sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

6129. Previsão do estado do tempo no período de Carnaval

Previsão para Portugal Continental – Um anticiclone localizado na região dos Açores e a estender-se em crista em direcção ao Golfo da Biscaia irá afectar o estado do tempo até dia 26. A partir deste dia, o anticiclone irá deslocar-se ligeiramente para sul e enfraquecer permitindo a aproximação e passagem de sistemas frontais.
Até domingo, predominará a nebulosidade e irá ocorrer neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais. Prevê-se a ocorrência de precipitação, em geral fraca, no litoral a norte do Cabo Mondego a partir da tarde de domingo que irá estender-se às restantes regiões a partir de segunda-feira.
Na terça-feira de Carnaval prevê-se períodos de chuva em geral fraca nas regiões Norte e Centro podendo chegar a alguns locais do Alto Alentejo. A neve poderá cair a partir do meio da tarde de segunda-feira nas serras da região Norte acima da cota de 1300/1500 metros.
A temperatura do ar não irá registar variações significativas excepto nas regiões Norte e Centro no dia 27, segunda-feira, com uma ligeira descida da temperatura máxima e uma ligeira subida da temperatura mínima.
A temperatura mínima deverá variar entre 2 e 8ºC nas regiões do interior Norte e Centro e entre 6 e 11ºC no litoral das regiões Norte e Centro e na região Sul. A temperatura máxima será da ordem de 15 a 20ºC embora a partir de segunda-feira no interior das regiões Norte e Centro varie, de um modo geral, entre 10 e 14ºC.
Previsão para o Arquipélago da Madeira – Um anticiclone localizado na região dos Açores e a estender-se em crista em direcção ao Golfo da Biscaia irá afectar o estado do tempo no arquipélago da Madeira, no entanto, a partir do dia 26, o seu enfraquecimento e ligeiro deslocamento para sul poderá permitir a aproximação de sistema frontais de fraca actividade e já em dissipação.
Nos próximos dias, o céu estará em geral muito nublado pontualmente com abertas nas vertentes sul da ilha da Madeira. A precipitação deverá ocorrer essencialmente nas vertentes norte e nas terras altas podendo estender-se às restantes regiões nos dias 27 e 28. O vento predomina do quadrante norte tornando-se do quadrante leste a partir de segunda-feira.
A temperatura mínima irá variar entre 12 e 15ºC, sendo entre 1 e 8ºC nas terras altas. A temperatura máxima irá variar entre 17 e 21ºC, sendo entre 8 e 11ºC nas terras altas.
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Fonte: IPMA

6128. Ciclone em Moçambique provocou estragos de cerca de 12 milhões de euros

O Governo moçambicano precisa de 900 milhões de meticais (12 milhões de euros) para repor as infra-estruturas destruídas pelo ciclone DINEO. "O processo de levantamento de dados continua, mas este pode ser assumido como o valor oficial necessário para a reposição dos estragos", disse à Lusa o porta-voz do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), Paulo Tomás, avançando que o número de afectados pode aumentar.
O Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE) informa que, além de causar a morte de sete pessoas e ferir outras 55, em Inhambane, o ciclone destruiu 106 edifícios públicos, 70 unidades hospitalares, 998 salas de aula, três torres de comunicação e 48 postos de transporte de energia eléctrica.
O porta-voz do INGC diz que um dos principais problemas no levantamento dos dados tem sido a comunicação, uma vez que, com a queda das torres, o contacto com as equipas no terreno está condicionado. "Continuamos a fazer o trabalho, mesmo com estas limitações", observou, e acrescenta que o mais complexo tem sido escalar o interior dos distritos afectados pelo ciclone.
Os distritos de Massinga, Morrumbene, Maxixe, Jangamo, Zavala, Homoíne, Vilanculos, Inharrime e Inhassoro foram os mais atingidos pelo ciclone, o que levou as autoridades moçambicanas a activarem os centros operativos de emergência em todos os locais afectados.
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Fonte: TSF

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

6127. Quinta-feira, 23 de Fevereiro (12h00)


Portugal Continental permanece sob o efeito das poeiras provenientes do deserto do Sara, consequência da circulação atmosférica derivada do posicionamento de um centro de baixas pressões no Norte de África. A concentração de poeiras na atmosfera deverá começar a diminuir a partir de amanhã, com a entrada de uma massa de ar proveniente de norte.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

6125. PORTUGAL CONTINENTAL (21.02.2017)


6124. Terça-feira, 21 de Fevereiro (17h00)

Imagem de satélite às 17h00
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CopyRight Eumetsat 2017
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Centro e sul de Portugal Continental com poeira com origem do deserto do Sara, arrastada pelos ventos do quadrante leste.

