terça-feira, 22 de junho de 2021

8215. Terça-feira, 22 de Junho (20h00)

Imagem de Satélite às 20h00

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Fonte: SAT24

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Alguma instabilidade durante a tarde nas regiões do interior norte e centro, com aguaceiros pouco frequentes e trovoadas no nordeste transmontano.

8214. Previsões meteorológicas: a necessidade do bom senso

 



A diferença entre previsões acima apresentadas permite ao leitor tirar conclusões; o exemplo ilustra entre previsões amadoras da LUSOMETEO, susceptíveis de errar sem que daí advenham quaisquer responsabilidades, e as previsões oficiais, que há vários dias vinham a apontar para a instabilidade atmosférica esta tarde no nordeste transmontano e Beira interior.

A situação de hoje é um exemplo que devemos ter em conta com algumas destas páginas amadoras; nem todas são fiáveis, como é o caso ilustrado deste exemplo da LUSOMETEO, embora haja destaque e se reconheça que há quem queira trabalhar na área e que revela bom senso, não enveredando por uma ciência que não domina.

Por isso, na consulta de páginas não oficiais que abordam previsões meteorológicas, muitas vezes da autoria de possíveis autodidactas amadores sem formação científica na área, o bom senso sugere que deverá comparar-se sempre com as previsões dos organismos oficiais.

A meteorologia é uma ciência que merece ser bem tratada.

segunda-feira, 21 de junho de 2021

8213. IPMA: Página no FaceBook

8212. IPMA: Envio de Relatos Meteorológicos

O projecto "Observar" do IPMA, dedicado à cooperação voluntária, dispõe de novas funcionalidades, fruto do interesse cada vez maior demonstrado pelos cidadãos na observação meteorológica.

Assim, foi efectuada a actualização da plataforma do projecto, disponível em https://observar.ipma.pt/, dotando-o de novas funcionalidades como sendo a possibilidade de partilha de mais fotografias assim como do carregamento de vídeos por parte de utilizadores que testemunhem fenómenos meteorológicos.

Esta actualização surge na sequência do aumento das submissões de relatos por parte dos utilizadores como consequência da cada vez maior sensibilidade para a temática dos fenómenos meteorológicos extremos, bem como do aumento da capacidade de partilha de informação recorrendo a dispositivos móveis.

A iniciativa Observar é um projecto de cooperação voluntária que permite a qualquer cidadão reportar, em tempo quase real, a ocorrência de fenómenos meteorológicos severos que testemunhe, através da resposta a um pequeno formulário designado por Relatos. Esta informação será encaminhada, de imediato, para o Centro de Análise e Previsão do Tempo do IPMA, para conhecimento e utilização dos meteorologistas responsáveis pela vigilância do estado do tempo.

Envie-nos os seus relatos (aceda abaixo ao link).

 

https://observar.ipma.pt/


domingo, 20 de junho de 2021

8211. Domingo, 20 de Junho (13h30)

Imagem de satélite às 13h30

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Fonte: SAT24

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Períodos de chuva durante a manhã, estendendo-se do litoral para o interior e das regiões do norte para as regiões do sul; passagem a regime de aguaceiros durante a tarde.

sábado, 19 de junho de 2021

8210. Efeitos do mau tempo em Portugal Continental (2ª parte)

 

Prazo às candidaturas de apoio à instalação de redes anti granizo em pomares deve ser alargado um mês – O Presidente da Câmara Municipal de Moimenta da Beira apelou hoje aos agricultores e às organizações de produtores da região que adiram “em força” às candidaturas de apoio à instalação de redes anti granizo em pomares disponibilizadas pelo Governo. “Se quisermos manter este instrumento de apoio, temos que o usar”, lembrou José Eduardo Ferreira.

O autarca lançou o apelo na sessão de esclarecimento que decorreu esta sexta-feira de manhã, em Moimenta da Beira, iniciativa que juntou dezenas de agricultores e organizações de produtores da região, em especial de Armamar, Lamego, Moimenta da Beira e Tarouca, os concelhos mais afectados pelas intempéries de granizo, geada e outros fenómenos que têm destruído nos últimos anos centenas de hectares de pomares, provocando gravíssimos prejuízos aos agricultores e à economia local.

Até ontem apenas 25 candidaturas tinham dado entrada nos serviços do Ministério da Agricultura. “Parece-me muito pouco tendo em conta as preocupações manifestadas pelos agricultores e a extensão dos prejuízos”, disse a Directora Regional de Agricultura e Pescas do Norte, Carla Alves, que admitiu o alargamento do prazo para a entrega das candidaturas em mais um mês, passando de 23 de Junho para 23 de Julho, dilação que permitirá o aumento do número de processos de candidaturas por parte dos fruticultores interessados.

António Tojal, Presidente da Beyra d’Ouro Fruits, uma sociedade composta por um núcleo de seis empresas da região, englobando mais de 300 produtores e mais de mil hectares de macieiras que no seu conjunto produzem cerca de 45 mil toneladas de maçã por ano, está convencido que os agricultores “à boa maneira portuguesa deixam tudo para a última hora”. O dirigente, que é também produtor e empresário, assegura que muitas candidaturas vão ainda ser apresentadas.

O Governo vai alocar 17,5 milhões de euros à instalação de redes anti granizo que têm como objectivo contribuir para a protecção dos pomares contra agentes climáticos adversos e para o reforço da viabilidade das explorações agrícolas, promovendo uma maior previsibilidade do rendimento e valorização da produção. O apoio estatal pode chegar a 60% a fundo perdido no âmbito do PDR 2020.

Na sessão de esclarecimento usaram ainda da palavra José Teixeira, da Beyra d’Ouro Fruits, que falou sobre as “vantagens de rede anti granizo”; Maria Adelaide Inácio, Directora de Serviços de Investimento da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, que apresentou a medida 3.2.1 (redes anti granizo em Pomóideas e Prunóideas); e ainda três representantes de empresas de instalação de redes anti granizo.

Notícias deViseu

Régua estima prejuízos de 2,2ME após estragos em 930 hectares de vinha – O mau tempo afectou 930 hectares de vinha no Peso da Régua e poderá originar um prejuízo de 2,2 milhões de euros na produção de vinho, segundo estimativas reveladas hoje pelo município.

