quinta-feira, 22 de junho de 2017

6293. Praia fluvial de Monsaraz: condições convectivas extremas (17.06.2017)

A viagem iniciou-se em Estremoz por volta das 14h30, tendo como destino final a praia fluvial do Centro Náutico de Monsaraz, nas margens do Lago do Alqueva. A saída inicíou-se debaixo de um céu pouco nublado e uma tarde muito calorosa, com a temperatura a rondar os 41 ºC; alguma nebulosidade em desenvolvimento para sueste.
Ao longo do caminho (cerca de 60 quilómetros) a temperatura do ar vai mantendo-se constante e a nebulosidade vai aumentando, uma vez que os principais núcleos convectivos se vão desenvolvendo para sueste, exactamente a direcção que vamos tomando para Monsaraz.

A chegada à praia fluvial ocorreu por volta das  16h45; o céu apresenta-se muito encoberto (seis oitavos), a temperatura ronda os 39 ºC/ 40 ºC e após um breve tempo de exposição ao sol, fomos a banhos...

Ao longe, sobretudo para leste (Espanha) observam-se agora bandas de precipitação. A pouco e pouco vão crescendo cumulonimbos dispersos, quase todos a leste... Meia hora mais tarde começam-se a observar raios ao longe (nordeste).

É a nordeste que começa a desenvolver-se um imponente cumulonimbo que, olhando para o seu topo, vai-se aproximando ... Aumenta a intensidade dos raios e começam-se a ouvir os primeiros trovões.
A bandeira vermelha é içada mas nem todos os banhistas se retiram da água. Entretanto levanta-se um vento moderado e muito quente, procedendo de nordeste, ao mesmo tempo que o céu vai ficando cada vez mais escuro.

Para observar a tempestade que se aproxima restam duas hipóteses: ir para o carro ou ficar no bar de apoio à praia. Entretanto ainda há tempo de dizer aos nadadores salvadores para o perigo que algumas pessoas estavam a correr por se manterem dentro de água com a chegada da tempestade...

Não demora nada em começar a chover, ao mesmo tempo que o vento se tornou moderado a forte, talvez rajadas na ordem dos 40 a 60 quilómetros por hora. Agora quase toda a gente recolhe ao bar de apoio, espaço gentilmente cedido pelos proprietários para que todos se possam refugiar da tempestade.

Cerca de quinze minutos de chuva acompanhada por vento muito forte... Baixa densidade de descargas eléctricas.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

6292. Tragédia em Pedrógão Grande: IPMA diz que houve condições excepcionais para a propagação do fogo

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) considera que a "dinâmica" gerada pela conjugação entre incêndio e instabilidade climatérica, no sábado, em Pedrógão Grande, gerou no terreno condições excepcionais para a propagação das chamas.
Na carta dirigida ao primeiro-ministro, António Costa, ao qual a agência Lusa teve acesso, o IPMA sustenta também que as suas previsões para a tarde de sábado, na região de Pedrógão Grande, estiveram dentro da margem de erro. Por outro lado, que os seus avisos feitos às populações seguiram as regras fixadas na relação com os serviços de protecção civil.
Estas posições estão assinadas pelo presidente do IPMA, Jorge Miguel Miranda, e surgem na sequência de um pedido de esclarecimento urgente do primeiro-ministro, feito na terça-feira, às previsões e às condições meteorológicas verificadas no sábado à tarde na zona de pinhal do distrito de Leiria, em particular no concelho de Pedrógão Grande. Esta carta do presidente do IPMA foi já publicada no portal do Governo na Internet, tendo sido também enviada aos diferentes grupos parlamentares.
No que diz respeito às condições que determinaram situações no terreno de excepcional gravidade, o IPMA advoga que "foram o resultado da conjugação da dinâmica do próprio incêndio e dos efeitos da instabilidade atmosférica, gerando downburst, ou seja, vento de grande intensidade que se move verticalmente em direção ao solo, que após atingir o solo sopra de forma radial em todas as direções". "Este fenómeno é por vezes confundido com um tornado, e tem um grande impacto em caso de incêndio florestal por espalhar fragmentos em direções muito diversas", salienta o presidente do IPMA na resposta a António Costa.
De acordo com as informações já recolhidas pelo IPMA, "o desencadeamento e/ou a propagação do incêndio poderá ter sido amplificado pela conjugação dos factores descritos, e a importância excepcionalmente elevada de efeitos locais relacionados com fenómenos de convecção atmosférica associados à humidade muito reduzida, e a dinâmica induzida pelo próprio incêndio". "Esta situação tão complexa e excepcional está a ser objecto de um estudo aprofundado", é referido na missiva de Jorge Miguel Miranda, numa alusão a uma comissão entretanto nomeada para apurar em profundidade o que se passou na região de Pedrógão Grande na tarde de sábado.
Em relação às previsões feitas pelo IPMA para a região de Pedrógão Grande para a tarde sábado, na carta dirigida a António Costa sustenta-se que "os valores previstos com quatro dias de antecedência se vieram a confirmar pelos valores medidos, com desvios reduzidos em termos de temperaturas máxima e mínima, humidade relativa e velocidade média do vento". Segundo os dados do IPMA, no caso da humidade relativa "existe uma variação um pouco mais significativa, se bem que os valores previstos no dia anterior, correspondendo à informação mais relevante, foram ligeiramente inferiores ao observado (14% em vez de 17%). Estas diferenças têm pouco significado físico".
"No que diz respeito à velocidade do vento, existe uma variação mais significativa ao longo dos quatro dias anteriores, mas a previsão realizada com 24 horas de antecedência reproduz bem as observações (21 km/h em vez de 18 km/h). Neste sentido, o sistema de previsão meteorológico para as condições de superfície, funcionou de forma correcta, dentro de margens de erro expectáveis, definindo o quadro sinóptico de tempo muito quente, com temperaturas máximas muito elevadas, próximas de 40ºC, temperaturas mínimas igualmente elevadas, humidade relativa muito baixa, vento fraco ou moderado nos locais elevados, e condições de instabilidade, com possibilidade de ocorrência de aguaceiros de trovoadas durante a tarde".
Na carta de resposta enviada a António Costa, este instituto adianta, igualmente, que do mesmo modo se "confirma que os níveis de avisos emitidos estavam de acordo com as regras fixadas entre o IPMA e a ANPC (Autoridade Nacional de Protecção Civil)".
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6291. Pedrógão Grande: pistas para apurar a origem do incêndio de Sábado