6123. PORTUGAL CONTINENTAL: Poeiras sobre o centro e sul



Um centro de baixas pressões centrado no norte de África é o responsável pelo transporte de poeiras com origem no deserto do Sara e que hoje estão a afectar com particular intensidade as regiões do centro e sul de Portugal Continental. Esta situação deverá manter-se até ao final do dia de amanhã, Quarta-feira.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

6122. MADEIRA: Dez anos para recuperar do 20 de Fevereiro

"Dois anos a reconstruir”. A manchete do DIÁRIO de 24 de Fevereiro de 2010 revelava as primeiras estimativas para a recuperação da Madeira após o trágico dia 20. As escavadoras já estavam em força em ribeiras, muros, casas e estradas que a aluvião tinha atingido de forma impiedosa. Essa imagem de reconstrução perdura até hoje.
Sete anos depois do temporal e da destruição, constata-se que as obras demoram muito mais do que o previsto. E vão continuar. A reconstrução nunca estará totalmente terminada antes de uma década e isso só com muito esforço para que tudo fique concluído no mandato do actual Governo, em Outubro de 2019.
Embora nesta altura seja visível um grande volume de obras públicas, particularmente no Funchal, para repor as zonas afectadas a verdade é que ainda há muito por fazer. Mesmo no centro da principal cidade da ilha, há trabalhos que ainda nem estão no terreno.
Ribeira de João Gomes com muralhas provisórias... há 7 anos – O caso mais visível deste atraso será o da recuperação das muralhas da ribeira de João Gomes, particularmente o troço entre o Mercado dos Lavradores e o Campo da Barca, uma zona central do Funchal em que apenas foi feita a recolha dos materiais sólidos que encheram completamente o leito da ribeira e foram, mais tarde, colocadas protecções de betão. Ainda hoje, sete anos após a catástrofe, essas protecções, colocadas de forma provisória, lá estão. E por lá vão ficar pelo menos mais alguns meses.
O atraso nesta intervenção acaba por ir ao encontro dos defensores das muralhas em pedra emparelhada. A ideia do actual Governo Regional é proteger esse quadro da paisagem da cidade, depois de ter ocultado idêntica imagem em Santa Luzia.
Na verdade, também para a ribeira de João Gomes já havia projecto desde 2011, quando Jardim era o presidente do Governo e Cunha e Silva o titular das obras públicas. Mas os atrasos no financiamento e, mais tarde, a opção política da Secretaria de Sérgio Marques, de procurar uma nova solução, fizeram adiar os trabalhos. A obra continua na lista das intervenções por iniciar. E assim vai continuar. Para já, apenas se sabe que para a zona da ribeira de João Gomes “foi encontrado novo projecto” com uma solução alternativa às cortinas de betão que tanta polémica deram, e continuam a dar, na ribeira de Santa Luzia. Mas falta conhecer esse projecto, saber quanto custa e quando começam as obras.
Mas não é caso único. Outras obras, no Funchal e noutros concelhos como Ribeira Brava, Câmara de Lobos, Calheta, Porto Moniz, Santa Cruz e Machico, ainda têm contas a acertar com os estragos causados pelas enxurradas de 2010. As intervenções previstas estão devidamente sinalizadas, algumas estão em curso, mas muitas outras estão em fase de preparação.
Financiamento explica demora – O volume de trabalhos em carteira garante a manutenção de muitos postos de trabalho ao longo de anos, tal como tem acontecido sobretudo desde 2015. Depois de atrasos diversos ditados por constrangimentos financeiros como as obrigações da Lei de Meios e, sobretudo, o Plano de Ajustamento Económico e Financeiro, homens, camiões e máquinas voltaram em força em obras de muitos milhões de euros, sobretudo na correcção dos leitos das ribeiras da Ribeira Brava, de Santa Luzia e de São João. A primeira destas três volumosas obras já está concluída, as duas do Funchal estão em vias disso com o calendário a apontar para Junho o términos dos trabalhos.
A explicação da Secretaria para o tempo que demora a concluir estas intervenções prende-se essencialmente com questões relativas ao financiamento. Além dos constrangimentos já referidos, a Região acabou por transformar o envelope assegurado através da Lei de Meios na comparticipação regional que complementa os fundos europeus. Nos casos em que as obras são totalmente elegíveis nessas candidaturas, a Região tem de assegurar 15% do valor total, o que obriga não só a um esforço significativo, mas também a um cuidado espaçamento entre os projectos de forma a garantir o financiamento regional sem perder o comunitário.
Miguel Silva
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Fonte (texto e imagem): Dnotícias.pt

