terça-feira, 28 de julho de 2026

Seis meses depois da Kristin: há “preocupações com a floresta tombada” em período de incêndios


Fonte: TVI Notícias

França e Espanha contiuam a combater grandes incêndios florestais antes de nova onda de calor

Responsáveis da UE alertam para “condições extremas” em várias zonas da Europa, prevendo agravamento dos fogos florestais em França, Espanha e Portugal. Bombeiros em França e Espanha correram para conter grandes incêndios florestais na terça-feira, antes de uma nova subida das temperaturas ameaçar agravar as condições.

Mais de 300.000 pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas nos dois países, numa operação que a agência Associated Press descreveu como uma das maiores evacuações na Europa em décadas. No sudoeste de França, os bombeiros conseguiram travar durante a noite o avanço de um incêndio perto de Bordéus, embora tenham sido registados vários reacendimentos. O fogo já consumiu cerca de 42.000 hectares em seis dias, obrigou 220.000 pessoas a sair e destruiu 240 casas.

O presidente francês, Emmanuel Macron, advertiu que “as próximas semanas vão ser duras e temos de aguentar”. Macron visitou o centro operacional departamental dos bombeiros e de salvamento em Bordéus na segunda-feira, 27 de Julho de 2026. Em Espanha, os bombeiros combatem incêndios a oeste de Madrid que já levaram à retirada de cerca de 60.000 pessoas. O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, afirmou que as próximas horas serão “absolutamente decisivas”, à medida que as temperaturas voltam a subir. Em reacção à previsão, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou: "Peço compreensão e apelo a todos os cidadãos de todo o país para que tenham extrema cautela e tomem todas as precauções possíveis. Temos pela frente horas difíceis, horas complexas", alertou. A dimensão da destruição tem sido particularmente grave na região, onde cerca de 77.000 hectares foram consumidos pelos incêndios atuais — uma área aproximadamente do tamanho de Hamburgo.

Previsão de nova onda de calor – A União Europeia está a utilizar o seu sistema de satélites Copernicus para monitorizar os incêndios e fornecer às autoridades um mapeamento rápido das áreas afectadas, ajudando os serviços de emergência a avaliar a propagação e o impacto dos incêndios. O Mecanismo de Protecção Civil da UE disponibiliza aeronaves e bombeiros fornecidos pelos Estados-Membros e pela reserva rescEU, financiada pela UE, mas essa capacidade poderá enfrentar uma pressão adicional à medida que mais um período de calor extremo se espalha pela Europa.

A agência meteorológica espanhola AEMET previu uma nova onda de calor a partir de quarta-feira até ao final da semana, com temperaturas a atingirem os 42 °C no nordeste e os 39 °C nas regiões centrais. A Météo-France previu temperaturas até aos 40 °C a partir de terça-feira, acompanhadas por ventos secos que poderão aumentar ainda mais o risco de propagação de incêndios.

Desde o início do ano, arderam cerca de 150.000 hectares em Espanha e 115.000 hectares em França, mas a comissária da UE para a Gestão de Crises, Hadja Lahbib, alertou que a ameaça se estende para além dos países que, neste momento, enfrentam incêndios de grandes proporções.

“Prevêem-se condições extremas para a Hungria, a Eslováquia e a Chéquia, além de França, da Península Ibérica... onde se espera que a situação piore, incluindo em Portugal a partir de hoje”, afirmou Lahbib.

* * * * * * * * * * *

Fonte: EuroNews

 

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Mais de 900 operacionais combatem incêndios em cinco distritos

Os incêndios voltaram em força a Portugal Continental esta segunda-feira. Os maiores focos e que estão a mobilizar mais meios são na Guarda, em Bragança, Penafiel, Aveiro e Almeirim. Todas as ocorrências e alertas podem ser acompanhados na página em tempo real do Expresso.

