Algumas temperaturas às 16h0
* * *
Alvega – 36,1 ºC
Lousã (Aeródromo) – 35,1 ºC
Coruche – 35,1 ºC
Coruche (Cruz do Leão) – 35,0 C
Tomar (Valdonas) – 34,9 ºC
Pegões – 34,7 ºC
* * *
Penhas Douradas – 22,1 ºC
São Pedro de Moel – 21,9 ºC
Cabo da Roca – 21,3 ºC
Cabo Raso – 20,7 ºC
Esposende (CIM) – 20,3 ºC
Santa Cruz (Aeródromo) – 20,3 ºC
Areeiro (Madeira) – 13,6 ºC
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Fonte: IPMA
sábado, 19 de setembro de 2026
Sábado, 19 de Setembro (16h00)
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
IPMA: Subida de temperatura a partir do fim-de-semana em Portugal Continental
A temperatura máxima deverá atingir valores acima de 30 °C na generalidade do território do continente, aproximando-se de 38 °C em alguns locais, nomeadamente na região Centro, até perto do litoral, no interior do Alentejo e no vale do Tejo. A temperatura mínima também registará uma pequena subida, não descendo de 20 °C em alguns locais do Alto Alentejo, Beira Baixa, vale do Tejo e costa sul do Algarve.
Este episódio de tempo quente será caracterizado essencialmente pela duração do mesmo, com elevada probabilidade de vir a configurar uma onda de calor em grande parte do território, excepto no Algarve. Apesar dos valores previstos da temperatura máxima serem menos elevados que os registados em alguns episódios neste verão, serão substancialmente superiores aos valores médios para a 2ª quinzena de Setembro.
Nota: Considera-se uma onda de calor quando, num período de 6 dias consecutivos, a temperatura máxima do ar é superior em 5 °C ao valor médio das temperaturas máximas diárias, para um determinado período de referência.
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Fonte: IPMA
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
NASA: Verão escaldante na Europa
A Europa Ocidental teve o primeiro vislumbre de um verão atípico em maio de 2026, quando uma onda de calor produziu temperaturas excepcionais que bateram recordes em vários países. Por mais notável que tenha sido, esta onda de calor inicial revelou-se apenas o primeiro sinal.
Em meados de Agosto, os europeus enfrentavam a quinta onda de calor da temporada, com a mais recente a elevar as temperaturas bem acima dos 40 graus Celsius (104 graus Fahrenheit) numa vasta área. Durante estes períodos de clima extremo, as altas temperaturas eram frequentemente implacáveis, persistindo durante vários dias e, por vezes, semanas a fio, e permanecendo durante a noite.
Para uma região habituada a verões relativamente amenos, o calor transformou o quotidiano. Hospitalizações e mortes relacionadas com o calor dispararam. As auto-estradas e os carris de comboio cederam, obrigando ao encerramento de estradas e à interrupção de serviços. Grandes e destrutivos incêndios florestais devastaram áreas onde antes eram raros. O calor também agravou a seca severa que assola a região há meses, contribuindo para níveis recorde de baixa nos rios e interrompendo o abastecimento de água e energia, as rotas de transporte e a agricultura.
O calor bateu recordes a um ritmo frenético, muitas vezes por larga margem. De acordo com o Met Office do Reino Unido, as temperaturas atingiram os 35,1°C em Londres no dia 26 de maio, superando o recorde anterior para maio em 2,3°C. Em Junho, Bordéus, em França, bateu o seu recorde de temperatura máxima durante três dias consecutivos, atingindo os 42,5°C a 24 de Junho, informou a Météo-France. A Eslováquia, por sua vez, estabeleceu novos recordes nacionais para as temperaturas máximas diurnas e nocturnas em Agosto. As temperaturas combinadas de Junho e Julho na Europa Ocidental foram as mais elevadas de sempre, de acordo com o serviço europeu de monitorização climática Copernicus.
Na Europa, as temperaturas extremas colidiram com diversas vulnerabilidades, incluindo o acesso limitado a ar condicionado, as altas temperaturas nocturnas e a falta de espaços verdes em algumas cidades. Estas circunstâncias desencadearam não só desconforto, mas também exaustão e insolação em alguns casos. Os relatórios preliminares sugerem que o calor pode ter estado associado a 10.000 mortes adicionais, incluindo milhares de pessoas no Reino Unido, França, Alemanha e Bélgica.
