quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

1472. Consequências do mau tempo em Portugal Continental

Leiria: Autoridades registaram 28 quedas de árvores no distrito - A protecção civil do distrito de Leiria registou a queda de 28 árvores durante a manhã de hoje devido ao vento forte e chuva das últimas horas, tendo-se verificado também algumas inundações em caves e garagens. Segundo fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Leiria, os bombeiros foram chamados para algumas inundações pontuais em habitações e em ruas com sarjetas entupidas mas as situações foram rapidamente resolvidas.
Também as quedas de árvores, apesar de serem muito numerosas, não causaram problemas graves à circulação rodoviária nem provocaram danos em veículos, acrescentou a mesma fonte.
Espinho: Queda de catenária na Linha do Norte provoca atrasos na circulação dos comboios - A queda de uma catenária na linha ferroviária do Norte, na zona de Espinho, está a provocar atrasos na circulação dos comboios provenientes e com destino ao Porto, disse à Lusa fonte da CP. Segundo a fonte, os atrasos rondam os cerca de 30 minutos.
"A queda da catenária, provocada pelo mau tempo, está obrigar a que a circulação se faça numa só via, o que está a originar atrasos", acrescentou. A mesma fonte disse que a Refer já está a proceder à reparação da catenária, devendo a situação normalizar-se nas "próximas duas horas" (até às 12:00).
Setúbal: Mau tempo provoca destelhamento de casas e queda de árvores - O mau tempo que se fez sentir durante a madrugada na cidade de Setúbal destelhou parcialmente, pelo menos, cerca de uma dezena de casas e provocou a queda de árvores em duas escolas das Manteigadas. A Protecção Civil Municipal está a ainda a proceder a um levantamento exaustivo dos danos provocados pelo mau tempo, que destruiu os muros de protecção e vedações da escola EB 1 das Manteigadas, na Rua da Quinta de São José, e na Escola Secundária D. Manuel Martins.
Segundo o comandante dos Bombeiros Sapadores de Setúbal, Mário Macedo, houve pelo menos 25 pedidos de ajuda de moradores da zona das Manteigadas devido à queda de árvores e ao destelhamento de casas, mas não há vítimas nem desalojados. Em declarações à agência Lusa, a professora Maria Ermestina Figueiredo contou que o vento forte destelhou parcialmente a escola primária das Manteigadas e derrubou algumas árvores que acabaram por provocar a derrocada de um muro e vedação da escola. Devido a esta situação, pelo menos hoje não haverá aulas para os 89 alunos daquele estabelecimento de ensino, adiantou a professora.
De acordo com o testemunho de um morador, António Costa, que é também encarregado geral da Câmara de Setúbal, o mau tempo fez-se sentir com particular intensidade entre as 02:00 e as 02:30 da madrugada. "Só se ouviu um grande estrondo que resultou na queda de várias árvores e no destelhamento parcial da escola básica e de várias casas nas imediações", disse à Lusa António Costa, que cerca das 08:00 já se encontrava no local a orientar as operações de limpeza que estão a cargo da Protecção Civil municipal.
Coimbra: Árvores caídas e inundações na via pública - O mau tempo provocou na madrugada de hoje a queda de 13 árvores e inundações na via pública em Coimbra, sem causar estragos nem vítimas, disse à agência fonte Lusa dos Bombeiros Sapadores da cidade.
A mesma fonte adiantou que durante a madrugada os bombeiros foram chamados para 15 ocorrências, que envolveram cerca de 45 homens, relacionadas com o vento e chuva forte que se intensificaram entre as 04:30 e as 08:00 horas.
Os Bombeiros Sapadores registaram ainda a queda de uma chaminé numa habitação em construção, nos arredores da cidade.
Alentejo: Vento forte derruba quase 60 árvores - O maior número de ocorrências foi registado no distrito de Beja, com os bombeiros a ser chamados para remover 29 árvores caídas, adiantou fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS).
Na zona de Évora, foram registadas duas inundações e 16 quedas de árvores entre as 02:00 e as 07:00. Mais a norte, no distrito de Portalegre, os bombeiros foram mobilizados para solucionar a queda de 12 árvores em estradas da região. Segundo fontes dos bombeiros, as ocorrências registadas não apresentaram gravidade.
Mau tempo faz estragos durante a noite - Em Lisboa, logo ao início da noite, os Sapadores de Bombeiros tiveram de responder a 70 pedidos de ajuda em hora e meia. A maior parte das situações deveu-se às fortes chuvas que caíram na capital esta madrugada e que provocaram pequenas inundações, infiltrações, entupimentos e a queda de árvores.
Os bombeiros viram-se assim obrigados a mobilizar meios para responder a várias inundações na via pública e residências.
No Porto, chuva intensa obrigou durante a madrugada ao realojamento de uma família de quatro pessoas devido a infiltrações no telhado do prédio que habita. Segundo os Bombeiros Sapadores do Porto, apesar de apresentar graves deficiências no telhado, o prédio de três pisos não apresentava riscos ao nível da estrutura. Os bombeiros tiveram ainda de resolver várias situações relacionadas com inundações em habitações e via pública, tendo recebido três dezenas de pedidos de ajuda. Também em Gaia a noite foi agitada, com os Sapadores locais a registarem dezenas de pedidos de intervenção.
Fonte dos sapadores indicou que grande parte das situações se relacionou com "inundações e quedas de árvores". O caso mais grave ocorreu no acesso da A1 à rotunda de Santo Ovídeo, onde uma árvore de grande porte caiu na via, provocando "congestionamento de trânsito".
No distrito de Santarém, ventos fortes e chuva provocaram muitas quedas de árvores que obrigaram a interromper temporariamente várias estradas nacionais e municipais. Estas ocorrências não provocaram, contudo, danos pessoais ou materiais, segundo indicação do Centro Distrital de Operações de Socorro.
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