segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

8448. Segunda-feira, 24 de Janeiro (07h00)

 Algumas temperaturas às 07h00

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Porto Moniz (Madeira): 17,5 ºC

Faro (Aeródromo): 11,9 ºC

Sagres: 11,7 ºC

Cabo da Roca: 10,8 ºC

Albufeira: 10,8 ºC

Olhão (EPPO): 10,5 ºC

Sines: 9,8 ºC
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Bragança: - 3,7 ºC

Miranda do Douro: - 4,8 ºC

Carrazeda de Ansiães: - 5,1 ºC

Lamas de Mouro (P. Ribeiro): - 5,3 ºC

Chaves (Aeródromo): - 5,4 ºC

Mirandela: - 6,0 ºC

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Fonte: IPMA

8447. PORTUGAL CONTINENTAL: Alguns rios congelados



https://noz.blogs.sapo.pt/

8446. MOÇAMBIQUE: Depressão Tropical Ana

 



domingo, 23 de janeiro de 2022

8445. O que fez a erupção de vulcão em Tonga ser tão explosiva

 

8444. Domingo, 23 de Janeiro (07h00)

Algumas temperaturas às 07h00
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Porto Moniz (Madeira): 17,0 ºC
Sagres: 13,3 ºC
Aljezur: 13,1 ºC
Cabo da Roca: 12,5 ºC
Faro (Aeródromo): 12,0 ºC
Albufeira: 11,9 ºC
Olhão (EPPO): 10,5 ºC
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Bragança: - 3,4 ºC
Lamas de Mouro (P. Ribeiro): - 3,8 ºC
Bragança (Aeródromo): - 3,9 ºC
Miranda do Douro: - 4,6 ºC
Chaves (Aeródromo): - 6,1 ºC
Mirandela: - 6,3 ºC
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Fonte: IPMA

8443. Ranking Meteorológico Europeu (Maiores desvios à média nos últimos 12 meses até 31.12.2021)

(Actualização da postagem número 8354)
BALANÇO ENTRE 01.01.2021 E 31.12.2021
 Estações com maiores desvios de temperaturas 
(Temperatura máxima absoluta acumulada diariamente)  
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BALANÇO ENTRE 01.01.2021 E 31.12.2021
Estações com maiores desvios de temperaturas
(Temperatura mínima absoluta acumulada diariamente)
  * * *
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BALANÇO ENTRE 01.01.2021 E 31.12.2021
Estações com maiores desvios de precipitação
 (Precipitação máxima acumulada diariamente)
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

8442. Quinta-feira, 20 de Janeiro (07h00)

Algumas temperaturas às 07h00

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Porto Moniz (Madeira): 20,2 ºC

Cabo da Roca: 10,3 ºC

Porto/Pedras Rubras (Aeródromo): 9,1 ºC

Sines: 8,9 ºC

Pampilhosa da Serra (Fajão): 8,4 ºC

Olhão (EPPO): 8,2 ºC

Albufeira: 8,1 ºC

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Bragança (Aeródromo): - 2,5 ºC

Dunas de Mira: - 2,6 ºC

Alvega: - 3,4 ºC

Miranda do Douro: - 3,5 ºC

Mirandela: - 3,5 ºC

Chaves (Aeródromo): - 4,2 ºC

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Fonte: IPMA

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

8441. AÇORES: Inundações em São Miguel

CopyRight @ RTP Açores

8440. AÇORES: Família realojada devido a inundação


CopyRight @ RTP Açores

8439. ARQUIPÉLAGO DOS AÇORES: Instabilidade nos grupos central e oriental

Imagem de satélite às 18h00_UTC
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Fonte: Windy
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Períodos de chuva persistentes, com elevadas quantidades de precipitação acumulada, nas ilhas dos grupos central e oriental.

8438. IPMA: Açores - Depressão com perturbações frontais associadas

Uma depressão, com perturbações frontais associadas, irá provocar um agravamento do estado do tempo nas próximas horas, prevendo-se precipitação por vezes FORTE em todo o Arquipélago, sendo que nos Grupos Central e Oriental, em especial nas ilhas Terceira, São Miguel e Santa Maria, as quantidades acumuladas de precipitação poderão atingir valores entre 20 e 40 mm acumulados numa hora (ou 40 a 60 mm em 6h).