"O ar condicionado é uma questão especialmente crítica na Europa a curto prazo", disse Anamika Shreevastava, investigadora da Universidade de Nova Iorque que estudou ilhas de calor urbanas como pós-doutorada no Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA. Um dos seus objectivos era produzir mapas térmicos com base em dados da NASA de missões como a ECOSTRESS, que os urbanistas pudessem utilizar para tornar as cidades mais resilientes às ondas de calor.
Dados da Agência Internacional de Energia mostram que 23% das casas na Europa têm ar condicionado, em comparação com 90% das casas nos Estados Unidos. Esta diferença contribui para as taxas de mortalidade muito mais elevadas que os investigadores documentaram nas cidades europeias durante as ondas de calor, em comparação com cidades americanas semelhantes. "A longo prazo, as cidades também podem plantar árvores, expandir parques, utilizar tinta reflectora nos telhados e fazer a transição para materiais de construção com menor probabilidade de reter calor", disse Shreevastava.
Uma análise da Organização Mundial de Saúde indica que o stress térmico é a principal causa de mortes relacionadas com o clima no mundo, agravando doenças pré-existentes, como as doenças cardiovasculares, diabetes, perturbações mentais e asma. Os investigadores calcularam que ocorrem anualmente aproximadamente 489.000 mortes relacionadas com o calor, sendo 45% delas na Ásia e 36% na Europa.
"Para os idosos com problemas de saúde física, temperaturas tão baixas como 26,7°C (80°F) podem representar um perigo significativo", disse Deborah Carr, socióloga da Universidade de Boston especializada no estudo do envelhecimento. "O calor nocturno é especialmente prejudicial para os idosos cujas casas não têm ar condicionado."
Carr faz parte de uma equipa de investigação que utilizou dados demográficos, juntamente com dados de temperatura e clima arquivados pela NASA, para identificar quais as partes do mundo que correm maior risco de exposição ao calor, tanto actual como futura. O sul da Europa estava entre as áreas que enfrentam uma crescente exposição ao calor e uma população envelhecida, constataram os investigadores.
Outra investigação, publicada na Lancet Planetary Health em Agosto de 2026, reforça a importância da demografia na avaliação dos riscos representados pelo calor. Este estudo, liderado pela investigadora de Stanford, Qinqin Kong, mapeou onde o aumento do calor provavelmente levará a condições intoleráveis nas próximas décadas para jovens, adultos de meia-idade e idosos, concluindo que os limites de segurança serão ultrapassados frequentemente e em grande escala, com os riscos a recaírem desproporcionalmente sobre os idosos.
"O corpo humano só consegue tolerar uma gama limitada de calor ambiente", disse Kong, vencedor de um prémio da NASA em Ciência e Tecnologia da Terra e do Espaço. "Compreender onde, quando e em que medida esses limites são ultrapassados é fundamental."
Com a previsão de níveis intoleráveis de calor a afectar mais pessoas em regiões maiores e por períodos mais longos do que se pensava anteriormente, Kong e os seus colegas esperam que as suas descobertas contribuam para planos de acção direccionados para o calor, preparação para emergências e planeamento do sistema de saúde.
