quarta-feira, 7 de outubro de 2026

IPMA: Boletins Climatológicos de Setembro

O IPMA disponibilizou os resumos dos boletins climatológicos de Portugal Continental, Açores e Madeira referentes ao mês de Setembro de 2026. A informação constante nestes resumos corresponde a uma análise preliminar dos dados disponíveis, até à data da publicação da versão final, em meados do mês.

PORTUGAL CONTINENTAL – Setembro de 2026 foi extremamente quente e muito seco em Portugal Continental. O mês ficou marcado por valores de temperatura do ar significativamente acima do normal - em especial na temperatura máxima do ar - bem como por um total de precipitação abaixo do normal em grande parte do território continental.

Temperatura do ar – O valor médio da temperatura média do ar foi de 23.41 °C, correspondendo a uma anomalia de 2.91 °C face ao período de referência 1991-2020, tornando-se este o Setembro mais quente desde 1931. A temperatura máxima do ar atingiu 31.03 °C, cerca de 4.21 °C acima da normal, sendo igualmente a mais elevada da série histórica. A temperatura mínima do ar teve um valor médio de 15.79 °C, cerca de 1.60 °C acima da normal, sendo a 4ª mais alta desde 1931.

Durante o mês de Setembro, Portugal Continental foi atingido por duas ondas de calor. A primeira afectou o interior Norte entre os dias 2 e 7; a segunda, mais expressiva, teve lugar entre 18 e 27 de Setembro (com uma duração de 6 a 10 dias) e foi registada em 72% das estações do IPMA, abrangendo grande parte do território nacional.

 Foram registados novos extremos de temperatura do ar para o mês de Setembro: 18 na temperatura mínima e 15 na temperatura máxima.

Precipitação – No que diz respeito à precipitação, foi o 5º Setembro mais seco desde 2000. O total mensal acumulado foi de apenas 12.7 mm, equivalente a cerca de 30% do valor normal para o mês.

ARQUIPÉLAGO DOS AÇORES – No arquipélago dos Açores, a anomalia da temperatura média do ar e o desvio relativo da quantidade de precipitação nas estações do IPMA nos Açores, mostra Setembro como o segundo mais quente desde 2000.
Quanto à precipitação, Setembro foi relativamente seco, mas próximo do valor de referência.

ARQUIPÉLAGO DA MADEIRA – Nas quatro estações de referência do arquipélago da Madeira (Funchal/Observatório, Chão do Areeiro, Santana e Porto Santo), o mês de Setembro de 2026 caracterizou-se por valores médios da temperatura do ar superiores à normal (1991-2020) e por valores de precipitação acumulada inferiores à normal.
As estações do Funchal/Observatório e do Chão do Areeiro registaram os valores de temperatura média do ar mais elevados para o mês de Setembro desde 1961, com 25.6°C e 17.1°C, correspondendo a anomalias de 2.1°C e 3.9°C, respectivamente. Em Santana e Porto Santo, os valores médios foram de 21.3°C e 24.3°C, com anomalias de 1.9°C e 1.6°C, constituindo os segundos valores mais elevados das respectivas séries, apenas superados pelos registados em 1987.

Foram ainda registados novos extremos, para o mês de Setembro, do maior valor da temperatura mínima em oito estações e do maior valor da temperatura máxima em sete estações do arquipélago.

A precipitação acumulada foi inferior à normal nas quatro estações de referência. Na estação do Funchal/Observatório registaram-se 3.5 mm, no Chão do Areeiro 32.2 mm, em Santana 28.3 mm e no Porto Santo 3.7 mm, correspondendo respectivamente a anomalias de -19.6 mm, -75.7 mm, -39.3 mm e -13.3 mm.

* * * * * * * *

Fonte: IPMA

 

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Terça-feira, 6 de Outubro (15h30)

Intensidade da precipitação às 15h30

* * *

Fonte: IPMA

==========

Núcleos convectivos esta tarde nas regiões do interior norte e centro: nebulosidade de desenvolvimento vertical, favorecendo a ocorrência de aguaceiros, pontualmente fortes e acompanhados de trovoadas e queda de granizo. Inundações rápidas em leitos de cheias e áreas urbanas.

