sexta-feira, 23 de setembro de 2016

5913. A Lua (por cima do castelo de Sesimbra)

CopyRight @ Miguel Claro

5912. PORTUGAL: Tendência climática para o 4º trimestre de 2016

Tome nota: Esta é uma previsão sujeita a uma elevada margem de erro; apenas e só deve ser vista como uma linha de tendência geral, tendo em conta o que tem sucedido nos últimos anos.
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4º TRIMESTRE DE 2016
Probabilidade em percentagem
(relativamente aos valores normais)
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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

5911. Os incêndios de Agosto (Madeira)

Os satélites da NASA começaram a detectar um grande número de incêndios na ilha da Madeira no dia 8 de Agosto de 2016. Nos dias seguintes, os incêndios espalharam-se rapidamente e a quantidade de fumaça aumentou dramaticamente. Até ao dia 12 de Agosto, os incêndios foram quase extintos, mas eles deixaram grandes extensões de floresta carbonizada trás.
Quando o Operational Land Imager (OLI) do satélite Landsat 8 capturou esta imagem da Madeira no dia 11 de Agosto, 2016, um grande incêndio no lado ocidental da ilha ainda estava a arder. A cicatriz do incêndio estende-se para sudeste, em direcção dos arredores do Funchal, a maior cidade da Madeira.
A imagem de cores falsas combina o infravermelho de ondas curtas, infravermelho próximo e luz azul (OLI bandas 7-5-2). Com esta combinação, as áreas queimadas aparecem marrom. Os pontos quentes estão associados aos incêndios activos (vermelho). Cerca de 3.200 hectares (12 milhas quadradas) foram queimados durante os incêndios.
O fogo perto do Funchal matou três pessoas, destruiu mais de 150 casas e obrigou à evacuação de mais de 1.000 pessoas, segundo informações da imprensa. Uma onda de calor ajudou a alimentar o fogo, provocado por acção humana.
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5910. ESCLARECIMENTO (Participação no Fórum MeteoPT)

A participação tida no FórumMeteoPT pelo autor do presente blogue vincou-se sempre pela verdade científica, procurando ser sempre esclarecedor e apontar exemplos concretos sobre assuntos de carácter meteorológicos que sustentassem dúvidas. Muitas vezes teve trabalhosamente de desmontar incorrecções meteorológicas e climáticas, fazendo recurso de conhecimentos científicos e dos dados disponibilizados pelos organismos oficiais.
Tentou-se corrigir inverdades na interpretação cartográfica, procurou-se os dados onde eles existem realmente e expôs-se os assuntos de forma correcta e o mais explícito possível.
O surgimento de troll (pessoas sem habilidade para reconhecer outros pontos de vista, ignorando frequentemente o conhecimento científico e fazendo recurso muitas vezes a opções meramente pessoais ou associadas à religião) foi um facto que levantou atritos absolutamente desnecessários e que jamais se poderiam aceitar ou tolerar por quem deveria ter tido essa obrigação, que infelizmente passou imune durante vários meses no Fórum MeteoPT.
Na medida do possível refutou-se toda e qualquer insinuação em que se tentou denegrir quem procurou única e exclusivamente a verdade científica.
Finalmente, tentou-se imputar publicamente, de forma escandalosa, enviusada e deplorável, que se estava mais interessado em continuar a alimentara confusão do que resolver o problema, quando pelo contrário e em numerosas vezes foi denunciado e chamada a atenção para o que se estava a passar.
Não compete ao autor do Blogue pronunciar julgamentos em causa própria mas fica o esclarecimento.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

