sábado, 23 de maio de 2026

Sábado, 23 de Maio: Instabilidade no norte e centro

Imagem de Satélite às 12h00

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Fonte: SAT24

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Um núcleo de ar frio em altitude centrado ligeiramente a noroeste de Portugal Continental favorece o desenvolvimento de nebulosidade convectiva nas regiões do norte e centro, originando tempo instável com a ocorrência de aguaceiros e trovoadas, acompanhados de vento com rajadas.

 

PORTUGAL CONTINENTAL: Temperaturas máximas dia 22 de Maio

Temperaturas máximas em Portugal Continental
22 de Maio de 2026
(Tecle na imagem para ampliar)
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Fonte: IPMA

Sábado, 23 de Maio (03h00)

Fonte: IPMA

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Instabilidade nas regiões do norte e centro do território de Portugal Continental, com desenvolvimento de actividade convectiva e ocorrência de aguaceiros e trovoadas dispersas, progredindo do litoral para o interior. Elevado perigo de incêndios florestais.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Sexta-feira, 22 de Maio (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00

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Alvega – 37,4 ºC

Alvalade – 37,1 ºC

Reguengos (São Pedro do Corval) – 37,0 ºC

Portel (Oriola) – 36,9 ºC

Mora – 36,8 ºC

Amareleja – 36,6 ºC

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Espinho (Aeródromo) – 22,9 ºC

Cabo da Roca – 21,9 ºC

Santa Cruz (Aeródromo) – 21,4 ºC

São Pedro de Moel – 21,3 ºC

Sintra (Tapada do Mouco) – 21,2 ºC

Cabo Raso – 21,2 ºC

Esposende (CIM) – 20,2 ºC

Pico do Areeiro/São Jorge (Açores) – 13,6 ºC

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Fonte: IPMA

 

quinta-feira, 21 de maio de 2026

IPMA: Temperaturas elevadas e poeiras em suspensão em Portugal continental (II)

A influência conjunta de um anticiclone localizado na Europa Central, a estender-se em crista para o arquipélago da Madeira e de um vale depressionário que se estende desde o norte de África até à Península Ibérica, origina o transporte de uma massa de ar tropical sobre a Península Ibérica, a qual é responsável por um episódio de tempo quente, com temperaturas acima de média para a época do ano nos próximos dias.

Desde dia 20 que se registou uma subida acentuada da temperatura máxima, subida essa que se vai continuar a fazer sentir até dia 22, embora de forma menos significativa. Assim, na generalidade do território os valores da temperatura máxima deverão variar aproximadamente entre 30 e 35 °C, com excepção de alguns locais da faixa costeira, onde deverão ser ligeiramente inferiores, e do interior do Alentejo, vale do Tejo, e na parte mais interior de alguns vales dos rios, onde se poderão atingir 37 a 39 °C.

A temperatura mínima deverá também subir em todo o território, prevendo-se que em alguns locais do Alentejo e do Algarve, sejam registados valores próximos de 20°C, ou seja, noites tropicais.

A temperatura manter-se-á elevada nos dias seguintes, contribuindo para uma provável onda de calor em grande parte das estações do IPMA, com excepção de estações do litoral, onde é previsível que seja quebrada nos dias 23 e 24. De facto, no sábado dia 23 está prevista uma pequena descida de temperatura, em especial da máxima e no litoral oeste, devido a uma conjugação de factores, que vão desde a entrada de uma componente marítima mais significativa a um aumento de nebulosidade devido a uma depressão isolada em altitude, e ocorrência de aguaceiros localizados, especialmente nas zonas montanhosas do interior, que poderão ser fortes, de granizo e acompanhados de trovoadas. Esta situação dever-se-á prolongar durante o fim-de-semana.

Adicionalmente, a referida situação meteorológica é favorável ao transporte de poeiras em suspensão provenientes do norte de África, a qual se deverá manter até dia 23, embora com tendência a diminuir a sua concentração a partir do meio da tarde.

