segunda-feira, 17 de agosto de 2026

PORTUGAL CONTINENTAL: Quarta-feira há descidas de temperatura de cerca de 10 ºC

Jorge Ponte, chefe de divisão de previsão meteorológica e vigilância do IPMA, explica o aviso laranja em 9 distritos devido ao calor e revela descida da temperatura a partir de quarta-feira.

Estamos com temperaturas muito elevadas, especialmente nas regiões Norte e Centro. A região Sul está um pouco mais salvaguardada, principalmente a parte mais sudoeste do continente, ainda assim com temperaturas elevadas. Hoje ainda está aviso amarelo na região Sul e depois o laranja essencialmente a norte do eixo Leiria-Coimbra-Guarda, a norte desse eixo. Tudo isto devido à posição de uma depressão que está a sudoeste do continente e com o fluxo do quadrante oeste mais vincado sobre as regiões norte e centro, o que também provoca temperaturas muito elevadas até mesmo no litoral. Por exemplo, hoje já tivemos o Porto a registar temperaturas da ordem dos 37,5, quase perto dos 38 °C. Temperatura para o Porto já é muito significativo. Daí o aviso laranja.

Desculpe. E o que explica que na zona Norte esteja este aviso laranja devido às altas temperaturas e na zona mais do centro Sul haja um alerta para aguaceiro, trovoada e rajadas de vento forte?

Isso também tem a ver com a própria instabilidade, que também está associada à tal depressão que eu falei a sudoeste de Sagres. Essa depressão está a injectar ar um pouco mais húmido, de origem marítima e não tão quente na região Sul. E ao mesmo tempo, como está mais húmido, também há a possibilidade de despoletar estas trovoadas. Aguaceiros, trovoada, podem ser granizo e ter rajadas de vento forte, associada à posição dessa depressão. As regiões mais norte e norte-centro estão um bocadinho mais afastadas da depressão. Devido à circulação da mesma depressão, estão com o transporte de uma massa de ar mais continental, de origem continental do interior de Espanha e com ar mais quente e também mais seco, que não é tão favorável à formação dessas trovoadas.

O aviso foi dado até às 18h de amanhã. O que se espera a partir dessa altura?

Amanhã ainda continuamos com a situação de tempo quente, embora já haja um certo alívio na região Sul, que já não está tão quente hoje, mas amanhã ainda tem uma diminuição um pouco mais notória. Por exemplo, a cidade de Lisboa hoje ainda com temperaturas da ordem dos 35, 36 °C, amanhã já serão mais na ordem dos 32, 33, no máximo 34 °C. Já há aqui uma ligeira descida. Mas amanhã ainda vai ser um dia muito quente em praticamente todo o eixo a norte do rio Mondego e também a parte mais do Alentejo interior, mas com os valores mais elevados a norte e centro, ali a região de Coimbra, de Viseu, também o interior dos distritos do Porto, Braga, Viana do Castelo e todo o interior norte e centro também, com temperaturas da ordem dos 40, 41 °C ou mesmo pontualmente superiores. Por exemplo, no Vale do Douro, poderão ser atingidas temperaturas da ordem dos 43 a 44 °C.

E a partir de quarta. Desculpe.

Ia dizer que essas temperaturas são o que justificam o aviso laranja, porque são temperaturas bastante elevadas e ocorrem essencialmente hoje e amanhã. Já ia fazer a pergunta para quarta-feira. Quarta-feira já temos aqui uma diminuição da temperatura. A tal depressão a sudoeste de Portugal continental vai atravessar o território na quarta-feira e isso vai, por si só, provocar logo aqui uma descida muito significativa dos valores de temperatura na quarta-feira, que poderão ser, nalguns locais, descidas da ordem dos 10 °C. Deixe-me ver se estou aqui. Exactamente, descidas da ordem dos 10 ou mesmo 11 °C abaixo de um dia para o outro, diferença de um dia para o outro. Esta situação é essencialmente hoje e amanhã, de tempo quente, mais a norte e centro, apesar de também estar calor a sul. Na região sul, como também expliquei, há condições para o que tem sido durante esta tarde de algumas trovoadas, que podem trazer aguaceiros fortes, granizo e vento onde elas ocorrerem. Mas são sempre situações muito localizadas. Atenção, isso não vai acontecer de forma geral. A partir de quarta-feira, temos claramente aqui uma mudança de padrão, uma mudança de estado do tempo. Temos uma descida muito acentuada das temperaturas face àquilo que são os dias de hoje e amanhã, e nos dias seguintes vai continuar a temperatura a descer, na quinta e na sexta-feira, e vamos ter até alguma precipitação na quinta-feira. As temperaturas vão ficar abaixo daquilo que é normal para a época do ano. As temperaturas praticamente não ultrapassarão os 30 °C de temperatura máxima, mesmo nas regiões habitualmente mais quentes do interior. Temos aqui claramente uma mudança do estado do tempo a partir de quarta-feira.