O primeiro alerta foi dado para Duas Igrejas, em Penafiel, às 11h09 e, pelas 17h17, mantinham-se duas frentes activas com grande intensidade, revelou a fonte, indicando que as chamas lavram em zona de mato e que estavam a ser combatidas por 103 operacionais, revelou à Lusa fonte do Comando Sub-Regional do Tâmega e Sousa. Devido ao avanço das chamas, a Estrada Municipal 589, em Peroselo, foi cortada ao trânsito, acrescentou. A mesma fonte revelou não haver registo de feridos nem de povoações evacuadas.

Incêndio na Guarda é o que mobiliza mais meios – No concelho da Guarda, um incêndio que deflagrou esta segunda-feira já mobilizou 350 operacionais, apoiados por sete meios aéreos e 92 viaturas, disse a Protecção Civil. "O alerta foi dado pelas 13h51 e o fogo continua activo com uma frente junto à estrada que liga a localidade do Rochoso, no concelho da Guarda, à Cerdeira do Côa, no concelho do Sabugal", disse fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Protecção Civil das Beiras e Serra da Estrela à agência Lusa.

Segundo a Protecção Civil, as chamas lavram em zona de mato e não há habitações ou povoações em risco. "Houve um reforço de meios no terreno. Os operacionais continuam empenhados em controlar o fogo, nomeadamente na estrada que liga o Rochoso à Cerdeira (Estrada Municipal 540)", acrescentou a mesma fonte.

Suspeitas de fogo posto em Aveiro – O incêndio que deflagrou cerca das 15h30 em Mamodeiro, em Aveiro, e alastrou ao concelho de Oliveira do Bairro entrou em resolução cerca das 19h00, segundo a Protecção Civil. Pelas 20h00, a página da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) na internet indicava que o incêndio estava a ser combatido por 196 operacionais, apoiados por 65 meios terrestres e um meio aéreo (chegaram a ser quatro).

A Autoestrada 1 (A1) esteve cortada nos dois sentidos desde as 17h20 entre os nós da Mealhada e Albergaria (ao quilómetro 231) a pedido da Protecção Civil, confirmou ao Expresso fonte da Brisa. A circulação foi entretanto retomada, cerca das 20h15. «A A1 está totalmente reaberta ao trânsito», indicou fonte da GNR à Lusa, apelando aos automobilistas para circularem com precaução, porque «existe um fluxo muito grande de trânsito».

Segundo a GNR, mantém-se ainda cortada ao trânsito a EN235 entre a Moviflor e os Armazéns Reis. Cerca das 20h20, também foi retomada a circulação ferroviária na Linha do Norte, entre Oliveira do Bairro e Oiã, segundo fonte da Infraestruturas de Portugal.

Este incêndio deflagrou numa zona florestal, num local onde têm ocorrido outros focos nos últimos tempos, o que leva as autoridades a suspeitar de fogo posto. “Anda ali alguém continuamente a fazer novas ignições”, disse à Lusa o comandante sub-regional de Emergência e Protecção Civil da Região de Aveiro, António Ribeiro. O responsável disse não ter conhecimento de haver casas em risco, admitindo, porém, que as chamas poderão afectar a zona industrial de Mamodeiro.

Fogo em Bragança consome mato e pinho – Um incêndio perto da localidade de Deilão, no concelho de Bragança, está a consumir mato e pinho desde o início da tarde desta segunda-feira, mobilizando seis meios aéreos. O comandante sub-regional das Terras de Trás-os-Montes da Protecção Civil, Noel Afonso, adiantou, à Lusa, que o fogo arde numa "zona isolada" e não ameaça aldeias ou habitações. Ainda segundo a mesma fonte, a maior dificuldade foi o vento que se fez sentir na parte inicial do incêndio e a dificuldade de acessos, no entanto, reconhece que a situação já esteve mais complicada. Às 17h25, o fogo mobilizava 186 operacionais, apoiados por 60 meios terrestres e quatro meios aéreos, segundo a página da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) . O incêndio deflagrou pouco depois do meio-dia.