 

PORTUGAL CONTINENTAL: Instabilidade no Noroeste

Imagem de satélite às 09h50

* * * 

Fonte: SAT24

=====================================

Descargas Eléctricas Atmosféricas (10h00 - 12h00)

* * * 

Fonte:  Blitzortung

=======================

Radar de precipitação às 11h00

* * *

Fonte: IPMA

==========

O estado do tempo em Portugal Continental permanece hoje instável devido à presença de um núcleo de baixas pressões estático no oceano Atlântico, a oeste da Península Ibérica. Após uma noite e madrugada de instabilidade no interior, a manhã de hoje tem sido de aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoadas no noroeste (Minho e Douro Litoral).

 

domingo, 4 de outubro de 2026

AÇORES: Aeródromo de Santa Maria (Precipitação acumulada_03.10.2026)

Fonte: IPMA

Domingo, 4 de Outubro (18h00)

Imagem de satélite às 18h00
* * *
Fonte: SAT24

===========
Instabilidade convectiva concentrada no litoral oeste: desenvolvimento de nebulosidade e ocorrência de aguaceiros, por vezes acompanhados de trovoadas e queda de granizo.
Alguns registos de precipitação do IPMA: Reguengos (S. Pedro do Corval) -  33,7 mm às 10h00; Soure: 40,9 mm às 15h00.

ALENTEJO CENTRAL: Topo das nuvens às 10h00/Imagem de Satélite

Fonte: AEMET
========================================
Imagem de Satélite às 10h00
* * *
Fonte: SAT24 

IPMA: Radar de reflectividade

Fonte: IPMA

ALENTEJO CENTRAL: DEA (08h15 - 10h15)

Fonte: Blitzortung

sábado, 3 de outubro de 2026

PORTUGAL CONTINENTAL (Centro/Sul): Instabilidade atmosférica



Instabilidade estática no centro/sul durante a tarde, com períodos de céu muito nublado e ocorrência de aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoadas; queda de granizo.

 

AÇORES: Precipitação acumulada (02.Outubro.2026)

 


PORTUGAL CONTINENTAL: Madrugada instável (03h30)


O mapa acima das 03h30 demonstra as zonas do interior norte e centro com instabilidade atmosférica: aguaceiros dispersos, acompanhados por trovoadas e queda de granizo durante esta madrugada.

 

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Descodificando o Tempo Extremo


Os documentos analisados fornecem uma panorâmica meteorológica detalhada centrada em Portugal e na Europa, com base em dados de instituições como o IPMA e a NASA. O conteúdo destaca episódios de calor extremo e ondas de calor prolongadas que têm afetado o território europeu, provocando impactos severos na saúde pública e no ambiente. Além disso, os textos abordam previsões específicas para o território continental e arquipélagos, detalhando a ocorrência de precipitação intensa e a dinâmica de sistemas atmosféricos. São também esclarecidos fenómenos atmosféricos locais, como os episódios de downburst registados recentemente no país, diferenciando-os de outros eventos extremos. Em suma, as publicações servem como um canal informativo para monitorizar o estado do tempo, alertar para condições severas e promover fontes oficiais de meteorologia.

terça-feira, 29 de setembro de 2026

PORTUGAL CONTINENTAL: Tempo instável

Imagem de satélite às 19h00

* * *

Fonte: SAT24

===========

Nesta imagem de satélite às 19h00 pode-se observar a aproximação de uma superfície frontal fria ao litoral oeste de Portugal Continental; ao longo desta noite e na próxima madrugada, a superfície frontal irá atravessar o território do continente, provocando precipitação que se estenderá do litoral para o interior, mais frequente e intensa nas regiões do norte e centro, onde no litoral poderá ser temporariamente forte, sendo pouco provável quanto mais a sul do território do continente.

Melhoria do estado do tempo a partir da manhã de Quarta-feira.

 

 

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

ALENTEJO CENTRAL (19h00): Final de tarde de instabilidade convectiva

 



Final de tarde com aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoadas frequentes e dispersas no Alentejo Central.

sábado, 26 de setembro de 2026

IPMA: Esclarecimento sobre mudança do estado do tempo em Portugal continental na próxima semana

Nos últimos dias tem sido mencionado por alguns órgãos de comunicação social que Portugal irá ser atingido por um "ciclone bomba". Importa referir que esse termo vem da expressão na língua inglesa "bomb cyclone", e que se refere a um ciclone em intensificação, cuja pressão atmosférica no seu centro diminui muito rapidamente, sendo esse fenómeno normalmente designado na meteorologia como "ciclogénese explosiva".