5909. O clima já está a mudar a nossa vida

Da agricultura ao turismo, da saúde às pescas, das cidades às praias, as consequências do aquecimento global são transversais à sociedade. Nada será como dantes. Pior: hoje, já nada é como dantes. Menos chuva, mas mais períodos de precipitação extrema. Subida da temperatura de meio grau por década. Ondas de calor mais frequentes e longas. Secas intensas e prolongadas. Doenças tropicais. "Sim", pensa o leitor. "A lengalenga de sempre. Já sei que as alterações climáticas vão afectar o País. Mas estou mais preocupado com o jantar de hoje."
Um pormenor: estas não são previsões para o clima daqui a cem anos, nem 50, nem 20. Não são previsões, são uma observação. É o presente. Nas últimas décadas, o clima tem mudado, e em Portugal essas mudanças são particularmente profundas. O tempo hoje não é o mesmo que em 1980. A chuva cai mais concentrada, provocando inundações cada vez mais frequentes e destruidoras, como as que provocaram o caos por todo o País neste Outono. De ano para ano, muitas praias tornam-se mais magras, devido à subida do nível do mar, à erosão e às violentas tempestades invernais. As secas começam a tornar-se tão comuns que alguns agricultores estão a mudar de culturas. As seguradoras já levam em consideração os estudos sobre alterações climáticas nas cartas de risco. Os verões com temperaturas que antigamente seriam normais são hoje considerados frios. E quanto a doenças tropicais, a Madeira passou, há dois anos, por um surto de dengue que infectou mais de duas mil pessoas. O Algarve, dizem os especialistas, será a próxima paragem do mosquito.
"A temperatura média global já aumentou 0,85º C desde o período pré-industrial. Em Portugal, esse aumento é ainda superior", explica Filipe Duarte Santos, coordenador dos maiores estudos nacionais sobre alterações climáticas. "Por causa disso, tendem a aumentar a frequência e a intensidade de fenómenos extremos, como precipitação elevada em períodos curtos, secas, ondas de calor. Tudo está a ser afectado por um clima em mudança."
O aquecimento é irreversível. Mas isso não significa que se desista de tentar mitigar os seus efeitos. É essa a razão para a 20.ª Conferência das Partes, das Nações Unidas, que decorre esta semana em Lima, no Peru: negociar a redução de emissões para que no encontro do próximo ano, em Paris, se possa assinar um acordo entre os chefes de Estado, limitando o aumento de temperatura a 2º C. Mas a adaptação – consciente ou inconsciente – aos novos tempos já começou.
As provas de que o clima está diferente são indesmentíveis. Fátima Espírito Santo, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), enuncia os dados registados nas últimas décadas. "Desde meados dos anos 70, a temperatura média subiu em Portugal Continental a uma taxa de cerca de 0,3º C por década; dos dez anos mais quentes, sete ocorreram depois de 1990, sendo 1997 o mais quente; aumento na intensidade e duração das ondas de calor; os três anos mais secos desde 1931 são do século XXI; há um decréscimo da precipitação anual; cinco dos dez anos mais secos ocorreram depois do ano 2000." A tendência vai manter-se, continua a climatologista. "Em 2040, a temperatura média anual deverá subir de 0,5º C a 1º C? e a precipitação anual diminuirá cerca de 15 por cento."
"Os estudos mostram que nos últimos 30 anos os padrões do clima estão muito diferentes", reforça José Paulino, da Agência Portuguesa do Ambiente e um dos autores da Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas (ENAAC). As mudanças são tantas e tão transversais que lhe é difícil escolher uma área mais vulnerável. "Agricultura, florestas, biodiversidade, zonas costeiras... Mas também a indústria, dependente de matérias-primas que podem ser afectadas [pelas alterações climáticas], o ordenamento do território, o turismo e os recursos hídricos. Pouco a pouco, as pessoas apercebem-se que toda a sociedade está a ser afectada."
Culturas substituídas – O sector dos seguros, pela natureza do próprio negócio, é dos mais atentos a esta evolução. "Há muito que envolvemos as alterações climáticas no leque de preocupações estruturais a monitorar, estudar e gerir", adianta Miguel Guimarães, da direcção da Associação Portuguesa de Seguradores. "É evidente que eventos da Natureza com consequências severas têm ocorrido em Portugal com maior frequência e gravidade. Sobretudo as inundações e as tempestades, na última década, como o comprovam os danos registados." Actualmente, muitas análises de risco já pesam os efeitos das mudanças do clima, influenciando as próprias tarifas. Ou seja, os seguros – multirriscos, coberturas extra de automóveis, agrícolas e de vida – tendem a ser cada vez mais caros. E esta é apenas uma gota na torrente de transformações em curso.
Sem surpresa, a agricultura é outra área em mutação. Todos os cenários antevêem um clima mais seco, com implicações claras em algumas das principais culturas portuguesas, até ao final do século. Segundo o último relatório SIAM (Scenarios, Impacts and Adaptation Measures, coordenado por Filipe Duarte Santos), a espécie mais afectada será o arroz, com perdas de produção médias, para o País, entre 55 e 70% (no Alentejo, as perdas podem chegar aos 91 por cento). Segue-se o milho, com quebras de 11 a 26%, e o trigo, de 6 a 22 por cento. Das culturas estudadas, a pastagem é a única que apresenta melhorias de produtividade, entre 10 e 25% (no Norte, pode ir aos 60 por cento). Por outro lado, o cultivo de hortícolas beneficiará das temperaturas mais amenas no inverno. Um caso de estudo no Vale do Sado conclui ainda que a alteração das datas da sementeira pode ajudar a minimizar as perdas.
Muitos agricultores já estão a integrar as consequências das alterações climáticas nas suas decisões. "Os jovens, mais informados e despertos, têm em linha de conta estes efeitos", garante Ricardo Brito Pais, presidente da Associação de Jovens Agricultores de Portugal. "Diversificam as suas áreas, investem mais em estufas e cultivam espécies de climas mais quentes e secos."
