanhando as previsões de temperatura elevada, o risco de incêndio para estes dias irá apresentar-se igualmente elevado, particularmente no interior da região centro.
Prevê-se, entretanto, a partir de dia 15 até ao final da semana uma alteração na situação meteorológica, com a aproximação de uma depressão e posteriormente de uma superfície frontal a afectarem o território do continente. Com esta alteração de situação do estado do tempo o Centro de Previsão do IM prevê um aumento da nebulosidade no território e admite a possibilidade de ocorrência de aguaceiros e trovoada nos dias 15 e 16, em particular na região centro e sul, com diminuição da temperatura máxima.
Para o final da semana, nos dias 17 e 18, prevê-se que a precipitação atinja sobretudo as regiões a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela. Não obstante a previsão de precipitação para este período, os valores esperados não serão suficientes para um desagravamento significativo da situação de seca meteorológica, porquanto se admite o retorno ao tempo seco no início da próxima semana.
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
Fonte: Instituto de Meteorologia

3812. PORTUGAL CONTINENTAL: Inverno excepcionalmente frio e seco

O Inverno climatológico de 2011/2012 (Dezembro, Janeiro e Fevereiro) foi caracterizado por tempo frio e por reduzida precipitação em Portugal continental. A persistência excepcional de um anticiclone de bloqueio na região atlântica entre o Continente e os Açores que se estendeu em direcção à Europa Central, desde meados de Dezembro 2011 até final de Fevereiro 2012, motivou a quase ausência de precipitação. Durante este período registaram-se em média no continente 64mm, o que corresponde a cerca de 18% da precipitação normal (1971-2000), valores que levam a classificar o inverno de 2011/2012 como o mais seco desde 1931.
Em termos de temperatura o ar este período foi particularmente caracterizado pelos baixos valores da temperatura mínima, colocando este inverno como o terceiro com mais baixos valores de temperatura mínima desde que se iniciaram os registos continuados no continente. Durante os meses de inverno verificaram-se vários dias com temperatura mínima inferior a 0ºC em muitas regiões, inclusivamente com registo de valores mínimos absolutos em Fevereiro, assim como a ocorrência de uma onda de frio prolongada também em Fevereiro.
Neste inverno, como consequência da fraca precipitação ocorrida, o território continental entrou em Dezembro em situação de seca meteorológica que se tem vindo a intensificar. No final de Fevereiro o território encontrava-se na sua totalidade em situação de seca, nos dois níveis mais elevados de severidade – severa (68%) e extrema (32%).
Ver relatório clima Inverno 2011/12
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
Fonte: Instituto de Meteorologia

Segunda-feira, 12 de Março de 2012

3811. Fuga de informação revela projecto para influenciar ensino das alterações climáticas

Uma fuga de informação está a alimentar um escândalo nos Estados Unidos na área das alterações climáticas, ao revelar um projecto da direita política para influenciar o ensino do tema nas escolas, noticia a AFP. O orçamento interno e documentos de estratégia de um grupo, sediado em Chicago, designado Heartland Institute, foram divulgados recentemente, revelando um "projecto curricular para o aquecimento global", dotado de 200 mil dólares (151 mil euros).
O projecto divulgaria as teses de que "a mudança do clima devido à acção humana é uma importante controvérsia científica" e de que a fiabilidade dos modelos climáticos é "controversa", conforme alguns dos documentos revelados. Outros revelaram donativos de centenas de milhares de dólares por parte das indústrias dos combustíveis fósseis, um donativo anónimo de 1,25 milhões de dólares e 300 mil dólares a serem pagos a uma equipa de cientistas para refutarem os argumentos das Nações Unidas sobre as alterações climáticas.
O Heartland Institute disse que um dos documentos era falso, mas não se referiu aos outros nem respondeu a pedidos de entrevista por parte da agência noticiosa francesa. O escândalo assumiu maiores proporções, quando um congressista solicitou uma audição para saber se um dos cientistas nomeados nos documentos, um empregado governamental, aceitou indevidamente pagamentos do Heartland para espalhar a mensagem anti-alterações climáticas.
O director-adjunto dos programas e da política de ciência e tecnologia do Departamento do Interior, Indur Goklany, é nomeado como tendo recebido mil dólares por mês para escrever um capítulo sobre economia e política para o Heartland Institute. O texto deveria aparecer num livro produzido pelo grupo "Painel Internacional Não Governamental sobre as Alterações Climáticas [NIPCC, na sigla em Inglês], um grupo internacional de cientistas que crítica os relatórios das Nações Unidas".
O congressista democrático pelo Estado do Arizona, Raul Grijalva, requereu uma audição no comité de Recursos Naturais, salientando que estava por esclarecer se Goklany recebeu pagamentos – o que está proibido aos empregados federais – ou se outros cientistas, também funcionários federais, também estiveram envolvidos. "O nosso comité tem uma responsabilidade única para encontrar estas respostas", escreveu Grijalva.
Outro cientista do governo, David Wojick, do Departamento de Energia (DdE), também ficou sob escrutínio pelas suas alegadas ligações ao Heartland Institute, depois de documentos revelarem que deveria receber 25 mil dólares trimestralmente pelo seu trabalho de concepção do currículo escolar. Wojick está listado como "consultor sénior para a inovação" no gabinete de informação científica e tecnológica do DdE.
O ramo da Greenpeace nos Estados Unidos escreveu várias cartas ao governo, apelando a um inquérito oficial para apurar se os documentos revelam pagamentos ilegais a cientistas governamentais e conflitos de interesse. O director de investigação da Greenpeace EUA, Kert Davies, disse à AFP que os documentos mostram que o Heartland, que foi fundado em 1984, tem "uma campanha coordenada, para vários anos e com um orçamento de milhões de dólares, para semear a confusão sobre as alterações climáticas e a ciência das alterações climáticas".
* * * * * * * * * * * * * * * * * *
Fonte: Jornal de Notícias

Domingo, 11 de Março de 2012

3810. DOMINGO, 11 de Março (15h00)

Algumas temperaturas às 15h00
* * *
Leiria (Cidade) – 26,2 ºC
Santarém (Cidade) – 25,4 ºC
Monção (Valinha) – 25,0 ºC
Alvega – 24,8 ºC
Ponte de Lima (Escola Agrícola) – 24,4 ºC
Tomar (Valdonas) – 24,3 ºC
* * *
Cabo Carvoeiro – 15,3 ºC
Cabo Raso – 15,1 ºC
Montalegre – 14,3 ºC
Guarda – 13,9 ºC
Trancoso (Bandarra) – 13,9 ºC
Penhas Douradas – 13,4 ºC
Areeiro (Madeira) – 11,8 ºC
* * *
Fonte:
Instituto de Meteorologia

Sexta-feira, 9 de Março de 2012

3809. Sexta-feira, 9 de Março (15h00)

Algumas temperaturas às 15h00
* * *
Leiria (Cidade) – 28,9 ºC
Porto (Massarelos) – 28,0 ºC
Braga (Merelim) – 25,0 ºC
Monção (Valinha) – 24,7 ºC
Alcácer do Sal (Barrosinha) – 24,7 ºC
Ponte de Lima (Escola Agrícola) – 24,5 ºC
Tomar (Valdonas) – 24,5 ºC
* * *
Sagres – 17,0 ºC
Mogadouro – 16,4 ºC
Cabo Carvoeiro – 16,2 ºC
Fóia – 16,2 ºC
Penhas Douradas – 15,0 ºC
Trancoso (Bandarra) – 13,6 ºC
Aeródromo da Graciosa (Açores) – 12,9 ºC
* * *
Fonte: Instituto de Meteorologia

Terça-feira, 6 de Março de 2012

3807. PORTUGAL: 6 110 mortes em duas semanas

A mortalidade em excesso "por todas as causas" atingiu na semana passada os 3080 óbitos, aumentando para 6110 a cifra das duas últimas semanas, revelam dados oficiais. Em declarações à agência Lusa, Baltazar Nunes, técnico do Departamento de Epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), disse que na última semana, de 20 a 26 de Fevereiro, a mortalidade "por todas as causas", com valores acima do esperado e observada principalmente entre idosos com 75 ou mais anos, fixou-se nos 3080 óbitos.
Idosos vítimas da gripe – Na semana anterior, de 13 a 19 de Fevereiro, o número de óbitos, em idênticas circunstâncias, situou-se nos 3030, fundamentalmente entre idosos, adiantou a fonte, ressalvando que os dados estão sujeitos a constantes alterações, uma vez que são actualizados permanentemente. Semanalmente, todas as quintas-feiras, o INSA divulga no seu portal o boletim da gripe, com estatísticas sobre a mortalidade "por todas as causas", com valor acima do esperado.
De acordo com os dados publicados na quinta-feira, a actividade gripal passou, na semana passada, de moderada para alta, com tendência crescente. Segundo o boletim, foram identificados, entre 20 e 26 de Fevereiro, 24 casos onde foi detectado o vírus gripal do tipo A, 16 dos quais do subtipo H3. A taxa de incidência mais elevada registou-se nos idosos com 65 ou mais anos.
Investigação "em profundidade" – Na segunda-feira, o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge anunciou, em comunicado, uma investigação "em profundidade" aos motivos associados ao excesso de mortalidade, em articulação com a Direcção-geral da Saúde. Muito embora, admitiu que o aumento da mortalidade "está muito possivelmente associado ao período de frio e à circulação de agentes infecciosos respiratórios que ocorreu em simultâneo".
O período para o "apuramento epidemiológico e estatístico mais exaustivo" dos óbitos registados é estimado pelo INSA em pelo menos seis meses, por estar "condicionado à disponibilidade da mortalidade por causa específica". O director-geral da Saúde, Francisco George, informou na quinta-feira que está a ser investigada uma eventual mutação do vírus da gripe que possa explicar o aumento recente da mortalidade. Para o responsável, os actuais valores de mortalidade são muito semelhantes àqueles que se verificaram nas épocas gripais de 2008/2009 e de 1998/1999.
Para Setembro está prometido o início do registo online dos óbitos, permitindo o seu rápido e permanente acompanhamento, bem como das suas causas, adiantou.
* * * * * * * * * * * *
Fonte: Expresso

