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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
Coimbra preparada para retirar mais 9 mil pessoas em caso de "cheia centenária"
A Câmara de Coimbra está a preparar-se para ter de retirar mais nove mil pessoas, sobretudo na zona urbana, caso o cenário de cheia centenária se confirme na sexta-feira, afirmou esta quinta-feira, a presidente do município.
Depois de já ter avançado com avisos de retiradas preventivas nos últimos dias de cerca de 3.500 pessoas em zonas mais rurais do concelho, o município prepara-se agora para a possibilidade de retirar cerca de 9.000 pessoas concentradas na malha urbana, que poderá vir a sofrer inundações, afirmou Ana Abrunhosa, em conferência de imprensa na Casa Municipal de Proteção Civil.
Segundo a autarca, caso o cenário de cheia centenária se confirme na manhã de sexta-feira, será necessário retirar pessoas de zonas urbanas do concelho, como é o caso da Baixa e do Rossio de Santa Clara.
Já durante esta noite, o município irá começar a retirada preventiva de pessoas acamadas e sem-abrigo que estejam nas zonas que estão potencialmente em risco, acrescentou.
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Fonte: SIC Notícias
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
Quarta-feira, 11 de Fevereiro (16h00)
Passagem de superfície frontal fria sobre o território de Portugal Continental, afectando as regiões do norte, centro, área da grande Lisboa e Alentejo; períodos de chuva, por vezes intensos, progredindo do litoral para o interior.
Melhoria geral do tempo temporária para o final da tarde e início da noite.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
PORTUGAL CONTINENTAL: Tendência do estado do tempo a partir da noite de quinta-feira (noite de dia 12 para dia 13)
Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2026_00h00
Fonte: Met Office
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Chamada de atenção para eventuais inundações urbanas repentinas e em leitos de cheias.
PORTUGAL CONTINENTAL: Tendência do estado do tempo para quarta-feira, dia 11
Terça-feira, 10 de Fevereiro (17h30)
Tarde de nebulosidade e precipitação moderada e constante no Litoral Oeste, Ribatejo, Beira Baixa e Alto Alentejo.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
METEORED Portugal: Chuvas em Portugal: o grosso do rio atmosférico chegará na terça e quarta-feira nestas faixas horárias
Nas próximas 48 horas um novo rio atmosférico vindo das Caraíbas atingirá Portugal continental, mantendo elevado o risco de cheias e derrocadas em vários distritos. Saiba quando será o grosso da chuva na terça e quarta-feira, dias 10 e 11. Ao longo de grande parte da presente semana o jacto polar continuará a circular na direcção de Portugal continental, sendo favorável à chegada de novas frentes ao nosso território, associadas a tempestades formadas entre a Terra Nova e as Ilhas Britânicas. Prevê-se precipitação persistente e particularmente forte na metade ocidental das Regiões Norte e Centro (grosso modo a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela).
O que é um rio
atmosférico? Os rios atmosféricos são faixas estreitas e alongadas na atmosfera que
funcionam como verdadeiras “auto estradas de transporte de vapor de água”,
deslocando grandes quantidades de humidade desde as zonas tropicais até às
latitudes médias. Quando interagem com frentes frias ou massas de ar instáveis,
ganham o potencial de gerar chuva forte, eficiente e persistente.
A disposição dos
centros de acção atmosférica, com um novo “comboio” de tempestades a circular
no Atlântico Norte e o anticiclone dos Açores deslocado para sul,
permitirá a canalização de um novo rio atmosférico até
ao nosso país, cujo grosso nos atingirá entre terça e quarta-feira, dias 10 e
11 de Fevereiro. Ainda assim, este novo rio de humidade não terá a
mesma magnitude que o da semana passada, mas ao “chover
no molhado” contribuirá para o agravamento do risco de cheias,
inundações, derrocadas e deslizamentos de terras.
A mais recente actualização
do modelo Europeu intui que a parte mais activa do rio atmosférico procedente
das Caraíbas afectará toda a geografia do Continente (embora com contrastes
regionais). É importante salientar que ao longo de terça-feira,
dia 10, o contributo do rio de humidade já será bastante significativo para a
precipitação em Portugal continental, especialmente durante a manhã
deste dia nas Regiões Norte e Centro e no litoral Oeste.
Além disto, perspectiva-se
a possibilidade de trovoadas fortes durante a manhã e início da
tarde de terça (10) em qualquer ponto da geografia do Continente entre Minho e
Tejo (especialmente mais junto ao litoral), pelo que poderá
atingir zonas dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real,
Viseu, Aveiro, Coimbra, Leiria, Santarém, Lisboa e Setúbal.