Texto de Adam Voiland
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Fonte: NASA (Earth Observatory)
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Segunda-feira, 14 de Setembro (16h00)
Algumas temperaturas às 16h00
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Alvega – 39,3 ºC
Reguengos (São Pedro do Corval) – 38,6 ºC
Tomar (Valdonas) – 38,4 ºC
Ponte de Sôr (Aeródromo) – 38,3 ºC
Pinhão (Santa Bárbara) – 38,1 ºC
Santarém (Fonte Boa) – 37,9 ºC
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Viana do Castelo (Chafé) – 25,1 ºC
Cabo da Roca – 24,8 ºC
Espinho (Aeródromo) – 23,5 ºC
Santa Cruz (Aeródromo) – 22,4 ºC
Esposende (CIM) – 22,2 ºC
Cabo Raso – 22,2 ºC
Alto do Cabouco/Faial (Açores) – 18,0 ºC
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Fonte: IPMA
domingo, 13 de setembro de 2026
Domingo, 13 de Setembro (16h00)
Algumas temperaturas às 16h00
* * *
Alvega – 38,8 ºC
Tomar (Valdonas) – 38,5 ºC
Mora – 38,5 ºC
Lousã (Aeródromo) – 38,4 ºC
Alcácer do Sal (Barrosinha) – 38,2 ºC
Coruche (Cruz do Leão) – 38,1 ºC
Amareleja – 38,1 ºC
Alvalade – 38,1 ºC
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Albufeira – 27,3 ºC
Cabo da Roca – 26,8 ºC
Espinho (Aeródromo) – 24,4 ºC
Santa Cruz (Aeródromo) – 26,6 ºC
Cabo Raso – 26,2 ºC
Portimão (Praia da Rocha) – 25,9 ºC
Pico do Areeiro/São Jorge (Açores) – 20,1 ºC
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Fonte: IPMA
sábado, 12 de setembro de 2026
Sábado, 12 de Setembro (16h00)
Algumas temperaturas às 16h00
* * *
Alvega – 38,6 ºC
Tomar (Valdonas) – 38,3 ºC
Mora – 38,3 ºC
Coruche – 38,2 ºC
Coruche (Cruz do Leão) – 37,9 ºC
Alvalade – 37,5 ºC
Mértola (Vale Formoso) – 37,5 ºC
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Penhas Douradas – 25,7 ºC
Portimão (Praia da Rocha) – 25,7 ºC
Espinho (Aeródromo) – 24,4 ºC
Cabo da Roca – 22,7 ºC
São Pedro de Moel – 22,0 ºC
Santa Cruz (Aeródromo) – 20,9 ºC
Cabo Raso – 20,4 ºC
Santo da Serra (Madeira) – 19,7 ºC
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Fonte: IPMA
sexta-feira, 11 de setembro de 2026
Sexta-feira, 11 de Setembro (16h00)
Algumas temperaturas às 16h00
* * *
Alvega – 36,4 ºC
Alvalade – 35,8 ºC
Portel (Oriola) – 35,7 ºC
Alcácer do Sal (Barrosinha) – 35,6 ºC
Reguengos (São Pedro do Corval) – 35,4 ºC
Coruche (Cruz do Leão) – 35,2 ºC
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Sintra (Tapada do Mouco) – 22,4 ºC
São Pedro de Moel – 21,5 ºC
Cabo da Roca – 20,6 ºC
Santa Cruz (Aeródromo) – 20,5 ºC
Cabo Raso – 20,5 ºC
Espinho (Aeródromo) – 20,3 ºC
Areeiro (Madeira) – 16,7 ºC
* * *
Fonte: IPMA
IPMA: Boletins Climatológicos de Agosto
O IPMA disponibilizou os resumos dos boletins climatológicos relativos a Portugal continental, Açores e Madeira referentes ao mês de agosto de 2026. A informação constante nestes resumos corresponde a uma análise preliminar dos dados disponíveis, até à data da publicação da versão final, em meados do mês.
PORTUGAL CONTINENTAL: O mês de agosto de 2026 foi quente e muito chuvoso – Foi o quinto mais chuvoso em Portugal continental desde 1931. A precipitação registada contribuiu para o desagravamento da situação de seca meteorológica na maior parte do território, no entanto, no interior do Baixo Alentejo e Sotavento Algarvio, verificou-se um agravamento da situação.
Temperatura do ar – O valor médio da temperatura média do ar registou o valor de 23.07 °C, correspondendo a uma anomalia de +0.16 °C em relação ao período de referência 1991-2020. O valor médio da temperatura máxima foi de 29.77 °C, ligeiramente inferior (-0.13 °C) ao valor médio, enquanto o valor médio da temperatura mínima, 16.38 °C, com um desvio positivo de 0.44 °C, foi o 8º valor mais elevado desde 2000.
No mês de agosto foi registado, 1 novo extremo absoluto no maior valor da temperatura máxima do ar, 5 novos extremos nos menores valores da temperatura máxima e 1 novo maior valor da temperatura mínima no dia 14. O valor mais elevado da temperatura máxima do ar, 43.5 °C, foi registado no dia 18 de agosto no Pinhão.
