segunda-feira, 15 de outubro de 2018

6947. Tempestade Leslie deixou milhares de casas "às escuras" em Leiria

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6946. Leslie. Figueira da Foz foi o concelho mais afetado

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6945. Leslie entrou pelo centro do país

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6944. Leslie: Cem mil habitações continuam sem eletricidade

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6943. Leslie: Escolas encerradas em vários concelhos

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6942. Leslie deixou rasto de destruição no Buçaco

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6941. The Leslie destruction: Coimbra, Figueira da Foz, Leiria.

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domingo, 14 de outubro de 2018

6940. Efeito da passagem do LESLIE: Continente e Madeira

O IPMA informa que o furacão LESLIE passou a ter características de depressão pós tropical sobre o mar antes de atingir, cerca das 22:40 hora local, a costa de Portugal Continental na região entre a Figueira da Foz e Aveiro.
As rajadas de vento mais fortes foram registadas na estação meteorológica da Figueira da Foz com vento de oeste. O valor máximo observado foi 176.4 km/h às 22:40 hora local tendo-se registado rajadas com mais de 100 km/h de intensidade durante cerca de 40 minutos. Na estação meteorológica de Aveiro registou-se vento médio de noroeste com 82 km/h e rajada de 120 km/h às 23:20 hora local e na estação meteorológica de Coimbra registou-se vento médio de sudoeste com 60 km/h e rajada de 122 km/h às 22:50 hora local. O vento mais intenso na Figueira da Foz, comparando com as outras regiões à mesma hora, deve-se a um fenómeno designado por sting jet que se pode identificar interpretando a imagem de radar.
A passagem de uma linha de instabilidade na região sul deu origem a precipitação forte e trovoada entre as 22 h e a 01 h, com observação de precipitação acumulada em 1 hora entre 10 e 20 mm. No mesmo período de tempo foi também observada precipitação forte no litoral da região Norte, onde a precipitação acumulada em 6 horas atingiu valores entre 30 a 40 mm.
A agitação marítima na costa ocidental registou valores entre 4 e 5 metros de altura significativa, segundo o registo das bóias de Leixões e Sines do Instituto Hidrográfico.
A depressão pós-tropical LESLIE dirigiu-se para nordeste, atravessando o território do Continente enquanto perdia actividade, encontrando-se em Espanha a leste de Bragança cerca das 5 horas locais. No distrito de Viseu ainda se observou vento forte com rajadas que atingiram 140 km/h no Caramulo.
Durante a noite de 12 para 13 o LESLIE passou a norte do arquipélago da Madeira, ainda com a categoria de furacão, a uma distância de cerca de 300 km do arquipélago, originando vento forte nos locais mais expostos, nomeadamente nas terras altas, onde se registaram rajadas entre 110 km/h e 120 km/h e nas regiões costeiras entre 60 e 90 km/h. Os maiores valores da quantidade de precipitação numa hora variaram entre 10 e 15 mm e nas regiões costeiras entre 5 e 10 mm. Os maiores valores da precipitação, em seis horas, nas regiões montanhosas foram da ordem de 45 mm, valor ligeiramente superior ao limite máximo do aviso amarelo e nas regiões costeiras, os maiores valores foram da ordem de 15 mm, registados na parte leste da costa sul da Ilha da Madeira. A altura significativa das ondas, observada às 09 UTC no observatório foi cerca de 3 metros. Em geral, as condições meteorológicas melhoram a partir do fim da manhã, à excepção do estado do mar que se deverá manter agitado até ao fim da tarde.
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Fonte: IPMA

6939. Sting jet associado ao Leslie

A estação do IPMA de Figueira da Foz/Vila Verde registou às 21:40 UTC (22:40 hora local) de dia 13 de Outubro de 2018, uma rajada de 49 m/s (cerca de 176 km/h). Este valor é atribuído a um fenómeno designado por sting jet. O sting jet é uma forte corrente descendente que, por vezes, se desenvolve no bordo oeste de depressões extratropicais, podendo alcançar a superfície. Nestes casos, as rajadas poderão ser superiores a 150 km/h numa área reduzida, tipicamente situada a sudoeste do núcleo da depressão. A formação deste fenómeno meteorológico foi inicialmente estudada pelo grupo do Professor Keith Browning da Universidade de Reading, no final da década de 80.
As rajadas observadas junto à superfície resultam de processos evaporativos que ocorrem em níveis médios da massa nebulosa da tempestade. Destes processos resultam arrefecimento e consequente transporte descendente do ar para níveis mais baixos, com aceleração progressiva. A designação de sting jet decorre do facto de a assinatura deste fenómeno em imagens de satélite e radar se assemelhar à da cauda de um escorpião (sting).
Em Portugal Continental, observou-se um fenómeno semelhante em 23 de Dezembro de 2009. No entanto, nessa ocasião, o fenómeno não esteve associado a uma depressão resultante da transição de ciclone tropical para depressão extratropical, como presentemente se verificou. De facto, em 2009, o fenómeno resultou de uma depressão cujo ciclo de vida decorreu integralmente nas latitudes médias. Então, a depressão sofreu um processo de ciclogénese explosiva (rápida e intensa diminuição de pressão atmosférica no seu centro) a que se sucedeu um sting jet.
O valor da rajada de 176 km/h, agora observado, constitui o mais elevado registado em estações da rede meteorológica nacional (máximo anterior de 169 km/h em 17 de Outubro de 2015), sendo compatível com as previsões de curto prazo emitidas pelo IPMA, baseadas no modelo do Centro Europeu e do modelo de mesoescala AROME, operado pelo IPMA.
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Fonte: IPMA

