O Governo etíope solicitou à comunidade internacional auxílio alimentar de emergência para 6,2 milhões dos seus cidadãos, dado que a seca está a afectar profundamente todos os territórios do Nordeste africano. O pedido de auxílio de emergência para uma parte importante dos 10 milhões de etíopes que estão a ser afectados pela seca, num país de um pouco mais de 85 milhões, foi feito numa reunião de dadores que está a debater o efeito da falta de chuvas em toda a região onde se situam a Eritreia, a Etiópia, o Djibuti e a Somália.
O Programa Alimentar Mundial (PAM), das Nações Unidas, afirma serem necessários nos próximos seis meses o equivalente a 190 milhões de euros, para que o número de etíopes com fome não venha a aumentar, num país onde mais de um terço das crianças pesa menos do que é normal. Num relatório que assinala 25 anos da grande fome que matou sensivelmente um milhão de etíopes, a agência humanitária Oxfam (conglomerado de organizações não-governamentais com base no Reino Unido) diz que a alimentação importada salva vidas a curto prazo, mas que faz pouco para resolver os problemas estruturais da Etiópia, cujo território é 12 vezes o de Portugal.
O apelo feito é no sentido de os dadores internacionais prepararem as comunidades do segundo país mais populoso da África (a seguir à Nigéria) para conseguirem evitar os desastres ou para lhes conseguirem fazer frente da melhor maneira possível. O mês passado a Oxfam calculara que 23 milhões de pessoas estão ameaçadas pela seca em sete países do Corno de África e suas imediações, desde a Eritreia ao Quénia.
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Fonte: PÚBLICO
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