Precipitação
– O valor médio
da quantidade de precipitação total mensal foi de 36.6 mm, mais de 2.5 vezes o
valor normal para o período 1991-2020. Foi o 5.º agosto mais chuvoso desde 1931
e o 3.º desde 2000. Foram registados 17 novos extremos da precipitação.
Destacam-se os dias 23 a 28 de agosto, com ocorrência de chuva ou aguaceiros
fortes, em especial na região de Lisboa, vale do Tejo e litoral entre Setúbal e
Sines. Os maiores desvios registaram-se na região de Lisboa, mais de 7 vezes o
valor médio de agosto.
ARQUIPÉLAGO DOS AÇORES: O mês de agosto de 2026 relativamente quente e ligeiramente chuvoso – A relação entre os desvios médios da temperatura do ar e os desvios relativos da quantidade de precipitação nas estações do IPMA nos Açores, para agosto desde o ano 2000, mostra que agosto de 2026 foi relativamente quente e ligeiramente chuvoso.
A
temperatura média mensal observada nas várias estações meteorológicas do IPMA
nos Açores, foi superior às respectivas média e mediana para o período
1999-2025. As estações das Flores, Pico, Horta, Graciosa e Nordeste registaram
valores da temperatura média mensal acima do terceiro quartil das respectivas
distribuições.
Os totais mensais de precipitação observados nas estações meteorológicas do
IPMA nos Açores estiveram geralmente dentro do 1º e 3º quartis das respectivas
distribuições para o período 1999-2025, excepto nas estações Horta e Santa
Maria, onde foi superado o 3º quartil, e nas Flores onde foi inferior ao
primeiro quartil.
ARQUIPÉLAGO DA MADEIRA: Nas quatro estações de referência (Funchal/Observatório, Chão do Areeiro, Santana e Porto Santo), o mês de agosto de 2026 caracterizou-se por valores médios da temperatura do ar superiores à normal (1991-2020). Relativamente à precipitação acumulada, registaram-se anomalias positivas em duas estações e negativas nas restantes, considerando o período de referência 1991-2020.
Temperatura do ar – Durante o mês de agosto, as quatro estações de referência registaram valores médios da temperatura do ar superiores à normal, destacando-se a estação do Porto Santo, que registou o valor médio mais elevado para o mês de agosto desde 1961, com uma anomalia positiva de +1.6 °C. Foram ainda registados dois novos extremos de temperatura:
-Maior valor
de temperatura mínima, na estação de Porto Santo.
-Maior valor de temperatura máxima, na estação da Selvagem Grande.
Precipitação – Em relação
à precipitação, as estações do Funchal/Observatório e Chão do Areeiro
registaram valores inferiores à normal, com anomalias negativas de -1.3 mm e
-11.8 mm, respectivamente. As estações de Santana e Porto Santo registaram
valores de precipitação acumulada superiores à normal, com anomalias positivas
de +6.1 mm e +2.4 mm, respectivamente. Foi registado um novo extremo para o
maior valor de precipitação diária, na estação dos Prazeres.
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Fonte: IPMA
O outono parece estar longe. Domingo e segunda com quase 40ºC no Alentejo e 37ºC em Lisboa
Vamos saber como vai estar o tempo. Está aqui o "Quente e Frio", está aqui também a Filomena Martins. Olá, boa tarde, Filomena.
Olá, Nelson. Boa tarde.
Já com muito calor nesta quinta-feira, mas parece que veio para ficar. Já falamos um bocadinho disso ontem no "Quente e Frio", mas agora está confirmadíssimo. E com números.
São dias de muito calor.
Muito mesmo. É só com números: 39, 38, 37, 36, 35 graus. É assim que vai ficar o mapa das temperaturas para os próximos dias e o calor vai aumentar a partir desta sexta-feira e atingir o pico no domingo e na segunda.
Valores muito altos em todo o país, não é?
Sim, os valores mais altos vão concentrar-se nos sítios do costume, no interior Centro, no Vale do Tejo e no Alentejo. Mas há aqui um número que diz muito, que desta sexta até à próxima sexta, só duas capitais de distrito não vão estar acima dos 30 °C.