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Fonte: IPMA

 

Quinta-feira, 21 de Maio (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00

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Alvega – 35,8 ºC

Amareleja – 35,6 ºC

Mora – 35,3 ºC

Alvalade – 35,1 ºC

Reguengos (São Pedro do Corval) – 34,9 ºC

Portel (Oriola) – 34,5 ºC

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Penhas Douradas – 22,1 ºC

Santa Cruz (Aeródromo) – 21,7 ºC

São Pedro de Moel – 20,7 ºC

Cabo da Roca – 21,6 ºC

Cabo Raso – 19,8 ºC

Esposende (CIM) – 19,4 ºC

Pico do Areeiro/São Jorge (Açores) – 9,1 ºC

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Fonte: IPMA

 

quarta-feira, 20 de maio de 2026

IPMA: Temperaturas elevadas e poeiras em suspensão em Portugal continental (I)

Por influência de um anticiclone localizado na Europa Central, a estender-se em crista para o arquipélago da Madeira, com o transporte de uma massa de ar quente sobre a Península Ibérica, prevê-se temperaturas acima de média para a época do ano nos próximos dias.
Já hoje, dia 20, foi possível observar uma subida acentuada dos valores da temperatura máxima em Portugal continental, que ronda cerca de 6 a 10°C relativamente ao dia de ontem. Amanhã prevê-se nova subida, com os valores de temperatura máxima a variarem entre 30 e 35°C na grande maioria do território, com excepção de alguns locais da faixa costeira ocidental, podendo atingir 37 ou 38°C no Alentejo, vale do Tejo e alguns vales dos rios na parte mais interior das regiões Norte e Centro. A temperatura mínima irá também subir em todo o território, prevendo-se que em alguns locais do Alentejo e do Algarve, sejam registados valores próximos de 20°C, ou seja, noites tropicais.
A temperatura manter-se-á elevada nos dias seguintes, contribuindo para uma possível onda de calor em algumas regiões, embora esteja prevista uma pequena descida no domingo, dia 24, devido a uma depressão isolada em altitude, cuja posição apresenta ainda elevada incerteza. Devido à referida depressão, não é de descartar que possam ocorrer aguaceiros e trovoada nas regiões Norte e Centro, particularmente nas regiões montanhosas, durante o fim-de-semana.
Deverão observar-se poeiras em suspensão a partir de amanhã, dia 21, mantendo-se nos dias seguintes, embora diminuindo gradualmente a sua concentração.
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Fonte: IPMA 

Quarta-feira, 20 de Maio (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00

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Reguengos (São Pedro do Corval) – 34,0 ºC

Alvalade – 34,0 ºC

Alvega – 33,8 ºC

Mora – 33,7 ºC

Amareleja – 33,7 ºC

Portel (Oriola) – 33,6 ºC

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Penhas Douradas – 20,0 ºC

São Pedro de Moel – 19,6 ºC

Cabo da Roca – 19,2 ºC

Cabo Raso – 18,3 ºC

Espinho (Aeródromo) – 18,2 ºC

Esposende (CIM) – 17,6 ºC

Pico do Areeiro/São Jorge (Açores) – 10,0 ºC

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Fonte: IPMA

 

Quarta-feira, 20 de Maio (07h00)

Algumas temperaturas às 07h00
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Portalegre – 19,0 ºC
Tavira – 18,1 ºC
Aeródromo de Santa Catarina (Madeira) – 18,0 ºC
Vila Real de Santo António – 17,6 ºC
Olhão (EPPO) – 17,6 ºC
Castro Marim (R.N. Sapal) – 17,5 ºC
Portimão (Praia da Rocha) – 17,4 ºC
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Miranda do Douro – 5,7 ºC
Bragança (Aeródromo) – 5,5 ºC
Arouca – 5,3 ºC
Montalegre – 4,5 ºC
Carrazeda de Ansiães – 2,4 ºC
Lamas de Mouro (P. Ribeiro) – 1,5 ºC
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Fonte: IPMA

terça-feira, 19 de maio de 2026

Terça-feira, 19 de Maio (16h00)

