quinta-feira, 25 de maio de 2017

6249. Trovoada nocturna (Estremoz_24.05.2017)

video

Filme feito pelas 21h11 de ontem, a partir de Estremoz e na direcção leste.

6248. Porque é que o tempo está tão instável?

Porque é que o tempo está tão instável? Basicamente deve-se à conjugação de dois factores: uma forte insolação diurna e à presença de humidade relativa elevada em altitude, na atmosfera.
Assim, durante o período diurno, a forte radiação solar incidente directamente sobre a superfície terrestre contribui para que esta aqueça; estando mais quente, a superfície terrestre transfere parte desse calor para a troposfera (camada da atmosfera que se encontra em contacto com a superfície terrestre) e aquece o ar envolvente. Por sua vez, o ar ao ser aquecido pela superfície terrestre, torna-se mais leve, o que vai provocar que suba livremente na atmosfera.
Outro elemento em ter em conta é o vapor de água (nada mais nada menos do que “água” no estado gasoso, ou seja, sob a forma de gás invisível aos nossos olhos). Quanto mais quente for uma massa de ar maior a capacidade em conter vapor de água e quanto mais frio for uma massa de ar menor a capacidade em conter vapor de água; a relação entre a quantidade de vapor de água existente num determinado volume de ar a uma dada temperatura e o máximo que esse ar poderia ter de vapor de água a essa mesma temperatura designa-se por humidade relativa, que se mede em percentagem (entre os 0 e os 100 %).
Nestes dias de forte insolação ocorrem então movimentos verticais de subida do ar; como a temperatura diminui com a altitude (quanto maior o afastamento vertical relativamente à superfície terrestre menor será a temperatura do ar), as massas de ar ascendentes tendem a ficar saturadas, isto é, atingirem os 100 % de humidade relativa e a não poderem conter mais vapor de água no estado gasoso.
A partir da altitude em quer o ar fica saturado, e como os movimentos ascendentes persistem e a temperatura do ar diminui, o vapor de água em excesso vai condensar e originar a formação de nuvens (gotas de água no estado líquido ou sólido em suspensão na atmosfera). Se os movimentos ascendentes persistirem e existir suficiente vapor de água, as nuvens tendem a “crescer”, assumindo um desenvolvimento vertical na atmosfera.
Nuvens de grande desenvolvimento vertical designam-se por cúmulo-nimbos; no interior destas nuvens, as gotas de água vão-se tornando cada vez maiores até que atingem o volume e peso suficiente para que ocorra precipitação, geralmente em forma de aguaceiros, por vezes fortes. Se o interior da nuvem atingir valores de temperatura inferior a zero graus célsius, as gotas de água congelam e darão origem a granizo quando ocorrer precipitação).
Resumindo, a instabilidade moderada destes dias, típica desta altura do ano, encontra-se associada à forte insolação diurna e à elevada humidade relativa na atmosfera, criando as condições propícias ao desenvolvimento de nebulosidade de grande desenvolvimento vertical, responsável pela ocorrência de aguaceiros, pontualmente fortes e acompanhados de trovoadas e ocorrência de queda de granizo.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

6247. ALTO ALENTEJO: Tarde/noite de instabilidade atmosférica






6246. Quarta-feira, 24 de Maio (16h00)



Algumas temperaturas às 16h00
* * *
Pinhão (Santa Bárbara) – 36,1 ºC
Amareleja – 36,1 ºC
Mirandela – 35,8 ºC
Alvalade – 35,6 ºC
Alvega – 35,3 ºC
Alcácer do Sal (Barrosinha) – 35,3 ºC
* * *
Sagres – 24,3 ºC
Figueira da Foz (Vila Verde) – 23,9 ºC
Penhas Douradas – 23,8 ºC
Foía – 23,1 ºC
Cabo Raso – 21,9 ºC
Cabo Carvoeiro – 21,6 ºC
Areeiro (Madeira) – 12,3 ºC
* * *
Fonte: IPMA