O presidente da Câmara do Peso da Régua, José Manuel Gonçalves, referiu que foi feito um levantamento dos estragos causados pela queda de granizo e chuva intensa no concelho, na última semana, e pediu a intervenção do Governo para apoiar os agricultores afectados. "O vinho é a principal actividade económica do concelho, é a mola do desenvolvimento do nosso concelho e desta região", afirmou o autarca à agência Lusa.

Segundo a informação divulgada pelo município do distrito de Vila Real, o território das uniões de freguesia de Poiares e Canelas e de Galafura e Covelinhas, na Região Demarcada do Douro, foi o mais afectado, com "prejuízos avultados na vinha, nos olivais, nas acessibilidades rurais e nos muros de suporte". "No que respeita à produção de vinho, o levantamento aponta para perda na ordem dos 50%. A isto acresce a destruição completa de novas plantações, que ainda não estavam aptas a produzir e que será necessário replantar. A produção de azeite também foi afectada, verificando-se prejuízos avultados nos olivais", apontou a autarquia.

O município estima que o território afectado seja equivalente a 1220 hectares, dos quais 930 hectares são vinha (350 hectares na União de Freguesias de Poiares e Canelas e 580 hectares na União de Freguesias de Galafura e Covelinhas). "Considerando a produção média de oito pipas por hectare, estima-se que, no que respeita à cultura de vinha, o prejuízo ronde os 2,2 milhões de euros", contabilizou.

A câmara deu conhecimento deste levantamento ao Ministério do Ambiente e à Direcção Regional da Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN), aos deputados eleitos pelo distrito de Vila Real e aos grupos parlamentares, com assento na Assembleia da República, solicitando ajuda para "a mitigação dos prejuízos registados" no concelho do Peso da Régua. Lembrou ainda que a Comunidade Intermunicipal do Douro (CIM Douro), que representa 19 municípios, já solicitou uma audiência à ministra da Agricultura, com vista à avaliação conjunta dos prejuízos registados e à definição de soluções "urgentes" e "adequadas" às necessidades dos agricultores da região.

A Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN) referiu que, até quarta-feira, tinham sido afectados pelo granizo cerca de 2200 hectares de vinha principalmente nos concelhos de Armamar, Lamego, Peso da Régua e Vila Real.

A primeira ocorrência de queda de granizo, chuva intensa e trovoada aconteceu a 31 de Maio, afectando principalmente o concelho de Vila Real. Novos episódios de mau tempo aconteceram nos dia 11 e 13 de Junho, atingindo também os concelhos de Peso da Régua, de Armamar e Lamego, todos inseridos na Região Demarcada do Douro.

Há uma semana que a trovada, acompanhada de chuva intensa e, em algumas situações, granizo, afecta diferentes concelhos do distrito de Vila Real. Entre quinta-feira e hoje, verificaram-se várias inundações repentinas principalmente nos municípios de Murça e Valpaços, mas também em Chaves e Ribeira de Pena.

O serviço de Protecção Civil Municipal de Valpaços registou várias ocorrências, "a maior parte relacionadas com inundações, que provocaram obstáculos à circulação automóvel e inundações de terrenos agrícolas". Durante o dia estiveram no terreno as equipas do departamento de ambiente, dos jardins e espaços verdes, e da Protecção Civil a proceder à limpeza das vias e valetas, de modo a atenuar os constrangimentos causados pelo mau tempo.

Porto Canal

PSD reclama medidas de apoio para prejuízos causados pelo mau tempo no Norte e Centro – O PSD apresentou na Assembleia da República um projecto de resolução para que sejam adoptadas medidas de apoio extraordinárias para fazer face aos prejuízos causados pelas intempéries registadas em Vila Real, Viseu, Bragança e Guarda.

“Perante a dimensão e gravidade das situações causadas por estes acidentes climáticos adversos, o Grupo Parlamentar do PSD considera que o Governo deve adoptar, urgentemente, as medidas de carácter financeiro e administrativo que se impõem, no sentido de minorar os impactos sociais e económicos nestes territórios”, lê-se no documento citado pela agência Lusa. O PSD reivindica ainda que o Governo proceda ao levantamento dos danos causados nas infraestruturas e equipamentos municipais afectados, de modo a averiguar a necessidade de aplicação de medidas específicas de apoio à sua recuperação.

Ao apresentar a questão, os sociais-democratas frisam os prejuízos causados pela “queda de chuva forte, acompanhada de granizo e trovoada”, que se registou entre final de Maio e meados de Junho, nas regiões de Vila Real, Viseu, Bragança e Guarda, e um pouco por todo o território, no Norte e Centro. “O resultado foi uma devastação profunda em vinhas e árvores de fruto, comprometendo as produções agrícolas do presente ano e dos anos seguintes, assim como danos materiais em infraestruturas e vias de comunicação”, apontam.

A informação destaca ainda que a intensidade do granizo, registada a 31 de Maio, afectou uma vasta área de vinha na região de Vila Real e de Viseu, com várias parcelas localizadas na Região Demarcada do Douro, e que, “passados cerca de 15 dias, mais concretamente nos dias 13, 14 e 15 de Junho”, se voltaram a registar tempestades de chuva e granizo que afectaram a mesma região do Douro, assim como a região do sul do distrito de Viseu, Região Demarcada do Dão. “Estima-se que mais de dois mil hectares de vinha e mil hectares de pomares de maçã e pequenos frutos estejam em risco de perda total”, é vincado.

Face à destruição, o PSD reivindica que a “desejável recuperação abranja não só a valorização económica, como também a valorização ambiental e territorial, especialmente nas zonas mais expostas ao risco de abandono agrícola e à perda de biodiversidade”. Por outro lado, o PSD também defende que o Governo deve fazer “um maior esforço no reforço dos instrumentos nacionais e comunitários no sentido de promover a adesão maciça ao sistema de seguros agrícolas e fundos mutualistas e consequentemente mais atractivos para os agentes económicos”.

Além disso, considera que é fundamental “a criação de um sistema de apoio público vocacionado especialmente para a agricultura familiar, pequena agricultura e agricultura de subsistência que, pela sua natureza intrínseca, se encontra particularmente [vulnerável] perante este tipo de fenómenos”.

