quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

6539. Passagem da tempestade Ana a norte da Península Ibérica






Durante o dia 10 de Dezembro de 2017 uma depressão com trajecto de oeste para leste no Atlântico Norte, sofre um cavamento rápido no campo da pressão, com um valor máximo de descida de 24 hPa da pressão no seu centro em 12 horas, entre as 12UTC do dia 10 e as 00UTC do dia 11 de Dezembro (Figura 1).

Às 12UTC do dia 10 de Dezembro, a tempestade Ana encontrava-se ligeiramente a nordeste da ilha de S. Miguel, nos Açores, à distância de 870 km de Viana do Castelo, aproximadamente, com cerca de 988 hPa de mínimo de pressão no seu centro. Esta depressão desloca-se rapidamente para leste, cavando, localizando-se a noroeste da Península Ibérica, às 18 UTC, e no Golfo da Biscaia, às 00UTC do dia 11, ambas as posições a cerca de 500 km de Viana do Castelo. Neste trajecto a pressão no centro da depressão desce para 964 hPa, às 00UTC (Figura 1c, d).

A frente fria associada a este sistema depressionário aproximou-se do território do Continente no final da tarde do dia 10, tendo atingindo o norte do território às 21UTC, deslocando-se rapidamente para sueste, atingindo a região de Lisboa por volta das 00UTC do dia 11 e às 03UTC o Algarve.

A imagem do radar de Arouca (Figura 2a) mostra a localização da superfície frontal fria às 23:50 UTC – linha organizada estendendo-se da região de Lisboa até Castelo Branco.

A Figura 2b mostra a precipitação acumulada em 6 h (entre as 21UTC do dia 10 de Dezembro às 03UTC do dia 11 de Dezembro). Verifica-se que as maiores quantidades de precipitação acumulada em seis horas se localizavam nas regiões a norte de Coimbra e no Alto Alentejo com valores entre 20 e 40mm.

Na rede de estações meteorológicas regista-se um aumento significativo da intensidade do vento e de ocorrência de precipitação forte a partir da tarde do dia 10. Abaixo podemos ver os valores máximos de precipitação acumulados em 1h, 3h, 6h e 24 horas nas Estações Meteorológicas da Rede do IPMA.  

Valores máximos de precipitação (mm) em 10/12/17

Estação de Arouca (1H) – 22,1 mm;

Estação V.N. Cerveira (3h) – 43,9 mm;

Estação Luzim (6h) – 73,1 mm;

Estação Cabril (24h) – 145,3 mm.

Os valores mais elevados do vento médio registaram nas terras altas e no litoral oeste, onde foram superiores a 60 km/h. Os valores mais elevados da rajada foram também atingidos nestas regiões, registando-se valores da rajada máxima superiores a 110 km/h em vários locais nomeadamente: Mogadouro 129,2 km/h, Guarda 129 km/h, Penhas douradas 121 km/h, Moimenta da Beira 119,5 Km/h, Cabo Carvoeiro 112,3 km/h, Fóia 105,1 km/h e o valor máximo de 144, 4 km/h no Cabo da Roca.

