quinta-feira, 13 de Julho de 2006

283. Carta sinóptica e de ventos

Carta sinóptica de superfície Carta de ventos de 2 000 pés de altitude Carta de ventos de 40 000 pés de altitude
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Esta sequência de cartas permite avançar algumas explicações sobre o estado do tempo que esta semana tem afectado Portugal Continental.
Na carta sinóptica de superfície observa-se o anticiclone que se estende desde o Arquipélago dos Açores até à Europa Ocidental, abarcando, no seu raio de acção, toda a Península Ibérica; a Sudoeste da Península Ibérica forma-se uma depressão relativa de origem térmica.
A carta dos ventos de 2000 pés de altitude mostra ventos predominantes de leste e sueste sobre Portugal Continental – trata-se de uma massa de ar seca e relativamente quente, procedente do Norte de África.
A carta de ventos de 40 000 pés de altitude mostra ventos predominantes de norte sobre Portugal Continental – trata-se de uma massa de ar relativamente mais fresca.
A conjugação entre estas duas massas de ar (e a diferença térmica existente entre ambas) favorece o desenvolvimento vertical de correntes de ar (o ar quente, mais leve, tende a elevar-se) que, por sua vez, levam ao aparecimento de nebulosidade de desenvolvimento vertical que, nestes últimos dias, tem sido responsáveis pelos aguaceiros e trovoadas que têm afectado particularmente as regiões do interior de Portugal Continental durante a tarde e início da noite dos últimos dias.
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Fonte das imagens:
21 OWS

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