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Fonte: IPMA


8437. IPMA: Boletim climatológico do ano de 2021





Fonte: IPMA

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

8436. Segunda-feira, 17 de Janeiro (07h00)

Algumas temperaturas às 07h00

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Porto Moniz (Madeira): 21,2 ºC

Cabo da Roca: 11,5 ºC

Cabo Carvoeiro: 10,1 ºC

Faro (Aeródromo): 10,1 ºC

Soure (CIM): 10,0 ºC

Albufeira: 9,4 ºC

Almada (P. Rainha): 9,0 ºC

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Chaves (Aeródromo): - 1,4 ºC

Bragança (Aeródromo): - 1,7 ºC

Carrazeda de Ansiães: - 1,8 ºC

Mirandela: - 1,9  ºC

Bragança: - 2,1 ºC

Miranda do Douro: - 2,8 ºC

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Fonte: IPMA

8435. Ranking Meteorológico Europeu (Maiores desvios à média no 4º Trimestre de 2021)

Actualização da postagem número 8050
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4º TRIMESTRE DE 2021
Estações com maiores desvios de temperaturas
(temperatura máxima absoluta acumulada diariamente)
comparação ao normal no 4º Trimestre de cada ano
VALORES ABSOLUTOS E EM PERCENTAGEM
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4º TRIMESTRE DE 2021
Estações com maiores desvios de temperaturas
(temperatura mínima absoluta acumulada diariamente)
comparação ao normal no 4º Trimestre de cada ano
VALORES ABSOLUTOS E EM PERCENTAGEM
* * *
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4º TRIMESTRE DE 2021
Estações com maiores desvios de precipitação
(precipitação máxima acumulada diariamente)
comparação ao normal no 4º Trimestre de cada ano
VALORES ABSOLUTOS E EM PERCENTAGEM
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8434. PORTUGAL CONTINENTAL: Probabilidade muito reduzida para ocorrência de precipitação (próximos 10 dias)


Probabilidades praticamente nulas de ocorrer precipitação em todo o território de Portugal Continental, pelo menos até dia 26 de janeiro (próximos dez dias), graças a um anticiclone centrado entre o Reino Unido e a França, que está a impedir a aproximação de sistemas frontais procedentes do Oceano Atlântico (previsão feita com os prognósticos apresentados pelos modelos meteorológicos à data de hoje).

domingo, 16 de janeiro de 2022

8433. Seca fraca no Norte pode passar a moderada se não chover em Janeiro

Se não chover até ao final do mês na região Norte, uma situação de seca que está num ponto "crítico" pode agravar-se e “a perspectiva não é boa”, adiantou à Lusa fonte do IPMA.

Desde Novembro que a região Norte se encontra em seca fraca, com excepção da região nordeste, em Trás-os-Montes, em que “há pontos com seca moderada”, explicou à Lusa Vanda Pires, do Departamento de Clima e Alterações Climáticas do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). “É esta altura que vai determinar muito a evolução da seca e o mês de Janeiro é crítico, porque, se não houver precipitação, e não estão previstos grandes valores de precipitação, pelo menos até ao final do mês, a tendência é para que esta situação se agrave”, prosseguiu.

Com esta perspectiva, resta “ver se em Fevereiro consegue haver alguma recuperação”, até porque “depois começamos a entrar em meses do ano em que cada vez há menos precipitação”, sublinhou. Por isso, insistiu que “Janeiro era aqui um mês crucial para esta situação não se agravar, mas a perspectiva não é boa”, acrescentando que a região “poderá passar para a classe de seca moderada”, com seca severa na região de Bragança.

“Temos quatro classes de seca [fraca, moderada, severa e extrema] e ainda estamos na primeira classe, na menos intensa, mas estamos a evoluir para a moderada. Tendo em conta que já estamos há dois meses na fraca, três meses seguidos de seca, quando são três meses de Inverno, em que normalmente há precipitação, esses impactos já poderão ser maiores agora, durante o final do mês e início de Fevereiro”, detalhou.

A especialista referiu que “têm sido anos cada vez menos chuvosos, anos com valores muito abaixo do normal em muitos deles, desde os anos 1990, mas, sobretudo, a partir dos 2000”. “Houve muitos anos com situações de défice de precipitação, mas com esses fenómenos extremos que são prejudiciais” de chuva intensa. Anos como o de 2018, em que o país sofria uma situação de seca desde Abril de 2017, que terminou com chuvas muito intensas em Março de 2018, são prejudiciais “para a degradação dos solos”. “Para a própria agricultura, não ajuda estarmos em seca e, de repente, passarmos para uma situação de inundações. Vai cada vez mais destruindo a qualidade do solo e todas as características que são precisas para a agricultura”. Por isso, “o ideal seria vários dias de chuva, com intensidade mais baixa”.