terça-feira, 23 de maio de 2017

6245. Terça-fera, 23 de Maio (16h00)



Algumas temperaturas às 16h00
* * *
Mora – 37,2 ºC
Alcácer do Sal (Barrosinha) – 36,3 ºC
Alvega – 36,1 ºC
Tomar (Valdonas) – 36,0 ºC
Pegões – 36,0 ºC
Reguengos (São Pedro do Corval) – 35,9 ºC
* * *
Sagres – 24,2 ºC
Penhas Douradas – 23,4 ºC
Foía – 22,2 ºC
Santa Cruz (Aerodromo) – 21,7 ºC
Cabo Carvoeiro – 20,2 ºC
Cabo Raso – 20,0 ºC
Areeiro (Madeira) – 13,0 ºC
* * *
Fonte: IPMA

sexta-feira, 19 de maio de 2017

6244. E se Fukushima tivesse sido em Portugal?

Hipotético acidente afectaria mais de 1,6 milhões de portugueses nas primeiras 48 horas, dos quais 1671 teriam de receber cuidados de saúde. Se o acidente da central japonesa de Fukushima tivesse acontecido em Portugal, que áreas seriam perigosas? Quem teria de receber cuidados de saúde ou ser evacuado? Poucos dias após a fuga de uma nuvem radioactiva de Fukushima, o acidente foi simulado em território português pelo Centro de Defesa Nuclear, Biológica, Química e Radiológica e Protecção Ambiental, na base militar de Tancos.
Tudo ficção. Mas este exercício pode aplicar-se a acidentes no transporte de materiais radioactivos, para fins médicos ou científicos, em Portugal. Ou às centrais de Espanha e ter uma ideia das consequências que o país enfrentaria em caso de um acidente grave num dos reactores espanhóis. Para a hipotética central em Portugal, escolheu-se um local arbitrário: Tancos, por ser aí, na Escola Prática de Engenharia do Exército, que fica o centro, que dispõe de software da NATO, desde 2005, destinado à simulação de cenários de risco nuclear e radiológico (e biológico e químico).
Nesse software constam algumas centrais nucleares. Uma delas é a de Fukushima, com dados sobre os seus reactores ou o combustível do núcleo. A equipa do capitão de Engenharia António Ferreira, que chefia aquele centro, introduziu no software dados sobre o acidente a simular: danos severos no núcleo de dois reactores de Fukushima, com fuga maciça de radiação. "O próprio software dá estimativas do material libertado", explica António Ferreira, tendo em conta a gravidade seleccionada do acidente. O sismo de 11 de Março no Japão, seguido de um tsunami, causou uma crise em Fukushima, com fugas radioactivas. Há mais de um mês que se tenta arrefecer os núcleos dos reactores. O raio de segurança já foi alargado até aos 30 quilómetros da central.
Pôr a central de Fukushima no centro de Portugal implicou introduzir várias informações no software, como as condições meteorológicas no país na altura do acidente (velocidade e direcção do vento, humidade e pressão atmosférica); cartas com o relevo, a vegetação ou os rios; e a densidade populacional. No caso desta simulação, o resultado é para as 48 horas seguintes à fuga. "Mas podemos analisar a nuvem radioactiva hora a hora, durante o tempo que quisermos", explica António Ferreira. Tudo depende da rapidez com que se quer obter resultados. A hipotética nuvem iria propagar-se até Santarém e Lisboa e, ao aproximar-se da costa, os ventos iriam empurrá-la para norte, até perto de Coimbra. Bastaria que as condições meteorológicas fossem outras e o trajecto mudaria. Entre os resultados vêem-se as áreas de perigo, com a nuvem fictícia a afectar 12 mil quilómetros quadrados e mais de 1,6 milhões de pessoas.
A nuvem teria cores distintas para as diferentes doses de radiação que a população acumularia no organismo se permanecesse 30 dias nessas áreas. Aqueles que teriam sempre de receber cuidados de saúde imediatos seriam 1671 – ou 0,1 por cento do total da população afectada. E se ficassem nessa zona um mês, acumulariam uma dose de radiação de 250 milisieverts (mSv). Qualquer um de nós está exposto por ano, em média, a dois a três mSv. Ainda nesta simulação, mais de 40 mil pessoas teriam de ser descontaminadas. Mais de 38 mil (2,3 por cento da população afectada) teriam de ser realojadas, senão ao fim de um mês receberiam 50 mSv de radiação. Outras 143 mil pessoas teriam de se abrigar em casa, para evitar a acumulação de 10 mSv passados 30 dias. Aliás, a legislação portuguesa, de 2002, sobre intervenções no caso de acidentes nucleares e emergências radiológicas, estabelece aqueles níveis de radiação (10 e 50 mSv) para as medidas de abrigo e evacuação.