Pedrogão Grande – O início do grande incêndio de Pedrogão Grande deverá estar associado à ocorrência de descargas eléctricas atmosféricas ocorridas no local ao início da tarde do passado Sábado (aproximadamente entre as 14h45 e as 14h50). A imagem de satélite mostra o desenvolvimento de cumulonimbos na região e na imagem das DEA é possível observar a detecção de trovoadas à mesma hora. Ninguém pode em momento algum contrariar registos meteorológicos.

terça-feira, 20 de junho de 2017

6290. Incêndios: Mais de 2.400 bombeiros e 24 aviões em Pedrógão Grande, Góis e Penela

Os três grandes fogos que lavram nos concelhos de Pedrógão Grande (Leiria), Góis e Penela (Coimbra) estavam, às 18:30 de hoje, a ser combatidos por mais de 2.400 operacionais, 825 viaturas e 24 meios aéreos, segundo a Protecção Civil. Além destes três grandes incêndios nos distritos de Leiria e de Coimbra, existem 39 fogos de menor dimensão a ser combatidos em Portugal, dispersos por diversos distritos, mobilizando um total de 624 operacionais, 191 veículos e cinco meios aéreos.
De acordo com a informação divulgada na página na Internet da Autoridade Nacional da Protecção Civil (ANPC), o incêndio que envolve mais meios no terreno continua a ser o de Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, que deflagrou na tarde de sábado e que se mantém em curso, encontrando-se a ser combatido por 1.215 operacionais, apoiados por 409 veículos e 15 meios aéreos.
O incêndio que deflagrou no sábado à tarde em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, provocou pelo menos 64 mortos e mais de 150 feridos, segundo um balanço divulgado hoje. O fogo começou em Escalos Fundeiros e alastrou depois a Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra, no distrito de Leiria. Desde então, as chamas chegaram aos distritos de Castelo Branco, através do concelho da Sertã e de Coimbra, pela Pampilhosa da Serra. Este incêndio já consumiu cerca de 26.000 hectares de floresta, de acordo com dados do Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais.
Outro dos principais incêndios a lavrar em Portugal é o fogo em Góis, no distrito de Coimbra, que deflagrou pelas 15:00 de sábado e que se mantém em curso, mobilizando já 1.054 bombeiros, 362 viaturas e oito meios aéreos.
Ainda no distrito de Coimbra, encontra-se em fase de resolução o incêndio de Penela, segundo a informação da Protecção Civil, indicando que o combate às chamas que lavram desde as 21:15 de sábado envolve 163 bombeiros, 54 viaturas e um meio aéreo.
Segundo dados da Protecção Civil, os 39 incêndios de menor dimensão localizam-se nos distritos de Aveiro (1), Beja (2), Bragança (2), Castelo Branco (3), Coimbra (1), Évora (2) Faro (2), Guarda (3), Leiria (4), Lisboa (2), Porto (3), Santarém (5), Viana do Castelo (2), Vila Real (4) e Viseu (3).
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Fonte: DN

