sábado, 8 de agosto de 2026

IPMA: Boletins Climatológicos de Julho

O IPMA publicou os resumos dos boletins climatológicos relativos a Portugal continental, Açores e Madeira referentes ao mês de Julho de 2026. Tratam-se das versões preliminares com os dados disponibilizados até ao momento, sendo os documentos finais publicados em meados do mês.

PORTUGAL CONTINENTAL – Julho de 2026 muito quente e extremamente seco – A classificação do mês de Julho de 2026 resulta da continuação da temperatura do ar muito acima da média, situação relacionada com a ocorrência de uma onda de calor e, pelo défice muito acentuado de precipitação. Estas condições tiveram reflexos na redução da água disponível no solo e no agravamento, de forma generalizada, da seca meteorológica em todo o território de Portugal continental.

Temperatura do ar – O valor médio da temperatura média do ar registou um valor de 24.04°C, correspondendo a uma anomalia de + 1,41 °C em relação ao período de referência 1991-2020, fazendo deste o 7º Julho mais quente desde 1931. O valor médio da temperatura máxima do ar foi de 31,46 °C, 1,96 °C acima do normal, correspondendo ao 6º valor mais elevado desde 1931. A temperatura mínima do ar teve um valor médio de 16,61 °C, cerca de + 0,86 °C, acima da normal.

A temperatura bastante elevada na primeira semana de Julho (valores de anomalias positivas superiores a 8°C na temperatura máxima do ar nos dias 3 a 5) esteve associada a uma onda de calor que ocorreu entre os dias 29 de Junho e 11 de Julho e que abrangeu grande parte do território continental. O episódio de onda de calor registado constitui um dos mais relevantes registados em Portugal Continental desde 1981, uma vez que apresenta a maior magnitude (tendo em conta o total da série de ondas de calor) e a segunda com maior extensão espacial. Importa referir que actualmente a onda de calor é classificada com recurso à informação que deriva do período da normal climatológica 1991-2020.

Neste período foram registados 2 novos extremos absolutos do maior valor da temperatura máxima do ar (dia 4 Julho) e 5 novos extremos absolutos do maior valor da temperatura mínima do ar (dias 3 e 4). O valor mais elevado da temperatura máxima do ar, 44.3°C, foi registado no dia 3 de Julho em Mora.

Precipitação – 8.º Julho mais seco desde 1931 e o mais seco deste século. O valor médio da quantidade de precipitação total mensal foi de apenas 0.8 mm, correspondendo a menos de 8% do valor normal para o mês.

No final do mês verificou-se um agravamento generalizado da situação de seca meteorológica em Portugal continental, estendendo-se a todo o território e reflectindo a persistência de temperaturas elevadas e a escassez de precipitação observadas durante Julho.

 ARQUIPÉLAGO DOS AÇORES – Julho de 2026 foi considerado frio e muito chuvoso. A relação entre os desvios médios da temperatura do ar e os desvios relativos da quantidade de precipitação nas estações do IPMA nos Açores, para Julho desde o ano 2000, mostra que Julho de 2026 foi relativamente frio e muito chuvoso.
Os totais mensais de precipitação observados nos Açores estiveram muito acima dos terceiros quartis das respectivas distribuições para o período 1999-2025, ultrapassando os valores absolutos da série nas estações das Flores, Graciosa e S. Maria.

 ARQUIPÉLAGO DA MADEIRA – Nas quatro estações de referência (Funchal/Observatório, Chão do Areeiro, Santana e Porto Santo), o mês de Julho de 2026 caracterizou-se por valores médios de temperatura do ar superiores à normal e por quantidades de precipitação acumulada inferiores à normal (período de referência 1991 – 2020).

Temperatura do ar – Durante o mês de Julho, as quatro estações de referência registaram valores médios de temperatura do ar acima da normal. Destacou-se a estação do Porto Santo, que registou o valor médio mais elevado para o mês de Julho desde 1961, correspondendo a uma anomalia positiva de + 1,3 °C. As estações do Funchal/Observatório e de Santana registaram, cada uma, o 2º valor mais elevado de temperatura média do ar para o mês de Julho desde 1961, com anomalias positivas de 1,1 °C e 1,2 °C, respectivamente. Foram ainda registados dois novos extremos para o maior valor de temperatura máxima do ar, nas estações do Porto Moniz e Selvagem Grande.