Já na quarta (11)
começará por primeiramente alcançar as regiões entre os rios Mondego e
Guadiana, desde as primeiras horas da madrugada, onde reforçará a chuva, tornando-a
persistente e moderada ou pontualmente forte até quase ao final do dia,
especialmente na faixa territorial entre Tejo e Guadiana e em particular nas
zonas mais expostas aos ventos de Sudoeste.
O rio de humidade
rapidamente se espalhará para outras zonas do país, como a Região Norte, esperando-se que a sua fase mais intensa nesta parte
da nossa geografia ocorra entre o meio da manhã e o meio da tarde de
quarta-feira (11). No Norte, e sobretudo nos distritos situados a
oeste da Barreira de Condensação, prevê-se chuva persistente e pontualmente
moderada. Ainda de acordo com os mapas, o Algarve será a região menos afectada
pelo rio atmosférico, registando geralmente céu encoberto e chuva
fraca.
Quanto ao arquipélago
dos Açores prevê-se uma quarta-feira (11) de céu nublado, com boas
abertas, mas também períodos de chuva ou aguaceiros. Na Madeira
espera-se que o céu esteja geralmente muito nublado graças às altas pressões
que estenderão a sua influência de maneira significativa sobre este
arquipélago.
No Continente os rios
e as barragens terão de continuar a ser monitorizados, dado que muitos
deles ainda estão cheios e, mesmo que não chova tanto como nos últimos dias, os
solos saturados farão com que a água mais fácil e rapidamente flua sobre a
terra.
A chegada do ar
tropical muito ameno e húmido ‘transatlântico’ trouxe esta segunda-feira (9)
uma subida das temperaturas, sendo especialmente acentuada
nas mínimas. Nos próximos dias espera-se que subam de forma gradual, ou que se
mantenham, tanto máximas, como mínimas. Nesta primeira metade da semana as
mínimas oscilarão entre 12 e 15 ºC, excepto no interior Norte e
Centro onde os valores serão ligeiramente inferiores.
O rio
atmosférico impulsionará para o nosso país uma massa de ar tropical marítima
muito amena, provocando uma subida das temperaturas que registarão valores
acima da média para esta época do ano.
Tendo este panorama
térmico em conta, o cenário de queda de neve fica completamente descartado. O
que se espera é chuva abundante, também nas principais serras do Norte e do
Centro, o que elevará o risco de derretimento de alguma neve
que eventualmente ainda persista nos cumes, bem como o transbordamento de
cursos de água situados nestas regiões.
O vento de Oés-sudoeste
intensificará numa parte significativa da geografia continental, geralmente a
norte do rio Tejo, estando previstas rajadas até 70 km/h no litoral e
até 90 km/h nas terras altas.
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Fonte (tempo e imagem): Meteored Portugal
domingo, 8 de fevereiro de 2026
Tragédia em Portugal: Inundações recordes da tempestade Leonardo
CopyRight @ Xtreme TV
As chuvas persistentes associadas à tempestade Leonardo continuam a afetar Portugal, mantendo os rios com níveis elevados e o risco de cheias ativo em vários distritos. Em Alcácer do Sal, o rio Sado transbordou, inundando ruas e zonas ribeirinhas, à medida que o solo saturado dificulta a estabilização. As autoridades mantêm os alertas em vigor, enquanto a Proteção Civil gere milhares de incidentes relacionados com a tempestade, incluindo inundações urbanas, queda de árvores e risco de deslizamentos de terras. As perturbações nos transportes, a operação ferroviária cautelosa e as medidas de segurança costeira mantêm-se em vigor, enquanto as faixas de chuva atlânticas continuam a chegar. Esta não é uma crise repentina, mas sim uma fase prolongada de cheias, onde a vigilância, a coordenação e a adaptação da comunidade definem a resposta de Portugal à medida que as condições evoluem a cada hora.
▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ 📌 Aviso: Este vídeo inclui imagens reais e de arquivo do desastre e pode conter cenas sensíveis ou perturbadoras. Recomenda-se discrição. Todas as imagens são apresentadas estritamente para fins educacionais, documentais e de conscientização pública, sem qualquer intenção de distorcer o momento, a escala, a localização ou o impacto de quaisquer eventos retratados. A miniatura e a narração foram criadas usando inteligência artificial e são meramente ilustrativas.
