O hemisfério norte do planeta viveu o Inverno mais quente desde que há registos, ou seja, 1880. Os dados divulgados pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos vêm juntar-se a outros relatórios que testemunham, de forma inequívoca, o aquecimento global do planeta nas últimas décadas.
Facto que, associado aos cenários catastróficos que daí podem advir - secas, incêndios e ondas de calor -, não traz boas notícias. A conclusão até pode ser vista com agrado por algumas pessoas, como as que vivem fustigadas por grandes nevões e baixas temperaturas nas zonas a norte. Mas a verdade é que estes dados são mais uma prova de que o clima já está diferente.
O relatório revela que a temperatura em terra e no mar registada entre Dezembro de 2006 e Fevereiro de 2007 foi 0,72 graus Celsius acima da média. Os investigadores referem ainda que as temperaturas globais aumentaram, no século passado, 0,06 graus por década. Contudo, desde 1976, esse aumento foi três vezes maior, atingindo principalmente as latitudes altas do hemisfério norte.
O segundo recorde na lista dos Invernos mais quentes foi em 2004, tendo os restantes dez registos mais quentes sido detectados a partir do ano de 1995. A agência norte-americana atribui parte das causas deste fenómeno ao El Nino, um aquecimento sazonal de parte do oceano Pacífico. Jay Lawrimore, do organismo americano, referiu à Reuters que para este aquecimento contribuíram também as tendências de longo prazo da subida das temperaturas.
Curiosamente, Lawrimore afirmou: "Não dizemos que este Inverno é uma prova da influência dos gases com efeito de estufa", recusando colá-lo às alterações climáticas. Os peritos referem, contudo, que com estes dados se podem compreender cada vez melhor as suas causas naturais e humanas.
Um episódio assim não é suficiente para dizer que o clima está a mudar, considera Fátima Espírito Santo, do Instituto de Meteorologia. A climatologista afirmou ao DN que estes episódios podem ainda ser compreendidos à luz da variabilidade climática. "Mas não podem ser atribuídos às alterações climáticas e à responsabilidade humana." Contudo, acrescenta, se considerarmos que os últimos dez Invernos mais quentes ocorreram desde 1995, as variações são mais consistentes. "Mas têm de persistir mais tempo para podermos tirar conclusões.
A tendência de aquecimento do planeta foi reiterada há um mês pelos peritos que compõem o Painel Intergovernamental das Nações Unidas para as Alterações Climáticas. Em Paris, os cientistas apresentaram cenários para 2100 que apontam uma subida que pode atingir 4,6 graus Celsius. Foi ainda considerado altamente provável (90% de certeza) a responsabilidade humana.
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Fonte: Diário de Notícias
Facto que, associado aos cenários catastróficos que daí podem advir - secas, incêndios e ondas de calor -, não traz boas notícias. A conclusão até pode ser vista com agrado por algumas pessoas, como as que vivem fustigadas por grandes nevões e baixas temperaturas nas zonas a norte. Mas a verdade é que estes dados são mais uma prova de que o clima já está diferente.
O relatório revela que a temperatura em terra e no mar registada entre Dezembro de 2006 e Fevereiro de 2007 foi 0,72 graus Celsius acima da média. Os investigadores referem ainda que as temperaturas globais aumentaram, no século passado, 0,06 graus por década. Contudo, desde 1976, esse aumento foi três vezes maior, atingindo principalmente as latitudes altas do hemisfério norte.
O segundo recorde na lista dos Invernos mais quentes foi em 2004, tendo os restantes dez registos mais quentes sido detectados a partir do ano de 1995. A agência norte-americana atribui parte das causas deste fenómeno ao El Nino, um aquecimento sazonal de parte do oceano Pacífico. Jay Lawrimore, do organismo americano, referiu à Reuters que para este aquecimento contribuíram também as tendências de longo prazo da subida das temperaturas.
Curiosamente, Lawrimore afirmou: "Não dizemos que este Inverno é uma prova da influência dos gases com efeito de estufa", recusando colá-lo às alterações climáticas. Os peritos referem, contudo, que com estes dados se podem compreender cada vez melhor as suas causas naturais e humanas.
Um episódio assim não é suficiente para dizer que o clima está a mudar, considera Fátima Espírito Santo, do Instituto de Meteorologia. A climatologista afirmou ao DN que estes episódios podem ainda ser compreendidos à luz da variabilidade climática. "Mas não podem ser atribuídos às alterações climáticas e à responsabilidade humana." Contudo, acrescenta, se considerarmos que os últimos dez Invernos mais quentes ocorreram desde 1995, as variações são mais consistentes. "Mas têm de persistir mais tempo para podermos tirar conclusões.
A tendência de aquecimento do planeta foi reiterada há um mês pelos peritos que compõem o Painel Intergovernamental das Nações Unidas para as Alterações Climáticas. Em Paris, os cientistas apresentaram cenários para 2100 que apontam uma subida que pode atingir 4,6 graus Celsius. Foi ainda considerado altamente provável (90% de certeza) a responsabilidade humana.
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Fonte: Diário de Notícias
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