Precipitação – Relativamente à precipitação, as quatro estações de referência registaram quantidades acumuladas inferiores aos respectivos valores da normal.

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Fonte: IPMA

 

Sábado, 7 de Agosto (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00

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Reguengos (São Pedro do Corval) – 39,0 ºC

Alcoutim (Mart. Longo) – 38,8 ºC

Elvas – 38,1 ºC

Mértola (Vale Formoso) – 38,0 ºC

Castro Verde (N. Corvo) – 37,9 ºC

Portel (Oriola) – 37,1 ºC

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Espinho (Aeródromo) – 24,4 ºC

Santa Cruz (Aeródromo) – 24,4 ºC

Cabo da Roca – 24,4 ºC

Esposende (CIM) – 23,7 ºC

Sintra (Tapada do Mouco)- 23,6 ºC

Cabo Raso – 23,6 ºC

Pico do Areeiro/São Jorge – 18,2 ºC

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Fonte: IPMA

 

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

PORTUGAL CONTINENTAL: Poeiras subsarianas

Imagem de satélite às 19h20
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Fonte: SAT2

Sexta-feira, 7 de Agosto (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00

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Reguengos (São Pedro do Corval) -39,3 ºC

Alvega – 38,6 ºC

Elvas – 38,6 ºC

Zebreira – 38,5 ºC

Portel (Oriola) – 38,0 ºC

Mértola (Vale Formoso) – 37,9 ºC

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Espinho (Aeródromo) – 23,0 ºC

Sintra (Tapada do Mouco)- 23,0 ºC

Santa Cruz (Aeródromo) – 28,0 ºC

Esposende (CIM) – 22,7 ºC

Cabo da Roca – 22,7 ºC

Cabo Raso – 21,1 ºC

Ribeira das Nove/Terceira (Açores) – 16,9 ºC

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Fonte: IPMA

 

Onda de calor bate recordes de temperatura na Europa Central e de Leste

A onda de calor que afecta grande parte da Europa Central e de Leste continua a bater recordes de temperatura, com máximos históricos registados na Eslováquia e na Áustria e valores excepcionais também na Hungria, Polónia e República Checa. As temperaturas extremas estão a agravar a seca, a aumentar o risco de incêndios florestais e a provocar constrangimentos no abastecimento de energia e nos transportes.

A Eslováquia registou 42,2 graus Celsius, o valor mais elevado desde que existem registos meteorológicos no país. Também a Áustria bateu o seu recorde absoluto, com 41,2 graus, superando a anterior marca nacional. A Hungria voltou igualmente a enfrentar temperaturas próximas dos 40 graus, num episódio de calor considerado excepcional para a região.

Segundo os serviços meteorológicos, a massa de ar quente continua a afectar vários países da Europa Central e Oriental, incluindo Alemanha, Polónia, República Checa e Roménia.

A persistência das temperaturas elevadas está a reduzir os caudais de rios importantes, como o Danúbio e o Reno, criando dificuldades na produção de energia e no transporte fluvial. Na Hungria, a central nuclear de Paks teve de reduzir temporariamente a produção devido à escassez de água para arrefecimento, enquanto o Governo adoptou medidas para reduzir o consumo eléctrico, incluindo o desligamento da iluminação decorativa de edifícios públicos. Na Roménia foram implementadas medidas semelhantes para aliviar a pressão sobre a rede eléctrica.

Na Alemanha, o baixo nível das águas do Reno está a dificultar a navegação comercial e a aumentar os custos de transporte de mercadorias.

