sexta-feira, 3 de julho de 2026
Entrevista meteorologista do IPMA, Bruno Café, ao Bom dia Portugal da RTP
quinta-feira, 2 de julho de 2026
Entrevista do chefe de divisão de previsão meteorológica e vigilância do IPMA, Jorge Ponte, à SIC Notícias
Quinta-feira, 2 de Julho (16h00)
Algumas temperaturas às 16h00
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Mora – 42,6 ºC
Mértola (Vale Formoso) – 42,4 ºC
Castro Verde (N. Corvo) – 42,0 ºC
Amareleja – 41,8 ºC
Coruche (Cruz do Leão) – 41,6 ºC
Pegões – 41,4 ºC
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Cabo da Roca – 28,7 ºC
Santa Cruz (Aeródromo) – 25,4 ºC
Cabo Raso – 25,1 ºC
São Pedro de Moel – 23,2 ºC
Esposende (CIM) – 22,9 ºC
Cabo Carvoeiro – 16,1 ºC
Pico do Areeiro/São Jorge (Açores) – 17,3 ºC
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Fonte: IPMA
quarta-feira, 1 de julho de 2026
Entrevista do chefe de divisão de previsão meteorológica e vigilância do IPMA, Jorge Ponte, à CM TV
IPMA: Tempo muito quente e seco em Portugal continental
O estado do tempo em Portugal continental está a ser influenciado por um anticiclone localizado a norte/noroeste do arquipélago dos Açores, estendendo-se em crista até ao Golfo da Biscaia, e que se desloca para leste, estabelecendo uma circulação do quadrante leste no continente.
Prevê-se um longo período com tempo muito quente e seco, com a temperatura máxima a atingir valores entre 35 e 41°C na generalidade do território, sendo entre 41 e 44°C no vale do Tejo e no Alentejo. A temperatura mínima irá registar valores superiores a 20°C igualmente em grande parte do continente, havendo regiões onde as temperaturas não deverão baixar dos 24 a 28°C durante várias noites, entre as quais a Grande Lisboa.
Neste episódio de tempo muito quente, o maior destaque será a duração temporal, que está previsto ser de, pelo menos, uma semana. Relativamente ao clima habitual em Portugal continental, a situação é particularmente anómala nas regiões do litoral, onde a ausência de progressão da brisa marítima para o interior e/ou a sua fraca intensidade irão contribuir para valores elevados de temperatura durante vários dias consecutivos, configurando uma situação rara em alguns locais.
Por esses motivos, foram emitidos avisos de nível Laranja e Vermelho por persistência de valores muito elevados de temperatura, quer da mínima, quer da máxima, pelo que se aconselha o acompanhamento das actualizações ao longo dos próximos dias.
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Fonte: IPMA
IPMA: Longo período com noites tropicais em regiões do litoral oeste
Durante o período de verão, é frequente ocorrerem períodos de vários dias com noites tropicais em zonas interiores do nosso país, em particular próximo da raia ou na costa sul do Algarve. O que é raro é que tal aconteça junto à faixa costeira ocidental, situação essa que deverá verificar-se a partir da noite do dia 2 e prolongar-se até ao dia 7, ou eventualmente até ao dia 8 de Julho.
Um fluxo de leste originado pela presença de um anticiclone localizado próximo das ilhas Britânicas irá promover a subida acentuada das temperaturas a partir de amanhã, dia 2. Esse mesmo anticiclone irá enfraquecer e não haverá uma circulação de larga escala bem definida, resultando numa estabilidade de uma massa de ar muito quente sobre a Península, que irá continuar a induzir temperaturas muito elevadas no território continental.
Neste episódio que muito provavelmente irá resultar numa onda de calor de grande extensão espacial, destacam-se as temperaturas mínimas e a ocorrência de noites tropicais em quase todos os concelhos do continente. É de realçar a faixa litoral oeste, onde teremos a área metropolitana do Porto com 5 dias consecutivos com noites tropicais e a área metropolitana de Lisboa que poderá alcançar os 7 dias consecutivos com noites tropicais.
Alguns dos valores da temperatura mínima deverão ser particularmente elevados, a poder alcançar entre 25°C e 28°C em concelhos como Porto, Maia ou Vila Nova de Gaia ou em concelhos como Lisboa, Oeiras ou Cascais, nomeadamente no dia 3 Julho.