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sábado, 7 de fevereiro de 2026
Depressão Marta coloca mais 100 mil pessoas sem luz
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Há pelo menos 1163 pessoas desalojadas, Protecção Civil alerta para o perigo de derrocadas
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Ciclone/depressão MARTA (Ponto da situação às 14h00)
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
Mau Tempo: Protecção Civil alerta para chuva intensa e ventos fortes com depressão Marta
O comandante nacional da Protecção Civil pediu esta sexta-feira às populações que mantenham um comportamento seguro, face à chegada da depressão Marta, que trará bastante chuva e ventos com rajadas que poderão atingir os 100 quilómetros/hora. De acordo com Mário Silvestre, durante o dia de hoje é expectável que se mantenham as previsões meteorológicas, apesar de "algum desagravamento do ponto de vista da precipitação".
Alertou para a chegada da depressão Marta, "que irá também trazer chuva intensa, nomeadamente na noite de sexta para sábado". "Mais uma vez estaremos perante um fenómeno meteorológico com previsões de bastante chuva e, inclusivamente, de bastante vento com rajadas que podem chegar aos 100 km hora", disse aos jornalistas, numa conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), em Oeiras.
Tendo em conta o quadro meteorológico actual, e as consequências da tempestade Kristin, o responsável frisou que "o cuidado é ainda maior", tendo em conta a possibilidade de queda de árvores e ou de alguma infraestrutura. "Portanto, como nota prévia, exortar toda a população para um comportamento seguro e com muito cuidado para que não tenhamos problemas e mais vítimas a registar", pediu.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afectadas. O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de Janeiro e 1 de Fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 8 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de Fevereiro.
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Fonte: SÁBADO
IPMA: Depressão MARTA (Chuva, vento, neve e agitação marítima em Portugal Continental)
MARTA é o nome atribuído pelo IPMA a uma depressão, que se prevê que esteja centrada em 43°N e 16°W às 09UTC de dia 7 de Fevereiro, com uma pressão atmosférica no seu centro de 997 hPa, inserida numa vasta região depressionária centrada no Atlântico Norte.
Portugal continental irá sentir os efeitos da referida depressão, inicialmente com a aproximação à região Sul, em especial ao litoral desta região, na manhã de dia 7, com precipitação persistente e por vezes forte e com rajadas de vento da ordem de 100 km/h e de 120 km/h nas serras.
Prevê-se que os maiores valores acumulados de precipitação ocorram a sul do rio Tejo, incluindo a região da grande Lisboa, sendo mais prováveis no Alentejo e nas serras algarvias, com acumulados da ordem de 60 mm (litros/m2) em 24 horas, o que contribuirá para uma nova subida dos caudais dos rios e ribeiras destas áreas.
A partir da tarde, com o deslocamento da depressão para leste, prevê-se uma intensificação do vento no litoral Centro, com rajadas que poderão atingir os 90 km/h, bem como ocorrência de precipitação por vezes forte.
A precipitação ocorrerá sob a forma de neve acima de 900 metros de altitude, subindo temporariamente a cota para 1200/1400 metros entre o início da manhã e o final da tarde, com acumulados superiores a 25 cm acima de 1400 metros na Serra da Estrela.
A agitação marítima manter-se-á forte durante este período, prevendo-se ondas do quadrante oeste até 7 metros de altura significativa na costa ocidental, em especial a sul do Cabo Carvoeiro, podendo atingir 13 metros de altura máxima, sendo ondas até 5 metros de sudoeste na costa sul do Algarve.
Devido a esta situação já foram emitidos avisos meteorológicos de níveis AMARELO e LARANJA de precipitação, neve, rajada de vento e agitação marítima, aconselhando-se o acompanhamento das actualizações dos mesmos.
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Fonte: IPMA
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
Quando é que este mau tempo finalmente acaba?
Primeiro veio a depressão Ingrid, depois vieram as tempestades Joseph e a Kristin e, agora, estamos a braços com a chuva copiosa trazida pela Leonardo e já se anuncia a Marta – mas afinal quando é que este mau tempo vai ter fim em Portugal? A resposta é dada, ainda que com cautela, pelo meteorologista Jorge Ponte: a chuva persistente talvez só abrande na semana do Carnaval, ou seja, a partir do dia 16 de Fevereiro.
“O que podemos observar agora para a semana a seguir ao Carnaval, a partir do dia 16, é que há um sinal estatístico com uma maior probabilidade de o anticiclone [dos Açores] já se intensificar mais e começar a exercer uma influência maior sobre a Península Ibérica. Isto não quer dizer que não possa chover ainda, principalmente a norte e centro do país ainda pode chover. Mas há aqui uma indicação que o tempo poderá melhorar, a partir do dia 16 de Fevereiro”, explica Jorge Ponte ao Azul.