Já no concelho de Almeirim, um incêndio estava a ser combatido por 205 operacionais com a ajuda de três meios aéreos e 59 viaturas às 17h25, indica o site da ANEPC. O alerta foi dado às 13h05 na localidade de Paços Negros, na freguesia de Fazendas de Almeirim, no distrito de Santarém, numa zona de mato, em direcção a Frade de Cima. Segundo a Protecção Civil, todo o perímetro do incêndio continua activo, sem ameaçar habitações ou obrigar ao corte de estradas.

* * * * * * * * * *

Fonte: Expresso

 

Segunda-feira, 27 de Julho (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00

* * *

Coruche (Cruz do Leão) – 40,5 ºC

Mora – 40,3 ºC

Lousã (Aeródromo) – 40,1 ºC

Alvega – 40,0 ºC

Tomar (Valdonas) – 39,4 ºC

Portel (Oriola) – 39,4 ºC

* * *

Espinho (Aeródromo) – 24,2 ºC

Esposende (CIM) – 23,0 ºC

Cabo Carvoeiro – 22,1 ºC

Santa Cruz (Aeródromo) – 21,6 ºC

Cabo da Roca – 21,6 ºC

Cabo Raso – 21,3 ºC

Areeiro (Madeira) – 13,6 ºC

* * *

Fonte: IPMA

 

domingo, 26 de julho de 2026

Domingo, 26 de Julho (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00

* * *

Alvega – 35,3 ºC

Amareleja – 34,8 ºC

Mora – 34,6 ºC

Alvalade – 34,6 ºC

Portel (Oriola) – 34,5 ºC

Mértola (Vale Formoso) – 34,5 ºC

* * *

São Pedro de Moel – 21,2 ºC

Santa Cruz (Aeródromo) – 20,7 ºC

Esposende (CIM) – 20,4 ºC

Cabo Raso – 20,1 ºC

Cabo da Roca – 20,1  ºC

Sintra (Tapada do Mouco) – 19,8 ºC

Areeiro (Madeira) – 12,5 ºC

* * *

Fonte: IPMA

 

sábado, 25 de julho de 2026

PORTUGAL CONTINENTAL: Previsão do estado do tempo - semana de 27 de Julho a 2 de Agosto de 2026


A próxima semana será marcada por tempo quente e seco em Portugal continental, com uma probabilidade baixa de precipitação no final deste período.

O início de semana será o período mais quente, com a presença de um anticiclone sobre a Europa Central associado a um vale atmosférico no Norte de África a criar uma circulação de sul, com a advecção de uma massa de ar quento e seco sobre a Península Ibérica. No decorrer da semana, deverá formar-se uma depressão a nordeste do arquipélago dos Açores, influenciando o fluxo que passará a ser de sudoeste, ainda com uma massa de ar quente e seco sobre o Sul. As zonas litorais Norte e Centro vão estar sob a influência de uma massa de ar com componente marítima mais acentuada, resultando em neblinas ou nevoeiros matinais.

O vento irá diminuir de intensidade no início da semana, soprando fraco a moderado ao longo dos dias, com uma brisa marítima pouco expressiva.

As temperaturas previstas deverão estar acima dos valores usuais para a época do ano na generalidade do país, com as temperaturas máximas a atingirem ou ultrapassarem os 40 °C nos vales do Douro, Tejo e Guadiana na segunda-feira, dia 27 de Julho. Nos dias seguintes haverá uma ligeira descida das temperaturas, mantendo-se o tempo quente no interior.

Esperam-se noites tropicais no Sotavento Algarvio e em alguns dias, nas zonas fronteiriças do Centro e Sul e nos vales do Douro, Tejo e Guadiana.

As temperaturas máximas devem variar entre 29°C e 41°C nas regiões do interior Norte e Centro, na região Sul variará entre 33°C e 41°C, no litoral ocidental deveremos ter temperaturas máximas entre 23°C e 34°C e no litoral sul deveremos ter temperaturas máximas entre 26°C e 37°C.