Algumas temperaturas às 16h00
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Reguengos (São Pedro do Corval) – 27,8 ºC
Alvega – 26,6 ºC
Mértola (Vale Formoso) – 26,5 ºC
Castro Verde (N. Corvo) – 26,2 ºC
Elvas – 26,0 ºC
Alvalade – 26,0 ºC
Alcoutim (M. Longo) – 26,0 ºC
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Paços Ferreira – 16,1 ºC
Lamas de Mouro (P. Ribeiro) – 15,8 ºC
Castro Daire/Mézio (CIM) – 15,3 ºC
Montalegre – 15,1 ºC
Oliveira de Frades (CIM) – 14,7 ºC
Penhas Douradas – 14,1 ºC
Pico Alto (Madeira) – 13,1 ºC
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Fonte: IPMA

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Onda de calor. Temperaturas sobem quarta-feira alerta IPMA


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Segunda-feira, 18 de Maio (07h00)

Algumas temperaturas às 07h00

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Funchal (Madeira) – 17,5 ºC

Portimão (Praia da Rocha) – 15,6 ºC

Olhão (EPPO) – 15,3 ºC

Cabo Raso – 14,8 ºC

Barreiro (Lavradio) – 14,8 ºC

Tavira – 14,8 ºC

Faro (Aeródromo) – 14,7 ºC

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Satão (CIM) – 5,5 ºC

Aguiar da Beira (CIM) – 5,0 ºC

Lousã/Trevim – 4,6 ºC

Montalegre – 4,5 ºC

Vila Pouca de Paiva – 3,5 ºC

Lamas de Mouro (P. Ribeiro) – 3,0 ºC

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Fonte: IPMA

 

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Segunda-feira, 11 de Maio (16h00)

  

Imagem de Satélite às 16h00

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Fonte: SAT24

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Tempo instável em Portugal Continental, associado à passagem de sucessivas linhas de instabilidade sobre o território do continente, em deslocamento de sudoeste para nordeste e associadas ao centro da depressão centrada a oeste da Península Ibérica. Períodos de chuva ou aguaceiros.

domingo, 10 de maio de 2026

Domingo, 9 de Maio (16h00)

Imagem de satélite às 16h00
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Fonte: SAT24

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Tarde instável, com períodos de céu muito nublado e ocorrência de aguaceiros, em especial no litoral oeste. Temperaturas significativamente inferiores ao normal para esta época do ano. 

sábado, 9 de maio de 2026

PORTUGAL CONTINENTAL: Tarde instável


 


Tarde de instabilidade em Portugal Continental com várias linhas de instabilidade sobre o território do continente, deslocando-se do litoral para o interior em progressão para nordeste e afectando sobretudo o litoral oeste; ocorrência de aguaceiros e trovoadas dispersas, por vezes com queda de granizo. 

sexta-feira, 8 de maio de 2026

PORTUGAL CONTINENTAL: Tempo instável


 


Avanço da instabilidade pelo sudoeste do território de Portugal Continental, associado a linhas de instabilidade girando em torno de uma depressão cavada a oeste da Península Ibérica. É previsível que a instabilidade progrida para o interior e para norte ao longo desta noite, originando períodos de chuva ou aguaceiros, pontualmente acompanhados por trovoadas.

 

Sexta-feira, 8 de Maio (12h05)

Imagem de satélite às 12h05

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Fonte: SAT24

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Tempo variável, com maior instabilidade nas regiões montanhosas do norte e centro, com ocorrência de aguaceiros e trovoadas dispersas.

 

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Mau tempo: Três meses depois apoios continuam a chegar a “conta-gotas” (IV)

Zonas Ribeirinhas – Em 16 de Abril, o Conselho de Ministros aprovou um apoio de 76,5 milhões de euros (ME) “para reconstruir e proteger territórios ribeirinhos e costeiros” mais afectados pelo “comboio de tempestades”, em particular nas infraestruturas hídricas e no litoral, nos municípios abrangidos pela “declaração do estado de calamidade e outros nos quais a Agência Portuguesa do Ambiente [APA] identificou danos relevantes e de intervenção urgente”. Em 7 de Abril, a ministra do Ambiente tinha indicado que o Governo tem 174 milhões de euros para intervir no litoral até ao fim de 2027 e que tinham sido contabilizados 571 danos causados pelas tempestades do inverno.