Rita Lourenço 

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

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Fonte: Observador

Segunda-feira, 17 de Agosto: Temperaturas às 16h00 em Portugal Continental

(Tecle sobre a imagem para ampliar)
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Fonte: IPMA

PORTUGAL CONTINENTAL: Mais de 750 bombeiros combatem quatro incêndios no norte

Mais de 750 bombeiros combatiam às 08h00 quatro incêndios nos distritos de Bragança, Vila Real, Viana do Castelo e Porto, sendo o fogo de Torre de Moncorvo o que mais meios mobilizava, segundo a Protecção Civil. Nos quatro incêndios não há populações em risco, nem vítimas a registar. Segundo Alberto Fernandes, da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), os quatro fogos estão localizados em zonas de difícil acesso terrestre, pelo que vão ser reforçados, assim que for possível, com meios aéreos.

“Neste momento temos quatro incêndios que merecem mais alguma atenção. O de Torre de Moncorvo, que teve uma reactivação às 19h14 de domingo, é o que neste momento envolve mais meios: 334 operacionais”, disse ainda. De acordo com informação disponível no site da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), o incêndio que começou às 18h58 de sábado na freguesia de Cabeça Boa, no concelho de Torre de Moncorvo, Bragança, mobilizava 334 operacionais com o apoio de 110 veículos, e alastrou ao concelho vizinho de Carrazeda de Ansiães.

Às 09h27 desta segunda-feira, o fogo que deflagrou às 4h04 de domingo em Ardãos, no concelho de Boticas, no distrito de Vila Real, entrou em fase de resolução, de acordo com o comandante das operações de socorro. A informação foi avançada à agência Lusa por Joaquim Moreira, comandante dos bombeiros da Póvoa de Varzim que está a comandar o combate ao fogo em Boticas, no norte do distrito de Vila Real.

O responsável apontou para uma “progressão favorável” neste incêndio que lavrou em área de mato e povoamento misto. Joaquim Moreira realçou que o relevo acentuado foi a maior dificuldade encontrada pelos operacionais no terreno.

“Temos zonas com bastante relevo, com escarpas acentuadas, o que cria dificuldade no avanço dos operacionais”, salientou. O presidente da Câmara de Boticas, Guilherme Pires, disse que o município esteve a acompanhar a evolução do incêndio em Ardãos desde a primeira hora.

“Foi um incêndio que exigiu muita atenção. A nossa preocupação estava nas pessoas e nas habitações, e na nossa aldeia de Ardãos. Da nossa parte garantimos todos os meios que nos foram pedidos para combater e actuar neste incêndio”, referiu. Segundo o autarca, durante o combate um bombeiro sofreu uma entorse, foi assistido e já teve alta.

O fogo acabou por se expandir para o concelho vizinho de Montalegre, tendo queimado pinhal e mato. No início do fogo, segundo apontou, “não havia muitos meios”, até porque havia outras ocorrências na região, e esta manhã o incêndio “está em fase descendente” e “não deve oferecer mais preocupações”.

O alerta foi dado às 04h04 de domingo e, pela hora e no local de difíceis acessos em que aconteceu, o autarca suspeita que na origem deste fogo “está mão criminosa“, apontando para “vários hectares de área ardida”. Guilherme Pires fez questão de deixar uma palavra de agradecimento aos bombeiros de Boticas, bem como a todos os outros bombeiros e forças de segurança, sapadores, Protecção Civil e equipas do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) que estiveram envolvidos nas operações.

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Aveiro, Viseu, Guarda e Coimbra estão hoje e terça-feira sob aviso laranja devido à previsão de tempo quente.

