quarta-feira, 7 de outubro de 2009

2621. PORTUGAL CONTINENTAL: Mau tempo (Ponto da situação às 19h20)

População de Sobral da Adiça revive susto das cheias de 1997 - Na memória dos cerca de mil habitantes de Sobral da Adiça (Moura) está hoje bem vivo o susto apanhado nas cheias de 1997, quando, tal como hoje, as águas da ribeira do Sobral galgaram as margens. Há 12 anos, contudo, os prejuízos foram mais avultados e as cheias provocaram um morto na terra.
Hoje de manhã, a forte chuvada que fustigou a zona de Sobral da Adiça fez transbordar de novo a ribeira e inundar várias casas, mas não provocou danos pessoais, nem desalojados. (Fonte: EPA)

Pessoas evacuadas devido a inundações - Um pouco por todo o país, as chuvas e os ventos fortes de terça-feira e da madrugada de quarta-feira deixaram marcas.
No distrito de Beja, vários habitantes de Sobral da Adiça, no concelho de Moura, foram retirados das suas casas, na zona mais baixa da aldeia, depois da ribeira local ter transbordado e provocado inundações, revelaram os bombeiros. "Caiu uma chuva bastante intensa, a meio da manhã, e fez transbordar a ribeira do Sobral, provocando algumas inundações de casas", revelou à agência Lusa o segundo comandante distrital de Beja das Operações de Socorro, Carlos Pica. Depois de ter baixado o caudal da ribeira, as pessoas começaram a regressar a casa e em conjunto com os bombeiros procedem a operações de limpeza. Não há feridos a registar.
Em Viseu, o troço da EN 222, entre Torrão e a barragem de Bagaúste, está cortado ao trânsito devido a um deslizamento de terras, em consequência das fortes chuvas que, esta madrugada e manhã, afectaram o distrito.
Os bombeiros do Peso da Régua receberam 30 pedidos de ajuda por causa de inundações, quedas de muros e pequenas derrocadas provocadas pela "chuva torrencial" que caiu durante a noite naquele concelho. O comandante da Régua, António Fonseca, disse à Lusa que uma equipa de 27 bombeiros percorreu o concelho durante a noite, madruga da e manhã para dar resposta aos pedidos de ajuda resultantes do "forte temporal" que se abateu na região.
A água entrou em algumas casas de habitação, estabelecimentos comerciais e afectou ainda a Estação dos Correios, uma situação que, segundo o responsável, foi provocada pela falta de limpeza dos caleiros e sarjetas que dificultou o escoamento. António Fonseca falou ainda em carros atolados na lama, pequenas derrocadas e quedas de muros que atingiram diversas vias de acesso e caminhos rurais nas freguesias envolventes à sede do concelho.
Nos concelhos do Porto, Matosinhos e Gaia também ocorreram pequenas inundações da via pública, infiltrações, quedas de árvores e pedras. No distrito da Guarda há registo, igualmente, de inundações da via pública, infiltrações e quedas de árvores. Na Covilhã, os bombeiros voluntários têm estado a acudir a várias inundações desde as 06:30 devido a chuva forte, mas sem gravidade, disse à Lusa fonte do CDOS. Os pedidos de ajuda no concelho da Covilhã têm surgido sobretudo na freguesia do Tortosendo, acrescentou.
Apesar da chuva não ter caído com intensidade em Lisboa, os bombeiros registaram apenas "dois ou três casos" sem gravidade devido a sarjetas e algerozes entupidos. No que diz respeito ao trânsito na capital, fonte da PSP referiu ter registado alguns acidentes, "pequenos toques, alegadamente por causa do piso molhado".
A chuva que caiu terça-feira à noite em Guimarães causou cerca das 22:00 também várias inundações no parque de estacionamento do Centro Comercial S. Francisco, em habitações e na via pública, de acordo com fonte dos bombeiros daquela cidade. Os Bombeiros Voluntários de Guimarães receberam também vários pedidos de auxílio devido a pequenas inundações, infiltrações e sarjetas entupidas, estando agora a situação mais calma. A chuva intensa provou cheias no Ribeiro de Couros e inundações em dezenas de casas e estabelecimentos comerciais. Os ventos fortes causaram a queda de árvores, tendo mesmo cortado ao trânsito a estrada nacional 101, que liga Guimarães a Braga. "Durante a noite e esta manhã, recebemos dezenas de pedidos de ajuda", referiu fonte dos Bombeiros Voluntários de Guimarães.
Em Lamego, a chuva forte que caiu durante a noite provocou "prejuízos avultados". "A chuva caiu torrencialmente durante praticamente quatro horas. Devido ao desnível da cidade, vieram terras da mata da Nossa Senhora dos Remédios e da Serra das Meadas para a zona mais baixa", disse o presidente da autarquia, Francisco Lopes. Segundo o autarca, tratou-se da "primeira grande chuvada desde o Verão, que apanhou todo o lixo e folhagem, e o sistema de drenagem de águas pluviais colapsou". "Houve uma série de habitações inundadas, nomeadamente no Bairro da Ponte, em Valdigem e em S. João, na zona junto à adega cooperativa. E a cidade ficou transformada num lamaçal", acrescentou.
Francisco Lopes contou que a força das águas fez ainda estragos nas calçadas com maior inclinação, "transportando paralelos como se fossem areias", quer no centro histórico de Lamego, quer em algumas freguesias. "Junto ao colégio de Lamego abriu-se uma verdadeira cratera", acrescentou. O autarca referiu que a derrocada de um muro junto ao cemitério de Santa Cruz, na única saída da cidade, provocou problemas no trânsito, com os carros a passarem muito lentamente.
Em Évora, os bombeiros registaram 12 inundações em vários concelhos do distrito, incluindo numa escola e num supermercado em Borba. Fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) adiantou à Agência Lusa que a maior parte das inundações ocorreu nos concelhos de Vila Viçosa, Borba e Redondo. Évora e Alandroal foram outros dos locais onde ocorreram inundações, todas sem gravidade. (Fonte: Jornal de Notícias)