Maria da Graça Carvalho apontou que as intervenções mais urgentes, que vão ser feitas antes da época balnear, correspondem a 27 milhões.

Fundo de Solidariedade Europeu – O Governo submeteu, em 13 de Abril, um pedido de apoio ao Fundo de Solidariedade da União Europeia (FSUE), declarando prejuízos superiores a 5.300 milhões de euros devido ao mau tempo. O FSUE destina-se a apoiar os Estados-membros face à ocorrência de catástrofes naturais graves ou emergências de saúde pública e a candidatura pretende ajudar na reconstrução das infraestruturas públicas afectadas e nas intervenções de emergência.

Dois dias depois, a Comissão Europeia disse ter recebido e estar a avaliar o pedido de Portugal.

Adiantamento para despesas urgentes dos municípios – O Governo publicou, em 15 de Abril, um despacho para o reforço, em 75 milhões de euros (ME), do Fundo de Emergência Municipal (FEM) como adiantamento “por conta dos contractos de auxílio financeiro que venham a ser celebrados”, para que os municípios tenham fundos para fazer frente às despesas mais urgentes decorrentes das tempestades. Os fundos devem ser utilizados na recuperação imediata de escolas e estradas municipais e outros equipamentos das autarquias locais.

O adiantamento poderá ser atribuído aos municípios com um apuramento preliminar de danos de, no mínimo, 500 mil euros e num montante que tem como limite máximo 50% do valor dos danos. A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) tinha reiterado a necessidade de um pacote financeiro para as autarquias reconstruírem infraestruturas e equipamentos, sobretudo no caso de Câmaras de pequena e média dimensão, com orçamentos e recursos escassos.

Seguros – As seguradoras pagaram, até meados de Abril, 359 milhões de euros em indemnizações por danos causados pelas tempestades, prevendo que os estragos cobertos atinjam 1.086 milhões de euros. Segundo a Associação Portuguesa de Seguradores (APS), o mau tempo tinha provocado até então 193 mil participações de sinistros, das quais 106 mil já se encontravam encerrados ou com adiantamentos efectuados.

A APS indicou que Leiria é o concelho com maior volume de perdas protegidas por seguros, seguindo-se Marinha Grande e Pombal.

Banca – Perto de 7.400 clientes particulares e empresas afectados pelo mau tempo, com créditos de 930 milhões de euros, tinham aderido, até final de Março, à moratória de créditos decretada pelo Governo, disse, esta semana, a vice-governadora do Banco de Portugal, salientando que esta informação é ainda “incompleta e provisória”. Clara Raposo afirmou que o montante dos créditos abrangidos pela moratória representa “menos de 1,5% dos créditos à habitação das famílias e 4% dos créditos concedidos a empresas” nas regiões afectadas pelas tempestades.

A vice-governadora salientou ainda que 60% dos pedidos de adesão à moratória de 90 dias partiu das empresas, maioritariamente de média dimensão e com vocação exportadora.

Programa PTRR – O Governo vai aprovar a versão final do programa “Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência” (PTRR) na terça-feira e só nessa altura anunciará o seu valor global, disse o primeiro-ministro. O PTRR é um programa para que o país possa recuperar economicamente das consequências do mau tempo e actuar nas infraestruturas mais críticas, com medidas que devem ser executadas até 2035.

No âmbito da consulta pública do programa, a Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria apresentou propostas de investimentos de 675 ME, dos quais 350 ME para a área das infraestruturas. A CCDR de Lisboa a Vale do Tejo remeteu ao Governo uma proposta com 187 projectos considerados estruturantes para a região e a prioridade da região Norte será a recuperação das infraestruturas críticas, sem esquecer a resiliência e o futuro, salientou o presidente desta CCDR, Álvaro Santos.