Também o incêndio que deflagrou às 14h26 de domingo na Senhora da Rocha, Ponte de Lima, no distrito de Viana do Castelo, estava por dominar, mobilizando agora 171 operacionais, com o auxílio de 49 viaturas e cinco meios aéreos. Em declarações à Lusa, o comandante dos Bombeiros Sapadores de Viana do Castelo, Ricardo Fernandes, indicou que os trabalhos “decorrem agora de forma favorável”, apesar das “condições meteorológicas exigentes” e dos “acessos limitados e com algum declive”.

O responsável informou que não existem casas em perigo e que as chamas atingem “só perímetro florestal”. Em Ponte de Lima, as zonas afectadas são, de acordo com o comandante, Vitorino de Piães, Donas e Facha.

No local, para além de bombeiros, estão meios da Força Aérea, do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) e do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), acrescentou Ricardo Fernandes.

Segundo a ANEPC, às 08h00 estava ainda activo o fogo que começou às 14h08 de domingo em Vila Boa de Quires e Maureles, no concelho de Marco de Canaveses, no distrito do Porto, estando a ser combatido por 58 operacionais, com o apoio de 18 veículos. Quanto ao fogo que lavrava desde cerca das 15h15 de domingo no concelho de Oliveira de Azeméis, no distrito de Aveiro, e que chegou a mobilizar 124 operacionais e 39 veículos, entrou em resolução durante a madrugada.

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Fonte: Observador

 

domingo, 16 de agosto de 2026

PORTUGAL CONTINENTAL: Instabilidade convectiva



Tarde com actividade convectiva nas regiões do interior, com ocorrência de aguaceiros e trovoadas dispersas.

Domingo, 16 de Agosto (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00

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Mora – 38,6 ºC

Tomar (Valdonas) – 38,3 ºC

Reguengos (São Pedro do Corval) – 38,3 ºC

Pinhão (Santa Bárbara) – 38,1 ºC

Lousã  (Aeródromo) – 38,1 ºC

Coruche (Cruz doLeão) – 38,1 ºC

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São Pedro de Moel – 23,6 ºC

Albufeira – 23,5 ºC

Portimão (Praia da Rocha) – 23,0 ºC

Santa Cruz (Aeródromo) – 22,4 ºC

Esposende (CIM) – 22,0 ºC

Cabo Raso – 21,5 ºC

Areeiro (Madeira) – 12,9 ºC

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Fonte: IPMA

 

sábado, 15 de agosto de 2026

Pirinéus

Imagem fotografada às 15h45 (hora de verão em Portugal Continental) sobre os Pirinéus; imagem captada nos arredores de Santander, com vista para leste, a 22 000 pés de altitude ( - 57 ºC).

ALTO DOURO/TRÁS OS MONTES: Instabilidade atmosférica

 



Sábado, 15 de Agosto (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00

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Pinhão (Santa Bárbara) – 38,6 ºC

Mirandela – 37,8 ºC

Monção (Valinha) – 36,9 ºC

Cabeceiras de Basto – 36,9 ºC

Cabril – 36,2 ºC

Alcoutim (Mart. Longo) – 35,9 ºC

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Espinho (Aeródrmo) – 22,4 ºC

Esposende (CIM) – 22,2 ºC

Santa Cruz (Aeródromo) – 21,7 ºC

Cabo da Roca – 21,5 ºC

Cabo Raso – 21,1 ºC

Sintra (Tapada do Mouco) – 19,3 ºC

Areeiro (Madeira) – 15,3 ºC

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Fonte: IPMA


Sábado, 15 de Agosto (08h00)

Imagem de satélite às 08h00
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Fonte: SAT24

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Neblinas e nebulosidade baixa no litoral oeste e Alentejo.

 

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Sexta-feira, 14 de Agosto (08h00)

Imagem de satélite às 08h00
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Fonte: SAT24
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Predomínio de neblinas e nebulosidade baixa no litoral oeste e interior do Alentejo.

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

IPMA: Estado do tempo em Portugal continental para o dia do eclipse (12.08.2026)

No dia 12 de Agosto ocorrerá um eclipse solar observável em Portugal continental. O fenómeno será parcial (entre 92 e 99%) na maior parte do território e total (100%) no Parque Natural de Montesinho, no nordeste transmontano. Nesse dia, o estado do tempo em Portugal continental será condicionado por uma região anticiclónica que se estende entre os países do norte da Europa e a região da Madeira e por uma depressão térmica centrada no interior da Península Ibérica.