Segunda-feira, 5 de Março de 2012

3806. PORTUGAL CONTINENTAL: Fevereiro mais seco desde 1931

O balanço climatológico do mês de Fevereiro de 2012 permite caracterizá-lo como excepcionalmente frio e seco no território continental. Com um valor médio de precipitação de 2.2mm, o mês de Fevereiro registou um valor cerca de 50 vezes inferior ao normal (100, 1 mm), o que permite classificá-lo como extremamente seco, colocando-o mesmo como o Fevereiro mais seco desde que se iniciaram os registos continuados de observação, em 1931.
Esta situação ficou a dever-se à influência de cristas anticiclónicas sobre o território do continente, que foram actuando como bloqueio à influência e atravessamento das superfícies frontais que habitualmente afectam o território continental nos meses de inverno.
Como decorrência da quase ausência de precipitação neste mês, a situação de seca meteorológica intensificou-se em todo o território nacional, encontrando-se no final do mês a totalidade do território continental em situação de seca, repartindo-se por seca severa (68%) e extrema (32%), os dois níveis de maior severidade deste fenómeno climático.
A temperatura do ar registou igualmente valores extraordinariamente baixos, nomeadamente na temperatura mínima, com uma anomalia média de cerca de -5ºC em relação ao valor normal, o que posiciona este Fevereiro como o segundo com temperatura mínima do ar mais baixa, desde 1931. Destaca-se ainda a ocorrência de vários dias com temperatura mínima inferior a 0ºC em muitas localidades e o registo de novos valores mínimos absolutos. As baixas temperaturas persistiram neste mês de Fevereiro durante longos períodos, tendo-se registado situações prolongadas de ondas de frio em várias estações da rede do Instituto, tendo em alguns casos atingido mais de 18 dias consecutivos.
Os valores médios da temperatura média e máxima do ar também foram inferiores aos respectivos valores normais, em -0,26ºC e -2,49ºC respectivamente, sendo o valor da temperatura média do ar, de 7,6ºC, o 5º mais baixo desde 1931.
Neste mês e particularmente na segunda metade, o risco de incêndio florestal acompanhou a excepcionalidade meteorológica e atingiu níveis elevados, particularmente em comparação com períodos homólogos anteriores, apresentando forte correlação com o número de ocorrências e área ardida.
Relatório Clima Fevereiro 2012
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
Fonte: Instituto de Meteorologia

Domingo, 4 de Março de 2012

3805. AÇORES: Tempo instável nos grupos ocidental e central

Imagem iMap Weather
(12h30)
* * *
================
Passagem de um sistema frontal de moderada actividade pelos grupos ocidental e central do Arquipélago dos Açores; aguaceiros e trovoadas dispersas.

(Funcionalidades disponíveis pelo Blog)

===================================
Explorando recursos disponíveis neste BLOG:
  • Pode efectuar pesquisas por temos recorrendo ao motor de busca incorporado por defeito (no canto superior esquerdo);
  • Pode receber por email as postagens (para isso tem de se inscrever previamente aqui).

Aviso


Sábado, 3 de Março de 2012

3804. PORTUGAL CONTINENTAL: Precipitação até às 18h00

Precipitação acumulada
(entre as 18hh00 de ontem e as 18h00 de hoje)
* * *
Viana do Castelo-Chafe (52 m) 9.0 mm
Ovar/Maceda (22 m) 9.0 mm
Porto/Pedras Rubras (77 m) 7.1 mm
Coimbra (179 m) 4.0 mm
Vila Real (562 m) 4.0 mm
Penhas Douradas (1388 m) 2.0 mm
Bragança (692 m) 1.0 mm
Monte Real (54 m) 1.0 mm
Castelo Branco (384 m) 0.2 mm
Évora (246 m) 0.1 mm
Beja (247 m) 0.1 mm
* * *

Sexta-feira, 2 de Março de 2012

3803. Aldeia do Alentejo pede chuva a Deus e aos santos através de novena

Devido à seca, a população da Aldeia da Sete, no concelho de Castro Verde, está a pedir chuva a Deus e aos santos, através de uma novena que inclui preces e orações rezadas e cantadas à moda alentejana. Através da novena "Cantes para pedir Chuva", que começou no domingo e decorre até segunda-feira, sempre a partir das 20:00 na capela da aldeia, homens e mulheres "unem vozes num sentido apelo" a Deus e aos santos, disse hoje à Lusa Pedro Mestre, da organização.
"Devido ao facto de estarmos a passar uma fase já complicada de falta de chuva", "o desespero tomou conta do povo" da aldeia, que, tal como aconteceu em 1990 e 2005, retomou a tradição antiga de "evocar os céus em momentos de aflição", explicou. Em cada encontro da novena, os participantes, para pedirem "a chuva, que tarda em cair", a Deus, à Virgem e aos santos da devoção, rezam e cantam, sob a forma de cantes alentejanos, preces e orações, as quais "o povo acredita que podem resultar", contou. "Certo é que o povo acredita" e "fala-se que em 1990 resultou", já que, após terminar a novena, "choveu", contou Pedro Mestre, referindo que a população da aldeia espera que tal "aconteça também" este ano.
Falta de pastagens para alimentar o gado, plantações de cereais "bastante comprometidas" e com risco de perdas totais e "despesas extras" para regar culturas de regadio são os efeitos da seca no Baixo Alentejo, segundo disse à Lusa João Madeira, da Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo.
No passado dia 10 de Fevereiro, durante uma reunião de agricultores em Beja, José da Luz, presidente da Associação de Agricultores do Campo Branco, que engloba os concelhos de Almodôvar, Aljustrel, Ourique e Castro Verde, disse que a situação nos campos da região "tem vindo a complicar-se" devido à seca. Num ano em que "se semeou muito mais do que em qualquer outro" e devido à falta de chuva, "as primeiras sementeiras" da região "estão com grandes problemas" e as pastagens, necessárias para alimentar o gado, "praticamente não existem", frisou.
"Se se não chover" em breve, poderá começar a ouvir-se o "tocar a finados" (anúncio da morte) nos campos da região do Campo Branco, alertou na altura José da Luz.
* * * * * * * * * * * * * * *
Fonte: DiárioDigital

3802. ARQUIPÉLAGO DA MADEIRA: Seca meteorológica

A precipitação registada no Funchal nunca foi tão baixa desde que há registo, em 1865, disse à Agência Lusa o delegado regional da Madeira do Instituto de Meteorologia (IM). "Para o conjunto de Dezembro, Janeiro e Fevereiro, que corresponde ao Inverno, foram registados no Funchal 10,3 milímetros [mm] de precipitação quando o normal é 264,9 mm. É o valor mais baixo desde 1865, quando há registos", afirmou Victor Prior.
O responsável do IM adiantou que na Bica da Cana, no Paul da Serra, neste período foram registados 226,9 mm, quando o normal é 1.257,4 mm. "É também o valor mais baixo desde que há registos neste local, em 1962", declarou Victor Prior, acrescentando: "Se considerarmos o conjunto dos três meses – Dezembro, Janeiro e Fevereiro –, podemos considerar a Madeira num grau de intensidade de seca meteorológica 'extremamente seco'".
O delegado regional da Madeira do IM adiantou que o último mês "foi extremamente seco no Funchal, muito seco na Bica da Cana e em Santana e seco no Porto Santo". "Em relação aos valores normais, as quantidades de precipitação foram na ordem de 10% na costa sul, 25% na costa norte e zonas montanhosas e 45% em Porto Santo", anotou.
Segundo Victor Prior, "no Funchal foram registados 6,7 mm de precipitação, quando o normal é 67,2 mm, na Bica da Cana 118 mm, quando o normal é 370,4 mm, e em Santana 40,1 mm, sendo o normal 166,9 mm".
* * * * * * * * * * * * * *
Fonte: dnoticias.pt

Quinta-feira, 1 de Março de 2012

3801. PORTUGAL CONTINENTAL: Tempo instável

Imagem de Satélite às 17h00
* * * "CopyRight Eumetsat 2012"
====================
Tarde instável com trovoadas e aguaceiros dispersos na região norte, Grande Lisboa/Setúbal, Alentejo e Algarve.

Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012

3799. Segunda-feira, 27 de Fevereiro (10h00)

Imagem de Satélite às 10h00
* * *"CopyRight Eumetsat 2012"
====================
Alentejo com madrugada e manhã com denso nevoeiro.

Domingo, 26 de Fevereiro de 2012

3798. Medição mais precisa piorou sensação sobre mudanças climáticas

Chuva no início do dia, sol forte no meio da tarde e frio no começo da noite. Variações de temperatura são cada vez mais comuns e podem causar enchentes e queimadas espontâneas no cerrado. O uso do sistema de posicionamento global (GPS) e a instalação de estações pluviométricas em 98% das grandes cidades mundiais têm contribuído para a percepção da alteração nas temperaturas. A evolução na medição também pode ter influência na sensação de que a situação é pior hoje.
"As mudanças climáticas devem-se, não única, mas principalmente à acção do homem", afirma Saulo Rodrigues Pereira Filho, professor e coordenador de Ensino do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (UnB). Segundo o especialista, desde a primeira Revolução Industrial, no século XVIII, houve aumento da temperatura média do planeta, o que já causou o derretimento de 25% dos gelos do pólo norte. A grande questão é a emissão dos gases de efeito estufa (GEE), dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4), o óxido nitroso (N2O) e os perfluorcarbonetos (PFC's), na atmosfera terrestre. Das emissões globais, três quartos têm origem na queima de combustíveis fósseis para usos variados, e a fracção restante é originada pelo desmatamento.
No Brasil, no entanto, essa relação está invertida. "Aqui, 75% dos gases vêm do desmatamento e apenas 25% do uso dos combustíveis fósseis", afirma Pereira. A grande vilã brasileira é a fronteira de ocupação agrícola, que se estende em direcção à Amazónia. A floresta e o cerrado dão lugar à soja, à cana-de-açúcar, à pecuária e, assim, ao aquecimento global. Essa inversão também ocorre na Indonésia, na Malásia e nos países africanos, que têm a sua economia dependente da produção de bens primários. A seu favor, o Brasil também tem o facto de poupar petróleo e carvão ao optar por fontes mais limpas de energia, como hidroeléctricas, e o incentivo ao uso de etanol nos carros.
É fácil apontar os erros cometidos pelos homens, mas ainda não se pode quantificar exactamente a parcela dessas acções no processo de variação do clima. Para Modesto Guedes Ferreira Júnior, professor do curso de engenharia ambiental da Universidade Estácio de Sá, "além de os registos não serem feitos com tanta eficiência no passado, hoje existe consciência muito maior do que está a ocorrer. O terramoto no Japão, por exemplo, foi acompanhado pelo mundo todo quase em tempo real", explica.
O registo das temperaturas, explica Mozar de Araújo Salvador, meteorologista da Coordenação Geral de Desenvolvimento e Pesquisa do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), é feito por meio de termómetros nas estações meteorológicas em todo o mundo, e as suas leituras são feitas sempre nos mesmos horários padronizados pela Organização Mundial de Meteorologia (OMM). Como há várias décadas o tipo de instrumento e a metodologia de colecta de dados são as mesmas nos países associados a OMM, não seria correcto dizer que as alterações climáticas registadas hoje devem-se a novas tecnologias. "As variações climáticas são naturais, com anos mais quentes e outros mais amenos. Especificamente no Sul do Brasil, temos observado ao longo dos anos que há uma forte flutuação ano a ano", afirma Salvador.
Para o meteorologista, para se afirmar com precisão se existe uma tendência de elevação nas temperaturas e quantificá-la, seria necessária uma investigação específica com os dados dessa região. A avaliação, afirma o pesquisador da UnB, deve ser feita tomando-se como base milhares de anos. "Não basta olhar os últimos cinco, 10 nem 100 anos. Trata-se de um exame rigoroso das eras geológicas da Terra, desde o começo dela, o que chamamos de estudos paleoclimáticos", afirma. Para se analisar o clima, deve-se levar em conta o passado histórico, para conseguir enxergar um padrão e poder afirmar o que seja uma anomalia climática ou não.
Embora a discussão ainda esteja quente no meio científico, o professor de geografia e mestre em educação Francisco Djacyr Silva de Souza, autor do livro Preservação do ambiente: uma acção de cidadania, acredita que os alertas ecológicos foram dados, mas acabaram ignorados pelos governantes. Para ele, o sistema acaba por promover o uso excessivo dos recursos naturais que desencadeiam poluição, destruição de ecossistemas, desaparecimentos de mananciais, retirada da cobertura vegetal e diminuição da área verde. "É preciso mudar urgentemente a nossa mentalidade em relação ao planeta. É preciso ouvir as mensagens que o próprio planeta nos está a dar e que muitos não ouvem ou fingem que não ouvem", avalia.
Por outro lado, para Pereira, o caminho passa por uma alteração de atitude de todos os indivíduos, não só do poder público: "economia verde não basta, temos também que rever os nossos padrões de consumo". Paralelamente ao desenvolvimento de novas tecnologias que permitam a maior eficiência no uso de energia, segundo o pesquisador, a sociedade precisa reavaliar as suas atitudes. Uma vez que o consumo é muito impactante para o equilíbrio climático, o conselho é priorizar bens imateriais como opções aos produtos poluentes. Prefira investir na sua educação a comprar um carro, e faça bem para o planeta, afirma o pesquisador.
* * * * * * * * * * * * * *
Fonte: Portal Terra