sábado, 18 de fevereiro de 2017

6120. PORTUGAL CONTINENTAL: Instabilidade no interior



Um núcleo de ar frio em altitude deslocando-se de norte para sul pelo lado ocidental da Península Ibérica condiciona a entrada de uma massa de ar frio sobre as regiões do norte e centro de Portugal Continental, procedente de noroeste, e que é responsável pelo aumento da actividade convectiva nas regiões montanhosas do interior.
Assim, ao longo da tarde de hoje continuarão a ocorrer períodos de céu muito nublado e aguaceiros, por vezes acompanhados de trovoadas, em especial nas regiões do norte e centro. A instabilidade tenderá a deslocar-se para as regiões do sul, à medida que diminuirá de intensidade.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

6119. Sexta-feira, 17 de Fevereiro (15h00)

Algumas temperaturas às 15h00
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Quinta Grande (Madeira): 22,3 ºC
Amadora: 21,3 ºC
Rio Maior: 20,8 ºC
Pegões: 20,7 ºC
Alcácer do Sal (Barrosinha): 20,7 ºC
Alcobaça: 20,5 ºC
Leiria (Aeródromo): 20,4 ºC
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Bragança: 13,6 ºC
Montalegre: 13,6 ºC
Carrazeda de Ansiães: 13,5 ºC
Lamas de Mouro (P. Ribeiro): 12,9 ºC
Guarda: 12,1 ºC
Foía: 10,5 ºC
Penhas Douradas: 9,1 ºC
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Fonte: IPMA

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

6117. MADEIRA: Precipitação acumulada (14.02.2017)


6116. ARQUIPÉLAGO DA MADEIRA: Aviso meteorológico laranja

Arquipélago da Madeira – Previsão para Quarta-feira, dia 15 de Fevereiro de 2017 – Céu muito nublado. Períodos de chuva, que será persistente e por vezes forte e até ao final da manhã. Condições favoráveis à ocorrência de trovoada, em especial até ao final da manhã. Vento moderado a forte do quadrante sul, por vezes com rajadas até 70 km/h, soprando forte nas zonas montanhosas até ao final da manhã, por vezes com rajadas até
90 km/h. Pequena subida da temperatura máxima.
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Fonte: IPMA

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

6115. Tempestade tropical “Dineo” se forma entre Madagascar e Moçambique

Segundo projecções do National Hurricane Center (NHC), dos Estados Unidos, a tormenta tende a se deslocar para Moçambique como um ciclone de categoria um, com ventos que variam entre 119-153 km/h, ondas entre 1,20-1,53 metros e pressão mínima maior que 980 hPa no centro, de acordo com a Escala Saffir-Simpson. O Instituto Nacional de Meteorologia de Moçambique (Inam), previu que “Dineo” invada o território africano, já na condição de uma tempestade tropical, levando chuva e ventos fortes também para África do Sul, Botsuana, Suazilândia e Zimbabué.
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Fonte (texto e imagem): De Olho no Tempo Meteorologia

6114. PORTUGAL CONTINENTAL: Tarde instável

Carta Sinóptica de Superfície prevista para
Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2017_12h00
Fonte: MetOffice
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Intensidade da precipitação às 17h00
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Fonte: IPMA
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Uma superfície frontal oclusa em deslocamento para nordeste atravessou as regiões do interior ao longo da tarde de hoje, tendo sido responsável pela ocorrência de períodos de chuva e aguaceiros, por vezes fortes, e que causaram diversas situações de inundações, nomeadamente em Olhão.