Por fim, mais de 1,4 milhões de pessoas podiam ter uma vida normal, mas a radiação na zona teria de ser monitorizada, como está a fazer-se em Tóquio, a 250 quilómetros de Fukushima.
Apoio à decisão – Por quê fazer estas simulações que têm incertezas? Porque podem ajudar a decidir para onde levar as pessoas e evitar realojá-las em sítios que a nuvem afectará. Ou quem terá de saturar a tiróide com iodo, para evitar a fixação do iodo radioactivo. "Com estas simulações, não temos qualquer posição quanto à política nuclear usada para produção de energia nuclear ou quaisquer outros fins", frisa António Ferreira. Estes exercícios, diz, destinam-se a aumentar as capacidades do Exército em medidas defensivas e de gestão de incidentes nucleares, radiológicos, químicos e biológicos, em Portugal e noutros países para onde têm ido militares nacionais. "Usamos estas ferramentas no treino das nossas forças e em operações militares. Temos esta capacidade, que pode ser usada no apoio à protecção civil."
Não é capacidade única no país. A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) pode simular um acidente nuclear em qualquer ponto da Europa, diz o físico João Martins, da APA. É o sistema Rodos, criado em projectos comunitários desde 1989, após o desastre de Tchernobil (Ucrânia), por vários países. De Portugal participa a APA, que tem a coordenação técnica de uma emergência radiológica e nuclear no país (a coordenação global é da Autoridade Nacional de Protecção Civil, ou ANPC). Nas simulações, o Rodos, criado para emergências nucleares, integra previsões meteorológicas, cálculos de dispersão atmosférica, dados das centrais nucleares europeias e da fuga radioactiva em questão, medições da radiação na zona do acidente e pelas redes de alerta de radiação no ar.
Os resultados vão para lá do trajecto da nuvem e da deposição de partículas radioactivas no solo e nas plantas. "Simula a contaminação na cadeia alimentar. As partículas podem entrar ou não na cadeia alimentar." O Rodos estima ainda se chegou material radioactivo aos rios, lagos ou mar. E indica quando devem ser tomadas várias medidas, em que zonas e por quanto tempo, que podem ir desde a evacuação até à proibição do consumo de alimentos ou descontaminação de áreas habitadas. "Temos esta capacidade de modelação. É um sistema sofisticado de apoio à decisão, que modela desde a dispersão da nuvem até às consequências. Podemos tomar as medidas para proteger a população", garante João Martins.
Almaraz aqui ao lado – Mas se até aqui o exercício foi numa central imaginária em Tancos, a de Almaraz, junto ao Tejo, é uma realidade a 100 quilómetros da fronteira. Para uma central nesse mesmo local, o capitão António Ferreira e o primeiro-sargento engenheiro Vítor Bessa Jorge simularam um acidente grave no núcleo de um reactor. Apresentaram a simulação na Conferência Internacional de Protecção Civil: Risco Tecnológico Nuclear, em Outubro, em Castelo Branco. "Esta simulação não é baseada na central de Almaraz", diz António Ferreira (porque na conferência estariam autoridades espanholas). "O que usámos foi a localização de Almaraz. Mas dá para ter uma noção [dos impactos]."
Também 1,6 milhões de habitantes, em Espanha e Portugal, seriam afectados por uma nuvem de Almaraz. Na simulação da dispersão da nuvem, neste caso até às 38 horas, com as condições meteorológicas médias de Outubro, em Espanha 0,5 por cento da população afectada teria de receber cuidados de saúde. Dois por cento seriam realojados, dez por cento protegidos e 87,5 por cento monitorizados – uma pequena parte em Portugal.
E com o Rodos, já se simularam acidentes em Almaraz? "Sim, usamos o modelo em vários exercícios, seja a nível bilateral com Espanha, seja comunitário", diz João Martins. "Se virmos o que aconteceu a 100 quilómetros de Fukushima, é com isso que temos de nos preocupar com um acidente em Almaraz. Os efeitos mais gravosos são sempre entre 25 a 30 quilómetros da central", diz o físico. "Dificilmente haverá necessidade de abrigo em Portugal. Antes de a nuvem cá chegar, saberemos se essa medida será necessária." Muito menos, diz a ANPC, por escrito, deverá ser preciso deslocar habitantes em Portugal. "Os cenários das autoridades espanholas não prevêem isso. Depende das condições meteorológicas, mas é pouco provável."
Teresa Firmino
* * * * * * * * * * * * * * * * * *