6289. Terça-feira, 20 de Junho (16h00)



Algumas temperaturas às 16h00
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Santarém (Fonte Boa) – 41,3 ºC
Tomar (Valdonas) – 40,8 ºC
Mora – 40,0 ºC
Alvega – 39,9 ºC
Avis (Benavila) – 39,5 ºC
Amareleja – 39,0 ºC
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Almada (P. Rainha) – 25,4 ºC
Sintra (Colares) – 23,2 ºC
Foía – 22,9 ºC
Cabo Raso – 22,5 ºC
Cabo carvoeiro – 21,0 ºC
Santa Cruz (Aeródromo) – 20,8 ºC
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Fonte: IPMA

6288. A Euronews em Pedrógão Grande

CopyRight @ EuroNews PT

6287. Segunda-feira, 19 de Junho (16h00)



Algumas temperaturas às 16h00
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Santarém (Fonte Boa) – 40,9 ºC
Mora – 40,5 ºC
Setúbal – 40,2 ºC
Rio Maior – 40,0 ºC
Pegões – 39,9 ºC
Alvega – 39,6 ºC
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Cabo Carvoeiro – 25,8 ºC
Montalegre – 25,7 ºC
Bragança – 25,5 ºC
Penhas Douradas – 25,0 ºC
Foía – 24,1 ºC
Vinhais – 23,9 ºC
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Fonte: IPMA