Uma vez esclarecida a origem e a definição do termo, importa referir que Portugal não irá ser atingido por qualquer "ciclone bomba" na próxima semana. De facto, está previsto a ocorrência de uma ciclogénese explosiva durante o dia 29 mas no Atlântico Norte, a oeste da Irlanda, portanto a uma distância muito significativa de Portugal.

Ainda assim, Portugal irá sentir alguns efeitos indirectos desse sistema. Na segunda-feira, dia 28, devido à aproximação do vale depressionário associado a essa depressão, poderão já ocorrer aguaceiros, acompanhados de trovoada, mais prováveis no interior durante a tarde. Entre a tarde de dia 29 e o dia 30, uma superfície frontal fria associada à referida depressão irá atravessar o continente, originando períodos de chuva, temporariamente mais intensa nas regiões Norte e Centro. Na região sul, a incerteza na previsão é maior, sendo menos provável a ocorrência de precipitação significativa.

A temperatura irá diminuir face aos valores registados nos últimos dias, embora com as máximas a manterem-se entre 20 e 26°C nas regiões Norte e Centro e entre 25 e 32°C na região Sul.

As previsões e as actualizações dos avisos meteorológicos poderão ser consultadas em:

http://www.ipma.pt/pt/otempo/prev.descritiva/
http://www.ipma.pt/pt/otempo/prev.significativa
http://www.ipma.pt/pt/otempo/prev-sam/

* * * * * * * *

Fonte: IPMA

 

Sábado, 26 de Setembro (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00

* * *

Reguengos (São Pedro do Corval) – 37,0 ºC

Mértola (Vale Formoso) – 36,7 ºC

Castro Verde (N. Corvo)- 36,7 ºC

Elvas – 36,6 ºC

Amareleja – 36,3 ºC

Alvalade – 36,2 ºC

* * *

Aveiro (Universidade) – 21,2 ºC

Viana do Castelo (Chafé) – 21,1 ºC

São Pedro de Moel – 19,8 ºC

Cabo Raso – 19,5 ºC

Santa Cruz (Aeródromo) – 18,9 ºC

Espinho (Aeródromo) – 18,6 ºC

Alto do Cabouco/Faial (Açores) – 14,8 ºC

* * *

Fonte: IPMA

 

AÇORES (Grupo Central): Chuvas muito fortes

Precipitação acumulada
(25_09_2026)
Grupo Central dos Açores
* **
Fonte: IPMA

==========
Registo de períodos de chuva muito fortes no grupo central do Arquipélago dos Açores durante esta sexta-feira; ocorrência de derrocadas em algumas ilhas.

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Sexta-feira, 25 de Setembro (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00

* * *

Reguengos (São Pedro do Corval) – 36,7 ºC

Portimão (Aeródromo) – 36,7 ºC

Silves (São Marcos da Serra) – 36,5 ºC

Mértola (Vale Formoso) – 36,2 ºC

Elvas – 36,1 ºC

Amareleja – 36,0ºC

* * *

Aveiro (Universidade) – 20,0 ºC

Cabo Raso – 19,4 ºC

Santa Cruz (Aeródromo) – 18,7 ºC

São Pedro de Moel – 18,5 ºC

Espinho (Aeródromo) – 18,2 ºC

Cabo da Roca – 17,6 ºC

Cabeço do Teicho/Pico (Açores) – 12,4 ºC

Pico do Areeiro/São Jorge (Açores) – 12,4 ºC

* * *

Fonte: IPMA

 

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Quinta-feira, 24 de Setembro (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00

