O mau tempo, com
chuva e vento forte, que provocou queda de árvores e de infraestruturas,
obrigando ao corte de estradas e de linhas de caminho de ferro, vai manter-se
até sábado. O temporal, que se fez sentir na última noite e madrugada atingiu
particularmente a zona da Grande Lisboa. A rajada de vento mais intensa
registou-se às 1h30 desta quinta-feira no Cabo da Roca e atingiu 169,2
quilómetros por hora, segundo o Instituto Português do Mar e da
Atmosfera (IPMA).
Desde a
meia-noite de quarta-feira, registaram-se já mais de oito mil ocorrências em
todo o país. Quinze pessoas ficaram desalojadas e outras 13 foram deslocadas,
tendo já regressado a casa. Uma mulher ficou ferida com gravidade em Sintra e
está internada no hospital São Francisco Xavier, com prognóstico “muito
reservado”.
A circulação
ferroviária na linha de Cascais esteve condicionada, mas foi retomada pelas
17h30 desta quinta-feira, efectuando-se agora em todos os troços. Já a
circulação de comboios na ponte 25 de Abril esteve suspensa, mas também já foi
restabelecida.
O Metropolitano
de Lisboa anunciou que vai manter abertas esta madrugada, de quinta para
sexta-feira, as estações de Santa Apolónia (norte, passeio junto ao edifício da
estação), Oriente (entrada pelo portão lado Tejo/centro comercial) e Rossio
(entrada pelo portão da Praça da Figueira, junto ao Rossio) devido às condições
meteorológicas.
Durante a
madrugada, o vento fez uma barcaça soltar-se e
derramar combustível, mais especificamente gasóleo e
hidrocarboneto, no cais da Matinha, em Lisboa. Paulo Vicente, capitão do Porto
de Lisboa, disse à agência Lusa que o derrame foi “em quantidade reduzida e
permitiu a atenção com matéria absorvente”, tendo sido “combatido e
controlado”. “O derrame está contido, mas estamos a monitorizar”, referiu,
acrescentando que a empresa responsável (ETE) está a “fazer um plano de
reflutuação para normalizar” a embarcação.
A
tempestade “Martinho” levou ao encerramento de alguns monumentos por segurança,
como o Castelo de São Jorge em Lisboa e a Casa das Histórias de Paula Rego em
Cascais. O Museu Nacional de História Natural e da Ciência revelou que encerrou
os jardins devido a “alguns danos”, estando a decorrer trabalhos de remoção e
limpeza. O Jardim Botânico de Lisboa e o Jardim Botânico Tropical também
estarão encerrados na sexta-feira: “Neste sentido, o programa do Dia
Internacional das Florestas está cancelado assim como, todas as actividades
programadas para estes dias.”
Ainda em Lisboa,
o Parque Botânico do Monteiro-Mor, adjacente ao Museu Nacional do Traje, está
encerrado devido à queda de árvores. Já Sintra anunciou que o Parque e Palácio
Nacional da Pena, o Chalet da Condessa d’Edla, o Castelo dos Mouros e o
Convento dos Capuchos vão continuar encerrados até pelo menos sábado. A excepção
é o Parque e Palácio de Monserrate, que tem reabertura prevista para esse dia,
22 de Março, ainda que as visitas estejam condicionados aos “trajectos
delimitados devido aos trabalhos de limpeza em curso”. Esta sexta-feira, o
Tribunal de Sintra também estará encerrado, após a queda de novas placas da
cobertura e uma porta arrancada pelo vento.
Em Cascais,
vários estabelecimentos comerciais ficaram danificados. Na rede social Instagram, a Casa da Guia informou que está “com as actividades
suspensas e permanecerá encerrada por recomendação da Protecção Civil devido
aos anos causados pela depressão Martinho”. A reabertura será “comunicada
brevemente”.
Restabelecida na totalidade circulação na Linha de
Cascais - A circulação na linha ferroviária de Cascais foi totalmente
restabelecida. Depois de ter ficado totalmente interrompida desde cerca das 2h
desta quinta-feira, a circulação nesta linha, no distrito de Lisboa, foi
restabelecida parcialmente, cerca das 12h50, entre o Cais do Sodré (Lisboa) e
Algés, nos dois sentidos, enquanto decorriam os trabalhos de manutenção da
infraestrutura no restante percurso.