6938. Efeitos da passagem do LESLIE

Feridos e rulotes destruídas em parque de campismo da Figueira da Foz – Vários feridos, cerca de 80 rulotes danificadas ou destruídas e uma ordem de evacuação a ser cumprida nas próximas horas, são os efeitos do furacão Leslie no parque de campismo do Cabedelo, na Figueira da Foz.
No parque, situado na margem sul do rio Mondego, junto à praia do Cabedelo e molhe sul do porto da Figueira da Foz, são visíveis os estragos provocados pelo mau tempo que atingiu aquela região na noite de sábado, com pelo menos quatro rulotes que 'voaram' por cima da vedação e aterraram, completamente destruídas, a cerca de 100 metros de distanciam na estrada anexa, e outras dezenas danificadas no interior do espaço, constatou a agência Lusa no local.
"Estimo que devem estar cerca de 80 rulotes viradas. Alguns deles [dos campistas] estavam envolvidos nas rulotes, tivemos de os tirar para fora e batemos rulote a rulote para tirar as pessoas", disse à agência Lusa Tiago Cadima, concessionário do restaurante do parque de campismo.
A fonte frisou que os prejuízos serão "muito avultados", existindo automóveis "debaixo de rulotes" e "rulotes em cima umas das outras".
Segundo Tiago Cadima, "quatro a cinco pessoas" ficaram feridas, com ferimentos considerados ligeiros: "um tinha um braço partido, outros contusões na cabeça e no corpo e também era mais o susto de alguns, porque têm uma idade avançada", sublinhou.
De acordo com a mesma fonte, cerca de 120 campistas estavam no parque de campismo na altura em que o furacão atingiu o local e acabaram por encontrar guarida no edifício do restaurante, onde grande parte pernoitou.
Feridos ligeiros e dezenas de desalojados em Coimbra – A passagem do furacão Leslie pelo distrito de Coimbra provocou alguns feridos ligeiros e dezenas de desalojados, informou à agência Lusa o comandante operacional distrital.
Segundo Carlos Luís Tavares, a passagem do furacão Leslie provocou mais estragos nos concelhos do Centro Litoral do distrito, nomeadamente na Figueira da Foz, Montemor-o-Novo, Coimbra, Soure e Condeixa-a-Nova.
Foi nesses concelhos que se registaram "dezenas de desalojados", devido à tempestade que causou "uma destruição muito grande em telhados de habitações", acrescentou. Queda de poste de iluminação pública provoca apagão em rua da Trofa – A queda de um poste de iluminação pública numa rua da Trofa, distrito do Porto, provocou um apagão naquela via logo após se começarem a sentir os efeitos da tempestade tropical Leslie, revelou à Lusa fonte dos bombeiros.
O primeiro de dois incidentes registados pelos Bombeiros da Trofa naquele concelho deu-se, segundo a mesma fonte, às 23h56 de sexta-feira.
Mais tarde, os bombeiros foram novamente chamados para retirar "uma árvore de pequeno porte" que caiu sobre uma viatura estacionada e sem passageiros no momento da queda.
Queda de poste de alta tensão deixa sem luz cerca de 30 casas em Valongo – A queda de um poste de alta tensão em Valongo, no distrito do Porto, devido à passagem do furacão Leslie, deixou cerca de 30 casas sem electricidade, disse à Lusa fonte dos Bombeiros de Valongo.
Segundo a mesma fonte o alerta foi dado cerca das 00h55, depois do vento forte que continua a fazer-se sentir na zona provocar a queda do poste, na freguesia de Sobrado, fazendo com que "as cerca de 30 casas daquela rua" tenham ficado "sem electricidade".
Os Bombeiros Voluntários de Valongo tiveram ainda de intervir na freguesia de Campo depois da queda de duas árvores ter provocado o corte temporário de uma estrada secundária.
Queda de árvore em Matosinhos provoca corte da linha do metro – A queda de uma árvore em Senhora da Hora, Matosinhos provocou hoje o corte da linha do metro de Matosinhos e o corte das duas vias de trânsito da Rua da Lagoa, afirmou fonte dos Bombeiros Voluntários de Leixões.
Segundo fonte dos Bombeiros de Leixões, a queda da árvore na Rua da Lagoa, em Senhora da Hora, Matosinhos, provocou também danos numa estátua centenária que se encontrava numa rotunda.
Circulação restabelecida na auto-estrada A1 – A circulação automóvel foi restabelecida na auto-estrada A1, perto da área de serviço de Pombal, informou a concessionária Brisa.