Durante o período do eclipse, o céu deverá apresentar-se pouco nublado ou limpo na generalidade do território do continente, condição que favorece uma boa visualização do fenómeno. Existe, no entanto, uma probabilidade de cerca de 25%, segundo os dados mais actualizados, de formação de nebulosidade baixa em algumas regiões do litoral Norte e Centro, um padrão que é relativamente comum no verão.

O IPMA acompanha permanentemente a evolução da situação meteorológica e actualizará as previsões. Sempre que se justifique, será divulgada informação adicional através dos canais oficiais.

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Fonte: IPMA

 

sábado, 8 de agosto de 2026

IPMA: Boletins Climatológicos de Julho

O IPMA publicou os resumos dos boletins climatológicos relativos a Portugal continental, Açores e Madeira referentes ao mês de Julho de 2026. Tratam-se das versões preliminares com os dados disponibilizados até ao momento, sendo os documentos finais publicados em meados do mês.

PORTUGAL CONTINENTAL – Julho de 2026 muito quente e extremamente seco – A classificação do mês de Julho de 2026 resulta da continuação da temperatura do ar muito acima da média, situação relacionada com a ocorrência de uma onda de calor e, pelo défice muito acentuado de precipitação. Estas condições tiveram reflexos na redução da água disponível no solo e no agravamento, de forma generalizada, da seca meteorológica em todo o território de Portugal continental.

Temperatura do ar – O valor médio da temperatura média do ar registou um valor de 24.04°C, correspondendo a uma anomalia de + 1,41 °C em relação ao período de referência 1991-2020, fazendo deste o 7º Julho mais quente desde 1931. O valor médio da temperatura máxima do ar foi de 31,46 °C, 1,96 °C acima do normal, correspondendo ao 6º valor mais elevado desde 1931. A temperatura mínima do ar teve um valor médio de 16,61 °C, cerca de + 0,86 °C, acima da normal.

A temperatura bastante elevada na primeira semana de Julho (valores de anomalias positivas superiores a 8°C na temperatura máxima do ar nos dias 3 a 5) esteve associada a uma onda de calor que ocorreu entre os dias 29 de Junho e 11 de Julho e que abrangeu grande parte do território continental. O episódio de onda de calor registado constitui um dos mais relevantes registados em Portugal Continental desde 1981, uma vez que apresenta a maior magnitude (tendo em conta o total da série de ondas de calor) e a segunda com maior extensão espacial. Importa referir que actualmente a onda de calor é classificada com recurso à informação que deriva do período da normal climatológica 1991-2020.

Neste período foram registados 2 novos extremos absolutos do maior valor da temperatura máxima do ar (dia 4 Julho) e 5 novos extremos absolutos do maior valor da temperatura mínima do ar (dias 3 e 4). O valor mais elevado da temperatura máxima do ar, 44.3°C, foi registado no dia 3 de Julho em Mora.

Precipitação – 8.º Julho mais seco desde 1931 e o mais seco deste século. O valor médio da quantidade de precipitação total mensal foi de apenas 0.8 mm, correspondendo a menos de 8% do valor normal para o mês.

No final do mês verificou-se um agravamento generalizado da situação de seca meteorológica em Portugal continental, estendendo-se a todo o território e reflectindo a persistência de temperaturas elevadas e a escassez de precipitação observadas durante Julho.

 ARQUIPÉLAGO DOS AÇORES – Julho de 2026 foi considerado frio e muito chuvoso. A relação entre os desvios médios da temperatura do ar e os desvios relativos da quantidade de precipitação nas estações do IPMA nos Açores, para Julho desde o ano 2000, mostra que Julho de 2026 foi relativamente frio e muito chuvoso.
Os totais mensais de precipitação observados nos Açores estiveram muito acima dos terceiros quartis das respectivas distribuições para o período 1999-2025, ultrapassando os valores absolutos da série nas estações das Flores, Graciosa e S. Maria.

 ARQUIPÉLAGO DA MADEIRA – Nas quatro estações de referência (Funchal/Observatório, Chão do Areeiro, Santana e Porto Santo), o mês de Julho de 2026 caracterizou-se por valores médios de temperatura do ar superiores à normal e por quantidades de precipitação acumulada inferiores à normal (período de referência 1991 – 2020).