quinta-feira, 18 de maio de 2017

6243. Acidente nuclear em Almaraz pode afectar 800 mil pessoas em Portugal

Cerca de 800 mil pessoas em Portugal podem ser afectadas pela radioactividade caso ocorra um acidente grave na central nuclear de Almaraz, em Espanha, revela uma simulação feita pelo Exército em 2010 a que a Renascença teve acesso. A simulação, feita pelo Elemento de Defesa Biológico, Químico e Radiológico do Comando das Forças Terrestres a partir de um programa da Nato, tem como base um cenário idêntico ao acidente de Chernobyl, em 1986 – o rebentamento de um reactor, seguido de incêndio.
A simulação foi feita a partir do cenário mais perigoso, com uma probabilidade de ocorrência muito baixa, sublinha a major de engenharia Ana Silva, comandante desta força do Exército, em declarações à Renascença. O programa simula a evolução da nuvem radioactiva nas 40 horas que se seguem à explosão e a sua deslocação pelo território português, onde chegaria 12 horas após o acidente.
“Os distritos atingidos pela nuvem radioactiva são os que ficam no norte de Portugal, sendo que o distrito de Castelo Branco será o mais afectado, mas sempre com valores baixos de radioactividade. No total, prevê-se que afecte 800 mil pessoas”, revela a major Ana Silva. De acordo com esta oficial do Exército, “dada a proximidade com a fronteira espanhola, os concelhos de Idanha-a-Nova, Castelo Branco e Penamacor, onde vivem cerca de 45 mil pessoas, registam o maior nível de afectação”. No entanto, “o problema não é tanto o que resulta da exposição imediata à radiação, mas sim os efeitos que se podem manifestar caso a exposição seja prolongada”.
Apenas os 170 habitantes de Segura, uma aldeia do concelho de Idanha-a-Nova, teriam que ser retirados de suas casas como medida de precaução. Nesta povoação fronteiriça, ninguém conhece o estudo do Exército nem as medidas de segurança a adoptar em caso de acidente nuclear.
Quanto ao nível de radiação, os valores registados vão desde os 100 sieverts por hora, no local da explosão, até 0,1, que será sensivelmente o valor que afecta o território português. O sievert é a unidade usada para avaliar o impacto da radiação sobre os seres humanos, medindo os efeitos biológicos em tecidos vivos produzidos pela radiação absorvida. A absorção de um sievert implica uma possibilidade de desenvolver cancro na ordem dos 5,5%. Doses superiores a 1 sievert adquiridas num curto período podem causar envenenamento por radiação e matar em poucas semanas.
Radiação aumenta possibilidades de cancro – O trajecto da nuvem radioactiva libertada após um acidente grave em Almaraz foi calculado com base na análise das condições meteorológicas registadas entre 2000 e 2010 e tendo também em conta o relevo do terreno. “Nas primeiras horas após o rebentamento, a nuvem avança para oeste. A seguir, e por influência tanto da cordilheira a norte da central como da Serra da Estrela, passa a deslocar-se para norte”, explica a major Ana Silva.
Quanto ao nível de radiação, os valores registados vão desde os 100 sieverts por hora, no local da explosão, até 0,1, que será sensivelmente o valor que afecta o território português. O sievert é a unidade usada para avaliar o impacto da radiação sobre os seres humanos, medindo os efeitos biológicos em tecidos vivos produzidos pela radiação absorvida.
A absorção de um sievert (10 vezes mais do que o nível previsto para Portugal) implica uma possibilidade de desenvolver cancro na ordem dos 5,5%. Doses superiores a 1 sievert adquiridas num curto período podem causar envenenamento por radiação e matar em poucas semanas.
Protecção Civil desconhece estudo – O Elemento de Defesa Biológico Químico e Radiológico do Comando das Forças Terrestre já apresentou a sua simulação aos técnicos de Almaraz e as previsões das consequências coincidem. No entanto, nunca se organizaram exercícios conjuntos nem há planeamento partilhado entre Portugal e Espanha. A Autoridade Nacional de Protecção Civil não conhece o estudo nem realizou nenhum exercício com base nas suas conclusões.
A major Ana Silva considera desejável a realização de exercícios conjuntos, bem como a informação das populações mais afectadas sobre o que devem fazer em caso de acidente, até porque as medidas são muito simples. “Não são necessários equipamentos especiais. Basta que as pessoas se fechem em casa, desliguem os aparelhos de ar condicionado, cortem todo o contacto com o exterior e não utilizem água da torneira até que as autoridades comuniquem que o perigo passou”, esclarece a oficial do Exército.
Dina Soares
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
Fonte (texto e imagem): Renascença