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Fonte: IPMA

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

6538. Estradas da Serra da Estrela reabertas ao trânsito

As estradas da Serra da Estrela, que estavam encerradas ao trânsito desde domingo à noite devido à neve, foram todas reabertas esta terça-feira de manhã, disse à agência Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro de Castelo Branco. Segundo a fonte, as "estradas estão todas transitáveis e sem qualquer constrangimento", pelo que já se pode chegar ao topo da montanha.
Segundo referiu, os troços Lagoa Comprida/Loriga e Lagoa Comprida /Sabugueiro foram reabertos às 10h10, enquanto os troços Piornos/Torre e Torre/Lagoa Comprida reabriram às 10h50. O Instituto do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê para hoje "céu pouco nublado ou limpo, com ocorrência de aguaceiros fracos e dispersos, e aumentando temporariamente de nebulosidade no interior a norte da Serra da Estrela durante a tarde".
A Estância de Esqui da Serra da Estrela começa a funcionar hoje com a abertura de duas pistas, disse à agência Lusa o director-geral do empreendimento: "Depois da neve que caiu no domingo e ontem [segunda-feira], estamos em condições de abrir imediatamente e de começarmos a receber os primeiros clientes desta época", afirmou. Segundo especificou, a Estância de Esqui também já está a produzir neve de cultura com o objectivo de ter ainda mais neve e facilitar a prática do esqui.
As pistas do Covão e do Cântaro serão as primeiras a entrar em funcionamento, sendo que as restantes serão abertas à medida que for nevando e que a quota de neve o permita. Este responsável anunciou ainda que a estância estabeleceu uma parceria com o 'site' da internet "Blueticket", que passa a proporcionar a venda on-line de "forfaits" para facilitar e agilizar a aquisição dos mesmos, acabando assim com as filas no local.
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6537. PORTUGAL CONTINENTAL: Precipitação acumulada 11_12_2017

Fonte: IPMA
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V. N. Cerveira (Aeródromo) - 24,3 mm

domingo, 10 de dezembro de 2017

6535. TEMPESTADE ANA: Progressão do temporal de norte para sul





6534. Tempestade Ana afeta Portugal Continental

A tempestade Ana irá formar-se a noroeste da Península Ibérica durante este domingo, 10 de Dezembro de 2017, embebida numa região depressionária complexa já existente e que se estende até à Escandinávia. A tempestade Ana localizar-se-á sobre o Golfo da Biscaia às 00UTC de 2ªfeira, 11 de Dezembro de 2017, com uma pressão atmosférica mínima prevista de cerca de 966 hPa e resultando de um processo de cavamento intenso, designado por ciclogénese explosiva. O território de Portugal Continental irá assim começar a ser afectado já a partir da manhã deste domingo, sendo o período mais crítico, o final da tarde de domingo e a madrugada de 2ªfeira, com impactos expectáveis devido a ventos fortes, precipitação intensa, queda de neve e forte agitação marítima.
Em particular, o vento irá intensificar durante a tarde de dia 10, tornando-se forte de sudoeste, com rajadas até 110 km/h a partir do final do dia, podendo chegar a 130 km/h nas terras altas do Norte e Centro até ao início da manhã de dia 11, e não se poderá excluir um evento ocasional de vento extremo, em particular no litoral oeste, onde as rajadas poderão ser superiores aos níveis de aviso emitidos.
Prevê-se precipitação por vezes forte a partir do meio da tarde de dia 10, sendo persistente na região Norte, em particular no Minho e Douro Litoral, e na noite de dia 10 para 11, os valores acumulados em 12 horas deverão variar entre 60 a 90 mm na região Norte, podendo chegar a 120 mm no Minho. No entanto, em qualquer local do território, poderá chover intensamente numa hora, com valores acumulados de 10/20 mm ou mesmo 20/30 mm.
Prevê-se ainda no dia 11, queda de neve nas terras altas das regiões Norte e Centro, acima de 800/1000 metros, com uma espessura de neve no solo superior a 5 cm em alguns locais, associada à descida de temperatura, que será muito significativa.
Prevê-se também um aumento da altura significativa das ondas a partir de dia 10, com valores entre 5 e 6 metros, podendo chegar a 10 metros de altura máxima.
Estão emitidos para os dias 10 e 11, aviso VERMELHO de rajada para as terras altas das regiões Norte e Centro e avisos LARANJA relativos a vento, precipitação, neve e agitação marítima.
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Fonte: IPMA

6533. Tempestade Ana

Carta Sinóptica de Superfície prevista para
Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2017_00h00
Fonte: MetOffice
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Carta sinóptica prevista para as zero horas de Segunda-feira, com o centro da tempestade Ana deslocando-se para noroeste pelo Golfo da Biscaia.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

6532. Nordeste transmontano



Serra do Larouco
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Imagens desta semana no nordeste transmontano, com as temperaturas a descer até aos 7/8 graus negativos… Falta a neve mas há a formação de geada generalizada e sincelo (formado pelo nevoeiro com temperaturas inferiores a zero graus Celsius).

