Seis meses depois da passagem do tornado que deixou um rasto de destruição em povoações dos concelhos de Santarém, Alcanena e Torres Novas, a vida regressou à normalidade mas as vítimas continuam à espera de ser ressarcidas dos prejuízos.
O dono da José Parreira Gabriel (carpintaria), disse à agência Lusa que, para retomar a laboração, garantir os postos de trabalho e fazer face às encomendas, a empresa teve que recorrer à banca, que aceitou aumentar o endividamento no quadro das medidas de apoio prometidas pelo Governo. Contudo, passados seis meses, as ajudas prometidas ainda não chegaram e o «único apoio efectivo e imediato» que a empresa teve até agora de entidades oficiais foi o «lay off» concedido aos seus 19 funcionários a 10 de Abril, logo no dia a seguir ao tornado que deixou um rasto de destruição num corredor de 15 quilómetros de extensão por 100 metros de largura.
Dos perto de dois milhões de euros de prejuízos sofridos pela empresa, a seguradora «portou-se bem» e já liquidou os perto de 800.000 euros que lhe cabiam. A empresa candidatou-se à linha de crédito bonificado a disponibilizar pelo IAPMEI, para um financiamento de 500.000 euros (o valor máximo permitido), esperando que esta chegue rapidamente.
«Para conseguirmos retomar a actividade tivemos que recorrer a endividamento por conta dessa linha de crédito. Se a nossa candidatura não for aprovada na totalidade teremos que renegociar com a banca. Estamos à espera para saber definitivamente com o que é que a empresa pode contar», disse à Lusa.
O chefe de gabinete do governador civil de Santarém disse à agência Lusa que a linha de crédito, que permite financiamentos a juros bonificados até 500.000 euros, está «em fase muito adiantada em termos de procedimentos administrativos».
O dono da José Parreira Gabriel (carpintaria), disse à agência Lusa que, para retomar a laboração, garantir os postos de trabalho e fazer face às encomendas, a empresa teve que recorrer à banca, que aceitou aumentar o endividamento no quadro das medidas de apoio prometidas pelo Governo. Contudo, passados seis meses, as ajudas prometidas ainda não chegaram e o «único apoio efectivo e imediato» que a empresa teve até agora de entidades oficiais foi o «lay off» concedido aos seus 19 funcionários a 10 de Abril, logo no dia a seguir ao tornado que deixou um rasto de destruição num corredor de 15 quilómetros de extensão por 100 metros de largura.
Dos perto de dois milhões de euros de prejuízos sofridos pela empresa, a seguradora «portou-se bem» e já liquidou os perto de 800.000 euros que lhe cabiam. A empresa candidatou-se à linha de crédito bonificado a disponibilizar pelo IAPMEI, para um financiamento de 500.000 euros (o valor máximo permitido), esperando que esta chegue rapidamente.
«Para conseguirmos retomar a actividade tivemos que recorrer a endividamento por conta dessa linha de crédito. Se a nossa candidatura não for aprovada na totalidade teremos que renegociar com a banca. Estamos à espera para saber definitivamente com o que é que a empresa pode contar», disse à Lusa.
O chefe de gabinete do governador civil de Santarém disse à agência Lusa que a linha de crédito, que permite financiamentos a juros bonificados até 500.000 euros, está «em fase muito adiantada em termos de procedimentos administrativos».
Os funcionários da empresa foram deixando gradualmente o «lay off» (medida em que a Segurança Social garante o pagamento de 70 por cento do salário), tendo todos retomado o trabalho três meses depois do tornado (a 09 de Julho). Além da reconstrução, a empresa teve que adquirir novas matérias-primas, já que a madeira em stock foi inutilizada pelas fortes chuvadas que se seguiram ao arranque dos telhados pela força do vento.
Esperando igualmente conhecer em breve os apoios prometidos pela conta de emergência, criada pelo Governo a 10 de Abril para responder a situações como a que afectou a zona, o empresário sublinhou que «todos os apoios são bem vindos», numa altura em que a conjuntura económica afecta em particular o sector da construção, onde se insere a sua carteira de clientes.
Esperando igualmente conhecer em breve os apoios prometidos pela conta de emergência, criada pelo Governo a 10 de Abril para responder a situações como a que afectou a zona, o empresário sublinhou que «todos os apoios são bem vindos», numa altura em que a conjuntura económica afecta em particular o sector da construção, onde se insere a sua carteira de clientes.
O presidente da Junta de Freguesia de Abra, onde se situa a povoação de Canal, cuja maioria das habitações foi danificada pela passagem do tornado, disse à Lusa que as pessoas afectadas tiveram que se endividar para reparar os danos e ainda não sabem exactamente que ajudas vão ter. «As pessoas têm pagamentos a fazer e já começam a ficar desconfiadas», disse.
Além dos destroços com amianto que estão por recolher, sobretudo de coberturas de anexos e arrecadações, à espera das instruções da Agência Portuguesa do Ambiente, a iluminação pública, igualmente afectada pela intempérie, continua a aguardar a colocação de lâmpadas, adiantou.
Além dos destroços com amianto que estão por recolher, sobretudo de coberturas de anexos e arrecadações, à espera das instruções da Agência Portuguesa do Ambiente, a iluminação pública, igualmente afectada pela intempérie, continua a aguardar a colocação de lâmpadas, adiantou.
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Fonte: Diário Digital
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