A Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil reforça as recomendações à população face ao agravamento das condições meteorológicas, alertando para o risco de inundações urbanas, cheias, deslizamentos de terras e acidentes rodoviários, bem como para a possibilidade de galgamento da orla costeira devido à forte ondulação marítima.
O comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), Mário Silvestre, sublinha que a conjugação da chuva intensa com a subida dos caudais dos rios aumenta significativamente o perigo.
“Não atravessem estradas inundadas. É crítico que não o façam”, alerta o responsável, explicando que “30 centímetros de água são suficientes para que a maioria dos veículos fique imobilizada por aspiração da água, colocando imediatamente as pessoas em risco”.
Cuidados na condução e na via pública – A Protecção Civil recomenda que os condutores evitem túneis, passagens inferiores, ribeiras e vales, e que, em caso de necessidade, parem em locais seguros e elevados, longe das linhas de água. O comandante nacional chama ainda a atenção para o arrastamento de objectos soltos e quedas de detritos nas vias rodoviárias, que podem provocar acidentes.
“Mesmo quando a corrente parece fraca, 30 centímetros de água podem ser suficientes para arrastar uma pessoa ou um veículo”, sublinha.
O que fazer em casa – Para quem se encontra em casa, a recomendação é clara: fechar portas e janelas, desligar o gás e cortar a electricidade, mantendo-se, sempre que possível, nos andares superiores ou em pontos elevados. Os equipamentos eléctricos devem ser afastados da água e, se for necessário abandonar a habitação, deve ser levado apenas o essencial.
“As pessoas que fazem medicação diária devem levá-la consigo, assim como os documentos de identificação. Caso contrário, criam-se problemas adicionais na resposta de emergência”, alerta Mário Silvestre.
Atenção redobrada a crianças, animais e curiosos – A Protecção Civil apela para que as crianças sejam mantidas afastadas das linhas de água, que os animais sejam protegidos e colocados em zonas seguras e que ninguém se aproxime de rios para filmar ou fotografar a subida da água.
O comandante nacional deixa ainda um aviso específico para as zonas de descarga das barragens, onde os caudais estão particularmente elevados, pedindo à população que não permaneça nem circule nessas áreas.
Rio Tejo com caudais excepcionais – Uma das maiores preocupações prende-se com o Rio Tejo, onde as barragens espanholas de Alcântara e Cedillo estão a libertar volumes muito elevados de água.
“Esperamos caudais na ordem dos sete mil metros cúbicos por segundo, que poderão chegar aos nove mil metros cúbicos por segundo em território nacional”, refere Mário Silvestre, acrescentando que “desde 1997 que não se registava um episódio com esta dimensão na bacia do Tejo”.
Perante este cenário, a Protecção Civil recomenda às populações ribeirinhas que retirem bens das habitações, se coloquem em segurança e abandonem as casas sempre que necessário.
“O comportamento seguro neste momento é crítico para atravessarmos este episódio sem termos vítimas a lamentar”, conclui o comandante nacional da Protecção Civil.
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Fonte: Renascença