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

6531. Terça-feira, 5 de Dezembro (07h00)



Algumas temperaturas às 07h00
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Aeroporto de Santa Maria (Açores): 19,8 ºC
Cabo Carvoeiro: 9,0 ºC
Sagres: 8,9 ºC
Faro (Aeroporto): 8,4 ºC
Cabo Raso: 7,9 ºC
Aveiro (Universidade): 7,8 ºC
Sines: 7,0 ºC
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V. N. Cerveira (Aeródromo): - 2,6 ºC
Aljezur: - 3,2 ºC
Lamas de Mouro (P. Ribeiro): - 3,3 ºC
Miranda do Douro: - 4,3 ºC
Chaves (Aeródromo): - 5,3 ºC
Mirandela: - 5,4 ºC
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Fonte: IPMA

domingo, 3 de dezembro de 2017

6529. Presidente do IPMA diz que cidadãos não estão preparados para catástrofes

O presidente do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) disse este sábado que as condições meteorológicas registadas durante os grandes incêndios de Junho e Outubro "testaram até ao limite" os sistemas de protecção civil.
"Vivemos este ano condições realmente excepcionais e isso tem de ser compreendido. Quer dizer que [essas condições] testaram até ao limite os sistemas que temos, até de protecção civil, [que]esticaram até ao limite", afirmou Miguel Miranda. Com base nos valores conhecidos de temperaturas atingidas e distâncias de projecções de material, "existe a sensação que este verão vimos as portas do inferno", salientou.
Em entrevista à agência Lusa, o responsável pelo IPMA realçou que "os sistemas começaram a mostrar que não eram capazes de ir mais além" perante as condições vividas em Portugal em Junho e Outubro, quando os incêndios provocaram mais de 100 mortos e destruíram milhares de hectares de floresta, casas e empresas. O presidente do IPMA defendeu a necessidade de ultrapassar a rigidez da actual forma de comunicar em casos de catástrofes e conseguir chegar rapidamente a todos os cidadãos, mesmo aqueles que estão mais isolados.
"O circuito de informação é ainda muito rígido", das instituições nacionais na área da protecção civil para as instituições locais, e para responder a essa situação o IPMA tem principalmente desenvolvido os serviços 'online'. "Praticamente toda a gente pode ter acesso directo aos nossos serviços de forma gratuita e simples, sem ter de passar necessariamente pela nossa página e já há muita gente a faze-lo", avançou. No entanto, reconheceu as dificuldades em chegar a quem não tem acesso a estes serviços. "Não temos uma estratégia muito compreensível para chegar a essas pessoas", admitiu. Em acontecimentos de desenvolvimento muito rápido, como uma catástrofe, é difícil gerir a situação e, "na verdade, ainda não temos meios muito simples de o fazer", ou seja, de chegar a toda a população, acrescentou, apontando como exemplo o conhecimento da localização de cada cidadão pelos consulados portugueses em países estrangeiros.
De acordo com o especialista, existe uma componente local, nos concelhos e freguesias, que também deverá ter um tratamento diferenciado, o que "tem sido discutido muitas vezes", sem ainda haver uma solução mais favorável. "Para nós é claro que a informação tem de chegar muito depressa a quem está no terreno", insistiu.
Os cidadãos também não estão sensibilizados para os procedimentos a ter em caso de catástrofe. Para a necessária alteração dos comportamentos, na opinião de Miguel Miranda, "as estruturas mais eficazes de actuação são as escolas" e deu o exemplo do Japão, país com experiência em lidar com desastres naturais. "As comunidades, quer sejam escolares ou não escolares, vão ter de ser colocadas no sistema de uma forma mais activa do que são neste momento, vão ter de compreender a informação mais depressa e saber o que fazer", disse.
No caso de Portugal, para saber o que fazer há que "treinar na inexistência de catástrofe e isso vai um bocadinho contra a tradição cultural nacional", realçou o presidente do IPMA. "Somos aquele país em que, quando há um exercício de incêndio, as pessoas esperam que o barulho acabe". Sempre houve mudanças do clima no sentido lato do termo, quando as mudanças são lentas, os povos conseguem adaptar-se migrando, e as práticas culturais são alteradas de forma contínua.
"O que estamos a observar agora que é diferente é a mudança mais rápida que a sequência de gerações e a família é apanhada numa altura em que já está numa fase avançada da vida e que as condições ambientais que a cercam estão a ser rapidamente alteradas", descreveu. O responsável também referiu que, com as novas condições climatéricas, serão necessárias novas redes de transmissão de informação, de dados, que "sejam muito resilientes aos fenómenos meteorológicos e geofísicos extremos". "Não podemos provavelmente gerir muito facilmente uma situação em que estamos muito dependentes da rede que arde, do cabo de electricidade que cai e da pessoa que fica isolada e ninguém sabe onde está", alertou. Por isso, a resiliência dos meios de transmissão de informação "vai ser também uma das questões muito discutidas nos próximos tempos, vai ser preciso assegurar que, mesmo na ocorrência de um incêndio de grandes proporções, a comunicação entre as pessoas é mantida".
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sábado, 2 de dezembro de 2017

