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Fonte: Sat24
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Hoje, pelas 12h14, ocorreu um sismo de magnitude local M4,1 (escala de Richter) na zona da Área Metropolitana de Lisboa, com epicentro a cerca de quatro quilómetros a Oeste de Alenquer e uma profundidade estimada de 14 quilómetros.
Este sismo não causou danos, tendo, de acordo com a informação possível de apurar até ao momento, sido sentido com intensidade máxima IV/V na Escala de Mercalli Modificada (MM56) em diferentes localidades dos concelhos de Alenquer, Torres Vedras, Loures e Vila Franca de Xira. Foi ainda sentido com menor intensidade em diversas outras localidades da Área Metropolitana de Lisboa, sendo expectável ter sido sentido até uma distância de pelo menos 150 quilómetros.
Decorrida a primeira hora pós-sismo, tinham já sido recepcionados no IPMA, através do questionário macrossísmico online, mais de 800 testemunhos.
Cerca de dois minutos após a ocorrência do sismo, aconteceu um segundo, na mesma zona, também com uma magnitude 4.1, e com o hipocentro ligeiramente mais superficial do que o do primeiro.
Com origem próxima da zona de Alenquer, verifica-se serem estes os maiores sismos – em termos de magnitude - dos últimos nove anos.
O IPMA está a acompanhar a situação, podendo ser emitidos novos comunicados, caso se justifique.
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Fonte: IPMA
A situação meteorológica em Portugal parece estar a desagravar-se, depois de semanas marcadas por previsões extremas que afectaram vários distritos em todo o país. Num novo ponto de situação conduzido pelo comandante nacional da Protecção Civil, Mário Silvestre, ao final da tarde, o responsável admite haver uma “perspectiva positiva” para os próximos dias, em especial para o concelho de Coimbra, mas reforça o alerta às populações, que devem permanecer em alerta e adoptar comportamentos seguros e preventivos como têm feito nas últimas semanas.
“A manutenção dos caudais na bacia do Mondego e na barragem da Aguieira dá-nos uma perspectiva muito mais positiva relativamente à não inundação da zona baixa de Coimbra”, adiantou o comandante. Ainda assim, “a precipitação vai-se manter forte até ao final do dia de hoje embora vá diminuindo gradualmente a sua frequência e passe a regime de aguaceiros”, sublinhou.
Para sábado e domingo deverá registar-se uma “diminuição significativa” da chuva, mas o vento mantém-se forte nas terras altas, com rajadas que podem atingir entre os 80 km/h e os 100 km/h. Também se mantém a previsão de agitação marítima forte e a queda de neve nos pontos mais altos do país.
O risco de inundações mantém-se assim junto ao Mondego, devido à rotura do dique na margem direita do rio. No rio Tejo a situação é semelhante: “Os caudais afluentes provenientes de Espanha, essas barragens continuam com descargas significativas. Isso continuará a ter impacto na lezíria do Tejo, na zona ribeirinha, portanto recomenda-se os devidos cuidados nestas zonas.” Alcácer do Sal foi alvo de destaque no mais recente balanço, sendo que o desagravamento das previsões de precipitação terão “consequências positivas” no risco de cheias para a região.
A Protecção Civil voltou a reforçar as recomendações deixadas às povoações, destacando os perigos associados à circulação rodoviária e a salvaguarda dos bens e da vida dos animais como prioridade. Com base nos dados recolhidos até às 19:00 registavam-se 17.833 ocorrências, estavam destacados no terreno 60.631 operacionais e mobilizados 24.791 recursos. Segundo a E-Redes, 45 mil clientes continuam sem energia em todo o território.
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Fonte: TVI Notícias
A Câmara de Coimbra está a preparar-se para ter de retirar mais nove mil pessoas, sobretudo na zona urbana, caso o cenário de cheia centenária se confirme na sexta-feira, afirmou esta quinta-feira, a presidente do município.