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Fonte: SAPO Notícias

 

Comissão conclui que resposta aos incêndios de 2025 “foi insuficiente”

A Comissão Técnica Independente para a avaliação dos incêndios rurais de 2025 concluiu que a resposta operacional e as condições de gestão do território foram insuficientes para conter a propagação dos fogos, apesar das condições meteorológicas extremas registadas nesse ano. O relatório final, entregue na Assembleia da República, identifica falhas na prevenção, no combate e na operacionalização das políticas públicas de gestão integrada de fogos rurais.

Criada ao abrigo da Lei n.º 5/2026, de 19 de Janeiro, a comissão tinha como missão analisar os incêndios rurais de 2025, avaliar as suas causas, impactos e o funcionamento do sistema de prevenção e combate, bem como apresentar recomendações para evitar situações semelhantes no futuro. Embora a designação da comissão remeta para os incêndios de agosto de 2025, o relatório analisa toda a época de incêndios rurais desse ano em Portugal continental, recorrendo também aos dados de 2018 a 2024 para avaliar a evolução das medidas adoptadas após os incêndios de 2017.

A investigação incidiu sobretudo nos 11 incêndios que ultrapassaram os cinco mil hectares de área ardida e incluiu a audição de 20 entidades, bem como questionários dirigidos a dirigentes, operacionais e população. Segundo o relatório, em 2025 registaram-se 8.256 incêndios rurais e arderam 271.587 hectares, a quarta maior área ardida desde que existem registos oficiais. O incêndio do Piódão, com mais de 65 mil hectares consumidos pelas chamas, foi o maior de que há registo em Portugal.

A comissão reconhece que as condições meteorológicas do verão de 2025 foram determinantes para a severidade da época de incêndios. Ainda assim, considera que a dimensão da área ardida ultrapassou o que seria expectável, concluindo que a resposta operacional e a gestão do território não foram suficientes para travar a expansão dos fogos.

Entre as principais fragilidades identificadas está a reduzida execução da gestão de combustíveis, que permaneceu “num nível estruturalmente baixo” face ao previsto. A comissão aponta uma incapacidade sistémica e insuficiência estratégica nesta matéria, embora refira que os elementos recolhidos não permitem concluir pela existência de negligência por parte das entidades responsáveis.

O relatório identifica igualmente limitações na resposta operacional, descrevendo-a como predominantemente reactiva. Entre os problemas assinalados estão a dificuldade em antecipar o comportamento dos incêndios, o reduzido aproveitamento das oportunidades de supressão, a falta de apoio técnico à decisão, falhas na documentação das operações, insuficiente qualificação e especialização dos recursos humanos e dificuldades na gestão do desgaste dos operacionais durante operações prolongadas. A comissão destaca ainda que os meios de combate estiveram frequentemente concentrados na protecção de povoações e estradas, o que permitiu que os incêndios continuassem a progredir para outras zonas, acabando por ameaçar novas localidades.

Ao nível da protecção civil, o relatório aponta persistentes assimetrias entre municípios na comunicação de emergência e na preparação das populações. A ausência de procedimentos uniformes de coordenação e validação da informação favoreceu, segundo a comissão, a circulação de mensagens contraditórias, com potencial impacto na confiança dos cidadãos e na adopção de comportamentos de autoprotecção.

No plano das políticas públicas, a comissão considera que a criação do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais e do respectivo Plano Nacional estabeleceu um novo paradigma, mas salienta que vários instrumentos essenciais para a sua concretização continuam por implementar. Apesar de considerar válidos os princípios de aproximação entre prevenção e combate, da profissionalização e da especialização dos agentes, conclui que a sua aplicação efectiva no terreno permanece aquém do necessário.

Bianca Marques

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Fonte: O JornalEconómico

 

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Quarta-feira, 5 de Agosto (07h50)

Imagem de Satélite às 07h50

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Fonte: SAT24

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Manhã marcada em Portugal Continental pela presença de neblinas e nebulosidade baixa, em fase de dissipação.

 

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

PORTUGAL CONTINENTAL: Tempo variável

Fonte: SAT24

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Tempo variável em Portugal Continental, com muita nebulosidade dispersa e ocorrência de precipitação fraca no litoral oeste e, na parte da manhã, no interior do Alentejo.

