Em Fevereiro a seca atingiu o Noroeste peninsular, preocupando a região da Galiza, onde se registou o Inverno mais seco desde há 67 anos e onde as temperaturas médias foram superiores em 2,5 graus centígrados aos valores normais para esse mês, afectando também o litoral Norte português, que passou para a situação de seca severa, segundo o Instituto de Meteorologia (IM).
Aqueles resultados devem-se à variabilidade climática natural nesta região da Península Ibérica e em concreto em Portugal, que por vezes é muito significativa. Não admira que passemos de situações de seca a cheias em pouco tempo, como explicam meteorologistas ouvidos pelo JN, que não associam o fenómeno directamente às alterações climáticas.
"Nas variáveis de chuvas não se observam claras tendências anormais para a Galiza", afirma um responsável regional da agência espanhola de meteorologia citada ontem pelo "El Pais", que tem dado espaço às preocupações com a seca naquela autonomia.
Não é habitual o Norte ser mais seco do que o Sul, mas não se trata de um fenómeno extraordinário. Na seca de 1976, o Norte foi a região mais atingida. Do mesmo modo que não é estranho que a situação climática desta área do país seja semelhante à da Galiza, pois há uma uniformidade no Noroeste peninsular, relacionada com as perturbações atmosféricas desta região.
O valor médio da temperatura máxima do ar (em FEVEREIRO) foi superior em cerca de 2 graus ao valor médio no período 1961-1990, enquanto a média da temperatura média foi cerca de 1,8 graus superior ao valor médio no mesmo período. Sublinhe-se que o número de dias com temperaturas máximas superiores a 20 graus chegou a nove no Porto/Pedras Rubras e na Anadia e dez em Monção.
Alfredo Maia* * * * * * * * * * * * * * * *
Fonte: JN (Adaptado)
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