segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

Resgatados 17 escuteiros na Serra da Estrela

Dezassete escuteiros da Amadora foram ontem à tarde resgatados da Serra da Estrela, depois de ficarem presos na neve. O grupo foi encontrado cerca das 14:30 horas, na zona da Nave Mestra, depois do alerta dado às 11:22.
A maioria dos 17 elementos do grupo estavam bem, mas alguns dos jovens foram levados ao Centro de Saúde de Manteigas, por apresentarem alguns sinais de hipotermia. A operação de resgate mobilizou 43 elementos de organismo de protecção e socorro.
As estradas de acesso ao maciço central da Serra da Estrela estão fechadas devido à neve, que caiu com intensidade no fim-de-semana. Segundo fonte do Centro de Limpeza, sediado nos Piornos, "homens e máquinas estão empenhados em desobstruir a principal estrada que atrevessa a serra [a EN339, que liga Seia/Lagoa Comprida/Torre/Piornos], mas a tarefa está complicada porque a neve não pára de cair".
Encerrada está ainda a ligação entre os Piornos e a vila de Manteigas, via EN338. O Instituto de Meteorologia prevê que a neve continue a cair na Serra pelo menos até terça-feira. Face a estas previsões, o coordenador distrital de Operações e Socorro da Guarda (CDOS) recomenda a quem está a pensar rumar à Estrela neste fim-de-semana prolongado o uso de correntes nos veículos e para não se afastarem das principais vias de comunicação. Já quem preferir os vários percursos pedestres deve informar antecipadamente as autoridades, GNR ou bombeiros, do percurso tomado. Por outro lado, "é vital estar sempre comunicável, pelo que todos devem levar o telemóvel com as baterias devidamente carregadas", aconselha.
As temperaturas rondam cinco graus negativos na Torre e 2,5 negativos nos Piornos. O Instituto de Meteorologia e Geofísica prevê que a neve continue a cair na Serra da Estrela pelo menos até terça-feira.
O IP4 foi cortado nos dois sentidos disse fonte da Brigada de Trânsito de Vila Real. O Comando Distrital de Operações de Socorro de Vila Real explicou que a circulação automóvel naquela via rápida foi interrompida às 15h44, e o trânsito foi desviado para as estradas nacionais 12 e 101.
Luís Martins
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Fonte: JN

domingo, 29 de Novembro de 2009

Domingo, 29 de Novembro (15h00)

Algumas temperaturas às 15h00
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Ponta do Sol (Madeira): 21,7 ºC
Castro Marim (R.N. Sapal): 15,4 ºC
Sagres: 15,3 ºC
Barreiro (Lavradio): 14,6 ºC
Cabo Raso: 14,5 ºC
Alcácer do Sal (Barrosinha): 14,2 ºC
Aljezur: 14,2 ºC
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Vila Real: 4,2 ºC
Sabugal (Martim Rei): 4,2 ºC
Pampilhosa da Serra (Fajão): 3,4 ºC
Cabril: 3,4 ºC
Guarda: 1,4 ºC
Montalegre: 1,3 ºC
Penhas Douradas: -1,3 ºC
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Fonte: Instituto de Meteorologia

Domingo, 29 de Novembro (09h00)

Imagem de Satélite às 9h00
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CopyRight @ Eumetsat 2009
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Tempo instável com passagem da superfície frontal fria pelo território de Portugal Continental durante a última madrugada e esta manhã.
O dia continuará a ser muito instável, com períodos de céu muito nublado, alternando com abertas, aguaceiros dispersos com possibilidade de ocorrência de trovoadas e queda de neve nas terras altas; vento moderado a forte de sudoeste, rodando progressivamente para noroeste.

sábado, 28 de Novembro de 2009

PORTUGAL CONTINENTAL: Fim de semana com tempo frio e instável

Carta de Superfície prevista para Domingo,
29 de Novembro de 2009 (00h00 UTC)
Fonte: MetOffice
Uma superfície frontal fria, associada a uma depressão centrada a noroeste da França, irá cruzar o território de Portugal Continental durante o dia de amanhã.
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Previsão do Estado do Tempo
(Fonte: Instituto de Meteorologia)
Previsão para Domingo, 29 de Novembro de 2009
REGIÕES NORTE E CENTRO: Céu muito nublado, com abertas a partir da manhã. Períodos de chuva por vezes forte até ao início da manhã, passando a regime de aguaceiros. Queda de neve acima dos 1400 metros, descendo a cota para os 800/1000metros durante a manhã e para os 600/800 metros para o final do dia. Condições favoráveis à ocorrência de trovoadas.
Vento moderado de sudoeste, com rajadas da ordem de 60 km/h no litoral, rodando para noroeste e tornando-se fraco a partir do meio da tarde. Nas terras altas, o vento será de sudoeste forte a muito forte com rajadas da ordem de 100 km/h, rodando paraoeste e tornando-se moderado a forte para o final do dia.
Descida da temperatura máxima.
REGIÃO SUL: Céu muito nublado, com abertas a partir da tarde. Períodos de chuva, passando a regime de aguaceiros fracos. Possibilidade de queda de neve nas terras altas ao final do dia.
Vento moderado de sudoeste, soprando moderado a forte com rajadas da ordem de 60 km/h no litoral e terras altas, rodando para noroeste a partir da tarde.
Subida da temperatura mínima. Pequena descida da temperatura máxima.
ESTADO DO MAR:
Costa Ocidental: Ondas de oeste com 4 a 5 metros.
Costa Sul: Ondas de sudoeste com 1,5 a 2 metros.
Previsão para Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009
Períodos de céu muito nublado. Aguaceiros, em especial nas regiões Norte e Centro, que serão de neve acima dos 600/800 metros, subindo temporariamente a cota para os 1400 metros durante o dia.
Vento em geral fraco de noroeste, soprando moderado no litoral da região Sul e forte nas terras altas.
Descida da temperatura mínima.

sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

Sexta-feira, 27 de Novembro (15h00)

Algumas temperaturas às 15h00
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Funchal (Madeira) – 23,7 ºC
Cabo Raso – 17,4 ºC
Portimão (Aeródromo) – 17,4 ºC
Sagres – 17,3 ºC
Lisboa (Geofísico) – 17,1 ºC
Aljezur – 16,7 ºC
Faro (Aeroporto) – 16,7 ºC
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Moimenta da Beira – 8,0 ºC
Trancoso (Bandarra) – 7,3 ºC
Montalegre – 7,2 ºC
Guarda – 7,0 ºC
Lamas de Mouro (P. Ribeiro) – 5,2 ºC
Penhas Douradas – 3,6 ºC
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Fonte: Instituto de Meteorologia

MADEIRA: Ilhas Selvagens

quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

O dilema ambiental das fraldas descartáveis

Estima-se que uma fralda descartável leve 400 anos para se decompor. Isto significa que todas as fraldas usadas até hoje ainda estão depositadas em aterros espalhados pelo planeta. Para se ter uma ideia do tamanho do problema, uma criança usa pelo menos 5 mil unidades até os dois anos.
Para diminuir o impacto que o filho Maurício, de dois anos, causa na natureza, a presidente da ONG ambiental Fundação Gaia, Lara Lutzenberger, optou por algo que pode parecer antiquado para a maior parte das mães: em casa, só fraldas de pano.
– Sempre me preocupei com essa questão. Uma criança tem um consumo muito alto de fraldas, que são cheias de elementos sintéticos e acabam sendo um grande factor poluidor – argumenta.
Lara adopta um sistema misto, que reduziu em 80% o uso do produto descartável. Nos passeios mais longos, entretanto, as fraldas plásticas são insubstituíveis.
– Não se trata de ser radical, mas de repensar o uso exclusivo desses descartáveis, que obviamente têm as suas vantagens. O caminho do meio parece-me ser o caminho correcto – afirma.
Mas o que se mostra como uma opção para reduzir os danos pode-se transformar num novo problema: o gasto de água para a lavagem dos acessórios de tecido.
– O regresso às fraldas de pano aumenta o consumo de água e liberta para o ambiente mais resíduos de detergentes. É uma alternativa que leva ao tratamento de uma quantidade maior de água – alerta Luís Frankenberg, professor da Faculdade de Engenharia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).
É difícil determinar qual das duas alternativas agride menos a natureza. O coordenador de Gestão Ambiental da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Darci Campani, acredita que, mesmo com a necessidade de lavagem, as fraldas de pano representam a melhor solução.
– A quantidade de água é pequena, e podem ser usados detergentes menos impactantes para o ambiente – exemplifica o professor.
Lara também questiona as críticas à lavagem:
– As pessoas não pensam na quantidade de água que é gasta no fabrico das fraldas descartáveis – conclui.
Uma alternativa seria substituir o material com que se fabrica os produtos de plástico. Segundo Frankenberg, algumas empresas já se preocupam em utilizar matérias-primas menos poluentes.
– A combinação de algodão ou outros itens mais orgânicos com o plástico poderia tornar a degradação das fraldas descartáveis mais rápida. A preocupação da indústria, até agora, foi pesquisar materiais que levassem em conta a praticidade, a higiene e a saúde. O que se precisa, neste momento, é investir em alternativas para diminuir o impacto no ambiente – explica.
Lara observa outra vantagem do tecido: a menor quantidade de alergias e assaduras no filho.
– Quando o Maurício usa fraldas de pano, não preciso de utilizar mais pomadas contra assaduras.
O que a indústria deve fazer para reduzir o impacto ambiental das fraldas descartáveis:
– Diminuir a quantidade de plástico na composição;
– Usar mais produtos naturais;
– Substituir o gel sintético por um de origem vegetal;
– O uso de algodão poderia ser uma boa saída.
Vantagens:
Fraldas de pano - Reduzem a montanha de lixo nos aterros; uma fralda de algodão pode ser usada mais de cem vezes e leva um ano para se decompor; o contacto com o tecido, em vez do plástico traz mais conforto para o bebé e reduz o risco.
Fraldas descartáveis - A mãe trabalha menos; como o produto não exige manutenção (lavar, secar, passar), ela pode ficar mais tempo com o filho; são mais práticas e mantêm o bebé seco por mais tempo; não precisam ser trocadas com frequência à noite e em passeios.
Desvantagens:
Fraldas de pano - Lavá-las não é tarefa das mais fáceis; o desperdício de água e o uso de detergentespodem causar grande impacto no ambiente; quando lavadas incorrectamente, podem reter resíduos de produtos de limpeza e causar alergias.
Fraldas descartáveis - A quantidade descartada é agravada pela demora na decomposição; só o adesivo para fechar leva mais de 500 anos para se degradar; contêm produtos que mantêm a criança seca, mas que também ressecam a pele; o uso de pomadas contra assaduras é inevitável.
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Fonte: Dona

quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Quarta-feira, 25 de Novembro (15h00)

Imagem de satélite às 15h00
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CopyRight @ Eumetsat 2009
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Algumas temperaturas às 15h00
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Funchal (Madeira) – 24,3 ºC
Castro Marim (R.N. Sapal) – 18,6 ºC
Aljezur – 18,6 ºC
Faro (Cidade) – 18,4 ºC
Sagres – 18,2 ºC
Faro (Aeroporto) – 18,1 ºC
Mértola (Vale Formoso) – 18,0 ºC
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Sabugal (Martim Rei) – 8,6 ºC
Penhas Douradas – 7,2 ºC
Bragança – 6,7 ºC
Montalegre – 6,7 ºC
Guarda – 6,6 ºC
Lamas de Mouro (P. Ribeiro) – 5,9 ºC
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Fonte: Instituto de Meteorologia

segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

2682. Dia da Floresta Autóctone

Quercus promoveu plantações de espécies florestais autóctones com o apoio da CGD - No dia 21 de Novembro, sábado, a Quercus, através do Projecto Criar Bosques, plantou mais floresta autóctone em 7 locais do país com o apoio da Caixa Geral de Depósitos. A iniciativa inseriu-se nas comemorações nacionais do “Dia da Floresta Autóctone” (23 de Novembro) e pretendeu sensibilizar a sociedade em geral para a importância das florestas naturais e visa contribuir para a adopção de atitudes e comportamentos ambientalmente adequados
É hoje reconhecido o papel fundamental que as florestas têm na conservação do solo, na regulação do clima e do ciclo hidrológico, enquanto suporte de biodiversidade, sumidouro de CO2 e elemento importante na produção de matérias-primas fundamentais à nossa vida quotidiana. Em Portugal, grande parte da floresta natural desapareceu ou está muito alterada, sendo já raras algumas das nossas árvores autóctones.
As localidades abrangidas com esta iniciativa foram Baião, Cadaval, Grândola, Ponte de Sôr, Portalegre, Sabugal e Vila Real, sendo recuperados 18 hectares de floresta. A acção envolveu colaboradores e familiares da Caixa Geral de Depósitos e da Quercus, voluntários do Corpo Nacional de Escutas (CNE), Autarquias e Juntas de Freguesia daquelas localidades.
As espécies plantadas foram o Carvalho-negral (Quercus pyrenaica), o Plátano-bastardo (Acer pseudoplatanus), o Vidoeiro (Betula celtiberica), a Tramazeira (Sorbus aucuparia), o Azereiro (Prunus lusitanica ssp. lusitanica), a Azinheira (Quercus rotundifolia), o Sobreiro (Quercus suber), o Amieiro-negro (Frangula alnus), o Freixo (Fraxinus angustifolia), a Borrazeira-preta (Salix atrocinerea), o Medronheiro (Arbutus unedo), o Castanheiro (Castanea sativa), o Loureiro (Laurus nobilis), a Murta (Myrtus communis), o Carvalho-cerquinho (Quercus faginea ssp. broteroi), o Carvalho-alvarinho (Quercus robur), o Aderno-bastardo (Rhamnus alaternus) e o Folhado (Viburnum tinus).
(Fonte do texto e imagem:
AgroPortal)