“Já estamos a ver que em Janeiro isso não vai acontecer”, mas ainda há esperança de “um mês de Fevereiro em que chovesse praticamente todos os dias, sem grandes excessos, sem grandes intensidades”, concluiu.

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Fonte: SAPO Notícias


quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

8432. Ranking Meteorológico Europeu (ACUMULADO)

(Actualização da postagem nº 8350)
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Relatório descritivo para as estações portuguesas

A análise dos quadros acima representados permite concluir que, relativamente às temperaturas máximas acumuladas diariamente ao longo do último ano (entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2021), destacaram-se as estações meteorológicas de Ovar (17), Aeródromo de Ovar (17) e de Sagres, em Portugal Continental, que registaram uma subida no ranking meteorológico europeu (estações com destaque a verde na coluna do lado direito do quadro de dados), evidenciando temperaturas máximas acumuladas nos últimos doze meses acima do normal (ano tendencialmente mais quente que o normal naquelas estações meteorológicas, considerando apenas os valores de temperatura máxima diária registados ao longo de doze meses consecutivos).

Relativamente à temperatura máxima acumulada e comparativamente à situação que se registava a 30 de Setembro de 2021, concluí-se que:

- as estações meteorológicas Ovar (17), Aeródromo de Ovar (17) e de Sagres, em Portugal Continental, continuam com a tendência de subida no ranking meteorológico europeu; estas estações meteorológicas são aquelas que em Portugal têm actualmente a tendência mais longa em subir no ranking das estações meteorológicas europeias, quando analisadas a acumulação da temperatura máxima diária acumulada num período de 12 meses consecutivos;

- as estações meteorológicas do Aeródromo do Pico, no Arquipélago dos Açores, e do Porto/Pedras Rubras, Base Aérea de Sintra e do Aeroporto de Lisboa em Portugal Continental, que registavam uma tendência de subida no ranking meteorológico europeu em 30.09.2021, passaram a registar uma tendência de descida em 31.12.2021;

- todas as restantes estações meteorológicas portuguesas, registadas no portal WeatherOnline, registavam uma descida no ranking meteorológico europeu, considerando a acumulação de temperatura máxima diária ao longo de doze meses; este facto poderá revelar que as temperaturas máximas, neste caso, passaram a ser inferiores a outras estações meteorológicas europeias (devido, por exemplo, pelo surgimento de novas estações meteorológicas europeias que registam valores de temperatura máxima superiores às estações de Portugal, ou mesmo pela redução do valor de temperatura máxima diária nestas estações portuguesas). 

No que se refere aos dados de precipitação máximas acumuladas diariamente para o mesmo período (entre 1 de Janeiro 2021 e 31 de Dezembro de 2021), as estações meteorológicas das Flores, Horta, Aeródromo do Pico, Lajes (10), Aeródromo da Graciosa, Ponta Delgada e Santa Maria, no Arquipélago dos Açores, de Viana do Castelo, Porto/Pedras Rubras, Coimbra, Monte Real, Cabo Carvoeiro e Castelo Branco, em Portugal Continental, e do Funchal e do Aeroporto Internacional Cristiano Ronaldo, no Arquipélago da Madeira, registaram uma subida no ranking meteorológico europeu (estações com destaque a verde na coluna do lado direito do quadro de dados), evidenciando precipitações máximas diárias acumuladas nos últimos doze meses acima do normal (ano tendencialmente mais chuvoso/húmido que o normal naquelas estações meteorológicas, considerando apenas os valores de precipitação máxima diária registada ao longo de doze meses consecutivos).