O trânsito esteve temporariamente cortado no sábado à noite na auto-estrada do Norte, no sentido Norte-Sul, perto da área de serviço do Pombal, devido à queda de uma árvore causada pelo vento forte.
A passagem do furacão Leslie pelo território continental, com vento fortes, causou no sábado à noite a queda de árvores, cortes de estradas e de energia em habitações, o cancelamento de voos e a suspensão de ligações fluviais.
O furacão Leslie atingiu o território continental como depressão pós-tropical, mas com ventos com "intensidades equivalentes a uma tempestade tropical", com rajadas acima dos 130 quilómetros/hora que podem chegar a máximos históricos de 180/190 quilómetros/hora, segundo o meteorologista do IPMA Nuno Moreira.
Cerca de 30 voos cancelados no sábado à noite – Cerca de 30 voos foram cancelados sábado à noite, nos aeroportos de Lisboa e do Funchal, segundo informação disponível no portal da ANA – Aeroportos de Portugal, a maioria devido à passagem da tempestade tropical Leslie.
Sem mencionar números, o porta-voz da ANA, Rui Oliveira, disse à Lusa que o mau tempo esteve na origem de "praticamente todos os voos cancelados".
De acordo com o portal da ANA, foram canceladas durante a noite de sábado no aeroporto de Lisboa 19 chegadas e oito partidas de voos.
No aeroporto do Funchal foram canceladas duas aterragens.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera colocou sábado 13 distritos sob aviso vermelho, o mais grave, por previsão de vento forte, e alguns também por agitação marítima, em consequência da passagem pelo território continental da tempestade tropical Leslie.
Na Madeira, o Leslie passou sem causar "ocorrências de relevo", segundo o Serviço Regional da Protecção Civil.
No território continental, a tempestade, com o pico esperado até às 04h00 deste sábado, já provocou queda de centenas de árvores e cortes de energia em milhares de casas.
Mau tempo obriga a suspender ligação fluvial a Cacilhas – As ligações fluviais entre o Cais do Sodré e Cacilhas, suspensas durante a noite de sábado devido ao mau tempo e à forte agitação marítima, foram retomadas ao início da madrugada, informou fonte da Transtejo Soflusa.
"As duas carreiras previstas para o início da madrugada entre Cais do Sodré e Cacilhas serão realizadas", afirmou a responsável pela comunicação da empresa, Margarida Perdigão.
De acordo com a mesma fonte, ao início da manhã serão retomados também os "horários normais" das carreiras de Trafaria, Porto Brandão e Belém.
As ligações fluviais estiveram interrompidas durante a noite de sábado em consequência das condições adversas causadas pela passagem do furacão Leslie.
Encerrada ligação fluvial entre Trafaria, Porto Brandão e Belém – A ligação fluvial entre a Trafaria, Porto Brandão e Belém, no rio Tejo, foi este sábado encerrada devido ao mau tempo e à forte agitação marítima, disse à agência Lusa fonte oficial da Transtejo Soflusa.
"Esta é a ligação [entre as duas margens do Tejo] mais próxima do mar" e "quer pelas condições meteorológicas quer por ser feita por navios cuja manobrabilidade é mais complicada, encontra-se encerrada", explicou Margarida Perdigão, responsável da Transtejo Soflusa.
Quanto às restantes ligações fluviais entre as duas margens do Tejo, mantêm-se operacionais, mas a empresa assegura estar atenta, a acompanhar o evoluir da situação, e diz que tomará as medidas necessárias para garantir a segurança dos passageiros.
Marginal entre Parede e Carcavelos encerrada ao trânsito num sentido – A marginal entre a Parede e Carcavelos foi encerrada ao trânsito ao início da noite deste sábado no sentido Cascais-Lisboa devido à ondulação, disse à agência fonte da PSP. Segundo o oficial de dia do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, o encerramento ao trânsito daquele troço da Marginal foi decidido pela Polícia Marítima.
Furacão Leslie na Madeira – Na Madeira, este sábado, o vento fez-se sentir com grande intensidade, acompanhado de chuva, e registaram-se cancelamentos de voos devido ao furacão Leslie. Não há danos de maior na ilha mas 180 eventos desportivos foram cancelados por causa da tempestade.
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6937 Nome das borrascas em 2018/19