6528. Sábado, 2 de Dezembro (07h00)



Algumas temperaturas às 07h00
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Faro (Aeroporto): 8,6 ºC
Cabo Carvoeiro: 7,8 ºC
Cabo Raso: 7,8 ºC
Almada (P. Rainha): 7,6 ºC
Lisboa (Geofísico): 7,2 ºC
Tapada da Ajuda (Lisboa): 6,3 ºC
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Cabeceiras de Basto: - 3,3 ºC
Bragança: - 3,8 ºC
Macedo de Cavaleiros (Bagueixe): - 4,3 ºC
Chaves (Aeródromo): - 5,2 ºC
Mirandela: - 5,3 ºC
Miranda do Douro: - 7,1 ºC
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Fonte: IPMA

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

6527. Sexta-feira, 1 de Dezembro (07h00)



Algumas temperaturas às 07h00
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Ilhas Selvagens (Madeira): 19,5 ºC
Cabo Carvoeiro: 12,1 ºC
Lisboa (Geofísico): 9,2 ºC
Cabo Raso: 8,9 ºC
Amadora: 8,8 ºC
Almada (P. Rainha): 8,2 ºC
Lisboa (G. Coutinho): 8,0 ºC
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Alcobaça: - 1,9 ºC
Avis (Benavila): - 1,9 ºC
Mirandela: - 2,1 ºC
Portel (Oriola): - 2,1 ºC
Coruche: - 2,3 ºC
Aljezur: - 3,3 ºC
Miranda do Douro: - 3,4 ºC
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Fonte: IPMA

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

6526. Quinta-feira, 30 de Novembro (07h00)



Algumas temperaturas às 07h00
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Ilhas Selvagens (Madeira): 19,7 ºC
Cabo Carvoeiro: 10,4 ºC
Sagres: 9,5 ºC
Lisboa (Geofísico): 8,8 ºC
Barreiro (Lavradio): 8,7 ºC
Lisboa (G. Coutinho): 8,3 ºC
Amadora: 8,0 ºC
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Macedo de Cavaleiros (Bagueixe): - 2,7 ºC
Penhas Douradas: - 3,0 ºC
Chaves (Aeródromo): - 4,3 ºC
Bragança: - 4,6 ºC
Mirandela: - 4,7 ºC
Miranda do Douro: - 4,9 ºC
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Fonte: IPMA