O documento do PSD deixa ainda a recomendação de que o Ministério da Agricultura divulgue o resultado do levantamento dos prejuízos causados pelos temporais ocorridos entre 31 de Maio e 15 de Junho, nas regiões do Norte e Centro, nas diversas produções agrícolas, e que avalie a possibilidade de declaração de estado de calamidade pública para os concelhos mais atingidos e consequentemente mobilize os instrumentos necessários. Reivindica igualmente que os instrumentos financeiros para as situações onde os prejuízos foram mais elevados sejam “a fundo perdido” e que se pondere a “possibilidade de criar uma linha de crédito bonificada”.

Na lista, os deputados incluem ainda a recomendação para que se fortaleçam e alarguem as operações de investimento para a instalação de redes anti-granizo, e que a elaboração do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PAC) contemple instrumentos de gestão de crise e de risco que sejam “robustos financeiramente e adequados à realidade agrícola nacional”.

Jornal Económico

Chuva e granizo inundam casas e levam ao corte de estrada em Montalegre – A chuva intensa e a queda de granizo provocaram esta quarta-feira inundações em estradas, em habitações e numa superfície comercial em Montalegre, no distrito de Vila Real, e levaram ao corte de uma estrada, adiantou à Lusa o município. O vice-presidente da Câmara de Montalegre, David Teixeira, explicou que a chuva intensa e o granizo caíram sobre aquela vila durante cerca de meia hora, entre as 15.00 e as 15.30.

"A chuva repentina e a queda de pedra entupiram canalizações, o que fez com que a água entrasse em casas e mesmo em habitações em prédios, pelas varandas", referiu o responsável pela Protecção Civil municipal. Na Estrada Municipal 308 o abatimento de parte da via devido ao mau tempo levou ao corte da estrada. David Teixeira acrescentou que esta ocorrência ainda está a ser avaliada e que para já a via irá continuar cortada. Devido ao entupimento de sarjetas, também várias outras artérias ficaram inundadas de água.

"A chuva já parou e nesta altura os Bombeiros Voluntários de Montalegre e a Protecção Civil municipal estão no terreno a proceder à limpeza das vias", salientou.

Diário de Notícias

8209. Efeitos do mau tempo em Portugal Continental (1ª parte)

 

Granizo destrói culturas a 100% na região de Lamego e causa prejuízos de 3 milhões de euros em Armamar – O presidente da Câmara de Lamego disse na segunda-feira que “há culturas perdidas a 100%” no concelho, com prejuízo de “enorme gravidade”, que está a ser avaliado, devido à queda de granizo deste fim-de-semana.

“As freguesias de zona vinhateira e de pomar, como as de Cambres, Sande e a da cidade de Lamego, Várzea de Abrunhais, Britiande e Valdigem, principalmente no domingo, sofreram prejuízos de enorme gravidade, com várias situações de culturas perdidas a 100%”, afirmou na segunda-feira, à agência Lusa, o presidente da Câmara de Lamego, Ângelo Moura. “Houve situações de danos em infraestruturas”, mas o que “mais preocupa e onde os danos são maiores são nas vinhas e nos pomares de várias frutas”, sublinhou o autarca. Há também novas plantações que sofreram danos profundos e que apesar de terem sido logo tratadas, só os próximos dias é que vão revelar o real prejuízo e até que ponto foi feito o dano na planta e se estão ou não comprometidas as colheitas dos próximos anos”, explicou. Ângelo Moura referiu que há propriedades com “dezenas de hectares com perda total”, tanto de vinha como de pomares, embora os “danos efectivos, só com o passar dos dias é que vão ser contabilizados”. De todo o modo, para já, “pode falar-se em dezenas de milhares de euros”, salientou.

O presidente do município, a pedido de alguns produtores e associações de agricultores, reuniu-se ao início da tarde de segunda-feira com a directora regional da Agricultura do Norte, Carla Alves Pereira, encontro que contou também com a presença dos presidentes de junta das freguesias mais afectadas. “Foram dadas algumas respostas às preocupações levantadas e procurou-se motivar os agricultores para a prevenção futura, no que diz respeito aos pomares, com a colocação de rede de protecção”, contou. Os produtores ficaram a saber que, neste momento, “está aberta uma candidatura para realizar esse investimento” nas redes de protecção e foi também “acedido o pedido de prorrogação do prazo da candidatura”, acrescentou. Também há um eventual reforço de verbas, caso seja necessário, num processo simplificado, sem exigências burocráticas e com apoio a 100%, a fundo perdido, de 18 mil euros por hectare, a que os agricultores se podem candidatar e que será objecto de resposta rápida por parte da direcção regional”, prometeu.

O seguro de colheitas, “pouco divulgado e que deve ser difundido, nomeadamente, na zona das frutícolas” foi outro tema em cima da mesa uma vez que “tem de ser repensado porque o valor do prémio a pagar é avultado”. “A directora regional assumiu ainda o compromisso de encontrar soluções para os [produtores] que vão ficar numa situação de incumprimento das metas financeiras definidas, nomeadamente os jovens agricultores”, contou Ângelo Moura.

O granizo na região de Lamego, de acordo com o autarca, começou a cair na sexta-feira, mas “foi no domingo que se verificou a grande parte dos prejuízos, tendo em conta o tempo que esteve a cair, a violência com que caiu e o [grande] tamanho do granizo em si”.

Granizo em Armamar causa prejuízos de 3 milhões de euros nos pomares – O presidente da Câmara Municipal de Armamar disse na segunda-feira à Lusa que o “granizo severo” do fim de semana causou prejuízos nos pomares acima dos três milhões de euros e deixou a próxima colheita comprometida. Em alguns casos há perda total de culturas, irremediavelmente destruídas. Para além disso, o granizo ainda causou danos nas plantas, quer na vinha, quer no pomar, o que vai comprometer a produção do próximo ano, ou mesmo dos próximos anos”, destacou João Paulo Fonseca.

O presidente da Câmara de Armamar referiu que o granizo começou por cair na sexta-feira, “mas atingiu uma pequena franja”, depois, ao longo do fim-de-semana houve mais episódios de queda, com o domingo a registar “um fenómeno bastante adverso”. “Durante 40 minutos caiu granizo com intensidade, foi granizo severo, com dimensão considerável, o que acabou por destruir tudo o que apanhou. Há prejuízos em infraestruturas, casas particulares e lojas comerciais, mas o que mais preocupa é a agricultura”, sublinhou.