6936. INTERIOR CENTRO/SUL: Forte instabilidade

Descargas eléctricas atmosféricas
(entre as 22h15 e as 00h15)
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Fonte: Blitzortung

sábado, 13 de outubro de 2018

6935. Tempestade LESLIE: Intensidade da precipitação às 23h30

Intensidade da precipitação às 23h30
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Fonte: IPMA

6934. Tempestade LESLIE: Intensidade da precipitação às 21h30

Intensidade da precipitação às 21h30
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Fonte: IPMA

6933. Tempestade LESLIE: previsão de landfall às 23h00 (IPMA)


6932. Tempestade LESLIE




6931. Tempestade LESLIE





6930. Furacão LESLIE - Continente e Madeira (Actualização)

O IPMA, e segundo o último comunicado do Centro Nacional de Furacões de Miami (NHC), informa que às 09 UTC, 10 h locais o Furacão Leslie se encontrava a 500 km a sudoeste de Lisboa. A trajectória do furacão Leslie nas previsões mais recentes é, com alta probabilidade, para es- nordeste deslocando-se a 60 km/h. O furacão Leslie -deverá aproximar-se da região costeira entre Coimbra e Setúbal, no final do dia de hoje, a partir das 19 horas locais entre as 21 e 22 horas locais, já como depressão pós-tropical, mas ainda com a intensidade equivalente à de furacão de categoria 1
Após a entrada em terra da depressão pós- tropical Leslie, o que deverá acontecer entre as 23 e as 24 horas locais, a depressão começará a diminuir de intensidade e atravessará o território na direcção nordeste, com a direcção mais provável para a região espanhola de Salamanca. No período de aproximação e passagem pelo território do Continente prevê-se vento e rajadas muito fortes ou mesmo excepcionalmente fortes, chuva forte e agitação marítima forte.
A região entre Setúbal e Aveiro, nomeadamente os distritos de Setúbal, Lisboa, Leiria, Santarém, Coimbra e Aveiro, serão os mais atingidos por vento forte ou muito forte (60 a 80 km/h) e rajadas excepcionalmente fortes. Nestes distritos prevê-se rajadas superiores a 130 km/h, havendo uma probabilidade 10% de se atingirem rajadas de 180 ou 190 km/h, em particular nos locais do litoral e nas terras altas, no período as 22 horas locais do dia 13 e as 04 horas locais de 14. Nos outros distritos das regiões Norte e Centro prevê-se vento forte e rajadas superiores a 130 km/h, podendo atingir-se rajadas de 145 km/h.
Na região costeira dos distritos de Coimbra, Leiria, Lisboa e Setúbal, entre as 23 horas locais de 13 e as 04 horas locais de 14, prevê-se ondas de oeste ou noroeste com altura significativa superior a 7 m, podendo atingir altura máxima de 13 ou 14 metros, sendo expectável a ocorrência de galgamentos costeiros.
As regiões com maior probabilidade de serem atingidas com precipitação intensa são as dos distritos de Aveiro, Coimbra e Leiria, no período entre as 23 horas locais do dia 13 e as 04 horas locais de 14.
O furacão Leslie passou a norte do arquipélago da Madeira, durante a noite do dia 13, a uma distância de cerca de 300 km do arquipélago, originando vento forte nos locais mais expostos, nomeadamente nas terras altas, onde se registaram rajadas entre 110 km/h e 120 km/h e nas regiões costeiras entre 60 e 90 km/h.
Os maiores valores da quantidade de precipitação numa hora variaram entre 10 e 15 mm e nas regiões costeiras entre 5 e 10 mm. Os maiores valores da precipitação, em seis horas, nas regiões montanhosas foram da ordem de 45 mm, valor ligeiramente superior ao limite máximo do aviso amarelo e nas regiões costeiras, os maiores valores foram da ordem de 15 mm, registados na parte leste da costa sul da Ilha da Madeira. A altura significativa das ondas, observada às 09 UTC no observatório foi cerca de 3 metros. Em geral, as condições meteorológicas melhoram a partir do fim da manhã, à excepção do estado do mar que se deverá manter agitado até ao fim da tarde.
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Fonte: IPMA

6929. Domingo, 13 de Outubro (16h00)

Imagem de satélite às 16h00
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Fonte: SAT24

6928. PORTUGAL CONTINENTAL: Avisos meteorológicos





6927. Furacão LESLIE - Continente e Madeira

O IPMA informa que às 03:00 TUC (04:00 locais da Madeira e Portugal continental) de dia 13 de Outubro, o centro do furacão LESLIE localizava-se 385 km a noroeste (NW) da ilha da Madeira e 1125 km a oeste-sudoeste (WSW) de Lisboa, com um mínimo de pressão de 976 hPa. O furacão LESLIE está a deslocar-se para este-nordeste (ENE) a 57 km/h.
As últimas previsões apresentam uma probabilidade muito elevada do furacão LESLIE atingir a costa ocidental de Portugal continental como depressão pós-tropical, sendo que a probabilidade de se registarem ventos de força furacão (>118 km/h) é de 5 a 20% entre o Cabo Mondego e o Cabo de Sines. Neste momento o cenário mais expectável é de que o LESLIE entre em terra pelo distrito de Lisboa por volta das 00:00 TUC (01:00 locais) de dia 14 (domingo).
Assim, o LESLIE deverá começar a afectar o território do Continente a partir das 19/22h locais de hoje (sábado). As previsões indicam a ocorrência de vento médio de 40 a 65 km/h com rajadas de vento máximas até 120 km/h entre as 19h de sábado e as 07h locais de domingo, em especial na costa ocidental e nas terras altas, havendo uma probabilidade superior a 80% de ocorrência de ventos médios com força de tempestade tropical (entre 63 e 118 km/h) no litoral entre o Cabo Mondego e o Cabo de Sines. As ondas deverão atingir 5 a 7 metros, com altura máxima até 12 metros, no período entre as 23h de sábado e as 04h locais de domingo. O efeito da agitação marítima forte deverá ser ampliado pela força dos ventos junto ao centro do LESLIE, pela diminuição da pressão e pela preia-mar (que ocorre por volta das 18 e 06h locais) podendo originar galgamentos costeiros. Prevê-se também precipitação por vezes forte entre as 22h de sábado e as 10h locais de domingo.
Para a Madeira, prevê-se vento médio até 40 a 60 km/h com rajadas de vento máximas que não deverão ultrapassar os 90/110 km/h, havendo, contudo, probabilidade entre 30 e 40% de ocorrência de ventos médios com força de tempestade tropical (entre 63 e 118 km/h) para as ilhas da Madeira e Porto Santo. As ondas deverão atingir 5 a 6 metros, com altura máxima de 10 metros, no período entre as 13 e 19h locais de sábado. Prevê-se também precipitação por vezes forte entre as 7 e 16h locais de sábado. Deverá verificar-se um desagravamento do vento e da precipitação a partir do meio da tarde mas a agitação marítima ainda registará 4 a 5 metros até ao início da manhã de domingo.
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Fonte: IPMA