A crescente instabilidade do tempo tem levado igualmente a um aumento da contratação de seguros para as colheitas. Já a agricultura biológica será especialmente dificultada pelo aparecimento de novas pragas, enquanto as culturas geneticamente modificadas serão parte da solução, ao poderem ser trabalhadas para resistirem melhor aos infestantes.
Progressivamente, também as florestas sofrerão. Além do aumento do risco de incêndios (a época de risco tende a ser alargada à primavera e ao Outono), as condições serão mais propícias às pestes que atacam as árvores mais comuns. Espera-se uma produtividade menor do pinheiro e do eucalipto (com excepção no litoral norte e nas terras altas), enquanto a área de sobreiro será alargada para norte, em zonas com maior disponibilidade de água. A espécie, no entanto, sofrerá reduções com a falta de água nas regiões do Sul. Para facilitar a adaptação, a ENAAC propõe que o Estado utilize os fundos europeus para incentivar a produção de espécies mais resistentes. Mas as mudanças mais difíceis de implementar não são as do campo.
As cidades estão no centro do furacão (literalmente, muitas das vezes). No entanto, os Planos Director Municipal continuam a não ter em conta as alterações climáticas. Lisboa, por exemplo, tem sofrido cheias atrás de cheias, com a autarquia a declarar-se impotente para resolver um problema estrutural. Para 2015, estão alocados €1,7 milhões para obras no âmbito do plano de drenagem, desenhado em 2007 – plano esse que prevê serem necessários 153 milhões de euros para construir bacias de retenção de águas.
O investimento é grande, mas mais caro é nada fazer, diz Catarina Freitas, directora do departamento de Estratégia e Gestão Ambiental Sustentável da Câmara de Almada, um dos municípios mais activos na adaptação ao novo clima. "Por cada euro gasto, poupamos quatro ou cinco." O município tem recuperado linhas de água naturais, alargado o diâmetro da canalização e redimensionado as bacias de retenção para enfrentar os picos de cheia – opções baseadas nos cenários climáticos. Para combater as elevadas temperaturas do verão, há ainda um programa para plantar mais vegetação no centro da cidade, onde as temperaturas chegam a estar 4º C acima da periferia (o chamado efeito de ilha de calor urbana).
Os investigadores, porém, avisam que isto não chega: a climatização de espaços públicos será crucial para situações de emergência. E, além do calor, outros problemas começam a surgir, como as concentrações perigosas de ozono de superfície, devido ao aumento do número de dias quentes, levando a mais casos de problemas respiratórios graves (estima-se que seja causa de morte de 20 mil pessoas por ano, na Europa).
Igualmente preocupante é o risco de transmissão de patologias como a doença de Lyme, salmonelas, criptosporidiose, dengue, febre do Nilo Ocidental e malária – potenciadas por calor, humidade e má qualidade da água. O dengue, na verdade, já chegou à Madeira: no final de 2012, sete anos depois de terem sido detectados na ilha os primeiros mosquitos infectados com o vírus, eclodiu um surto que durou seis meses e provocou 2 168 casos de febre de dengue. Por causa disto, e à semelhança do plano de contingência para as ondas de calor, com avisos à população, existe já um programa de vigilância de culicídeos (insectos que transmitem doenças).
Menos água, luz mais cara – Apesar da frequência de trombas de água, chove cada vez menos em Portugal, de década para década (com a primavera, o verão e o inverno mais secos, e o Outono mais húmido). No Sul do País, há um "aumento da contribuição de dias chuvosos para a precipitação anual", diz a climatologista Fátima Espírito Santo. Por outras palavras: chove menos, mas de forma mais concentrada. Os modelos climáticos indicam precisamente que haverá assimetrias sazonais, com secas mais extremas e prolongadas no Sul e inundações (que afectam a qualidade da água).
A subida do mar poderá também aumentar a salinização dos lençóis freáticos – uma situação já bem actual no Algarve. A solução passa por transferir água entre bacias hidrográficas e construir barragens. Mas a falta de água também afectará a produção de energia hidroeléctrica no Centro e no Sul do País (no Norte, espera-se um aumento de produção). A este problema aliam-se os danos causados por fenómenos extremos nas linhas de distribuição de electricidade, aerogeradores e gasodutos. A própria temperatura tem um efeito negativo, calculando-se perdas de energia de 1,6% associadas ao aumento do calor. O maior número de dias de sol favorece a energia fotovoltaica, mas não chega para inverter a tendência para a subida dos preços da luz.
Nem o turismo escapa. E se podemos contar, em teoria, com um crescimento de visitantes na primavera, Outono e inverno, cortesia de uma meteorologia mais amena, não nos podemos esquecer que o Norte da Europa (de onde vem a maioria dos nossos turistas) também se vai tornar menos frio. Por exemplo, em 1995, o verão foi muito quente no Reino Unido; no ano seguinte, a entrada de turistas britânicos no nosso país teve um crescimento mais fraco do que o habitual – foram para fora lá dentro.
Mas nem tudo é péssimo. Portugal é um dos países mais vulneráveis, sim, mas também um dos mais bem-comportados. O último índice de desempenho de alterações climáticas, divulgado esta semana, da organização não-governamental GermanWatch e da Rede Europeia de Acção Climática, coloca-nos entre os melhores do mundo, avaliadas as políticas ambientais e as emissões de dióxido de carbono – um honroso quarto lugar. Apenas Dinamarca, Suécia e Reino Unido estão à nossa frente. Mas a verdade é que também temos muito mais a perder do que os outros.
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Fonte: Visão Verde