João Paulo Fonseca disse que a autarquia está no terreno, juntamente com a associação de produtores e técnicos do Ministério da Agricultura, a fazer um “levantamento mais afinado” dos prejuízos causados” e que ele já se reuniu, na segunda-feira, com a directora regional da Agricultura do Norte. “Mas já podemos dizer que só no que diz respeito ao sector agrícola”, sobretudo nos pomares, “são acima dos 3 ME de prejuízo. Da reunião saiu, pelo menos, a intenção de criar uma linha de apoio para os nossos produtores, que já tinha sido anunciada até por causa de Vila Real também [região igualmente afectada]”, contou. Uma linha que o autarca pediu à directora regional para ser “reforçada para fazer face aos prejuízos no território de Armamar” e também solicitou que “essas linhas de apoio tenham algum período de carência” para os agricultores. Essas linhas têm de permitir que os nossos produtores possam recorrer a elas e efectuar os pagamentos dos créditos, porque estamos a falar de um concelho que, nos últimos cinco anos, foi atingido quatro vezes por episódios desta natureza, essencialmente granizo”, lembrou. João Paulo Fonseca explicou que “os produtores acabam por já não poder ter capacidade para recorrer ao crédito, a não ser que seja gerado um período de carência para que o consigam fazer”.

Dos pomares que possuem redes anti-granizo, o autarca explicou que “só cerca de 10% da produção do concelho” é que tem essa protecção e, dessa percentagem “só uns 2% é que foi atingido e a rede funcionou bem”.

Autarca de Vila Real defende verbas a fundo perdido para colmatar prejuízos – O presidente da Câmara de Vila Real defendeu na segunda-feira que os ministérios da Economia e da Agricultura devem apoiar com verbas a fundo perdido as actividades mais afectadas pelo granizo e chuva intensa que atingiram o concelho. O mau tempo tem sido, de facto, terrível. E temos observado que nos últimos anos, fruto das alterações climáticas, a severidade do mau tempo, fora de época, tem sido muito constante e causado prejuízos imensos em todo o concelho”, afirmou Rui Santos.

Desde o dia 31 de Maio que o concelho de Vila Real foi já atingido por três tempestades de granizo e de chuva intensa. A última situação verificou-se no domingo. O autarca apontou os prejuízos causados na agricultura, nomeadamente nas vinhas de freguesias como Abaças e Guiães, nos pomares e na horticultura, também nos stands de automóveis que têm as viaturas expostas ao ar livre, na queda de muros, nas vias públicas e em casas de particulares, que sofreram inundações. “Conheço variadíssimas situações em casas particulares onde os prejuízos também foram muito consideráveis”, salientou.

Segundo Rui Santos, a autarquia tem, através da Protecção Civil, “acorrido a todas as emergências” e tem conseguido “manter o concelho em funcionamento”. E temos tentado, dentro daquilo que nos é possível, alertar o Estado central para a severidade das tempestades que por aqui têm caído e para a necessidade de apoio, nomeadamente nas actividades económicas que mais têm sido prejudicadas, como a vitivinicultura, porque os prejuízos são para o ano 2021 mas, em alguns casos, também para anos futuros”, frisou. E explicou que, “em alguns casos, as videiras e árvores de fruto ficam de tal forma danificadas que a expectativa de produção fica condicionada nos próximos anos”.

Após a queda intensa de granizo a 31 de Maio, foi estabelecida uma parceria entre o município e o Ministério da Agricultura para, “pelo menos, fornecer cal aos agricultores para a cicatrização das videiras e das árvores”. Houve uma linha de crédito de três milhões de euros, mas face ao que aconteceu nos últimos dias a percepção que temos é que isso já não chega, temos que ir mais longe, o Estado central tem que ir mais longe, isto é uma competência do Estado central, não é da autarquia”, salientou. E continuou: “Temos que, provavelmente, junto do ministério da Economia, mas também da Agricultura, dependendo dos sectores de actividade, encontrar forma de apoiar os nossos concidadãos com verbas a fundo perdido, é isso que defendemos”.

Ao longo do dia de segunda-feira foram feitas as operações de limpeza de habitações ou de estradas. Rui Santos fez questão de agradecer a todos os que têm estado no terreno, desde a PSP e a GNR, às duas corporações de bombeiros do concelho (Cruz Branca e Cruz Verde) e à Protecção Civil Municipal. “Todos em conjunto souberam estar à altura das circunstâncias e num espaço de tempo absolutamente recorde conseguiram pôr a cidade, o concelho, tudo a funcionar, sem prejuízos de maior”, salientou.

Na sexta-feira, a chuva intensa provocou inundações no concelho, nomeadamente no mercado municipal, que está sofrer obras de requalificação. “As obras não estão concluídas e, portanto, vamos a tempo de rectificar, sabendo nós que não podemos nunca prever tudo (…) Temos seguros, os empreiteiros têm seguros e tentaremos salvaguardar sempre o bem-estar daqueles que momentaneamente foram prejudicados e serão, obviamente, recompensados”, frisou. Relativamente à situação do mercado, o autarca lamentou e pediu desculpa pelo que aconteceu.

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Fonte: Observador

sexta-feira, 18 de junho de 2021

8208. FINAL DE TARDE: Temporal pela Beira Alta, Alto Douro e Trás - os - Montes

 





Situação meteorológica severa ao fim da tarde e inicio da noite em Trás o s Montes e Beira Alta, com aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoadas dispersas e queda de granizo.

Perigo iminente por inundações rápidas de leitos de cheias, acumulação excessiva de águas sobre coberturas, lençóis de água sobre as vias rodoviárias e quedas de arvores; possibilidade de quebras momentâneas da rede eléctrica e de telecomunicações.