Dos 30, não é?
São Viana do Castelo e Aveiro. Todas as outras vão estar acima dos 30 °C, o que diz muito. Santarém e Évora, nestes dois dias dos picos de calor, portanto domingo e segunda, vão chegar ali aos 39. Alguns locais, por exemplo, Mora vão chegar aos 40 mesmo. Abrantes, Tomar, Cruz, Corugão, Entroncamento, Vila Velha de Rodão, podem chegar aos 38. Depois há Lisboa e Leiria, onde vão estar 37. Depois há as outras que ficam um bocadinho mais baixas, que é Castelo Branco, Beja e Portalegre, também entre as zonas mais quentes, mas com máximas de 35, 36. E há estas excepções de Viana do Castelo e de Aveiro, na influência atlântica, dá ali mais o fresco. Mesmo assim, o Porto, que também costuma ter temperaturas mais frescas, vai chegar aos 31 durante o fim-de-semana.
E domingo e segunda disse que são os dias mesmo mais quentes.
Serão com grande calor, com picos de calor. Grande parte do interior entre os 35 e os 39. Como Mora, outros locais chegarão aos 40. Depois na terça há uma descida, mas pequena, em várias zonas, sobretudo do interior, mas os termómetros nessas zonas ficam ainda acima dos 35 e o calor, é importante dizer isto, vai entrar também pela noite dentro. Portanto, Lisboa e Faro estão entre as cidades onde as mínimas ficarão acima dos 20, ou seja, essas noites tropicais, daquelas de esplanada e passeios à beira-mar. Portanto, é um episódio de calor que dura vários dias e onde vai haver menos horas de arrefecimento entre uma tarde muito quente e o dia seguinte de manhã.
Já temos visto isto nos últimos anos, até Setembro e Outubro continuamos aqui com dias de muito calor, mas vamos olhar no fenómeno de hoje para o que aconteceu também há alguns dias, no fim-de-semana, em Albergaria-a-Velha, no distrito de Aveiro. Foi um downburst. E o que é isto?
Já tínhamos falado aqui da granizada e de como é que ela vinha da trovoada e como é que se formava esse granizo tão grande. Mas agora o IPMA veio revelar que foi também um downburst. E que foi, sobretudo, por causa do downburst, que apareceram aquelas árvores arrancadas, os telhados e os carros danificados, por causa das rajadas de vento, que foram muito fortes. À primeira vista, os estragos fizeram pensar num tornado, mas não foi um tornado, foi este downburst, e confirmou o IPMA. E este downburst, como tu perguntavas, acontece dentro de uma trovoada. É uma grande quantidade de ar frio e muito pesado, que desce rapidamente da nuvem, vem lá de cima cá para baixo, atinge o solo e quando atinge o solo, espalha-se depois horizontalmente, quase como se despejássemos um balde de água no chão.
Ok.
Só que aqui o que se espalha é ar, é vento, e pode fazer a velocidades capazes de derrubar árvores e provocar danos até em edifícios. Portanto, é bastante forte. Naquele dia 5, havia muita instabilidade, havia uma grande quantidade de água disponível na atmosfera e o ar mais seco à superfície. Portanto, a precipitação e o granizo ajudaram a arrastar e a acelerar o ar mais para baixo e quando chegou ao solo, esta corrente descendente produziu as tais rajadas que atingiram sobretudo a aldeia de Branca e as zonas próximas ali de Albergaria e Oliveira de Azeméis.
É o movimento destas massas de ar que distinguem um tornado de um downburst?
Exactamente. Num tornado, o vento roda em torno de um eixo. Num downburst, o vento desce e abre-se quando chega ao chão. Por isso, no levantamento dos danos, a orientação das árvores e dos objectos derrubados ajuda os meteorologistas a perceber o que é que aconteceu. Mesmo que haja downbursts de dimensões diferentes. Quando a zona afectada tem menos de 4 km, fala-se normalmente em microburst. Quando é maior, é macroburst. Isso tem estas coisas todas. E podem ocorrer com muita chuva ou até com relativamente pouca precipitação. Por isso, digamos que é fácil perceber se o vento se espalhou ou se o vento andou à roda. E não é um fenómeno novo em Portugal, nem sequer o primeiro deste ano, porque em maio, também com trovoadas severas, o IPMA identificou vários tipos de downburst na região de Viseu. E todos sabemos que o episódio mais extremo aconteceu a 17 de Junho de 2017, no incêndio de Pedrógão. O sistema de trovoadas que atravessava aquela região produziu vários downbursts, não foi um. O IPMA identificou pelo menos nove. A maioria não atingiu directamente os incêndios, mas a interacção com as correntes descendentes da tempestade e os fogos alterou violentamente o vento e o comportamento das chamas.