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

5908. Os incêndios de Agosto

Os satélites começaram a detectar um grande número de incêndios em Portugal em 6 de Agosto de 2016. Nos dias seguintes, os incêndios se tornaram mais numerosos e a quantidade de fumaça aumentou dramaticamente.
Quando o Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer (MODIS) no satélite Terra da NASA capturou esta imagem em 11 de Agosto de 2016, centenas de fogos lavravam em Portugal e Espanha. Mais de 4.000 bombeiros e 30 aviões lutavam contra as chamas em Portugal continental. No entanto, o calor e os ventos fortes dificultavam os esforços de combate a incêndios.
Enquanto isso, os incêndios também estavam queimando na ilha portuguesa da Madeira e aproximando-se da maior cidade, Funchal. Os incêndios mataram três pessoas e destruíram mais de 150 casas, de acordo com reportagens. As autoridades pensaram que alguns dos incêndios na ilha e o continente podem ter sido iniciados por incendiários. Vários suspeitos foram detidos.
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Fonte (texto e imagem): Earth Observatory

domingo, 18 de setembro de 2016

5907. 16 de Setembro: Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozono

A Camada de Ozono e o Clima: Restaurados por um Mundo Unido
Em 1994, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou o dia 16 de Setembro como o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozono, comemorando a data da assinatura em 1987 do Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozono (resolução 49/114). Os países membros foram convidados a dedicar esta data para a promoção de actividades de acordo com os objectivos do Protocolo e suas emendas.
No entanto, a destruição do ozono na Antárctida continua, acentuada agora pelo efeito das alterações climáticas. A extensão do buraco de ozono na Antárctida durante o evento de 2015 foi a mais longa e a mais tardia de sempre. Com efeito, a diminuição da temperatura da estratosfera em resultado do aquecimento global à superfície terá contribuído para a eficácia dos processos de destruição química do ozono, promovidas pelas nuvens polares estratosféricas, cuja formação só é possível com temperaturas muito baixas (<-78 b="">
Neste contexto, é necessário continuar a monitorização do ozono atmosférico e das substâncias que o destroem, com vista a verificação dos objectivos previstos nos acordos internacionais.
O tema deste ano para o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozono reconhece os esforços colectivos das partes da Convenção de Viena e do Protocolo de Montreal na recuperação da Camada de Ozono durante as últimas três décadas e no compromisso global para combater as mudanças climáticas.
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Fonte: IPMA

sábado, 17 de setembro de 2016

5906. Sábado, 17 de Setembro (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00
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Alcácer do Sal (Barrosinha) – 34,6 ºC
Pegões – 34,0 ºC
Setúbal (Areias) – 33,9 ºC
Alvalade – 33,7 ºC
Alvega – 33,3 ºC
Viana do Alentejo – 33,0 ºC
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Aveiro (Universidade) – 21,2 ºC
Guarda – 21,2 ºC
Montalegre – 21,0 ºC
Cabo Raso – 20,1 ºC
Penhas Douradas – 19,9 ºC
Lamas de Mouro (P. Ribeiro) – 18,9 ºC
Areeiro (Madeira) – 9,1 ºC
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Fonte: IPMA