De acordo com a
Infraestruturas de Portugal (IP), a circulação entre Algés e Cascais foi
retomada pelas 17h30, estando agora a Linha de Cascais a funcionar na
totalidade, nos dois sentidos. Apesar disso, fonte da empresa ressalvou que a
ligação entre Algés e Oeiras está condicionada, funcionado nos dois sentidos
(Lisboa – Cascais), mas apenas através de uma via.
O mau tempo
também provocou constrangimentos na ferrovia noutras zonas do país. Na linha do
Douro, a circulação esteve suspensa entre Régua e Marco de Canaveses; na do
Vouga esteve interrompida entre Águeda e Eirol devido à queda de uma árvore e
na linha do Sul entre Pinheiro e Vale do Guizo, em Alcácer do Sal (no distrito
de Setúbal).
Nas redes
sociais, nomeadamente no X, começaram a surgir desde esta quarta-feira à noite
várias fotografias e vídeos da intempérie que atingiu Portugal Continental (e
particularmente as zonas Centro e Sul). No centro de Lisboa (na zona dos
Anjos), uma árvore de grande porte foi derrubada pelo vento e acabou por
impedir a circulação numa estrada.
Segundo a página
Aviação TV, várias aeronaves ficaram viradas ao contrário no Aeródromo de
Cascais.
Vários desalojados na Lourinhã. Dezenas de pessoas
retiradas de parque de campismo - Mais a Norte, na Lourinhã, pelo
menos
treze pessoas ficaram desalojadas na quarta-feira à noite na
sequência de danos provocados pelos ventos fortes nas habitações em que
residiam na localidade de Miragaia. O telhado foi arrancado e as pessoas
tiveram de ser realojadas na Pousada da Juventude da Praia da Areia Branca,
disse fonte do Sub-Comando de Emergência e Protecção Civil do Oeste à Lusa.
Esta quinta-feira à tarde, os 13 moradores puderam regressar a casa, avançou
a SIC Notícias.
Na quarta-feira
à noite, a queda de várias árvores de grande ao quilómetro 58 da autoestrada
A8, no sentido Sul-Norte, provocou um acidente rodoviário, que causou um ferido
ligeiro. Segundo a TVI, o mau tempo obrigou também à evacuação do parque de
campismo do Montijo. Foram retiradas 50 pessoas do local.
A Escola Básica
e o Jardim-de-infância de Santa Clara, na zona de Santa Apolónia (em Lisboa),
não abriram portas esta quinta-feira devido a danos no edifício provocados pelo
vento forte. Também a Escola Básica Bernardim Ribeiro, em Odivelas, esteve
fechada, uma vez que parte do telhado foi arrancado, avançou a SIC Notícias.
Quatro escolas
estiveram também fechadas no concelho de Pombal, distrito de Leiria, devido à
falta de electricidade na sequência do mau tempo, disse à Lusa a vereadora da
Câmara Catarina Silva. A ausência de luz motivou também o encerramento de
várias escolas no concelho de Torres Vedras, com a autarca da região, Laura
Rodrigues, a ter notado que a “E-Redes está a fazer um esforço para reparar as
avarias e repor o fornecimento”.
Às 14h desta
quinta-feira, a E-Redes — Distribuição de Electricidade disse que cerca de 18
mil clientes continuavam sem energia, sobretudo nos distritos de Leiria e
Coimbra. A situação pior ocorreu pela 1h, quando 185 mil clientes ficaram
sem luz devido aos estragos na rede eléctrica, mas o número de instalações afectadas
tem vindo progressivamente a ser reduzido. A E-Redes está a utilizar cerca 40
geradores para “minimizar o impacto imediato associado a avarias com reparações
mais demoradas”.
Parte do
concelho de Sobral de Monte Agraço está desde esta madrugada sem água devido à
falta de electricidade nos sistemas de bombagem, na sequência do mau tempo.