Baião: 1700 novas árvores plantadas na serra da Aboboreira - A chuva que se fez sentir no dia 21 de Novembro não demoveu as cerca de 300 pessoas que se deslocaram a Baião, vindas de toda a região norte e de vários pontos do concelho, de participarem no projecto “Criar Bosques”. Com ânimo e indiferença face às condições climatéricas contribuíram para a plantação de 1700 novas árvores na Serra da Aboboreira.
A chuva até foi bem-vinda, porque fortaleceu os jovens espécimes de Carvalho Negral, Vidoeiro ou Castanheiro plantados. Nos próximos quatro anos a Câmara de Baião tem como meta a plantação de mais 14 mil e 700 árvores no concelho (4 mil por ano), segundo um plano de florestação que totaliza 16 mil árvores.
O evento promovido pela Caixa Geral de Depósitos e pela Associação Ambientalista Quercus foi abraçado pela Câmara de Baião e pelo Agrupamento de Escolas de Vale de Ovil. Com a ajuda dos Bombeiros Voluntários de Baião e dos Sapadores Florestais da Associação de Entre Douro e Tâmega, foi possível passar um dia à volta da natureza e assinalar o Dia da Floresta Autóctone (23 de Novembro).
Por volta das 10h00 assistia-se a uma imagem invulgar: uma grande fila de automóveis preenchia as estradas de acesso à serra, imitando os engarrafamentos próprios da cidade. Com civismo e tolerância os plantadores acercaram-se da zona do Dólmen de Chã de Parada e do lugar da Senhora da Guia, respeitando as zonas envolventes destes lugares da freguesia de Ovil. Observaram com atenção e curiosidade o Dólmen de Chã de Parada – monumento megalítico, classificado como monumento nacional –, aproveitando para tirar algumas fotografias.
A plantação decorreu até por volta das 13h00. Funcionários da CGD, dirigentes, autarcas de freguesia de Ovil, e a vereadora da Câmara de Baião: todos marcaram presença e deram o seu contributo.
A Vereadora plantou uma árvore, dando o exemplo: “Esta iniciativa é positiva porque visa a valorização da natureza e o respeito pelo meio-ambiente. Por isso vai de encontro à política da autarquia que vê nestes elementos mais-valias para a qualidade de vida das pessoas”, tendo destacado ainda a criação do Parque Verde de Campelo, a plantação de 3500 árvores nos últimos quatro anos e a criação de um sistema de vigilância nocturna das florestas como exemplos dessa prioridade política. (Fonte do texto e imagem: A Verdade)

domingo, 22 de Novembro de 2009

2681. E-mails roubados por cépticos das alterações climáticas embaraçam cientistas

A divulgação on-line de cerca de 3 000 e-mails trocados entre cientistas que estudam o aquecimento global e as alterações climáticas roubados por hackers dos servidores da Unidade de Investigação sobre o Clima da Universidade de East Anglia (Reino Unido) está a criar um enorme burburinho, que tem chamado a atenção dos maiores jornais norte-americanos para os bastidores desta polémica área científica. As apreciações não têm sido as mais benevolentes.
Os e-mails roubados (ver arquivo em http://www.anelegantchaos.org/cru/) são comunicações trocadas entre vários cientistas entre 1996 e 12 de Novembro de 2009, em linguagem solta como costuma acontecer quando as pessoas trocam ideias por correio electrónico. Apareceram pela primeira vez num "servidor" russo e depois num blogue de cépticos das alterações climáticas, chamado The Air Vent, mas espalharam-se rapidamente pela Internet.
Muitos dos cientistas cujos e-mails foram roubados escrevem também no blogue RealClimate.org, e por isso foi lá colocado um "post" que confirma o roubo de informação e comenta a forma como está a ser usada a informação. “Tomámos conhecimento da existência deste arquivo na terça-feira, quando os hackers tentaram colocá-lo no RealClimate”.
As mensagens divulgadas são comunicações entre alguns dos mais conhecidos cientistas da área – que discutem a qualidade do trabalho publicado de outros investigadores, em termos por vezes não muito simpáticos, e também os argumentos e acções dos chamados cépticos do clima, também em termos não propriamente simpáticos. O que não é de admirar, é a forma normal como as pessoas se expressam quando trocam mensagens entre si, como diz a declaração divulgada pelo RealClimate.
“É importante recordar que a ciência não funciona porque as pessoas são sempre bem-educadas. A teoria da gravidade não é útil porque Newton era uma pessoa simpática”, lê-se no “post”. “A ciência funciona porque diferentes grupos tentam aproximar-se o mais possível da verdade e são geralmente muito competitivos entre si. Por isso é ainda mais importante que os mesmos cientistas consigam ainda assim chegar a acordo sobre o texto de um capítulo do IPCC [Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, o grupo de especialistas que, sob a égide da ONU, colige o que se sabe sobre o aquecimento global e os seus efeitos sobre o planeta].”
Alguns e-mails roubados são de 1996, outros são já de Novembro deste ano. Neles incluem-se rascunhos de artigos científicos, dados em bruto, comentários sobre como apresentar dados – e há um que tem sido especialmente usado como “prova” de que os cientistas manipulam dados para fazer crer ao mundo que existe uma crise climática que não é real. Trata-se de uma mensagem em que um cientista diz que acabou de fazer “o truque” com os dados que outro tinha usado num gráfico publicado na revista “Nature”. Mas isso não quer dizer que esteja propriamente a massajar os dados: “Os cientistas usam muitas vezes o termo ‘truque’ para se referir a ‘uma boa maneira de lidar com um problema’, em vez de algo que é ‘secreto’. Por isso, não há nada de errado nesta passagem”, diz o “post” no RealClimate.
“Normalmente, os e-mails são privados, por isso as pessoas que os escrevem exprimem-se de uma forma mais livre do que numa declaração pública”, diz ainda o blogue dos cientistas climáticos. Estes e-mails “permitem espreitar para a forma como os cientistas de facto interagem e os conflitos que revelam mostram que a comunidade [científica] é bem diferente do monólito que muitas vezes se imagina.”
“O momento escolhido para este episódio [quando se aproxima a conferência climática em Copenhaga] provavelmente não é uma coincidência. Mas se escolher algumas frases fora de contexto de correspondência roubada é a única resposta que conseguem dar ao peso das provas científicas da influência humana nas alterações climáticas, então provavelmente não têm mesmo muito que dizer”, lê-se no blogue RealClimate. “Há claramente lições a tirar daqui. Claramente, ninguém se teria dado a tanto trabalho se o objecto académico de estudo deste grupo fossem os hábitos de acasalamento das borboletas europeias”, conclui.
Mas parece óbvio também que os e-mails revelam uma comunidade científica com mentalidade de cerco, receosa do que os cépticos possam fazer, receosa de que qualquer palavra possa ser fatal se mal compreendida e usada contra eles a qualquer altura – o que este escândalo parece mostrar ser um receio bem real. Essa, no entanto, é a leitura que faz quem simpatizar com os cientistas.
O “Wall Street Journal”, jornal prestigiado mas que acolhe nas suas páginas de opinião muitas vozes conservadoras, entre os quais estão os mais renhidos cépticos das alterações climáticas, não hesita em dizer que a imagem que estes e-mails mostram de tantos cientistas eminentes é a de “facadas nas costas entre profissionais e práticas científicas questionáveis”. Mais: o caso “pode pôr em perigo a ideia de que a origem humana do aquecimento global seja um dado já adquirido, a poucas semanas de uma cimeira climática fundamental.”
Clara Barata
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Fonte: PÚBLICO

2680. AÇORES: Armador de cargueiro encalhado ao largo de São Miguel pode retirar carga

O armador do cargueiro "S. Gabriel", encalhado desde ontem na costa sul da ilha de S. Miguel, pode retirar a carga do navio desde que garantidas as condições de segurança necessárias à operação, afirmou hoje a autoridade marítima local. Segundo o capitão do Porto de Ponta Delgada, que hoje se reúne com um responsável de uma empresa norte-americana encarregada pela BOX LINES de elaboração do plano para remoção do barco, poderão ser nomeadamente retirados os contentores com sete cavalos lusitanos, embarcados nas ilhas Faial e Terceira para participarem no Continente na Taça de Portugal em equitação.
Para as autoridades marítimas, a principal preocupação reside na salvaguarda ambiental da zona em que o navio está encalhado - num baixio entre a Lagoa e a Ponta de Água de Pau -, daí a importância de se garantir a rápida transferência das 360 toneladas de fuelóleo que se encontram nos porões do "S. Gabriel", acrescentou o comandante Castro Garcia. O capitão do Porto de Ponta Delgada considerou, porém, que as hipóteses de derrame são actualmente mínimas, visto que os tanques de combustíveis se localizam numa área do navio "não facilmente atingível".
Apesar de sublinhar não haver perigo para os 14 tripulantes que estão a bordo do cargueiro, que se encontra estabilizado e com apenas um rombo no casco de reduzida dimensão, advertiu para a necessidade de uma intervenção rápida, pois uma longa permanência do barco na zona determinará uma crescente degradação da situação. O "S. Gabriel", de 100 metros e 5.500 toneladas, comunicou às autoridades marítimas que tinha encalhado cerca das 05:30 locais (6h30 de Lisboa) de ontem, desconhecendo-se, ainda, as causas do acidente.
O navio, que assegura ligações inter-ilhas e entre os Açores e o Continente, viajava da Terceira para S. Miguel quando encalhou, a menos de 20 quilómetros do Porto de Ponta Delgada. Segundo o comandante, a maior parte dos contentores a bordo do navio estão vazios e apenas um, contendo águas oleosas, pode ser encarado como carga poluente.
A autoridade marítima estabeleceu um prazo de cinco dias para que o armador apresente um plano de intervenção visando a remoção do "S. Gabriel".
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Fonte: PÚBLICO
Imagem: RTP

sábado, 21 de Novembro de 2009

2679. Sábado, 21 de Novembro (15h00)

Imagem de Satélite às 15h00
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Fonte: Sat24.com
A imagem mostra a passagem de uma superfície frontal fria sobre o território de Portugal Continental, que está a dar origem a precipitação, em especial nas regiões do norte e centro. Atenção especial ao mar, onde a ondulação na costa oeste é de 4 a 6 metros de altura.
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Algumas temperaturas às15h00
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Aljezur – 20,5 ºC
Faro (Cidade) – 20,0 ºC
Alvalade – 19,7 ºC
Mértola (Vale Formoso) – 19,6 ºC
Odemira (S. Teotónio) – 19,6 ºC
Portimão (Aeródromo) – 19,6 ºC
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Sabugal (Martim Rei) – 10,1 ºC
Mogadouro – 9,7 ºC
Trancoso – 9,7 ºC
Montalegre – 9,3 ºC
Lamas de Mouro (P. Ribeiro) – 9,1 ºC
Penhas Douradas – 7,1 ºC
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Fonte: Instituto de Meteorologia

sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

2678. Protecção Civil de Óbidos quer prevenir inundações e derrocadas

O Comandante Operacional Municipal da Protecção Civil de Óbidos difundiu um comunicado da Autoridade Nacional de Protecção Civil que recomenda a tomada de algumas medidas de precaução, relativamente às cheias que se avizinham, com a chegada do tempo chuvoso. O responsável alerta para as “inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais, cheias motivadas pelo transbordo do leito de alguns rios, e instabilização de taludes ou deslizamentos motivados pela perda de consistência do solo”.
“Todos estes cenários podem ser prevenidos se, atempadamente, forem tomadas medidas que anulem ou minimizem os seus efeitos”, sustenta, acrescentando que “as quantidades de lixo depositado nas embocaduras dos sistemas de águas pluviais, a obstrução originada pela queda de folhas de árvores e os detritos vegetais juntamente com outros materiais inertes que durante a estação seca se depositaram ao longo das valetas das vias de comunicação, contribuem para situações de obstrução dos canais de escoamento”. “As primeiras chuvas de Outono são geralmente responsáveis pelo arrastamento e concentrações destes resíduos sólidos em locais inadequados (sarjetas, sumidouros, valetas), originando acumulações de águas pluviais que poderão provocar cortes de vias de comunicação ou mesmo inundações nos pisos mais baixos de edifícios”, faz notar.
Desta forma, o Serviço Municipal de Protecção Civil está empenhado na limpeza e desobstrução de sumidouros, valetas e outros canais de drenagem, removendo folhas caídas das árvores, areias e pedras que ali se depositaram previamente à época das chuvas. “Paralelamente, cada cidadão deve também tomar uma atitude pró-activa, nomeadamente assegurando a desobstrução dos sistemas de escoamento de águas pluviais dos quintais ou varandas e a limpeza de bueiros, algerozes e caleiras dos telhados de habitações”, indica.
Por outro lado, “o arrastamento e deposição de materiais sólidos pelos cursos de água pode contribuir significativamente para o acréscimo dos efeitos das cheias”. “Outras condicionantes, como a falta de obstáculos à progressão da água nas bacias drenantes e a incapacidade de retenção da precipitação no coberto vegetal (como consequência de áreas ardidas), assim como a diminuição da capacidade de vazão das linhas de água e da capacidade de armazenamento nas albufeiras devido ao arrastamento de sólidos (por erosão) desde as bacias drenantes até à linha de água, são factores associados às inundações por cheias”, refere. Neste contexto, recomenda-se a adopção, entre outras, de medidas de precaução como desobstrução de linhas de água, principalmente junto a pontes, aquedutos e outros estrangulamentos do escoamento, limpeza de linhas de água assoreadas, limpeza dos resíduos sólidos urbanos (muitos deles de grandes dimensões) depositados nos troços marginais dos cursos de água, evitar cortes rasos de material lenhoso ardido em situações de declive intenso, localizados nas proximidades das linhas de água, recolha ou trituração dos resíduos resultantes do corte dos salvados das áreas ardidas localizadas nas margens das linhas de água, recolha ou trituração dos resíduos de actividades agrícolas e florestais existentes nas margens das linhas de água, verificação (e eventual reparação) de eventuais situações de desmoronamentos das margens das linhas de água, de modo a evitar obstruções ou estrangulamentos, inspecção visual de diques, ou outros aterros longitudinais às linhas de água, destinados a resguardar os terrenos marginais, e identificação de novos pontos críticos (aglomerados populacionais, edificações, vias de comunicação, pontes/pontões, etc.).
Sublinha ainda as condições meteorológicas, como é o caso da precipitação, “podem aumentar a instabilidade de solos e rochas em taludes”, pelo que o aumento da instabilidade de vertentes em especial junto de aglomerados populacionais, vias rodoviárias e ferroviárias, deve ser observado como medida preventiva de acidentes de deslizamento de terrenos e de derrocadas. As principais observações que devem ser feitas, em especial em taludes de maior inclinação (onde mais abruptamente pode ocorrer a rotura) são, em taludes rochosos em que pode haver desmoronamento ou tombamento de blocos de rocha, observar-se o normal funcionamento das estruturas de escoamento (filtros, protecção de filtros, furos de alívio de pressão de água, etc.) e as estruturas de suporte para a estabilização de taludes (cortinas de cimento, gabiões de protecção, redes de protecção, etc.). Em aterros e taludes de terra, devem observar-se possíveis deformações (abertura de fendas que significam arrastamento de material), bem como assentamentos devido às variações do nível da água nos terrenos.
Francisco Gomes
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Fonte: Jornal das Caldas

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

2677. «Ecossistemas já estão ameaçados»

David King, especialista em ambiente, explicou que será necessária uma “transformação cultural e tecnológica global” à escala da “própria Revolução Industrial” para responder aos desafios criados pelo crescimento da população que rondará os nove mil milhões de pessoas em meados do século XXI. O especialista e director da Smith School of Enterprise and Environment, da Universidade de Oxford, que falou na Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito da conferência ‘O Ambiente na Encruzilhada – Por um futuro sustentável” defendeu que as alterações climáticas representam o maior desafio de todos, já que requerem uma resposta colectiva da população.
“O século XXI será dominado pelos desafios colocados por uma população que rondará, em meados do século, os nove mil milhões de pessoas, todas procurando um elevado padrão de vida”, salientou. Esta situação poderá conduzir a um conflito, causado pelos desafios de origem ambiental e de recursos a uma escala nunca antes experimentada. É que os próprios ecossistemas estão já ameaçados, enquanto “a nossa necessidade de produção alimentar, água fresca, fontes de energia, minerais, etc., cresce exponencialmente em resposta a uma procura ilimitada”.
Estes desafios implicarão respostas adequadas que passam, para David King, por uma “transformação cultural e tecnológica global a uma escala muito semelhante à da Renascença europeia ou da própria Revolução Industrial e um claro entendimento por todas as sociedades da necessidade de adaptar e reforçar os processos de governação global”. Para reduzir os riscos para a sociedade propôs uma maior proximidade entre os decisores políticos e cientistas como climatologistas e sismólogos.
Defendeu ainda que as novas tecnologias devem ser utilizadas na agricultura para produzir culturas resistentes às secas e às cheias, sendo que as estimativas para os próximos 20 anos indicam a necessidade de produzir mais 50 por cento de cereais para responder às carências actuais.
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quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