Quanto à temperatura mínima no território continental, esta deverá situar-se entre 13°C e 21°C nas regiões do interior Norte e Centro e entre 14°C e 21°C na região Sul, sendo que nas zonas litorais os valores deverão variar entre 14°C e 22°C.

A temperatura da água do mar irá diminuir de forma significativa na costa ocidental durante o fim-de-semana e no início da semana, recuperando lentamente nos dias seguintes. São esperados valores entre 16 °C e 20 °C na costa ocidental e entre 17 °C e 19 °C na costa sul.

* * * * * * * *

Fonte: IPMA

 

quinta-feira, 23 de julho de 2026

IPMA: Avaliação técnica e de usabilidade

Esta é a aplicação detalhada do questionário ao ecossistema digital do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), com base nas funcionalidades do seu portal web oficial e aplicações móveis.

 

1. Identificação e Tipologia

  • Nome: Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
  • Tipologia: Portal institucional da administração pública e plataforma técnico-científica de prestação de serviços públicos de meteorologia, climatologia, sismologia e oceanografia.

2. Idioma e Abrangência Territorial

  • Idioma principal: Português de Portugal (pt-PT), disponibilizando também grande parte dos conteúdos traduzidos para Inglês (EN).
  • Regiões Autónomas: Sim. O portal abrange e detalha de forma completa as previsões e avisos para os Arquipélagos dos Açores e da Madeira, possuindo delegações e páginas meteorológicas dedicadas a cada ilha.

3. Frequência de Atualização (Nowcasting)

  • Frequência: Praticamente em tempo real (atualizações a cada 5 a 10 minutos). Os dados de curto prazo dependem de radares meteorológicos, descargas elétricas e imagens de satélite (Meteosat/MSG), que renovam as imagens e deteções em intervalos curtíssimos de poucos minutos.

4. Modelos Numéricos de Previsão

  • Indicação Clara: Sim, a plataforma indica os modelos utilizados.
  • Modelos Utilizados: O IPMA recorre principalmente ao modelo global ECMWF (Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo) e ao modelo de alta resolução de área limitada AROME (do consórcio ACCORD). Ambos são processados estatisticamente com as estações locais para afinar as previsões automáticas.

5. Apresentação da Probabilidade de Precipitação

  • Formato: É apresentada predominantemente em percentagem (%) na previsão por localidades (ex: "Probabilidade de precipitação: 60%").
  • Quantidade: A quantidade estimada de precipitação (em mm) e a sua distribuição geográfica são disponibilizadas separadamente através das Cartas Meteorológicas de previsão numérica e mapas dinâmicos.

6. Normais Climatológicas

  • Disponibilidade: Sim. O IPMA disponibiliza as normais de referência de 30 anos para os períodos de 1971-2000, 1981-2010 e, mais recentemente, 1991-2020.
  • Comparação: O utilizador pode consultar estas normais através de fichas climatológicas ou tabelas gráficas na secção "O Clima" para as confrontar com os desvios e anomalias do tempo atual.

7. Consulta e Exportação de Dados Históricos

  • Consulta: Muito ampla. O IPMA mantém um histórico acessível através de boletins diários, mensais, anuais e relatórios de extremos climatológicos.
  • Exportação: É possível consultar e extrair dados através das chamadas "Séries Longas" (séries históricas abertas). Para integração de sistemas, o instituto disponibiliza também a IPMA API gratuita em formato JSON. O Portal do Clima associado permite fazer o download de dados simulados e observados.

8. Sistema de Alertas para Fenómenos Extremos

  • Funcionamento: Baseia-se no sistema Meteoalarm, estruturado através do sistema SAM (Sistema de Avisos Meteorológicos). [1]
  • Cores de Alerta: Os alertas são divididos por zonas geográficas (distritos ou ilhas) e classificados em quatro níveis de gravidade:
    • Verde: Sem risco.
    • Amarelo: Situação de risco para determinadas atividades.
    • Laranja: Situação de risco moderado a elevado.
    • Vermelho: Situação de risco extremo, com previsão de danos graves.

