Os moradores da Avenida Infante Dom Pedro, em Alverca, mais conhecida como a Rua da Estação, contabilizam os prejuízos das cheias que assolaram a rua na semana passada e acusam a Junta de Freguesia de Alverca e Câmara Municipal de Vila Franca de Xira de negligência.
Um dos moradores da avenida, com 73 anos, tinha acabado de se levantar quando na manhã de segunda-feira, 18 de Fevereiro, foi alertado pela sobrinha de que a rua estava a ficar alagada. Foi quando se apercebeu que estava a entrar água na casa-de-banho junto à sanita e do outro lado, pelo corredor do quintal que dá acesso à casa. Os prejuízos, diz, são incalculáveis.
O morador explica que situações destas tornaram-se cada vez mais frequentes e aponta o dedo às entidades camarárias. O reformado afirma que se a junta limpasse todas as sarjetas da freguesia durante o verão estas situações não aconteceriam. O casal já fez um relatório dos estragos que entregou às assistentes sociais da autarquia, que estiveram no local no dia das inundações, mas não tem grandes esperanças de receber algum dinheiro pelo que perdeu. “Vai dar muito trabalho arranjar tudo, mas também já não vivo muitos mais anos e também não tenho condições para mudar para outra casa”, afirma.
“A água subiu cerca de 25 centímetros. Fiquei com todas as divisões da casa alagadas. A máquina de lavar roupa, o ferro, o sofá, arca com roupas e lençóis por estrear, cobertores, alcatifas que apodreceram, o chão. Até o bacalhau e as mercearias ficaram estragados”, conta com desalento. A esposa, que tem problemas de locomoção, estava na cama quando tudo aconteceu. Foram os Bombeiros Voluntários de Alverca que a tiraram de casa e levaram-na ao colo até ao barco onde o casal foi transportado até um local seguro. “É uma grande aflição e tristeza vermos as nossas coisinhas conquistadas com muita dificuldade ao longo de uma vida inteira ficarem estragadas de um momento para o outro”, afirma a idosa.
Também o proprietário de uma mercearia na rua da estação, com 67 anos de idade, viu a água entrar-lhe pelo estabelecimento sem ter tempo de impedir os estragos. Os prejuízos ascendem a aproximadamente dois mil euros. A arca congeladora avariou e o comerciante teve que mandar reparar o balcão, feito de madeira, que ficou estragado e não o substituiu uma vez que não tem dinheiro para isso. Mercearias e muita roupa foram para o lixo. Segundo o comerciante estas inundações cada vez mais frequentes têm uma explicação lógica: o rio Crós-cós não tem a grande profundidade e é suportado apenas por muros de terra. “Quando chove mais e a maré está cheia acontece isto”, afirma, enquanto mostra os prejuízos no estabelecimento.
O comerciante recorda que as assistentes sociais da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira estiveram com os moradores afectados pelas enxurradas e garantiram que iam resolver o problema embora não tenham prometido qualquer indemnização pelos estragos causados pela chuva. “Se pagamos os nossos impostos a todos os organismos do Estado acho que também deveríamos receber a totalidade de tudo aquilo que perdemos”, refere.
O morador explica que situações destas tornaram-se cada vez mais frequentes e aponta o dedo às entidades camarárias. O reformado afirma que se a junta limpasse todas as sarjetas da freguesia durante o verão estas situações não aconteceriam. O casal já fez um relatório dos estragos que entregou às assistentes sociais da autarquia, que estiveram no local no dia das inundações, mas não tem grandes esperanças de receber algum dinheiro pelo que perdeu. “Vai dar muito trabalho arranjar tudo, mas também já não vivo muitos mais anos e também não tenho condições para mudar para outra casa”, afirma.
“A água subiu cerca de 25 centímetros. Fiquei com todas as divisões da casa alagadas. A máquina de lavar roupa, o ferro, o sofá, arca com roupas e lençóis por estrear, cobertores, alcatifas que apodreceram, o chão. Até o bacalhau e as mercearias ficaram estragados”, conta com desalento. A esposa, que tem problemas de locomoção, estava na cama quando tudo aconteceu. Foram os Bombeiros Voluntários de Alverca que a tiraram de casa e levaram-na ao colo até ao barco onde o casal foi transportado até um local seguro. “É uma grande aflição e tristeza vermos as nossas coisinhas conquistadas com muita dificuldade ao longo de uma vida inteira ficarem estragadas de um momento para o outro”, afirma a idosa.
Também o proprietário de uma mercearia na rua da estação, com 67 anos de idade, viu a água entrar-lhe pelo estabelecimento sem ter tempo de impedir os estragos. Os prejuízos ascendem a aproximadamente dois mil euros. A arca congeladora avariou e o comerciante teve que mandar reparar o balcão, feito de madeira, que ficou estragado e não o substituiu uma vez que não tem dinheiro para isso. Mercearias e muita roupa foram para o lixo. Segundo o comerciante estas inundações cada vez mais frequentes têm uma explicação lógica: o rio Crós-cós não tem a grande profundidade e é suportado apenas por muros de terra. “Quando chove mais e a maré está cheia acontece isto”, afirma, enquanto mostra os prejuízos no estabelecimento.
O comerciante recorda que as assistentes sociais da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira estiveram com os moradores afectados pelas enxurradas e garantiram que iam resolver o problema embora não tenham prometido qualquer indemnização pelos estragos causados pela chuva. “Se pagamos os nossos impostos a todos os organismos do Estado acho que também deveríamos receber a totalidade de tudo aquilo que perdemos”, refere.
A cheia de 18 de Fevereiro foi a primeira para outro morador, residente na avenida Infante D. Pedro há cerca de quatro anos, Todos os objectos que estavam no chão ficaram estragados, sobretudo alcatifas. Mas o pior aconteceu na arrecadação que tem no quintal onde guarda roupas e material de verão. “Ficou tudo estragado e debaixo de água. Os custos são avultados”, conta.
Uma senhora de 57 anos, moradora no número 58 da rua da Estação há mais de três décadas, só não sofreu tantos prejuízos desta vez porque já estava prevenida. As últimas cheias, que há cerca de quatro anos lhe invadiram a casa, serviram-lhe de lição. A moradora construiu muros de tijolos à entrada da porta de casa de modo a evitar a entrada da água. Mesmo assim não conseguiu evitar os estragos. Para ela tudo isto seria evitado se as entidades competentes fizessem o seu trabalho. “Durante 20 anos nunca ouvi falar em cheias grandes com muita frequência nesta zona. Nos últimos 10 anos aparecem cheias quase todos os anos. Se a junta e a autarquia, que são as entidades responsáveis, limpassem e desentupissem os esgotos, as valetas e as estradas, isto não acontecia tão facilmente. Agora, andamos sempre com o coração nas mãos sempre que chove”, explica.
Contactado pelo nosso jornal o presidente da Junta de Freguesia de Alverca refuta as críticas e assegura que a limpeza estava feita, o que evitou que o pior acontecesse no dia em que a água da chuva inundou a rua da estação. O coordenador da protecção civil do concelho de Vila Franca de Xira, António Carvalho, já tinha garantido igualmente a O MIRANTE que a limpeza foi efectuada atempadamente.
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Fonte: O Mirante
1 comentário:
A falta de limpeza das sarjetas é apenas um pequeno problema. o verdadeiro problema reside na impermeabilização dos solos, canalização das ribeiras e ocupação dos leitos de cheia. É impressionante o ritmo de construção em Alverca, dai que este tipo de cheias e inundações sejam recorrentes, quer chova muito, quer chova pouco.
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