Não é garantia de tempo seco, frisa o especialista, mas o modelo estatístico indica a possibilidade de um regime meteorológico menos adverso para o Carnaval. Jorge Ponte recorda, contudo, que as previsões de médio prazo (duas ou mais semanas) comportam sempre mais incerteza.
Alívio no Domingo – Não havia uma pequena melhora prevista para este fim-de-semana? Há, mas apenas para domingo, dia 8 de Fevereiro, véspera de um novo episódio de instabilidade e chuva persistente. Por outras palavras, domingo será aquela paragem que fazemos para recuperar o fôlego numa subida íngreme e cansativa.
“Melhora no domingo, mas no sábado ainda temos aqui um dia potencialmente complicado, particularmente na região sul de Portugal”, explica o meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), numa conversa telefónica. Nesse dia, de manhã, entrará, pelo sul, a depressão Marta, “com precipitação persistente e por vezes forte e com rajadas de vento da ordem de 100 km/h e de 120 km/h nas serras”, diz um comunicado do IPMA, com os maiores valores acumulados de precipitação a sul do Tejo, incluindo a região da Grande Lisboa, mas mais prováveis no Alentejo e serras algarvias.
Para a próxima semana, a partir do dia 9 de Fevereiro, os modelos usados pelo IPMA ainda não antecipam uma mudança que faça a diferença no que toca à chuva persistente. “Na região norte e centro ainda não é decisiva essa mudança; vai continuar a chover de forma abundante na próxima semana”, refere Jorge Ponte. No Sul, porém, deverá começar a sentir‑se algum alívio, ainda que com dias de precipitação.
Anticiclone fora do sítio – A sucessão de tempestades resulta, explica Jorge Ponte, da posição anómala do Anticiclone dos Açores que tem permanecido mais a sul do que o habitual. “Temos tido esse anticiclone localizado, podemos dizer de uma forma relativamente anómala, mais a sul do que o normal”. Isto tem permitido que as depressões atlânticas atinjam com maior frequência a Península Ibérica. É este desvio no corredor das tempestades que explica, segundo o especialista do IPMA, a “meteorologia adversa” que o país tem enfrentado.
O fenómeno não é inédito, mas tem sido persistente ao longo deste Outono e Inverno em Portugal. “No fundo, isso é o que está a ocorrer. Temos um anticiclone que está anormalmente a sul”, resume Jorge Ponte. Mas também há existem Invernos em que sucede precisamente o oposto e o país enfrenta períodos muito secos.
Até que o anticiclone reencontre a sua posição climatológica, o país continuará sob a influência de sistemas frontais, episódios intermitentes de rios atmosféricos e um corredor de tempestades persistentemente desviado para sul.
Um rio atmosférico consiste num “corredor de massa de ar quente e húmido, de origem tropical”, cuja posição depende da circulação atmosférica e dos centros de pressão. O episódio mais intenso que Portugal testemunhou correspondeu, na prática, quase a “uma auto-estrada de ar muito húmido que vinha directamente dos trópicos em direcção à Península Ibérica”.
Andréia Azevedo Soares
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Fonte: PÚBLICO
Cheias e inundações: o que a Protecção Civil pede à população?
A Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil reforça as recomendações à população face ao agravamento das condições meteorológicas, alertando para o risco de inundações urbanas, cheias, deslizamentos de terras e acidentes rodoviários, bem como para a possibilidade de galgamento da orla costeira devido à forte ondulação marítima.
O comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), Mário Silvestre, sublinha que a conjugação da chuva intensa com a subida dos caudais dos rios aumenta significativamente o perigo.
“Não atravessem estradas inundadas. É crítico que não o façam”, alerta o responsável, explicando que “30 centímetros de água são suficientes para que a maioria dos veículos fique imobilizada por aspiração da água, colocando imediatamente as pessoas em risco”.
Cuidados na condução e na via pública – A Protecção Civil recomenda que os condutores evitem túneis, passagens inferiores, ribeiras e vales, e que, em caso de necessidade, parem em locais seguros e elevados, longe das linhas de água. O comandante nacional chama ainda a atenção para o arrastamento de objectos soltos e quedas de detritos nas vias rodoviárias, que podem provocar acidentes.
“Mesmo quando a corrente parece fraca, 30 centímetros de água podem ser suficientes para arrastar uma pessoa ou um veículo”, sublinha.
O que fazer em casa – Para quem se encontra em casa, a recomendação é clara: fechar portas e janelas, desligar o gás e cortar a electricidade, mantendo-se, sempre que possível, nos andares superiores ou em pontos elevados. Os equipamentos eléctricos devem ser afastados da água e, se for necessário abandonar a habitação, deve ser levado apenas o essencial.