6113. LITORAL OESTE: Temporal


Noite de aguaceiros e trovoadas no Litoral Oeste.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

6109. Tarde de aguaceiros c/neve no interior

Imagem de Satélitre às 16h00
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CopyRight Eumetsat 2017
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Tarde de instabilidade nas regiões do interior, com períodos de chuva ou aguaceiros, de neve nas terras altas.

6108. Neve fecha cinco escolas em Castro Daire

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6107. Neve em Melgaço e Arcos de Valdevez

Várias freguesias nas zonas altas dos concelhos de Melgaço e Arcos de Valdevez no Alto Minho, acordaram esta sexta-feira cobertas por um manto branco de neve, que se deverá manter ainda durante o dia de sábado, face à previsão de ausência de chuva.
As freguesias de Castro Laboreiro e Lamas de Mouro, em Melgaço, apresentam "uma altura de neve de três a quatro centímetros", segundo o responsável da Protecção Civil, Luís Matos, e "de momento as estradas estão todas transitáveis, uma vez que os meios de limpeza e espalhamento de sal, foram pré-posicionados no terreno". Um limpa-neves do município e junta de castro Laboreiro, está preparado para acudir a eventuais situações de vias bloqueadas pela queda de neve. Segundo Luís Matos, é de prever que a situação se mantenha pelo menos até amanhã. "O melhor dia para ver o manto branco é sábado, porque está previsto não chover", disse ao Jornal de Notícias.
Também em Arcos de Valdevez, segundo o Comandante da corporação de Bombeiros Voluntários local, Filipe Guimarães, "as zonas altas do concelho estão todas com neve". O manto branco cobre as principais freguesias serranas como Cabana Maior, Gavieira, Miranda, Padroso, Rio Frio e Mezio. Cerca de meio-dia, encontravam-se meios no terreno a desobstruir e a fazer espalhamento de sal em, pelo menos, duas vias: A Estrada Municipal 530, Gavieira (que liga a sede do concelho de Arcos de Valdevez a Lamas de Mouro, no município vizinho de Melgaço) e numa estrada secundária que liga os lugares de Bustelinhos e Bouças Donas, na freguesia de Cabana Maior.
Ana Peixoto Fernandes
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Fonte (texto e imagem): Jornal de Notícias

6106. Sexta-feira, 10 de Fevereiro (00h00)

Imagem de satélite às 00h00
(AirMass)
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Copyright Eumetsat 2017

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

6105. Intensidade da precipitação (16h15)

Fonte: IPMA
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Aproximação de uma superfície frontal fria ao litoral oeste de Portugal Continental. Esta superfície frontal irá atravessar o território de Portugal continental, do litoral para o interior, provocando períodos de chuva, por vezes fortes e acompanhados por trovoadas, passando a regime de aguaceiros. Queda de neve nas regiões montanhosas do interior.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

6104. Análise sinóptica e tendência do estado do tempo


O estado do tempo em Portugal Continental será condicionado, a partir do final de quinta-feira, pela entrada de um núcleo de ar muito frio em altitude (temperatura entre os 32 ºC e os 34 ºC negativos aos 500 hPa, sensivelmente a 5400 metros de altitude), procedente de noroeste, representado na imagem a cores, ao que corresponde um centro de baixas pressões, ao nível do mar, centrado a oeste da Península Ibérica que enviará linhas de instabilidade sobre o território de Portugal Continental, progredindo do litoral para o interior, representado na figura a preto e branco.
A presença de ar muito frio em altitude irá contribuir para que a troposfera (camada da atmosfera em contacto com a superfície da terra, onde ocorrem os fenómenos meteorológicos) se torne muito instável, já que a grande diferença de temperatura entre a camada de ar em contacto com a superfície terrestre e a camada com 500 hPa (5400 metros de altitude) irá favorecer a ocorrência de movimentos verticais de ar; por sua vez, o ar ao subir arrefece e ficará saturado, levando à formação de nebulosidade e ocorrência de precipitação.
Assim, na noite de quinta-feira para sexta-feira haverá um aumento da nebulosidade e ocorrência de precipitação, em regime de chuva ou aguaceiros, inicialmente no litoral oeste e progredindo posteriormente para as regiões do interior. A entrada do ar frio em altitude irá favorecer o desenvolvimento de nebulosidade convectiva e a possibilidade de ocorrência de trovoadas. Ocorrerá também queda de neve nas regiões montanhosas onde a temperatura superficial esteja mais baixa.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