“Estamos desde a madrugada sem água em parte do concelho e se os problemas eléctricos
não forem resolvidos poderemos vir a ficar em todo o concelho”, afirmou José
Alberto Quintino, presidente da câmara, à Lusa. Para colmatar a situação, os
bombeiros locais vão colocar uma viatura de abastecimento de água potável para
fazer face às necessidades da população.
Mais de oito mil ocorrências em todo o país - Portugal
continental registou 8.727 ocorrências relacionadas com o mau tempo até
às 24 desta sexta-feira, segundo balanço da Protecção Civil à Rádio Observador.
A sub-região mais afectada continua a ser a de Lisboa e Vale do Tejo, com mais
de cinco mil ocorrências (5.250), seguida do Centro (com um total de 1.722).
O maior número
de ocorrências está relacionado com a queda de árvores (4.751), seguido da
queda de estruturas (2.251). Há registo de 1.389 intervenções de limpeza de
via. No terreno estiveram mais de 28 mil operacionais apoiados por mais de nove
veículos, segundo a Protecção Civil.
No concelho de
Vila Franca de Xira foram registadas 185 ocorrências até às 18h, a maioria
queda de árvores e de estruturas, havendo ainda cinco escolas afectadas que
tiveram de fechar. As aulas vão continuar suspensas na sexta-feira, segundo a
autarquia da região, que disse estar a “trabalhar para garantir condições que
permitam retomar as aulas nestas escolas com a maior brevidade possível”. “Não
há registo de desalojados nem danos pessoais”, indicou a câmara.
Segundo a Protecção
Civil, o cenário de chuva e vento forte vai manter-se, pelo menos até
sábado. Poderá registar-se “algum desagravamento”, mas podem surgir
“fenómenos de vento extremo”, particularmente no litoral e nas zonas Centro e
Sul do país, disse aos jornalistas o adjunto de operações da Protecção Civil,
Alexandre Penha, que desaconselha deslocações nesse período.
Mulher ferida após queda de árvore com “prognóstico
muito reservado” - Na Lagoa Azul, em Sintra, uma mulher ficou ferida
com gravidade, encontrando-se internada no hospital São Francisco Xavier com
“prognóstico muito reservado”, devido à queda de uma árvore.
De acordo com
fonte dos Bombeiros Voluntários de São Pedro de Sintra, que falou com a Lusa, o
incidente ocorreu cerca das 14h desta quinta-feira, sendo que os meios de
socorro se depararam com uma mulher, “com cerca de 30 anos”, sob uma árvore.
Segundo fonte da Câmara Municipal de Sintra, a mulher “andava a passear a pé
quando caiu uma árvore sobre ela”, encontrando-se com “prognóstico muito
reservado”.
Entretanto, o
carro de um casal que circulava na serra de Sintra, na madrugada desta
quinta-feira, foi atingido por uma árvore, mas os bombeiros que se deslocaram
ao local acabaram por passar a noite junto dos acidentados devido à queda de
inúmeras árvores na Estrada dos Capuchos. O casal deslocou-se para a serra após
as 2h, quando já se fazia sentir forte precipitação e vento, na Estrada
dos Capuchos, perto do Chalet da Condessa, no Parque da Pena, e o carro foi
atingido por uma árvore.
Os cinco
operacionais mobilizados para prestar assistência ao casal acidentado foram, no
entanto, surpreendidos com inúmeras “árvores que continuaram a cair”, impedindo
que conseguissem sair do local, onde permaneceram até “cerca das 7h”, quando
finalmente os bombeiros os resgataram. Na operação para alcançar o casal e os
operacionais, os bombeiros tiveram de cortar “umas dezenas” de árvores caídas
nos acessos à EN247-3, entre a vila de Sintra e o Convento dos Capuchos, devido
ao vento forte que atingiu a região, provocado pela depressão Martinho.
À Rádio
Observador, além de mencionar a mulher gravemente ferida em Sintra, a Protecção
Civil adiantou que um maquinista da CP ficou com ferimentos leves na sequência
de uma colisão com uma árvore em Paço de Arcos.