Relativamente à precipitação máxima diária acumulada e comparativamente à situação que se registava a 30 de Setembro 2021, concluí-se que:

- as estações meteorológicas do Aeródromo do Pico e das Lajes (10), no Arquipélago dos Açores, continuam a manter a tendência de subida no ranking meteorológico europeu em 31.12.2021, tendência essa que já se registava no final dos cinco trimestres anteriores (30.09.2020, 31.12.2020, 31.03.2021, 30.06.2021 e 30.09.2021); estas duas estações meteorológicas são aquelas que em Portugal têm a tendência mais longa em subir no ranking das estações meteorológicas europeias, quando analisadas a acumulação de precipitação máxima diária acumulada num período de 12 meses consecutivos;

- as estações meteorológicas de Ponta Delgada, no Arquipélago dos Açores, e de Coimbra, Monte Real e Castelo Branco, em Portugal Continental, continuam com tendência de subida no ranking meteorológico europeu em 31.12.2021, tendência essa que já se registava no final dos dois trimestres anteriores (30.06.2021 e 30.09.2021);

- a estação meteorológica do Aeroporto Internacional Cristiano Ronaldo, no Arquipélago da Madeira, continua com tendência de subida no ranking meteorológico europeu em 31.12.2021, tendência essa que já se registava no final do trimestre anterior (30.09.2021);

- as estações meteorológicas das Flores, no Arquipélago dos Açores, e do Porto/Pedras Rubras, em Portugal Continental, que não apresentavam variação quanto à sua evolução no ranking meteorológico europeu em 30.09.2021, passaram a ter uma tendência de subida em 31.12.2021;

- as estações meteorológicas do Aeródromo da Graciosa, no Arquipélago dos Açores, e do Cabo Carvoeiro, em Portugal Continental, que registavam uma tendência de descida no ranking meteorológico europeu em 30.09.2021, passaram a registar uma tendência de subida em 31.12.2021;

- as estações meteorológicas de Sines/Montes Chaos e Faro, em Portugal Continental, que registavam uma tendência de subida no ranking meteorológico europeu em 30.09.2021, passaram a registar uma tendência de descida em 31.12.2021;

- todas as restantes estações meteorológicas portuguesas, registadas no portal WeatherOnline, registavam uma descida no ranking meteorológico europeu, considerando a acumulação de precipitação máxima diária ao longo de doze meses; este facto revela que a precipitação máxima diária, nestas estações, continuaram a ser inferiores a outras estações meteorológicas europeias (devido a vários factores, por exemplo, pelo surgimento de novas estações meteorológicas europeias que registam valores de precipitação máxima diária superiores às estações de Portugal, ou mesmo pela redução do valor de precipitação máxima diária nestas estações portuguesas).


domingo, 9 de janeiro de 2022

8430. FILOMENA (08-10 Janeiro 2021): Situação sinóptica e reflexos meteorológicos em Portugal Continental



























Cortesia de todas as imagens para o Fórum MeteoPT


8429. Ranking Meteorológico Europeu (4º Trimestre de 2020)

(Actualização da postagem número 7584)

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Relatório descritivo para as estações portuguesas


A análise dos dados das estações meteorológicas portuguesas representados nos quadros, elaborados a partir da informação recolhida no portal WeatherOnline, permite concluir que, relativamente à temperatura máxima acumulada diariamente ao longo do quarto trimestre de 2021, Alverca do Ribatejo foi a única estação portuguesa que acumulou valores superiores à média esperada para o quarto trimestre do ano; todas as restantes estações meteorológicas em Portugal Continental, no arquipélago dos Açores e no arquipélago da Madeira acumularam valores iguais ou inferiores aos valores normais esperados para os meses de Outubro, Novembro e Dezembro (Outono).

Relativamente à distribuição da precipitação (valor máximo diário acumulado ao longo do quarto trimestre de 2021), as estações meteorológicas do Aeródromo do Pico, Horta, Lajes (10), Ponta Delgada e Santa Maria, no Arquipélago dos Açores, Cabo Carvoeiro e Castelo Branco, em Portugal Continental, e o Funchal, no Arquipélago da Madeira, acumularam valores superiores aos valores normais; todas as restantes estações meteorológicas do país acumularam valores iguais ou inferiores aos valores normais esperados para os meses de Outubro, Novembro e Dezembro (Outono).

Os presentes dados referem-se ao quarto trimestre de 2021. Os dados entre parênteses correspondem ao desvio em percentagem (do valor absoluto acumulado) relativamente à média para o quarto trimestre do ano, calculado com base nos valores registados desde 2007 (acumulação de temperatura máxima diária e precipitação máxima diária) e 2010 (acumulação de temperatura mínima diária). A cor verde assinala que, no referido trimestre, a estação meteorológica registou valores superiores ao que é normal no trimestre, enquanto a cor vermelha significa que a estação meteorológica registou valores inferiores ao que é normal para o trimestre.