6926. PORTUGAL: Análise ponderada para dia de 30 de Setembro de 2018

(Actualização da postagem número 6778)
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Acima publicam-se os quadros referentes à situação meteorológica para as estações meteorológicas portuguesas representadas no portal WeatherOnline. O quadro superior refere-se ao acumulado das temperaturas máximas registadas diariamente entre 1 de Outubro de 2017 e 30 de Setembro de 2018; o quadro inferior refere-se ao acumulado das precipitações máximas diárias ocorridas ao longo do mesmo período de tempo.
Assim, no dia 30 de Setembro deste ano, observamos que em Portugal, relativamente à acumulação de temperaturas máximas diárias, constata-se que as estações meteorológicas da Horta/Faial, Lajes/Terceira, Ponta Delgada e Santa Maria, no Arquipélago dos Açores, e do Aeroporto de Lisboa, Évora, Base Aérea de Beja e Beja, em Portugal Continental, acumularam valores absolutos acima da média ao longo do período compreendido entre 1 de Outubro de 2017 e 30 de Setembro de 2018, traduzindo um ano com registo de temperaturas máximas absolutas acumuladas acima do normal (ano quente ou muito quente). Nas restantes estações os valores acumulados de temperatura máxima no mesmo período foram normais ou inferiores ao normal.
A soma dos valores absolutos mostraram uma tendência para aumentar relativamente à situação observada no dia 30 de Junho deste ano, pelo que se pode considerar que o terceiro trimestre deste ano (Julho, Agosto e Setembro) predominou uma acumulação de temperaturas máximas absolutas superiores aos valores normais esperados (trimestre mais quente que o normal). As estações meteorológicas de Coimbra, Castelo Branco, Alverca do Ribatejo, Lisboa, Lisboa/Geofísico, Aeroporto de Lisboa, Montijo, Évora, Base Aérea de Beja e de Beja, em Portugal Continental, registaram um trimestre mais quente que o normal; a estação meteorológica de Portalegre, em Portugal Continental, registou um trimestre menos quente que o normal.
Por fim, constata-se que as estações meteorológicas do Aeroporto de Lisboa e de Beja, em Portugal Continental, transitaram de uma situação em que acumulavam valores inferiores à média no dia 30 de Junho do corrente ano para uma acumulação de valores superiores à média no dia 30 de Setembro.
Relativamente à precipitação máxima diária acumulada, observamos que, no dia 30 de Setembro, apenas a estação meteorológica de Ovar, em Portugal Continental, acumulou valores absolutos acima da média ao longo do período compreendido entre 1 de Outubro de 2017 e 30 de Setembro de 2018, traduzindo um ano com registo de precipitação máxima diária absolutas acumuladas acima do normal (ano húmido). Nas restantes estações os valores de precipitação máxima diária acumulados no mesmo período foram inferiores ao normal (ano tendencialmente seco a muito seco).
A soma dos valores absolutos mostraram uma tendência para uma ligeira diminuição relativamente à situação observada no dia 30 de Junho deste ano, pelo que se pode considerar que o terceiro trimestre deste ano (Julho, Agosto e Setembro) predominou uma acumulação de precipitação máxima diária absoluta ligeiramente inferior aos valores normais esperados (trimestre ligeiramente mais seco que o normal). As estações meteorológicas de Santa Maria, no Arquipélago dos Açores, Base Aérea de Beja, em Portugal Continental, e do Aeroporto Cristiano Ronaldo, no Arquipélago da Madeira, registaram um trimestre mais húmido que o normal; as estações meteorológicas das Lajes/Terceira, Angra do Heroísmo e Ponta delgada, no Arquipélago dos Açores, e de Coimbra, em Portugal Continental, registaram um trimestre mais seco que o normal.
Nenhuma estação meteorológica portuguesa passou, no terceiro trimestre deste ano, de uma situação de défice de valores de precipitação diária acumulada para uma situação de excesso de valores de precipitação máxima diária acumulada (ou vice-versa, em sentido contrário).

