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Prováveis regiões da Europa
com valores INFERIORES à média
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Depois de quatro anos de seca, a bacia hidrográfica do Sado tem agora níveis de água preocupantes. Uma aldeia submersa há 50 anos voltou à tona, a produção de porco alentejano está ameaçada e a campanha do arroz comprometida.
A estimativa de área ardida no incêndio em Proença-a-Nova é de “15 mil hectares”. As proporções do incêndio são justificadas pelo enquadramento meteorológico severo, com teores de humidade muito baixos, e a falta de descontinuidade florestal que impossibilitou o ataque directo ao fogo.
Segundo notícia do Público, “uma imensa continuidade” de mancha florestal de pinheiro-bravo “que é mais ou menos típica nestas condições” e “o vento, que não abrandou durante os dois primeiros dias”, foram factores combinados que não permitiram que os mais de 1100 operacionais no terreno controlassem o incêndio, que deflagrou no último domingo em Proença-a-Nova, e que acabou por alastrar aos concelhos de Castelo Branco e Oleiros, apenas na quarta-feira.
As afirmações são do presidente do Observatório Técnico Independente (OTI), Francisco Castro Rego, em declarações ao Público. A “paisagem, com uma enorme continuidade [florestal], faz com que a possibilidade de “ataque directo” pelos operacionais seja “reduzidíssimo”. O que é possível e necessário fazer nestas situações é “precaver e retirar as pessoas das habitações e esperar que haja condições” para o combate no terreno, explica.
Pedro Nunes, Comandante Operacional do Agrupamento Distrital de Operações de Socorro do Centro Norte da Autoridade Nacional de Protecção Civil, adiantou “uma estimativa de 15 mil hectares de área ardida”. Informação que ainda “carece, no entanto, de confirmação através da visualização de uma imagem de satélite, usada para o mapeamento dos incêndios de grande dimensão, que nos permita determinar com rigor a área do incêndio”.
Na área ardida inclui-se uma extensão “significativa de regeneração natural de pinheiro-bravo”, notou João Gonçalves, presidente da Direcção do Centro Pinus, lamentando o dizimar desta mancha florestal. “Foi mais uma oportunidade e uma imensa riqueza que o nosso país perdeu, quer do ponto de vista económico e social, quer ambiental, com todas as consequências para a futura qualidade da água e perda de solo”.
A Polícia Judiciária (PJ) está no momento a investigar as causas que causaram o incêndio, mas o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, ainda sem conhecer os resultados da investigação, não mostra desde já dúvidas de que este fogo no distrito de Castelo Branco poderá ter tido “uma causa dolosa de natureza criminosa”. Posição semelhante à do presidente da Câmara de Proença-a-Nova, João Lobo.
Com mão criminosa ou não, o que está ainda por provar, certo é que “o enquadramento meteorológico era muito severo. Foi dos dias do ano em que tivemos maior severidade”, testemunhou um técnico no teatro das operações de combate em Proença-a-Nova. “Tivemos uma sucessão de quatro/cinco noites em que os teores de humidade foram muito baixos e chegámos àquele dia com o mínimo teor de humidade da vegetação”.
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Fonte: Interior do Avesso
Por BBC (18/09/2020)
Cientistas estão a alertar que os incêndios florestais em todo o mundo este ano são "os maiores em escala e emissões estimadas" por quase duas décadas.
Dados da NASA, a agência espacial dos Estados Unidos, e do Sistema Copernicus, da União Europeia, revelam que os incêndios em Nova Gales do Sul (Austrália), no Árctico Siberiano, na costa oeste dos Estados Unidos e no Pantanal brasileiro foram os maiores de todos os tempos, com base nos 18 anos de dados sobre incêndios florestais globais compilados pelas organizações. Mas quão sério é o impacto ambiental?
Especialistas dizem que a região voltou aos níveis de desmatamento observados pela última vez há uma década. "Você pode não ver incêndios como os da Califórnia, porque os da Amazónia continuam muito baixos, mas causam mais danos", diz Paulo Moutinho, cientista sénior do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazónia (IPAM). "As árvores podem morrer lentamente em poucos anos". "Um hectare de floresta na Amazónia tem 300 espécies de plantas e árvores, em comparação com a Califórnia, que tem apenas 25."
Dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) revelam que o número de incêndios na Amazónia aumentou 28% entre Julho de 2019 e Julho de 2020. Ao contrário das condições de seca na costa oeste dos Estados Unidos, os incêndios florestais no Brasil são causados principalmente pelo desmatamento, que alguns ambientalistas dizem ser motivados pelas políticas governamentais pró-agricultura e mineração.
Mas não são apenas as florestas tropicais da América do Sul que estão a arder. Ao sul da Amazónia, no Pantanal, os incêndios também estão intensos. O bioma estende-se pelo Brasil, Paraguai e Bolívia e é uma das áreas de maior biodiversidade do mundo. O fogo já destruiu 15% da região, com 2,3 milhões de hectares. Até quinta-feira (17), foram quase 16 mil focos de incêndios, o maior número de queimadas desde 1998, quando o Inpe começou a contabilizar essas estatísticas.