6103. Cartas meteorológicas (ECMWF)


Estes mapas representam previsões da pressão atmosférica ao nível do mar (MSLP) e velocidade do vento aos 850 hPa (1500 metros de altitude aproximadamente), FIGURA 1, e a altura geopotencial aos 500hPa (5500 metros de altitude aproximadamente) e a temperatura a 850hPa (1500 metros de altitude aproximadamente), FIGURA 2, calculados a partir do modelo da previsão de alta resolução do ECMWF (HRES).
MSLP (Mean sea level pressure) – É a pressão atmosférica reduzida ao nível do mar. As linhas contínuas são isóbaras (a cada 5 hPa) que unem locais com igual valor de pressão atmosférica reduzida ao nível do mar. Estes mapas representam a distribuição da pressão atmosférica – áreas de altas e baixas pressões que estão associadas a diferentes estados de tempo. Normalmente os sistemas de baixa pressão (ciclones ou depressões) trazem tempo incerto, enquanto os sistemas de alta pressão (anticiclones) estão associados a tempo estável. No hemisfério norte, o ar gira no sentido anti-horário em torno dos centros de baixa pressão e no sentido horário em torno dos centros de alta pressão (o oposto se aplica no hemisfério sul). A velocidade do vento é aproximadamente proporcional à distância entre as isóbaras: as isóbaras mais juntas significam ventos fortes, e vice-versa.
Wind speed at the 850 hPa level (Velocidade do vento aos 850 hPa, ou seja, aos 1500 metros de altitude aproximadamente) – É representado em metros por segundo (m/s) usando manchas de cor. As manchas de cor começam em 15 m/s (a partir de 54 km/h). Assim, este mapa representa em destaque as áreas com ventos fortes aproximadamente a 1500 metros de altitude.
500hPa Geopotential Height (altura geopotencial dos 500 hPa) – A altura geopotencial da superfície de pressão de 500 hPa mostra aproximadamente até que ponto tem de subir na atmosfera até a pressão diminuir para os 500 hPa (ou seja, 500 milibares). Em média, este nível encontra-se a cerca de 5500 metros de altitude, e é muitas vezes utilizado como guia, porque os sistemas meteorológicos abaixo, perto da superfície da Terra, movimentam-se na mesma direcção que os ventos registados aos 500 hPa. Os valores utilizados expressam dezenas de metros (decâmetros), sendo representadas as linhas com 6 decâmetros de intervalo. Os contornos das linhas mostram efectivamente as principais ondas troposféricas que "controlam" o estado do tempo – baixos valores indicam depressões e ciclones na troposfera média, enquanto elevados valores indicam cristas e anticiclones.
850 hPa Temperature (Temperatura aos 850 hPa) – Os tons das cores indicam a temperatura no nível de 850 hPa em graus Célsius (ºC), em bandas de cores com intervalos de 4 ºC. Esta é a temperatura a 1500 metros aproximadamente acima do nível médio do mar. Neste nível, o ciclo diurno (diário) de temperatura é geralmente insignificante. Por conseguinte, a temperatura a 850 hPa pode ser utilizada para indicar zonas frontais (isto é, áreas de grande gradiente de temperatura, onde as isotérmicas estão mais empacotadas entre si), e naturalmente também para distinguir entre massas de ar quente e massas de ar frio. Às vezes a temperatura aos 850 hPa pode ser usada para avaliar aproximadamente a temperatura máxima ao nível do mar adicionando 10 a 15 ºC; para superfícies mais elevadas atribui-se uma temperatura interpolada. No entanto, existem situações em que este método não se aplica, particularmente no inverno.
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Fonte das imagens: ECMWF

sábado, 4 de fevereiro de 2017

6102. PORTUGAL CONTINENTAL: Tempo instável

Imagem de satélite às 22h00
(AirMass)
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Aproximação de uma superfície frontal fria à Península Ibérica, que irá atravessar o território de Portugal Continental a partir da madrugada de Domingo. Assim, o estado do tempo tenderá a agravar-se durante a madrugada e início da manhã de Domingo, com ocorrência de períodos de chuva, passando a regime de aguaceiros, mais intensos e frequentes no norte e centro.
Após a passagem da superfície frontal fria e a entrada de ar frio pós-polar, muito instável, há condições para a ocorrência de trovoadas e granizo; queda de neve nas terras altas, acima dos 800 / 1000 metros de atitude. O vento soprará forte com rajadas, especialmente no litoral oeste e terras altas.