Sábado, 25 de Fevereiro de 2012

3797. PORTUGAL CONTINENTAL: Falta de chuva a níveis críticos

Falta de chuva a níveis críticos - Portugal regista valores de precipitação próximos dos mínimos históricos alcançados na seca de 2004/2005. As previsões não são animadoras, e os dias de sol vão continuar pelo menos até 2 de Março. A falta de chuva leva a queda de produção de 80% de electricidade. Previsões do instituto britânico de meteorologia Met Office afastam a possibilidade de uma Primavera chuvosa.
Desde o mês de Outubro, e até quarta-feira, choveram em Portugal, 286 litros por metro quadrado, valor que coloca mais de metade do País em situação de seca extrema, de acordo com dados do Instituto da Água (INAG). Na seca de 2004/2005, apontada como a pior dos últimos 60 anos, em igual período choveram 257 litros por metro quadrado.
Os dois períodos apresentam muitas semelhanças. Em 2004, Outubro foi um mês chuvoso, mas, a partir daí, a precipitação desceu para um valor mínimo de sete litros por metro quadrado, registado em Janeiro. Neste Inverno, apenas Novembro foi chuvoso. Desde então os valores de precipitação desceram para níveis críticos. Este mês o registo é de três litros por metro quadrado.
A exemplo de 2005 há uma preocupação de reter a água nas barragens. Situação que leva a uma redução muito significativa de produção de electricidade: Em Janeiro houve uma quebra das hidroeléctricas de 73% face ao ano anterior. Este mês a quebra agravou-se para 80%, segundo dados da REN (Redes Energéticas Nacionais).
Em Março deverá chover no litoral, entre os dias 3 e 6, de acordo com o Meteo Online B.V.B.A., o maior serviço on-line de informações meteorológicas da Europa.
João Saramago (Fonte:
Correio da Manhã)
Falta de água em Bragança preocupa populações - Portugal está a braços com uma das secas mais graves de que há memória. Portugal está a entrar numa situação de seca extrema, a mais grave de todas. Neste momento 70 por cento do país encontra-se em seca severa, o segundo nível mais grave da escala. E 5% já está em seca extrema, o risco máximo. A ausência de chuva está a provocar prejuízos diários na agricultura; e há já mesmo casos no interior norte, onde começaram a ser os autotanques dos bombeiros a distribuir água. Mas nas aldeias de Bragança há dias em que a água já falta nas casas. (Fonte: TVI24)
Governo vai pedir em Março a Bruxelas mecanismos europeus de ajuda aos agricultores – O primeiro relatório sobre os prejuízos da seca será conhecido na próxima semana, disse hoje a ministra da Agricultura, que, no final de Março, vai pedir a Bruxelas a "hipótese" de accionar mecanismos europeus de apoio aos agricultores afectados. O Governo está a "sinalizar" a situação da seca em Portugal "junto de Bruxelas", onde, "mais para o final de Março", se reunirá o Conselho de Agricultura, no qual o Executivo vai "falar" sobre o assunto e "pedir já a hipótese de accionar mecanismos europeus, nomeadamente para antecipar ajudas" aos agricultores, disse Assunção Cristas.
Segundo a ministra, a 'task force' criada pelo Ministério da Agricultura para avaliar a situação da seca em Portugal está "a trabalhar intensamente para fazer o levantamento de tudo o que são os prejuízos já existentes e aqueles que previsivelmente ocorrerão". "Para a semana", adiantou, a 'task force' vai apresentar o primeiro relatório com o "retrato" dos prejuízos da seca em Portugal e "reunir com as organizações de agricultores para também trocar impressões com todos e já com o panorama do país mais explicado".
A ministra explicou ainda que o Governo precisa de "ter dados muito concretos" sobre os prejuízos causados pela seca, porque "não podemos simplesmente dizer a Bruxelas: não chove e temos prejuízos". "Temos que dizer onde é que eles estão, quais são em concreto e é esse trabalho de colher toda a informação objectiva e fidedigna que estamos a fazer", sublinhou.
Assunção Cristas revelou também que o Governo já pediu para "inscrever" a "explicação e a informação" sobre a situação da seca em Portugal nos "pontos de agenda" da próxima reunião do Conselho de Ambiente, que vai decorrer no dia 09 de Março em Bruxelas, ou seja, ainda antes do Conselho de Agricultura.
A ministra falava aos jornalistas no concelho de Serpa, no Baixo Alentejo, após ter efectuado a ligação de uma taberna à rede eléctrica nacional, no âmbito do projecto de electrificação rural da Serra de Serpa. Questionada sobre se o Governo admite decretar o estado de calamidade pública, a ministra disse que o Executivo precisa de "mais tempo", porque "é possível que chova e, se entretanto chover, as coisas podem-se alterar".
"A nossa preocupação é "ter a 'task force' a acompanhar e a monitorizar constantemente a situação e a fazer o levantamento do que já são os prejuízos existentes e daqueles que podem ocorrer se a situação se mantiver, para podermos em Bruxelas dar a informação fidedigna", disse. O Governo precisa de ter o primeiro relatório da 'task force' "com tudo bem explicado" e "até lá é prematuro" falar em estado de calamidade pública, frisou.
A ministra garantiu que o Governo está a "acompanhar" a situação, tem ouvido "as preocupações dos vários sectores" e "percebe a angústia de muitos agricultores", mas precisa de ter "os dados compilados" para poder "analisar a situação na sua totalidade". O Governo vai "continuar a monitorizar" a situação e pedir a Bruxelas "a flexibilização" do que "for possível", como das regras das medidas agro-ambientais, para poder responder às situações, disse. (Fonte: SIC)
Associação de Agricultores de Leiria quer declaração de calamidade pública – O presidente da Federação de Agricultores do Distrito de Leiria (FADL), António Ferraria, disse ontem, quinta-feira, à Lusa que a seca está “a arrasar os pastos e as culturas da região” e defendeu a declaração de calamidade pública. “A situação é péssima em todo o distrito. O trigo, a aveia e o trevo não conseguem vingar com a falta de água e com o frio e a geada”, explicou António Ferraria, defendendo que o Governo deveria pedir à União Europeia a declaração de calamidade pública.
O presidente da FADL adiantou que a ausência de pasto está a ter impacto nos custos de produção, uma vez que “as pessoas já estão a alimentar os animais com fenos e palhas que estavam guardadas para o próximo ano e a utilizar mais ração”. Uma situação preocupante, “porque a maior parte da palha já vem de fora: agora tem que se importar mais e o custo de produção vai ser muito difícil de suportar”, disse.
A seca está “a atingir fortemente culturas como os pomares, que podem ser encontrados em zonas como Porto de Mós, Leiria e na zona Oeste”, mas também “os produtos hortícolas”, com especial incidência no Vale do Lis, que ocupa um território entre Leiria e Marinha Grande. O próprio presidente da Associação de Regantes e Beneficiários do Vale do Lis (ARBVL), Uziel Carvalho, disse à Lusa que, naquela zona, entre 30 a 40 por cento das culturas forrageiras – o pasto que serve para alimentar os animais – “estão comprometidas devido à seca”. Por outro lado, Uziel Carvalho frisou que, ao contrário de outros anos, a ARBVL já está “a fornecer água a alguns agricultores, algo que [habitualmente] só acontece em meados de Abril, às vezes em Maio”.
O responsável acrescentou que há registo de temperaturas de sete graus negativos no Vale do Lis. “Eu, que sou agricultor há mais de 30 anos, não tenho memória de tal coisa, sobretudo associado à seca”, afirmou o presidente da ARBVL, entidade que possui mais de 3.000 associados, entre os quais se contam cerca de 150 agricultores profissionais.
Sobre a situação registada no Vale do Lis, António Ferraria alertou para as culturas que ali têm forte presença, como o milho, que poderão estar também em perigo, “caso continue sem chover”. A FADL, afecta à Confederação Nacional de Agricultores, possui 2.000 mil associados no distrito de Leiria. (Fonte: Região de Leiria
)
Falta de chuva agrava cenário de incêndios "fora de época" – O especialista em incêndios Francisco Castro Rego admitiu que, se continuarmos sem chuva, o cenário de fogos "fora de época" pode agravar-se e sugeriu a criação de uma comissão nacional para a seca.
"Os incêndios estão mais ligados à secura do que à temperatura. A falta de precipitação no inverno conduz a essa situação [fogos] e já há alguma área ardida nesta altura", disse Francisco Castro Rego à agência Lusa. Contudo, o professor no Instituto Superior de Agronomia frisou que as "noites estão mais frias e a humidade nocturna faz com os incêndios não passem de um dia para o outro e não atinjam as proporções dos incêndios no Verão".
Apesar de admitir que a "acumulação desta situação [falta de chuva] pode ser grave", o especialista considerou que "poderá ser interrompida por um período de chuva que apareça nas próximas semanas ou mês". "Mas se a situação perdurar, podemos ter uma primavera ou verão muito complicados", frisou
Francisco Rego Castro admitiu também que, se a seca se mantiver, poderá existir falta de água para o combate aos incêndios. "O consumo será a primeira prioridade, depois as culturas agrícolas. A ajuda aos combates dos incêndios fica complicada", afirmou. Para se mitigar os danos causados pela seca, o especialista defendeu que se deve criar uma comissão nacional para a seca, semelhante à criada em 2005, "quando foi registada a maior seca dos últimos 75 anos", e que teve "muito sucesso".
Por seu lado, o especialista em planificação e defesa do espaço rural contra incêndios, Pedro Cortes, disse à Lusa que os proprietários deviam "controlar as zonas de mato à volta das casas" numa tentativa de preservarem a sua habitação dos incêndios. "Também as autarquias e as juntas de freguesia deviam de ter uma acção mais estruturante em locais estratégicos para ajudar os combates aos incêndios", sugeriu.
Referindo-se ao "abandono enorme de terrenos", Pedro Cortes considerou que as autarquias se devem "substituir aos proprietários" e fazer "intervenções cirúrgicas em locais chave". "A prevenção faz-se reduzindo a perigosidade dos incêndios", recordou.
Nos últimos dias têm-se registado dezenas de incêndios no país.
(Fonte: DNOTICIAS.PT)

Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2012

3796. Sexta-feira, 24 de Fevereiro (16h00)

Algumas temperaturas às 15h00
* * *
Anadia: 22,4 ºC
Cabeceiras de Basto: 22,0 ºC
Coimbra (Bencata): 22,0 ºC
Leiria (Aeródromo): 22,0 ºC
Tomar (Valdonas): 21,8 ºC
Santarém (Cidade): 21,7 ºC
* * *
Cabo Raso: 15,8 ºC
Moncorvo: 15,1 ºC
Cabo Carvoeiro: 14,8 ºC
Montalegre: 14,6 ºC
Penhas Douradas: 12,7 ºC
Foía: 12,6 ºC
Lombo da Terça (Madeira): 8,6 ºC
* * *
Fonte: Instituto de Meteorologia

Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012

3795. Desflorestação pode tornar norte mais frio

Ainda que a desflorestação esteja conotada com o aquecimento global, o fenómeno também pode provocar, em algumas regiões, uma queda na temperatura.
Muitos cientistas consideram que a desflorestação contribui, em grande medida, para o aquecimento global, no entanto, uma nova investigação da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, chegou à conclusão que, em algumas latitudes nortenhas, o fenómeno contribui para a redução das temperaturas, à escala local. Os cientistas descobriram que, se as árvores forem cortadas numa região boreal, acima dos 45 graus de latitude norte, obtém-se um efeito neto de arrefecimento.
O arrefecimento desse local, em média 0,8 ºC, também se deve ao aumento do albedo (medida da reflectividade de luz de uma superfície) por isso a luz solar é mais reflectida em direcção ao espaço exterior, luz essa que já não poderá aquecer a superfície terrestre. Os solos desflorestados ficam totalmente cobertos de neve nas latitudes norte, daí que este solo reflicta os raios solares e não aqueça tanto.
Pelo contrário, a desflorestação ocorrida abaixo dos 35 graus de latitude parece provocar o aumento da temperatura desses locais. Plantar árvores beneficia o sistema climático porque sequestra carbono, mas, ao mesmo tempo, torna o lugar onde elas vivem mais quente porque as árvores são mais escuras do que outros tipos de vegetação e do que o solo branco e absorvem mais radiação solar.
* * * * * * * * *
Fonte:
tvnet

Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012

3794. O que é insolação e como se prevenir?

Insolação é um termo popular utilizado para descrever as consequências do aumento da temperatura do corpo pela exposição excessiva ao sol e calor, particularmente em condições de clima quente e húmido. O fenómeno ocorre devido à acção dos raios ultravioleta e temperatura ambiente elevada sobre o organismo.
Os principais sintomas variam de acordo com a gravidade de cada caso. Nas formas leves podem incluir dor de cabeça, fraqueza, náuseas, tonturas e temperatura do corpo elevada. A pele fica avermelhada e seca (queimadura solar). Nos casos mais graves podem ocorrer perda da capacidade motora, confusão mental, convulsões e perda da consciência.
O tratamento deve ser feito de acordo com a gravidade do quadro. Nos casos mais leves, o indivíduo deve ser transferido para um local fresco e arejado (sala com ar condicionado ou ventiladores); remover o excesso de roupas; ingerir muito líquido e colocar compressas frias ou gelo na cabeça, nuca, axilas e virilhas. Quando possível, deve ser colocado em banho de imersão em água fria. Os casos mais graves devem ser encaminhados directamente para o hospital para receber hidratação endovenosa (''soro'').
A prevenção baseia-se em evitar tomar sol de forma excessiva, principalmente no horário compreendido entre 10 e 16 horas; evitar a prática de exercícios físicos sob o sol nestas condições; ingerir líquidos em abundância para evitar a desidratação. O reconhecimento rápido dos sintomas iniciais e a adopção de medidas correctas para o seu controlo são fundamentais para evitar o risco de complicações mais graves.
Airton dos Santos Gon
(Dermatologista)
* * * * * * * * * * * * *
Fonte: Bonde

Domingo, 19 de Fevereiro de 2012

3793. 2011 é um dos mais quentes dos últimos 80 anos

2011 em Portugal deverá ser um dos 3 mais quentes desde 1931 em termos da média da temperatura máxima e um dos 7 mais quentes dos últimos 80 anos, quanto à temperatura média anual, de acordo com o Boletim do Clima publicado hoje pelo Instituto de Meteorologia (IM).
De acordo com o IM os meses que mais contribuíram para o ano de 2011 ser um dos anos mais quentes em relação à temperatura máxima, foram Abril (+ 4,9 ºC), Outubro (+ 4,7 ºC), Maio (+ 3,9 º C), Junho (+ 1,6 ºC) e Setembro (+ 1,2 ºC), que registaram os maiores aumentos de temperatura relativamente a 1971-2000, o termo de comparação. De realçar ainda que os meses de Maio e Outubro foram os mais quentes desde 1931, em relação ao valor da temperatura máxima do ar e Abril foi o segundo mais quente na temperatura média e máxima do ar, também desde 1931. Quanto às temperaturas mínimas, em Abril e em Maio estiveram muito acima do valor normal.
Nos últimos 18 anos a temperatura média anual foi sempre superior ao valor médio 71-2000, com excepção de 2008, salienta o Boletim do Clima do Ano de 2011 do IM.
Menos chuva e mais temporais – A mais calor, correspondeu menos chuva. O total de precipitação anual em 2011 apresenta menos 132.2 mm, valor inferior ao normal 1971-2000. Durante o ano destacam-se os meses de Novembro, que registou um total mensal superior ao normal em 48.9 mm e de Dezembro com um total mensal muito inferior ao normal.
Em 2011 houve, no entanto, fenómenos climáticos relevantes, tais como as inundações em Lisboa a 29 de Abril, com queda violenta de granizo em Benfica e Damaia, tendo-se originado camadas de gelo no solo com vários centímetros de altura. O vento forte com rajadas superiores a 100Km/h de onde se destacam, entre outras, os 157 km/h de rajada em Faro (24 de Outubro) e 134 km/h em Coruche (16 de Fevereiro).
A temperatura máxima do ar em Maio e Outubro foi a mais alta desde 1931 e a ocorrência de 5 ondas de calor em Portugal continental, uma em Abril, duas em Maio e duas em Outubro; a queda de neve em vários pontos do país, que levou a condicionamentos locais, como o encerramento de escolas.
Também na Madeira e Açores, os valores médios de temperatura do ar foram superiores aos valores normais. No que diz respeito aos totais de precipitação, os Açores apresentam valores inferiores ao normal, à excepção da Horta, onde foram muito superiores.
Na Madeira os valores de precipitação no Funchal foram inferiores ao normal, enquanto no Porto Santo foram cerca de 170% superiores ao respectivo valor normal.
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
Fonte: Observatório do Algarve

Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012

3792. Persistência de tempo frio e seco em Portugal continental

O estado do tempo no território do continente tem vindo a ser influenciado, desde o início de Fevereiro, por sistemas de altas pressões que transportam na sua circulação ar frio e seco, com trajecto continental.
Esta situação provocou uma diminuição dos valores da temperatura observada, com particular relevância na mínima. Deste modo, Portugal continental tem vindo a registar desde o início do mês de Fevereiro uma persistência de tempo frio e seco, com temperaturas mínimas nalguns locais com valores negativos, nomeadamente nas regiões do interior do território do continente, salientando-se os valores mais baixos registados: -10.2ºC em Miranda do Douro no dia 4 de Fevereiro e em Carrazeda de Ansiães -9.5ºC, Bragança -9.0ºC, Penhas Douradas -8.3ºC, Mirandela -7.3ºC, Sabugal, Chaves e Montalegre -7.0ºC e Arouca -6.0ªC, no dia 3 de Fevereiro. Não foram, no entanto, ultrapassados os menores valores históricos observados nestas localidades, ficando mesmo bastante aquém do menor valor observado no continente em Fevereiro de 1954, -16.0ºC nas Penhas da Saúde.
Por outro lado, observaram-se nos primeiros 45 dias do ano valores pouco significativos de precipitação (>=1mm), tendo mesmo ocorrido 31 dias sem precipitação. Este valor encontra-se muito próximo do registado no mesmo período da última seca meteorológica do ano de 2005, em que foram observados 29 dias seguidos sem precipitação. Para o mesmo período a quantidade média de precipitação acumulada em 2005 e em 2012 foi, respectivamente, de 10.4mm e 22.4mm.
De acordo com o centro de previsão do IM, prevê-se para os próximos dias, em particular até dia 23, a manutenção de tempo frio e seco, sem ocorrência de precipitação significativa. No entanto, existe uma tendência para o enfraquecimento do anticiclone e uma mudança da direcção do vento para oeste a partir de dia 21, com previsão de subida da temperatura mínima e aumento da nebulosidade.
A ausência de precipitação significativa até dia 23 deverá agravar a situação de seca meteorológica que hoje, 15 de Fevereiro, coloca ¾ do continente nos níveis mais elevados de severidade, com 5% do território em seca extrema, 70% em seca severa e 25% em seca fraca.
Esta situação está consistente com a informação anteriormente divulgada pelo IM como o cenário mais provável para a evolução da seca meteorológica no mês de Fevereiro, baseado nas previsões mensais e sazonais do Centro Europeu de Previsão a Médio Prazo (ECMWF). No final do mês será apresentado novo cenário provável para a evolução mensal da situação de seca, suportado na mesma fonte de informação, ainda que as previsões mensais e sazonais para Portugal continental devam ser sempre encaradas com a devida reserva, em resultado das limitações actuais do conhecimento científico aplicado nos modelos de previsão para o médio-prazo, particularmente nas latitudes onde se situa o território continental português.
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
Fonte: Instituto de Meteorologia

Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012

3791. Segunda-feira, 13 de Fevereiro (06h00)

Algumas temperaturas às 06h00
* * *
Almada (P. Rainha): 5,6 ºC
Cabo Carvoeiro: 5,5 ºC
Lisboa (Geofísico): 5,3 ºC
Faro (Aeroporto): 4,6 ºC
Cabo Raso: 4,5 ºC
Aveiro (Universidade): 4,3 ºC
* * *
Alcobaça: - 5,1 ºC
Cabeceiras de Basto: - 5,3 ºC
Trancoso (Bandarra): - 5,4 ºC
Coruche (Estação de Regadio do I.N.I.A.): - 5,5 ºC
Montalegre: - 5,6 ºC
Macedo de Cavaleiros (Bagueixe): - 6,1 ºC
Mirandela: - 6,1 ºC
Chaves (Aeródromo): - 6,3 ºC
Alvalade: - 6,9 ºC
Miranda do Douro: - 7,1 ºC
Aljezur: - 7,2 ºC
Bragança: - 7,3 ºC
Penhas Douradas: - 7,6 ºC
* * *
Fonte: Instituto de Meteorologia