Depois de já ter avançado com avisos de retiradas preventivas nos últimos dias de cerca de 3.500 pessoas em zonas mais rurais do concelho, o município prepara-se agora para a possibilidade de retirar cerca de 9.000 pessoas concentradas na malha urbana, que poderá vir a sofrer inundações, afirmou Ana Abrunhosa, em conferência de imprensa na Casa Municipal de Proteção Civil.
Segundo a autarca, caso o cenário de cheia centenária se confirme na manhã de sexta-feira, será necessário retirar pessoas de zonas urbanas do concelho, como é o caso da Baixa e do Rossio de Santa Clara.
Já durante esta noite, o município irá começar a retirada preventiva de pessoas acamadas e sem-abrigo que estejam nas zonas que estão potencialmente em risco, acrescentou.
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Fonte: SIC Notícias
Tarde de nebulosidade e precipitação moderada e constante no Litoral Oeste, Ribatejo, Beira Baixa e Alto Alentejo.
O que é um rio
atmosférico? Os rios atmosféricos são faixas estreitas e alongadas na atmosfera que
funcionam como verdadeiras “auto estradas de transporte de vapor de água”,
deslocando grandes quantidades de humidade desde as zonas tropicais até às
latitudes médias. Quando interagem com frentes frias ou massas de ar instáveis,
ganham o potencial de gerar chuva forte, eficiente e persistente.
A disposição dos
centros de acção atmosférica, com um novo “comboio” de tempestades a circular
no Atlântico Norte e o anticiclone dos Açores deslocado para sul,
permitirá a canalização de um novo rio atmosférico até
ao nosso país, cujo grosso nos atingirá entre terça e quarta-feira, dias 10 e
11 de Fevereiro. Ainda assim, este novo rio de humidade não terá a
mesma magnitude que o da semana passada, mas ao “chover
no molhado” contribuirá para o agravamento do risco de cheias,
inundações, derrocadas e deslizamentos de terras.
A mais recente actualização
do modelo Europeu intui que a parte mais activa do rio atmosférico procedente
das Caraíbas afectará toda a geografia do Continente (embora com contrastes
regionais). É importante salientar que ao longo de terça-feira,
dia 10, o contributo do rio de humidade já será bastante significativo para a
precipitação em Portugal continental, especialmente durante a manhã
deste dia nas Regiões Norte e Centro e no litoral Oeste.
Além disto, perspectiva-se
a possibilidade de trovoadas fortes durante a manhã e início da
tarde de terça (10) em qualquer ponto da geografia do Continente entre Minho e
Tejo (especialmente mais junto ao litoral), pelo que poderá
atingir zonas dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real,
Viseu, Aveiro, Coimbra, Leiria, Santarém, Lisboa e Setúbal.
Já na quarta (11)
começará por primeiramente alcançar as regiões entre os rios Mondego e
Guadiana, desde as primeiras horas da madrugada, onde reforçará a chuva, tornando-a
persistente e moderada ou pontualmente forte até quase ao final do dia,
especialmente na faixa territorial entre Tejo e Guadiana e em particular nas
zonas mais expostas aos ventos de Sudoeste.
O rio de humidade
rapidamente se espalhará para outras zonas do país, como a Região Norte, esperando-se que a sua fase mais intensa nesta parte
da nossa geografia ocorra entre o meio da manhã e o meio da tarde de
quarta-feira (11). No Norte, e sobretudo nos distritos situados a
oeste da Barreira de Condensação, prevê-se chuva persistente e pontualmente
moderada. Ainda de acordo com os mapas, o Algarve será a região menos afectada
pelo rio atmosférico, registando geralmente céu encoberto e chuva
fraca.
Quanto ao arquipélago
dos Açores prevê-se uma quarta-feira (11) de céu nublado, com boas
abertas, mas também períodos de chuva ou aguaceiros. Na Madeira
espera-se que o céu esteja geralmente muito nublado graças às altas pressões
que estenderão a sua influência de maneira significativa sobre este
arquipélago.
No Continente os rios
e as barragens terão de continuar a ser monitorizados, dado que muitos
deles ainda estão cheios e, mesmo que não chova tanto como nos últimos dias, os
solos saturados farão com que a água mais fácil e rapidamente flua sobre a
terra.
