Na Conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, programada para Dezembro em Copenhaga, a África pedirá aos países ricos indemnizações de milhares de milhões de dólares, como compensação pelos efeitos das alterações climáticas nos países do continente. A notícia foi antecipada por um diplomata sudanês, na capital da Somália, após a reunião de ministros do ambiente e da agricultura dos 8 representantes africanos na Conferência.
A cúpula mundial deve aprovar um novo tratado sobre as emissões de CO2 no meio ambiente, em substituição do Protocolo de Kyoto, que expira em 2012. A compensação pedida pela União Africana (UA) – prevê Lumumba Di-Aping, delegado do Sudão na ONU – pode chegar a 5% do PIB mundial, ou seja, 46,8 mil milhões de euros por ano, a partir de 2020.
Cientistas e especialistas consideram que África contribui muito pouco para a poluição que provoca as alterações climáticas. O certo é que o continente é o mais atingido por secas, inundações, ondas de calor e pela subida do nível do mar.
Jean Ping, presidente da União africana, informou que outra exigência será a redução em 40% das emissões poluentes dos países desenvolvidos. Segundo um estudo publicado em Maio em Genebra, pelo Fórum Humanitário Mundial, os países em desenvolvimento deverão sofrer 90% das consequências humanas e económicas das alterações climáticas.
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Fonte: Rádio Vaticano
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