Queda de muros, estradas cortadas e inundações na região da Guarda - O mau tempo que hoje se fez sentir na região da Guarda originou a queda de muros, cortou estradas e provocou inundações, disse à agência Lusa fonte da Protecção Civil Municipal. Segundo Granja de Sousa, coordenador do Serviço de Protecção Civil Municipal da Guarda, a situação mais complicada ocorreu na localidade de Aldeia do Bispo, onde "ruiu um muro, devido às enxurradas provenientes da encosta da serra". Segundo a mesma fonte, o muro "esmagou um carro" e a água "inundou o rés-do-chão de uma casa de habitação" daquela localidade próxima da cidade da Guarda, causando "prejuízos avultados" ao proprietário.
O mau tempo também derrubou um muro de um quintal na localidade de Benespera e originou o corte das estradas municipais que ligam Seixo Amarelo - Gonçalo e Santana d`Azinha - Catraia do Sortelhão, situações que já estão a ser resolvidas pelas equipas da Protecção Civil da Câmara da Guarda, adiantou. Na cidade da Guarda, as fortes chuvadas "arrastaram pedras e areias" para a Avenida Monsenhor Mendes do Carmo e para a VICEG -Via de Cintura de Externa da Guarda, segundo aquele responsável. Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) da Guarda disse à Lusa que nas últimas horas "foram registadas algumas inundações nos concelhos da Guarda, Sabugal e Almeida, mas nada de situações graves". (Fonte: Diário de Notícias)

Mau tempo: Inundações e estradas cortadas em Guimarães - Uma tromba de água e ventos fortes causaram o caos, esta noite, na cidade de Guimarães, e obrigaram a protecção civil e colocar na rua todas as equipas para «repor a normalidade», disse hoje à Lusa o presidente da autarquia. «Todas as equipas da protecção civil estão a trabalhar no sentido de repor a normalidade nas zonas mais afectadas pela tromba de água», acrescentou António Magalhães. O autarca deu indicações para que os funcionários municipais continuassem a drenagem de água e a limpeza de resíduos acumulados, esta noite e madrugada, nas zonas mais baixas da cidade. (Fonte: Diário Digital)

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