domingo, 18 de junho de 2017

6285. Incêndio em Pedrógão Grande provoca 61 vítimas mortais

Pelo menos 61 pessoas morreram e cerca de 62 ficaram feridas num incêndio que deflagrou na tarde deste sábado em Pedrógão Grande, Leiria. Entre as vítimas estarão quatro menores. Rodrigo, de quatro anos, seguia com um tio num carro. Na aldeia de Mó Pequena, Bianca, de 4 anos, terá morrido quando fugia com a avó. Outras duas crianças, com idades abaixo de 8 anos seguiam noutra viatura apanhada pelo fogo. A maior parte das vítimas foi apanhada pelas chamas quando seguia de carro e se viu encurralada pelo fogo, mas há várias aldeias com casas destruídas. Os mortos confirmados até ao momento serão todos civis. Muitas pessoas estão ainda dadas como desaparecidas, pelo que o balanço de vítimas poderá aumentar Durante a madrugada, foi noticiado o desaparecimento de dois bombeiros, mas terão sido localizados, com ferimentos. Entre os cinco feridos mais graves estão quatro bombeiros e uma criança. Este domingo, o fogo ainda arde com muita intensidade. A PJ garante que o fogo teve origem num raio que atingiu uma árvore. 21h58 – A vila de Cernache do Bonjardim, no centro do país, está esta noite expectante com as chamas que lavram no norte do concelho, propagadas a partir do incêndio que nasceu sábado em Pedrógão Grande.
21h55 – O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, desloca-se na segunda-feira à sede da Autoridade Nacional de Protecção Civil, na sequência do incêndio que deflagrou no sábado em Pedrógão Grande e que já causou 61 mortos. Passos Coelho cancelou todas as iniciativas partidárias para esta semana devido a esta tragédia. Fonte do partido explicou à Lusa que a deslocação de segunda-feira, marcada para as 11h00, "é uma iniciativa institucional para se inteirar de todos os esforços que a Protecção Civil tem feito nos últimos dias".
21h06 – O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, manifestou pesar pelas vítimas dos incêndios em Portugal, dizendo-se "chocado" com a tragédia e disponibilizou o apoio daquela entidade, "no que for possível". Numa declaração emitida a partir da sede da ONU sobre o sinistro, António Guterres disse estar "chocado e horrorizado" com o número de vidas perdidas em três concelhos do distrito de Leiria. Guterres disse que telefonou de manhã ao Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa, assim como ao primeiro-ministro, António Costa, para exprimir "profunda tristeza e condolências ao povo português", e fazendo votos da rápida recuperação dos feridos. "As minhas orações e pensamentos estão agora com as famílias das vítimas", acrescentou o secretário-geral da ONU. António Guterres disponibilizou o apoio daquela organização "para assistir Portugal no que for preciso", e elogiou "o trabalho incansável" do Governo, dos bombeiros, dos profissionais de emergência e das organizações da sociedade civil "que estão a fazer de tudo para conter o incêndio e ajudar as pessoas que precisam".
20h45 – O primeiro-ministro apelou a todos os cidadãos nas áreas afectadas por incêndios que cumpram as ordens das autoridades, nomeadamente de evacuação, e afirmou que a maioria das vítimas já identificadas no fogo de Pedrógão Grande morreu em casa. "Quero chamar a atenção que a maioria das pessoas que faleceu, e que já estão identificadas, não foram vítimas nos carros, foram vitimadas nas casas que não tiveram oportunidade de abandonar a tempo", afirmou António Costa, em declarações aos jornalistas, em Alvares, freguesia do concelho de Góis (Coimbra), também atingido por um incêndio violento e no final de uma visita aos municípios mais afectados. Por isso, apelou o primeiro-ministro, "quando as autoridades fazem apelos de evacuação é essencial que sejam cumpridos".
20h31 – Marcelo Rebelo de Sousa fez uma curta declaração ao país a partir do Palácio de Belém onde pediu para esquecermos para já as "interrogações e sentimentos que nos angustiam" e "prosseguir o combate em curso, manter e alargar a nossa solidariedade aos que sofreram e sofrem a tragédia, demonstrando que nos instantes mais difíceis da nossa vida como nação somos como um só. Por Portugal". O Presidente da República, que na madrugada de domingo esteve em Pedrógão Grande, garantiu que, esta segunda-feira, vai voltar à zona atingida pelo trágico incêndio.
20h25 – A ministra da Administração Interna informou que o incêndio que deflagrou no sábado em Pedrógão Grande já alastrou para o distrito de Castelo Branco, tendo entrado no concelho da Sertã.
19h55 – O Presidente da República promulgou o decreto do Governo que declara luto nacional por três dias, pelas vítimas do incêndio no distrito de Leiria. Bandeira nacional está a meia haste no Palácio de Belém.
19h49 – O seleccionador português, Fernando Santos, afirmou que a tragédia de Pedrógão Grande, que já fez mais de meia centena de mortos, "tocou muito" a comitiva lusa que está na Rússia, a participar na Taça das Confederações de futebol. "Em meu nome e em nome dos jogadores, quero dar uma palavra a todos aqueles que estão em Portugal a sofrer muito. É uma situação que nos tocou muito a todos", afirmou Fernando Santos, após o empate (2-2) frente ao México, em Kazan, na primeira jornada do Grupo A.
19h36 – O treinador português de futebol André Villas-Boas disse que vai doar 100.000 euros às famílias das vítimas da tragédia do Pedrógão Grande. A verba ficou definida depois de uma iniciativa do técnico na sua conta oficial no Instagram, na qual prometia doar 10 euros por cada like a uma publicação sua de uma foto do incêndio em Pedrógão Grande.
