terça-feira, 9 de dezembro de 2008

2147. Críticas aos «atrasos» no socorro às vítimas do naufrágio do Rosamar

A Confederação Intersindical Galega e o Partido Popular espanhol criticaram esta terça-feira as alegadas «falhas» nas operações de socorro às vítimas do naufrágio do barco de pesca «Rosamar», garantindo que não foram cumpridos os tempos de resposta, noticia a agência Lusa. «Os contratos do serviço aéreo de salvamento estabelecem que, de dia, os meios têm que estar no ar em 20 minutos após o pedido de socorro, ou em 30 minutos se for de noite. O que se verificou no caso do «Rosamar» foi que estes tempos foram largamente ultrapassados», referiu, à Lusa, o responsável pelo sector das pescas da Confederação Intersindical Galega.
Segundo Xabier Aboy, o problema é que, de noite, a tripulação dos helicópteros não fica nas bases mas sim em hotéis, o que «atrasa em muito» um qualquer processo de socorro. «Se os bombeiros estão dia e noite nos quartéis para acudir de imediato a uma qualquer emergência, por que é que o mesmo não acontece com as tripulações dos helicópteros, quando se sabe que um acidente em mar exige uma resposta imediata?», insurgiu-se o sindicalista.
O «Rosamar» naufragou sexta-feira a 24 milhas a norte de Burela, na costa da Galiza, com oito portugueses e cinco indonésios a bordo. Três portugueses morreram e quatro foram resgatados com vida, assim como um indonésio. Até ao momento, continuam desaparecidos cinco pescadores, um dos quais português e os restantes indonésios.
Segundo o jornal «La Voz de Galicia», o helicóptero terá demorado 135 minutos a chegar ao local para o resgate dos sobreviventes. O problema é que o helicóptero que habitualmente tem base no porto de Celeiro, em Lugo, bem mais próximo do local do naufrágio, tinha poucos dias antes sido temporariamente deslocado para a Corunha. Foi necessário substituir o helicóptero que normalmente opera na Corunha, que na altura estava a ser submetido a uma revisão programada.
O Partido Popular (PP) espanhol já exigiu explicações ao Governo socialista, considerando «inconcebível» que o helicóptero da Corunha não fosse substituído sem ter havido necessidade de deslocar para lá o de Lugo. Em comunicado, o PP refere que isto revela que o Governo permite o incumprimento dos contratos com a empresa que opera com os helicópteros de salvamento marítimo, que estipulam a obrigação de contar com aeronaves em cada base 24 horas por dia durante 365 dias por ano.
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Fonte: Portugal Diário

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