6101. REGIÃO NORTE: Temporal

O norte do território de Portugal Continental está a ser afectado pela passagem de uma superfície frontal fria bastante activa e associada a um centro de baixas pressões centrado no Golfo da Biscaia. A intempérie desloca-se do litoral para o interior, provocando períodos de chuva ou aguaceiros, pontualmente fortes e acompanhados de trovoada.
Novas linhas de instabilidade se formarão sobre o Oceano Atlântico e irão cruzar de novo as regiões do norte de Portugal Continental, pelo que o mau tempo prolongar-se-á ao longo este Sábado.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

6100. Report a Fireball (24.01.2017)

6099. Mau tempo afetou norte do país

video

6098. REGIÃO NORTE: Tempo tempestuoso

Mapa com distribuição da pressão atmosférica às 22h00 (Modelo GFS) – o acentuado gradiente de pressão atmosférica entre o centro de uma profunda depressão centrada a norte da Galiza (em deslocamento para leste) e o sul da Península Ibérica gera ventos muito fortes que giram em torno da depressão (centro de baixas pressões ou ciclone), no sentido contrário ao movimento dos ponteiros do relógio. As rajadas de vento poderão alcançar os 120 – 130 km/h nas terras altas do norte, tem-se já alcançado rajadas na ordem de 160 – 180 km/h na Galiza.

6097. PORTUGAL CONTINENTAL: Agravamento do estado do tempo

Até ao início da manhã de dia 5 de Fevereiro (domingo), o estado do tempo será caracterizado pela passagem sucessiva de sistemas frontais associados a depressões que se deslocam, de oeste para leste, no Atlântico a norte dos Açores.
Esta situação meteorológica irá dar origem a precipitação em todo o território, mais frequente nas regiões Norte e Centro, e que será persistente e por vezes forte nas regiões a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela, em particular no litoral a norte do cabo Mondego. A precipitação será de neve nos pontos mais da Serra da Estrela, descendo temporariamente a cota para os 1300/1500 metros de altitude na região norte durante a noite e manhã. O vento soprará, de oés-sudoeste moderado a forte no litoral, por vezes com rajadas até 100/110 km/h a norte do cabo Mondego e forte a muito forte com rajadas até 120/130 km/h nas terras altas das regiões Norte e Centro, rodando para noroeste a partir da manhã de dia 5 e diminuindo gradualmente de intensidade.
Prevê-se igualmente agitação marítima forte de oés-noroeste em toda a costa ocidental, com 5 a 7 metros de altura significativa e 12 a 14 metros de altura máxima, com tendência a diminuir gradualmente para 4 a 5 metros inicialmente a sul do cabo Raso, e posteriormente a norte do referido cabo a partir do início da manhã de dia 4, sábado.
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Fonte: IPMA

6096. Análise sinóptica e tendência do estado do tempo

Carta Sinóptica de Superfície prevista para hoje,
3 de Fevereiro de 2017_00h00
Fonte: MetOffice
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A situação sinóptica em Portugal Continental e no Arquipélago dos Açores continua a ser condicionada pela formação de centros de baixas pressões no Atlântico que afectam directamente o Arquipélago dos Açores e Portugal Continental.
Assim, após a tempestade Jürgen (nome atribuído pelo Serviço Meteorológico da Universidade de Berlim) que afectou o noroeste da Península Ibérica na noite de Quarta-feira para Quinta-feira, esta noite uma nova tempestade, de nome Kurt, aproxima-se ao noroeste da Península Ibérica e condiciona o estado do tempo em Portugal Continental, especialmente nas regiões do norte e centro.
Para hoje, Sexta-feira, é esperada precipitação em regime de chuva, por vezes forte e acompanhada de trovoada, nas regiões do norte e centro, passando a regime de aguaceiros ao longo do dia. Atenção muito especial ao vento que poderá alcançar, nas terras altas, rajadas na ordem dos 120 km/h.
A agitação marítima mantém-se muito forte, com ondulação superior aos 5 metros ao longo da costa ocidental.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