A chegada do ar
tropical muito ameno e húmido ‘transatlântico’ trouxe esta segunda-feira (9)
uma subida das temperaturas, sendo especialmente acentuada
nas mínimas. Nos próximos dias espera-se que subam de forma gradual, ou que se
mantenham, tanto máximas, como mínimas. Nesta primeira metade da semana as
mínimas oscilarão entre 12 e 15 ºC, excepto no interior Norte e
Centro onde os valores serão ligeiramente inferiores.
O rio
atmosférico impulsionará para o nosso país uma massa de ar tropical marítima
muito amena, provocando uma subida das temperaturas que registarão valores
acima da média para esta época do ano.
Tendo este panorama
térmico em conta, o cenário de queda de neve fica completamente descartado. O
que se espera é chuva abundante, também nas principais serras do Norte e do
Centro, o que elevará o risco de derretimento de alguma neve
que eventualmente ainda persista nos cumes, bem como o transbordamento de
cursos de água situados nestas regiões.
O vento de Oés-sudoeste
intensificará numa parte significativa da geografia continental, geralmente a
norte do rio Tejo, estando previstas rajadas até 70 km/h no litoral e
até 90 km/h nas terras altas.
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As chuvas persistentes associadas à tempestade Leonardo continuam a afetar Portugal, mantendo os rios com níveis elevados e o risco de cheias ativo em vários distritos. Em Alcácer do Sal, o rio Sado transbordou, inundando ruas e zonas ribeirinhas, à medida que o solo saturado dificulta a estabilização. As autoridades mantêm os alertas em vigor, enquanto a Proteção Civil gere milhares de incidentes relacionados com a tempestade, incluindo inundações urbanas, queda de árvores e risco de deslizamentos de terras. As perturbações nos transportes, a operação ferroviária cautelosa e as medidas de segurança costeira mantêm-se em vigor, enquanto as faixas de chuva atlânticas continuam a chegar. Esta não é uma crise repentina, mas sim uma fase prolongada de cheias, onde a vigilância, a coordenação e a adaptação da comunidade definem a resposta de Portugal à medida que as condições evoluem a cada hora.
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O comandante nacional da Protecção Civil pediu esta sexta-feira às populações que mantenham um comportamento seguro, face à chegada da depressão Marta, que trará bastante chuva e ventos com rajadas que poderão atingir os 100 quilómetros/hora. De acordo com Mário Silvestre, durante o dia de hoje é expectável que se mantenham as previsões meteorológicas, apesar de "algum desagravamento do ponto de vista da precipitação".
Alertou para a chegada da depressão Marta, "que irá também trazer chuva intensa, nomeadamente na noite de sexta para sábado". "Mais uma vez estaremos perante um fenómeno meteorológico com previsões de bastante chuva e, inclusivamente, de bastante vento com rajadas que podem chegar aos 100 km hora", disse aos jornalistas, numa conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), em Oeiras.
Tendo em conta o quadro meteorológico actual, e as consequências da tempestade Kristin, o responsável frisou que "o cuidado é ainda maior", tendo em conta a possibilidade de queda de árvores e ou de alguma infraestrutura. "Portanto, como nota prévia, exortar toda a população para um comportamento seguro e com muito cuidado para que não tenhamos problemas e mais vítimas a registar", pediu.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afectadas. O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de Janeiro e 1 de Fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 8 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de Fevereiro.
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Fonte: SÁBADO
MARTA é o nome atribuído pelo IPMA a uma depressão, que se prevê que esteja centrada em 43°N e 16°W às 09UTC de dia 7 de Fevereiro, com uma pressão atmosférica no seu centro de 997 hPa, inserida numa vasta região depressionária centrada no Atlântico Norte.
Portugal continental irá sentir os efeitos da referida depressão, inicialmente com a aproximação à região Sul, em especial ao litoral desta região, na manhã de dia 7, com precipitação persistente e por vezes forte e com rajadas de vento da ordem de 100 km/h e de 120 km/h nas serras.