quarta-feira, 17 de maio de 2017

6242. Comemoração do Dia Mundial do Euromelanoma

Associando-se à comemoração do Dia Mundial do Euromelanoma (www.euromelanoma.org/portugal), o IPMA informa sobre a radiação ultravioleta e evolução do Índice UV nos últimos quinze anos.
Ultravioleta, Temperatura do Ar e Alterações Climáticas – Faz parte do senso comum a associação do calor à radiação solar. De facto, os eventos de temperaturas extremas coincidem em regra com eventos de radiação ultravioleta elevada. Então, será que existe uma relação entre a temperatura e a radiação UV?
A variação diurna da temperatura do ar é causada pelo aquecimento da superfície da Terra que por sua vez é devido à absorção de radiação solar. À escala mensal, a temperatura média do ar apresenta uma correlação pouco significativa com o IUV (Índice UV). Por outro lado, o máximo do IUV médio mensal ao longo do ano ocorre em Julho, um mês antes da temperatura mensal média máxima em Lisboa e no Funchal, enquanto em Angra do Heroísmo, ocorre um mês depois.
Embora a radiação ultravioleta contribua para a formação da queimadura solar, cujo efeito é perceptível várias horas depois da exposição ao Sol, esta não contribui para a sensação de ardor sentida no momento, uma vez que esta resulta do efeito da radiação solar visível e infravermelha, muito mais intensa do que o ultravioleta.
Os resultados das observações de satélite indicam que o máximo do IUV ocorre no mês de Julho nos Açores, Madeira e Continente. No entanto, o máximo da temperatura do ar ocorre no mês de Agosto em Lisboa e no Funchal (1 mês depois) e, em Junho em Angra do Heroísmo (1 mês antes). Este resultado, pode ainda contribuir para o agravamento das exposições solares no início da época estival, visto a dose diária ser maior em Maio do que em Agosto!
Ainda, de acordo com estes resultados obtidos nos últimos quinze anos, os períodos com IUV igual ou superiores a 6 (Elevado) é: nos Açores desde a última semana de Março até a última semana de Setembro; na Madeira, desde a primeira semana de Março até à segunda semana de Outubro; em Portugal: desde a primeira semana de Abril até à 3ª semana de Setembro.
Em média, o número de dias no ano com valores de IUV Elevado ou superior e com IUV Muito Elevado, respectivamente: nos Açores, 150 e 70 dias; na Madeira, 200 e 129 dias; em Portugal 150 e 85 dias. Por outro lado, nos últimos 15 anos, o número de dias com IUV Elevado (6) não apresenta qualquer tendência significativa.
E qual o papel da camada de ozono nesta problemática? Desde 1994 assiste-se a um aumento gradual da espessura da camada de ozono nas latitudes médias do Hemisfério Norte. Nos Açores, Madeira e Portugal, a evolução acompanha esta tendência. No entanto, a destruição do ozono na Antárctida ainda ocorre com grande intensidade, sobretudo devido ao efeito das baixas temperaturas na estratosfera. Espera-se que o aquecimento global à superfície conduza a um arrefecimento da estratosfera e consequentemente a temperaturas cada vez mais baixas que favorecem a formação de nuvens polares estratosféricas e a destruição massiva do ozono nessa região. Ainda recentemente (2015) o buraco de ozono na Antárctida atingiu áreas máximas mais tarde e durante mais tempo.
Por outro lado, o aumento da radiação observado na Europa foi de aproximadamente 6.5% desde o início da década de 80 do século passado, sendo consistente com a redução do ozono estratosférico observada no mesmo período. Nas latitudes médias do Hemisfério Norte nas quais o nosso território se insere, este aumento foi da ordem de 8% para o mês de Fevereiro e de 3 a 5% para os meses de Junho a Agosto.
De acordo com o último Relatório de Avaliação da Camada de Ozono das Nações Unidas (WMO/UNEP), estima-se que um nível máximo da radiação UV tenha sido atingido pouco antes do ano 2000, assistindo-se actualmente a uma diminuição gradual como consequência da recuperação da camada de ozono. De acordo com estes resultados, espera-se também uma redução dos níveis de radiação UV para os valores de referência (1975-1995) ainda no final desta década.
* * * * * * * *
Fonte: IPMA