 

sábado, 1 de agosto de 2026

Sábado, 1 de Agosto (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00

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Reguengos (São Pedro do Corval) -39,7 ºC

Elvas – 38,2 ºC

Alcoutim (Mart. Longo) – 38,2 ºC

CastroVerde (N. Corvo) – 38,1 ºC

Alvega – 37,8 ºC

Alvalade – 37,8 ºC

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Cabo Carvoeiro – 21,9 ºC

Sintra (Tapada do Mouco) – 21,7 ºC

Cabo da Roca – 21,7 ºC

Cabo Raso – 21,1 ºC

Viana do Castelo (Chafé) – 20,8 ºC

Esposende (CIM) – 19,4 ºC

Alto do Cabouco/Faial (Açores) – 17,8 ºC

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Fonte: IPMA

 

sexta-feira, 31 de julho de 2026

A meteorologia, os incêndios florestais e o papel do IPMA


O blog Gerotempo apresenta um panorama detalhado sobre as condições meteorológicas extremas vividas em Portugal e na Europa durante o final de Julho de 2026. As publicações destacam incêndios florestais devastadores em regiões como Valpaços, que levaram a pedidos de declaração de calamidade após a destruição de milhares de hectares de terrenos agrícolas e florestais. O conteúdo inclui registos de temperaturas elevadas que ultrapassaram os 40 ºC, acompanhados por previsões de ondas de calor persistentes em toda a Península Ibérica.

Além dos dados operacionais sobre o combate aos fogos, o blog oferece uma avaliação técnica detalhada das plataformas digitais do IPMA, analisando a sua eficácia na comunicação de alertas à população. O autor reforça a importância de consultar fontes oficiais e adoptar medidas de prevenção contra os riscos térmicos e a desinformação digital. Esta compilação serve como um registo crítico da gestão de emergências e da vigilância climática num período de crise ambiental severa.

 

Autarca de Valpaços pede declaração de situação de calamidade após fogo destruir 15 mil hectares

O incêndio que deflagrou em Valpaços e atingiu os concelhos de Mirandela e Vinhais já queimou 15 mil hectares, entre vinhas, olivais, floresta e mato, segundo o presidente da Câmara de Valpaços, que adiantou ter pedido a declaração de situação de calamidade. "Já arderam 15 mil hectares, dos quais mais de 10 mil hectares são em Valpaços", afirmou esta sexta-feira à agência Lusa Jorge Mata Pires.

O autarca descreveu uma situação “dantesca” que atingiu o concelho do norte do distrito de Vila Real e adiantou já ter enviado o pedido para que seja declarada situação de calamidade. Este é um município essencialmente de produção agrícola e o fogo atingiu, segundo salientou, "centenas de hectares de vinha, arderam muitos olivais, muitos amendoais, explorações de frutos vermelhos, mirtilos".

Contabilizam-se ainda cerca de duas dezenas de casas atingidas, entre casas de primeira e segunda habitação e devolutas, com quatro pessoas desalojadas e que foram realojadas em locais temporários. Jorge Mata Pires disse que "são muitos os prejuízos" deixados pelo fogo que deflagrou na terça-feira à tarde em Ervões, em Valpaços, e se estendeu aos concelhos de Mirandela e Vinhais, já no distrito de Bragança.

Na quarta-feira, a câmara activou o Plano Municipal de Emergência e Protecção Civil. Esta sexta-feira, segundo disse, ainda se combatem as chamas no terreno, com uma frente na zona de Bouçoais e "ilhas" noutros locais, pelo que espalhados pelo terreno estão vários bombeiros atentos a reacendimentos e em acções de consolidação e rescaldo. Já se está a trabalhar no levantamento dos prejuízos, antecipando que o município deverá remeter ao Governo o dossiê preliminar na segunda-feira.