Sábado, 11 de Fevereiro de 2012

3790. Frio glacial e nevões já mataram 560 pessoas na Europa

Os nevões e o frio glacial das últimas duas semanas na Europa fizeram 560 mortos e mantêm isoladas 70.000 pessoas, milhares de casas sem electricidade, escolas fechadas e barcos presos no gelo. As condições meteorológicas ameaçam agravar-se neste fim-de-semana.
Com 135 mortos, a Ucrânia é o país da Europa mais afectado por esta vaga de frio, causada por um sistema de altas pressões vindo da Sibéria que está a bloquear a entrada de tempestades vindas do oceano Atlântico e que trariam temperaturas mais amenas para a Europa. Na Ucrânia, onde os termómetros poderão descer até aos 30 ºC negativos neste fim-de-semana, 126 barcos estão presos no estreito de Kertch, que liga o Mar Negro ao mar de Azov, totalmente gelado. Os navios quebra-gelos não os podem resgatar por causa do temporal, diz o Ministério ucraniano das Situações de Emergência.
Na Rússia, o frio já matou pelo menos 110 pessoas este ano, 46 no mês de Fevereiro, segundo o Ministério da Saúde. Destas, 11 morreram em Moscovo, vítimas de incêndios causados pela utilização de aparelhos de aquecimento defeituosos.
O frio fez ainda 77 mortos na Polónia, 44 na Roménia, 29 na Bulgária, 25 na República Checa, 23 na Lituânia, 16 na Hungria, 10 na Letónia, 3 na Eslováquia e um na Estónia. Nos Balcãs, quatro novas vítimas foram identificadas na Bósnia, duas no Montenegro e uma na Sérvia, o que eleva a 32 o número de mortos nesta região, desde a semana passada.
Cerca de 70.000 pessoas estão isoladas há vários dias por causa dos nevões nas povoações mais remotas da Sérvia, Croácia, Bósnia, Macedónia, Montenegro e Albânia. Muitas casas não têm electricidade, situação especialmente grave em Mostar, na Bósnia, onde 15.000 lares estão sem electricidade há já três dias. As autoridades estão a distribuir com meios aéreos alimentos e medicamentos aos locais isolados pela neve.
No rio Danúbio, o tráfego fluvial está interrompido por causa dos blocos de gelo num troço com centenas de quilómetros na Áustria, Croácia, Sérvia e Bulgária. Nos 588 quilómetros do Danúbio na Sérvia, os blocos de gelo cobrem 100% da superfície do rio. Além do Danúbio, todas as vias navegáveis da Sérvia, nomeadamente o Sava e o Tisa, estão intransitáveis.
No Sul da Europa, o frio também se faz sentir. A Itália, com 43 mortos registados, prepara-se para uma nova vaga de frio intenso e neve, enquanto o Exército continua a ajudar as povoações no Sul do país bloqueadas por neve com três metros de altura. Os meteorologistas italianos prevêem rajadas de vento glacial no Norte e o regresso dos nevões para esta noite e amanhã em Roma. Para estes dois dias, na capital, os automóveis só podem circular com correntes nos pneus e as escolas e edifícios públicos estão encerrados.
Na Grécia há registo de cinco mortos, cinco também na Áustria e em França, quatro na Alemanha e um na Holanda. Em Espanha, as autoridades colocaram em alerta 43 províncias por causa do frio, especialmente na Andaluzia, Aragão, Cantábria, Madrid, Extremadura, Navarra e Astúrias, segundo o jornal El Mundo.
Para Portugal, o Instituto de Meteorologia prevê a persistência de tempo muito frio para os próximos dias. "A manter-se esta situação é provável que durante a próxima semana a maior parte das estações do território continental entrem em onda de frio", acrescenta o instituto.
AFP, Helena Geraldes
* * * * * * * * * * * * *


Fonte: PÚBLICO

Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2012

3788. Quinta-feira, 9 de Fevereiro (06h00)

Algumas temperaturas às 06h00
* * *
Viana do Castelo (Cidade): 5,7 ºC
Lisboa (Geofísico): 5,5 ºC
Almada (P. Rainha): 5,4 ºC
Aveiro (Universidade): 5,1 ºC
Cabo Carvoeiro: 4,9 ºC
Barreiro (Lavradio): 4,8 ºC
* * *
Alvalade: - 4,0 ºC
Estremoz: - 4,2 ºC
Chaves (Aeródromo): - 4,3 ºC
Macedo de Cavaleiros (Bagueixe): - 4,7 ºC
Penhas Douradas: - 5,3 ºC
Aljezur: - 5,4 ºC
Mirandela: - 5,4 ºC
Bragança: - 5,6 ºC
Miranda do Douro: - 6,7 ºC
Carrazeda de Ansiães: - 6,9 ºC
* * *
Fonte: Instituto de Meteorologia

Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012

3787. Precipitações médias na China em 2011 são as menores dos últimos 61 anos

As precipitações médias na China em 2011 foram as menores dos últimos 61 anos, enquanto a temperatura aumentou pelo 15º ano consecutivo, informou a Administração Estatal de Meteorologia do país. O órgão convocou uma colectiva nesta sexta-feira (30) para relatar as características climáticas e desastres meteorológicas de 2011.
A precipitação média do país foi de 555 milímetros em 2011, redução de cerca de 10% em relação a anos passados. No sudoeste e nas Regiões Autónomas da Mongólia Interior e Uigur de Xinjiang as chuvas diminuíram entre 30% e 50%.
Já a temperatura média do país aumentou 0,5% na comparação com anos passados pelo 15º ano consecutivo. Por outro lado, as precipitações em Dezembro foram 20% inferiores a iguais períodos anteriores, enquanto a temperatura no mês manteve-se praticamente estável.
* * * * * * * *
Fonte: CRI

Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2012

3786. Vaga de frio polar fez 360 mortos na Europa

A camada de ar polar que se espalhou pela Europa há quase duas semanas já fez 360 mortos. Na Ucrânia, o país mais afectado, 135 pessoas perderam a vida e a Bósnia e Itália estão a passar pelos maiores nevões das últimas décadas.
Segundo o Ministério das Situações de Emergência na Ucrânia, 85.000 pessoas procuraram as 3300 tendas aquecidas que estão distribuídas pelo país, para dar abrigo, apoio e alimentos. As temperaturas baixaram até aos 30ºC negativos durante a noite.
A vaga de frio polar, causada por um anti-ciclone situado originalmente por cima do mar Báltico e que se espalhou pela Europa, causou a morte a 62 pessoas na Polónia, 23 na Lituânia e na República Checa, 10 na Letónia e na Sérvia, três na Croácia e na Bósnia e a uma pessoa na Estónia e a outra na Eslováquia.
Na Bósnia, as autoridades utilizaram helicópteros para transportar doentes e levar alimentos às 100 localidades isoladas pelo maior nevão de que há registo no país. Em algumas zonas, a neve atingiu uma altura de dois metros. A vizinha Sérvia decretou no domingo à noite “situação de emergência” por causa da neve e do frio. Cerca de 70.000 sérvios vivem hoje em localidades isoladas e 5000 quilómetros de estradas estão intransitáveis.
Na Bulgária, oito pessoas morreram ontem vítimas das inundações causadas pela neve que se está a derreter no Sul do país, perto da fronteira com a Turquia. Está interrompido o trânsito entre os dois países no principal posto de fronteira, de Kapitan-Andreevo. Para os próximos dias, a Bulgária deve esperar tempestades de neve e uma descida das temperaturas até aos 17ºC negativos. Desde o final de Janeiro, o frio já matou dez pessoas neste país. Na Hungria, doze pessoas morreram nos últimos três dias por causa da vaga de ar polar, segundo as autoridades em Budapeste. Na Roménia, onde morreram 36 pessoas, o Ministério da Educação anunciou que as escolas estarão encerradas hoje e amanhã em 11 regiões do país e em Bucareste.
A camada de ar polar deslocou-se mais para Sul. Em Itália já morreram 21 pessoas. As temperaturas continuam muito baixas no Norte, com 10ºC negativos em Milão, e a neve estende-se ao Sul, a Nápoles. A electricidade está a faltar em várias cidades na região de Roma, que declarou estado de catástrofe natural e onde o alerta meteorológico se vai manter até sexta-feira. A capital italiana vive o seu maior nevão dos últimos 27 anos. França, onde já morreram quatro pessoas, está sob a ameaça de um grave corte de electricidade. Em algumas regiões, como Mulhouse e Reims, os termómetros chegaram aos 20ºC negativos.
A Suíça registou, na noite de domingo, um novo recorde de frio para este ano, com 35,1ºC negativos em Samedan, no cantão de Grisons. O frio polar na Suíça está a perturbar a circulação de comboios. No Reino Unido, o trânsito já está a regressar à normalidade no aeroporto em Heathrow. No domingo, a acumulação de neve tinha levado à anulação de centenas de voos.
O tempo frio obrigou ao aumento da procura de gás natural e, segundo a porta-voz da Comissão Europeia para a Energia, Marlene Holzner, as importações subiram na Roménia, Alemanha e Itália. No sábado, a russa Gazprom anunciou a normalização do fornecimento de gás à Europa, depois de ter baixado a exportação “durante alguns dias”, por causa do aumento da procura interna.
* * * * * * * * * * * *
Fonte: PÚBLICO