8207. Sexta-feira, 18 de Junho (19h00)

Imagem de Satélite às 19h00

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Fonte: SAT24

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Portugal Continental com tempo instável; períodos de céu muito nublado e ocorrência de aguaceiros dispersos, por vezes fortes e acompanhados de trovoadas; possibilidade de queda de granizo.

quinta-feira, 17 de junho de 2021

8206. PORTUGAL CONTINENTAL: Continuação da instabilidade

 

Após a passagem de uma superfície frontal fria ao longo do dia sobre Portugal Continental, o território do continente passou a estar sob o efeito de uma massa de ar polar mais instável; novas linhas de instabilidade se organizam sobre o Atlântico e dirigem-se para o território do continente, sendo de esperar a continuação do tempo muito instável, com ocorrência de aguaceiros e trovoadas dispersas, nomeadamente nas regiões a sul do rio Tejo.

quarta-feira, 16 de junho de 2021

8205. PORTUGAL CONTINENTAL: Tempo variável


A imagem de satélite das 21h00 mostra a aproximação de uma superfície frontal à costa ocidental portuguesa. Esta superfície frontal irá atravessar o território de Portugal Continental nesta quinta-feira, do litoral para o interior, originando um aumento da nebulosidade e ocorrência de precipitação, especialmente nas regiões do norte e centro; descida acentuada da temperatura máxima.
Nos dias seguintes, com a passagem de novos sistemas frontais, o estado do tempo irá manter-se variável no território de Portugal Continental, com possibilidade de ocorrência de precipitação, sobretudo nas regiões do norte e centro; temperaturas típicas de primavera.

 

8204. PORTUGAL CONTINENTAL: Mau tempo provoca queda de árvores e incêndios rurais


CopyRight @ SIC Notícias

terça-feira, 15 de junho de 2021

8203. Terça-feira, 15 de Junho (16h00)

 

Algumas temperaturas às 16h00

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Alvega – 36,6 ºC

Ponte de Sôr (Aeródromo) – 36,2 ºC

Pinhão (Santa Bárbara) – 35,9 ºC

Mirandela – 35,7 ºC

Mora – 35,7 ºC

Tomar (Valdonas) – 35,2 ºC

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Sines – 19,0 ºC

Santa Cruz (Aeródromo) – 18,1 ºC

Cabo Carvoeiro – 18,0 ºC

São Pedro de Moel – 17,8 ºC

Portimão (Praia da Rocha) – 17,7 ºC

Cabo Raso – 17,2 ºC

Pico do Areeiro (Madeira) – 9,5 ºC

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Fonte: IPMA

8202. Célula cumulonimbos em Ponte de Sôr (20h00)

ECHOTOP (Km) às 20h00
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Fonte: AEMET

8201. PORTUGAL CONTINENTAL: Situação meteorológica às 17h30



Linhas de instabilidade deslocando-se para noroeste, afectando as regiões do centro e norte de Portugal Continental. Condições para tempo severo, com ocorrência de aguaceiros, por fortes e acompanhados de trovoadas, com possibilidade de queda de granizo; rajadas de vento por vezes muito fortes.

Possibilidade de ocorrência de inundações rápidas em leitos de cheias e áreas urbanas; possibilidade de propagação de fogos rurais derivado por descargas eléctricas muito frequentes e dispersas.


8200. Coimbra (16h11)

 Fonte: Hotel Oslo

8199. TERÇA-FEIRA, 15 de Junho: Probabilidade de ocorrência de trovoadas

Fonte: IPMA
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Elevada probabilidade de ocorrência de trovoadas a partir do início da tarde nas regiões do centro, Ribatejo, Península de Setúbal e Alto Alentejo. Possibilidade de aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoada e queda de granizo.

segunda-feira, 14 de junho de 2021

8198. Granizo destrói culturas na região de Lamego

“As freguesias de zona vinhateira e de pomar, como as de Cambres, Sande e a da cidade de Lamego, Várzea de Abrunhais, Britiande e Valdigem, principalmente no domingo, sofreram prejuízos de enorme gravidade, com várias situações de culturas perdidas a 100%”, afirmou hoje, à agência Lusa, o presidente da Câmara de Lamego, Ângelo Moura.

“Houve situações de danos em infraestruturas”, mas o que “mais preocupa e onde os danos são maiores são nas vinhas e nos pomares de várias frutas”, sublinhou o autarca. “Há também novas plantações que sofreram danos profundos e que apesar de terem sido logo tratadas, só os próximos dias é que vão revelar o real prejuízo e até que ponto foi feito o dano na planta e se estão ou não comprometidas as colheitas dos próximos anos”, explicou. Trata-se de danos e prejuízos que só o tempo vai conseguir recuperar e, apesar de ainda não haver contas feitas, estamos a falar de dezenas de milhares de euros.

Ângelo Moura referiu que há propriedades com “dezenas de hectares com perda total”, tanto de vinha como de pomares, embora os “danos efectivos, só com o passar dos dias é que vão ser contabilizados”. De todo o modo, para já, “pode falar-se em dezenas de milhares de euros”, salientou. O presidente do município, a pedido de alguns produtores e associações de agricultores, reuniu-se ao início da tarde de hoje com a directora regional da Agricultura do Norte, Carla Alves Pereira, encontro que contou também com a presença dos presidentes de junta das freguesias mais afectadas.

“Foram dadas algumas respostas às preocupações levantadas e procurou-se motivar os agricultores para a prevenção futura, no que diz respeito aos pomares, com a colocação de rede de protecção”, contou. Os produtores ficaram a saber que, neste momento, “está aberta uma candidatura para realizar esse investimento” nas redes de protecção e foi também “acedido o pedido de prorrogação do prazo da candidatura”, acrescentou. “Também há um eventual reforço de verbas, caso seja necessário, num processo simplificado, sem exigências burocráticas e com apoio a 100%, a fundo perdido, de 18 mil euros por hectare, a que os agricultores se podem candidatar e que será objecto de resposta rápida por parte da direcção regional”, prometeu.

O seguro de colheitas, “pouco divulgado e que deve ser difundido, nomeadamente, na zona das frutícolas” foi outro tema em cima da mesa uma vez que “tem de ser repensado porque o valor do prémio a pagar é avultado”. “A directora regional assumiu ainda o compromisso de encontrar soluções para os [produtores] que vão ficar numa situação de incumprimento das metas financeiras definidas, nomeadamente os jovens agricultores”, contou Ângelo Moura.

O granizo na região de Lamego, de acordo com o autarca, começou a cair na sexta-feira, mas “foi no domingo que se verificou a grande parte dos prejuízos, tendo em conta o tempo que esteve a cair, a violência com que caiu e o [grande] tamanho do granizo em si”.