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

5904. NASA confirma o Agosto mais quente desde há 136 anos



A NASA confirmou hoje que o mês de Agosto foi o mais quente a nível global, desde há 136 anos, igualando o valor de Julho de 2016. Nestes dois meses a temperatura média na Terra foi a mais alta desde que há registos instrumentais globais (início em 1880). Desde Outubro de 2015 (11 meses consecutivos) que se verificam recordes mensais de temperatura média global.
A NOAA ainda não publicou os valores relativos a Agosto de 2016 mas referiu recentemente, que o mês de Julho de 2016 tinha sido o 379º mês com valores superiores à média do século 20, o último com anomalia negativa foi Dezembro de 1984.
Em Portugal Continental, os meses de Julho e Agosto de 2016 igualaram o valor mais alto de temperatura máxima mensal de Agosto de 2003 (32,2 °C), sendo os únicos 3 meses cujos valores estão acima de 32 °C (Boletins Climatológicos).
Em relação à temperatura média o mês de Julho de 2016 foi o 2º mais quente desde 1931 (início da série), apenas Julho de 1989 apresentou um valor de temperatura média mais alto. Agosto foi o 5º mês de Agosto mais quente, atrás de 2003, 1949, 2010 e 2005.
No verão de 2016 (Junho, Julho, Agosto) o valor da temperatura máxima do ar, em Portugal continental, foi o mais alto desde 1931, 30,6 °C, cerca de 2,9 °C acima do valor normal 1971-2000. Foi ainda o 2º verão mais quente desde 1931 (depois de 2005) com o valor da temperatura média de 23,0 °C, cerca de 1,8 °C acima do valor médio.
Desde 1931, 6 dos 10 verões mais quentes ocorreram depois do ano 2000, sendo o verão de 2005 o mais quente em 86 anos.
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Fonte: IPMA

terça-feira, 13 de setembro de 2016

5903. ALBUFEIRA: Mau tempo fez escuar resíduos para a praia

Fonte: CMTV

5902. PORTUGAL CONTINENTAL: Precipitação acumulada

Precipitação acumulada
(entre as 01h00 e as 13h00)
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Lisboa/Geof (95 m) 34.0 mm
Ovar (22 m) 29.0 mm
Porto/Pedras Rubras (77 m) 27.0 mm
Viseu (644 m) 26.0 mm
Portalegre (590 m) 19.0 mm
Coimbra (179 m) 18.2 mm
Castelo Branco (384 m) 18.0 mm
Monte Real (54 m) 15.0 mm
Évora (246 m) 14.0 mm
Bragança (692 m) 14.0 mm
Beja (247 m) 13.0 mm
Lisboa (105 m) 13.0 mm
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5901. A validade das previsões meteorológicas

As previsões concretizaram-se e a precipitação regressou ao território de Portugal Continental ao longo desta madrugada e manhã, estendendo-se do litoral para o interior, à medida que a superfície frontal fria efectuou o seu deslocamento para leste.
Mais uma vez se lamenta profundamente a utilização de meios via internet para lançar junto da população confusões com provisões meteorológicas contrárias às oficiais emitidas pelas entidades competentes e que se revelaram erróneas e sem qualquer credibilidade. Esteja atento e não se deixe guiar por previsões sem credibilidade; utilize e siga as informações emanadas pelas entidades oficiais, designadamente pelo IPMA.

5900. Terça-feira, 13 de Setembro (01h00)

Linha de instabilidade associada à passagem da superfície frontal fria, muito activa, afectando o litoral oeste das regiões norte e centro. Períodos de chuva, por vezes fortes, acompanhados de trovoadas frequentes e dispersas, progredindo para nordeste e estendendo-se progressivamente do litoral para o interior.
Procedendo de sudoeste, esta massa de ar tropical húmida vem carregada de muito vapor de água, o que favorece a ocorrência de elevada precipitação em curtos períodos de tempo, suscetível de provocar inundações em leitos de cheias.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

5899. PORTUGAL CONTINENTAL: Tempo instável


Na imagem de satélite das 17h10UTC (18h10 em Portugal Continental), é visível uma banda branca a oeste do território de Portugal Continental, correspondente ao extremo meridional de uma superfície frontal fria que se encontra em deslocamento para leste e que vai atravessar todo o território de Portugal Continental, começando a afectar o litoral oeste e progredindo posteriormente para o interior, a partir da próxima madrugada e nas primeiras horas da manhã de Terça-feira. Imediatamente oeste da superfície frontal encontra-se uma banda rosada, correspondente a um núcleo de ar muito frio (20,0 ºC negativos aos 5500 metros de altitude, aproximadamente) e que também se move para leste, atrás da superfície frontal fria. Este núcleo de ar muito frio tenderá a ficar centrado, para o final da tarde de Terça-feira, sobre o noroeste da Península Ibérica.
Assim, na conjugação da passagem da superfície frontal fria teremos inicialmente períodos de chuva, por vezes fortes e acompanhados de trovoadas, podendo ser persistentes ao longo da madrugada e manhã de Terça-feira, sobretudo nas regiões do norte e centro. O vento será moderado a forte, com rajadas previstas até aos 70 quilómetros/hora. Após a passagem da superfície frontal fria, a presença do núcleo de ar frio no noroeste da Península Ibérica, favorecerá a passagem dos períodos de chuva para regime de aguaceiros, pontualmente fortes e acompanhados de trovoadas, com possibilidade de queda de granizo, em especial nas regiões do norte e centro, acompanhados por uma descida moderada da temperatura do ar.
O estado do tempo deverá melhorar em todo o continente para o final do dia de Terça-feira, inicialmente nas regiões do sul e depois também nas regiões do centro e do norte.