PRR – O valor das obras que estavam a ser realizadas no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e que ficaram suspensas devido à tempestade Kristin rondará os 500 milhões de euros, disse, em 28 de Março, o ministro da Economia e da Coesão Territorial. Castro de Almeida sublinhou que Portugal não perderá o financiamento europeu e precisou que o dinheiro vai ser afectado a outros investimentos, enquanto as obras do PRR “serão financiadas de outra forma”.

A Comissão Europeia confirmou, em resposta à Lusa, que está a identificar, com as autoridades portuguesas, os projectos do PRR que não poderão ser executados até 31 de agosto devido às tempestades, para realocar o seu financiamento para outros fins, incluindo em esforços de reparação.

Presidência Aberta – O Presidente da República iniciou em 06 de Abril, na região Centro, a sua primeira Presidência Aberta, focada na resposta ao mau tempo, para “ajudar a minorar as dificuldades das pessoas e centrada nas soluções dos seus problemas”. António José Seguro prometeu manter a vigilância reactivamente à reconstrução da zona Centro, considerando que é preciso manter “o nível de ajuda e proximidade”, acelerar apoios e adaptar medidas.

Salientando que ainda não é o momento de uma avaliação, pediu “menos palavras e mais acção”, mas considerou que é preciso perceber o que aconteceu para “tirar ilações para o futuro”. Na semana anterior, Seguro tinha visitado Alcácer do Sal, sem anúncio prévio, para verificar, no local, o ponto de situação dos trabalhos de recuperação na sequência das cheias que afectaram toda a zona ribeirinha e campos agrícolas do concelho no início de Fevereiro.

CONCLUSÃO 

26 de Abril de 2026

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Fonte: Notícias de Coimbra

 

terça-feira, 5 de maio de 2026

Mau tempo: Três meses depois apoios continuam a chegar a “conta-gotas” (III)