Em Armamar granizo causou prejuízos de 3 milhões nos pomares – O presidente da Câmara Municipal de Armamar disse hoje à agência Lusa que o “granizo severo” do fim de semana causou prejuízos nos pomares acima dos três milhões de euros (ME) e deixou a próxima colheita comprometida. “Em alguns casos há perda total de culturas, irremediavelmente destruídas. Para além disso, o granizo ainda causou danos nas plantas, quer na vinha, quer no pomar, o que vai comprometer a produção do próximo ano, ou mesmo dos próximos anos”, destacou João Paulo Fonseca.

O presidente da Câmara de Armamar referiu que o granizo começou por cair na sexta-feira, “mas atingiu uma pequena franja”, depois, ao longo do fim-de-semana houve mais episódios de queda, com o domingo a registar “um fenómeno bastante adverso”. “Durante 40 minutos caiu granizo com intensidade, foi granizo severo, com dimensão considerável, o que acabou por destruir tudo o que apanhou. Há prejuízos em infraestruturas, casas particulares e lojas comerciais, mas o que mais preocupa é a agricultura”, sublinhou.

João Paulo Fonseca disse que a autarquia está no terreno, juntamente com a associação de produtores e técnicos do Ministério da Agricultura, a fazer um “levantamento mais afinado” dos prejuízos causados” e que ele já se reuniu, hoje, com a directora regional da Agricultura do Norte, Carla Pereira. “Mas já podemos dizer que só no que diz respeito ao sector agrícola”, sobretudo nos pomares, “são acima dos 3 ME de prejuízo. Da reunião saiu, pelo menos, a intenção de criar uma linha de apoio para os nossos produtores, que já tinha sido anunciada até por causa de Vila Real também [região igualmente afectada]”, contou. Uma linha que o autarca pediu à directora regional para ser “reforçada para fazer face aos prejuízos no território de Armamar” e também solicitou que “essas linhas de apoio tenham algum período de carência” para os agricultores.

“Essas linhas têm de permitir que os nossos produtores possam recorrer a elas e efectuar os pagamentos dos créditos, porque estamos a falar de um concelho que, nos últimos cinco anos, foi atingido quatro vezes por episódios desta natureza, essencialmente granizo”, lembrou. João Paulo Fonseca explicou que “os produtores acabam por já não poder ter capacidade para recorrer ao crédito, a não ser que seja gerado um período de carência para que o consigam fazer”.

Dos pomares que possuem redes anti-granizo, o autarca explicou que “só cerca de 10% da produção do concelho” é que tem essa protecção e, dessa percentagem “só uns 2% é que foi atingido e a rede funcionou bem”.

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Fonte: SAPO Notícias


8197. REGIÃO NORTE: Instabilidade

Intensidade da precipitação às 17h00
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Fonte: IPMA

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Instabilidade com períodos de céu muito nublado e ocorrência de aguaceiros, pontualmente fortes e acompanhados de trovoadas e queda de granizo. Linha de instabilidade deslocando-se de sueste para noroeste.

8196. Queda de granizo em Trás-os-Montes destruiu colheitas em vários concelhos


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domingo, 13 de junho de 2021

8195. Granizo volta a provocar estragos em vinhas de Vila Real

Paulo Correia, presidente da Junta de Freguesia de Guiães, no concelho de Vila Real, disse à agência Lusa que a chuva intensa e o granizo que caíram ao final da tarde de hoje provocaram, “outra vez”, estragos em vinhas, mas também causaram derrocadas para vias e ainda inundações em casas. “Desta vez ainda foi pior”, afirmou o autarca à Lusa.

A primeira situação relacionada com o mau tempo ocorreu em 31 de Maio, provocando estragos nas vinhas, principalmente das freguesias de Abaças e Guiães, ainda em pomares e também nos automóveis para venda e em exposição ao ar livre nos stands localizados na zona industrial.

Na sexta-feira, o mau tempo provocou várias inundações, principalmente na cidade de Vila Real, em artérias e também no mercado municipal.

Já hoje, o granizo atingiu novamente “a corda” entre Abaças, Guiães, Bujões e também Galafura (Peso da Régua), zonas inseridas na Região Demarcada do Douro e onde a viticultura é a principal actividade económica. Regina Ferro, viticultora em Guiães, disse à Lusa que o granizo “cobriu de branco” as vinhas deste território.

“Foi muita chuva e muito granizo, as pedras eram mais pequenas mas até parecia que caía uma nevada”, descreveu. A viticultora referiu que “algumas vinhas que tinham escapado da outra vez, foram destruídas agora”.

Paulo Correia referiu que o granizo voltou hoje a “atingir muita vinha”, que era “muita água” e que as “valetas não tiveram capacidade para escoar”. O autarca salientou que as vias atingidas pelo arrastamento de terras e pedras foram sinalizadas e que, na segunda-feira, se irá proceder à sua limpeza.

Segundo informações do Comando Distrital de Operações de Socorro de Vila Real (CDOS), desde as 00:00 de hoje foram contabilizadas 12 inundações provocadas pelo meu tempo, a maioria no concelho de Vila Real.

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Fonte: Sapo Notícias


8194. Chuva e granizo destruíram campos agrícolas em Armamar


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8193. PORTUGAL CONTINENTAL: Temporal às 20h30

 Imagem de Satélite às 20h30

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Fonte: SAT24

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Às 20h30, as tempestades afectam particularmente as regiões do interior norte e centro; aguaceiros, por vezes fortes e acompanhas por trovoadas e queda de granizo. Particular atenção às zonas vulneráveis a inundações e a deslizamentos; possibilidade de cortes de vias de comunicação.

 

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8192. PORTUGAL CONTINENTAL: Tempo severo para as regiões do interior




Portugal Continental encontra-se sob a influência de um núcleo de ar frio em altitude, centrado a oeste da Península Ibérica, responsável pelo tempo instável que se tem feito sentir nos últimos dias, especialmente nas regiões do interior do norte e centro. A rotação das massas de ar em torno desse núcleo de ar frio (em sentido contrário ao dos ponteiros do relógio) arrasta ar tropical muito quente que, em contacto com o ar frio existente em altitude e à forte irradiação solar durante o período diurno, favorece o surgimento de movimento s verticais de ar na troposfera (camada da atmosfera em contacto com a superfície terrestre); estes movimentos ascendentes de ar condensam rapidamente e dão origem a nebulosidade de desenvolvimento vertical (nuvens cumulonimbos) que podem alcançar os 12 – 14 quilómetros de altitude, responsáveis pela precipitação, por vezes forte e acompanhada por trovoadas, com condições propícias à ocorrência de trovoadas e queda de granizo.