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Fonte: IPMA
Quarta-feira, 1 de Julho (16h00)
Algumas temperaturas às 16h00
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Reguengos (São Pedro do Corval) – 41,6 ºC
Alvega – 41,1 ºC
Mértola (Vale Formoso) – 40,9 ºC
Castro Verde (N. Corvo) – 40,8ºC
Elvas – 40,3 ºC
Amareleja – 40,3 ºC
Alcoutim (Mart. Longo) – 40,3 ºC
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São Pedro de Moel – 21,2 ºC
Espinho (Aeródromo) – 21,0 ºC
Santa Cruz (Aeródromo) – 20,9 ºC
Cabo Raso – 19,7 ºC
Cabo da Roca – 19,6 ºC
Cabo Carvoeiro – 16,7 ºC
Pico do Areeiro/São Jorge (Açores) – 18,3 ºC
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Fonte: IPMA
IPMA: Valores muito elevados a extremos do Índice Ultravioleta nos próximos dias
O tempo muito quente esperado no continente para os próximos dias traz consigo, também, valores muito elevados do Índice Ultravioleta (UV). Assim, em todo o território continental, desde o dia de hoje, 30 de Junho, até sexta-feira, dia 3 de Julho, são esperados valores muito elevados para todos os distritos, a variarem entre um Índice de valor 10, muito elevado, a um Índice de valor 11 correspondente a um valor extremo.
O valor do Índice UV varia ao longo do dia atingindo o seu máximo em torno do meio-dia solar, desaconselhando-se a exposição ao sol num período em torno dessa hora. O meio-dia solar em Portugal continental é atingido por volta das 13h30 nesta altura do ano, variando ligeiramente com a latitude, aumentando alguns minutos de norte para sul. Assim, as recomendações usualmente dadas de não exposição solar entre as 11h e as 16h são baseadas no ciclo de variação do Índice UV.
Com um Índice UV de 10 recomenda-se a utilização de óculos de Sol com filtro UV, chapéu, t-shirt, guarda-sol, protector solar e evitar a exposição das crianças ao Sol. Com um Índice UV 11 recomenda-se evitar o mais possível a exposição ao sol.
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Fonte: IPMA
terça-feira, 30 de junho de 2026
23 voos cancelados esta terça-feira no Aeroporto da Madeira
O vento forte voltou a condicionar esta terça-feira a operação no Aeroporto Internacional da Madeira, onde foram registados 23 cancelamentos de voos, de acordo com a informação disponibilizada pela ANA – Aeroportos de Portugal.
Ao longo do dia, foram canceladas 11 partidas e 12 chegadas, além de se verificarem vários atrasos em ligações nacionais e internacionais.
Entre os voos cancelados estiveram ligações para destinos como Londres-Gatwick, Frankfurt, Düsseldorf, Munique, Berlim-Brandemburgo, Lisboa, Porto, Wroclaw, Brno e Manchester, bem como as respectivas chegadas à Madeira.
Às 16h20, as rajadas de vento atingiam os 85 km/h, provocando fortes constrangimentos na operação aérea.
Andreia Correia
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Fonte: Dnotícias
Calor Extremo: Junho 2026
Terça-feira, 30 de Junho (16h00)
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Reguengos (São Pedro do Corval) – 40,4 ºC
Pinhão (Santa Bárbara) – 39,4 ºC
Mértola (Vale Formoso) – 39,1 ºC
Elvas – 39,0 ºC
Amareleja – 39,0 ºC
Alcoutim (Mart. Longo) – 38,9 ºC
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Santa Cruz (Aeródromo) – 20,7 ºC
São Pedro de Moel – 20,6 ºC
Espinho (Aeródromo) – 20,4 ºC
Cabo Raso – 19,8 ºC
Esposende (CIM) – 19,5 ºC
Sintra (Tapada do Mouco) – 19,0 ºC
Santo da Serra (Madeira) – 17,8 ºC
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Fonte: IPMA
segunda-feira, 29 de junho de 2026
IPMA: Tempo muito quente e seco em Portugal continental
O estado do tempo em Portugal continental está a ser influenciado por um anticiclone localizado a norte/noroeste do arquipélago dos Açores, estendendo-se em crista até ao Golfo da Biscaia, e que, a partir de hoje, se desloca para leste, estabelecendo uma circulação do quadrante leste no continente.
