sábado, 26 de julho de 2008

1916. Câmara de Gaia está a trabalhar para contrariar erosão costeira

A Câmara de Gaia "tem consciência" da erosão que afecta a orla marítima do concelho, mas está a desenvolver esforços que permitam estabilizar a situação, afirmou à Lusa o vereador do Ambiente, Mário Fontemanha. "Não temos culpa da erosão, que afecta as zonas costeiras em todo o mundo, mas estamos atentos e com a preocupação de trabalhar para resolver o assunto", frisou o vereador.
Mário Fontemanha salientou que a erosão costeira "não é novidade nenhuma", acrescentando que a Câmara de Gaia "tem consciência de que tem havido erosão em algumas zonas da orla marítima do concelho, nomeadamente a sul do quebra-mar da Aguda e na praia de Salgueiros". "A Câmara de Gaia alertou para esta situação o Instituto da Água, que tem a jurisdição sobre a orla marítima, numa reunião realizada em Outubro", revelou o vereador do Ambiente.
Na sequência dessa reunião, a Câmara de Gaia e o Instituto da Água apresentaram uma candidatura ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) tendo em vista a "deslocação de 63 mil metros cúbicos de areia que se alojou a norte do quebra-mar da Aguda para a parte sul até à meia-laranja da praia da Granja". Segundo Mário Fontemanha, a candidatura já foi aprovada, admitindo que as obras possam começar antes do final deste ano, devido a atrasos no lançamento do concurso para a sua adjudicação.
"O concurso foi lançado em Maio, mas teve que ser anulado porque os concorrentes não respeitaram um dos requisitos. O novo concurso deve ser lançado em breve pelo Instituto da Água, pelo que as obras devem começar antes do final do ano", frisou.
Mário Fontemanha salientou ainda que a Câmara de Gaia também se candidatou ao QREN para a requalificação de todo o cordão dunar existente ao longo dos 18 quilómetros de orla costeira do concelho. As obras, que devem arrancar "logo depois do fim da época balnear", envolverá a reconstrução dos passadiços e a sua elevação, "para permitir que as dunas cresçam".
A posição da Câmara de Gaia surge na sequência do envio pela Associação Amigos do Mar de Gaia de uma carta para a Comissão Europeia em que denuncia alguns "pontos negros" da requalificação do litoral do concelho, apelando a uma intervenção para corrigir os erros que considera terem sido cometidos. "Queremos saber como acabar com este problema e aumentar a sensibilização da classe política para que tenha mais consciência da fragilidade das zonas costeiras", refere o documento, a que a Lusa teve acesso.
A carta enviada ao comissário europeu do Ambiente, Stavros Dimas, é acompanhada por fotografias alusivas aos principais problemas detectados, como a destruição de recifes, a erosão costeira e a colocação dos bares de apoio às praias.
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