(…)
Filomena Martins
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Fonte: Observador
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
Downburst em Aveiro (5 de Setembro de 2026)
Neste dia, a conjugação de vários factores atmosféricos favoreceu a ocorrência de trovoadas e aguaceiros fortes em diferentes zonas do Norte e Centro de Portugal, com maior impacto na região de Albergaria-a-Velha. Foram relatados danos em telhados, mobiliário urbano e viaturas, bem como árvores partidas ou arrancadas. Os aguaceiros fortes foram acompanhados por granizo de grande dimensão, com diâmetro superior a 2 cm, e por rajadas intensas de vento. Também se registaram episódios de granizo e rajadas convectivas noutras localidades do interior Norte e Centro, mas com menor expressão.
A situação meteorológica foi marcada por um sistema de altas pressões a sudeste dos Açores, um vale depressionário entre Marrocos e a Península Ibérica e outro vale depressionário em altitude, localizado a oeste de Portugal continental. Neste contexto, uma massa de ar instável, com valores elevados de água precipitável (superiores a 30 mm) e inicialmente seca nos níveis mais baixos da atmosfera, originou actividade convectiva durante o início da tarde.
A trovoada mais intensa, embora muito localizada, desenvolveu-se na zona Centro a leste de Aveiro, afectando sobretudo a freguesia da Branca e áreas limítrofes dos municípios de Albergaria-a-Velha e Oliveira de Azeméis, cerca das 19H30 (Fig. 2). A combinação de forte instabilidade atmosférica, humidade e diferentes velocidades do vento entre os níveis baixos e altos da atmosfera, que criaram condições favoráveis à formação de granizo de grande dimensão.
Estas condições permitiram o desenvolvimento de nuvens de grande dimensão vertical que favoreceram a formação de volumes extensos de gelo no seu interior, incluindo graupel (Fig. 3). Ao mesmo tempo, a presença de ar seco nos níveis mais baixos da atmosfera, a precipitação intensa e o granizo favoreceram a ocorrência de um fenómeno de “downburst” (1), que originou as fortes rajadas de vento responsáveis pelos danos registados na região.
Na altura, encontrava-se em vigor um aviso amarelo de trovoada para o distrito de Aveiro, válido até às 22h00, que alertava para a possibilidade de trovoadas acompanhadas de aguaceiros fortes, queda de granizo e rajadas intensas de vento, fenómenos que efectivamente se verificaram.
Recorde-se que o IPMA actualizou em agosto último os critérios para a emissão de aviso de trovoada, que actualmente inclui não apenas a distribuição espacial e temporal das descargas eléctricas, mas também os fenómenos meteorológicos severos que frequentemente lhes estão associados, como precipitação intensa, rajadas fortes de vento e granizo.
(1) Downburst: fenómeno meteorológico caracterizado por uma corrente de ar que desce rapidamente de uma nuvem de trovoada e, ao atingir o solo, se espalha em várias direcções, provocando rajadas de vento muito fortes e destrutivas.