Só na primeira metade do mês de Setembro, o número de focos já é quase duas vezes maior do que em todo o mês do ano passado. No acumulado de Janeiro a Setembro, o número de incêndios triplicou em relação ao mesmo período de 2019.
Em entrevistas, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, e o próprio presidente Jair Bolsonaro atribuem os incêndios a uma combinação de factores: uma seca mais forte que anos anteriores e um acumulo de vegetação seca, que pegaria fogo mais facilmente.
Savana e pradarias da África – Imagens de satélite também mostram incêndios florestais densos na África tropical, através da savana e pradarias onde, a cada ano, ocorre a maioria dos incêndios florestais do mundo. Mesmo que esses incêndios pareçam ser bastante densos, os cientistas dizem que isso não significa necessariamente que terão um impacto ambiental mais severo. "A maioria desses incêndios na África é um processo natural que vem acontecendo há milhares de anos", diz Niels Andela, professor da Escola de Ciências da Terra e do Oceano na Universidade de Cardiff.
"É assim que a vegetação se regenera na região." Esses incêndios florestais africanos também são vistos como menos prejudiciais porque as savanas e pradarias regeneradas absorvem parte do carbono que é emitido durante a queimada.
Florestas tropicais na Indonésia – Embora a temporada de incêndios florestais na Indonésia tenha começado há alguns meses, as províncias de Kalimantan Central e Sumatra ainda continuam a sofrer com os incêndios florestais. O Greenpeace disse que 64 mil hectares de floresta já tinham sido queimados até o fim de Julho, embora esse número seja menor do que o do ano anterior. A terceira maior província do país, Kalimantan Central, declarou Estado de emergência em Julho, depois de registrar mais de 700 incêndios. Os ambientalistas dizem que o impacto económico da Covid-19 levou a reduções orçamentárias significativas, impactando o patrulhamento das florestas e a prevenção de incêndios.
Turfeiras árcticas – Quando os incêndios na Califórnia começaram a aumentar no mês passado, o Círculo Polar Árctico já tinha experimentado tragédia semelhante. As chamas queimaram a vegetação nativa, a tundra, e cobriram de fumaça as cidades siberianas. Esses incêndios no Árctico emitiram um recorde de 244 megatoneladas de dióxido de carbono — 35% a mais do que todo o ano passado, de acordo com o Serviço de Monitoramento da Atmosfera Copernicus.
Especialistas dizem que a razão para o aumento significativo nas emissões pode ser a queima das turfeiras — onde os solos são ricos em carbono. Segundo os espeialistas, um Inverno e uma primavera mais quentes foram parcialmente responsáveis pelos incêndios.
Consequências ambientais – Todos os anos, cientistas dizem que uma área de cerca de 4 milhões de quilómetros quadrados de floresta, tamanho aproximado da União Europeia, é queimada por incêndios florestais. Isso tem um sério impacto na biodiversidade e nos ecossistemas mundiais. Os incêndios florestais fazem parte de um perigoso ciclo de retroalimentação. Os incêndios libertam uma quantidade significativa de dióxido de carbono e outros gases de efeito estufa. Isso torna a Terra mais quente e, por sua vez, as florestas mais secas, aumentando a probabilidade de incêndios florestais. No início desta semana, a ONU alertou que o mundo falhou em cumprir totalmente todas as metas de protecção da biodiversidade que estabeleceu para esta década.
Um relatório da Plataforma de Política Científica Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos advertiu no ano passado que cerca de 1 milhão de espécies animais e plantas estão ameaçadas de extinção, um recorde na história da humanidade. Quando as florestas ardem, emitem grandes quantidades de CO2 para a atmosfera, o que acelera o aquecimento global. "Neste ponto, os incêndios somam 5% das emissões anuais dos EUA e 0,7% das emissões globais anuais de CO2", diz Pieter Tans, um cientista climático sénior da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA.
Os incêndios florestais poluem o ar, o que também gera um impacto na saúde pública. Cientistas atmosféricos dizem que os poluentes podem viajar por longas distâncias e se tornar mais tóxicos quando interagem com a luz solar e outros elementos. "No caso da Califórnia e do Oregon, a fumaça tornou-se parte da corrente de jacto, o que leva a um transporte relativamente rápido para a Europa (uma distância de 8 mil quilómetros) ao longo de alguns dias", diz Mark Parrington, cientista atmosférico sénior do Serviço de Monitoramento da Atmosfera Copernicus. "Mas o maior risco para a qualidade do ar e para a saúde humana está perto da fonte, onde a qualidade do ar foi seriamente degradada."
Coronavírus e qualidade do ar – Cresce também o temor com o aumento do risco de casos graves de Covid-19 dentro e ao redor de locais com incêndios florestais. "No Brasil, a infecção por Covid em indígenas é mais de 150% maior do que no resto da população", diz Moutinho, do IPAM. "Uma vez que muitos desses povos indígenas estão em lugares próximos ou envolvidos em incêndios florestais, há preocupações de que a poluição do ar possa estar contribuindo para o nível de infecções."