6241. No dia do cancro da pele vamos falar de protecção solar

O cancro da pele é uma realidade e, em Portugal, dos cerca de 12 mil novos casos anuais, mil são melanomas. Nesta quarta-feira, assinala-se o Dia Europeu do Melanoma.
A La Roche-Posay em parceria com a Associação Portuguesa Contra o Cancro (APCC) levará a cabo um rastreio de pele em mais de 40 serviços de dermatologia do continente e ilhas.
Um conselho básico para evitar o cancro provocado pelo sol é ter cuidado com a exposição solar e evitar as horas de maior incidência, das 12h às 16h, lembra a dermatologista Daniela Cunha, do Hospital Cuf Descobertas e convidada pela Bioderma para falar sobre o cancro da pele.
A especialista chamou  a atenção para o uso de chapéu de abas por causa das orelhas ou então para a necessidade de não esquecer esta parte do corpo quando se põe o protector solar, porque "muitos tumores surgem nas orelhas", justifica.
Daniela Cunha sublinhou ainda que não é porque os portugueses são mais morenos que devem ter menos atenção aos cuidados com o sol e aconselha um protector com índice de protecção superior a 30. A médica explica que um protector 50 não bloqueia 50% da radiação, mas que em cada 100 fotões passam dois para a pele. Portanto, é mais correcto falar de um filtro solar – expressão usada pelos brasileiros, diz – do que de um protector, porque o creme filtra a luz solar, deixando-a passar para a pele que, por isso, deve estar protegida com roupa, com uma sombra ou com creme.
A médica lembra ainda que o protector deve ser posto em casa e não na praia, 30 minutos antes, e chegados à praia, o creme deve ser reforçado e reaplicado de duas em duas horas numa quantidade que cubra a pele toda porque "não há intoxicação por protector solar".
A prevenção do cancro da pele começa em casa – Quanto às crianças o cuidado deve ser redobrado porque o risco de um escaldão é maior, uma vez que os mais novos têm a pele mais fina e imatura. A dermatologista aconselha o uso de protectores à base de minerais antes dos dez anos. Os minerais também são uma boa opção para as pessoas que têm peles mais sensíveis ou problemas de pele.
O melanoma é o tipo de cancro da pele mais grave, e a sua incidência tem vindo a aumentar em todo o mundo. Em comunicado, a La Roche-Posay refere que um em cada dois portugueses "nunca terá consultado um dermatologista para verificar os seus sinais cutâneos". Por isso, com este Dia Europeu do Melanoma pretende-se alertar a população para "os perigos da exposição solar, as suas consequências e a importância de um diagnóstico precoce, nomeadamente através de uma observação regular".
(Texto adaptado sem conteúdos publicitários; texto original aqui)
Bárbara Wong
* * * * * * * * * * *
Fonte: PÚBLICO

terça-feira, 16 de maio de 2017

6240. Terça-feira, 16 de Maio (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00
* * *
Alcácer do Sal (Barrosinha) – 34,6 ºC
Pegões – 34,2 ºC
Mora – 34,1 ºC
Alvalade – 34,0 ºC
Tomar (Valdonas) – 33,3 ºC
Alvega – 33,2 ºC
* * *
Montalegre – 22,5 ºC
Penhas Douradas – 21,0 ºC
Viana do Castelo (Chafé) – 20,9 ºC
Santa Cruz (Aeródromo) – 20,2 ºC
Cabo Raso – 19,6 ºC
Cabo Carvoeiro – 18,7 ºC
* * *
Fonte: IPMA