Aceda ao Relatório Técnico, teclando aqui
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Fonte (texto e imagem): IPMA
terça-feira, 8 de setembro de 2026
Terça-feira, 8 de Setembro (18h30)
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segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Segunda-feira, 7 de Setembro (16h00)
Algumas temperaturas às 16h00
* * *
Reguengos (São Pedro do Corval) – 39,9 ºC
Portel (Oriola) – 38,9 ºC
Elvas – 38,8 ºC
Mértola (Vale Formoso) – 38,5 ºC
Alcoutim (Mart. Longo) – 38,1 ºC
Amareleja – 38,0 ºC
Alvalade – 38,0 ºC
Castro Verde (N. Corvo) – 38,0 ºC
* * *
Espinho (Aeródromo) – 21,9 ºC
Santa Cruz (Aeródromo) – 21,9 ºC
Cabo Raso – 20,8 ºC
Esposende (CIM) – 20,1 ºC
Sintra (Tapada do Mouco) – 20,0 ºC
Cabo da Roca – 20,0 ºC
Pico Santos de Cima/São Miguel (Açores) – 19,3 ºC
* * *
Fonte: IPMA
domingo, 6 de setembro de 2026
Domingo, 6 de Setembro (16h00)
Algumas temperaturas às 16h00
* * *
Reguengos (São Pedro do Corval) – 39,6 ºC
Alcoutim (Mart. Longo) – 39,6 ºC
Mértola (Vale Formoso) – 39,2 ºC
Portel (Oriola) – 38,9 ºC
Castro Verde (N. Corvo) – 38,8 ºC
Alvalade – 38,6 ºC
* * *
Santa Cruz (Aeródromo) – 22,3 ºC
Cabo Raso – 22,1 ºC
Espinho (Aeródromo) – 21,9 ºC
Sintra (Tapada do Mouco) – 21,6 ºC
Cabo da Roca – 21,2ºC
Esposende (CIM) – 20,8 ºC
Areeiro (Madeira) – 15,1 ºC
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Fonte: IPMA
sábado, 5 de setembro de 2026
Sábado, 5 de Setembro (16h00)
Imagem de satélite às 16h10
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Fonte: SAT24
Tarde instável nas regiões do interior norte e centro, com ocorrência de aguaceiros e trovoadas dispersas.
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Algumas temperaturas às 16h00
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Mora – 39,9 ºC
Alvalade – 39,5 ºC
Alvega – 39,3 ºC
Reguengos (São Pedro do Corval) – 39,3 ºC
Alcácer do Sal (Barrosinha) – 39,0 ºC
Tomar (Valdonas) – 38,9 ºC
Coruche (Cruz do Leão) – 38,9 ºC
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Penhas Douradas – 25,4 ºC
São Pedro de Moel – 24,1 ºC
Esposende (CIM) – 23,9 ºC
Cabo da Rosa – 23,2ºC
Santa Cruz (Aeródromo) – 22,4 ºC
Cabo Raso – 22,2 ºC
Pico do Areeiro/São Jorge (Açores) – 18,5 ºC
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Fonte: IPMA
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
PORTUGAL CONTINENTAL: Novos Recordes de Temperatura em Setembro
O IPMA analisou os valores de temperatura muito elevados registados em Portugal Continental no dia de ontem, tendo sido registados novos máximos de temperatura para a época.
A 3 de Setembro 2026 foram registados valores muito elevados da temperatura do ar à superfície, em resultado da circulação atmosférica condicionada por uma pequena depressão, com expressão em altitude localizada a sudoeste do território continental e, também, por um anticiclone centrado na região do Norte de África e estendido em crista até à Península Ibérica.
A conjugação de ambos os sistemas meteorológicos promoveu fluxos de sul/sudeste, bem como o transporte de uma massa de ar muito quente e seca, com elevado conteúdo em poeiras, proveniente do Norte de África.
Esta situação de tempo excepcionalmente quente fez com que o dia 3 de Setembro de 2026, com uma temperatura média no continente de 27.61°C, seja actualmente o 4º mais quente, considerando todos os dias de Setembro entre 1941 e 2026.
No dia 3 o valor mais alto da temperatura máxima do ar foi registado em Alcochete 44.3°C, e no dia 4 o valor mais alto da temperatura mínima do ar, 28°C, registado em Portalegre. De realçar que o valor mais elevado até à data registado foi o dia 6 Setembro de 2016 com um valor de 45°C, na estação meteorológica da Lousã (Coimbra).
Foram ultrapassados os anteriores maiores valores da temperatura máxima do ar para o mês de Setembro em 17% das estações meteorológicas analisadas, bem como ultrapassados e/ou igualados os anteriores maiores valores da temperatura mínima do ar em 8 estações meteorológicas.
Consulte o documento aqui para informação completa.
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Fonte (figura e imagem): IPMA