19h31 – A empresária e filha do chefe de Estado angolano Isabel dos Santos assumiu "tristeza" face ao incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande, Portugal, e que já provocou 61 mortos, elogiando o "corajoso" trabalho dos bombeiros. Numa mensagem publicada hoje pela empresária na sua conta oficial na rede social Instragam, Isabel dos Santos escreve que o seu pensamento vai para "todos aqueles que perderam seus [entes] queridos" e transmitiu "solidariedade, neste momento de grande tristeza" para com as famílias e vítimas "deste drama".
19h20 – Marcelo vai fazer declaração ao País às 20h30.
19h16 – Cinco aldeias foram evacuadas e o IC8 está cortado nos dois sentidos.
19h15 – De acordo com a vice-presidente da Câmara de Castanheira de Pêra parte dos mortos que estavam nos carros eram turistas que tinham ido à praia fluvial das Rocas.
19h08 – Constança Urbano de Sousa adiantou ainda que no terreno estão 800 efectivos, 260 meios terrestres, ajudados por 10 meios aéreos. Há 10 elementos feridos, quatro em estado grave. Há ainda zonas onde as autoridades não conseguiram chegar.
19h05 – A Ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, acaba de fazer um ponto da situação. Mantém-se o número de vítimas. Há cinco pontos de atendimento na área (em Avelar, no campo de futebol, em Pedrógão Grande, na Santa Casa, em Figueiró dos Vinhos, no pavilhão gimnodesportivo, em Ansião, nos Bombeiros Voluntários, e em Castanheira de Pêra na Santa Casa) e uma linha de emergência para disponibilizar alojamento às vítimas que perderam as casas (144). A ministra adiantou que Espanha vai enviar bombeiros para o reforço dos meios terrestres.
18h40 – Onze feridos estão hospitalizados em unidades de queimados de hospitais de Lisboa, Coimbra e Porto em consequência do incêndio que deflagrou no sábado em Pedrógão Grande, informaram fontes hospitalar e governamental. Nas unidades de queimados de hospitais de Lisboa estão internados dois feridos em Santa Maria e um no São José, além de outros sete no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC). Um bombeiro também deu entrada, na madrugada de domingo, no Hospital da Prelada, no Porto, "com queimaduras na face e nos membros superiores e inferiores", informou fonte oficial da unidade. O ferido, oriundo de Castanheira de Pêra, foi assistido no local e transportado para a unidade portuense devidamente estabilizado e apresentava, durante a tarde, "prognóstico reservado".
18h34 – O ministro da Saúde destacou a "capacidade e generosidade notáveis" dos profissionais de saúde e da sociedade civil, no apoio às vítimas dos incêndios da zona de Pedrógão Grande. Adalberto Campos Fernandes visitou vários hospitais do país que estão a dar apoio a feridos e vítimas dos incêndios, considerando que a prestação de cuidados "está a funcionar bem".
18h18 – O especialista florestal Paulo Fernandes defendeu que a análise à tragédia do incêndio de Pedrógão Grande deve ser colocada na protecção civil e não na política da floresta.
18h17 – O primeiro-ministro está a visitar áreas afectadas pelo incêndio de Pedrógão Grande, estando pelas 18h00 no município vizinho de Figueiró dos Vinhos, depois de já ter passado por Castanheira de Pêra, concelhos do distrito de Leiria. Fonte oficial do Governo disse que estas deslocações de António Costa tem como principal objectivo preparar o plano de resposta do Estado face às consequências do incêndio. Nestas deslocações, o líder do executivo tem estado acompanhado pelos ministros do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, e da Agricultura, Capoulas Santos.
18h14 – A Ordem dos Médicos Dentistas ofereceu ajuda às autoridades para a identificação dos cadáveres da tragédia dos incêndios na zona de Pedrógão Grande. Segundo Orlando Monteiro da Silva, os médicos dentistas, sobretudo com formação na área da medicina legal, podem ajudar a identificar cadáveres através dos dentes, sendo um dos meios "eficaz e rápido" de identificação.
18h10 – O director nacional adjunto da Polícia Judiciária (PJ) disse que a identificação definitiva das vítimas mortais do incêndio de Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, só será possível posteriormente. "As equipas da PJ, do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses e da GNR prosseguem o trabalho de exame e identificação das vítimas mortais nos locais onde se encontram", afirmou Pedro do Carmo. Salientando que esta "é uma tarefa que está a ser realizada em condições extremamente difíceis", Pedro do Carmo declarou que, "não obstante o trabalho já desenvolvido, a identificação definitiva das vítimas mortais só será possível posteriormente"
18h05 – O combate ao incêndio de Pedrógão Grande foi esta tarde reforçado com mais operacionais, veículos e meios aéreos, segundo a Protecção Civil, que tem no teatro de operações 870 operacionais, 268 viaturas e dez meios aéreos. De acordo com a página da internet da Autoridade Nacional da Protecção Civil (ANPC) às 18h00 estavam empenhados no combate às chamas 870 operacionais apoiados por 268 viaturas e dez meios aéreos, números que, ao longo da tarde, têm sido várias vezes ampliados.
17h53 – Mais de 40 enfermeiros ofereceram-se como voluntários para ajudar as vítimas do incêndio da zona de Pedrógão Grande, estando a Ordem e a administração de saúde do centro a preparar a forma de distribuir estes profissionais. A bastonária dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, tem estado desde madrugada em contacto com o ministro da Saúde.