“As pessoas que fazem medicação diária devem levá-la consigo, assim como os documentos de identificação. Caso contrário, criam-se problemas adicionais na resposta de emergência”, alerta Mário Silvestre.
Atenção redobrada a crianças, animais e curiosos – A Protecção Civil apela para que as crianças sejam mantidas afastadas das linhas de água, que os animais sejam protegidos e colocados em zonas seguras e que ninguém se aproxime de rios para filmar ou fotografar a subida da água.
O comandante nacional deixa ainda um aviso específico para as zonas de descarga das barragens, onde os caudais estão particularmente elevados, pedindo à população que não permaneça nem circule nessas áreas.
Rio Tejo com caudais excepcionais – Uma das maiores preocupações prende-se com o Rio Tejo, onde as barragens espanholas de Alcântara e Cedillo estão a libertar volumes muito elevados de água.
“Esperamos caudais na ordem dos sete mil metros cúbicos por segundo, que poderão chegar aos nove mil metros cúbicos por segundo em território nacional”, refere Mário Silvestre, acrescentando que “desde 1997 que não se registava um episódio com esta dimensão na bacia do Tejo”.
Perante este cenário, a Protecção Civil recomenda às populações ribeirinhas que retirem bens das habitações, se coloquem em segurança e abandonem as casas sempre que necessário.
“O comportamento seguro neste momento é crítico para atravessarmos este episódio sem termos vítimas a lamentar”, conclui o comandante nacional da Protecção Civil.
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Fonte: Renascença
PORTUGAL CONTINENTAL: Mau tempo já provocou quase seis mil ocorrências desde domingo e isolou várias localidades
Os números foram avançados pelo comandante nacional da Protecção Civil, Mário Silvestre, durante um ponto de situação realizado na sede da ANEPC, em Carnaxide. Segundo o responsável, a resposta no terreno mantém-se reforçada, incluindo três helicópteros em permanência, utilizados na vigilância aérea e na avaliação das zonas mais afectadas.
Apesar de as quedas de árvores continuarem a representar uma parte significativa dos incidentes, as inundações registam um crescimento acentuado, com 1.593 ocorrências já identificadas. A subida das águas está também a provocar isolamento de várias localidades.
No distrito de Santarém, permanecem cortados os acessos a Reguengo do Alviela, Valada, Porto da Palha e Caneira. Já no distrito de Coimbra, a localidade de Ereira, no concelho de Montemor-o-Velho, continua sem ligações viárias.
As cheias obrigaram ainda ao realojamento de centenas de pessoas em diferentes pontos do país. Em Santarém, há 53 pessoas deslocadas na sequência da tempestade Kristin, enquanto 132 permanecem no Lar de Coruche, onde está preparado um plano de evacuação caso a situação se agrave.
No distrito de Leiria, foram realojadas 145 pessoas. Em Castelo Branco continuam deslocadas 53, e em Setúbal há registo de 15 pessoas realojadas, incluindo oito acamados. Duas pessoas da Trafaria foram encaminhadas para um espaço de acolhimento temporário da Protecção Civil municipal.
Para além do impacto das cheias, milhares de famílias continuam sem electricidade. Mário Silvestre confirmou que cerca de 86 mil pessoas permanecem sem fornecimento de energia, citando dados da E-Redes. A maioria das avarias concentra-se nas regiões mais afectadas pelo mau tempo.
Leiria é o distrito mais penalizado, com 57 mil clientes ainda sem luz, seguindo-se Santarém, onde 15 mil pessoas continuam sem energia eléctrica. Em Castelo Branco, registam-se três mil clientes afectados, enquanto em Coimbra permanecem cerca de mil avarias por resolver.
Entretanto, o plano especial para risco de cheias na bacia do Tejo foi elevado ao nível vermelho, após avaliação dos caudais e do impacto previsto. A decisão foi tomada na sequência de uma reunião da Comissão Distrital de Protecção Civil de Santarém, realizada durante a manhã desta sexta-feira.
O comandante nacional sublinhou que os patamares do plano estão directamente associados aos níveis de caudal, tendo como referência a estação hidrométrica de Almourol, acrescentando que a bacia do Tejo é a única no país com um plano especial desta dimensão, devido à sua extensão e potencial impacto das cheias.
A Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil voltou a reforçar os apelos à população perante o agravamento das condições meteorológicas, alertando para o aumento do risco de inundações e cheias, bem como para a possibilidade de deslizamentos de terras, acidentes rodoviários e galgamento costeiro, associado à forte agitação marítima.
Olímpia Mairos
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Fonte: Renascença













