quinta-feira, 23 de março de 2006

161. Noções de Meteorologia - Conceitos teóricos fundamentais de meteorologia sinóptica (VI)

As cartas meteorológicas de altitude
CARTAS DE 850 Mb (hPa)
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No “primeiro andar” (geralmente entre os 1000 e os 1600 metros de altitude), os sistemas são praticamente idênticos aos de superfície; a diferença reside no facto de o vento, aqui, é paralelo às isoípsas (linhas de igual valor de altitude).Utilizam-se estas cartas para detectar a localização das correntes de ar muito húmidas e as de ar seco, pois encontramo-nos ao nível das camadas em que se formam ou se movimentam as nuvens que originam chuvas ou trovoadas (o vento transporta, de um lugar para outro, o vapor de água que origina a formação das nuvens).
CARTAS DE 700 Mb (hPa)
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O “segundo andar” corresponde a uma altitude entre os 3000 e os 3500 metros. Utilizam-se estas cartas para localizar núcleos de ar frio ou de ar quente. Em algumas ocasiões aparecem, ao nível destas camadas, sistemas de baixas pressões que originam chuvas em superfície.

CARTAS DE 500 Mb (hPa)
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O “terceiro andar” corresponde a uma altitude entre os 5000 e os 5920 metros. Estas cartas são fundamentais para o prognóstico do tempo a 24 e a 48 horas, uma vez que já se comprovou que a massa da atmosfera que fica acima deste andar é quase idêntica à massa que fica entre abaixo desta camada, até à superfície terrestre. Transmite, portanto, uma ideia das condições médias da atmosfera.Localizando a posição das cunhas (“cristas”) e dos cavados (“vaguadas”), determina-se as futuras áreas de bom tempo, assim como as zonas de prováveis chuvas, mau tempo e formação baixas pressões em superfície.

CARTAS DE 250 Mb (hPa)
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Este “andar” corresponde ao “terraço” do “edifício atmosférico”; aqui, sopram ventos muito intensos com uma velocidade entre os 50 e os 100 nós. È aqui ou nas suas imediações que se encontra a “corrente de jacto” ou “jet stream”.
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