* * *

Alvega – 38,6 ºC

Reguengos (São Pedro do Corval) – 37,6 ºC

Portel (Oriola) – 37,2 ºC

Alvalade – 37,1 ºC

Ponte de Sôr (Aeródromo) – 37,0 ºC

Avis (Benavila) – 36,7 ºC

Mora – 36,7 ºC

* * *

Aveiro (Universidade) – 18,3 ºC

Cabo da Roca – 18,3 ºC

Cabo Raso – 17,7 ºC

Santa Cruz (Aeródromo) – 17,1 ºC

São Pedro de Moel – 16,8 ºC

Espinho (Aeródromo) – 16,2 ºC

Cabeço do Teicho/Pico (Açores) – 17,8 ºC

* * *

Fonte: IPMA

 

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Quarta-feira, 23 de Setembro (16h00)

Imagem de satélite às 16h00

* * *

Fonte: SAT24

=======================

Algumas temperaturas às 16h00

* * *

Alvega – 40,0 ºC

Ponte de Sôr (Aeródromo) – 38,5 ºC

Tomar (Valdonas) – 38,4 ºC

Avis (Benavila) – 38,3 ºC

Mora – 38,2 ºC

Portel (Oriola) – 38,1 ºC

* * *

Figueira da Foz (Vila Verde) – 21,6 ºC

Esposende (CIM) – 18,6 ºC

Cabo Raso – 17,8 ºC

Cabo da Roca – 17,6 ºC

São Pedro de Moel – 17,4 ºC

Espinho (Aeródromo) – 16,1 ºC

Pico Santos de Cima/São Miguel (Açores) – 17,4 ºC

* * *

Fonte: IPMA

 

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Terça-feira, 22 de Setembro (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00

* * *

Alvega – 39,1 ºC

Tomar (Valdonas) – 38,5 ºC

Lousã (Aeródromo) – 37,8 ºC

Carregal do Sal (CIM) – 37,6 ºC

Santarém (Fonte Boa) – 37,6 ºC

Coruche – 37,6 ºC

* * *

Viana do Castelo (Chafé) – 24,6 ºC

Cabo Raso – 23,7 ºC

Espinho (Aeródromo) – 21,9 ºC

Santa Cruz (Aeródromo) – 21,9 ºC

São Pedro de Moel – 21,8 ºC

Esposende (CIM) – 20,3 ºC

Pico Alto (Madeira) – 17,1 ºC

* * *

Fonte: IPMA

 

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Segunda-feira, 21 de Setembro (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00

* * *

Lousã (Aeródromo) – 37,2 ºC

Alvega – 37,1 ºC

Coruche (Cruz do Leão) – 36,8 ºC

Oliveira do Hospital (CIM) – 36,7 ºC

Mora – 36,5 ºC

Tomar (Valdonas) – 36,4 ºC

* * *

Penhas Douradas – 26,1 ºC

Portimão (Praia da Rocha) – 25,1 ºC

Santa Cruz (Aeródromo) – 24,4 ºC

Esposende (CIM) – 23,1 ºC

Cabo Raso – 22,9 ºC

Espinho (Aeródromo) – 22,7 ºC

Areeiro (Madeira) – 16,4 ºC

* * *

Fonte: IPMA

 

domingo, 20 de setembro de 2026

Domingo, 20 de Setembro (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00

* * *

Alvega – 36,7 ºC

Lousã (Aeródromo) – 36,4 ºC

Coruche (Cruz do Leão) – 36,4 ºC

Monção (Valinha) – 36,2 ºC

Tomar (Valdonas) – 36,2 ºC

Oliveira do Hospital (CIM) – 36,1 ºC

Mora – 36,1 ºC

* * *

Portimão (Praia da Rocha) – 26,0 ºC

Penhas Douradas – 25,1 ºC

São Pedro de Moel – 25,1 ºC

Cabo Raso – 24,7 ºC

Esposende (CIM) – 23,4 ºC

Santa Cruz (Aeródromo) – 23,2 ºC

Pico do Areeiro/São Jorge (Açores) – 16,3 ºC

* * *

Fonte: IPMA

 

sábado, 19 de setembro de 2026

Sábado, 19 de Setembro (16h00)

Algumas temperaturas às 16h0
* * *
Alvega – 36,1 ºC
Lousã (Aeródromo) – 35,1 ºC
Coruche – 35,1 ºC
Coruche (Cruz do Leão) – 35,0 C
Tomar (Valdonas) – 34,9 ºC
Pegões – 34,7 ºC
* * *
Penhas Douradas – 22,1 ºC
São Pedro de Moel – 21,9 ºC
Cabo da Roca – 21,3 ºC
Cabo Raso – 20,7 ºC
Esposende (CIM) – 20,3 ºC
Santa Cruz (Aeródromo) – 20,3 ºC
Areeiro (Madeira) – 13,6 ºC
* * *
Fonte: IPMA