Jorge Mata Pires realçou que, durante estes dias, a “prioridade absoluta foi a protecção das pessoas e dos seus bens, a segurança das comunidades afectadas”, destacando o trabalho incansável de todos os operacionais que estão no terreno, desde bombeiros, militares da GNR, Protecção Civil ou Exército. Explicou que várias aldeias foram evacuadas ou então optou-se pelo confinamento das populações em locais seguros como forma de prevenção e de protecção dos residentes. Disse ainda estar em contacto com o ministro da Administração Interna, com o secretário de Estado da Protecção Civil e até com o primeiro-ministro, que estão a acompanhar a situação.

O combate ao fogo foi dificultado, salientou, pelo vento intenso e, em alguns períodos, o fumo intenso impossibilitou a actuação dos meios aéreos. Segundo a página online da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), pelas 14h18 desta sexta-feira estavam mobilizados para este incêndio 937 operacionais, 307 viaturas e seis meios aéreos.

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Fonte: Expresso

 

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Quarta-feira, 29de Julho (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00

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Mirandela – 39,2 ºC

Macedo de Cavaleiros (Bagueixe) – 37,4 ºC

Miranda do Douro – 36,6 ºC

Zebreira – 36,5 ºC

Moncorvo – 36,1 ºC

Pinhão (Santa Bárbara) – 36,1 ºC

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Espinho (Aeródromo) – 22,2 ºC

Santa Cruz (Aeródromo) – 22,1 ºC

Cabo da Roca – 22,0 ºC

Sintra (Tapada do Mouco) – 21,5 ºC

Esposende (CIM) – 21,4 ºC

Cabo Raso – 21,3 ºC

Pico Alto (Madeira) – 18,0 ºC

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Fonte: IPMA

 

terça-feira, 28 de julho de 2026

Terça-feira, 28 de Julho (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00

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Mirandela – 40,4 ºC

Pinhão (Santa Bárbara) – 40,3 ºC

Alvega – 40,3 ºC

Reguengos (São Pedro do Corval) – 39,4 ºC

Zebreira – 39,0 ºC

Amareleja – 39,0 ºC

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São Pedro de Moel – 21,9ºC

Santa Cruz (Aeródromo) – 21,9 ºC

Viana do Castelo (Chafé) – 21,6 ºC

Cabo da Roca – 21,3 ºC

Espinho (Aeródromo) – 21,0 ºC

Esposende (CIM) – 20,6 ºC

Cabo Raso – 20,6 ºC

Areeiro (Madeira) – 15,2 ºC

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Fonte: IPMA

 

Seis meses depois da Kristin: há “preocupações com a floresta tombada” em período de incêndios


Fonte: TVI Notícias

França e Espanha contiuam a combater grandes incêndios florestais antes de nova onda de calor

Responsáveis da UE alertam para “condições extremas” em várias zonas da Europa, prevendo agravamento dos fogos florestais em França, Espanha e Portugal. Bombeiros em França e Espanha correram para conter grandes incêndios florestais na terça-feira, antes de uma nova subida das temperaturas ameaçar agravar as condições.

Mais de 300.000 pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas nos dois países, numa operação que a agência Associated Press descreveu como uma das maiores evacuações na Europa em décadas. No sudoeste de França, os bombeiros conseguiram travar durante a noite o avanço de um incêndio perto de Bordéus, embora tenham sido registados vários reacendimentos. O fogo já consumiu cerca de 42.000 hectares em seis dias, obrigou 220.000 pessoas a sair e destruiu 240 casas.

O presidente francês, Emmanuel Macron, advertiu que “as próximas semanas vão ser duras e temos de aguentar”. Macron visitou o centro operacional departamental dos bombeiros e de salvamento em Bordéus na segunda-feira, 27 de Julho de 2026. Em Espanha, os bombeiros combatem incêndios a oeste de Madrid que já levaram à retirada de cerca de 60.000 pessoas. O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, afirmou que as próximas horas serão “absolutamente decisivas”, à medida que as temperaturas voltam a subir. Em reacção à previsão, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou: "Peço compreensão e apelo a todos os cidadãos de todo o país para que tenham extrema cautela e tomem todas as precauções possíveis. Temos pela frente horas difíceis, horas complexas", alertou. A dimensão da destruição tem sido particularmente grave na região, onde cerca de 77.000 hectares foram consumidos pelos incêndios atuais — uma área aproximadamente do tamanho de Hamburgo.