17h48 – O ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Capoulas Santos, convocou uma reunião interna para avaliar possíveis medidas de apoio, no seguimento do incêndio de Pedrógão Grande.
17h27 – A Marinha tem a caminho de Pedrógão Grande 20 militares e uma cozinha de campanha para fornecer 2.400 refeições diárias a 800 pessoas entre esta noite e terça-feira, adiantou este ramo das Forças Armadas. O porta-voz da Marinha, comandante Pedro Coelho Dias, explicou que a caminho de Pedrógão Grande encontra-se uma coluna com duas dezenas de fuzileiros que vão servir o pequeno-almoço, almoço e jantar a 800 pessoas, entre a noite deste domingo e terça-feira, pelo menos.
17h24 – O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses pediu água, fruta e barras energéticas para as corporações de Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra, no distrito de Leiria, e Alvares, concelho de Góis, distrito de Coimbra. Jaime Marta Soares declarou que "há um desgaste muito grande, um consumo muito grande de alimentação" por parte dos bombeiros e agradeceu a "generosidade dos portugueses que são sempre muito solidários com os bombeiros".
17h05 – Cannadairs franceses chegaram à Base Aérea de Monte Real. Preparam-se agora para enfrentar as chamas em Pedrógão Grande.
16h55 – A associação ambientalista Quercus lamentou o "total laxismo" das autoridades em relação à política florestal e considerou que são precisas tragédias como o incêndio de Pedrógão Grande para que os políticos se lembrem disso. "O Governo promete uma reforma florestal e a revogação da chamada lei do eucalipto e continua na mesma, isso é triste", afirmou à João Branco, presidente da Quercus.
16h50 – O presidente da Câmara de Pedrógão Grande, Valdemar Antunes, disse que 95% da floresta ardeu e que, ao nível de infraestruturas, o concelho está "a zero". "Não há uma previsão [da área ardida], mas para mim ardeu tudo. Temos mais de 95% da floresta ardida. O concelho ardeu", afirmou. O autarca adiantou ainda que o concelho de Pedrógão Grande ficou "a zero" ao nível das infraestruturas na sequência do incêndio que deflagrou sábado.
16h42 – O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses defendeu a necessidade do "emparcelamento" da floresta portuguesa, e admitiu que o incêndio em Pedrógão Grande, apesar da origem natural apontada, teve "mão humana". "Nós para prepararmos uma floresta, com um mosaico florestal, com espécies autóctones, com linhas corta-fogo, temos de emparcelar", afirmou Jaime Marta Soares, em declarações à agência Lusa. O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses acrescentou que "não pode haver planeamento e ordenamento sem emparcelamento", que "mexe com os interesses de muita gente".
16h40 – Entraram em espaço aéreo português os canadairs franceses que irão ajudar no combate às chamas em Pedrógão Grande. As aeronaves deverão aterrar dentro de minutos em Monte Real.
16h39 – A Fundação Calouste Gulbenkian decidiu constituir um fundo especial de 500 mil euros, para apoio às organizações da sociedade civil da região de Pedrógão Grande, afectada pelos incêndios deste fim-de-semana.
16h35 – Dois feridos graves do incêndio de Pedrógão foram transportados para um hospital de Lisboa.
16h24 – A ministra da Administração Interna afirmou que foram evacuadas três aldeias devido ao incêndio que deflagrou no sábado em Pedrógão Grande, elogiando o trabalho dos bombeiros num "combate sem tréguas" ao fogo. De acordo com Constança Urbano de Sousa, o incêndio lavra com "quatro frentes activas", duas das quais já estavam dominadas, mas reacenderam, devido às "condições meteorológicas muito adversas".
16h20 – As misericórdias portuguesas vão poder acolher os desalojados dos incêndios que lavram nos distritos de Leiria e Coimbra, disse o presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos. "Fizemos já um levantamento de quantas pessoas podemos acolher, eu já tenho esse resultado no distrito de Coimbra e, numa primeira fase, podemos acolher de imediato cerca de 100 pessoas", disse Manuel Lemos.
16h19 – O primeiro-ministro, António Costa, anunciou que serão instalados no terreno quatro centros operacionais da Segurança Social em Pedrógão Grande, Avelar, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra. Em declarações aos jornalistas, no final de uma reunião com os autarcas de Figueiró dos Vinhos, Pampilhosa e Pedrógão Grande, o primeiro-ministro explicou que estes centros terão "condições para dar resposta quer a alojamentos de emergência quer a apoios sociais de emergência que sejam necessários".
16h13 – Um avião P3-C Orion a Força Aérea Portuguesa vai ser mobilizado para o incêndio de Pedrógão Grande para ajudar na monitorização do fogo. A aeronave deverá descolar pelas 16h00 da Base Aérea Nº 11, em Beja, para o aeroporto militar de Figo Maduro, em Lisboa, onde vão embarcar dois elementos da Autoridade Nacional da Protecção Civil e depois rumar até ao teatro de operações para também ajudar "na identificação de pontos quentes susceptíveis de gerarem reacendimentos", indicou fonte da ANPC.
16h09 – As aulas e os exames nos municípios de Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra estão suspensos a partir de segunda-feira e por tempo indeterminado, informou este domingo o Ministério da Educação. "Foi já assegurado que os alunos das comunidades educativas afectadas terão oportunidade de realizar os exames e provas em datas alternativas, estando acautelado que não serão prejudicados", indica uma nota do Ministério enviada à agência Lusa.