Esta situação severa das condições meteorológicas deverão prolongar-se até quarta-feira, dia 16 de Junho, afectando com especial incidência o interior das regiões norte e centro.


8191. Noites de trovoada deixam 13 distritos em alerta amarelo

BRAGA


 MATOSINHOS


 VILA REAL

Espinho

Aveiro

Coimbra

PORTALEGRE 1

PORTALEGRE 2

ELVAS

Fonte: Magg Sapo

sábado, 12 de junho de 2021

8190. IPMA: Condições meteorológicas adversas sobre Portugal Continental

Até dia 16 de Junho, o estado do tempo em Portugal continental vai ser influenciado por uma depressão fria nos níveis altos da TROPOSFERA, associada nos níveis baixos, a um vale invertido que vai desde o norte de África até à Península Ibérica, e que transporta sobre o território, uma massa de ar com características tropicais.
Assim, prevê-se para os próximos dias, uma situação de instabilidade potencialmente severa, especialmente sobre as regiões Norte, Centro e Alto Alentejo, onde localmente ocorrerão aguaceiros fortes, de granizo e acompanhados de trovoadas e rajadas fortes. Esta situação deverá originar, sempre que possível (dada a incerteza na localização da instabilidade e a sua severidade), a emissão atempada de avisos meteorológicos de Precipitação e/ou Trovoadas de nível Amarelo, mais prováveis durante as tardes e até final dos dias, ou, eventualmente Laranja, se o acompanhamento da situação meteorológica com recurso aos meios de nowcasting disponíveis, assim o impuser.
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Fonte: IPMA


8189. PORTUGAL CONTINENTAL: Tarde instável

Imagem de satélite às 17h00
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"CopyRight Eumetsat 2021"
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Tarde instável, com ocorrência de aguaceiros e trovoadas, em especial nas regiões do interior norte, centro e Alto Alentejo; queda de granizo em algumas regiões.

sexta-feira, 11 de junho de 2021

8188. Alto Douro e Beira Alta: Instabilidade



Temporal associado a desenvolvimento de nebulosidade convectiva: aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados por trovoadas e queda de granizo.

quarta-feira, 9 de junho de 2021

8187. Dia de Portugal com eclipse solar. Fenómeno será visível em todo o país.

Há um eclipse anular do sol para observar, esta quinta-feira, em pleno feriado do Dia de Portugal. De acordo com o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL) será visível em todo o território português como eclipse solar parcial.
Segundo as explicações do OAL, o eclipse solar anular observa-se quando a sombra da Lua está sobre a Terra: "A sombra da Lua sobre a Terra, ou seja a região onde o eclipse é anular, vai percorrer uma trajectória do nordeste da América do Norte ao nordeste da Ásia, atravessando a Gronelândia e oceano Árctico. A duração máxima da anularidade é de 3min 48s. O eclipse será visível do nordeste da América do Norte, Europa, do norte da Ásia e do Oceano Atlântico norte."
Em Portugal, o fenómeno será visível apenas como eclipse solar parcial e "pouco perceptível, pois as percentagens de área solar coberta são muito baixas, variando entre 4% e 10% no continente e sendo de 30% nos Açores e de 6% na Madeira". No entanto, o OAL avisa que "embora a alteração da luminosidade não seja perceptível, o eclipse parcial será facilmente notado ao olhar para o Sol com óculos de segurança".
Em Lisboa, tem início às 9h47, com o máximo às 10h32, e terminando quase uma hora depois, às 11h21. No Porto começa às 9h48, atingindo o seu máximo às 10h38, sendo o final às 11h33. Em Faro, no Algarve, inicia-se às 9h51 e termina às 11h10. O máximo é atingido às 10h29. Em Coimbra também será visível: começa às 9h48, sendo o máximo atingido às 10h36, e termina às 11h28. Nas ilhas, o eclipse solar parcial estará visível entre 8h23 e as 10h54.
O OAL reforça que deverão ser tomados todos os cuidados aquando da observação do sol. "Seja cuidadoso, certifique-se que conhece todos os perigos e as formas seguras de observar o sol e informe, ajude, quem não sabe", alerta. O OAL em parceria com a Direcção-Geral da Saúde e a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia dão-lhe conta de todas as precauções que deve ter se quiser observar o fenómeno.
Carolina Quaresma
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Fonte: TSF

8186. Terça-feira, 9 de Junho (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00

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Reguengos (São Pedro do Corval) – 36,2 ºC

Castro Verde (N. Corvo) – 35,9 ºC

Alvega – 35,8 ºC

Mértola (Vale Formoso) – 35,8 ºC

Amareleja – 35,7 ºC

Portel (Oriola) – 35,4 ºC

Alvalade – 35,4 ºC

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Santa Cruz (Aeródromo) – 19,0 ºC

Cabo Raso – 18,7 ºC

Cabo Carvoeiro – 18,0 ºC

São Pedro de Moel – 17,6 ºC

Esposende (CIM) – 17,1 ºC

Areeiro (Madeira) – 17,1 ºC

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Fonte: IPMA


terça-feira, 8 de junho de 2021

8185. Terça-feira, 8 de Junho (16h00)

 Algumas temperaturas às 16h00

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Portel (Oriola) – 36,1 ºC

Castro Verde (N. Corvo) – 36,1 ºC

Reguengos (São Pedro do Corval) – 36,0 ºC

Mértola (Vale Formoso) – 36,0 ºC

Amareleja – 35,7 ºC

Alcoutim (Mart. Longo) – 35,4 ºC

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Santa Cruz (Aeródromo) – 17,6 ºC

Cabo Raso – 17,4 ºC

Cabo Carvoeiro – 16,6 ºC

Areeiro (Madeira) – 16,4 ºC

Esposende (CIM) – 15,8 ºC

São Pedro de Moel – 15,0 ºC

Anadia – 14,7 ºC

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Fonte: IPMA

sábado, 5 de junho de 2021

8184. Queda de granizo e saraiva na Beira Alta e Trás-os-Montes

 

Figura 1

Imagem de PPI de reflectividade (em dBZ), baixa elevação, com indicação do segmento de corte orientado “AB” efectuado (esquerda). Corte vertical “AB” sobre o campo da reflectividade (direita), assinalada reflectividade com elevada magnitude (> 58 dBZ) a círculo e assinatura de bigorna. Sobre a região indicada com maior reflectividade destacam-se topos de reflectividade acerca de 15000 m de altitude. Radar de Arouca/PG, 17:00 UTC, 31 Maio 2021.