Prevê-se que os maiores valores acumulados de precipitação ocorram a sul do rio Tejo, incluindo a região da grande Lisboa, sendo mais prováveis no Alentejo e nas serras algarvias, com acumulados da ordem de 60 mm (litros/m2) em 24 horas, o que contribuirá para uma nova subida dos caudais dos rios e ribeiras destas áreas.
A partir da tarde, com o deslocamento da depressão para leste, prevê-se uma intensificação do vento no litoral Centro, com rajadas que poderão atingir os 90 km/h, bem como ocorrência de precipitação por vezes forte.
A precipitação ocorrerá sob a forma de neve acima de 900 metros de altitude, subindo temporariamente a cota para 1200/1400 metros entre o início da manhã e o final da tarde, com acumulados superiores a 25 cm acima de 1400 metros na Serra da Estrela.
A agitação marítima manter-se-á forte durante este período, prevendo-se ondas do quadrante oeste até 7 metros de altura significativa na costa ocidental, em especial a sul do Cabo Carvoeiro, podendo atingir 13 metros de altura máxima, sendo ondas até 5 metros de sudoeste na costa sul do Algarve.
Devido a esta situação já foram emitidos avisos meteorológicos de níveis AMARELO e LARANJA de precipitação, neve, rajada de vento e agitação marítima, aconselhando-se o acompanhamento das actualizações dos mesmos.
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Fonte: IPMA
O comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), Mário Silvestre, sublinha que a conjugação da chuva intensa com a subida dos caudais dos rios aumenta significativamente o perigo.
“Não atravessem estradas inundadas. É crítico que não o façam”, alerta o responsável, explicando que “30 centímetros de água são suficientes para que a maioria dos veículos fique imobilizada por aspiração da água, colocando imediatamente as pessoas em risco”.
Cuidados na condução e na via pública – A Protecção Civil recomenda que os condutores evitem túneis, passagens inferiores, ribeiras e vales, e que, em caso de necessidade, parem em locais seguros e elevados, longe das linhas de água. O comandante nacional chama ainda a atenção para o arrastamento de objectos soltos e quedas de detritos nas vias rodoviárias, que podem provocar acidentes.
“Mesmo quando a corrente parece fraca, 30 centímetros de água podem ser suficientes para arrastar uma pessoa ou um veículo”, sublinha.
O que fazer em casa – Para quem se encontra em casa, a recomendação é clara: fechar portas e janelas, desligar o gás e cortar a electricidade, mantendo-se, sempre que possível, nos andares superiores ou em pontos elevados. Os equipamentos eléctricos devem ser afastados da água e, se for necessário abandonar a habitação, deve ser levado apenas o essencial.
“As pessoas que fazem medicação diária devem levá-la consigo, assim como os documentos de identificação. Caso contrário, criam-se problemas adicionais na resposta de emergência”, alerta Mário Silvestre.
Atenção redobrada a crianças, animais e curiosos – A Protecção Civil apela para que as crianças sejam mantidas afastadas das linhas de água, que os animais sejam protegidos e colocados em zonas seguras e que ninguém se aproxime de rios para filmar ou fotografar a subida da água.
O comandante nacional deixa ainda um aviso específico para as zonas de descarga das barragens, onde os caudais estão particularmente elevados, pedindo à população que não permaneça nem circule nessas áreas.
Rio Tejo com caudais excepcionais – Uma das maiores preocupações prende-se com o Rio Tejo, onde as barragens espanholas de Alcântara e Cedillo estão a libertar volumes muito elevados de água.
“Esperamos caudais na ordem dos sete mil metros cúbicos por segundo, que poderão chegar aos nove mil metros cúbicos por segundo em território nacional”, refere Mário Silvestre, acrescentando que “desde 1997 que não se registava um episódio com esta dimensão na bacia do Tejo”.
Perante este cenário, a Protecção Civil recomenda às populações ribeirinhas que retirem bens das habitações, se coloquem em segurança e abandonem as casas sempre que necessário.
“O comportamento seguro neste momento é crítico para atravessarmos este episódio sem termos vítimas a lamentar”, conclui o comandante nacional da Protecção Civil.
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Fonte: Renascença