5898. Segunda-feira, 12 de Setembro (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00
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Mora – 33,8 ºC
Pinhão (Santa Bárbara) – 33,4 ºC
Zebreira – 33,4 ºC
Tomar (Valdonas) – 33,2 ºC
Avis (Benavila) – 32,9 ºC
Alvega – 32,7 ºC
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Sines – 21,9 ºC
Foía – 21,9 ºC
Viana do Castelo – 21,8 ºC
Cabo Raso – 21,7 ºC
Aljezur – 21,4 ºC
Zambujeira – 21,1 ºC
Odemira (S. Teotónio) – 20,3 ºC
Areeiro (Madeira) – 16,1 ºC
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Fonte: IPMA

domingo, 11 de setembro de 2016

5897. Primeira chuva de Setembro

"A partir de amanhã [segunda-feira] vai haver, de facto, uma mudança do estado do tempo, sentida especialmente na terça e na quarta-feira", afirmou hoje a meteorologista do IPMA Maria João Frada à Lusa, acrescentando que se tratará de "uma mudança para o Outono".
Depois de na semana passada Portugal Continental ter registado temperaturas muito elevadas, sendo terça-feira o dia mais quente do ano, o IPMA prevê que "as temperaturas vão descer para valores que não vão ultrapassar, no máximo dos máximos, 22/23 graus". "As [temperaturas] mínimas andarão na casa dos oito, dez, 12 graus. No Algarve [serão] um pouco mais altas, entre 15, 17 graus, mas nas serras mais altas, nomeadamente na Serra da Estrela, as mínimas podem ir na quarta-feira para os cinco, seis graus", disse.
Maria João Frada explicou que "a massa de ar que vai atravessar o território do Continente na terça-feira é tropical ou equatorial modificada, vem do Atlântico, e está associada a uma depressão que está centrada a noroeste das ilhas britânicas". "Essa massa de ar tem muita actividade e tem potencial para dar precipitação muito forte" na terça-feira, disse, "são as primeiras precipitações de Setembro já a querer indicar que estamos numa mudança para o Outono".
De acordo com a meteorologista, na segunda-feira o céu ainda estará pouco nublado ou limpo, no entanto, no litoral oeste, e em especial na faixa costeira a norte do Cabo Raso, haverá nebulosidade baixa, eventualmente neblinas e nevoeiros que podem persistir em alguns locais ao longo do dia. Mas a partir do final da tarde de segunda-feira, e em especial durante o dia de terça-feira, a passagem no território de um sistema frontal de forte actividade vai dar "precipitação forte em qualquer local do Continente".
"Em qualquer local a probabilidade de precipitação forte é elevada", sustentou, acrescentando que "não se pode excluir que não haja trovoada". Segundo referiu, provavelmente o país ficará "pintado de amarelo", cor do primeiro aviso do IPMA que é emitido quando estão previstos ou se observam fenómenos meteorológicos adversos.
O estado do tempo volta a "melhorar significativamente" a partir da tarde de terça-feira, mas apenas na região sul, onde o céu tornar-se-á gradualmente pouco nublado. Para as regiões do norte e centro estão ainda previstos "aguaceiros, por vezes fortes, que podem ser de granizo e acompanhados de trovoada".
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Fonte (Texto e imagem): TSF

sábado, 10 de setembro de 2016

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

5895. PORTUGAL CONTINENTAL: tempo instável

Carta sinóptica de Superfície prevista para
Terça-feira, 13 de Setembro de 2016_12h00
Fonte: MetOffice
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O estado do tempo em Portugal Continental terá modificações assinaláveis a partir da próxima Segunda-feira, com a aproximação de uma depressão (centro de baixas pressões) ao noroeste da Península Ibérica, e a passagem de uma superfície frontal fria por todo o território de Portugal Continental. Assim, a partir do fim da tarde de Segunda-feira haverá um aumento da nebulosidade e ocorrência de períodos de chuva, inicialmente nas regiões do litoral oeste, a norte do Cabo Carvoeiro, progredindo depois para o interior e para sul, afectando todo o território do continente já durante a madrugada e manhã de Terça-feira.
Ao longo de Terça-feira, os períodos de chuva darão lugar a aguaceiros, pontualmente fortes e acompanhados de trovoadas.
Atenção: esta previsão tem em conta os modelos sinópticos disponibilizados a 120 horas, pelo que esta previsão deverá ser actualizada à medida que se aproxime o evento.