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

6925. Protecção Civil da Madeira faz recomendações à população

De acordo com os contactos estabelecidos entre o CROS e o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, nas próximas horas prevê-se a aproximação e passagem do furacão ‘Leslie’, a norte do arquipélago da Madeira. A posição mais próxima está prevista para o fim da manhã do dia 13 (sábado), a cerca de 250 km a norte da ilha da Madeira. Deste modo, o arquipélago da Madeira está sob vigilância, existindo uma probabilidade de 60 a 80% das ilhas da Madeira e de Porto Santo começarem a sofrer os efeitos da LESLIE a partir das 06 UTC do dia 13 (sábado), em termos de agitação marítima, vento e precipitação.
Na região da Madeira a altura significativa das ondas será da ordem de 4 a 5 m e altura máxima da ordem dos 8 a 10 m. Na costa sul, os máximos deverão ocorrer entre as 12 e as 18 UTC e na costa norte e Porto Santo entre as 12 UTC do dia 13 (sábado) e as 12 UTC do dia 14 (domingo).
Os máximos da intensidade do vento, de sudoeste, deverão ser registados na madrugada e manhã do dia 13 (sábado) com valores da ordem dos 80 a 90 km/h nas regiões costeiras e 100 a 120 km/h nas regiões montanhosas.
Nos dias 13 (sábado) e 14 (domingo) prevê-se a ocorrência de precipitação moderada ou aguaceiros pontualmente fortes, em especial nas regiões montanhosas.
Recomendações para Vento Forte
- Feche portas e janelas e retire os objectos soltos que se encontrem nas varandas e peitorais das janelas.
- Sempre que possível, evite as viagens para as zonas afectadas por este tipo de situação meteorológica.
- Não circule por zonas com prédios degradados, devido ao risco de derrocadas.
- Preste atenção às estruturas montadas (andaimes, toldos, tendas, telhados), que poderão ser afectadas por rajadas mais fortes de vento, bem como a uma possível queda de árvores.
- Tenha em atenção que as estradas podem estar cortadas ou condicionadas ao trânsito.
Recomendações para Chuva Forte
- Esteja atento aos avisos e recomendações das autoridades competentes, mantendo-se informado do evoluir da situação.
- Em caso de inundação no interior de sua casa por excesso de chuva, contacte os Bombeiros locais e/ou o Serviço Municipal de Protecção Civil do seu concelho.
- Ao conduzir nestas condições, reduza a velocidade, conduzindo com precaução devido a possíveis congestionamentos de tráfego. Tenha atenção aos lençóis de água que podem formar-se, não conduza ou estacione em zonas propícias a inundações.
- Tenha em atenção a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas e a limpeza de inertes que possam ser arrastados.
- Tenha em atenção que as estradas podem estar cortadas ou condicionadas ao trânsito.
Recomendações para Agitação Marítima
- Atendendo à forte ondulação, é de evitar circular nas zonas costeiras (falésias, escarpas, vias marginais, passeios marítimos, praias).
- Nas zonas em risco de erosão costeira, a população deverá tomar atenção à eventual afectação de edifícios (habitações, estabelecimentos comerciais, apoios de praia, etc.), localizados junto à costa ou próximo de praias.
O site do SRPC, IP RAM – www.procivmadeira.pt. e na APP Prociv Madeira – mantém-se permanentemente actualizada, em articulação com o Observatório Meteorológico do Funchal, a informação relativa à evolução da situação meteorológica.
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Fonte: dnotícias

6924. ARQUIPÉLAGO DOS AÇORES: Instabilidade no Grupo Oriental

Imagem de satélite às 18h35
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Fonte: ImapWeather

6923. ARQUIPÉLAGO DOS AÇORES: Temporal

O IPMA informa que desde o dia 10 de Outubro a depressão CALLUM, com um sistema frontal associado, tem condicionado o estado do tempo em todo o arquipélago, verificando-se um aumento da intensidade do vento bem como da agitação marítima e ocorrência de precipitação por vezes forte.
A partir do dia 11-10-2018, prevê-se que a superfície frontal fria associada à depressão Callum se intensifique na região do grupo Oriental, especialmente em Santa Maria. Nestas condições, prevê-se ocorrência de precipitação dentro dos limites do aviso LARANJA.
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Fonte: IPMA

6922. ARQUIPÉLAGO DA MADEIRA: Avisos meteorológicos




Fonte: IPMA

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

6921. ARQUIPÉLAGO DA MADEIRA: Informação especial

O IPMA informa que às 21:00 TUC (22:00 da Madeira), o centro do furacão LESLEI, localizava-se a 1868 km a oeste-sudoeste (WSW) da ilha Madeira. O furacão LESLEI está a deslocar-se para este-nordeste (ENE) a 35 km/h, pelo que de acordo com a previsão, sendo muito provável (probabilidade de 70 a 90%) de as ilhas Madeira e Porto Santo começarem a sofrer os seus efeitos, a partir das 09:00 TUC (10:00 da Madeira) de sábado, dia 13.
Nestas condições prevê-se, a partir da tarde do sábado, vento FORTE do quadrante sul com rajadas até 90 km/h gradualmente rodando para noroeste (NW) sendo que, nas regiões montanhosas o vento será FORTE a MUITO FORTE com rajadas até 110 km/h.
Prevê-se um aumento da agitação marítima, com ondas de 5 a 7 metros de altura significativa e 10 a 12 metros de altura máxima do quadrante oeste (W). Espera-se ainda, precipitação por vezes FORTE e acompanhada de trovoada.
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Fonte: IPMA

6920. Quinta-feira, 11 de Outubro (02h00)

Intensidade da precipitação às 02h00
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Fonte: IPMA
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Aproximação e passagem de superfície frontal sobre o território de Portugal Continental. Períodos de chuva ou aguaceiros, estendendo-se do litoral para o interior e do norte para o sul.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