Domingo, 5 de Fevereiro de 2012

3785. TRÁS-OS-MONTES: Formação de gelo é o maior perigo nas estradas

A formação de gelo nas estradas é dos maiores perigos das baixas temperaturas do inverno transmontano e obriga a espalhar diariamente toneladas de sal para garantir a segurança dos condutores em centenas de quilómetros de vias. A "campanha invernal" exige pelo menos 1500 toneladas de sal-gema oriundas, sobretudo, das únicas minas portuguesas, em Loulé, no Algarve, e algum também da vizinha Espanha.
Os nevões do Nordeste Transmontano são os mais mediáticos deste tipo de operação que envolve uma logística muito complexa e que se prolonga de Outubro a Abril, mobilizando dezenas de operacionais e veículos. "O gelo é dos inimigos mais perigosos", mas a anunciada vaga de frio para os próximos dias não apanhará desprevenidos os responsáveis pelas estradas de uma região com características que obrigam a uma logística desconhecida de outras zonas do país, segundo o director de exploração da Auto-estradas XXI.
Fernando Pedroche é, há três anos, responsável pelos 130 quilómetros do IP4, entre Quintanilha, em Bragança, e Amarante, que estão a ser transformados na Auto-estrada Transmontana. No primeiro ano gastaram 1200 toneladas de sal-gema na principal via transmontana que atravessa os distritos de Bragança e Vila Real e liga a fronteira ao Porto. No segundo ano foram 900 e este ano, já espalharam 200 toneladas.
Têm dois silos com reservas de 100 toneladas cada em cada distrito e pontos de carga para reabastecimento ao longo da via. Cada tonelada de sal-gema custa entre 70 a 80 euros. Em Dezembro adquiriram um novo limpa neves com dispensador de sal que custou "140 mil euros, sem IVA". Ao todo dispõem de dois veículos do género em cada distrito e uma carrinha todo o terreno adaptada com pás ou lâminas de diferentes dimensões para operar nas zonas estreitas dos desvios das obras ou nós.
A equipa monitoriza diariamente as previsões do tempo e as temperaturas, com a ajuda de estações meteorológicas instaladas ao longo da estrada e, quando a temperatura se aproxima do zero é obrigatória a operação. Uma vida não tem preço, como diz este responsável corroborado por Ugo Berardinelli, colega da Ascendi, a concessionária responsável pelos 250 quilómetros do Douro Interior que abrange o IP2 e o IC5.
A sinistralidade e indisponibilidade da via implicam penalizações para as concessionárias. A operação de logística da Ascendi é semelhante, mas com mais quilómetros para "limpar", 250 desde Macedo de Cavaleiros (Bragança) a Celorico da Beira (Guarda), e de Alijo (Vila Real) a Miranda do Douro (Bragança). Manter as estradas operacionais nesta zona "exige um esforço acrescido", reiterou o director que conta com um centro de controlo em Lodões (Vila Flor), e dois centros mais pequenos em Mogadouro e Celorico da Beira e dá apoio também à A25 (Guarda).
Por estes locais estão espalhados três limpa-neves quatro carrinhas com lâminas adaptáveis. Conta ainda com cerca de 30 funcionários recrutados na região e 62 câmaras que vigiam as estradas e fazem chegar imagens e informação ao centro de controlo de Lodões. Gastam entre 450 a 500 toneladas de sal-gema por ano e cada camião consome, em média, 50 litros de combustível aos cem, em cada saída para espalhar sal.
Tanto a Auto-estradas XXI como a Ascendi utilizam, além do sal-gema, uma mistura de sal e água denominada salmoura que no futuro pretende generalizar nas operações por ser mais eficiente (adere melhor à estrada) e barata.
O combate ao gelo e neve é feito também pela Estradas de Portugal (EP), responsável, no Distrito de Bragança, por uma rede viária de 960 quilómetros, 300 dos quais mais sensíveis às adversidades climatéricas. A EP dispõe de dois limpa-neves e mais dois veículos adaptáveis e brigadas de intervenção com 17 efectivos que contabilizam nesta época 1500 horas de trabalho a espalhar entre 400 e 500 toneladas de sal-gema.
* * * * * * * * * * * * * * * * * *

3784. Frio glacial provoca receios de colapso energético


video

* * *

CopyRight @ EuroNews

3783. Frio siberiano flagela a Europa


video

* * *

CopyRight @ EuroNews

Sábado, 4 de Fevereiro de 2012

3782. Sábado, 4 de Fevereiro (08h00)

Algumas temperaturas às 08h00
* * *
Macedo de Cavaleiros (Bagueixe): - 6,5 ºC
Penhas Douradas: - 6,5 ºC
Sabugal (Martim Rei): - 7,0 ºC
Lamas de Mouro (P. Ribeiro): - 7,0 ºC
Bragança: - 8,0 ºC
Mirandela: - 8,1 ºC
Chaves (Aeródromo): - 8,2 ºC
Carrazeda de Ansiães: - 9,6 ºC
Miranda do Douro: - 9,6 ºC
* * *
Fonte: Instituto de Meteorologia

Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2012

3781. Sexta-feira, 3 de Fevereiro (06h00)

Algumas temperaturas às 06h00
* * *
Cabo Raso: 4,1 ºC
Lisboa (Geofísico): 4,1 ºC
Faro (Aeroporto): 3,8 ºC
Lisboa (Gago Coutinho): 3,4 ºC
Aveiro (Universidade): 3,2 ºC
Coimbra (Bencata): 3,2 ºC
Cabo Carvoeiro: 3,2 ºC
* * *
Aljezur: - 5,1 ºC
Figueira de Castelo Rodrigo (Vila Torpim): - 5,1 ºC
Coruche (Estação de Regadio do I.N.I.A.): - 5,4 ºC
Vinhais: - 5,5 ºC
Guarda: - 5,6 ºC
Arouca: - 5,8 ºC
Tomar (Valdonas): - 5,9 ºC
Montalegre: - 6,0 ºC
Chaves (Aeródromo): - 6,2 ºC
Miranda do Douro: - 6,6 ºC
Mirandela: - 6,8 ºC
Sabugal (Martim Rei): - 7,0 ºC
Penhas Douradas: - 8,2 ºC
Carrazeda de Ansiães: - 8,4 ºC
Bragança: - 8,8 ºC
* * *
Fonte:
Instituto de Meteorologia

3780. Neve em Lisboa (1954)


video

* * *

Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012

3779. Quinta-feira, 2 de Fevereiro (15h00)

Algumas temperaturas às 15h00
* * *
Ponta do Sol (Madeira): 21,7 ºC
Faro (Aeroporto): 14,4 ºC
Santarém (Cidade): 13,7 ºC
Leiria (Cidade): 13,6 ºC
Alcácer do Sal (Barrosinha): 13,5 ºC
Setúbal (Estação da Fruticultura): 13,1 ºC
Aljezur: 13,1 ºC
* * *
Sabugal (Martim Rei): 2,9 ºC
Manteigas: 2,7 ºC
Lamas de Mouro (P. Ribeiro): 1,7 ºC
Guarda: 1,4 ºC
Montalegre: 0,4 ºC
Penhas Douradas: - 0,7 ºC
* * *
Fonte: Instituto de Meteorologia

Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012

3778. PORTUGAL CONTINENTAL: Onda de frio

A acção de um anticiclone localizado na Europa central que transporta na sua circulação uma massa de ar muito frio e seco, com trajecto continental, deverá afectar o estado do tempo no território do continente já a partir de amanhã no interior Norte, estendo-se na sexta-feira a todo o País.
O Centro de Previsão do Tempo do Instituto de Meteorologia confirma assim a informação veiculada na passada segunda feira, prevendo uma descida da temperatura mínima entre os 5 ºC e os 8 ºC em todo o território, a partir de dia 3 sexta-feira. Desta forma, prevê-se na madrugada de sábado, a ocorrência dos valores mais baixos da temperatura mínima, a qual deverá atingir os -8 ºC em Bragança, -1 ºC no Porto, -7 ºC nas Penhas Douradas, 2 ºC em Lisboa, -2 ºC em Beja e 3 ºC em Faro.
O vento deverá soprar fraco a moderado de nordeste, o que se traduz num aumento da sensação de desconforto térmico, em especial nas terras altas, onde se prevê que soprará moderado a forte.
O IM prevê que esta situação de tempo frio se mantenha para os dias seguintes, ainda que a partir de dia 5, domingo, se espere um ligeiro aumento gradual da temperatura mínima, devendo no entanto continuarem a observar-se valores de temperatura muito baixos, não sendo previsível que se venham a bater os mínimos absolutos. Estas condições poderão potenciar a possível entrada em onda de frio de várias estações que actualmente já se encontram próximo de satisfazer os requisitos da Organização Meteorológica Mundial, nomeadamente nas regiões norte e centro.
Esta situação de tempo muito frio associada a valores muito baixos de humidade do ar poderá criar condições para a ocorrência de geada negra em algumas regiões do território. O IM sugere o acompanhamento desta informação através da sua Pagina WEB e a adopção das recomendações difundidas pelas autoridades de protecção civil e saúde.
O que é a “geada negra”? A “geada negra” não é geada propriamente dita. De facto, às gotas de água resultantes da condensação do vapor de água existente no ar atmosférico e do que provém da transpiração das plantas, em contacto com a superfície terrestre, em especial a superfície das plantas, chama-se "orvalho".
A “geada negra” não é geada propriamente dita. De facto, às gotas de água resultantes da condensação do vapor de água existente no ar atmosférico e do que provém da transpiração das plantas, em contacto com a superfície terrestre, em especial a superfície das plantas, chama-se "orvalho". Quando a temperatura do ar atinge os 0ºC ou valores inferiores, as gotas de orvalho congelam formando o que se designa por "geada"(o ponto de orvalho é mais baixo do que a temperatura negativa letal para a planta).
Mas quando o ar é extremamente frio e também extremamente seco e o vento tem uma intensidade moderada a forte, não existem condições para a formação de geada, pois o conteúdo em vapor de água atmosférico é muito pequeno e porque o vento forte afasta rapidamente da proximidade das plantas o vapor de água proveniente da transpiração das plantas. Neste caso, em vez de se formar uma película de gelo sobre a planta (geada) dá-se a congelação interna da planta (da seiva), a planta fica escura, queimada, e morre. É este fenómeno que se designa por “geada negra”.
Uma medida preventiva da “geada negra”, utilizada pelos agricultores em regiões onde as condições propícias para este fenómeno são frequentes, consiste em regar as culturas, para que em vez de “geada negra” se forme a geada propriamente dita. A geada ocorre em situações de influência anticiclónica, quando as noites são frias.
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