5894. Não hesite: não deixe Portugal a arder às mãos de criminosos

Tomamos a liberdade de defender o país; se sabe ou tem qualquer tipo de conhecimento acerca de incendiários, directa ou indirectamente ligados à ignição de incêndios ou à industria do fogo, não hesite e comunique-nos imediatamente. Qualquer comunicação reportada deverá ser a mais completa possível, de forma credível, com todos os elementos possíveis; as mesmas serão devidamente analisadas e comunicadas às autoridades competentes. Guarda-se sigilo acerca das fontes de informação.
UTILIZE O ÍCON “Sem comentários” E FAÇA CHEGAR A SUA DENUNCIA; NÃO NECESSITA DE SE IDENTIFICAR E A SUA MENSAGEM JAMAIS SERÁ TORNADA PÚBLICA.
Não hesite; não deixe Portugal a arder às mãos de criminosos.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

5893. Os seis incêndios mais perigosos ao final da noite

Ao final da noite desta quarta-feira, a Protecção Civil assinalava seis incêndios de grandes dimensões no continente. Os distritos mais afectados são: Castelo Branco, Guarda, Bragança, Vila Real e Faro.
Reacendimento do fogo em Monchique combatido por mais de 200 bombeiros – O incêndio em Monchique, no Algarve, que começou no sábado e que tinha sido dominado no domingo, reacendeu-se esta quarta-feira pelas 19h57 e está a lavrar com intensidade devido ao vento, disse à Lusa fonte dos bombeiros. De acordo com uma fonte do Centro Operacional de Operações de Socorro (CDOS) de Faro, as chamas deflagraram ao início da noite, “desconhecendo-se ainda se será um reacendimento ou uma ignição nova”.
“Neste momento, [22h00] a frente de fogo tem com alguma intensidade e está a evoluir na direcção da povoação de Casais, devido ao forte vento que se faz sentir”, observou a mesma fonte. No combate ao fogo estão envolvidos 201 operacionais, apoiados por 66 viaturas.
Fogo na Guarda progride em zona de “poucos acessos” – O incêndio florestal que lavra no concelho da Guarda, na freguesia de Trinta e Corujeira, tem uma frente activa e progride numa zona de “poucos acessos”, disse à Lusa fonte da Protecção Civil. Segundo fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) da Guarda, pelas 21:35, o fogo, que começou às 13:34 numa zona de mato, apresentava “uma frente activa com cerca de dois quilómetros” e lavrava numa zona de acessos difíceis para homens e viaturas. Durante a tarde as chamas rodearam as aldeias de Corujeira e Trinta, mas não atingiram habitações.
“Na Corujeira, [o fogo] chegou mesmo às casas, esteve dentro do povo, mas não causou danos em habitações”, disse José Morgado, secretário da Junta de Freguesia de Corujeira e Trinta. O autarca referiu ainda à Lusa que as chamas destruíram palheiras e casas de quintas que se encontravam desabitadas. De acordo com a informação disponibilizada na página da Autoridade Nacional de Protecção Civil, o fogo está a ser combatido por 115 operacionais, auxiliados por 33 veículos.
Fogo no distrito de Bragança obriga a corte da Estrada Nacional 221 – A Estrada Nacional 221, que liga Mogadouro e Freixo de Espada à Cinta (distrito de Bragança), está esta quarta-feira à tarde cortada em vários pontos devido ao reacendimento de um incêndio florestal, informou a Protecção Civil municipal de Mogadouro. Segundo a mesma fonte, também a estrada municipal que liga a Estrada Nacional 221 a Bruçó, no concelho de Mogadouro, foi cortada ao trânsito. A aldeia de Bruçó está, assim, sem ligações por via terrestre.
O incêndio deflagrou na terça-feira de manhã na localidade de Fornos, no concelho de Freixo de Espada à Cinta, e foi dominado durante a madrugada, mas hoje, ao início da tarde, houve um reacendimento. As chamas alastraram-se aos municípios de Torre de Moncorvo e Mogadouro. Segundo a página da Protecção Civil na internet, para o local foram mobilizados 216 operacionais, 81 viaturas e seis meios aéreos.
Mais de 300 bombeiros em Proença-a-Nova – Um incêndio que deflagrou às 14h desta quarta-feira em Proença-a-Nova está a ser combatido por mais de 300 operacionais, disse à agência Lusa o presidente da Câmara Municipal. De acordo com a mesma fonte, as chamas lavram com grande intensidade numa zona muito próxima da povoação de Casalinho. “Neste momento [15:50], a situação é bastante grave e perigosa, porque o fogo está a progredir entre as povoações do Casalinho e Atalaia, estando a passar muito próximo do Casalinho”, referiu João Lobo.