Principal produção nacional de morangos em risco em
Torres Vedras - A principal produção nacional de morangos está em
risco em Torres Vedras, depois de as estufas terem ficado danificadas pelo mau
tempo. “Ainda estamos a fazer o levantamento da dimensão dos prejuízos nas estufas
para enviar para a Direcção Regional de Agricultura de Lisboa e Vale do Tejo
[DRALVT], mas a zona pior é a da produção de morangos do Ameal, que é a
principal mancha de produção nacional de morangos a nível nacional”, afirmou
Carla Miranda, técnica na única organização de produtores de morangos do
concelho, à agência Lusa.
Os oito
produtores do agrupamento “ficaram todos com prejuízos” e com 70 hectares de
estufas danificadas. “Os agricultores andam a retirar plásticos e ferros
destruídos da produção, que está em plena colheita, também vai continuar a
chover e a produção, que já é sensível e por isso tem de ser protegida, vai
ficar afectada e tenderá a ganhar doenças”, explicou.
Numa exploração,
na localidade do Ameal, freguesia do Ramalhal, os prejuízos são superiores a
300 mil euros, somando os estragos dos plásticos e estruturas, na própria
produção e os custos da mão-de-obra com as limpezas, disse o responsável André
Roque. Dos 16 hectares de área, em cinco que estavam em plena colheita “a perda
é total”, adiantou. “Estávamos a iniciar a colheita, não vamos conseguir repor
até Abril as estruturas e estimamos uma quebra de produção de 50%”, apontou.
Noutros três hectares ao ar livre, as plantas “ficaram arrancadas”.
Numa outra
exploração, em Vila Facaia, na mesma freguesia, Paulo Rodrigues faz contas aos
prejuízos, que aponta para 12 a 13 mil euros com estufas danificadas em 2,5 dos
4 hectares que possui. “Tenho de me aguentar, é o risco da agricultura, e tenho
de andar para a frente”, afirmou este produtor de morangos há 12 anos, que tem
os seus 22 colaboradores no campo a “repor estruturas”. “Comprei plástico a
mais, caso contrário tinha de encomendar e ficar várias semanas à espera dele”,
disse, com a esperança de conseguir “salvar a produção” e minimizar os efeitos
do mau tempo na fruta, que começou a colher.
A Associação
Interprofissional de Horticultura do Oeste (AIHO) está também a efectuar o
levantamento dos prejuízos nas estufas hortícolas. As mais afectadas
localizam-se nas freguesias de A-dos-Cunhados e Silveira, onde as principais
produções são nesta altura de tomate e curgete, disse o seu presidente Sérgio
Ferreira.
Empresas hortofrutícolas do sudoeste alentejano com
danos bastante significativos - Empresas hortofrutícolas do
sudoeste alentejano sofreram “danos bastante significativos” em estufas e
outras estruturas, revelou uma associação do sector, que remeteu para os
próximos dias a quantificação dos prejuízos. “Os danos nas estufas foram
realmente substanciais e, ao ter danos nas estufas, tem danos nos produtos que
estavam cultivados debaixo das estufas”, pelo que “o potencial produtivo fica
questionado e precisa de ser recuperado”, afirmou o presidente da Associação de
Horticultores, Fruticultores e Floricultores dos Concelhos de Odemira e Aljezur
(AHSA), Luís Mesquita Dias.
Segundo o
dirigente, uma das empresas associadas relatou à associação que 10 estufas em
túnel de um total de cerca de 20 foram derrubadas pelo vento, durante a
madrugada. “Mas os danos que nos foram reportados não se limitaram às estufas,
houve vários edifícios, houve painéis fotovoltaicos, que foram destruídos”,
adiantou.
Luís Mesquita
Dias referiu que as empresas que registaram estragos devido ao mau tempo
produzem frutos vermelhos e produtos hortícolas, sobretudo, na zona de Odemira,
distrito de Beja, mas também em Aljezur, no de Faro. “Nas culturas ao ar livre,
com as chuvas das duas semanas anteriores, produtos bastante sensíveis, como
hortícolas, alfaces e os espinafres, já tinham sido afectados, mas o grosso do
dano foi nesta última noite”, realçou.
Seixal, Loures e Almada activam Plano Municipal de
Emergência de Protecção Civil - As câmaras municipais de Seixal,
Loures e Almada activaram o Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil
devido ao mau tempo. O Seixal disse que existe a necessidade de serem
“empreendidas medidas imediatas de recuperação e requalificação dos edifícios e
equipamentos públicos afectados, garantindo a imperiosidade de devolver a
normalidade à vida quotidiana da população”.