Os dados estatísticos assinalam uma pontuação elaborada a partir do WeatherOnline, atribuindo uma pontuação de 10 a 1 a cada estação meteorológica que se posicionou nos 1º a 10º lugar no ranking diário de temperaturas máximas e mínimas e de precipitação acumulada em 24 horas, no conjunto de todas as estações meteorológicas da Europa, consideradas no seu conjunto como padrão de comparação.


sábado, 8 de janeiro de 2022

8428. Sábado, 8 de Janeiro (07h00)

Algumas temperaturas às 07h00

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Porto Moniz (Madeira): 17,0 ºC

Olhão (EPPO): 9,9 ºC

Cabo da Roca: 9,3 ºC

Cabo Carvoeiro: 9,1 ºC

Oeiras (Vila Fria): 8,7 ºC

Faro (Aeródromo): 8,5 ºC

Soure (CIM): 8,4 ºC

Almada (P. Rainha): 8,4 ºC

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Chaves (Aeródromo): - 2,0 ºC

Bragança: - 2,4 ºC

Miranda do Douro: - 2,6 ºC

Lamas de Mouro (P. Ribeiro): - 3,1 ºC

Bragança (Aeródromo): - 3,2 ºC

Carrazeda de Ansiães: - 4,3 ºC

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Fonte: IPMA


8427. Relâmpagos triplicaram na região do Ártico nesta última década

No Árctico, historicamente os relâmpagos são raros, uma vez que não faz calor suficiente na região para gerar as condições propícias às trovoadas, durante as quais os relâmpagos ocorrem. Contudo, pesquisadores notaram recentemente que estão a ocorrer mais trovoadas nas latitudes mais setentrionais, tendo até registado vários relâmpagos perto do Pólo Norte em Agosto de 2019. As trovoadas que ocorrem no Árctico têm tendência de ocorrer no verão, pois é quando elas têm a maior probabilidade de se formar.

Um novo estudo publicado na revista Geophysical Research Letters, destaca que o número de trovoadas acima da latitude de 65ºN durante os meses de verão triplicou entre 2010 e 2020, se comparado com o número total de trovoadas em todo o planeta durante o mesmo período. Os autores recorreram aos dados fornecidos pela World Wide Lightning Location Network (WWLLN), que mapeou os relâmpagos no mundo inteiro entre 2010 e 2020.

O aumento das descargas eléctricas pode ser atribuído ao aumento de temperatura – O Árctico está a registar um aquecimento muito mais rápido do que qualquer outra região da Terra, sendo que o aumento das descargas eléctricas nesta região esteve associado com o aumento das temperaturas na última década, de acordo com as descobertas dos autores do estudo. A temperatura do Árctico aumentou 0,30ºC entre 2010 e 2020 e este aquecimento forneceu condições mais favoráveis para a ocorrência de trovoadas de verão intensas, que produzem mais raios.

O estudo, elaborado por Bob Holzworth e colegas, teve como objectivo a análise da frequência das descargas eléctricas no Árctico ao longo dos meses de verão (Junho, Julho e Agosto) entre 2010 e 2020. Os pesquisadores puderam notar que a percentagem das descargas eléctricas triplicou neste período de dez anos, passando de 0,2% para 0,6%. Em valores absolutos, o número de descargas eléctricas a norte da latitude de 65ºN foi de cerca de 18.000 em 2010 e de mais de 150.000 em 2020.

Ao longo da última década, as temperaturas no Árctico aumentaram de 0,65ºC para 0,95ºC em relação à média dos tempos pré-industriais. Holzworth e seus colegas atribuem o aumento das descargas eléctricas a este aumento das temperaturas, dado que verões mais quentes apresentam maiores chances de ocorrência de trovoadas intensas e de raios. Os resultados sugerem que os habitantes do Árctico no norte da Rússia, Canadá, Europa e Alasca precisam se preparar para o perigo de raios mais frequentes.

Em outro estudo, publicado na revista Nature, é apontado também a hipótese de que o aumento na ocorrência de raios pode induzir a um maior número de incêndios na tundra árctica, o que aceleraria a migração de árvores boreais para o norte e, como consequência, isto teria potencial para desencadear e acelerar a liberação de carbono em solos congelados, como o permafrost.

Navios de transporte marítimo no Árctico poderão ficar vulneráveis aos raios – Este estudo indica também que os navios de transporte marítimo em todo o Árctico poderiam tornar-se mais vulneráveis aos raios.