Segundo referiu, não haverá pessoas em risco e “para já” a localidade não foi evacuada, mas essa possibilidade está a ser avaliada: “Eventualmente poderá ter de se fazer, mas vamos ver o que é possível fazer para travar as chamas”, disse. O fogo tem “uma frente muito vasta” e o facto de estar muito vento não está a ajudar ao combate. De acordo com a informação disponibilizada na página da Autoridade Nacional de Protecção Civil, este fogo deflagrou às 14h, estando a ser combatido por 319 operacionais, auxiliados por 81 veículos e seis meios aéreos.
Vento forte e vários focos dificultam combate em Vila Pouca de Aguiar – O vento, a falta de acessos e a existência de vários focos dificultam hoje o combate às chamas em Vila Pouca de Aguiar, onde a frente que mais preocupa os operacionais começou a ceder às descargas dos meios aéreos. “Temos uma frente activa que nos causa alguns problemas e que vai em direcção à aldeia de Paredes do Alvão, mas é onde estão a actuar os meios aéreos e o fogo está a ceder às descargas. Esta parte que nos preocupa mais está a ceder aos meios terrestres e aos meios aéreos”, afirmou o comandante dos bombeiros do Peso da Régua, Rui Lopes, perto das 19h.
O incêndio, que começou em Soutelinho do Mezio, freguesia de Telões, na segunda-feira, chegou a ser dado como extinto, mas reacendeu na tarde de terça-feira. Rui Lopes está a comandar as operações em Vila Pouca de Aguiar e disse à agência Lusa que, no terreno, as grandes dificuldades encontradas pelos operacionais são o vento forte, os acessos e também a falta de meios, já que, por causa das muitas ignições, é preciso dispersar os operacionais. Depois, acrescentou, têm-se verificado também “muitas reactivações”. Para além da frente de Paredes do Alvão, há frentes viradas à aldeia da Samardã e a Soutelinho do Mezio.
O presidente da Câmara de Vila Pouca de Aguiar, Alberto Machado, disse que os fogos que assolaram o concelho nos últimos dias queimaram cerca de 15 mil hectares, ainda alguns armazéns agrícolas e casas devolutas. O autarca referiu que as chamas cercaram várias aldeias, mas, apesar de terem ardido algumas casas devolutas e armazéns, os bombeiros e população conseguiram evitar que fossem atingidas casas habitadas. Foi, no entanto, necessário retirar algumas pessoas de algumas aldeias por uma questão de precaução. “Ainda que a época seja de combate, o problema é que se tem descurado a prevenção”, afirmou ainda o presidente.
Alberto Machado disse que defendeu perante os governos (anterior e actual) “a necessidade de mudar as competências na gestão e intervenção florestais, administrada pelos conselhos directivos e Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF). “É preciso alterar a actual lei de gestão dos baldios porque o Estado não faz nada. Por conseguinte, as competências têm de ser delegadas na autarquia para que esta possa, por exemplo, efectuar repovoamentos florestais ou ter autonomia na criação de pontos de água”, salientou. O mais recente exemplo da “inércia estatal” na gestão florestal é, segundo Alberto Machado, que “a autarquia está há mais de três meses à espera de autorizações para melhores acessos aos pontos de água”.
Segundo a página da internet da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), no combate a este fogo estão 162 bombeiros, sapadores florestais, militares da GNR e do Exército, que estão a ser apoiados por 48 viaturas e três meios aéreos.
Incêndio em Viseu considerado ocorrência importante – Em Viseu, na localidade de Povoação estão 87 operacionais, apoiados por 24 meios terrestres que combatem um fogo com uma frente activa, que teve início às 16h29.
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Fonte: Observador

5892. Maiores valores de temperatura máxima no mês de Setembro de 2016

Maiores valores de temperatura máxima no mês de Setembro de 2016
(Temperaturas iguais ou superiores a 42,0 ºC nos dias 5 e/ou 6)
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Lousã – 45,0 ºC
Alcácer do sal – 44,5 ºC
Amareleja – 44,3 ºC
Reguengos (São Pedro do Corval) – 44,2 ºC
Pegões – 44,1 ºC
Portel (Oriola) – 43,9 ºC
Castro Verde (Neves Corvo) – 43,8 ºC
Alvega – 43,7 ºC
Mora – 43,7 ºC
Alvalade – 43,6 ºC
Elvas – 43,5 ºC
Pinhão (Santa Bárbara) – 43,3 ºC
Beja – 43,3 ºC
Alcoutim (Mart. Longo) – 42,9 ºC
Tomar – 42,7 ºC
Mértola (Vale Formoso) – 42,7 ºC
Avis (Benavila) – 42,6 ºC
Évora – 42,6 ºC
Estremoz – 42,5 ºC
Zebreira – 42,4 ºC
Setúbal – 42,1 ºC
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Fonte: IPMA