Prevê-se um longo período com tempo quente e seco, com a temperatura máxima a atingir valores entre 40 e 43°C no vale do Tejo e no Alentejo a partir de dia 1, e que poderão estender-se a alguns locais das restantes regiões no final da semana. Ao contrário do último episódio de tempo quente, os valores de temperatura no litoral também irão subir significativamente a partir do dia 1, com valores entre 35 e 40 °C.
A semana começou com valores de temperatura mínima entre 12 e 18°C, com excepção do Algarve, aumentando para valores superiores a 20°C no interior a partir da próxima noite, de 29 para 30, e nas restantes regiões a partir da noite de 1 para 2, ficando grande parte do território continental com noites tropicais.
Neste episódio de tempo muito quente, o maior impacto será no litoral oeste, onde a brisa marítima será pouco intensa durante a tarde, fazendo com que estejam previstos vários dias seguidos com temperatura máxima acima de 35°C e temperatura mínima acima de 20°C.
Assim, foram emitidos avisos de nível Amarelo de tempo quente, que serão estendidos aos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto e Setúbal, referindo-se este aviso ao interior destes distritos. A partir de dia 1 terá início o aviso Laranja para o Alentejo, estendendo-se a vários distritos do litoral no dia 2. Salienta-se que este aviso de tempo quente contempla a temperatura mínima, que será elevada na generalidade do continente a partir da noite de 1 para 2.
De acordo com a informação disponível hoje, dia 29, é muito provável que o nível dos avisos seja agravado em vários distritos nas actualizações dos próximos dias.
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Fonte: IPMA
Segunda-feira, 29 de Junho (16h00)
Algumas temperaturas às 16h00
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Portel (Oriola) – 37,9 ºC
Reguengos (São Pedro do Corval) – 37,5 ºC
Alvega – 37,4 ºC
Mértola (Vale Formoso) – 36,7 ºC
Amareleja – 36,6 ºC
Pinhão (Santa Bárbara) – 36,5 ºC
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Esposende (CIM) – 20,4 ºC
Santa Cruz (Aeródromo) – 20,4 ºC
São Pedro de Moel – 20,2 ºC
Cabo da Roca – 19,7 ºC
Sintra (Tapada do Mouco) – 19,2 ºC
Cabo Raso – 19,1 ºC
Areeiro (Madeira) – 13,9 ºC
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Fonte: IPMA
domingo, 28 de junho de 2026
IPMA: Previsão do estado do tempo em Portugal Continental (29 de Junho a 5 de Julho)
O estado do tempo na próxima semana terá uma mudança significativa. Após um período curto, de 24 a 27 de Junho, em que os valores da temperatura estiveram dentro dos valores normais e ocorreu precipitação em vários locais, a próxima semana trará valores muito acima do normal, com o provável estabelecimento no território de uma nova onda de calor (imagem da esquerda).
Os valores mais elevados da temperatura, entre 40 °C e 42 °C, ocorrerão para o final da semana, a partir do dia 3, nas regiões do Ribatejo e interior Alentejano. No entanto, valores da ordem de 35 °C ou superior deverão ocorrer nos locais próximos do litoral oeste e no vale do Douro (imagem da direita).
As noites tropicais (temperatura mínima superior a 20 °C) ocorrerão em grande parte do território a partir do dia 1 de Julho, mesmo em locais próximos da faixa costeira ocidental.
Estes valores elevados de temperatura estão associados a uma corrente de nordeste ou de leste, prevendo-se valores muito baixos da humidade relativa e vento em geral fraco, mas soprando por vezes moderado e com rajadas da ordem de 60 km/h, nas terras altas do Norte e Centro.
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Fonte: IPMA
Venezuela: Mais de 1 400 mortos após os sismos
Na Venezuela, os sismos que abalaram o norte do país deixaram um rasto de destruição. Em La Guaira, mais de 72 horas após os acontecimentos, as equipas de resgate tentam encontrar sobreviventes.
Para além da Venezuela, pelo menos 17 países, incluindo a Suíça, a Colômbia, a Alemanha e a Espanha, tentam coordenar-se sob as indicações das Nações Unidas.