Embora não indique
o número de ocorrências verificadas no concelho, essa autarquia refere que a
queda de árvores provocou danos nas linhas de abastecimento de água e de electricidade
e duas escolas sofreram danos nas coberturas pelo que actualmente encontram-se
encerradas. A intempérie provocou ainda a queda de painéis publicitários, que
complicaram a circulação rodoviária e obrigou a cortes de trânsito. Os danos
materiais existentes não se encontram ainda totalmente contabilizados.
A autarquia de
Loures, onde foram registadas mais de 500 ocorrências durante a noite, informou
que o seu plano terá “a dotação orçamental de um milhão de euros para fazer
face a despesas urgentes e inadiáveis, para empreitadas e aquisições de
serviços, designadamente aluguer de maquinaria essencial para a remoção dos
destroços de árvores das vias”.
A maioria das
ocorrências registadas em Loures é “referente a quedas de árvores e estruturas
de publicidade”. Seis estradas nacionais estiveram “momentaneamente impedidas”
e cerca de 32 escolas registaram “ocorrências”, sendo que quatro encerraram por
“decisão dos directores de agrupamento, salvaguardando as condições de
segurança essenciais em meio escolar, com a previsão da total normalidade na
segunda-feira”.
Em Almada foi
assinado o despacho de activação do plano devido “à necessidade de acompanhar
em permanência a situação e adoptar medidas de resposta adequadas e urgentes
face às ocorrências registadas e ao que ainda possa acontecer nas próximas
horas ou dias”. A decisão visa garantir a reposição das condições de
normalidade, num concelho em que foram registadas mais de 300 ocorrências e 10
escolas foram encerradas devido à queda de árvores.
Registadas mais de 24 ocorrências junto à orla
costeira - A Autoridade Marítima Nacional (AMN) registou durante a madrugada mais de
24 ocorrências com embarcações junto à orla costeira, sem vítimas a registar,
devido ao mau tempo provocado pela depressão Martinho. Em comunicado, a AMN faz
um balanço das ocorrências registadas durante a madrugada, alerta para um “agravamento
considerável das condições meteorológicas e de agitação marítima a norte de
Portugal nas próximas horas” e reforça o apelo à adopção de medidas de
segurança.
Na nota, a AMN
começa por dar conta que, na jurisdição da capitania do Porto da Nazaré, no
distrito de Leiria, as autoridades registaram um encalhe e um afundamento na
localidade de São Martinho do Porto. No concelho de Cascais, no distrito de
Lisboa, dois veleiros encalharam, uma embarcação de pesca local naufragou e
cinco embarcações auxiliares ficaram “semisubmersas”. Em Lisboa, o mau tempo
que se fez sentir fez soltar uma barcaça no cais da Matinha, que embateu contra
o Terminal de Cruzeiros e derramou combustível.
Em Setúbal, as
autoridades registaram “vários danos de pequenas dimensões em diversas
embarcações, sendo que cinco delas afundaram, segundo a AMN. A sul de Portugal,
na jurisdição da capitania de Portimão, a AMN registou que dois veleiros
ficaram à deriva e duas embarcações encalharam numa praia portuária não
balnear. Ainda no distrito de Faro, as autoridades indicam que houve quatro
veleiros que ficaram à deriva no Rio Guadiana, na zona de Vila Real de Santo
António, devido a descargas de barragens.
Reaberto trânsito na Rua Fernandes Tomás no Porto - A
circulação na Rua Fernandes Tomás, no Porto, já foi retomada, após ter sido
encerrada ao trânsito esta quinta-feira de madrugada devido à queda de chapas
de protecção de um prédio, provocada pelo vento forte que se fez sentir. Fonte
dos Sapadores Bombeiros do Porto confirmou à Lusa que, após ter sido feito “o
reconhecimento do telhado” do edifício e “retiradas as chapas”, a circulação
foi reaberta, sublinhando que “a segurança está garantida”.
Tiago
Caeiro, Cátia Andreia Costa, Agência Lusa, Inês Capucho e António José Soares
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Fonte: Jornal Observador