Temperatura do ar – Durante o mês de Julho, as quatro estações de referência registaram valores médios de temperatura do ar acima da normal. Destacou-se a estação do Porto Santo, que registou o valor médio mais elevado para o mês de Julho desde 1961, correspondendo a uma anomalia positiva de + 1,3 °C. As estações do Funchal/Observatório e de Santana registaram, cada uma, o 2º valor mais elevado de temperatura média do ar para o mês de Julho desde 1961, com anomalias positivas de 1,1 °C e 1,2 °C, respectivamente. Foram ainda registados dois novos extremos para o maior valor de temperatura máxima do ar, nas estações do Porto Moniz e Selvagem Grande.

Precipitação – Relativamente à precipitação, as quatro estações de referência registaram quantidades acumuladas inferiores aos respectivos valores da normal.

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Fonte: IPMA

 

Sábado, 7 de Agosto (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00

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Reguengos (São Pedro do Corval) – 39,0 ºC

Alcoutim (Mart. Longo) – 38,8 ºC

Elvas – 38,1 ºC

Mértola (Vale Formoso) – 38,0 ºC

Castro Verde (N. Corvo) – 37,9 ºC

Portel (Oriola) – 37,1 ºC

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Espinho (Aeródromo) – 24,4 ºC

Santa Cruz (Aeródromo) – 24,4 ºC

Cabo da Roca – 24,4 ºC

Esposende (CIM) – 23,7 ºC

Sintra (Tapada do Mouco)- 23,6 ºC

Cabo Raso – 23,6 ºC

Pico do Areeiro/São Jorge – 18,2 ºC

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Fonte: IPMA

 

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

PORTUGAL CONTINENTAL: Poeiras subsarianas

Imagem de satélite às 19h20
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Fonte: SAT2

Sexta-feira, 7 de Agosto (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00

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Reguengos (São Pedro do Corval) -39,3 ºC

Alvega – 38,6 ºC

Elvas – 38,6 ºC

Zebreira – 38,5 ºC

Portel (Oriola) – 38,0 ºC

Mértola (Vale Formoso) – 37,9 ºC

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Espinho (Aeródromo) – 23,0 ºC

Sintra (Tapada do Mouco)- 23,0 ºC

Santa Cruz (Aeródromo) – 28,0 ºC

Esposende (CIM) – 22,7 ºC

Cabo da Roca – 22,7 ºC

Cabo Raso – 21,1 ºC

Ribeira das Nove/Terceira (Açores) – 16,9 ºC

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Fonte: IPMA

 

Onda de calor bate recordes de temperatura na Europa Central e de Leste

A onda de calor que afecta grande parte da Europa Central e de Leste continua a bater recordes de temperatura, com máximos históricos registados na Eslováquia e na Áustria e valores excepcionais também na Hungria, Polónia e República Checa. As temperaturas extremas estão a agravar a seca, a aumentar o risco de incêndios florestais e a provocar constrangimentos no abastecimento de energia e nos transportes.

A Eslováquia registou 42,2 graus Celsius, o valor mais elevado desde que existem registos meteorológicos no país. Também a Áustria bateu o seu recorde absoluto, com 41,2 graus, superando a anterior marca nacional. A Hungria voltou igualmente a enfrentar temperaturas próximas dos 40 graus, num episódio de calor considerado excepcional para a região.

Segundo os serviços meteorológicos, a massa de ar quente continua a afectar vários países da Europa Central e Oriental, incluindo Alemanha, Polónia, República Checa e Roménia.

A persistência das temperaturas elevadas está a reduzir os caudais de rios importantes, como o Danúbio e o Reno, criando dificuldades na produção de energia e no transporte fluvial. Na Hungria, a central nuclear de Paks teve de reduzir temporariamente a produção devido à escassez de água para arrefecimento, enquanto o Governo adoptou medidas para reduzir o consumo eléctrico, incluindo o desligamento da iluminação decorativa de edifícios públicos. Na Roménia foram implementadas medidas semelhantes para aliviar a pressão sobre a rede eléctrica.

Na Alemanha, o baixo nível das águas do Reno está a dificultar a navegação comercial e a aumentar os custos de transporte de mercadorias.