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

IPMA: Subida de temperatura a partir do fim-de-semana em Portugal Continental

Devido à influência de um anticiclone localizado a nordeste dos Açores, que se entende em crista até ao Golfo da Biscaia, e se deslocará gradualmente para nordeste, promovendo o transporte de uma massa de ar de origem continental (quente e seco) sobre a Península Ibérica, prevê-se uma subida gradual de temperatura nos dias 19 e 20.
A temperatura máxima deverá atingir valores acima de 30 °C na generalidade do território do continente, aproximando-se de 38 °C em alguns locais, nomeadamente na região Centro, até perto do litoral, no interior do Alentejo e no vale do Tejo. A temperatura mínima também registará uma pequena subida, não descendo de 20 °C em alguns locais do Alto Alentejo, Beira Baixa, vale do Tejo e costa sul do Algarve.
Este episódio de tempo quente será caracterizado essencialmente pela duração do mesmo, com elevada probabilidade de vir a configurar uma onda de calor em grande parte do território, excepto no Algarve. Apesar dos valores previstos da temperatura máxima serem menos elevados que os registados em alguns episódios neste verão, serão substancialmente superiores aos valores médios para a 2ª quinzena de Setembro.
Nota: Considera-se uma onda de calor quando, num período de 6 dias consecutivos, a temperatura máxima do ar é superior em 5 °C ao valor médio das temperaturas máximas diárias, para um determinado período de referência.
* * * * * * * *
Fonte: IPMA 

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

NASA: Verão escaldante na Europa

A Europa Ocidental teve o primeiro vislumbre de um verão atípico em maio de 2026, quando uma onda de calor produziu temperaturas excepcionais que bateram recordes em vários países. Por mais notável que tenha sido, esta onda de calor inicial revelou-se apenas o primeiro sinal.

Em meados de Agosto, os europeus enfrentavam a quinta onda de calor da temporada, com a mais recente a elevar as temperaturas bem acima dos 40 graus Celsius (104 graus Fahrenheit) numa vasta área. Durante estes períodos de clima extremo, as altas temperaturas eram frequentemente implacáveis, persistindo durante vários dias e, por vezes, semanas a fio, e permanecendo durante a noite.

Para uma região habituada a verões relativamente amenos, o calor transformou o quotidiano. Hospitalizações e mortes relacionadas com o calor dispararam. As auto-estradas e os carris de comboio cederam, obrigando ao encerramento de estradas e à interrupção de serviços. Grandes e destrutivos incêndios florestais devastaram áreas onde antes eram raros. O calor também agravou a seca severa que assola a região há meses, contribuindo para níveis recorde de baixa nos rios e interrompendo o abastecimento de água e energia, as rotas de transporte e a agricultura.

O calor bateu recordes a um ritmo frenético, muitas vezes por larga margem. De acordo com o Met Office do Reino Unido, as temperaturas atingiram os 35,1°C em Londres no dia 26 de maio, superando o recorde anterior para maio em 2,3°C. Em Junho, Bordéus, em França, bateu o seu recorde de temperatura máxima durante três dias consecutivos, atingindo os 42,5°C a 24 de Junho, informou a Météo-France. A Eslováquia, por sua vez, estabeleceu novos recordes nacionais para as temperaturas máximas diurnas e nocturnas em Agosto. As temperaturas combinadas de Junho e Julho na Europa Ocidental foram as mais elevadas de sempre, de acordo com o serviço europeu de monitorização climática Copernicus.

Na Europa, as temperaturas extremas colidiram com diversas vulnerabilidades, incluindo o acesso limitado a ar condicionado, as altas temperaturas nocturnas e a falta de espaços verdes em algumas cidades. Estas circunstâncias desencadearam não só desconforto, mas também exaustão e insolação em alguns casos. Os relatórios preliminares sugerem que o calor pode ter estado associado a 10.000 mortes adicionais, incluindo milhares de pessoas no Reino Unido, França, Alemanha e Bélgica.