6239. PORTUGAL CONTINENTAL Índice ultravioleta


segunda-feira, 15 de maio de 2017

6238. Segunda-feira, 15 de Maio (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00
* * *
Alcácer do Sal (Barrosinha) – 31,1 ºC
Alvalade – 31,0 ºC
Amareleja – 30,6 ºC
Mértola (Vale Formoso) – 30,3 ºC
Mora – 30,2 ºC
Pegões – 30,2 ºC
* * *
Foía – 20,1 ºC
Montalegre – 20,0 ºC
Cabo Raso – 19,8 ºC
Lamas de Mouro (P. Ribeiro) – 19,6 ºC
Guarda – 19,5 ºC
Penhas Douradas – 15,9 ºC
* * *
Fonte: IPMA

quinta-feira, 11 de maio de 2017

quarta-feira, 10 de maio de 2017

6234. Fenómeno extremo de vento provoca danos em 30 habitações de Pombal

Um fenómeno extremo de vento em Vale das Moitas, em Carnide, no concelho de Pombal, provocou danos em 30 habitações, barracões e estaleiros, informou o presidente da Câmara de Pombal à Lusa. Segundo o presidente do Município de Pombal (PSD), Diogo Mateus, o fenómeno de ventos fortes não provocou desalojados nem feridos, tendo-se registado uma quebra na rede eléctrica, situação que já está reposta.
Diogo Mateus revelou que as pessoas com quem falou relataram, por volta das 12:30, um fenómeno de "vento muito forte, o céu muito escuro e um turbilhão violento e ruidoso, idêntico a um mini-tornado", que demorou "cerca de 30 segundos" e "depois desapareceu". O vento, acompanhado de chuva intensa, destruiu telhas e barracões agrícolas e provocou a queda de árvores, "verificando-se a projecção de vários materiais, como telhas e até de uma viga de parede de esforço, que foi arremessada cerca de 40 metros". "Foi um fenómeno de muita violência, felizmente sem feridos", disse Diogo Mateus, ao referir que a intempérie atingiu, sobretudo, as localidades de Valeirão, Vale das Moitas e Carnide.
O presidente da Câmara adiantou que, "genericamente, a parte eléctrica já foi reposta", assim como as telecomunicações e as vias rodoviárias. Diogo Mateus informou ainda que esta quinta-feira a autarquia irá "juntamente com os sapadores florestais fazer uma revisão às áreas atingidas para atestar da segurança de algumas árvores". Será também efectuada a limpeza dos resíduos e materiais que ficaram espalhados nas ruas. O Município de Pombal está também a acompanhar as "situações das habitações danificadas de pessoas mais carenciadas, que poderão ter apoio social".
Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro de Leiria adiantou que o alerta foi dado pelas 14:23, registando-se quedas de árvores e cabos eléctricos. No local estiveram elementos da Protecção Civil e engenheiros da autarquia, os Bombeiros Voluntários de Pombal, técnicos da PT e EDP, as autoridades e os presidentes da Câmara de Pombal e da Junta de Freguesia de Carnide, acrescentou Diogo Mateus.
* * * * * * * * * * * *

6233. Vento forte danificou várias casas no lugar da Taboeira, no concelho de Aveiro

video
CopyRight @ RTP Notícias

6232. Quarta-feira, 10 de Maio (19h30)

Imagem de satélite às 19h30
* * *
Fonte: SAT24
===========
PORTUGAL CONTINENTAL COM AVISO METEOROLÓGICO AMARELO (excepto distritos de Bragança e Castelo Branco): Aguaceiros, por vezes fortes, podendo ser de granizo e acompanhados de trovoadas e/ou rajadas de vento.

6231. PORTUGAL CONTINENTAL: Tempo instável

Tempo instável em Portugal Continental, associado à passagem, de uma superfície frontal fria. Períodos de chuva ou aguaceieros, por vezes fortes e acompanhados de queda de granizo. Rajadas de vento temporariamente fortes.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