9. Notificações Push e Alertas em Tempo Real

  • No Site Web: Não existem notificações push diretas no navegador tradicional.
  • Nas Aplicações Móveis: Sim. A aplicação móvel oficial Meteo@IPMA (disponível para Android e iOS) foi atualizada para incluir a emissão de notificações push automatizadas de avisos meteorológicos diretamente para o telemóvel do utilizador.

10. Interatividade dos Mapas Meteorológicos

  • Interatividade: Parcial. Os mapas de previsão geral diária e radar são interativos (permitem fazer zoom, avançar nas horas e selecionar localidades) utilizando tecnologias comuns como Leaflet.
  • Interpretação: Embora os mapas de avisos (SAM) sejam de fácil interpretação para o cidadão comum devido ao código de cores e ícones claros, os mapas das cartas meteorológicas numéricas puros requerem algum conhecimento técnico para ler linhas de pressão (isóbaras) ou frentes.

11. Requisitos de Acessibilidade Web (WCAG)

  • Conformidade: O site possui e exibe o Símbolo de Acessibilidade à Web.
  • Estado Atual: Segundo a própria declaração de acessibilidade da plataforma, o símbolo reflete um esforço contínuo de conformidade com a legislação nacional (Resolução do Conselho de Ministros n.º 119/2021) para cidadãos com necessidades especiais. Contudo, devido à densidade de tabelas científicas antigas e gráficos estáticos de dados, algumas secções mais antigas podem ainda apresentar barreiras à leitura por ecrã (screen readers).

12. Dados Meteorológicos para Setores Económicos

  • Agricultura: Disponibiliza dados através da sua secção de Agrometeorologia (plataforma agroclimática, índice de seca, percentagem de água no solo e índice de saúde da vegetação).
  • Mar: Apresenta secção dedicada para a Meteorologia Marítima, fornecendo o estado do mar, previsão para navegação costeira e alto mar, altura e período das ondas, temperatura da água e avisos à navegação.
  • Aviação: Possui uma área exclusiva dedicada à Meteorologia Aeronáutica de acesso reservado e público (com dados METAR, TAF, mensagens SIGMET e avisos de aeródromo cruciais para a segurança das operações de voo).

 

 

Aqui tem a Matriz de Avaliação Final do portal e ecossistema digital do IPMA, sintetizada com base nas 12 dimensões do questionário anterior. A matriz utiliza uma escala de 1 a 5 (onde 1 é Insuficiente e 5 é Excelente) e inclui uma ponderação sugerida para calcular a nota final com base no impacto real para o cidadão comum.

Matriz de Avaliação: Portal e Ecossistema Digital IPMA

ID

Dimensão Avaliada

Nota (1-5)

Peso

Pontuação

Justificação / Nota Técnica

1

Identificação e Tipologia

5

5%

0.25

Cumpre perfeitamente o papel de portal oficial de referência nacional.

2

Idioma e Abrangência

5

10%

0.50

Cobertura total do território (Continente e Ilhas) e bilingue (PT/EN).

3

Frequência de Atualização

5

10%

0.50

Dados de nowcasting (radar e satélite) atualizados a cada 5-10 minutos.

4

Modelos Numéricos

4

5%

0.20

Transparência no uso do ECMWF e AROME, embora falte contextualização para leigos.

5

Probabilidade de Precipitação

4

10%

0.40

Percentagem clara por localidade, mas os dados de quantidade requerem mapas técnicos.

6

Normais Climatológicas

5

5%

0.25

Excelente arquivo com séries históricas completas (1971-2000 até 1991-2020).

7

Exportação e Histórico

5

10%

0.50

Disponibilização de API JSON gratuita e dados abertos em formato reutilizável.