2676. Águeda: Ponte do Campo alargada para combater as cheias

A demolição de um prédio devoluto vai permitir aumentar a secção de vaza da Ponte do Campo. Tudo para suster as cheias na baixa da cidade
A autarquia adquiriu e já procedeu à demolição de um prédio devoluto, situado no centro da cidade, perto da chamada “curva do Miguel”, para proceder à intervenção de umas das acções previstas para a redução das cheias. A medida enquadra-se na execução do alargamento da secção de vazão da Ponte do Campo, em cerca de 60 metros para sul, que actualmente apresenta 40 metros, e que se apresenta como um obstáculo à passagem das águas durante a ocorrência do fenómeno das cheias.
De acordo com os projectos realizados pelo Instituto Nacional das Águas (INAG), esta ponte passará a ter o dobro da sessão de vazão para ser eficaz no escoamento das águas durante estes acidentes naturais. O que implica a demolição de algumas construções lá existentes junto a esta estrutura.
António Jorge Pires
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terça-feira, 17 de Novembro de 2009

2675. Resumo da precipitação acumulada no período de instabilidade

Precipitação acumulada
(desde as 0h00 de Quinta-feira às 06h00 de hoje)
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Porto/Pedras Rubras – 176,2 mm
Viseu – 156,1 mm
Vila Real – 135,6 mm
Coimbra – 122,3 mm
Penhas Douradas - 94,7 mm
Monte Real - 94,0 mm
Bragança – 78,1 mm
Castelo Branco - 46,0 mm
Flores – 44,2 mm
Lisboa (Geofísico) - 40,0 mm
Lisboa - 38,1 mm
Porto Santo - 33,0 mm
Funchal - 27,0 mm
Horta – 26,3 mm
Funchal/Madeira - 26,0 mm
Angra do Heroísmo – 20,1 mm
Lajes/Terceira – 18,7 mm
Montijo – 15,0 mm
Portalegre - 14,2 mm
Évora - 8,5 mm
Sines/Montes Chaos – 7,8 mm
Santa Maria - 3,3 mm
Sagres - 3,0 mm
Beja/B. Aérea - 1,2 mm
Beja - 0,5 mm
Faro - 0,0 mm
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2674. Noite instável

Descargas eléctricas
(entre as 20h00 e as 01h00)
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copyright © 2009 Instituto de Meteorologia

2673. PORTUGAL CONTINENTAL: Mau tempo sobretudo no norte e centro

Porto e Braga lideram distritos mais afectados pelo mau tempo – Fazendo as contas ao número de ocorrências nestes quatro dias, Porto e Braga são os distritos até agora mais afectados pelo mau tempo. Os dois somam quase metade das cerca de 700 ocorrências a que os bombeiros foram chamados um pouco por todo o país.
São contas que dizem respeito ao período entre as 18h00 da passada sexta-feira – dia em que a Protecção Civil accionou o alerta amarelo – e as 8h00 da manhã de ontem. Ao todo, foram registadas 407 inundações, 175 quedas de árvores e 55 desabamentos de terras, a que se juntam mais algumas dezenas de painéis publicitários, telhados e outras estruturas arrastadas pelo vento.
No Distrito do Porto estão contabilizadas 198 inundações, 36 quedas de árvores e 14 deslizamentos de terra. O deslizamento que provocou mais problemas, registou-se no entanto no Distrito de Vila Real, onde a Linha do Douro esteve interrompida durante algumas horas.
O distrito de Braga surge no segundo lugar dos mais afectados, com 73 inundações e 37 quedas de árvores.
A Protecção Civil vai continuar em alerta amarelo até ao meio-dia de hoje. A meteorologia prevê melhorias no tempo apenas nesta madrugada, a que se seguirão pelo menos três dias sem chuva forte. (Fonte: Renascença)
LISBOA: Mau tempo motivou 95 pedidos de ajuda durante a tarde - Os Sapadores Bombeiros de Lisboa receberam 95 pedidos de ajuda, entre as 15:00 e as 18:30 de ontem, devido às fortes chuvas registadas naquele período mas a maioria das situações está já resolvida. "Os pedidos que recebemos estavam, directa ou indirectamente, relacionados com o mau tempo, dizendo respeito a inundações e a algumas das suas consequências mais comuns, como os curto-circuitos ou a queda de estuque", explicaram os Sapadores Bombeiros.
Segundo a mesma fonte, das ocorrências registadas durante a tarde, destacam-se "a inundação de um edifício na Rua Martins Ferrão, perpendicular à Avenida Fontes Pereira de Melo, que estava sem a cobertura, e infiltrações num prédio na Avenida Elias Garcia".
(Fonte:
RTP)
"AS CÂMARAS NÃO ESTÃO A LIMPAR AS SARJETAS" (Anthimio de Azevedo, Ex-meteorologista):
Correio da Manhã – O mau tempo que está a atravessar o País é normal para a altura do ano?
Anthimio de Azevedo – Sim. O que me parece que vamos ter mais frequentemente são duas estações no ano. Uma mais quente ou menos quente e outra mais chuvosa ou menos chuvosa. Não será para amanhã nem para o ano. É uma situação progressiva.
Correio da Manhã – Podemos, então, dizer que as estações terão características diferentes?
Anthimio de Azevedo – Estamos no final do Outono. O Inverno começa daqui a cerca de um mês. Aquilo que foi menos normal foi termos tido tantos dias de sol até há pouco tempo. A precipitação também tem ocorrido de forma diferente da habitual.
Correio da Manhã – O Inverno não será tão rigoroso como em anos anteriores?
Anthimio de Azevedo – Actualmente, verifica-se uma relativa modificação das situações meteorológicas, com ocorrências de aguaceiros súbitos que podem provocar inundações. As câmaras não estão a limpar as sarjetas a tempo. Se a chuva que caía num dia cai agora numa hora, não tem escoamento capaz.
Estradas cortadas por queda de árvores e inundações - O dia de ontem também ficou marcado por dezenas de inundações, sendo que o Centro Distrital de Operações de Socorro de Lisboa (CDOS) registou até às 18h00 183 ocorrências relacionadas com o mau tempo. Já os Bombeiros Sapadores da capital receberam 95 pedidos de ajuda no período entre as 15h00 e as 18h30.
Pequenas inundações na via pública e em habitações, curto-circuitos, bem como buracos no pavimento, estradas cortadas devido à queda de árvores e ao curso da água, foram as situações mais frequentes provocadas pela chuva e vento intenso na capital. As freguesias da Parede e S. Domingos de Rana, em Cascais, foram as mais afectadas, a par da Baixa de Lisboa. Apesar de alguns danos materiais, não há vítimas a lamentar.
Os Sapadores de Coimbra registaram, pelo menos, quatro desabamentos de terras para a via pública, que não causaram danos. A chuva intensa que se fez sentir durante a madrugada e o dia originou várias inundações em casas, numa igreja e numa creche. Contrariamente aos estragos provocados pelo mau tempo na região do Grande Porto, no domingo, o CDOS não recebeu ontem pedidos de ajuda.
"Nem por causa de inundações nem por quedas de árvores", segundo o CDOS do Porto. A chuva ainda caía com intensidade durante a manhã, mas o tempo melhorou e parou de chover ao final da tarde.
Paula Gonçalves / João Tavares/ Ana Sofia Coelho / J.N. / I.J.

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

2672. Ranking Meteorológico Europeu (Tendência do Outono de 2009)

4º TRIMESTRE DE 2009
(evolução até 15 de Novembro)
Estações com maiores desvios de temperaturas
(temperatura máxima absoluta acumulada diariamente)
comparação ao normal no 4º Trimestre de cada ano
VALORES ABSOLUTOS E EM PERCENTAGEM
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Murcia / Alcantarilla (75 m, Espanha) - 180 (+ 102,25 %)
Jerez de la Frontera (28 m, Espanha) - 170 (+ 124,67 %)
Cordoba (92 m, Espanha) - 147 (+ 43,18 %)
Moron (88 m, Espanha) - 121 (+ 71,23 %)
Murcia (62 m, Espanha) - 119 (+ 36,78 %)
Sevilha (31 m, Espanha) - 111 (+ 18,93 %)
Malaga (7 m, Espanha) - 66 (+ 48,87 %)
Hopa (33 m, Turquia) - 42 (+ 85,29 %)
Valência (62 m, Espanha) - 35 (+ 69,35 %)
Granada AP (570 m, Espanha) - 32 (+ 182,35 %)
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4º TRIMESTRE DE 2009
(evolução até 15 de Novembro)
Estações com maiores desvios de precipitação
(precipitação máxima acumulada diariamente)
comparação ao normal no 4º Trimestre de cada ano
VALORES ABSOLUTOS E EM PERCENTAGEM
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Kerkira (4 m, Grécia) - 47 (+ 30,56 %)
Carsamba / Samsun (7 m, Turquia) - 37 (+ 35,37 %)
Kopaonik Mountain (1713 m, Sérvia) - 28 (+ 200,00 %)
Porto / Pedras Rubras (77 m, Portugal) - 25 (+ 127,27 %)
Vila Real (562 m, Portugal) - 23 (+ 165,38 %)
Iraklion (39 m, Grécia) - 23 (+ 91,67 %)
Penhas Douradas (1388 m,Portugal) - 20 (+ 100,00 %)
Ovar / Maceda (22 m, Portugal) - 19 (+ 111,11 %)
High Wycombe (205 m, Grã-Bretanha) - 18 (+ 200,00 %)
Ocna Sugatag (503 m, Roménia) - 18 (+ 200,00 %)

2671. Precipitação acumulada em Portugal (Sexta-feira, Sábado e Domingo)

Precipitação acumulada
(13, 14 e 15 de Novembro)
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Porto/Pedras Rubras - 127,0 mm (104,9 mm no Domingo)
Vila Real - 95,0 mm
(81,0 mm no Domingo)
Viseu - 86,3 mm (63,0 mm no Domingo)
Coimbra - 61,0 mm (40,0 mm no Domingo)
Penhas Douradas - 56,2 mm
Bragança - 49,1 mm
Monte Real - 48,0 mm
Lisboa (Geofísico) - 23,0 mm
Porto Santo - 22,0 mm
Flores - 21,0 mm
Funchal/Madeira - 21,0 mm
Lisboa - 20,0 mm
Angra do Heroísmo - 18,5 mm
Horta - 18,4 mm
Castelo Branco - 17,0 mm
Lajes/Terceira - 13,9 mm
Funchal - 13,0 mm
Portalegre - 9,0 mm
Montijo - 8,9 mm
Évora - 8,5 mm
Sines/Montes Chaos - 4,3 mm
Santa Maria - 3,1 mm
Beja/B. Aérea - 1,2 mm
Beja - 0,5 mm
Sagres - 0,0 mm
Faro - 0,0 mm
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domingo, 15 de Novembro de 2009

2670. Domingo, 15 de Novembro (15h00)

Imagem de Satélite às 15h00
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CopyRight @ Eumetsat 2009
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Dados Meteorológicos às 15h00
Temperatura, Direcção e velocidade
do vento e e precipitação na última hora
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Alvalade – 23,6 ºC (SW 15,8 km/h; 0,0 mm)
Aljezur – 22,8 ºC (S 14,8 km/h; 0,0 mm)
Odemira (S. Teotónio) – 22,2 ºC (S 30,2 km/h; 0,0 mm)
Alcácer do Sal (Barrosinha) – 22,0 ºC (SW 27,4 km/h; 0,0 mm)
Beja – 22,0 ºC (SW 26,6 km/h; 0,0 mm)
Portel (Oriola) – 21,9 ºC (S 22,0 km/h; 0,0 mm)
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Trancoso (Bandarra) – 13,3 ºC (SW 27,0 km/h; 0,1 mm)
Sabugal (Martim Rei) – 13,3 ºC (SE 30,6 km/h; 0,0 mm)
Pampilhosa da Serra (Fajão) – 13,3 ºC (S 62,3 km/h; 0,3 mm)
Caramulo – 13,1 ºC (- -,- km/h; 0,0 mm)
Lamas de Mouro (P. Ribeiro) – 12,4 ºC (S 28,1 km/h; 7,3 mm)
Areeiro (Madeira) – 12,3 ºC (W 34,6 km/h; 15,9 mm)
Montalegre – 12,0 ºC (W 15,8 km/h; 7,5 mm)
Penhas Douradas – 9,6 ºC (SE 22,0 km/h; 0,7 mm)
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Fonte: Instituto de Meteorologia

sábado, 14 de Novembro de 2009

2669. PORTUGAL CONTINENTAL: Níveis de alerta meteorológicos a partir desta noite

Imagem de Satélite às 19h00
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Fonte: Sat24.com
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Avisos - Continente
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Copyright © Instituto de Meteorologia 2009
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Avisos - Distrito do Porto
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Copyright © Instituto de Meteorologia 2009
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Avisos - Distrito de Lisboa
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Copyright © Instituto de Meteorologia 2009
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Avisos - Distrito de Faro
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Copyright © Instituto de Meteorologia 2009
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Acompanhe a evolução do estado do tempo
no país, minuto a minuto, no Fórum

2668. Fim de semana de mau tempo

Casas de duas povoações de Cambra, Vouzela, com telhados danificados - Chuva intensa e vento forte provocaram durante a noite danos nos telhados de três dezenas habitações, currais, arrumos e armazéns e numa capela da freguesia de Cambra, Vouzela, disse à Agência Lusa fonte da autarquia. O vice-presidente da Câmara de Vouzela, contou que os estragos ocorreram nas povoações de Santa Comba e Mogueirães, na freguesia de Cambra, onde "caíram ramos de árvores e foram levantados telhados, provocando pânico e transtorno às pessoas".
"Na povoação de Santa Comba, um casal de idosos acima dos 80 anos que vivia sozinho foi retirado de casa com a ajuda dos bombeiros, porque havia ramos de árvores e escombros no caminho, e levado para casa de familiares", contou, acrescentando que a casa ficou "cerca de 70 destapada".
(Fonte:
Visão)
Protecção Civil registou perto de 200 inundações durante a noite - Uma fonte oficial da Autoridade Nacional de Protecção Civil contactada pela TSF conta 188 cheias ou inundações, 52 quedas de árvores e 12 quedas de estruturas ou desabamentos em todo o país.
Os bombeiros realizaram perto de 250 intervenções em sete distritos, nomeadamente Braga, Viana do Castelo, Porto, Aveiro, Coimbra, Viseu e Vila Real. As previsões de mau tempo prolongam-se até terça feira.
(Fonte:
TSF)
Açores: SATA já voa para o Grupo Ocidental - Devido ao mau tempo que se faz sentir desde quinta-feira nas ilhas do Corvo e Flores, a transportadora aérea açoriana viu-se impedida de realizar os voos. Agora que as condições climatéricas apresentam melhorias, a SATA afirma que a situação será regularizada. A companhia aérea já começou a transportar parte dos passageiros retidos. (Fonte: Renascença)

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

2667. PORTUGAL CONTINENTAL: Noite de temporal nas regiões do Norte e Centro

Imagem do Radar meteorológico às 22h30
(Máximos de Reflectividade)
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copyright © 2009 Instituto de Meteorologia
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A imagem mostra a aproximação, ao território do Continente, de uma superfície frontal fria bastante activa, que já afecta directamente as regiões do Noroeste, com aguaceiros moderados a fortes e trovoadas frequentes.
Esta superfície frontal fria continuará o seu deslocamento para leste e vai afectar a maior parte das regiões do norte e centro ao longo da madrugada.

