ÚLTIMO SEGUNDO, 3 de Novembro - O fenômeno da mudança climática, tema da 12ª Conferência das Partes da Convenção sobre Mudanças Climáticas da ONU (COP12), que reunirá 6.000 delegados de 189 países, a partir de segunda-feira, em Nairóbi, capital do Quênia, agora é visto como uma ameaça maior para a humanidade.
- O QUE É A MUDANÇA CLIMÁTICA?
Trata-se de um fenômeno geral de aquecimento do clima, em parte atribuível à atividade humana. A Terra viveu ciclos alternados de aquecimento e glaciação, mas o primeiro tem se inclinado a uma aceleração ao ritmo de +0,2 grau suplementar por década nos últimos 30 anos, um aumento 100 vezes maior do que o ritmo natural. Segundo um estudo publicado no fim de setembro pela Nasa (agência espacial americana), a Terra nunca esteve tão quente em 12 mil anos.
- EFEITO ESTUFA, O CULPADO
Sem o efeito estufa, envoltório gasoso que armazena o calor, a temperatura média na Terra seria de 18 graus negativos. No entanto, desde o fim do século XIX e o início da era industrial, as emissões de gases causadores de efeito estufa aumentaram 35% e a temperatura média, um grau. Os principais gases com efeito estufa são o gás carbônico ou dióxido de carbono (CO2, responsável por 60% das emissões), o metano (CH4), o protóxido de nitrogênio (N20), os hidrofluorocarbonos (HFC), o perfluorocarbono (PFC) e o hexafluoreto de enxofre (SF6).
Segundo os cientistas, a concentração de CO2 na atmosfera alcançou níveis nunca vistos em 420.000 anos e esta situação vai perdurar por 200 anos.
- O QUE DIZEM OS CIENTISTAS ?
Até 2100, as temperaturas podem aumentar entre 1,4°C e 5,8°C e o nível dos oceanos, de 15 a 80 cm. O consenso é internacional: nenhum cenário elaborado pelos climatologistas no mundo simula um esfriamento futuro.
Há cinco anos o aquecimento do planeta é visível: derretimento de geleiras, diminuição das nevascas na Europa, aumento do nível dos mares (+10 a 20 cm no século XX), multiplicação dos fenômenos extremos (furacões, etc.).
- O QUE FAZER ?
A comunidade internacional está tomando medidas para atenuar o fenômeno, as quais, se forem efetivas a partir de agora, não terão efeitos visíveis antes de 50 ou 100 anos, devido à inércia dos gases armazenados na atmosfera.
A humanidade, que consome agora 30 vezes mais energia que há um século, precisaria reduzir suas emissões de CO2 na atmosfera, limitando a utilização de combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás).
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Fonte: Último Segundo / AFP
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Fonte: Último Segundo / AFP
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