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

6525. PORTUGAL CONTINENTAL: Intrusão de massa de ar de origem árctica



O estado do tempo em Portugal Continental está condicionado, a partir de hoje, pela presença de um anticiclone no Oceano Atlântico e baixas pressões no interior da Europa; esta configuração sinóptica origina uma corrente de norte sobre a Península Ibérica, procedente do Árctico.
Assim, toda a Península Ibérica passa a estar sob a influência da intrusão de uma massa de ar árctica derivada, com trajecto marítimo; no entanto, os sistemas montanhosos do norte da Península retêm quase toda a nebulosidade e precipitação. Para Portugal Continental prevê-se, para os próximos dias, o predomínio do céu pouco nublado ou limpo, com vento fraco a moderado do quadrante norte e acentuado arrefecimento nocturno e formação de geada, particularmente nas regiões abrigadas do interior. Existe ainda a possibilidade de aumento temporário de nebulosidade no interior das regiões norte e centro, onde pontualmente possa ocorrer precipitação fraca. Espera-se também uma progressiva descida de temperatura do ar.
Esta situação sinóptica tenderá a permanecer até ao fim de semana.

6524. Chuva intensa provocou 21 inundações no distrito de Beja

A chuva forte que caiu na noite desta terça-feira no distrito de Beja provocou 21 inundações em vários concelhos, tendo a mais grave ocorrido numa escola em Ferreira do Alentejo.
Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Beja indicou à agência Lusa que a Escola E/B, 2/3 José Gomes Ferreira, em Ferreira do Alentejo, sofreu danos em salas, corredores e no quadro eléctrico, devido à inundação, e vai encerrar na quarta-feira, "por precaução e segurança". O presidente da Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo, Luís Pita Ameixa, afirmou à agência Lusa que a escola E/B, 2/3 José Gomes Ferreira vai estar encerrada na quarta-feira devido a inundações causadas por "uma forte chuvada" que afectou o concelho. "A situação mais grave foi na escola, tendo afectado salas de aula, o pavilhão, a sala de professores e a parte eléctrica. Não há condições para haver aulas na quarta-feira e vamos agora avaliar todos os danos causados", afirmou.
O autarca referiu que foram efectuadas obras recentemente na escola, nomeadamente na zona do pavilhão, onde também houve inundações, e que vai analisar a ocorrência. "Foram feitas obras há pouco tempo na escola, como no caso do pavilhão, mas penso que estas ocorreram no piso. Não foi no meu mandato, mas vou analisar toda a situação e encontrar soluções", explicou. Um funcionário da escola José Gomes Ferreira disse à agência Lusa que a água penetrou em várias salas do edifício central, atingindo os espaços de aulas, de professores, biblioteca e reprografia, bem como no pavilhão gimnodesportivo, alagando o chão. "Entrou muita água, que alagou as salas e destruiu tectos falsos. Os quadros eléctricos, que não estavam vedados, jorravam água, uma coisa incompreensível", disse a mesma fonte.
A fonte, que pediu para não ser identificada no texto, disse que o pavilhão desportivo foi alvo de obras "há pouco tempo", para colocação de um piso que custou "milhares de euros", mas que o telhado não foi arranjado e que agora ficou tudo alagado. Os estragos no edifício central afectaram também livros, computadores e pastas, para além do mobiliário. Apesar de a escola não receber quarta-feira alunos, os professores e funcionários foram convocados para trabalhar.
A chuva forte causou também problemas em vários pontos do concelho, com habitações e ruas afectadas. "Não tenho o retrato ainda completo, mas ocorreram vários casos de pequenas inundações em habitações e em ruas. Sei que houve vários problemas", acrescentou. Na rede social Facebook, o município de Ferreira do Alentejo informou a população do encerramento da escola e dos problemas que estavam a ocorrer. "Devido aos períodos de chuva forte que têm estado a cair na vila de Ferreira do Alentejo, desde as 17h45, avisa-se toda a população que deve evitar circular nas ruas quer a pé quer de automóvel, face à grande quantidade de água existente no pavimento. Deverá ter especial atenção aos sumidouros, algerozes e esgotos, chamando os bombeiros e a Protecção Civil em caso de inundações ou entupimentos", escreveu o município.
Segundo a fonte do CDOS de Beja, os concelhos de Beja e de Ferreira do Alentejo foram os mais afectados com as inundações registadas até cerca das 23h00, em habitações, vias públicas e estradas.
Na zona de Beja foram registadas nove inundações, em Ferreira do Alentejo sete, tendo as restantes ocorrido nos concelhos de Serpa, Moura, Barrancos e Odemira.
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Fonte: PÚBLICO

