Mais de 750
bombeiros combatiam às 08h00 quatro incêndios nos distritos de Bragança, Vila
Real, Viana do Castelo e Porto, sendo o fogo de Torre de Moncorvo o que mais
meios mobilizava, segundo a Protecção Civil. Nos quatro incêndios não há
populações em risco, nem vítimas a registar. Segundo Alberto Fernandes, da
Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), os quatro fogos
estão localizados em zonas de difícil acesso terrestre, pelo
que vão ser reforçados, assim que for possível, com meios aéreos.
“Neste momento
temos quatro incêndios que merecem mais alguma atenção. O de Torre de Moncorvo,
que teve uma reactivação às 19h14 de domingo, é o que neste momento envolve
mais meios: 334 operacionais”, disse ainda. De acordo com informação disponível
no site da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), o
incêndio que começou às 18h58 de sábado na freguesia de Cabeça Boa, no concelho
de Torre de Moncorvo, Bragança, mobilizava 334 operacionais com o apoio
de 110 veículos, e alastrou ao concelho vizinho de Carrazeda de
Ansiães.
Às 09h27 desta segunda-feira, o fogo que deflagrou às 4h04 de domingo em
Ardãos, no concelho de Boticas, no distrito de Vila Real, entrou em fase de
resolução, de acordo com o comandante das operações de socorro. A informação
foi avançada à agência Lusa por Joaquim Moreira, comandante dos bombeiros da
Póvoa de Varzim que está a comandar o combate ao fogo em Boticas, no norte do
distrito de Vila Real.
O responsável
apontou para uma “progressão favorável” neste incêndio que
lavrou em área de mato e povoamento misto. Joaquim Moreira realçou que o relevo
acentuado foi a maior dificuldade encontrada pelos operacionais no terreno.
“Temos zonas com
bastante relevo, com escarpas acentuadas, o que cria dificuldade no avanço dos
operacionais”, salientou. O presidente da Câmara de Boticas, Guilherme Pires,
disse que o município esteve a acompanhar a evolução do incêndio em Ardãos
desde a primeira hora.
“Foi um incêndio
que exigiu muita atenção. A nossa preocupação estava nas pessoas e nas
habitações, e na nossa aldeia de Ardãos. Da nossa parte garantimos todos os
meios que nos foram pedidos para combater e actuar neste incêndio”, referiu. Segundo
o autarca, durante o combate um bombeiro sofreu uma entorse, foi assistido e já
teve alta.
O fogo acabou
por se expandir para o concelho vizinho de Montalegre, tendo
queimado pinhal e mato. No início do fogo, segundo apontou, “não havia muitos
meios”, até porque havia outras ocorrências na região, e esta manhã o incêndio
“está em fase descendente” e “não deve oferecer mais preocupações”.
O alerta foi
dado às 04h04 de domingo e, pela hora e no local de difíceis acessos em que
aconteceu, o autarca suspeita que na origem deste fogo “está mão
criminosa“, apontando para “vários hectares de área ardida”. Guilherme
Pires fez questão de deixar uma palavra de agradecimento aos bombeiros de
Boticas, bem como a todos os outros bombeiros e forças de segurança, sapadores,
Protecção Civil e equipas do Instituto de Conservação da Natureza e das
Florestas (ICNF) que estiveram envolvidos nas operações.
Segundo o
Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os distritos de Viana do
Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Aveiro, Viseu, Guarda e Coimbra
estão hoje e terça-feira sob aviso laranja devido à previsão de tempo quente.
Também o
incêndio que deflagrou às 14h26 de domingo na Senhora da Rocha, Ponte de Lima,
no distrito de Viana do Castelo, estava por dominar, mobilizando agora 171
operacionais, com o auxílio de 49 viaturas e cinco meios aéreos. Em declarações
à Lusa, o comandante dos Bombeiros Sapadores de Viana do Castelo, Ricardo
Fernandes, indicou que os trabalhos “decorrem agora de forma favorável”,
apesar das “condições meteorológicas exigentes” e dos “acessos limitados e com
algum declive”.
O responsável
informou que não existem casas em perigo e que as chamas atingem “só
perímetro florestal”. Em Ponte de Lima, as zonas afectadas são, de
acordo com o comandante, Vitorino de Piães, Donas e Facha.
No local, para
além de bombeiros, estão meios da Força Aérea, do Instituto de Conservação da
Natureza e Florestas (ICNF) e do Instituto Nacional de Emergência Médica
(INEM), acrescentou Ricardo Fernandes.
Segundo a ANEPC,
às 08h00 estava ainda activo o fogo que começou às 14h08 de domingo em Vila Boa
de Quires e Maureles, no concelho de Marco de Canaveses, no distrito do Porto,
estando a ser combatido por 58 operacionais, com o apoio de 18 veículos. Quanto
ao fogo que lavrava desde cerca das 15h15 de domingo no concelho de Oliveira de
Azeméis, no distrito de Aveiro, e que chegou a mobilizar 124 operacionais e 39
veículos, entrou em resolução durante a madrugada.
* * * * * * * *
* * * *
Fonte:
Observador