Previsão de nova onda de calor – A União Europeia está a utilizar o seu sistema de satélites Copernicus para monitorizar os incêndios e fornecer às autoridades um mapeamento rápido das áreas afectadas, ajudando os serviços de emergência a avaliar a propagação e o impacto dos incêndios. O Mecanismo de Protecção Civil da UE disponibiliza aeronaves e bombeiros fornecidos pelos Estados-Membros e pela reserva rescEU, financiada pela UE, mas essa capacidade poderá enfrentar uma pressão adicional à medida que mais um período de calor extremo se espalha pela Europa.

A agência meteorológica espanhola AEMET previu uma nova onda de calor a partir de quarta-feira até ao final da semana, com temperaturas a atingirem os 42 °C no nordeste e os 39 °C nas regiões centrais. A Météo-France previu temperaturas até aos 40 °C a partir de terça-feira, acompanhadas por ventos secos que poderão aumentar ainda mais o risco de propagação de incêndios.

Desde o início do ano, arderam cerca de 150.000 hectares em Espanha e 115.000 hectares em França, mas a comissária da UE para a Gestão de Crises, Hadja Lahbib, alertou que a ameaça se estende para além dos países que, neste momento, enfrentam incêndios de grandes proporções.

“Prevêem-se condições extremas para a Hungria, a Eslováquia e a Chéquia, além de França, da Península Ibérica... onde se espera que a situação piore, incluindo em Portugal a partir de hoje”, afirmou Lahbib.

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Fonte: EuroNews

 

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Mais de 900 operacionais combatem incêndios em cinco distritos

Os incêndios voltaram em força a Portugal Continental esta segunda-feira. Os maiores focos e que estão a mobilizar mais meios são na Guarda, em Bragança, Penafiel, Aveiro e Almeirim. Todas as ocorrências e alertas podem ser acompanhados na página em tempo real do Expresso.

O primeiro alerta foi dado para Duas Igrejas, em Penafiel, às 11h09 e, pelas 17h17, mantinham-se duas frentes activas com grande intensidade, revelou a fonte, indicando que as chamas lavram em zona de mato e que estavam a ser combatidas por 103 operacionais, revelou à Lusa fonte do Comando Sub-Regional do Tâmega e Sousa. Devido ao avanço das chamas, a Estrada Municipal 589, em Peroselo, foi cortada ao trânsito, acrescentou. A mesma fonte revelou não haver registo de feridos nem de povoações evacuadas.

Incêndio na Guarda é o que mobiliza mais meios – No concelho da Guarda, um incêndio que deflagrou esta segunda-feira já mobilizou 350 operacionais, apoiados por sete meios aéreos e 92 viaturas, disse a Protecção Civil. "O alerta foi dado pelas 13h51 e o fogo continua activo com uma frente junto à estrada que liga a localidade do Rochoso, no concelho da Guarda, à Cerdeira do Côa, no concelho do Sabugal", disse fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Protecção Civil das Beiras e Serra da Estrela à agência Lusa.

Segundo a Protecção Civil, as chamas lavram em zona de mato e não há habitações ou povoações em risco. "Houve um reforço de meios no terreno. Os operacionais continuam empenhados em controlar o fogo, nomeadamente na estrada que liga o Rochoso à Cerdeira (Estrada Municipal 540)", acrescentou a mesma fonte.

Suspeitas de fogo posto em Aveiro – O incêndio que deflagrou cerca das 15h30 em Mamodeiro, em Aveiro, e alastrou ao concelho de Oliveira do Bairro entrou em resolução cerca das 19h00, segundo a Protecção Civil. Pelas 20h00, a página da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) na internet indicava que o incêndio estava a ser combatido por 196 operacionais, apoiados por 65 meios terrestres e um meio aéreo (chegaram a ser quatro).