6523. TERÇA-FEIRA, 28 de Novembro: Descargas eléctricas atmosféricas


segunda-feira, 27 de novembro de 2017

6519. O "Antes e Depois" dos fogos de 2017 em Portugal



Compilação de imagens de satélite de alta-resolução (10m/pixel) dos fogos que ocorreram em Portugal em 2017: são centenas de imagens a cores, muito detalhadas, do "Antes e Depois" dos incêndios (mostram a mesma zona lado a lado, antes e depois do incêndio). As imagens ajudam a perceber a verdadeira dimensão dos fogos e o seu impacto nas populações. É preciso ver o que se passou para perceber, decidir, ajudar.
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Tecle sobre a imagem para ver
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http://fogos2017.blogspot.pt/
Fonte: Fogos 2017

 

domingo, 26 de novembro de 2017

6518. AÇORES (Grupo Oriental)/MADEIRA: Instabilidade moderada




Fonte: WunderMap
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Um centro de baixas pressões centrado entre o Arquipélago dos Açores e o Arquipélago da Madeira condiciona o estado do tempo em ambas as regiões. As linhas de instabilidade fazem uma trajectória em torno do centro de baixas pressões, afectando inicialmente o Arquipélago da Madeira e dirigindo-se posteriormente para o Grupo Oriental do Arquipélago dos Açores.
Assim, no Arquipélago da Madeira e no Grupo Oriental predomina tempo instável, com períodos de céu muito nublado e a ocorrência de aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados por trovoadas.

sábado, 25 de novembro de 2017

6517. Lisboa tem novo sistema de alerta de tsunamis

A ministra do Mar considerou que o novo sistema de alerta precoce de tsunamis instalado hoje em Lisboa representa um acréscimo de segurança para a população com um custo de "apenas um milhão de euros".
"É um investimento de apenas um milhão de euros. E digo 'apenas' porque às vezes fala-se de investimentos de muitos milhões de euros que, porventura, não têm um valor acrescentado para a nossa segurança como este milhão. Este milhão permite tão simplesmente que Portugal integre a rede internacional de alerta precoce de tsunamis", disse Ana Paula Vitorino na inauguração do novo sistema, no Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). A ministra explicou que a população portuguesa também ficará mais informada sobre os eventuais acontecimentos deste tipo que venham a ser detectados, mas que o equipamento serve, sobretudo, para melhorar a coordenação e antecipação com a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC).
“O centro precoce de tsunamis insere-se nesse esforço (de coordenação entre o IPMA e a ANPC). Portugal tem de estar no centro do melhor das redes científicas globais", já que "os tsunamis não são uma realidade distante e exótica", disse, por seu lado, o ministro da Administração Interna (MAI). Eduardo Cabrita recordou que "o terramoto de 1755 [em Lisboa] esteve associado a um dos maiores tsunamis de que há registo" e que este "sistema de alerta precoce [que Portugal agora integra] foi lançado – com a participação da UNESCO – na sequência do tsunami de 2004 que afectou a Indonésia e outras regiões da Ásia".
No decorrer da cerimónia, para assinalar os dois anos de governação do actual executivo, a ministra do Mar e o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, visitaram o Instituto, cortaram a fita de inauguração do novo equipamento e descerraram uma placa alusiva ao projecto.
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Fonte: DN

6516. O complexo de incêndios de Pedrógão Grande e concelhos limítrofes, iniciado a 17 de junho de 2017 – Extrato do capítulo 6 de acordo com a deliberação da Comissão Nacional de Proteção de Dados n.º 1572/2017, de 21 de novembro

O complexo de incêndios de Pedrógão Grande e concelhos limítrofes, iniciado a 17 de junho de 2017 – Extrato... by saudeoralPT on Scribd