6230. Temperaturas globais podem subir 1,5 graus em menos de uma década

As temperaturas globais podem subir 1,5 graus em menos de uma década, contrariando as aspirações consagradas no Acordo de Paris sobre redução de emissões alcançado em 2015, alertam especialistas australianos num estudo hoje publicado.
Na "cimeira do clima" realizada na capital francesa em 2015 a comunidade internacional comprometeu-se a tomar medidas para limitar o aumento das temperaturas médias a menos de dois graus, de preferência a menos 1,5 graus, em relação à era industrial, mas essa barreira dos 1,5 graus pode ser quebrada já em 2026, segundo a investigação da Universidade de Melbourne publicada na revista científica "Geophysical Research Letters". O pessimismo dos investigadores prende-se com a chamada Oscilação Interdecadal do Pacífico (OIP), uma oscilação da temperatura da superfície do oceano semelhante ao fenómeno "El Niño" mas de muito mais longa duração. Diz-se no estudo que esse controlador natural do clima que funciona de forma lenta terá mudado para uma fase positiva e que por isso vai levar a uma aceleração do aquecimento global na próxima década.
Desde 1999 que a OIP está em fase negativa mas os recordes de temperaturas consecutivos dos anos 2014, 2015 e 2016 levaram os especialistas em clima a admitir que houve uma mudança. No passado as fases positivas coincidiram com uma aceleração do aquecimento global.
"Mesmo que a OIP se mantenha na fase negativa, a nossa investigação mostra que provavelmente veremos as temperaturas globais a quebrarem a barreira dos 1,5 graus até 2031", disse o autor principal do trabalho, Ben Henley, acrescentando que a única solução seria os governos reduzirem as emissões de gases com efeito de estufa mas também retirarem carbono da atmosfera. Diz-se no trabalho agora publicado que a OIP tem um impacto muito grande o clima e que é uma alavanca natural poderosa que muda de forma lenta em períodos de 10 a 30 anos.
Na fase positiva as temperaturas do oceano Pacífico são excepcionalmente quentes e a norte e a sul dessa região são excepcionalmente frias. Na fase negativa acontece o contrário.
No passado, assistiu-se a OIP positivas entre 1925 e 1946 e depois entre 1977 e 1988, períodos com aumentos rápidos das temperaturas médias globais. O mundo experimentou o contrário numa fase negativa prolongada entre 1947 e 1976.
Uma característica marcante da fase negativa da OIP deste século é que as temperaturas médias continuaram a aumentar, embora de forma mais lenta. Segundo os especialistas na fase positiva esse abrandamento será corrigido e pode ser de esperar uma aceleração do aquecimento nas próximas décadas.
Delegações de 196 países começaram hoje em Bona a discutir a forma de na prática limitar o aquecimento global, seis meses depois da eleição de Donald Trump para Presidente dos Estados Unidos, que ameaçou retirar o país do acordo assinado em Paris em Dezembro de 2015. Nessa altura, a comunidade internacional comprometeu-se a limitar o aumento das temperaturas, que pode chegar aos três graus se nada for feito. Hoje, quando começaram as reuniões técnicas sobre as regras de aplicação do acordo, nos corredores do centro de conferências especulava-se sobre a saída ou manutenção dos Estados Unidos.
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
Fonte (texto e imagem): Correioda Manhã

6229. Segunda-feira, 8 de Maio (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00
* * *
Mora: 31,9 ºC
Alvega: 31,4 ºC
Portalegre (Cidade): 30,8 ºC
Elvas: 30,8 ºC
Mirandela: 30,7 ºC
Portel (Oriola): 30,5 ºC
* * *
Viana do Castelo (Chafé): 20,2 ºC
Santa Cruz (Aeródromo): 19,5 ºC
Penhas Douradas: 19,4  ºC
Foía: 19,4 ºC
Cabo Raso: 19,2 ºC
Cabo Carvoeiro: 18,9 ºC
Areeiro (Madeira): 8,3 ºC
* * *
Fonte: IPMA

domingo, 7 de maio de 2017

6228. Domingo, 7 de Maio (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00
* * *
Mora: 31,1 ºC
Alvalade: 30,4 ºC
Pegões: 30,3 ºC
Tomar (Valdonas): 29,8 ºC
Amareleja: 29,8 ºC
Pinhão (Santa Bárbara): 29,5 ºC
* * *
Montalegre: 20,3 ºC
Santa Cruz (Aeródromo): 19,8 ºC
Cabo Raso: 19,5 ºC
Cabo Carvoeiro: 19,0 ºC
Foía: 18,1 ºC
Penhas Douradas: 17,8 ºC
Aeroporto de Santa Maria (Açores): 15,2 ºC
Bico da Cana (Madeira): 9,6 ºC
* * *
Fonte: IPMA