2666. Alerta Especial de Situação meteorológica adversa

Alerta da
Alerta Amarelo em todos os distritos de Portugal Continental
(excepto distritos de Beja e Faro onde o Alerta é Azul)
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De acordo com o Instituto de Meteorologia, prevê-se um agravamento do estado do tempo a partir de hoje, Sexta-feira, 13 de Novembro, até Segunda-Feira, 16 de Novembro. Esperam-se períodos de chuva forte no Minho e Douro Litoral para o final da tarde de hoje, Sexta-feira, e madrugada de amanhã, Sábado; vento muito forte (60 km/h) de Sul com rajadas na ordem de 100 km/h, nas terras altas das regiões Norte e Centro na tarde de hoje e madrugada de amanhã e agitação marítima com ondas de Sudoeste que podem atingir os 6 metros na costa Ocidental, prolongando-se até à madrugada de amanhã.
Embora no Sábado, dia 14 de Novembro, se espere um desagravamento das condições meteorológicas, no Domingo e Segunda-feira as previsões apontam novamente para a ocorrência de períodos chuva forte e persistente, podendo os valores de precipitação acumulados serem elevados nas regiões Norte e Centro. Há ainda a possibilidade de ocorrência de trovoadas, esperando-se vento muito forte de Sul com rajadas da ordem de 100 km/h, nas terras altas e aumento da agitação marítima.
Os efeitos expectáveis são os seguintes:
-Inundações por transbordo, em linhas de água de regime torrencial ou não dominadas por albufeiras;
-Cheias rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem;
-Inundações nas zonas historicamente mais vulneráveis;
-Danos em estruturas montadas ou suspensas;
-Fenómenos geomorfológicos causados por instabilização de vertentes associada à saturação dos solos, pela perda da sua consistência;
-Eventuais dificuldades com embarcações e possibilidade de acidentes junto à costa devido à agitação marítima;
-Aumento do número de acidentes de viação, devido à existência de piso escorregadio e eventual formação de lençóis de água ou ao arrastamento de materiais sólidos para a via.
Perante a situação prevista pelo Instituto de Meteorologia, determina-se:
· Aos Srs. Comandantes Operacionais Distritais (CODIS) e respectivos Comandos Distritais de Operações de Socorro (CDOS) de Aveiro, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Guarda, Leiria, Lisboa, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu, a passagem ao Estado de Alerta Especial NIVEL AMARELO para o período de 131800NOV09 a 171200NOV09.
· Ao Comando Nacional de Operações de Socorro (CNOS): a passagem ao Estado de Alerta Especial NÍVEL AMARELO para o período de 131800NOV09 a 171200NOV09.

Neste nível de Alerta poderão ocorrer fenómenos que, não sendo invulgares, podem representar um dano potencial para pessoas e bens. A população deve assim manter-se informada acerca das situações previstas, adoptando as necessárias medidas de prevenção e adequando as suas actividades e comportamentos, evitando correr riscos desnecessários.
Deve-se adoptar medidas de prevenção, precaução e auto-protecção e adequar os comportamentos à situação. Mantenha-se atento às informações da Meteorologia e indicações da Protecção Civil e Forças de Segurança, sem gerar alarmismos desnecessários.
Tenha especial atenção:
-À adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;
-À desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes que possam ser arrastados;
-À limpeza dos bueiros, algerozes, caleiras e respectivos sistemas de escoamento;
-À circulação em áreas arborizadas tendo especial atenção, à possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;
-Aos cuidados redobrados com actividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos, passeios à beira-mar e estacionamento de veículos na orla marítima;
-Ao não atravessamento de zonas inundadas ou com grande intensidade de escoamento de água de modo a precaver o arrastamento de pessoas e/ou viaturas;
-À possibilidade de formação de lençóis de água nas vias, adoptando uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e cumprindo a sinalização relativa a eventuais cortes de estrada.

Para quem reside em zonas de cheia, deverão ser observadas as seguintes medidas:
-Proceder à evacuação de gado e equipamento agrícola para locais seguros;
-Libertar os animais domésticos que não conseguir levar para locais seguros;
-Cumprimento das orientações das autoridades.

A Autoridade Nacional de Protecção Civil, através do seu Comando Nacional de Operações de Socorro, continuará a acompanhar permanentemente a situação em estreita colaboração com o Instituto de Meteorologia, difundindo os comunicados que se julguem necessários.

2665. PORTUGAL CONTINENTAL: Análise sinóptica e tendência do estado do tempo

Carta Sinóptica de superfície prevista para
Sábado, 14 de Novembro de 2009 (00h00 UTC)
Fonte: Met Office
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O estado do tempo em Portugal Continental estará influenciado ao longo dos próximos dias, em termos sinópticos, pela presença de um profundo sector de baixas pressões localizado a Oeste das Ilhas Britânicas, ao que estão associados vários sistemas frontais que vão progredindo de sudoeste para nordeste, afectando directamente as regiões do noroeste da Península Ibérica, e pela presença de um sector de altas pressões, com uma massa de ar subtropical, quente e estável, no norte de África e que tende a intrometer-se pelas regiões do sul da Península Ibérica.
Assim, espera-se um nítido contraste do estado do tempo no território de Portugal Continental, em que a partir de hoje teremos condições para um claro aumento da instabilidade nas regiões do norte e litoral centro, associado à passagem pelo Atlântico, muito perto do litoral noroeste da Península Ibérica, de uma profunda depressão que causará um grande gradiente de pressão atmosférica com o sector de altas pressões localizado no sul da Península Ibérica, o que dará origem à intensificação do vento que, por sua vez, tornar-se-á forte a muito forte de sudoeste, com rajadas até 100 Km/h nas terras altas. Também haverá um aumento da nebulosidade e ocorrência de precipitação, que se tornará mais intensa para o final do dia.
Nas regiões do sul, o vento será apenas moderado, com algumas rajadas nas terras altas, e haverá um aumento temporário de nebulosidade, especialmente nas regiões do litoral oeste.
Sábado será marcado por períodos de chuva ou aguaceiros, principalmente na primeira metade do dia, mais intensos e frequentes nas regiões do norte e centro, com a passagem de uma superfície frontal fria sobre o território de Portugal Continental. No Domingo espera-se um novo agravamento do estado do tempo em Portugal Continental, com a chegada de uma nova depressão ao noroeste da Península Ibérica, em trajectória para noroeste e à qual estará associada também uma superfície frontal que cruzará o continente de oeste para leste.
O conjunto desta situação propiciará a acumulação de elevadas precipitações nas regiões do norte e centro, devido ao longo período de instabilidade.

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

2664. Meteorologia: Norte e Açores em «alerta amarelo»

O Instituto de Meteorologia (IM) colocou esta quinta-feira em aviso «amarelo» os distritos de Braga, Porto e Viana do Castelo devido à chuva que irá fazer-se sentir, havendo alerta semelhante no arquipélago dos Açores, mas por causa do vento, refere a Lusa.
Nos três distritos do Norte de Portugal são esperados períodos de chuva moderada a forte, sobretudo durante a manhã. O vento será fraco a moderado de sudoeste, soprando forte nas terras altas, com rajadas na ordem dos 70 km/h.
No Arquipélago dos Açores o alerta é também amarelo, como resultado do vento oeste forte que irá afectar os grupos ocidental e central e que poderá atingir os 75 Km/h, alternando com rajadas até aos 90 km/h. O IM prevê ainda mar grosso a alteroso, com ondas a oeste de 5 metros.
No grupo oriental dos Açores, o IM alerta para os períodos de céu muito nublado, com vento oeste moderado a fresco rodando para sudoeste, tornando-se progressivamente forte até as rajadas atingirem os 75 km/h.
O mar será cavado, tornando-se grosso a alteroso, com ondas oeste de três metros que poderão aumentar para os 5 metros.
O aviso amarelo, o segundo menos grave de uma escala de quatro, pressupõe uma situação de risco para determinadas actividades dependentes de situação meteorológica, segundo o IM.
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Fonte: TVI24

2663. Aquecimento Global: o impressionante recuo dos glaciares (1ª parte)

1ª prova: * * *
2ª prova:
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3ª prova:
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Fonte das Imagens: fimdostempos

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

2662. Mau tempo: fim-de-semana com chuva no Norte

Para este fim-de-semana prevê-se um agravamento das condições meteorológicas, com a ocorrência de chuva e vento forte, incidindo com mais intensidade nas regiões do Norte e Douro Litoral. Paula Leitão do Instituto Nacional de Meteorologia disse ao tvi24 que está previsto períodos de chuva em algumas zonas do país e o vento soprará forte, sobretudo nas terras altas.
A previsão meteorológica para os próximos dias aponta que nas regiões Norte e Centro do país o céu vai estar geralmente muito nublado, são esperados períodos de chuva, em especial no Minho e Douro Litoral. O vento vai soprar de fraco a moderado (10 a 25 km/h) de sudoeste, soprando forte (35 a 55 km/h) com rajadas da ordem dos 70 km/h nas terras altas.
No Sul, o céu irá estar geralmente pouco nublado, e o vento será em geral fraco, com neblina ou nevoeiro matinal.
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Fonte: Iol.pt

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

2661. 4º aniversário do Blogue GEROTEMPO



VISITS : Total 114 578
1º ano - 4 182
2º ano - 16 060
3º ano - 52 493
4º ano - 41 843
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PAGE VIEWS: Total 163 872
1º ano - 7 225
2º ano - 23 655
3º ano - 74 338
4º ano - 58 654
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Fonte: Sitemeter

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

2660. Onda de calor: Outubro acima de 25 graus em quase todo o continente

As temperaturas de Outubro foram verdadeiramente tropicais, com os termómetros a subirem acima de 25º em quase todo o continente e acima de 30º em metade do território nacional, segundo os últimos dados do Instituto de Meteorologia (IM).
O IM salienta, no seu mais recente boletim climatológico, que "ocorreu uma onda de calor em algumas estações meteorológicas do Centro e Sul do Continente no período de 10 a 18 de Outubro", e reconhece que o mês de Outubro foi "o mais quente dos últimos 14 anos em relação à temperatura máxima".
Com efeito, o valor médio da temperatura máxima foi de 2,8º acima do valor médio do período de 1971-2000, com especial destaque para Évora (+5,2º), Castelo Branco (+4º), Lisboa (+3,7º) e Penhas Douradas (+3,2º). E as recordistas do número de dias (26) com temperaturas máximas acima dos 25º foram Alvalade e Amareleja, no Baixo Alentejo, embora coubesse a Aljezur, no Algarve, a temperatura máxima mais elevada registada num só dia: 34,9º.
Considera-se que ocorre uma onda de calor – do ponto de vista climatológico – quando num intervalo de pelo menos seis dias consecutivos a temperatura máxima do ar é superior em cinco graus célsius ao respectivo valor médio diário da temperatura máxima no período de referência de 1961-1990.
A onda de calor que varreu o Centro e Sul do Continente chegou a durar nove dias em alguns locais. Em quase todo o território nacional houve pelo menos 10 dias e em metade do país houve pelo menos 15 dias com temperaturas do ar superiores a 25º.
Em sete dos dez meses de 2009 já decorridos registaram-se temperaturas máximas acima da média de 1971-2000 na maior parte do país, apesar de Julho ter sido um mês relativamente fresco. E Março foi o mês mais seco dos últimos 11 anos.
Adérito Serrão, presidente do IM, afirmou ao Expresso que os valores registados "acompanham a tendência consolidada de aquecimento generalizado desde a década de 1970 e vão acentuar-se os episódios extremos nos próximos anos, como ondas de calor, secas, picos de precipitação e inundações, apesar de globalmente tudo apontar para que venha a chover menos". Em suma, "já nada nos poderá surpreender a partir daqui e teremos, simplesmente, de nos adaptar às alterações climáticas".
Virgílio Azevedo
(NOTA: Este texto foi expurgado de vários erros científicos relativamente ao texto original publicado no Jornal Expresso)
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Fonte : Expresso

domingo, 8 de Novembro de 2009

2659. Domingo, 8 de Novembro (15h00)

Imagem de Satélite às 13h12
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Formação das nuvens associadas ao forte vento
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Algumas temperaturas às 15h00
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Funchal (Madeira) – 24,9 ºC
Faro (Aeroporto) – 21,0 ºC
Portimão (Aeródromo) – 19,2 ºC
Aljezur – 19,1 ºC
Sagres – 19,1 ºC
Alvalade – 18,9 ºC
Odemira (S. Teotónio) – 18,1 ºC
Barreiro (Lavradio) – 18,1 ºC
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Trancoso (Bandarra) – 9,5 ºC
Pampilhosa da Serra (Fajão) – 9,5 ºC
Caramulo – 9,4 ºC
Lamas de Mouro (P. Ribeiro) – 9,0 ºC
Montalegre – 8,1 ºC
Areeiro (Madeira) – 7,6 ºC
Guarda – 7,5 ºC
Penhas Douradas – 6,0 ºC
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Fonte: Instituto de Meteorologia

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

2658. CIMEIRA DE COPENHAGA: Londres alerta para catástrofe ambiental se não houver acordo

A menos de 50 dias da Cimeira de Copenhaga, o primeiro-ministro britânico avisou que os líderes mundiais terão que salvar o Globo até Dezembro, sob o risco de uma catástrofe ambiental que poderá trazer cheias, secas e ondas de calor como não antes vistas. A falar em Londres numa conferência sobre as maiores economias globais, Gordon Brown adiantou ainda que o Mundo não tem um segundo plano para contrapor aos efeitos negativos da poluição.
"Se não chegarmos a um acordo não tenhamos dúvidas de que nenhum acordo futuro poderá corrigir essa decisão porque nessa altura será já irreversivelmente tarde", afirmou Brown, apelando aos líderes mundiais para fazerem história em Copenhaga. O chefe do Executivo britânico adiantou ainda números de um painel intergovernamental para o clima que estima que mais de um quarto da população mundial poderá sofrer de escassez de água em 2080 - caso o Mundo não faça um esforço para controlar as emissões de dióxido de carbono.
Gordon Brown havia já prometido participar pessoalmente na cimeira para ajudar à chegada a um acordo entre mais 190 países no que respeita às emissões de CO2. As negociações chegaram a um impasse com países ricos a recusarem cortes nas emissões enquanto países pobres e em vias de desenvolvimento se recusam a tomar medidas sem que as grandes potências dêm os primeiros passos.
O ministro britânico do Ambiente, Ed Miliband, descreveu sinais de evolução no sentido de um acordo com a Índia e a China a demonstrarem uma maior abertura relativamente a um compromisso. Receios continuam ainda a recair sobre os Estados Unidos, com Londres a apelar ao presidente Obama para viajar pessoalmente a Copenhaga para "salvar o acordo".
Rita Jordão
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Fonte: JN