6095. Sete distritos de Portugal Continental em aviso vermelho

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CopyRight @ RTP Notícias

6094. Comunicação social deplorável

Este blogue não publica fotografias ou vídeos do temporal no mar junto à linha de costa de Portugal Continental, respeitando assim as recomendações das autoridades oficiais; por outro lado deplora e lamenta profundamente a existência de meios de comunicação social que incentivam o envio e a publicação de fotos ou vídeos sobre a intempérie, transgredindo assim as normas de segurança e colocando em perigo de vida bombeiros e pessoal afecto à protecção civil.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

6093. Ciclone Jürgen

Imagem da NASA mostra o olho da tempestade Jürgen hoje a norte do Arquipélago dos Açores, em deslocamento para leste, com uma pressão estimada de 966 hPa no seu centro. As bandas esbranquiçadas à direita na imagem mostram nebulosidade do sistema frontal da tempestade e que afectarão o território de Portugal Continental a partir desta noite, originando precipitação.

6092. AÇORES: Rajada de 128 km/hora fecha escola no Corvo

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) registou esta quarta-feira uma rajada de vento de 128 quilómetros/hora no Corvo, ilha onde a escola está encerrada esta tarde devido ao agravamento do estado do tempo nos Açores. De acordo com a delegação regional dos Açores do IPMA, aquela rajada foi registada às 11:10 locais (mais uma hora em Lisboa).
A Secretaria Regional da Educação e Cultura determinou o encerramento da escola básica e integrada Mouzinho da Silveira dadas as condições meteorológicas na ilha mais pequena do arquipélago, com cerca de 400 habitantes. Também a creche e jardim-de-infância do Corvo foram encerrados, disse à agência Lusa presidente da Câmara do Corvo, José Manuel Silva.
“Como havia a indicação de que o pico do vento era expectável à hora do almoço, quando as crianças saíam da escola e depois regressavam, foi decidido, por motivo de precaução, não haver aulas à tarde”, explicou José Manuel Silva. Pelas 13:30 locais, o autarca adiantou que o vento continuava forte e “todos os meios” de prevenção. “Fizemos o trabalho de casa. Assim que foi emitido o aviso, na terça-feira, retirámos todos os bens móveis da orla costeira, como barcos e contentores. Tudo o que estava e que pudesse ser arremessado foi retirado”, adiantou o presidente da Câmara Municipal, assinalando que “as pessoas fazem a sua vida normal, mas andam menos na rua”.
Já o presidente da Câmara das Lajes das Flores, Luís Maciel, adiantou que os acessos aos portinhos existentes no concelho estão encerrados por precaução e admitiu fechar também uma rua junto à orla costeira na vila caso o mar galgue. "A situação por aqui está calma. Até agora só cortamos o acesso aos portinhos por precaução", referiu Luís Maciel, informando que todos os serviços neste concelho da ilha das Flores estão a funcionar.
O IPMA colocou sete ilhas dos Açores sob aviso vermelho, que corresponde a uma situação meteorológica de risco extremo. O aviso vermelho, o mais grave de uma escala de três, para agitação marítima, com ondas que podem chegar aos 18 metros de altura, vigora para o Corvo e Flores até às 17:00 locais, passando depois a aviso laranja e, posteriormente, a amarelo. Nestas duas ilhas do grupo ocidental, o IPMA tem também um aviso laranja para vento, igualmente até às 17:00, prevendo-se rajadas até 110 kms/h, passando depois para amarelo.
Nas cinco ilhas do grupo central, o aviso vermelho para agitação marítima, com ondas que podem atingir os 16 metros, mantém-se entre as 19:00 e 21:00 locais. Até lá está em vigor um aviso laranja, que vai continuar após o vermelho, sucedendo-lhe um amarelo. As ilhas – Faial, Pico, Graciosa, Terceira e São Jorge – estão também sob aviso amarelo para vento até às 20:00, podendo chegar aos 100 kms/h.
No grupo oriental, Santa Maria e São Miguel, o aviso amarelo para agitação marítima começa às 22:00 e prolonga-se até às 08:00 de quinta-feira. O aviso laranja, o segundo mais grave de uma escala de três, representa uma situação meteorológica de risco moderado a elevado.
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Fonte: TVI24