"O ar condicionado é uma questão especialmente crítica na Europa a curto prazo", disse Anamika Shreevastava, investigadora da Universidade de Nova Iorque que estudou ilhas de calor urbanas como pós-doutorada no Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA. Um dos seus objectivos era produzir mapas térmicos com base em dados da NASA de missões como a ECOSTRESS, que os urbanistas pudessem utilizar para tornar as cidades mais resilientes às ondas de calor.

Dados da Agência Internacional de Energia mostram que 23% das casas na Europa têm ar condicionado, em comparação com 90% das casas nos Estados Unidos. Esta diferença contribui para as taxas de mortalidade muito mais elevadas que os investigadores documentaram nas cidades europeias durante as ondas de calor, em comparação com cidades americanas semelhantes. "A longo prazo, as cidades também podem plantar árvores, expandir parques, utilizar tinta reflectora nos telhados e fazer a transição para materiais de construção com menor probabilidade de reter calor", disse Shreevastava.

Uma análise da Organização Mundial de Saúde indica que o stress térmico é a principal causa de mortes relacionadas com o clima no mundo, agravando doenças pré-existentes, como as doenças cardiovasculares, diabetes, perturbações mentais e asma. Os investigadores calcularam que ocorrem anualmente aproximadamente 489.000 mortes relacionadas com o calor, sendo 45% delas na Ásia e 36% na Europa.

"Para os idosos com problemas de saúde física, temperaturas tão baixas como 26,7°C (80°F) podem representar um perigo significativo", disse Deborah Carr, socióloga da Universidade de Boston especializada no estudo do envelhecimento. "O calor nocturno é especialmente prejudicial para os idosos cujas casas não têm ar condicionado."

Carr faz parte de uma equipa de investigação que utilizou dados demográficos, juntamente com  dados de temperatura e clima  arquivados pela NASA, para identificar quais as partes do mundo que correm maior risco de exposição ao calor, tanto actual como futura. O sul da Europa estava entre as áreas que enfrentam uma crescente exposição ao calor e uma população envelhecida, constataram os investigadores.

Outra investigação, publicada na Lancet Planetary Health em Agosto de 2026, reforça a importância da demografia na avaliação dos riscos representados pelo calor. Este estudo, liderado pela investigadora de Stanford, Qinqin Kong, mapeou onde o aumento do calor provavelmente levará a condições intoleráveis ​​nas próximas décadas para jovens, adultos de meia-idade e idosos, concluindo que os limites de segurança serão ultrapassados ​​frequentemente e em grande escala, com os riscos a recaírem desproporcionalmente sobre os idosos.

"O corpo humano só consegue tolerar uma gama limitada de calor ambiente", disse Kong, vencedor de um prémio da NASA em Ciência e Tecnologia da Terra e do Espaço. "Compreender onde, quando e em que medida esses limites são ultrapassados ​​é fundamental."

Com a previsão de níveis intoleráveis ​​de calor a afectar mais pessoas em regiões maiores e por períodos mais longos do que se pensava anteriormente, Kong e os seus colegas esperam que as suas descobertas contribuam para planos de acção direccionados para o calor, preparação para emergências e planeamento do sistema de saúde.

Texto de Adam Voiland

* * * * * * * * * * * * * * * * * * *

Fonte: NASA (Earth Observatory)

 

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Segunda-feira, 14 de Setembro (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00

* * *

Alvega – 39,3 ºC

Reguengos (São Pedro do Corval) – 38,6 ºC

Tomar (Valdonas) – 38,4 ºC

Ponte de Sôr (Aeródromo) – 38,3 ºC

Pinhão (Santa Bárbara) – 38,1 ºC

Santarém (Fonte Boa) – 37,9 ºC

* * *

Viana do Castelo (Chafé) – 25,1 ºC

Cabo da Roca – 24,8 ºC

Espinho (Aeródromo) – 23,5 ºC

Santa Cruz (Aeródromo) – 22,4 ºC

Esposende (CIM) – 22,2 ºC

Cabo Raso – 22,2 ºC

Alto do Cabouco/Faial (Açores) – 18,0 ºC

* * *

Fonte: IPMA