6919. Ranking Meteorológico Europeu (Maiores desvios à média nos últimos 12 meses até 30.09.2018)

(Actualização da postagem número 6774)
BALANÇO ENTRE 01.10.2017 E 30.09.2018
 Estações com maiores desvios de temperaturas 
(Temperatura máxima absoluta acumulada diariamente)  
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BALANÇO ENTRE 01.10.2017 E 30.09.2018
Estações com maiores desvios de temperaturas
(Temperatura mínima absoluta acumulada diariamente)
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BALANÇO ENTRE 01.10.2017 E 30.09.2018
Estações com maiores desvios de precipitação
 (Precipitação máxima acumulada diariamente)
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6918. INCÊNDIO (rescaldo): Cascais admite expropriar terrenos a quem não possa limpar


A estrada traça uma divisão evidente. De um lado um terreno florestal livre de mato, com pinheiros de copas altas e pequenos medronheiros, aveleiras e loureiros na base. Do outro, não se vê dois metros para dentro do acacial cerrado, que já esconde o pinhal bravo. Numa área classificada como “Paisagem Cultural” pela UNESCO, parte integrante do Parque Natural Sintra-Cascais, está de um lado uma zona há dez anos gerida pela Parques de Sintra; do outro, um terreno privado sem gestão contínua. E o puzzle repete-se ao longo da serra onde este fim-de-semana arderam 485 hectares. É por isso que a câmara de Cascais vai assumir parte da responsabilidade, limpando e reflorestando o que ardeu e, se for caso disso, partindo mesmo para a expropriação de terrenos cujos donos não tenham capacidades financeiras ou técnicas para os limpar.
Para já, vão ser cortadas as árvores queimadas, deixando-as no terreno para não deixar que a chuva, que se aproxima, levar a terra, garantiu esta terça-feira Carlos Carreiras ao PÚBLICO. Este sábado inicia-se a reflorestação nas terras mais arenosas. Pela manhã, começará uma acção de limpeza dos terrenos e plantação, junto ao Núcleo de Interpretação da Duna da Cresmina, no Guincho. Serão plantadas espécies próprias do parque natural, que a autarquia tem no seu “banco genético” vegetal. “Não perderemos nenhum património natural dentro do nosso território”, garante Carreiras.
O autarca assinou ainda um despacho que proíbe a construção por um período de dez anos nos terrenos atingidos pelo incêndio, reforçando as restrições às novas edificações previstas no Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra-Cascais. Isto porque, já após o incêndio, a câmara detectou placas a indicar a intenção de venda de terrenos ardidos. A autarquia admite mesmo exercer o direito de preferência sobre vendas que possam acontecer no parque natural.
Quanto aos proprietários de terrenos na serra, a autarquia está já a contactá-los para os informar da estratégia de reflorestação que quer levar a cabo. O autarca admite, no entanto, que alguns poderão não ter capacidade nem técnica, nem financeira para o poder fazer. Nesses casos, disse Carlos Carreiras, a Câmara de Cascais admite tomar posse administrativa, o que não retira a propriedade a ninguém, e, no limite, partir para a expropriação de terrenos.
Este ano, a falta de gestão em determinadas parcelas do parque natural levou as autarquias de Cascais e de Sintra a assumir a limpeza de terrenos privados. Isto não evitou que o fogo se tivesse propagado, mas ambos os autarcas acreditam que, sem essa intervenção, o resultado seria muito mais gravoso. Ainda que Sintra tenha escapado ao fogo, o autarca, Basílio Horta, diz que o município está disponível para colaborar na reflorestação, mesmo em zonas que não pertençam ao seu território.
Este trabalho de limpeza da floresta tem, no entanto, que ser continuado. Não se pode fazer uma vez a gestão do combustível num determinado sítio e não voltar lá para a manter, alerta Nuno Oliveira, director técnico para o património natural da Parques de Sintra — Monte da Lua. “Intervenções pontuais normalmente são desastrosas. As condições ainda ficam piores do que inicialmente estavam”, sublinha. Especialmente quando estão em causa espécies invasoras lenhosas, como as acácias — um dos graves problemas da Serra de Sintra.
Em 2008, os terrenos da empresa pública que hoje gere 1173 dos 14.450 hectares do Parque Natural de Sintra-Cascais eram semelhantes aos matagais vizinhos. A diferença de hoje é o trabalho consolidado dos dez anos que decorreram desde então. Em que se profissionalizou a gestão, se seguiu um plano, se investiu tempo e dinheiro, expõe Nuno Oliveira.
O plano de gestão florestal posto em prática em 2008 é “uma espécie de guião”. Define o que plantar, como e quando controlar os combustíveis. Orienta as prioridades, combinando a protecção florestal contra os incêndios com a conservação da natureza exigida numa área classificada. Cada parcela de terreno tem, por isso, uma calendarização própria, consoante a abundância de chuva, a disponibilidade financeira e os ciclos de vida de espécies animais e vegetais.
A médio e longo prazo o objectivo é que pinhais e eucaliptais — hoje áreas de produção — dêem espaço à vegetação autóctone. “Tem que haver consciência de que a gestão das áreas florestais é um trabalho de resistência, que não se coaduna com período de emergência nem com soluções rápidas”, diz Nuno Oliveira, pois o retorno da floresta nunca é imediato.
Com dois engenheiros florestais na chefia — Nuno e Diogo Pinto —, a Parques de Sintra aloca 40 pessoas para o trabalho na floresta. Cerca de 30 são reclusos. Para todos o trabalho é diário, pago, formado. E não há guardas prisionais.
Fazem quase tudo manualmente: controlo de vegetação e de invasoras lenhosas, desbastes, abate de árvores, plantações. Para trabalhos de maior envergadura — que ocupariam as equipas durante muito tempo — contratam prestadores de serviços.
“É preciso ter alguém com capacidade técnica para tomar estas decisões. Não é que a floresta aqui não arda, mas os bombeiros terão oportunidade para posicionarem meios e atacar. Onde não se gere, o combate é impossível”, afirma o engenheiro florestal. A articulação com os sapadores da Câmara de Sintra — responsáveis pela silvicultura preventiva junto às estradas — e as equipas da Protecção Civil é semanal, assegura.
Este ano a Parques de Sintra viu aumentar em 66% a área florestal em que tem responsabilidades de gestão. O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), num protocolo assinado em Maio, delegou-lhe a co-gestão de 467 hectares. “E estes estão hoje como estavam os restantes 706 há dez anos”, repara o engenheiro florestal.
E uma gestão deficiente, ou a falta dela, tem, aliás, efeitos visíveis. As acácias já ultrapassam os dois metros de altura num terreno privado contíguo à área gerida pelo Parque, limpo há menos de dois anos. São espécies que crescem e se colonizam a uma velocidade muito superior à da vegetação autóctone. Impossíveis de erradicar. “As acácias produzem milhares de sementes todos os anos e todas germinam. Chegamos a ter mais de duas mil sementes por metro quadrado a germinar. Se cortamos, a acácia tem a capacidade de rebentar de toiça. Ainda rebenta mais forte. Temos que desvitalizar o cepo.”
E nada disto se faz sem dinheiro. Nos primeiros anos, a Parques de Sintra recorreu a apoios comunitários. Agora, estando numa fase de manutenção, menos onerosa, o investimento é próprio. “Capacidade de investimento, gestão profissional, plano estável, vontade de fazer — se algum destes elementos falhar na cadeia isto não vai resultar bem”, diz Nuno Oliveira.
Cristiana Faria Moreira e Margarida David Cardoso
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Fonte: PÚBLICO

