sexta-feira, 7 de agosto de 2009

2524. Cientistas querem criar na web observatório da vida na Terra

Encyclopedia of Life (EOL)
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Cientistas pediram a pessoas de todo o mundo que ajudem a criar um observatório sobre a vida na Terra, via Internet, de maneira que seja possível identificar o impacto das alterações climáticas sobre a fauna e também pragas que podem prejudicar safras agrícolas. "A minha esperança é que... possamos chegar a ter milhões de pessoas fornecendo dados" no longo prazo, disse James Edwards, presidente da Encyclopedia of Life (EOL), baseada no Instituto Smithsonian em Washington, à Reuters, sobre o projecto de 10 anos de duração. James Edwards afirmou que as organizações científicas já estão a trabalhar para reunir milhares de bancos de dados computorizados sobre animais e plantas num "observatório virtual" unificado que poderá ser similar aos sistemas mundiais de monitorização do tempo ou de terramotos. As pessoas de muitos países já registram na Internet as suas observações, que variam de pássaros raros avistados no Canadá às datas em que as flores desabrocham na Austrália. O novo sistema, quando estiver operacional, conectará esses sites esparsos.
Cerca de 400 especialistas em tecnologia e biologia, de 50 países, reuniram-se em Londres, no início de Junho, na conferência "e-Biosphere", organizada pela EOL para discutir os seus planos. A EOL está a tentar também descrever on-line as espécies do mundo. "Estamos a falar de um sistema livre ao qual todos poderiam ter acesso e para o qual todos poderiam contribuir", disse Norman MacLeod, curador de paleontologia no Museu de História Natural de Londres, o anfitrião do evento. James Edwards declarou que um panorama geral da biodiversidade poderá ter grandes benefícios económicos, por exemplo, um insecto incomum encontrado num jardim pode ser uma praga que chegou a um local inadvertidamente a bordo de um embarque de cereais, e poderia perturbar a agricultura local. Entre os benefícios de saúde poderia estar a compreensão de mudanças nos alcances de mosquitos portadores de malária vinculada ao aquecimento global, disse James Edwards.
"Dentro de 10 anos, os cientistas dizem que teriam uma maneira eficiente e efectiva de acompanhar as mudanças no alcance e abundância de plantas e animais, com tempo, de acordo com as mudanças nos padrões mundiais de temperatura e precipitação", afirma um comunicado sobre o projecto.

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Fonte: G1

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