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

2657. Quinta-feira, 5 de Novembro (15h00)

AVISO LARANJA
LITORAL OESTE A NORTE DO CABO CARVOEIRO

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Imagem de satélite às 15h00
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CopyRight @ Eumetsat 2009
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Algumas temperaturas às 15h00
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Ponta do Sol (Madeira) – 25,1 ºC
Faro (Aeroporto) – 20,2 ºC
Aljezur – 19,9 ºC
Portimão (Aeródromo) – 19,5 ºC
Alvalade – 18,5 ºC
Lisboa (Geofísico) – 18,4 ºC
Alcácer do Sal (Barrosinha) – 18,3 ºC
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Caramulo – 7,9 ºC
Trancoso (Bandarra) – 7,1 ºC
Montalegre – 6,3 ºC
Guarda – 6,2 ºC
Lamas de Mouro (P. Ribeiro) – 5,7 ºC
Penhas Douradas – 3,4 ºC
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Fonte: Instituto de Meteorologia

quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

2656. Temperatura média aumentou em Portugal 1,2 graus desde a década de 1930 e meio grau em três décadas

Ambientalistas de vários cantos do Mundo realizaram dia 24 de Outubro acções públicas exigindo medidas contra as alterações climáticas. Haverá razões para os portugueses estarem preocupados com o clima? Que a temperatura está a subir, não há dúvidas.
As mudanças "devem preocupar-nos a todos, em particular se os registos que formos tendo denunciarem algumas tendências e sobretudo porque já foi demonstrado que há afectações do clima em particular com maior intensidade a partir dos anos 70", considera o presidente do Instituto de Meteorologia. "A fazer fé nos cenários, há uma antecipação de uma situação não favorável", acrescenta Adérito Serrão ouvido pelo JN.
"Nota-se efectivamente uma tendência, de alguma forma constante nas três últimas décadas, de aumento da temperatura, que em Portugal anda à razão de meio grau por década, o que é mais do que a nível global", acrescenta.
Trata-se de uma tendência que até agora não regista nenhuma regressão nos últimos dez anos, pois a maior parte dos anos registou valores médios da temperatura superiores aos normais para o período 1971-2000 e só o ano de 2008 foi inferior, acentua. Relativamente a este período, a temperatura média já está meio grau acima.
A situação é diferente quando se compara os dados actuais com os primeiros registos em Portugal. Na década de 1930, a temperatura média era de 14,5 graus centígrados; hoje temos temperaturas que andam acima dos 15 graus – precisamente 15,7, ou seja, mais 1,2 graus.
Se a tendência se mantiver – e verifica-se uma constância –, os cenários que se apresentam, mesmo que não sejam os mais gravosos, já preocupam. Poderemos chegar a uma anomalia (diferença entre a temperatura registada e a normal para uma série de dados de três décadas) de dois graus em relação ao período de referência de 1961-1990 considerando nas simulações internacionais.
Os vários cenários para Portugal apontam aumentos de temperatura entre dois a 8,6 graus até ao final deste século. O pior cenário poderá ocorrer se nada se fizer para contrariar as alterações climáticas. Alguns modelos admitem uma situação mais grave, antecipando esse aumento para meados da centúria – 2050.
Muitos de nós ainda estaremos vivos na altura em que a temperatura média será superior. Mas, independentemente do horizonte e das adaptações progressivas possíveis até lá, o que preocupa os meteorologistas é a ocorrência de fenómenos extremos. E isso, observa Adérito Serrão, está a acontecer. Por exemplo, nos últimos anos registou-se com maior frequência episódios como um número muito alargado de noites tropicais.
Em 2003, o país registou ondas de calor de 15 dias. No Verão passado, que registou três ondas de calor em muitas regiões, os valores médios da temperatura foram superiores em 1,1 graus à máxima média do período 1971-2000. O ano hidrológico que acabou (30 de Setembro) foi de seca meteorológica, com 44% do território com dois níveis severos de seca e só foi suplantado pelos de 1945 e 2005. Assim como temos tido e vamos ter anos de cheias.
Confirma-se que a temperatura aumenta e que há variações grandes na precipitação. Mas em que medida contribuem a variabilidade climática natural e as causas humanas? "Não temos elementos suficientes para dizer o peso de cada uma, mas o relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas diz que é altamente provável que haja factores antropogénicos e há muitas evidências que apontam para a influência inquestionável da correlação entre o aumento dos gases com efeito de estufa e o aumento da temperatura", diz Adérito Serrão.
Alredo Maia
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Fonte: JN

terça-feira, 3 de Novembro de 2009

2655. Já estão a ser limpos 17 ribeiros na Madeira

As acções de limpeza e de cortes de arbustos nas ribeiras da Madeira decorrem durante quase todo o ano para que durante a época das chuvas a água siga o seu curso normal. Neste momento, a Direcção de Serviços de Hidráulica, da Secretaria Regional do Equipamento Social, está a proceder a trabalhos de manutenção e limpeza de 17 ribeiros, dispersos por três concelhos da Região.
Esta é uma acção que tem por objectivo minorar a possibilidade de cheias, durante a próxima estação das chuvas, que pode colocar em causa a segurança de pessoas e bens. No entanto, este é um trabalho que a Secretaria tem feito de forma continuada, intervindo em termos de regularização, canalização e ordenamento de ribeiras e córregos. Este programa visa evitar as cheias, mas também constitui um instrumento de protecção ambiental.
Ao nosso jornal, o secretário regional do Equipamento Social, Luís Santos Costa, explicou que os trabalhos realizados pela Direcção de Serviços de Hidráulica são feitos, preferencialmente no início da Primavera e no começo do Outono. Nestas duas épocas, os principais cursos de água são objecto de uma intervenção mais aprofundada, sendo utilizado até equipamento mecânico, sobretudo no que diz respeito ao desassoreamento e regularização.
Todavia, a Direcção de Serviços de Hidráulica está atenta, actuante e vigilante durante todo o ano. As três equipas de operários procede, sempre que necessário, ao corte de árvores e de arbustos que, devido ao porte, pode prejudicar o livre curso das águas. Estes trabalhadores, durante a época de Verão, realizam intervenções de manutenção e conservação das ribeiras e ao longo do Inverno procedem a acções pontuais em áreas onde os caudais alteram a orografia existente.
Os principais cursos de água onde são feitas essas operações são na Ribeira João Gomes; Ribeira de Santa Luzia; Ribeira de São João (ou Ribeira de Santo António); Ribeira dos Socorridos; Ribeira Brava; Ribeira da Ponta do Sol; Ribeira de São Vicente; Ribeira da Janela; Ribeira de São Jorge; Ribeira de Machico; Ribeira de Santa Cruz e ainda Ribeira do Seixal. Santos Costa esclareceu que «a Hidráulica intervenciona nas ribeiras e córregos de acordo com as necessidades e prioridades que se impõem, transmitidas pelo pessoal afecto à fiscalização».
Actualmente, os trabalhadores da Direcção de Hidráulica estão a operar no concelho do Funchal, nos ribeiros da Quinta do Faial; de Santana e das Laranjeiras, em São Roque; do Navio Azul e da Chepa em São Martinho; da Vinha, em Santa Maria Maior; do Livramento, em São Gonçalo, da Estrada Luso-Brasileira, no Monte e por fim no ribeiro da Nora, junto ao Liceu Jaime Moniz. No concelho de Santa Cruz, o Ribeiro da Quinta das Freiras está também a ser limpo.
Em Machico, estão em manutenção os ribeiros da Misericórdia; do Ribeirinho; do Cemitério; do Piquinho; do Estaleiro, junto ao cais de Machico; da Serra de Água e da Poita, no Caniçal. Antes dos trabalhos que estão neste momento a decorrer, as ribeiras de São Vicente também foram limpas. Recentemente, estes cursos de água receberam acções de limpeza e de execução de muros em pedra arrumada.
Na Ribeira da Ribeira Brava e na Ribeira dos Socorridos, os Serviços procederam a trabalhos de limpeza e de manutenção de muralhas e travessões, seguindo agora para a Ribeira do Faial. Tal como já aconteceu no início deste ano, os técnicos da Direcção de Hidráulica irão iniciar, brevemente, trabalhos de limpeza e de cortes de arbustos nas ribeiras do Funchal. A Ribeira de João Gomes, no Funchal, será também alvo de trabalhos de manutenção de muralhas e travessões.
«Não há motivos de preocupação com ribeiros, mesmo com períodos de chuva intensa». A garantia foi deixada ao nosso jornal pelo vereador da Câmara Municipal do Funchal, com o pelouro do Ambiente que explicou que, durante todo o ano, o pessoal do Departamento do Ambiente da autarquia e do Departamento das Obras Públicas tem por missão fiscalizar todos os cursos de água do Funchal. «É da competência da autarquia fiscalizar e autuar, se for caso disso, se se verificarem violações de despejos de entulho ou de lixo», esclareceu o responsável.
Além disso, a Câmara trabalha em parceria com o Governo Regional ao nível do desassoreamento anual das três ribeiras que atravessam o Funchal, como o são a de São João, Santa Luzia e João Gomes. O troço final destes três cursos de água são sempre desassoreados no início de cada ano, no mês de Janeiro. «Neste momento, os leitos das ribeiras estão todos desimpedidos», garantiu o vereador e a prova é que na última semana o caudal das ribeiras aumentou substancialmente, devido ao aumento da pluviosidade.
Questionado se existe muitas empresas ou até pessoas individuais a serem multadas pela descarga ilegal de lixos ou de entulho nas ribeiras, Henrique Costa Neves assegurou que, ao longo deste ano, ainda não foi aberto nenhum processo. «Felizmente, cada vez menos há atitudes impróprias para com as ribeiras. Ao longo deste ano, ainda não detectamos qualquer infracção de despejos de entulhos ou terras nas ribeiras».
Já em relação ao lixo, há sempre alguém que atira resíduos para as encostas das ribeiras ou até mesmo para os cursos de água. Sem haver flagrante delito ou prova efectiva do sucedido, não pode haver um processo para multar o infractor. Aqui, o papel da autarquia tem sido a sensibilização da população e o resultado tem sido positivo, já que há cada vez menos lixo atirado para as ribeiras do Funchal.
«Isto é um sinal que a pedagogia e a educação ambiental que a autarquia está a desenvolver há anos tem vindo a colher os seus frutos», finalizou aquele responsável. A Câmara Municipal do Funchal tem a competência de fiscalizar as ribeiras do Funchal e também fazer a desobstrução dos leitos para evitar cheias. Além disso, a autarquia, se detectar infracções, pode levantar autos. No entanto, este ano ainda não foram abertos processos por despejo ilegal de entulho nas ribeiras.
“Clean Up The World” foi fundamental - O programa mundial de sensibilização para o ambiente “Clean Up the World”, ao qual a Câmara Municipal do Funchal se associou, foi fundamental para a limpeza de dois ribeiros no centro da cidade. Em Setembro, e no âmbito daquele programa, a autarquia, em colaboração com o Exército Português, procedeu à limpeza e desobstrução do Ribeiro do Til, um afluente da ribeira de Santa Luzia. O outro ribeiro que recebeu a intervenção dos profissionais, foi o da Nora, que desagua na zona velha da cidade do Funchal. A foz daquele curso de água foi desassoreada.
Durante a semana do programa “Clean Up the Wordl”, que decorreu no início de Setembro, houve ainda campanhas de limpeza nos bairros sociais. Deste modo, o Exército, os Bombeiros Voluntários e Municipais do Funchal, escuteiros, pessoal do departamento de Ambiente e de Saneamento Básico da edilidade, assim como a população limparam seis bairros sociais da autarquia: o das Romeiras, Palheiro Ferreiro, Santo Amaro, Canto do Muro e ainda a Quinta Josefina. A “Clean Up the World” tem ainda uma função pedagógica muito importante, uma vez que nos bairros sociais existiram técnicos de educação ambiental que sensibilizaram as pessoas para a importância do ambiente e de não atirar o lixo para as ribeiras.
Marília Dantas
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Fonte (Texto e imagem): Jornal da Madeira

2654. MOÇAMBIQUE: Plano de contingência 2009/10 de Moçambique para calamidades em 18,6 milhões de euros

O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) de Moçambique precisará de um máximo de 750 milhões de meticais (18,6 milhões de euros) para fazer face a eventuais desastres naturais, incluindo sismos e ciclones, em 2010. O Plano de Contingência, apresentado em Maputo pelo INGC, referente aos meses de Janeiro e Março do próximo ano, prevê valores que variam entre 580 milhões de meticais (14,4 milhões de euros) e aproximadamente 750 milhões de meticais (18,6 milhões de euros) para três cenários.
Para o primeiro cenário, que consiste numa ameaça de pequena magnitude, o INGC acha que serão necessários 14,4 milhões de euros, o valor mais baixo, enquanto para o segundo cenário de média magnitude poderão ser gastos pouco mais de 605 milhões de meticais (15 milhões de euros). Para o cenário de grande magnitude, o terceiro, que engloba sismos e ciclones, a proposta do INGC a ser entregue esta semana ao Governo moçambicano estima em 18,6 milhões de euros o valor necessário para reduzir o impacto dos desastres naturais.
Em 2008 o valor proposto foi de 1,2 mil milhões de meticais (29,8 milhões de euros), dos quais o Executivo de Maputo disponibilizou 120 milhões de meticais (2,9 milhões de euros), mas "que não foi necessário usar", segundo o director-geral do INGC, João Ribeiro. Em declarações à agência Lusa o director-geral do INGC afirma que as previsões para Janeiro, Fevereiro e Março indicam que as três regiões do país vão ter cenários hidrológicos diferentes.
Moçambique vai enfrentar "seca na região sul, cheias médias nas bacias do centro (Búzi, Save e Licongo) e cheias altas nos rios Zambeze e Messalo", norte, referiu João Ribeiro à margem de uma reunião de apresentação do Plano de Contingência 2009-2010.
Actualmente a seca está a afectar 2.000 pessoas dos distritos áridos e semi-áridos (regiões cuja precipitação é baixa) da província de Maputo, assistidos pelo INGC. "Na província de Maputo a situação é bastante grave. Em alguns povoados dos distritos de Magude e Moamba houve necessidade de se fazer uma intervenção de abastecimento de água às populações, porque percorriam mais de 50 quilómetros" para captar água, disse.
Em 2008 foram assistidas pelo INGC 100.000 vítimas de seca, contra as actuais 2.000, redução que se deveu a "muitas acções do Plano Económico e Social realizadas nesses distritos, e que começam a minimizar este problema da falta de água", diz João Ribeiro. "Em função destes fenómenos estamos a avaliar que acções temos de realizar na questão da prontidão, de pré-posicionamento de bens alimentares e não alimentares, e as respectivas medidas de prevenção", afirma o responsável pelo INGC.Já na próxima semana "vamos realizar simulações regionais e distritais no sentido de estarmos mais preparados para situações que possam surgir", afirma João Ribeiro.
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Fonte (Imagem e texto): Oje

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

2653. AÇORES: Precipitação acumulada em Outubro

Estações meteorológicas de Lajes/Terceira, Angra do Heroísmo, Horta, Flores e de Santa Maria. Fonte dos dados: WeatherOnline.