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Fonte: SAPO Notícias

 

Comissão conclui que resposta aos incêndios de 2025 “foi insuficiente”

A Comissão Técnica Independente para a avaliação dos incêndios rurais de 2025 concluiu que a resposta operacional e as condições de gestão do território foram insuficientes para conter a propagação dos fogos, apesar das condições meteorológicas extremas registadas nesse ano. O relatório final, entregue na Assembleia da República, identifica falhas na prevenção, no combate e na operacionalização das políticas públicas de gestão integrada de fogos rurais.

Criada ao abrigo da Lei n.º 5/2026, de 19 de Janeiro, a comissão tinha como missão analisar os incêndios rurais de 2025, avaliar as suas causas, impactos e o funcionamento do sistema de prevenção e combate, bem como apresentar recomendações para evitar situações semelhantes no futuro. Embora a designação da comissão remeta para os incêndios de agosto de 2025, o relatório analisa toda a época de incêndios rurais desse ano em Portugal continental, recorrendo também aos dados de 2018 a 2024 para avaliar a evolução das medidas adoptadas após os incêndios de 2017.

A investigação incidiu sobretudo nos 11 incêndios que ultrapassaram os cinco mil hectares de área ardida e incluiu a audição de 20 entidades, bem como questionários dirigidos a dirigentes, operacionais e população. Segundo o relatório, em 2025 registaram-se 8.256 incêndios rurais e arderam 271.587 hectares, a quarta maior área ardida desde que existem registos oficiais. O incêndio do Piódão, com mais de 65 mil hectares consumidos pelas chamas, foi o maior de que há registo em Portugal.

A comissão reconhece que as condições meteorológicas do verão de 2025 foram determinantes para a severidade da época de incêndios. Ainda assim, considera que a dimensão da área ardida ultrapassou o que seria expectável, concluindo que a resposta operacional e a gestão do território não foram suficientes para travar a expansão dos fogos.

Entre as principais fragilidades identificadas está a reduzida execução da gestão de combustíveis, que permaneceu “num nível estruturalmente baixo” face ao previsto. A comissão aponta uma incapacidade sistémica e insuficiência estratégica nesta matéria, embora refira que os elementos recolhidos não permitem concluir pela existência de negligência por parte das entidades responsáveis.

O relatório identifica igualmente limitações na resposta operacional, descrevendo-a como predominantemente reactiva. Entre os problemas assinalados estão a dificuldade em antecipar o comportamento dos incêndios, o reduzido aproveitamento das oportunidades de supressão, a falta de apoio técnico à decisão, falhas na documentação das operações, insuficiente qualificação e especialização dos recursos humanos e dificuldades na gestão do desgaste dos operacionais durante operações prolongadas. A comissão destaca ainda que os meios de combate estiveram frequentemente concentrados na protecção de povoações e estradas, o que permitiu que os incêndios continuassem a progredir para outras zonas, acabando por ameaçar novas localidades.

Ao nível da protecção civil, o relatório aponta persistentes assimetrias entre municípios na comunicação de emergência e na preparação das populações. A ausência de procedimentos uniformes de coordenação e validação da informação favoreceu, segundo a comissão, a circulação de mensagens contraditórias, com potencial impacto na confiança dos cidadãos e na adopção de comportamentos de autoprotecção.

No plano das políticas públicas, a comissão considera que a criação do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais e do respectivo Plano Nacional estabeleceu um novo paradigma, mas salienta que vários instrumentos essenciais para a sua concretização continuam por implementar. Apesar de considerar válidos os princípios de aproximação entre prevenção e combate, da profissionalização e da especialização dos agentes, conclui que a sua aplicação efectiva no terreno permanece aquém do necessário.

Bianca Marques

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Fonte: O JornalEconómico

 

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Quarta-feira, 5 de Agosto (07h50)

Imagem de Satélite às 07h50

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Fonte: SAT24

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Manhã marcada em Portugal Continental pela presença de neblinas e nebulosidade baixa, em fase de dissipação.

 

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

PORTUGAL CONTINENTAL: Tempo variável

Fonte: SAT24

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Tempo variável em Portugal Continental, com muita nebulosidade dispersa e ocorrência de precipitação fraca no litoral oeste e, na parte da manhã, no interior do Alentejo.