15h00 – O primeiro-ministro, António Costa, corrigiu o último balanço oficial de vítimas no incêndio que deflagrou no sábado em Pedrogrão Grande, de 62 para 61, uma vez que um dos registos tinha sido duplicado. "Muito provavelmente o número de vítimas será superior, mas neste momento o número confirmado não são 62 mas 61 -- um dos registos tinha sido duplicado --, mas não vale a pena alegrarmo-nos com isso porque iremos, certamente, encontrar mais vitimas no terreno", afirmou o chefe do Executivo português.
14h20 – O primeiro-ministro defende que a prioridade tem de ser o combate ao incêndio que deflagrou no sábado em Pedrógão Grande e a identificação das vítimas, admitindo que o número possa ainda subir. "Chegará o momento de apurar o que aconteceu", afirmou António Costa, à entrada de uma reunião na Câmara Municipal de Pedrógão Grande Leiria), salientando que sábado foi "um dia de risco, com mais de 156 incêndios".
13h52 – O Conselho de Ministros aprovou um decreto que declara luto nacional durante três dias, entre hoje e terça-feira. Em comunicado, o Governo adianta que este decreto foi aprovado "fazendo uso da faculdade de deliberação electrónica prevista nos termos do Regimento do Conselho de Ministros". O decreto, lê-se no comunicado, "produz efeitos a partir do dia 18 de Junho de 2017 [este domingo] e entra imediatamente em vigor".
13h50 – Pelo menos 39 corpos já foram recolhidos após o incêndio que continua a lavrar em Pedrógão Grande e em localidades vizinhas. Cinco vítimas mortais já foram identificadas, conta fonte da Polícia Judiciária ao CM, adiantando que a identificação de todos os mortos através de amostras de ADN será difícil, uma vez que os corpos encontram-se carbonizados.
13h30 – O Presidente da República cancelou toda a agenda até à próxima terça-feira. Marcelo Rebelo de Sousa já esteve esta madrugada em Pedrógão Grande.
13h28 – Seis dos 45 feridos que foram internados em Coimbra estão em estado grave e cinco deles permanecem nos cuidados intensivos, com ventilação. Uma criança que deu entrada nos serviços de pediatria com queimaduras que atingem um sexto do corpo. Pelo menos 12 doentes vão ser atendidos nos serviços de cirurgias plásticas, 10 estão em observação e 16 já tiveram alta médica.
13h30 – Novo balanço da tragédia. O secretário de Estado Jorge Gomes anuncia 62 mortes. Destas, 60 estão directamente relacionadas com o fogo, duas outras pessoas morreram num acidente de viação provocado pelas condições das estradas na região. Entre as vítimas estarão quatro menores. Rodrigo, de quatro anos, seguia com um tio num carro. Na aldeia de Mó Pequena, Bianca, de 4 anos, terá morrido quando fugia com a avó. Outras duas crianças, com idades abaixo de 8 anos seguiam noutra viatura apanhada pelo fogo.
13h25 – EDP anuncia que é preciso reparar 30km de linha de baixa tensão na região afectada pelo incêndio. Empresas de telemóveis também estão a avaliar estragos na zona.
12h31 – O CM apurou que pelo menos 11 pessoas morreram na aldeia de Nodeirinho, em Pedrógão Grande. A aldeia fica junto ao IC8, uma das vias mais afectadas pelo incêndio.
12h04 – Em novo briefing com a comunicação social, o secretário de Estado da Administração Interna actualizou o balanço de vítimas em 58 mortos. Governante diz que duas das quatro frentes do incêndio "estão a ceder ao combate dos meios".
12h00 – O Exército tem nos incêndios de Góis e Pedrógão oito máquinas de rastos. Estão no local militares de 12 pelotões.
11h30 – O primeiro-ministro António Costa volta esta manhã ao local do incêndio, para acompanhar a operação em curso. Chefe do governo vai reunir-se com autarcas dos municípios afectados.
10h05 – O secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, actualiza o número de mortos para 57. Explica que 47 das vítimas foram encontradas dentro de carros na Estrada Nacional 236, que dá acesso ao IC8. Trinta destas vítimas estavam dentro de carros, outras 17 foram encontradas fora das viaturas, nas bermas das estradas. Outras 10 vítimas foram encontradas noutros locais.
10h00 – O Comissário Europeu para a ajuda humanitária Christos Stylianids anuncia que a União Europeia está pronta para ajudar Portugal, tendo já sido enviados aviões de combate a incêndios pelo Mecanismo de Protecção Civil Europeu 10h00 – Jaime Marta Soares, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, diz à CMTV que os cinco bombeiros que estão hospitalizados pertencem à corporação de Castanheira de Pêra. Dois deles estão feridos com muita gravidade e têm prognóstico reservado. Outros três estão em condição estável. O responsável confirma que, neste momento, não há notícia de qualquer bombeiro desaparecido.
9h50 – Pelo menos três civis foram retirados do local pelo helicóptero do INEM e foram encaminhados para a Unidade de Queimados da Universidade de Coimbra e para outros hospitais da zona. Em Santa Maria, Lisboa, estarão pelo menos duas pessoas internadas.
9h40 – O director nacional da Polícia Judiciária (PJ) diz à Lusa que o incêndio q teve origem numa trovoada seca, afastando qualquer indício de origem criminosa. "A PJ, em perfeita articulação com a GNR, conseguiu determinar a origem do incêndio e tudo aponta muito claramente para que sejam causas naturais. Inclusivamente encontrámos a árvore que foi atingida por um raio", disse Almeida Rodrigues. "Conseguimos determinar que a origem do incêndio foi provocada por trovoadas secas", tendo sido a partir daí que o fogo se propagou, explicou o director nacional da PJ.