"Com longos períodos de oceano livre de gelo e um aumento dos transportes marítimos no Árctico, vai haver o mesmo problema que se tem em latitudes mais baixas: quando há muitas pessoas e elas desconhecem a ameaça dos raios e isso torna-se um problema", disse Bob Holzworth, físico atmosférico e espacial da Universidade de Washington em Seattle e autor principal do novo estudo.

A cada década, o gelo marinho do Árctico tem diminuído cerca de 13%, segundo a NASA. Uma menor quantidade de gelo significa que no futuro mais rotas oceânicas vão ficar disponíveis para a navegação através do Árctico, principalmente no verão. Países como a Rússia, Canadá, China e Estados Unidos começaram agora a preparar-se para a utilização do oceano Árctico como uma rota marítima viável.

Alfredo Graça (MeteoRed Portugal)

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Fonte: Tempo com


sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

8426. PORTUGAL CONTINENTAL: Dezembro 2021 - Muito quente e seco

O mês de Dezembro de 2021 foi o 4º Dezembro mais quente desde 1931. O valor médio da temperatura média do ar, 11,69 °C, foi muito superior ao valor normal 1971-2000, + 1,73 °C. O valor médio de temperatura máxima do ar, 15,72 °C (+ 1,84 °C) foi o 2º mais alto desde 1931 (mais alto em 2015, 16,21 °C). O valor médio de temperatura mínima do ar, 7,66 °C também foi superior à normal (+ 1.62 °C), sendo o 9º mais alto desde 1931.

O mês foi caracterizado por valores diários de temperatura máxima e mínima do ar quase sempre superiores ao valor médio mensal, em particular a temperatura máxima. De destacar o dia 31 com valores muito altos da temperatura máxima, tendo sido ultrapassado ou igualado os respectivos anteriores máximos de Dezembro em cerca de 10 % das estações do Continente. De realçar o valor de Zambujeira, 26.4 °C que é um novo máximo para esta estação e constitui um novo extremo para o mês de Dezembro em Portugal continental desde 1941.

O valor médio da quantidade de precipitação em Dezembro, 93.4 mm, foi inferior ao valor normal 1971-2000, correspondendo a 65 %. Durante o mês de realçar o dia 20, com precipitação por vezes forte e acompanhada de trovoada nas regiões do Barlavento Algarvio, Baixo Alentejo e a região de Setúbal e Vale do Sado; e o período entre 23 e 26 com ocorrência de precipitação moderada e persistente nas regiões do Norte e Centro.

No final do mês de Dezembro 94 % do território estava em situação de seca meteorológica. Verificou-se uma ligeira diminuição da percentagem do território na classe de seca severa e um aumento na classe de seca moderada.

Boletim Climatológico de Dezembrode 2021

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Fonte: IPMA


quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

8425. IPMA: Passagem de ano 2020-21 quente


Lembra-se de uma passagem do ano tão quente como a de 2021/2022 ? Na realidade, foram alcançados novos extremos da temperatura máxima.

Nos dias 31 de Dezembro de 2021 e 1 de Janeiro de 2022, em cerca de 15% das estações meteorológicas do Continente, foram ultrapassados ou igualados os anteriores máximos da temperatura máxima do ar (respectivamente de Dezembro e Janeiro). As séries históricas não têm todas a mesma duração, pelo que as temperaturas máximas registadas nos dias de fim de ano e de ano novo correspondem a novos valores extremos em períodos de 20 a 80 anos.

Alguns exemplos do dia 31 de Dezembro:

Neves Corvo - com uma máxima de 24,9 °C foi ultrapassado o anterior máximo de 24,7 °C numa série de 40 anos (dados desde 1983);

Zambujeira - com uma máxima de 26,4 °C foi ultrapassado o anterior máximo de 24,9 °C numa série de 52 anos (dados desde 1970);

Alguns exemplos do dia 1 de Janeiro:

Monção - com uma máxima de 23,8 °C igualou o anterior máximo numa série de 54 anos (dados desde 1968);

Neves Corvo - com uma máxima de 23,9 °C foi ultrapassado o anterior máximo de 22,0 °C numa série de 40 anos (dados desde 1983);

Desde 1931 (últimos 90 anos) o mês de Dezembro de 2021 foi na realidade o 4º mais quente (média da temperatura mínima e máxima). Considerando apenas a temperatura máxima, Dezembro de 2021 apresentou o 2º valor médio mais elevado desde 1931, tendo apenas sido ultrapassado por Dezembro de 2015.

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Fonte: IPMA