3777. Frio polar na Europa


video

* * *
CopyRight @ EuroNews

Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012

3776. PORTUGAL CONTINENTAL: Tempo frio

Carta Sinóptica de Superfície prevista para
Quarta-feira, 1 de Fevereiro (12h00)

Fonte: MetOffice

* * *

A conjugação entre um potente anticiclone centrado no norte da Europa e uma região de baixas pressões centrada no Mediterrâneo irá condicionar o estado do tempo em Portugal Continental, especialmente a partir de Quarta-feira. Assim, o posicionamento daqueles centros de pressão irá favorecer o surgimento de uma corrente de ar procedente da Sibéria e que se deslocará gradualmente para Ocidente até chegar à Península Ibérica.
Trata-se de fluxo de ar seco e muito frio, o que irá fazer baixar a temperatura do ar em Portugal Continental a partir de Quarta-feira. O frio fazer-se-á sentir especialmente durante a noite e nos locais mais sombrios; o vento elevará a sensação de frio. Esta situação de frio irá afectar especialmente as regiões do interior.
Sugere-se um acompanhamento do evoluir das condições meteorológicas, nomeadamente o site do Instituto de Meteorologia, e seguir as recomendações da Autoridade Nacional de Protecção Civil para situações de tempo muito frio.

Sábado, 28 de Janeiro de 2012

3773. Subsolo congelado da Rússia corre riscos ambientais

As áreas do permafrost (subsolo que deveria estar permanentemente congelado) cobrem 60% a 70% do território russo, concentrado, em sua maior parte, reservas de recursos naturais. O desenvolvimento da exploração de petróleo e gás representa uma ameaça para a preservação dessas terras, talvez muito maior que os riscos de derretimento do permafrost devido à mudança climática global.
O permafrost não é mais eterno, e esse facto pode ser fonte de muitos problemas. Pedras de gelo não são boa base para construir nada, de casas para habitantes a ferrovias e gasodutos, mas, quando se tem enterrada a herança nacional de um país no permafrost (segundo algumas estimativas, cerca de 70% das reservas de gás comprovadas na Federação Russa), você simplesmente não tem outra saída. Os russos, nesse sentido, não estão sozinhos; povos do Alasca, por exemplo, enfrentam problemas semelhantes. É necessário saber quem irá protegê-los e como eles irão se desenvolver (é desejável que se evite desastres ecológicos), e o que acontecerá realmente com o permafrost.
No caso das hipóteses mais difundidas e assustadoras, teremos o derretimento do permafrost devido ao aquecimento global. Recentemente o chefe do centro Antistikhia (Ministério de Monitoramento e Previsão de Situações de Emergência da Federação Russa), Vladisláv Bolov, compartilhou com a agência de notícias RIA Novosti o prognóstico de que, nos próximos 30 anos, a área do permafrost na Rússia irá diminuir de 10% a 18%, a temperatura dos solos do permafrost na Península de Iamal vai aumentar em média de 1,5 a 2ºC e os limites do permafrost dentro de meio século “se deslocarão para o nordeste de 150 km a 200 km”.
De acordo com outro ponto de vista, o clima no planeta realmente está sujeito a mudanças, mas não necessariamente por causa do homem, e a grande questão é se elas ameaçam o permafrost. Segundo a pesquisadora líder do Instituto da Criosfera da Terra, Galina Malkova, prever uma redução ainda maior na temperatura ou, em contrapartida, um novo circuito de aquecimento é simplesmente impossível: as monitorizações regulares da temperatura das rochas duram ao todo de 40 a 50 anos, com esse tempo seria impossível traçar padrões rítmicos. A temperatura do permafrost não pode mudar tão rapidamente, como a temperatura do ar, sendo assim, difícil derretê-lo.
Mas o permafrost deixou de ser tão estável desde que começaram as tentativas de erguer casas ou construir estradas sobre ele. Incluindo o gelo, eles formam de 40 a 90% das milenares rochas congeladas, e, nas condições naturais, cobertos de vegetação, serviam como um tipo de isolante, que protegia o gelo debaixo das altas temperaturas do verão. Se a superfície superior for quebrada, ninguém mais poderá impedir o derretimento do gelo, excepto que haja algum isolante que a substitua.
Cada erro na concepção, construção ou manutenção de edifícios e estruturas (por exemplo, isolamento malfeito ou desvio trivial de águas residuais) carrega consequências catastróficas. No relatório do Greenpeace, foram citadas estimativas de que, "na manutenção da eficiência dos canais e na eliminação de deformações mecânicas associadas ao derretimento do permafrost, são gastos anualmente até 55 mil milhões de rublos", e a quantidade de situações de emergência em toda a Sibéria é estimada em cerca de 7 mil por ano. Os fracassos na construção de habitações também acontecem, e não são necessariamente velhas barracas: por causa do degelo do permafrost um prédio novo pode entrar totalmente em desuso entre 6 a 10 anos após a construção, para não mencionar o facto de que muitos não ficam de pé até o término das obras.
Mesmo assim, é possível construir algo sob o gelo, como mostram o maior frigorífico natural ("merzlotnik") e novas construções, como a ferrovia localizada ao norte da Rússia (Obskaia-Bovanenkovo) e a ponte mais longa em latitudes polares. O merzlotnik, formando nas rochas milenares congeladas, é uma mina composta de três galerias com extensão de 100 a 140 metros. Foi construído em 1956 e agora é mais um monumento à teimosia humana do que um fenómeno de tecnologias avançadas. Durante mais de 50 anos de operação, o merzlotnik não precisou passar por nenhuma reforma.
Já a longa ponte de 3,9 km através do vale do rio Iuribei é uma fonte de orgulho da Gazprom (grande companhia de gás russa). Como indicado no site da empresa de gás, a Gazprom teve “sucesso ao construir em um solo que é pouco adequado para a construção", ou seja, no permafrost, com um esguicho de soluções salinas criogênicas com ponto de congelamento muito baixo, que às vezes chega a 30 graus negativos.
Nadiejda Petrova, Kommersant-Vlast
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
Fonte (Texto e imagem): Gazeta Russa

Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012

3772. Superfície do oceano mais quente reduz produção de peixes

Um relatório divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) afirma que o aquecimento das águas superficiais dos oceanos limita o movimento dos nutrientes e pode resultar em diminuição da produção de peixes, o que afectaria o quotidiano da população. Segundo as projecções apontadas no documento, a limitação do movimento ascendente dos nutrientes das águas mais profundas e frias (fenómeno conhecido como ressurgência) afectaria os grandes ecossistemas marinhos de países em desenvolvimento situados em áreas mais quentes na Ásia, África e América Latina, regiões que são dependentes dos recursos marinhos para a sua segurança alimentar.
Foram analisadas 64 áreas classificadas como grandes ecossistemas marinhos (que incluem bacias hidrográficas e estuários) e verificou-se que entre 1982 e 2006, houve uma subida da temperatura em 61 zonas (sendo que três delas no Brasil). Além disso, em cerca de um terço dessas áreas, a temperatura tem-se elevado até quatro vezes mais rápido do que as tendências de aquecimento global relatadas pelo Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC).
Uma das regiões onde foi constatada uma rápida subida da temperatura é a do Mar Báltico, no nordeste da Europa e que banha nove países. Segundo o órgão da ONU, em 24 anos a temperatura na superfície do oceano subiu 1,35 ºC. O documento aponta que o degelo nas regiões próximas ao Árctico poderia amornar a água e elevar a quantidade de pesca nesta região (que inclui também o Mar da Noruega), porém, o tamanho dos peixes diminuiria.
Este efeito sobre a população reprodutora, de acordo com o PNUD, pode resultar no colapso de outras espécies de peixes. O relatório recomenda neste caso providências para estabelecer níveis de captura sustentáveis para a pesca em latitudes mais quentes.
Outro ponto abordado pelo estudo é a inclusão de medidas para sustentar a pesca marinha, restaurar e proteger os habitats costeiros, principalmente os sumidouros de carbono, e reduzir a carga de poluentes no oceano.
* * * * * * * * * * * * * * * *
Fonte: Correio24horas