2652. Cerca de trezentos alunos das escolas do concelho de Valença estão infectados com gripe A

Cerca de trezentos alunos das escolas do concelho de Valença estão infectados com gripe A, mas não é caso para alarme, disse à Lusa o coordenador da Unidade de Saúde Pública do Alto Minho. Segundo Carlos Pinheiro, a gripe A "atacou" em todas as escolas do concelho, à excepção de uma, sendo que o número mais elevado de casos se regista na EB 2,3/S de Valença.
Numa EB1 do concelho, a taxa de alunos infectados atinge os 43 por cento. Na sexta-feira, dos 1600 alunos que frequentam as várias escolas do concelho, 300 faltaram às aulas, por terem contraído gripe A. O responsável sanitário admitiu que este surto de gripe em Valença se poderá ter ficado a dever à proximidade com a Galiza, região espanhola onde também já se registaram vários doentes infectados pelo vírus H1N1. "É uma hipótese, mas não o podemos afirmar categoricamente", referiu.
Carlos Pinheiro ressalvou que este surto de gripe "não é caso para alarme" e que "já era expectável", tanto em Valença como em qualquer outra zona do País. "É um vírus que se propaga facilmente, sabíamos que isto ia acontecer e que vai continuar a acontecer", sublinhou. Acrescentou que as escolas de Valença não foram encerradas e vão continuar a funcionar normalmente, o mesmo acontecendo com as turmas dos alunos infectados.
"Neste momento, não se justifica mexer com o normal funcionamento das escolas", explicou. Lembrou que a gripe A "é ligeira" e que, na esmagadora maioria dos casos, "se trata em casa com grande facilidade". Em Valença, a única medida imediata resultante deste surto será a aceleração do plano de vacinação dos grupos de risco, para proteger do contágio. "Os surtos acontecem, normalmente, nas escolas e depois são os alunos que acabam por contagiar os familiares, em casa. É para evitar esse contágio que vamos acelerar o plano de vacinação, protegendo os chamados grupos de risco", rematou Carlos Pinheiro.
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2651. Presidente ucraniano pede ajuda para combater a epidemia da gripe A

O presidente da Ucrânia pediu, este domingo, ajuda de emergência a vizinhos e aliados para que o país possa combater a epidemia de gripe A que está a afectar o território, onde já morreram 60 pessoas deste vírus e de dificuldades respiratórias agudas em apenas uma semana. A carta endereçada por Viktor Yushchenko aos EUA, à União Europeia, à NATO e a países vizinhos da Ucrânia «contém uma lista de medicamentos e de equipamentos de primeira necessidade que a país precisa para lutar eficazmente contra a propagação da epidemia».
«A ameaça existente à segurança nacional da Ucrânia, que não podemos neutralizar apenas com os nosso esforços, exige que me dirija a amigos próximos e parceiros estratégicos com um pedido de ajuda urgente», acrescenta um comunicado da presidência ucraniana. A Eslováquia, Hungria, Roménia, Rússia e Polónia já responderam a este apelo do dirigente da Ucrânia, país onde 184919 pessoas sofrem de doenças respiratórias, 7383 das quais foram hospitalizadas, indicou o Ministério ucraniano da Saúde.
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Fonte: TSF

domingo, 1 de Novembro de 2009

2650. Domingo, 1 de Novembro (15h00): Céu nublado com chuva a norte e céu limpo e calor a sul

Imagem de Satélite às 15h00
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CopyRight @ Eumetsat 2009
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Algumas temperaturas às 15h00
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Faro (Aeroporto) – 27,8 ºC
Elvas – 25,7 ºC
Castro Marim (R.N. Sapal) – 25,7 ºC
Portimão (Aeródromo) – 25,3 ºC
Amareleja – 25,2 ºC
Alvalade – 25,4 ºC
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Monção (Valinha) – 16,5 ºC
Caramulo – 16,4 ºC
Pampilhosa da Serra (Fajão) – 16,1 ºC
Montalegre – 15,1 ºC
Penhas Douradas – 13,0 ºC
Lamas de Mouro (P. Ribeiro) – 12,2 ºC
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Fonte:
Instituto de Meteorologia

sábado, 31 de Outubro de 2009

2649. Sábado, 31 de Outubro (15h00)

Imagem de Satélite às 15h00
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CopyRight @ Eumetsat 2009
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Algumas temperaturas às 15h00
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Castro Marim (R.N. Sapal) – 29,7 ºC
Alcácer do Sal (Barrosinha) – 27,2 ºC
Alvega – 27,2 ºC
Alvalade – 27,1 ºC
Amareleja – 26,6 ºC
Portel (Oriola) – 26,5 ºC
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Porto (Aeroporto) – 19,6 ºC
Cabril – 19,0 ºC
Guarda – 18,7 ºC
Montalegre – 17,5 ºC
Lamas de Mouro (P. Ribeiro) – 17,3 ºC
Penhas Douradas – 16,7 ºC
Areeiro (Madeira) – 14,3 ºC
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Fonte: Instituto de Meteorologia

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

2648. Países em desenvolvimento vão precisar de 100 mil milhões de dólares para se adaptarem ao aquecimento global

O Banco Mundial estima que os países em desenvolvimento vão precisar de 100 mil milhões de dólares por ano, até 2050, para se adaptarem às alterações climáticas. Este valor é quase do dobro do que estes países recebem actualmente em ajudas dos países desenvolvidos.
As nações mais pobres vão precisar entre 75 e 100 mil milhões de dólares anualmente "para terem o mesmo nível de bem-estar no futuro que teriam sem as alterações climáticas", revela um relatório divulgado pelo Banco Mundial a 30 de Setembro. "O estudo realizado pelo Banco Mundial refere que tomar medidas de adaptação às alterações climáticas no presente, pode representar poupanças futuras e a redução de riscos inaceitáveis", afirmou o ministro holandês da Cooperação e Desenvolvimento, Bert Koenders.
"Nesta fase, o custos [da adaptação] podem ainda ser suportados pela comunidade internacional", acrescentou Koenders. Esta é uma questão que vai ser debatida na cimeira de Copenhaga: quanto dinheiro, devem os países ricos dar às nações em desenvolvimento para que estas se adaptem às alterações climáticas.
De acordo com o estudo realizado pelo Banco Mundial, uma subida de 2 graus na temperatura do planeta vai provocar chuvas, cheias, ondas de calor e secas "mais extremas" e "outros eventos meteorológicos extremos". Já uma subida de 4 graus poderá "aumentar significativamente a possibilidade de impactos irreversíveis e potencialmente catastróficos, como a extinção de metade das espécies do planeta, inundação de 30% das zonas costeiras, aumento da má nutrição e da fome".
O Banco Mundial defende, assim, que a ajuda dos países mais ricos deve ser usada para construir infra-estruturas, para garantir a oferta de água potável, proteger as zonas costeiras, aumentar a produtividade da agricultura e combater doenças. O dinheiro deve ainda ser gasto para mitigar os efeitos de eventos meteorológicos severos.
Na última cimeira do G20, que teve lugar a 24 e 25 de Setembro em Pittsburgh, o grupo decidiu estudar a melhor forma de ajudar os países mais a enfrentar os efeitos do aquecimento global. Um relatório com as "opções possíveis" deverá ser divulgado no próximo mês de Novembro. O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon afirmou no final do mês de Setembro que muitos líderes mundiais concordaram com uma ajuda de 100 mil milhões de dólares anuais durante a próxima década para que os países mais pobres se adaptem às alterações climáticas.
Os delegados das Nações Unidas, que estiveram reunidos no final de Setembro em Banguecoque, vão estar reunidos em Barcelona, em Novembro, antes da cimeira crucial de Copenhaga.
Ana Luísa Marques
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quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

2647. Quinta-feira, 29 de Outubro (15h00)

Algumas temperaturas às 15h00
(Hora de Inverno)
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Leiria (Cidade) – 27,6 ºC
Amareleja – 27,4 ºC
Alvalade – 27,3 ºC
Castro Verde (N. Corvo) – 26,5 ºC
Mértola (Vale Formoso) – 25,8 ºC
Alcoutim (Mart. Longo) – 25,4 ºC
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Viseu (Aeródromo) – 19,6 ºC
Pampilhosa da Serra (Fajão) – 19,5 ºC
Guarda – 17,9 ºC
Montalegre – 17,7 ºC
Lamas de Mouro (P. Ribeiro) – 17,0 ºC
Penhas Douradas – 13,9 ºC
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Fonte: Instituto de Meteorologia

2646. Noite de temporal nos Açores

Imagens de Satélite
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29.10.2009_01h15
CopyRyght @ Eumetsat 2009

29.10.2009_01h00
CopyRyght @ Satrep 2009
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A linha de instabilidade que esta noite está a afectar os Açores originou 16 mm de precipitação entre as 18h00 e as 24h00 UTC nas Flores (Grupo Ocidental).
O mau tempo vai progredindo para leste e vai afectar as restantes ilhas ao longo desta madrugada, primeiro as ilhas do grupo central e depois as ilhas do grupo oriental.

quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

2645. Agravamento brusco do estado do tempo nos AÇORES

Imagem de Satélite às 22h00
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CopyRight @ Eumetsat 2009
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A passagem de linhas de instabilidade bastante activas pelo Arquipélago dos Açores, associadas a um centro de baixas pressões muito cavado (978 Hpa) localizado a norte do arquipélago, está a traduzir-se por um agravamento substancial do estado do tempo esta noite nas ilhas, sobretudo nos grupos ocidental e central, com a ocorrência de períodos de chuva ou aguaceiros, por vezes fortes, trovoadas dispersas e vento forte, com rajadas até 75/80 km por hora e ondas de 5 metros de altura.
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Carta Sinótica prevista para amanhã
Quinta-feira, 29.10.2009_18h00 UTC
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Fonte: Met Office
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Esta situação de temporal deverá prolongar-se ao longo de Quinta e Sexta-feira. Sugere-se o acompanhamento do evoluir do estado do tempo pelo site do Instituto de Meteorologia e estar atento aos avisos da Protecção Civil.

terça-feira, 27 de Outubro de 2009

2644. Países africanos lideram Índice Global da Fome de 2009

Os países africanos continuam à frente no Índice Global da Fome 2009 apresentado em Berlim pela alemã Welthungerhilfe e pelo Instituto Internacional de Pesquisa sobre Políticas Alimentares (IFPRI), que destaca que as mulheres são quem mais sofre com a subnutrição e a pobreza. A República Democrática do Congo, Burundi, Eritreia, Serra Leoa e Chade, nesta ordem, são os países com o índice de fome mais agudo, com mais de 30% da população formada por pessoas com graves problemas de subnutrição.
A presidente da Welthungerhilfe, Bärbel Dieckmann, salientou que mil milhões de pessoas passam fome no mundo, na maioria mulheres e crianças. Dieckmann disse que 70% dos 1,4 mil milhões de pobres no mundo são mulheres, destacando que, nos lugares em que as mulheres são mais desfavorecidas, a fome é maior.
Nos locais onde existe economia familiar e têm influência e reconhecimento na comunidade, as mulheres e os seus filhos têm uma melhor alimentação, explicou a especialista alemã, que apelou aos países industrializados para levar em conta esta circunstância.
«Reforçar o papel das mulheres é fundamental na luta contra a fome e a pobreza», disse Dieckmann, para quem «a política de ajuda ao desenvolvimento não pode ser a continuação de uma política de interesses de Estado com outros meios».
O relatório apresentado pelas duas organizações humanitárias salienta que, em 29 países do mundo, todos eles africanos ou asiáticos, com excepção do Haiti, a situação de fome é muito grave e preocupante, mas, na Ásia, foram registados desde 1990 consideráveis progressos na luta contra a desnutrição. O índice considera que a fome é um problema sério na Nicarágua e moderado na República Dominicana, Panamá, Equador, Peru, El Salvador, Venezuela, Colômbia e Paraguai.
O índice preparado pelas duas organizações humanitárias da Alemanha e dos Estados Unidos foi elaborado com dados actuais da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO).
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segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

2643. Exército ajudou a combater uma centena de incêndios

As Forças Armadas estão mais empenhadas na luta contra os incêndios. O DN visitou bases e centros de operações de Viseu e mediu o pulso às acções antifogos dos militares, acordadas com DG dos Recursos Florestais.
"Até 2006, os fogos no concelho de Oliveira de Frades tinham em média 10 hectares de área ardida, mas desde que o Exército começou a patrulhar as nossas matas a média passou a ser de três hectares". A afirmação é do responsável do Gabinete Florestal de Oliveira de Frades, um dos vinte onde militares do Exército patrulham em permanência as matas.
Desde 1975 que o Exército participa na prevenção e combate aos fogos florestais quer em acções de vigilância quer de combate. Só este ano os militares estiveram envolvidos em 103 ocorrências, muitas das quais durante vários dias como sucedeu no Sabugal. Se para o combate os militares saem dos regimentos na vigilância o Exército dispõe de 20 "bases" distribuídas pelo país onde uma guarnição de 6 homens está em permanência. Em Viseu há duas bases nos perímetros florestais do Crasto e de Oliveira de Frades.
Os militares desenvolvem o seu trabalho no âmbito do protocolo realizado entre o Exército e a Direcção Geral de Recursos Florestais. As duas equipas são constituídas por "6 homens que desenvolvem trabalhos de vigilância móvel, combate ao fogo em primeira intervenção e sensibilização junto das populações" conta o homem que comanda a base do Crasto onde os militares "ocuparam" uma antiga casa da Guarda Florestal. Aqui há um jipe, um autotanque e "muito patrulhamento".
Esta equipa "tem uma ligação rádio com a protecção civil e patrulha várias freguesias", esclarece o graduado. No terreno "sensibilizamos os visitantes da floresta, a população e alertamos para o perigo das queimadas". Um perigo que espreita "quase sempre depois de dias de chuva ou com céu nublado". 24 Horas por dia esta patrulha guarnece uma área florestal de 14 ha. Já em Oliveira de Frades os militares ocuparam o aeródromo da Pedra da Broa e "efectuam vários patrulhamentos ao longo do dia" conta o sargento Miguel Esteves. Aqui o Exército "está desde 2006 e os resultados mostram que, desde que chegaram, a diminuição dos fogos e da área ardida tem sido uma constante", conta o responsável pelo gabinete florestal do concelho com quem os militares trabalham em permanência. Este ano estes militares receberam um kit "com mil litros de água, que nos possibilita uma primeira intervenção", esclarece o sargento. Nestas aldeias perdidas da serra a população "gosta dos militares e compreende o trabalho", assegura um moderador. Para esta "população idosa, a presença da tropa dás-lhes mais segurança". É que estes militares, à semelhança das outras bases, efectuam os patrulhamentos "de dia e de noite". Num concelho com "61% de solos florestais e onde esta industria é responsável por algumas centenas de postos de trabalho foi a melhor aposta que se fez", complementou.
Nas patrulhas, feitas nos 360 ha de floresta, os soldados vão "munidos de ferramentas e com uma viatura com um tanque de água. A viatura segue com o motorista enquanto os outros elementos seguem a pé e observam a área". Todos os militares "usam capacete, luvas e viseira" e garantem em permanecia acções de vigilância.
Mas não é só no patrulhamento que o Exército se envolve nos fogos. "Possuímos homens destacados, no âmbito de vários planos, para ajudar em operações de rescaldo". Estes homens "possuem um fardamento apropriado e são usados por solicitação da protecção civil, conta o porta-voz do Exército. O tenente-coronel adianta que o Exército "assegura a representação das Forças Armadas em 17 dos 18 Centros de Coordenação Operacional Distrital, sendo esses elementos responsáveis pela ligação entre as forças militares presentes no terreno e os vários agentes de protecção civil".
Amadeu Araújo
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Fonte: DN

domingo, 25 de Outubro de 2009

2642. ONU: aumento do nível do mar trará «desastre económico»

O secretário-geral da Organização da Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, alertou, na Conferência Mundial sobre o Clima, em Genebra, para o «desastre económico» global que o aumento do nível médio das águas do mar pode implicar. Ban Ki-moon salientou que, caso o nível médio das águas do mar suba dois metros ao longo deste século, o mundo terá que pagar «um preço elevado», avança a Folha Online.
«Até ao final do século, o nível dos mares pode subir entre meio metro a dois metros», o que pode ameaçar «certos países insulares, deltas de rios e cidades como Tóquio, Nova Orleães e Xangai», apontou. Esta projecção situa-se acima da que foi apresentada por uma comissão de especialistas da ONU, em 2007 (18 a 59 centímetros). Estas estimativas não consideravam o degelo acelerado da Antárctida e da Gronelândia.
O secretário-geral da ONU, depois de ter visitado a camada de gelo do oceano Árctico na costa da Noruega, frisou que «não podemos dar-nos ao luxo de um progresso limitado», explicando que precisamos é «de um progresso rápido». O sucessor de Kofi Annan referiu também que as emissões de gases com efeitos de estufa continuam a crescer a ritmo acelerado, apesar das promessas dos governos no sentido de contê-las. «Vamos em prego a fundo a caminho do abismo», explicou.
A conferência de Genebra antecedeu a reunião que terá lugar em Dezembro, em Copenhaga, no sentido de criar um novo acordo para substituir o Protocolo de Quioto, a partir de 2012.
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sábado, 24 de Outubro de 2009

2641. Sábado, 24 de Outubro (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00
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Castro Marim (R.N. Sapal) – 27,8 ºC
Alcácer do Sal (Barrosinha) – 26,5 ºC
Alvalade – 26,2 ºC
Amareleja – 25,1 ºC
Lisboa (Geofísico) – 24,6 ºC
Elvas – 24,6 ºC
Portimão (Aeródromo) – 24,6 ºC
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Cabril – 15,6 ºC
Lamas de Mouro (P. Ribeiro) – 14,6 ºC
Trancoso (Bandarra) – 14,5 ºC
Guarda – 14,0 ºC
Montalegre – 14,0 ºC
Penhas Douradas – 11,6 ºC
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Fonte: Instituto de Meteorologia

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sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

2640. PORTUGAL CONTINENTAL: Tendência do estado do tempo até ao fim de Outubro

Uma análise dos modelos meteorológicos disponíveis hoje apontam que o estado do tempo em Portugal Continental, até ao final deste mês, irá ser caracterizado pelo predomínio de céu pouco nublado por nuvens altas, ou mesmo limpo, vento fraco e temperaturas iguais ou ligeiramente acima dos valores médios para esta época do ano.
Apenas as regiões do norte poderão vir a ser afectados por alguma nebulosidade e ocorrência de precipitação em alguns dias, sobretudo no Minho e Douro Litoral; no entanto, esta precipitação será relativamente diminuta e pouco significativa.