 


 Figura 2

Imagem de PPI de reflectividade (em dBZ), baixa elevação, com indicação do segmento de corte orientado “AB” efectuado (esquerda). Corte vertical “AB” sobre o campo da classificação do tipo de hidrometeoros (direita) e indicação da presença de granizo (a vermelho) e de graupel (incluindo granizo de menor dimensão, a cor salmão). Radar de Arouca/PG, 17:00 UTC, 31 Maio 2021.

Em Portugal continental é possível observar-se a queda de granizo envolvendo pedras de razoável dimensão (designado por “saraiva”, se apresentarem diâmetro superior a 0,5 cm) em dias com temperatura do ar elevada, fenómeno que é pouco intuitivo mas de explicação científica relativamente simples. Foi o que se verificou na passada segunda-feira, dia 31 de Maio, durante a tarde e início da noite em alguns locais das regiões da Beira Alta e, especialmente, de Trás-os-Montes. Efectivamente, naquelas regiões e durante aquele período, foi observada abundante precipitação sob a forma de granizo e saraiva, sendo por vezes identificadas pedras com diâmetro claramente superior a 3 cm.

Ao longo do dia um núcleo depressionário centrado sobre a península Ibérica deslocava-se para norte. Sobre o Atlântico, a oeste da costa portuguesa, uma depressão do tipo cut-off, também designada por “gota fria” (depressão com expressão essencialmente em níveis altos e caracterizada pela circulação de ar mais frio em torno do núcleo do que o ar das suas vizinhanças) intensificava-se. Durante a tarde o aquecimento radioactivo era intenso e a temperatura máxima do ar aproximou-se e, em muitos casos, excedeu, o valor de 30°C, em particular nas Beiras e Trás-os-Montes, sendo os valores de humidade relativa do ar geralmente baixos (inferior a 30% em alguns locais). No entanto, a coexistência de ar frio em altitude, transportado na circulação da referida cut-off, e de ar quente nos níveis inferiores da troposfera, potenciado pelo referido aquecimento radioactivo, favoreceu condições de grande instabilidade atmosférica. Esta, segundo o modelo do ECMWF (Centro Europeu de Previsão do Tempo a Médio Prazo) traduzia-se, em alguns locais, por valores de CAPE superior a 1500 J/kg no período 15-18 UTC (16-19, hora local).

Os valores de água precipitável eram moderados, da ordem de 20-25 mm e o nível da isotérmica de zero era bastante elevado, situando-se a cerca de 3700 m de altitude. Na camada 0-6 km os valores de wind shear vertical (variação da magnitude e rumo do vento horizontal ao longo da camada vertical) não eram extremos mas asseguravam, apesar de tudo, alguma inclinação das células convectivas e projecção das respectivas bigornas no sentido do quadrante norte, conforme confirmado com observação radar (Fig 1). Por outro lado, quer as indicações do ECMWF, quer as observações com radar, confirmavam a presença, durante a tarde, de um fluxo de oes-sudoeste abaixo dos 1500 m de altitude, proveniente do Atlântico, que se intensificava e rodava para sul acima deste nível. Este escoamento de ar húmido aos níveis baixos alimentava as células convectivas que, com a instabilidade disponível até níveis bastante elevados, da ordem de 14000 m de altitude, se iam formando. A proximidade, a noroeste, de uma corrente de jacto em níveis muito elevados favorecia divergência em altitude contribuindo, também, para manter a continuidade do processo convectivo até esses níveis.

Este quadro de grande instabilidade atmosférica, com particular magnitude em camadas extensas acima do nível da isotérmica de zero, garantiu movimentos ascendentes fortes a esses níveis, potenciadores do brusco arrefecimento da água transportada, mediante a contínua disponibilidade de humidade em níveis baixos. Por si só, este contexto é suficiente para explicar a formação de granizo, em sentido lato. No entanto, a formação de pedras de gelo com grande dimensão (saraiva) e a sua relativa abundância ficaram a dever-se a um factor suplementar: um perfil vertical de vento eficaz. De facto, para que as pedras de granizo formadas entrem em ciclos de crescimento prolongado em níveis muito elevados da troposfera é necessário, por um lado, que o wind shear seja suficientemente forte para manter as correntes ascendentes e descendentes relativamente separadas (de modo a assegurar que o processo convectivo seja duradouro) mas, por outro, que não seja excessivamente forte a ponto de as referidas correntes perderem o contacto, caso em que o granizo precipitaria pouco após a sua formação, não tendo tempo suficiente para crescer.

O radar de Arouca/Pico do Gralheiro (A/PG) permitiu efectuar a monitorização detalhada de múltiplas células convectivas geradoras de granizo e saraiva, de que se apresenta um exemplo ocorrido próximo de Vila Real (Fig 1). Na imagem de corte vertical das 17:00 UTC (18:00, hora local) o radar permitiu identificar valores de reflectividade (Z) acima de 58 dBZ a grande altitude (cerca de 5000 m), sendo inclusive observável reflectividade que se destaca a 15000 m de altitude, claramente acima do nível geral dos topos observados. Estes factos demonstram a presença de correntes ascendentes muito vigorosas. É também visível (Fig 2) que na região do núcleo convectivo, em imagem de corte vertical, os hidrometeoros foram classificados como granizo e graupel (esta última classe correspondente, na presente classificação de hidrometeoros, a graupel propriamente dito mas também a granizo de pequeno diâmetro). Estas observações reflectem a presença de pedras de granizo de grande dimensão em níveis elevados. Não obstante a temperatura do ar ser elevada, junto ao solo, pouco antes de a queda de granizo e saraiva serem observadas, o transporte rápido de ar frio, descendente, que acompanha a precipitação deste tipo de hidrometeoro, permitiu que uma fracção razoável das pedras tenha alcançado a superfície sem ter derretido e ainda com dimensão apreciável, conforme a realidade observada no solo e que foi documentada em muitos locais da região durante a tarde do dia 31 de Maio.

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Fonte (figuras e texto): IPMA