Todo o apoio tem sido bem vindo na Venezuela, aliás uma pista do aeroporto de Caracas foi aberta para acolher aviões norte-americanos que transportam ajuda humanitária.
No entanto, apesar da mobilização, no terreno as condições são complicadas, como referiu Fabien Walterio, chefe das operações da equipa suíça, que chegou a La Guaira após “sete horas e 30 minutos de viagem” proveniente de Caracas, quando o GPS apontam para “duas horas e 30 minutos”.
A população venezuelana está indignada com a atitude do Governo e a Presidente Delcy Rodríguez até foi vaiada, na sexta-feira, quando pronunciava um discurso diante de um prédio que tinha desabado. De notar que voluntários venezuelanos foram impedidos de ajudar nas buscas, porque o Governo tem que dar autorizações individuais para as pessoas se deslocarem nas zonas afectadas.
A ONU estima em 6,7 mil milhões de dólares (5,8 mil milhões de euros) os danos em habitações e bens como veículos, edifícios e empresas devido aos dois sismos que atingiram a Venezuela na quarta-feira.
Marco Martins
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Fonte: RFI
quinta-feira, 25 de junho de 2026
quarta-feira, 24 de junho de 2026
Enquanto a Europa “ferve”, uma depressão marítima salvou Portugal da onda de calor
Como escapou Portugal à onda de calor que está a deixar de rastos os países mais próximos? Uma depressão vinda do mar empurrou a massa de ar quente para outras paragens, explicou ao PÚBLICO Jorge Ponte, chefe da Divisão de Previsão Meteorológica e Vigilância do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Paris teve nesta quarta-feira a temperatura mais alta desde que há registos, 40,9 graus, com 90% dos franceses expostos a calor extremo. No Reino Unido, foi batido o recorde do dia mais quente em Junho, com 35,8 graus no Sul de Inglaterra. Em Espanha, segunda e terça-feira foram os dias mais quentes desde que se fazem registos, com uma temperatura sete graus acima do valor normal, com a situação mais grave no Norte do país.
“Neste
momento temos uma depressão em altitude, a oeste de Portugal continental, que
está a injectar ar de origem marítima em Portugal, portanto, ar mais ameno”,
explicou ao PÚBLICO Jorge Ponte, chefe da Divisão de Previsão Meteorológica e
Vigilância do IPMA.
“Ao mesmo tempo que uma crista anticiclónica se posiciona no continente
europeu, na região do interior da Península Ibérica, de França e da Europa
Central, está a haver o transporte de uma massa de ar muito quente com origem
no Norte de África”, acrescentou. “Portugal ficou aqui um pouco à margem,
porque apanhámos com a circulação mais próxima da depressão e, portanto,
estamos com a influência de uma massa de ar mais de origem marítima”, conclui
Jorge Ponte.
“A acção conjunta da depressão a oeste de
Portugal e a crise anticiclónica que está na Europa transportou a massa de ar
quente mais na direcção da Europa Central.”
É por isso que Portugal pode respirar, enquanto pelo menos 95 milhões de
europeus estão a abafar nesta quarta-feira sob temperaturas de acima de 35
graus, segundo cálculos divulgados pela agência noticiosa AFP.
Calor perturba economia – A temperatura está a bater recordes e a afectar o funcionamento da economia e das instituições. Além de escolas fechadas, a produção de energia nuclear teve uma redução, nesta quarta-feira, de 4,1 gigawatts, ou seja, 7% da procura verificada a meio do dia, segundo dados da eléctrica francesa EDF, citados pela Reuters.
Isto porque os reactores precisam de água para arrefecer, e a água dos rios está também muito quente, demasiado quente para as centrais nucleares trabalharem em segurança. França é um grande exportador de energia, pelo que estas reduções têm reflexos imediatos no preço da electricidade. “As alterações climáticas estão a mostrar que, para os preços, o calor extremo pode ser tão disruptivo como o tempo frio no Inverno”, disse à Reuters o analista Alessandro Armenia, da consultora Kpler.