2639. Etiópia: Pedido auxílio alimentar de emergência para milhões de pessoas

O Governo etíope solicitou à comunidade internacional auxílio alimentar de emergência para 6,2 milhões dos seus cidadãos, dado que a seca está a afectar profundamente todos os territórios do Nordeste africano. O pedido de auxílio de emergência para uma parte importante dos 10 milhões de etíopes que estão a ser afectados pela seca, num país de um pouco mais de 85 milhões, foi feito numa reunião de dadores que está a debater o efeito da falta de chuvas em toda a região onde se situam a Eritreia, a Etiópia, o Djibuti e a Somália.
O Programa Alimentar Mundial (PAM), das Nações Unidas, afirma serem necessários nos próximos seis meses o equivalente a 190 milhões de euros, para que o número de etíopes com fome não venha a aumentar, num país onde mais de um terço das crianças pesa menos do que é normal. Num relatório que assinala 25 anos da grande fome que matou sensivelmente um milhão de etíopes, a agência humanitária Oxfam (conglomerado de organizações não-governamentais com base no Reino Unido) diz que a alimentação importada salva vidas a curto prazo, mas que faz pouco para resolver os problemas estruturais da Etiópia, cujo território é 12 vezes o de Portugal.
O apelo feito é no sentido de os dadores internacionais prepararem as comunidades do segundo país mais populoso da África (a seguir à Nigéria) para conseguirem evitar os desastres ou para lhes conseguirem fazer frente da melhor maneira possível. O mês passado a Oxfam calculara que 23 milhões de pessoas estão ameaçadas pela seca em sete países do Corno de África e suas imediações, desde a Eritreia ao Quénia.
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Fonte: PÚBLICO

quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

2638. Vento forte provoca queda de duas dezenas de árvores no Alentejo

Máximos da Reflectividade (dBZ)
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copyright © 2009 Instituto de Meteorologia
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O vento forte registado esta madrugada no Alentejo provocou a queda de duas dezenas árvores, sobretudo no distrito de Portalegre, onde também caíram cabos eléctricos sem causar vítimas ou danos materiais.
O maior número de árvores caídas, num total de 13, registou-se na zona de Portalegre, nomeadamente na capital de distrito e nos concelhos de Castelo de Vide, Ponte de Sor, Elvas, Nisa, Fronteira e Marvão. O mau tempo provocou também uma queda de cabos eléctricos em Nisa, sem causar vítimas ou danos materiais, segundo fonte do Centro Distrital de Operações e Socorro de Portalegre.
No distrito de Évora, caíram cinco árvores junto de estradas e nos concelhos de Vendas Novas, Évora, Redondo e Arraiolos, segundo o CDOS. Mais a Sul, no distrito de Beja, os bombeiros registaram a queda de duas árvores, uma em Beja e outra em Almodôvar
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Fonte: PÚBLICO

2637. PORTUGAL CONTINENTAL: Chuva forte e ventos até 110 quilómetros

Todos os distritos, com excepção de Santarém e Évora, estão esta quinta-feira com aviso «Amarelo» atendendo à previsão de vento forte a muito forte. Para esta quinta-feira, o Instituto de Meteorologia prevê céu muito nublado, diminuindo gradualmente de nebulosidade a partir da manhã. Aguardam-se ainda aguaceiros, que deverão diminuir de frequência e intensidade a partir do início da manhã.
Segundo o Instituto de Meteorologia, Portugal Continental será influenciado pela passagem de um sistema frontal que irá provocar chuva por vezes forte, vento com rajadas que podem atingir os 110 quilómetros/hora nas terras altas e agitação marítima na costa ocidental que pode atingir os seis metros.
A ANPC refere que no nível de alerta amarelo os eventos previstos, não sendo invulgares, podem ser «perigosos», devendo, por isso, a população adoptar as medidas de «prevenção e auto-protecção» e «adequar os comportamentos à situação».
Alerta para acidentes de viação e inundações – A Protecção Civil alerta para a possibilidade de aumento do número de acidentes de viação, inundações, cheias rápidas em meio urbano e danos em estruturas montadas ou suspensas.
Toda a costa de Portugal continental encontra-se sob aviso «Laranja» devido à ondulação forte e 16 dos 18 distritos estão com aviso «Amarelo» por se prever vento forte, de acordo com o Instituto de Meteorologia. Na costa a norte do distrito de Lisboa, inclusive, aguardam-se ondas entre os cinco e os seis metros de altura podendo chegar aos sete metros temporariamente. Na restante costa, a ondulação deverá variar entre os cinco e os seis metros.
O aviso «Amarelo» do IM corresponde ao menos grave de uma escala de quatro, enquanto o "Laranja" ao segundo nível menos grave.
Lisboa: 20 pedidos de auxílio da meia-noite às três da manhã – Os Sapadores Bombeiros de Lisboa receberam entre a meia-noite e as três da manhã desta quinta-feira, período em que choveu com mais intensidade, 20 pedidos de auxílio por inundações, em habitações e na via pública, e quedas de árvores devido à chuva forte, disse fonte da corporação, citada pela Lusa.
Mau tempo causa estragos no Porto, Maia, Matosinhos e Gaia – Duas pessoas feridas sem gravidade, pequenas inundações e muitas árvores caídas são algumas das consequências do mau tempo que se fez sentir durante a madrugada desta quinta-feira no Grande Porto. Fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro, citada pela Lusa, refere que os concelhos mais afectados foram os do Porto, Maia, Matosinhos e Gaia, registando-se um total de cerca de 80 saídas.
Na Maia, segundo fonte dos bombeiros, duas pessoas ficaram feridas quando parte do telhado caiu para o interior do armazém onde trabalhavam. Contudo, segundo a mesma fonte, os ferimentos foram ligeiros. Um dos feridos foi atendido no local e o outro foi transportado ao hospital. Tal como nos restantes concelhos, ocorreram na Maia várias quedas de árvores e painéis publicitários.
Em Gaia, segundo os sapadores, o período «mais crítico» registou-se entre a 01:00 e as 03.00. «Houve muito vento e muita chuva, que nos obrigaram a mobilizar todas as equipas, nomeadamente os Voluntários do concelho», disse a fonte. A par da queda de árvores e de painéis publicitários, ocorreu a queda da chaminé de uma casa, que não provocou feridos nem desalojados.
No Porto, os Sapadores registaram 16 saídas por causa do mau tempo, oito das quais devido à queda de árvores e de ramos. Houve ainda uma pequena inundação numa casa e foi necessário amarrar o andaime de uma obra para evitar a sua queda. Em Matosinhos, o vento forte que se fez sentir durante toda a noite motivou também a queda de árvores.
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quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

2636. Nevou na Serra da Estrela

A neve caiu pela primeira vez este Outono na Serra da Estrela, durante a última noite, disse hoje à Agência Lusa fonte do Centro de Limpeza de Neve. "As estradas estão todas transitáveis" e não houve quaisquer transtornos a registar, referiu. Dois limpa-neves têm circulado na zona da Torre desde as 21:00 de terça-feira, altura em que começou a nevar.
"Foi só um borrifo para nós treinarmos", comentou a mesma fonte. "É muito pouca neve e não se deve manter nos próximos dias, até porque há previsão de subida de temperatura e chuva; às 08:30 de hoje, já não nevava, mas na Torre a temperatura era de meio grau negativo, enquanto nos Piornos era de dois graus positivos."
Segundo um dos elementos do Centro de Limpeza de Neve, é normal a primeira neve cair na Serra da Estrela em meados de Outubro. "Nesta altura do ano neva sempre um pouco", concluiu.
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Fonte: JN

terça-feira, 20 de Outubro de 2009

2635. PORTUGAL CONTINENTAL: Alerta Especial por precipitação, vento forte e agitação marítima

Alerta da Protecção Civil
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Segundo informação do Instituto de Meteorologia, Portugal Continental será influenciado pela passagem de sistemas frontais que irão provocar, especialmente na tarde e noite de Quarta feira e madrugada de Quinta-feira, chuva por vezes forte, vento com rajadas que podem atingir os 100 km/hora e agitação marítima na Costa Ocidental que pode atingir os 6 metros. Neste nível de Alerta os eventos previstos são considerados normais, mas mesmo assim as pessoas devem manter-se informadas sobre o evoluir da situação, que merece acompanhamento específico por parte da Autoridade Nacional de Protecção Civil.
O dispositivo de protecção civil e socorro reforça a monitorização da situação e intensifica as acções preparatórias para as tarefas de supressão ou mitigação dos efeitos dos eventos.
Os efeitos expectáveis podem ser:
· Aumento do número de acidentes de viação, devido à existência de piso escorregadio e eventual formação de lençóis de água ou ao arrastamento de materiais sólidos para a via;
· Inundações por transbordo, em linhas de água de regime torrencial ou não dominadas por albufeiras;
. Possibilidade de cheias rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem;
· Possibilidade de inundação por transbordo de linhas de água nas zonas historicamente mais vulneráveis;
· Danos em estruturas montadas ou suspensas.
Todos estes cenários podem ser prevenidos se, atempadamente, forem tomadas medidas que anulem ou minimizem os seus efeitos. Perante a situação prevista pelo Instituto de Meteorologia, determina-se:
· Aos Srs. Comandantes Operacionais Distritais (CODIS) e respectivos Comandos Distritais de Operações de Socorro (CDOS) de todos os distritos, o prolongamento do Estado de Alerta Especial NÍVEL AZUL até as 221200OUT09;
· Ao Comando Nacional de Operações de Socorro (CNOS), o prolongamento do Estado de Alerta Especial NÍVEL AZUL até 221200OUT09.

Neste nível de Alerta os eventos previstos são considerados normais, mas mesmo assim as pessoas devem manter-se informadas sobre o evoluir da situação.
A Autoridade Nacional de Protecção Civil, através do seu Comando Nacional de Operações de Socorro, continuará a acompanhar permanentemente a situação em estreita colaboração com o Instituto de Meteorologia, difundindo os comunicados que se julguem necessários.
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Fonte: ANPC

2634. PORTUGAL CONTINENTAL: Agravamento do estado do tempo a partir da tarde de amanhã

Modelo GFS previsto para Quinta-feira,
22 de Outubro (06h00 UTC)
Fonte: Meteored
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A Protecção Civil vai prolongar o Alerta Azul para todos os distritos do Continente até às 12h00 de quinta-feira, devido à previsão de chuva forte e de vento com rajadas que podem atingir os 100 km/hora.
Portugal Continental será influenciado pela passagem de sistemas frontais que irão provocar chuva por vezes forte, vento com rajadas que podem atingir os 100 km/hora e agitação marítima na Costa Ocidental que pode atingir os seis metros.
A meteorologia prevê que esse tipo de instabilidade comece amanhã à tarde e se prolongue por toda a noite e madrugada de quinta-feira.
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segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

2633. Segunda-feira, 19 de Outubro (16h00)

Imagem de Satélite às 15h45
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Fonte: Sat24.com
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Nesta imagem observa-se a aproximação de um sistema frontal a Portugal Continental, tendo já começado a cruzar o noroeste da Península Ibérica.
A passagem do sistema frontal alterará o estado do tempo em Portugal Continental, com passagem para períodos de céu muito nublado, vento moderado a forte e a ocorrência de precipitação, por vezes moderada nas regiões do norte e centro; espera-se também uma descida moderada dos valores de temperatura máxima, havendo condições para a queda de neve a partir de amanhã nos picos mais altos da Serra da Estrela.
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Algumas temperaturas às 16h00
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Ponta do Sol (Madeira) – 25,5 ºC
Amareleja – 25,5 ºC
Castro Verde (N. Corvo) – 24,0 ºC
Portel (Oriola) – 23,9 ºC
Mértola (Vale Formoso) – 23,7 ºC
Zebreira – 23,5 ºC
Portimão (Aeródromo) – 23,4 ºC
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Viseu (Aeródromo) – 16,4 ºC
Guarda – 16,3 ºC
Cabril – 14,9 ºC
Penhas Douradas – 14,6 ºC
Montalegre – 12,6 ºC
Lamas de Mouro (P. Ribeiro) – 11,9 ºC
Areeiro (Madeira) – 10,7 ºC
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Fonte:
Instituto de Meteorologia

sábado, 17 de Outubro de 2009

2632. PORTUGAL CONTINENTAL: Seca geral mas ainda sem restrições ao consumo

Falta de chuva desde Janeiro e calor já no Outono agravaram a falta de água sentida em algumas albufeiras. Se não chover bastante, a seca hidrológica poderá chegar já na Primavera.
Para já, não há restrições ao consumo de água nem à utilização na agricultura e na produção de electricidade. Mas se não chover bastante nos próximos meses, e a seca meteorológica que já afecta todo o território agravar ainda mais a situação das barragens, o País entrará em seca hidrológica já na Primavera e a água poderá faltar. Se hoje as temperaturas se mantiverem altas, algumas zonas poderão até entrar em onda de calor.
O alerta é do presidente do Instituto de Meteorologia (IM) que sublinha a escassez de precipitação registada ao longo deste ano e a situação complicada já herdada do ano anterior. "Desde Janeiro, a precipitação acumulada é inferior à média registada no período de referência (1971-2000)", afirmou ao DN, Adérito Serrão. Situação mais grave só se verificou em 2004 e 2005, anos em que Portugal atravessou uma seca gravíssima.
O Outono assinala o início do ano hidrológico e deveria significar também a chegada da chuva. Mas a avaliar pelas temperaturas dos últimos dias e pela confirmação da previsão de um mês de Outubro mais quente e seco, o futuro poderá não ser animador.
O último boletim do IM refere que Setembro foi o mês mais seco dos últimos 22 anos. Os termómetros, que costumam rondar os 22 graus centígrados, têm registado valores de 29, 30 e até 32 graus.
Se a chuva que cair nos próximos meses for semelhante à da média dos últimos 30 anos, a situação de seca será apenas "desagravada", salienta Adérito Serrão. Ou seja, não deixará o território preparado para um eventual ano seco, no próximo ciclo hidrológico.
Orlando Borges, presidente do Instituto da Água (Inag), está preocupado com a situação. Mas prefere sublinhar o facto de as barragens estarem a cumprir a sua função: armazenar água nos períodos chuvosos para garantir o abastecimento nos momentos de escassez. Os armazenamentos, diz, garantem que de uma situação de seca meteorológica (falta de chuva) não se passe automaticamente para uma seca hidrológica (pouca água armazenada).
O boletim do Inag de Setembro mostrava que, das 56 albufeiras monitorizadas, 21 tinham disponibilidades hídricas inferiores a 40 por cento do volume total e duas apresentavam reservas superiores a 80 por cento. As bacias do Tejo, Cávado, Guadiana, Mira e Barlavento algarvio são as que apresentam maior armazenamento, enquanto que os índices mais baixos se registam no Arade e, com mais alguns pontos percentuais, nas bacias do Oeste e Sado.
As restrições ao consumo são afastadas por Orlando Borges. "Nos abastecimentos, há reservas para dois anos. Não se prevê necessidade de restringir os usos da água", assegurou.
Rita Carvalho, A.T.R.
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Fonte: DN