Alguns estudos relacionaram a poluição do ar com casos graves de Covid-19. A Organização Mundial da Saúde já alertou os países sobre essa possível ligação.
(Texto adaptado)
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A depressão centrada junto à costa do distrito de Leiria, ganhou características subtropicais durante a tarde, revelando uma estrutura organizada nas imagens de satélite. O NHC contactou o IPMA no sentido de ser feita uma avaliação conjunta da situação, tendo-se optado por nomear o ciclone. Esse ciclone foi nomeado de Alpha. Segundo as projecções dos diferentes modelos, após a entrada em terra, o Alpha deverá perder rapidamente intensidade.
Com a aproximação da depressão à costa foi possível monitorizar o ciclone com o auxílio do sistema de radar, sendo possível identificar ventos de intensidade muito elevada em altitude, mas relativamente próximo da superfície. Tendo em conta os elementos disponíveis no momento, foi decidido elevar o nível de aviso para laranja os avisos de vento, precipitação e trovoada nos distritos directamente afectados, Leiria e Coimbra.
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Fonte: IPMA
A partir de amanhã, sábado, e até ao início da próxima semana, o estado do tempo no Continente vai ser condicionado por uma nova depressão que vai estar centrada a noroeste de Portugal Continental. Assim prevê-se a ocorrência de aguaceiros e a possibilidade de trovoada, mais provável no Norte e Centro. O vento vai ser fraco a moderado do quadrante oeste, soprando pontualmente forte nas terras altas.
A precipitação, vento e trovoada referidos estão associados a uma depressão que às 09 UTC (10 h locais no Continente) de 6ªfeira, 18 de Setembro, se localizava a cerca de 150 km a Oeste de Lisboa.
A evolução desta depressão no Atlântico tem sido monitorizada desde o início da semana pelo IPMA e pelo National Hurricane Centre (NHC, responsável pela monitorização de furacões no Atlântico) para avaliar a sua natureza (em particular relativamente à existência ou não de características tropicais) e à eventual atribuição de número ou de nome.
Assim, por um lado, não foi atribuído, pelo NHC, um número à depressão (como depressão sub-tropical ou depressão tropical) ou um nome (como tempestade sub-tropical, tempestade tropical ou furacão), visto que não terem sido atingidos os critérios para a sua classificação como ciclone tropical ou sub-tropical. Ou seja, a depressão não apresentou todas as características necessárias para a sua classificação, embora possa ter apresentado uma ou outra característica durante o seu ciclo de vida. As características necessárias são, por exemplo, a existência de um núcleo quente nos níveis baixos e nos níveis altos da troposfera, uma estrutura robusta e intensa de bandas de convecção e uma estrutura simétrica do padrão de vento.
Por outro lado, também não foi atribuído nome à depressão no âmbito das actividades do grupo sudoeste do projecto Europeu de nomeação de tempestade extra-tropicais (i.e. que ocorrem fora da região tropical e sub-tropical), de que o IPMA faz parte em colaboração com os serviços meteorológicos de Espanha, França e Bélgica. A não atribuição de nome deveu-se à inexistência de condições para a ocorrência de vento forte de forma generalizada (ao nível distrital ou concelhio) correspondente ao aviso laranja (rajadas superiores a 110 km/h nas terras altas e a 90 km/h no resto do território).
Contudo, é de referir que durante a manhã desta 6ªfeira foram observadas pela rede de radares meteorológicos, em diversas zonas do continente (entre essas Beja e Palmela, em que foram reportados impactos em estruturas e árvores relacionadas com vento forte), células convectivas apresentando um grau moderado de organização. Foi observada a presença de rotação organizada e duradoura, a níveis médios e baixos, sugestiva da presença de mesociclone, o que é típico de super-células.
Neste contexto, em que as condições de wind shear na camada baixa não eram muito favoráveis à ocorrência de tornados fortes, é ainda assim possível a ocorrência de fenómenos do tipo tornado. Outro tipo de fenómenos de vento forte, podem, entretanto, estar associadas a este tipo de perturbações atmosféricas. Só uma análise mais detalhada das situações (visita aos locais ou interpretação de elementos documentais fidedignos, conforme documentado em filme já disponível para o caso de Palmela) irá permitir uma classificação inequívoca do tipo de fenómeno.
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Fonte: IPMA
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Fonte: Diário do Distrito
Acompanhado de chuva forte, o fenómeno meteorológico passou por Beja, numa faixa estreita, no sentido da costa para o interior, de oeste para leste, e causou estragos de monta no Parque de Feiras, onde funcionam actualmente os serviços da autarquia, enquanto decorrem obras na câmara, e na zona do Bairro de Mira Serra. Passou ainda nas imediações da escola Mário Beirão, sem causar estragos visíveis.
Não há registo de feridos, até ao momento. A Protecção Civil municipal e os Bombeiros de Beja estão já no terreno, a cortar árvores e a iniciar os trabalhos de limpeza.
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Fonte (texto e imagem): Jornal de Notícias
É previsível que a instabilidade progrida lentamente nas próximas horas, do litoral para o interior e das regiões do sul para as regiões do centro.