O calor extremo matou centenas de milhares de aves de capoeira em França, em regiões onde o calor foi mais intenso, como a Bretanha e o Paus de la Loire. Isto está a acontecer tanto nas criações de aves ao ar livre, como dentro dos aviários, salientou à Reuters Yann Nedelec, dirigente do grupo que representa os criadores de aves naquele país, Anvol. França é o terceiro maior produtor de aves de capoeira na União Europeia, depois da Polónia e de Espanha.
“Agora fomos surpreendidos, mas devemos esperar uma dinâmica semelhante no Verão, porque as alterações climáticas são inegáveis”, acrescentou Alessandro Armenia.
A
Organização Meteorológica Mundial (OMM) indicou, nesta quarta-feira, que é
provável que esta onda de calor na Europa se mantenha durante mais duas
semanas.
As condições de calor extremo acentuam os problemas da saúde das pessoas mais
frágeis: segundo o jornal catalão La Vanguardia, morreram já 108
pessoas nos últimos quatro dias em Espanha, a maior parte delas com mais de 65
anos. Terça-feira foi o dia mais mortífero, com 66 óbitos.
Pedro e o Lobo em Portugal - Portugal ficou resguardado desta onda de calor por causa da depressão vinda do mar. Mas, na semana passada, todos os portugueses com telemóvel ou Internet foram bombardeados com notícias a dizer que vinham aí temperaturas extraordinárias, de 45 graus ou mais ainda… Foi uma espécie de conto de Pedro e o Lobo, em que o menino estava sempre a gritar que vinha lá um lobo e não era verdade, e quando veio mesmo o lobo ninguém acreditou?
“Sim, esse tipo de notícias é contraproducente. Mas o IPMA está de consciência tranquila, não fomos nós que difundimos essas notícias, foram outros comentadores na televisão, algumas páginas de meteorologia, no Facebook, que não têm a mesma responsabilidade que nós temos”, esclareceu Jorge Ponte.
A questão é que havia alguns modelos que, de facto, mostravam a possibilidade de temperaturas muito elevadas em Portugal continental nesta semana. “Identificámos isto no IPMA. A questão é que também havia outros cenários a dar precisamente o oposto”, salienta o cientista.
“Uma vez que havia muita incerteza na previsão a uma semana, o IPMA não podia aparecer a dizer que vinha lá uma onda de calor em que se atingiriam 45 ou 50 graus, os valores noticiados, porque ainda estava muito longe de ser uma certeza”, explicou Jorge Ponte. A incerteza tinha a ver com a posição da depressão que vem do Atlântico. “Se ficasse mais afastada da Península Ibérica, Portugal ficaria sob a influência desta massa de ar quente” que está a pôr a Europa a suar.
O
ar frio húmido marítimo aproximou-se mais de Portugal do que se previa na
semana passada e como que empurrou o ar quente para outras paragens.
“É preciso perceber como é que os modelos meteorológicos funcionam e, para
analisar a longo prazo, com uma semana de antecedência, é preciso analisar um
conjunto de cenários possíveis que a atmosfera pode tomar, até haver mais
certeza, para evitar precisamente essa questão de Pedro e o Lobo”,
salientou Jorge Ponte.
Mais duas semanas? – A tendência para a Europa, em princípio, é que esta massa de ar quente se vá deslocando gradualmente para leste, e afecte mais os países da Europa Central, como a Alemanha, Polónia, Áustria e ainda o Reino Unido, explicou o meteorologista. A OMM, que fala na possibilidade de mais duas semanas deste calor intenso, destaca também a região dos Balcãs.
Em
Portugal, esperam-se trovoadas durante a noite de quarta para quinta-feira,
sobretudo no Minho e Douro Litoral, potencialmente acompanhadas de granizo.
“Embora as trovoadas sejam um parâmetro difícil de prever, porque às vezes
surgem praticamente do nada, é difícil prever exactamente onde e quando
ocorrem”, ressalvou Jorge Ponte. Há possibilidade de chuva um pouco por todo o
território até sexta-feira.
Mas, para a semana, é esperada uma subida de temperatura — na verdade, a partir
deste fim-de-semana. “Gradualmente, não é logo muito calor, o fim-de-semana
ainda vai ter temperaturas relativamente normais para a época do ano. Mas é
expectável que as temperaturas venham a subir.”
Clara Barata
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Fonte (texto e imagem): PÚBLICO