Empresas – Em meados de Abril, o Banco Português de Fomento (BPF) tinha aprovado ou estava em fase de aprovação de empréstimos de 1.462 milhões de euros a cerca de 7.000 empresas para apoiar a reconstrução dos danos causados pelo mau tempo, segundo o presidente do BPF. Gonçalo Regalado falava no parlamento sobre as linhas de crédito especiais criadas com garantia pública para assegurar condições de financiamento mais baixas às empresas afectadas pelas intempéries.
A Estrutura de Missão para a recuperação da região Centro estimou que entre 35 mil e 40 mil empresas do sector industrial, de serviços e agrícolas ficaram com danos nas zonas mais afectadas, que têm um total de cerca de 55 mil empresas.
Agricultura – O Governo pagou 3,3 ME a 431 agricultores afectados pelo mau tempo, no âmbito do apoio simplificado de 10 ME de dotação para os concelhos em situação de calamidade, anunciou o ministro da Agricultura e do Mar, José Manuel Fernandes, em 15 de Abril. Esta semana, o Governo alargou os apoios às explorações agrícolas, aprovados na sequência das tempestades, a todas as áreas com “prejuízos relevantes”, mesmo que fora dos concelhos abrangidos pela situação de calamidade, e prorrogou o prazo para candidaturas em 60 dias úteis (até meados de Julho).
Já as candidaturas ao restabelecimento do potencial produtivo, no âmbito do Plano Estratégico da política Agrícola Comum (PEPAC), fecham em 30 de Abril.
Pescas – No sector das pescas tinham sido submetidas 1.268 candidaturas até meados de Abril, das quais foram aprovadas 511. Tinham sido pagos 245.000 euros relativos a 56 candidaturas. O Governo disponibilizou um apoio extraordinário para o sector da pesca de 3,5 ME, em particular para mitigar o impacto da paragem dos barcos, através do programa Mar 2030.
O sector da aquacultura em Portugal registou um prejuízo de, pelo menos, 1,5 ME, o mesmo valor do apoio disponibilizado através do programa Mar 2030 para a reposição de equipamentos de empresas de aquacultura, que foram destruídos pelo mau tempo. As candidaturas estão abertas até 30 de Abril.
Telecomunicações, energia e água – Três meses após o início das tempestades, cerca de 20 mil clientes continuam sem serviços fixos de comunicações, revelou na sexta-feira à Lusa a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM). A Anacom referiu ainda que recebeu “cerca de 1.200 reclamações escritas relacionadas com os eventos meteorológicos extremos verificados no início do ano”, estando a “demora na reposição dos serviços e/ou reincidência de falhas após reparação” entre os principais problemas, bem como reportes de avaria nos serviços de telefone fixo e móvel, serviços de acesso à Internet fixo e móvel, serviço de televisão por subscrição e televisão digital terrestre.
Contactados pela Lusa esta semana, autarcas de Mação, Tomar e Ferreira do Zêzere, no distrito de Santarém, relataram que persistem falhas nas telecomunicações nestes concelhos, com postes caídos, cabos no chão e serviços instáveis, num processo de recuperação que consideraram lento. As telecomunicações móveis já estão genericamente repostas.
Mais de 300 mil clientes dos operadores de comunicações electrónicas Meo, NOS, Vodafone e Nowo foram afectados pelo mau tempo, segundo a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM). As principais operadoras estimam ter reposição total nas zonas afectadas até ao fim de Abril.
O mau tempo afectou também infraestruturas de abastecimento de luz e água, que colapsaram e demoraram mais de um mês a ser repostas de forma estável. A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) esclareceu que vigoram até 30 de Abril as medidas extraordinárias no sector energético aplicáveis aos clientes afectados pelo mau tempo, como o pagamento fraccionado das facturas de luz e gás, a dispensa do pagamento da potência contratada durante o período de interrupção do fornecimento e a proibição de os comercializadores cortarem a luz por falta de pagamento. A EDP estimou em cerca de 80 milhões de euros os impactos provocados pela Kristin.
O grupo Águas de Portugal estimou em cerca de 40 milhões de euros a recuperação de infraestruturas para o restabelecimento do funcionamento dos sistemas de saneamento básico.
Estradas e Ferrovia – A Infraestruturas de Portugal (IP) indicou que 26 estradas no território nacional continuavam encerradas em 21 de Abril, salientando que algumas reparações podem demorar vários meses. Na sequência das tempestades, a IP chegou a registar mais de 300 cortes totais de troços de estradas na rede que gere.
A empresa pública estimou também que as reparações de situações provocadas pelas tempestades nas linhas do Oeste e da Beira Baixa devem ficar concluídas até ao final do ano.
Florestas – Mais de três mil quilómetros de caminhos florestais afectados pelo mau tempo foram desobstruídos até ao dia 15 de Abril, revelou, na sexta-feira, à Lusa o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), salientando que um terço da rede viária florestal desobstruída até àquela data situa-se na Região de Leiria. O ICNF revelou ainda que as matas nacionais do Casal da Lebre (Marinha Grande), a do Ravasco (Leiria) e a Mata Nacional de Leiria foram “particularmente afectadas, tendo os povoamentos aí existentes sido praticamente totalmente destruídos”.
Em 31 de Março, o secretário de Estado das Florestas disse que vai ser impossível até ao verão retirar todo o material lenhoso das zonas atingidas. O governante salientou que o foco agora está na mitigação dos riscos de incêndios e que tem de haver zonas prioritárias, onde devem ser concentradas as intervenções.
Os proprietários têm de realizar a limpeza dos terrenos até 31 de maio, de uma forma geral, ou até 30 de Junho nas zonas mais afectadas pelas tempestades. A Comissão Europeia aprovou um pacote de 250 milhões de euros de ajudas estatais ao sector florestal em Portugal, válido até 31 de Dezembro de 2029, para reflorestar áreas afectadas e compensar proprietários pela perda de rendimento.
26 de Abril de 2026
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Fonte: Notícias de Coimbra