quinta-feira, 6 de novembro de 2008

2080. Investigador denuncia situação "dramática" de doença do pinheiro no Distrito de Coimbra

Um investigador da Universidade de Évora, especialista do nemátodo, causador da doença do pinheiro, considerou "dramática" a situação observada em vários pinhais do Distrito de Coimbra, durante uma visita promovida por uma associação florestal da região. "Estamos perante uma situação dramática de progressão da doença. Há claramente uma situação de alarme que tem de ser debelada", disse à agência Lusa Manuel Mota, investigador do NemaLab, congénere do Instituto de Ciências Agrárias Mediterrânicas (ICAM) da Universidade de Évora.
O foco de nemátodo, causador da doença do pinheiro, foi detectado pela primeira vez em 1999 na Península de Setúbal e, em Abril, voltou a ser encontrado em pinhais da Lousã e Arganil, no Distrito de Coimbra. A visita promovida pela associação Caule, reuniu diversos investigadores universitários, técnicos e dirigentes de associações florestais, passou por diversos pinhais dos Concelhos de Penacova, Tábua, Arganil e Oliveira do Hospital.
"Ao longo do IP-3, entre Coimbra e Tábua, observámos um conjunto de árvores em declínio, com sintomas característicos da doença e, na Serra do Açor, em Mouronho, há uma autêntica situação de descalabro", frisou Manuel Mota. Ouvido pela agência Lusa durante a visita, o presidente executivo da associação Caule, Vasco Campos, considerou "imperativa" a intervenção do Estado na ajuda aos proprietários florestais "para que seja possível atenuar os efeitos da doença". Acrescentou que os pinhais afectados confrontam-se com "proprietários ausentes" e "uma população envelhecida, sem meios para agir".
"O Estado tem de ajudar os proprietários a cortar as árvores – não é indemnizar as pessoas, isso nada resolve – mas, desde Abril, a intervenção foi nula. Se nada se fizer [a
doença] vai espalhar-se pelo País", avisou.
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