08h35 – O secretário de Estado da Administração Interna, José Gomes, faz um novo balanço. "Infelizmente, a cada balanço temos mais mortes a registar. Neste momento contabilizamos 43 mortos". O governante explica que a maioria das vítimas foi encontrada nas estradas da região, dentro e fora dos carros. Entre os feridos, 18 foram transportados para hospitais de Coimbra, Porto e Lisboa. Os meios aéreos vindos de Espanha estão a chegar ao local, os de França vêm a caminho. Técnicos da segurança social e psicólogos estão a ser mobilizados para o terreno.
8h15 -O cenário no Pedrógão Grande e concelhos vizinhos é de tragédia. Há relatos de várias aldeias com casas destruídas e as equipas que estão no local têm grande dificuldade em chagar aos locais afectados. As primeiras vítimas conhecidas perderam a vida em Figueiró dos Vinhos, numa estrada de acesso ao cemitério local. As 18 pessoas estavam em quatro carros e teriam ligações familiares e de amizade entre si. No IC8, pelo menos quatro pessoas morreram quando ficaram emboscadas pelo fogo quando circulavam nesta via. Entre os feridos mais graves contam-se quatro bombeiros e uma criança. Pelo menos 18 dos feridos mais graves foram transportados para hospitais nacionais com unidades de queimados. Estão no local equipas da PJ e do Instituto de Medicina Legal. Trabalho de identificação das vítimas dificultado pelo estado de carbonização dos corpos.
7h42 – O secretário de Estado Jorge Gomes actualizou o balanço do número de vítimas. Estão agora confirmadas 39 mortes. Outras 59 estão feridas. Entre os feridos mais graves, contam-se quatro bombeiros e um civil. Há várias zonas afectadas pelo incêndio que ainda não foram vistoriadas, pelo que é possível que o balanço de vítimas possa aumentar. O fogo continua muito longe de estar controlado, com várias povoações em risco. Entre os feridos há várias crianças. Foi pedida ajuda internacional e estarão a ser mobilizados para o teatro de operações meios de Espanha e de França.
7h05 – Segundo a página da Protecção Civil, estão mobilizados para o combate às chamas no Pedrógão grande 682 operacionais, apoiados por 219 viaturas. O fogo permanece fora de controlo. Muito próximo dali, um fogo em Góis mobiliza 387 operacionais e 118 veículos.
7h00 – O presidente da Câmara de Castanheira de Pêra, Fernando Lopes (PS), um dos concelhos do distrito de Leiria afectados pelo incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande, descreve o cenário que se vive: "Isto está uma situação catastrófica. Está caótica", disse, por telefone, à agência Lusa. Afirmando ter "infelizmente" registo de vítimas mortais e de feridos no seu concelho, Fernando Lopes não soube, contudo, precisar as vítimas ou as casas ardidas. "Não tem havido comunicações e isso dificultou muito. Temos muitas casas ardidas em várias localidades, mas não sei quantas ao certo", disse. O autarca frisou ainda que o fogo "não dá sinais de querer abrandar" e que têm "poucos meios" a combatê-lo. "Todos temos ajudado e todos somos poucos", lamentou o presidente da câmara. O fogo deflagrou ao início da tarde de sábado numa área florestal em Escalos Fundeiros, em Pedrógão (distrito de Leiria), e alastrou-se aos municípios vizinhos de Castanheira de Pêra e Figueiró dos Vinhos.
Primeiro-ministro anuncia 25 mortos O incêndio que lavra há várias horas em Pedrógão Grande já fez 25 mortos informou na madrugada deste domingo o Primeiro-ministro, António Costa. Há ainda 21 feridos, entre elas uma criança, e dois bombeiros da corporação de Castanheira desaparecidos. Já Valdemar Alves, Presidente da Câmara de Pedrógão Grande, admite a existência de mais vítimas mortais. 16 das 24 vítimas morreram carbonizadas dentro de viaturas. Outras vítimas estavam junto a um cemitério e perderam a vida por inalação de fumo. O Secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, disse à CMTV que foi activado o Plano de Emergência Distrital.
O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Jaime Marta Soares, confirmou também à CMTV que quatro elementos dos bombeiros estão em estado grave. Ao que o CM conseguiu apurar, estas três vítimas estariam a viajar de carro com mais quatro pessoas de Mosteiro até Pedrógão Grande quando foram apanhadas de surpresa pelo fogo. O Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa já está no local onde já estão também o Secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, e o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Jaime Marta Soares. O primeiro-ministro António Costa está nas instalações da Protecção Civil de Carnaxide onde está a orientar o Plano de Emergência Nacional. No local está montado um hospital de campanha nas próximas horas e estão a chegar reforços para combater o fogo.
O incêndio já passou para o concelho de Figueiró dos Vinhos, também no distrito de Leiria. De acordo com a Lusa, vários carros de bombeiros foram destruídos pelo fogo. O fogo florestal está a ameaçar várias casas em Pedrógão Grande. Devido às chamas, a GNR fechou algumas estradas da zona, entre elas, o Itinerário Complementar 8 (IC8), nas saídas da zona industrial de Pedrógão Grande e do Outão. A população de Pedrógão Grande está assustada com o incêndio já que a electricidade foi cortada por razões de segurança. O fogo deflagrou pelas 14h00 e está ainda a ser combatido por 516 bombeiros, vindo de vários pontos do país. Pelo menos 60 são da zona de Lisboa. O Primeiro-ministro vai decretar este domingo luto nacional.
Natacha Nunes Costa, João Monteiro de Matos, José Carlos Marques e Pedro Zagacho Gonçalves
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