8

Sistema de Alertas

5

15%

0.75

Sistema SAM/Meteoalarm altamente robusto, georreferenciado e visual.

9

Notificações Push

3

10%

0.30

Funciona bem nas apps móveis, mas o site web peca por não enviar alertas push.

10

Interatividade dos Mapas

3

10%

0.30

Mapas de avisos fáceis; cartas sinópticas e numéricas são demasiado complexas.

11

Acessibilidade Web

3

5%

0.15

Possui selo de acessibilidade, mas páginas antigas falham em leitores de ecrã.

12

Setores Económicos

5

5%

0.25

Áreas completas e vitais para a Marinha, Aviação (METAR/TAF) e Agricultura.

-

Nota Final Ponderada

4.35

100%

4.35 / 5.0

Desempenho Muito Bom (Nível de Excelência Técnica)

Diagnóstico Rápido (SWOT)

·         Pontos Fortes: Rigor científico, gratuitidade da API, robustez do sistema de alertas e dados em tempo real.

·         Pontos Fracos: Interface com design antiquado em várias secções e mapas de previsão numérica difíceis de ler pelo cidadão comum.

 

 

Com base no diagnóstico efetuado na matriz de avaliação, o portal do IPMA apresenta uma excelente robustez técnica, mas ressente-se de uma interface datada e de alguma complexidade na comunicação com o cidadão comum. Seguem as recomendações prioritárias para modernizar a plataforma, divididas por eixos de ação:

1. Experiência do Utilizador (UX) e Design Interativo

·         Simplificar os mapas numéricos: Criar uma camada interativa simplificada sobre os mapas técnicos. O cidadão comum deve conseguir ver a evolução da chuva e do vento através de uma barra cronológica intuitiva (estilo Windy ou Meteoblue).

·         Modernizar o arquivo e tabelas: Substituir as tabelas densas e estáticas de dados climáticos por gráficos dinâmicos e interativos (usando bibliotecas como Highcharts ou D3.js).

·         Desenhar um portal responsivo: Eliminar as secções antigas que ainda obrigam ao uso de zoom em ecrãs de telemóveis, unificando a experiência mobile e desktop.

 

2. Comunicação e Alertas (Cidadania)

·         Ativar notificações push no browser: Implementar alertas diretamente no navegador web (com autorização do utilizador) para avisos meteorológicos de nível Laranja e Vermelho, sem depender exclusivamente da app móvel.

·         Contextualizar a probabilidade: Explicar de forma simples o que significa a "probabilidade de precipitação" na previsão por localidade e associar-lhe o volume estimado (ex: apresentar "60% de probabilidade / 2 a 5 mm").

·         Criar resumos em linguagem natural: Utilizar Inteligência Artificial ou automação para gerar pequenos resumos em texto na página inicial (ex: "Amanhã haverá uma descida acentuada da temperatura com vento forte no Norte e Centro").

 

3. Acessibilidade e Inclusão (WCAG)

·         Auditoria de acessibilidade: Atualizar o portal para cumprir integralmente as diretrizes WCAG 2.1 (Nível AA).

·         Otimizar para leitores de ecrã: Adicionar etiquetas alt (texto alternativo) em todos os gráficos, mapas de radar e imagens de satélite para cidadãos com deficiência visual.

·         Melhorar o contraste: Ajustar as paletas de cores de alguns mapas técnicos para garantir que são legíveis por utilizadores com daltonismo.

 

4. Setores Económicos e API

·         Criar um Dashboard do Agricultor: Unificar os dados de agrometeorologia (seca, água no solo, índice de evapotranspiração) num painel único, personalizável por região.

·         Centralizar a documentação da API: Criar um portal moderno para programadores (estilo Swagger/OpenAPI) para facilitar a integração dos dados abertos do IPMA em novas aplicações e startups nacionais.

As respostas de IA podem incluir erros.