A Autoestrada 1 (A1) esteve cortada nos dois sentidos desde as 17h20 entre os nós da Mealhada e Albergaria (ao quilómetro 231) a pedido da Protecção Civil, confirmou ao Expresso fonte da Brisa. A circulação foi entretanto retomada, cerca das 20h15. «A A1 está totalmente reaberta ao trânsito», indicou fonte da GNR à Lusa, apelando aos automobilistas para circularem com precaução, porque «existe um fluxo muito grande de trânsito».

Segundo a GNR, mantém-se ainda cortada ao trânsito a EN235 entre a Moviflor e os Armazéns Reis. Cerca das 20h20, também foi retomada a circulação ferroviária na Linha do Norte, entre Oliveira do Bairro e Oiã, segundo fonte da Infraestruturas de Portugal.

Este incêndio deflagrou numa zona florestal, num local onde têm ocorrido outros focos nos últimos tempos, o que leva as autoridades a suspeitar de fogo posto. “Anda ali alguém continuamente a fazer novas ignições”, disse à Lusa o comandante sub-regional de Emergência e Protecção Civil da Região de Aveiro, António Ribeiro. O responsável disse não ter conhecimento de haver casas em risco, admitindo, porém, que as chamas poderão afectar a zona industrial de Mamodeiro.

Fogo em Bragança consome mato e pinho – Um incêndio perto da localidade de Deilão, no concelho de Bragança, está a consumir mato e pinho desde o início da tarde desta segunda-feira, mobilizando seis meios aéreos. O comandante sub-regional das Terras de Trás-os-Montes da Protecção Civil, Noel Afonso, adiantou, à Lusa, que o fogo arde numa "zona isolada" e não ameaça aldeias ou habitações. Ainda segundo a mesma fonte, a maior dificuldade foi o vento que se fez sentir na parte inicial do incêndio e a dificuldade de acessos, no entanto, reconhece que a situação já esteve mais complicada. Às 17h25, o fogo mobilizava 186 operacionais, apoiados por 60 meios terrestres e quatro meios aéreos, segundo a página da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) . O incêndio deflagrou pouco depois do meio-dia.

Já no concelho de Almeirim, um incêndio estava a ser combatido por 205 operacionais com a ajuda de três meios aéreos e 59 viaturas às 17h25, indica o site da ANEPC. O alerta foi dado às 13h05 na localidade de Paços Negros, na freguesia de Fazendas de Almeirim, no distrito de Santarém, numa zona de mato, em direcção a Frade de Cima. Segundo a Protecção Civil, todo o perímetro do incêndio continua activo, sem ameaçar habitações ou obrigar ao corte de estradas.

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Fonte: Expresso

 

Segunda-feira, 27 de Julho (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00

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Coruche (Cruz do Leão) – 40,5 ºC

Mora – 40,3 ºC

Lousã (Aeródromo) – 40,1 ºC

Alvega – 40,0 ºC

Tomar (Valdonas) – 39,4 ºC

Portel (Oriola) – 39,4 ºC

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Espinho (Aeródromo) – 24,2 ºC

Esposende (CIM) – 23,0 ºC

Cabo Carvoeiro – 22,1 ºC

Santa Cruz (Aeródromo) – 21,6 ºC

Cabo da Roca – 21,6 ºC

Cabo Raso – 21,3 ºC

Areeiro (Madeira) – 13,6 ºC

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Fonte: IPMA

 

domingo, 26 de julho de 2026

Domingo, 26 de Julho (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00

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Alvega – 35,3 ºC

Amareleja – 34,8 ºC

Mora – 34,6 ºC

Alvalade – 34,6 ºC

Portel (Oriola) – 34,5 ºC

Mértola (Vale Formoso) – 34,5 ºC

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São Pedro de Moel – 21,2 ºC

Santa Cruz (Aeródromo) – 20,7 ºC

Esposende (CIM) – 20,4 ºC

Cabo Raso – 20,1 ºC

Cabo da Roca – 20,1  ºC

Sintra (Tapada do Mouco) – 19,8 ºC

Areeiro (Madeira) – 12,5 ºC

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Fonte: IPMA