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

6515. PEDRÓGÃO GRANDE: Governo divulga partes do capítulo 6 do relatório sobre os incêndios

O governo divulgou, esta sexta-feira, alguns pontos do capítulo 6 do relatório sobre os incêndios de Pedrógão Grande, que fazem uma análise detalhada a casos de sobrevivência, a vítimas mortais encontradas e a problemas nas comunicações. Os pontos em causa no relatório elaborado pelo Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da Universidade de Coimbra, analisam várias situações, entre elas casos de sobrevivência por as pessoas terem permanecido em casa ou em tanques de água, alguns feridos que foram socorridos, as pessoas que foram encontradas já sem vida, mas salvaguardam a identidade dos envolvidos, bem como alguns dos locais onde ocorreram as situações.
A Comissão Nacional de Protecção Dados (CNPD) vetou a publicação integral do capítulo 6 do relatório elaborado por Domingos Xavier Viegas sobre os incêndios de Pedrógão Grande, permitindo apenas que os familiares das vítimas tenham acesso à informação. Apesar do veto, a Comissão Nacional de Protecção Dados autorizou a publicação de alguns pontos do capítulo 6, desde que previamente sejam colocados no anonimato "alguns elementos que podem permitir indirectamente a identificação dos intervenientes" e que "cada um dos intervenientes der o consentimento".
Os pontos divulgados esta sexta-feira começam por analisar alguns casos de sobrevivência de pessoas que conseguiram escapar ao refugiar-se em tanques de água ou piscinas, como o caso de 11 pessoas que entraram num tanque em Nodeirinho. O relatório analisa também casos de pessoas que permaneceram em casa e acabaram por sobreviver, mas também os motivos que levaram muitas a abandonarem as suas habitações.
O documento salienta ainda o testemunho de um dos primeiros bombeiros a sair para o incêndio, com uma análise detalhada do seu percurso e do que foi encontrando, tendo recolhido alguns feridos pelo caminho. Esta pessoa fez um dos primeiros pedidos de socorro registados pela fita do tempo, cerca das 19:25.
É também revelado o percurso de um elemento que saiu para o local a pedido do Comandante Nacional para fazer o reconhecimento do perímetro do incêndio de Pedrógão Grande, acompanhado por elementos da Força Especial de Bombeiros, a 17 de Junho, que descreve que encontrou "uma criança caída no chão" perto do Outão. "A criança estava inconsciente e tinha queimaduras na parte posterior do braço e nas pernas também. Estava de calções, 't-shirt' e sandálias", refere o documento, acrescentando que havia fogo de ambos os lados da estrada. Depois de socorreram a criança e uns idosos numa fase seguinte, a equipa foi informada de que haveria problemas na estrada 236-1.
"Deixaram o carro parado porque havia um pinheiro caído, junto ao tronco encontraram um cadáver. Aqui começa todo o procedimento de levantamento dos corpos que iam vendo. Foram à procura nos veículos todos, nalguns foi possível identificar cadáveres, muitos dentro dos veículos (a maior parte)", acrescenta o relatório. Nesse troço fizeram a identificação de "19 ou 20 corpos" e fizeram essa comunicação.
"Uma vez que não conseguiram falar directamente com o PCO – Posto de Comando Operacional – (não tinha rede telemóvel e o SIRESP também não permitia fazer isso) fizeram essa comunicação para Lisboa, via rádio. Trocaram de canal, ligaram o canal nacional e passaram essa informação para o Comando Nacional, quem estivesse via rádio naquele canal ouviria a conversa", salienta o relatório. A informação referia que foram detectadas 19 vítimas mortais nesse troço, mas que "o número seria superior".
Ao longo do percurso que os bombeiros continuaram a efectuar, que decorreu até à manhã do dia 18, foram encontrando outras vítimas mortais, explicando que deixaram "os corpos tapados" e identificaram "as coordenadas geográficas".
Os pontos hoje divulgados do relatório terminam com o caso de um homem que socorreu pessoas e acabou por voltar ao lugar de Adega, informando a GNR que sabia que ainda lá estavam mais pessoas feridas. "Os agentes deixaram-no prosseguir, por sua conta e risco", frisa o documento, referindo que o homem conseguiu recolher mais pessoas para serem socorridas.
Em 17 de Junho e durante vários dias, fogos florestais devastaram extensas áreas, sobretudo em Pedrógão Grande, provocando 64 vítimas mortais e mais de 200 feridos, além de elevados prejuízos materiais.
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6514. ARQUIPÉLAGO DA MADEIRA: Instabilidade c/ forte precipitação