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

2631. Bento XVI pede medidas para salvar produção agrícola

São precisos mais esforços para salvar a capacidade de produção agrícola e manter a esperança de que a fome pode ser combatida, diz o Papa numa mensagem enviada à ONU por ocasião do Dia Mundial da Alimentação.
A crise actual toca todos os sectores da economia, mas afecta de modo especial o mundo agrícola, onde a situação é dramática. Por isso, esta crise exige medidas eficazes por parte dos Governos e dos vários sectores da comunidade Internacional, defende Bento XVI.
A agricultura precisa de investimentos e recursos, porque o trabalho agrícola é um elemento fundamental da segurança alimentar, sublinha o Santo Padre. O Papa recorda nesta mensagem que garantir às pessoas e aos povos a possibilidade de vencer a fome é assegurar-lhes o acesso concreto à alimentação e, por isso, defender a própria vida.
Bento XVI apela a uma atitude responsável na utilização das recursos naturais e no próprio estilo de vida que respeite os valores do mundo rural e os direitos fundamentais dos que trabalham na terra.
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quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

2630. PORTUGAL CONTINENTAL: Análise sinóptica e tendência do estado do tempo nos próximos dias

Carta Sinóptica de Superfície prevista para
Domingo, 18 de Outubro (00h00 UTC)
Fonte: Met Office
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Um potente anticiclone que nos próximos dias irá centrar-se sobre as Ilhas Britânicas irá condicionar o estado do tempo em Portugal Continental ao longo de todo o próximo
Assim, os próximos dias e ao longo de todo o fim-de-semana teremos um fluxo de ar seco procedente de leste, que contribuirá para o predomínio de céu pouco nublado ou limpo na maior parte do território de Portugal Continental, quiçá alguma nebulosidade do tipo alto que não deixará de ser translúcida e permitir a ocorrência de agradáveis temperaturas durante o período diurno, tendo em conta a época do ano em que nos encontramos.

quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

2629. Quarta-feira, 14 de Outubro (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00
* * *
Leiria (Cidade) – 33,1 ºC
Alcácer do Sal (Barrosinha) – 32,3 ºC
Coimbra (Hospital Universitário) – 31,9 ºC
Alvalade – 31,5 ºC
Coruche (Estação de Regadio I.N.I.A. – 31,4 ºC)
Alvega – 31,1 ºC
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Lamas de Mouro (P. Ribeiro) – 21,3 ºC
Cabo Carvoeiro – 21,3 ºC
Montalegre – 20,5 ºC
Trancoso (Bandarra) – 20,1 ºC
Guarda – 20,0 ºC
Penhas Douradas – 19,2 ºC
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Fonte: Instituto de Meteorologia

segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

2628. Europa lança em Dezembro satélite para estudar degelo polar

A Agência espacial europeia (ESA, sigla em inglês) apresentou em Munique a missão CryoSat-2 para fazer novas medições da extensão e espessura dos gelos nas regiões polares do planeta. O satélite está pronto para ser lançado em Dezembro do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão.
O que é inovador no CryoSat-2 é que este “não só será capaz de cartografar a extensão das camadas de gelo mas também poderá medir a sua espessura”, informou a ESA, em comunicado. “Isto permitirá calcular o volume global de gelo e assim compreender melhor os efeitos actuais e futuros das alterações climáticas”.
Depois do êxito do lançamento da missão GOCE, para estudar a gravidade terrestre (17 de Março) e o lançamento previsto do SMOS, para estudar a Água (Novembro), o CryoSat será o terceiro satélite a integrar a missão Earth Explorer daquela agência. O satélite “vai melhorar significativamente o nosso conhecimento sobre a massa global de gelo”, nomeadamente a interacção entre o gelo marinho e os oceanos. “Também permitirá desenvolver múltiplas aplicações práticas, baseadas numa melhor compreensão da circulação dos oceanos e das alterações, actuais e futuras, do nível do mar”.
Através de um novo altímetro designado SIRAL (Synthetic Aperture Interferometric Radar Altimeter), o satélite vai medir o ritmo exacto de mudança na espessura do gelo que flutua nos oceanos e do gelo que cobre a superfície terrestre. O centro de operações da ESA em Darmstadt, Alemanha, será responsável por controlar e monitorizar o satélite, através da estação ESA/ESTRACK em Kiruna, no Norte da Suécia. As informações serão processadas pelo Centro de Observação Terrestre da ESA (ESRIN) em Fascati, em Itália.
Em Outubro de 2005, a ESA já tinha lançado o CryoSat-1 mas uma falha técnica levou a que o satélite se despenhasse perto do Pólo Norte, apenas 300 segundos depois do lançamento.
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Fonte: PÚBLICO

Aviso


domingo, 11 de Outubro de 2009

2627. Índia prepara estudo sobre efeitos das alterações climáticas no país

A Índia encomendou um estudo científico para supervisionar os efeitos das alterações climáticas em diferentes pontos do país, informou o Ministério do Meio Ambiente. O plano, do qual participarão 127 organizações de pesquisa e 220 cientistas, será apresentado em Novembro do ano que vem, de acordo com o ministério.
As alterações climáticas na Índia causaram um aumento no nível do mar, de acordo com cientistas citados pela agência indiana "Ians", preocupados com um suposto aumento dos furacões e tempestades tropicais. "Vimos que a linha do litoral no país foi afectada pelo aumento do nível do mar. A erosão vai acontecer, e causará danos e deslocamentos no litoral da baía de Bengala", disse à "Ians" o director do Centro Nacional Indiano de Serviços de Informação Oceânica, S.S.C. Shenoi.
Embora apenas 6% dos ciclones tropicais mundiais afectem a baía de Bengala, a intensidade deste tipo de tempestades aumentou nos últimos anos, segundo o professor S.K Dube, do Centro de Ciências Atmosféricas de Nova Déli. "Deve-se às alterações climáticas", disse Dube.
Com este estudo, o Ministério do Meio Ambiente pretende avaliar os efeitos das alterações climáticas sobre as diferentes regiões da Índia, um país que enfrenta sérios problemas ambientais, como a perda de aquíferos ou a poluição de suas cidades. "Até agora, o nosso conhecimento das alterações climáticas no país é impreciso e inconsistente. Com o projecto – que incluirá o estudo de glaciares e do aumento do nível do mar – saberemos enfrentar as mudanças do ambiente", disse há poucos dias o ministro do Meio Ambiente, Jairam Ramesh.
Ramesh também disse que a Índia está a preparar-se para lançar um satélite próprio destinado a supervisionar e quantificar a emissão à atmosfera de gases do efeito estufa.
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Fonte: G1

sábado, 10 de Outubro de 2009

2626. Sábado, 10 de Outubro (16h00)

Imagem de Satélite às 16h00
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CopyRight @ Eumetsat 2009
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Algumas temperaturas às 16h00
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Alvega – 30,7 ºC
Alcácer do Sal (Barrosinha) – 29,9 ºC
Castro Marim (R.N. Sapal) – 29,2 ºC
Alvalade – 29,2 ºC
Avis (Benavila – Esc. Abreu Callado) – 29,2 ºC
Portel (Oriola) – 29,1 ºC
* * *
Viana do Castelo (Chafé) – 20,4 ºC
Cabo Carvoeiro – 20,1 ºC
Guarda – 19,2 ºC
Montalegre – 18,6 ºC
Penhas Douradas – 18,0 ºC
Lamas de Mouro (P. Ribeiro) – 17,5 ºC
* * *
Fonte: Instituto de Meteorologia

sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

2625. Ranking Meteorológico Europeu (Maiores desvios à média nos últimos 12 meses até 30.09.2009)

BALANÇO ENTRE 01.10.2008 E 30.09.2009
Estações com maiores desvios de temperaturas
(Temperatura máxima absoluta acumulada diariamente)
comparação ao normal ao longo de cada ano
VALORES ABSOLUTOS E EM PERCENTAGEM
* * *
Badajoz/Talavera la Real (192m,Espanha) - 322,83 (+ 80,67 %)
Cordoba (92 m, Espanha) - 194,50 (+ 25,38 %)
Larnaca (2 m, Chipre) - 162,50 (+ 29,57 %)
Paphos (8 m, Chipre) - 161,83 (+ 37,80 %)
Finike (2 m, Turquia) - 152,67 (+ 45,39 %)
Murcia / Alcantarilla (75 m, Espanha) - 145,67 (+ 32,56 %)
Beja (247 m, Portugal) - 139,67 (+ 86,04 %)
Alanya (6 m, Turquia) - 138,17 (+ 59,60 %)
Moron (88 m, Espanha) - 135,00 (+ 29,93 %)
Evora (246 m, Portugal) - 134,50 (+ 80,78 %)
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BALANÇO ENTRE 01.10.2008 E 30.09.2009
Estações com maiores desvios de precipitação
(precipitação máxima acumulada diariamente)
comparação ao normal ao longo de cada ano
VALORES ABSOLUTOS E EM PERCENTAGEM
* * *
Feuerkogel (1621 m, Áustria) - 73,00 (+ 76,84 %)
Monte Scuro (1720 m, Itália) - 66,17 (+ 50,57 %)
Izmir (120 m, Turquia) - 57,00 (+ 105,56 %)
Anamur (4 m, Turquia) - 52,50 (+ 50,24 %)
Locarmo/Monte (380 m, Suiça) - 47,83 (+ 30,05 %)
Genova - Sestri (3 m, Itália) - 41,83 (+ 74,48 %)
Andravida (14 m, Grécia) - 41,17 (+ 72,43 %)
Bjelasnica (2070 m, Bósnia-Herzegovina) - 38,83 (+ 74,44 %)
Marseille / Marignane (32 m, França) - 38,17 (+ 100,88 %)
Enna (965 m, Itália) - 37,83 (+ 85,66 %)

2624. Ranking Meteorológico Europeu (Maiores desvios à média no 3º Trimestre de 2009)

3º TRIMESTRE DE 2009
Estações com maiores desvios de temperaturas
(temperatura máxima absoluta acumulada diariamente)
comparação ao normal no 3º Trimestre de cada ano
VALORES ABSOLUTOS E EM PERCENTAGEM
* * *
Badajoz/Talavera la Real (192m,Espanha) - 142,67 (+ 101,66 %)
Murcia / Alcantarilla (75 m, Espanha) - 126,33 (+ 94,51 %)
Cordoba (92 m, Espanha) - 117,67 (+ 39,18 %)
Moron (88 m, Espanha) - 114,00 (+ 56,72 %)
Jerez de la Frontera (28 m, Espanha) - 100,67 (+ 111,44 %)
Sevilha (31 m, Espanha) - 76,33 (+ 43,45 %)
Ercan Airport (91 m, Chipre) - 68,00 (+ 26,36 %)
Decimomannu (28 m, Itália) - 55,33 (+ 88,30 %)
Murcia (62 m, Espanha) - 55,00 (+ 56,12 %)
Evora (246 m, Portugal) - 53,33 (+ 77,67 %)
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3º TRIMESTRE DE 2009
Estações com maiores desvios de precipitação
(precipitação máxima acumulada diariamente)
comparação ao normal no 3º Trimestre de cada ano
VALORES ABSOLUTOS E EM PERCENTAGEM
* * *
Sortland (3 m, Noruega) - 28,33 (+ 119,72 %)
Eskdalemuir (242 m, Grã-Bretanha) - 28,00 (+ 100,00 %)
Feuerkogel (1621 m, Áustria) - 25,67 (+ 105,48 %)
Palermo / Point Raisi (21 m, Itália) - 24,00 (+ 109,09 %)
Giresun (37 m, Turquia) - 23,00 (+ 52,27 %)
Bjelasnica (2070 m, Bósnia-Herzegovina) - 22,67 (+ 97,14 %)
Hopa (33 m, Turquia) - 22,00 (+ 32,35 %)
Marseille / Marignane (32 m, França) - 21,33 (+ 200,00 %)
Shap (249 m, Grã-Bretanha) - 19,67 (+ 96,72 %)
Valentia Island (30 m, Irlanda) - 19,00 (+ 100,00 %)

quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

2623. Tragédia sem culpados

A erosão natural, a impermeabilização dos solos nas arribas, a subida do nível do mar devida às alterações climáticas, marés lunares muito fortes, uma agitação marítima mais pronunciada, o sismo e a falta de bom senso terão formado "o cocktail perfeito" para justificar acidentes como o que ensombrou o Algarve. Os especialistas ouvidos pelo JN são unânimes. São "tantos" os factores precipitadores da erosão que "é praticamente impossível determinar uma relação causa-efeito" para a derrocada na praia Maria Luísa, resume Alveirinho Dias, geólogo da Universidade do Algarve. Admite que, "se não fosse o sismo, a arriba provavelmente não teria cedido naquele momento, podia aguentar-se mais uns meses". Mas insiste, não tem "o mínimo de provas disso".
Já Carlos Reis, da Universidade de Lisboa e responsável pelo antigo programa Finisterra (de ordenamento e protecção do litoral), soma à ajuda que o sismo pode ter dado ao agitar as estruturas o facto de estes dias serem os das "grandes marés lunares do ano". A que se juntaram uma maior agitação marítima, com "vagas de Sudoeste que, durante a noite, terão dado ali umas pancadas". Mas, diz, atribuir culpas "é muito fácil". O problema é que "o litoral é um sistema dinâmico e não é tratado como tal, mas sim como uma coisa que o ser humano vai ter de utilizar a qualquer custo".
A erosão é natural, mas é "amplificada" pelo Homem, explica Alveirinho Dias. Além de impermeabilizar os solos, impedindo a drenagem natural das águas, as construções emitem vibrações que fragilizam as rochas. O próprio tráfego rodoviário também contribui para essa vibrações.
Conter a natureza, depois de a ter contrariado com actividade humana, torna-se tarefa difícil. Betonar as arribas, como se fez em Albufeira, seria caro, depauperaria o património natural e transformaria o Algarve num muro de betão, contesta Alveirinho Dias. E conter a queda de pedras com redes, como se vai fazendo, não impede que a arriba se fragmente. "O único processo que existe", diz Carlos Reis, "é a educação das pessoas" perante a natureza.
Alveirinho Dias lembra um estudo que concluiu que os povos latinos ignoram os avisos. E o comandante Marques Pereira, da Capitania de Portimão e Albufeira lembra a "medida técnica" da distância a manter de uma arriba: uma vez e meia a sua altura. Quanto à existência ou não de avisos suficientes, é peremptório: "Existe uma necessidade de as pessoas ter uma cultura de segurança" que não
têm...

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Fonte: JN (Ivete Carneiro)