terça-feira, 9 de outubro de 2018

6917. Ranking Meteorológico Europeu (Maiores desvios à média no 3º Trimestre de 2018)

3º TRIMESTRE DE 2018
Estações com maiores desvios de temperaturas
(temperatura máxima absoluta acumulada diariamente)
comparação ao normal no 3º Trimestre de cada ano
VALORES ABSOLUTOS E EM PERCENTAGEM
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3º TRIMESTRE DE 2018
Estações com maiores desvios de temperaturas
(temperatura mínima absoluta acumulada diariamente)
comparação ao normal no 3º Trimestre de cada ano
VALORES ABSOLUTOS E EM PERCENTAGEM
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3º TRIMESTRE DE 2018
Estações com maiores desvios de precipitação
(precipitação máxima acumulada diariamente)
comparação ao normal no 3º Trimestre de cada ano
VALORES ABSOLUTOS E EM PERCENTAGEM
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domingo, 7 de outubro de 2018

6915. ARQUIPÉLAGO DA MADEIRA: Instabilidade

Imagem de satélite às 19h00
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 Fonte: SAT24
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Aproximação de linhas de instabilidade à parte Ocidental da Ilha da Madeira, procedentes de sudoeste; aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoadas.

6914. ARQUIPÉLAGO DA MADEIRA: Agravamento do estado do tempo


Segundo o NHC, um amplo sistema de baixa pressão não tropical localizado a algumas centenas de quilómetros a oeste do Arquipélago da Madeira continua a produzir uma grande área de chuvas desorganizadas e trovoadas, principalmente para norte e leste do seu centro. Este sistema pode gradualmente adquirir subtropicais ou características tropicais ao do dia de hoje ou durante o dia de amanhã, enquanto se move lentamente para o leste.
Assim, o IPMA prevê para hoje, no Arquipélago da Madeira, períodos de céu muito nublado, tornando-se muito nublado a partir do final da tarde; períodos de chuva ou aguaceiros, por vezes fortes, a partir do final da tarde, com condições favoráveis à ocorrência de trovoada também a partir do final da tarde. O vento será em geral fraco, do quadrante leste, tornando-se fraco a moderado de sueste a partir do meio da manhã. Nas terras altas, o vento será moderado de sueste, tornando-se moderado a forte de sul a partir do início da tarde. Pequena subida da temperatura mínima.
Para amanhã, domingo, no Arquipélago da Madeira, prevê-se períodos de céu muito nublado; períodos de chuva ou aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoada. O vento será fraco a moderado do quadrante sul, soprando moderado a forte nas terras altas até ao início da manhã. Está prevista ainda uma pequena descida da temperatura máxima.