Fonte: IPMA

6513. ARQUIPÉLAGO DA MADEIRA: Radar meteorológico em funcionamento

O radar meteorológico que desde o passado mês de Abril está a ser instalado no Pico Espigão, no Porto Santo, está já em fase de conclusão e, à partida, estará em funcionamento no final deste mês, inicialmente num período experimental, mas “que se espera que seja relativamente curto”.
Ao DIÁRIO, o director do Observatório Meteorológico do Funchal adiantou que o radar abrange o Arquipélago da Madeira e toda a área circular com um raio de 300 km, centrado na Ilha Dourada. Victor Prior explicou que dentro desta mesma área é possível acompanhar remotamente as zonas onde ocorre precipitação, sabendo-se tanto a quantidade da precipitação envolvida, a sua intensidade e a trajectória dos sistemas nebulosos que, por vezes, carregam grandes quantidades de água, no estado líquido e/ou sólido.
“Aquilo que vamos ter para vigilância meteorológica são imagens de 10 em 10 minutos, numa escala de cores. A partir daí conseguimos saber para onde a precipitação se dirige, a quantidade e a intensidade”, referiu.
Victor Prior salientou ainda que o radar não vai emitir directamente um sistema de avisos e alertas para as pessoas mas afirmou que esta informação vai ajudar na emissão de avisos, no tempo e na sua magnitude, após ser devidamente avaliada pela equipa de meteorologista que estará a fazer a vigilância do estado do tempo na Madeira.
Questionado sobre se esta é também uma forma de se tentar evitar tragédias como a intempérie do 20 de Fevereiro, o director do Observatório Meteorológico do Funchal revelou que “embora o radar já estivesse previsto antes do 20 de Fevereiro, isso veio desencadear a instalação do mesmo de uma forma mais rápida e, portanto, o que se quer é que em situações extremas o Serviço Regional de Protecção Civil seja devidamente informado algumas horas antes”.
Recorde-se que o contrato com a empresa que está a instalar o radar teve início em meados de Novembro do ano passado. Os trabalhos no Porto Santo começaram em Abril deste ano, porque grande parte do trabalho foi feito em fábrica, e, no fim de Agosto, iniciaram-se os trabalhos relativos a infra-estruturas e construção civil.
No início de Setembro foi instalada a torre e em Outubro o equipamento relativo ao radar propriamente dito. Neste momento estão a ser concluídos os trabalhos relativos às telecomunicações e a todos os sistemas técnicos, em particular no que diz respeito à parte electrónica do sistema.
Andreína Ferreira
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Fonte (texto e imagem): dnoticias.pt

6512. PORTUGAL CONTINENTAL: Precipitação acumulada (23.11.2017)

(Tecle sobre a imagem)
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Fonte: IPMA

6511. Imagem de Satélite às 14h45 (17.Junho.2017)

Fonte: NASA

terça-feira, 21 de novembro de 2017

6507. Terça-feira, 21 de Novembro (15h00)

Imagem de Satélite às 15h30
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Fonte: SAT24
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Algumas temperaturas às 15h00
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Porto Moniz (Madeira): 24,8 ºC
Alvalade: 24,4 ºC
Castro Verde (N. Corvo): 24,4 ºC
Lousã (Aeródromo): 24,3 ºC
Mora: 23,6 ºC
Coruche: 23,6 ºC
Alcácer do Sal (Barrosinha): 23,6 ºC
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Moncorvo: 15,4 ºC
Foía: 15,2 ºC
Mirandela: 15,0 ºC
Guarda: 14,4 ºC
Montalegre: 14,3 ºC
Penhas Douradas: 12,3 ºC
Areeiro (Madeira): 7,8 ºC
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Fonte: IPMA