As temperaturas de Outubro foram verdadeiramente tropicais, com os termómetros a subirem acima de 25º em quase todo o continente e acima de 30º em metade do território nacional, segundo os últimos dados do Instituto de Meteorologia (IM).
O IM salienta, no seu mais recente boletim climatológico, que "ocorreu uma onda de calor em algumas estações meteorológicas do Centro e Sul do Continente no período de 10 a 18 de Outubro", e reconhece que o mês de Outubro foi "o mais quente dos últimos 14 anos em relação à temperatura máxima".
O IM salienta, no seu mais recente boletim climatológico, que "ocorreu uma onda de calor em algumas estações meteorológicas do Centro e Sul do Continente no período de 10 a 18 de Outubro", e reconhece que o mês de Outubro foi "o mais quente dos últimos 14 anos em relação à temperatura máxima".
Com efeito, o valor médio da temperatura máxima foi de 2,8º acima do valor médio do período de 1971-2000, com especial destaque para Évora (+5,2º), Castelo Branco (+4º), Lisboa (+3,7º) e Penhas Douradas (+3,2º). E as recordistas do número de dias (26) com temperaturas máximas acima dos 25º foram Alvalade e Amareleja, no Baixo Alentejo, embora coubesse a Aljezur, no Algarve, a temperatura máxima mais elevada registada num só dia: 34,9º.
Considera-se que ocorre uma onda de calor – do ponto de vista climatológico – quando num intervalo de pelo menos seis dias consecutivos a temperatura máxima do ar é superior em cinco graus célsius ao respectivo valor médio diário da temperatura máxima no período de referência de 1961-1990.
A onda de calor que varreu o Centro e Sul do Continente chegou a durar nove dias em alguns locais. Em quase todo o território nacional houve pelo menos 10 dias e em metade do país houve pelo menos 15 dias com temperaturas do ar superiores a 25º.
Em sete dos dez meses de 2009 já decorridos registaram-se temperaturas máximas acima da média de 1971-2000 na maior parte do país, apesar de Julho ter sido um mês relativamente fresco. E Março foi o mês mais seco dos últimos 11 anos.
Adérito Serrão, presidente do IM, afirmou ao Expresso que os valores registados "acompanham a tendência consolidada de aquecimento generalizado desde a década de 1970 e vão acentuar-se os episódios extremos nos próximos anos, como ondas de calor, secas, picos de precipitação e inundações, apesar de globalmente tudo apontar para que venha a chover menos". Em suma, "já nada nos poderá surpreender a partir daqui e teremos, simplesmente, de nos adaptar às alterações climáticas".
Considera-se que ocorre uma onda de calor – do ponto de vista climatológico – quando num intervalo de pelo menos seis dias consecutivos a temperatura máxima do ar é superior em cinco graus célsius ao respectivo valor médio diário da temperatura máxima no período de referência de 1961-1990.
A onda de calor que varreu o Centro e Sul do Continente chegou a durar nove dias em alguns locais. Em quase todo o território nacional houve pelo menos 10 dias e em metade do país houve pelo menos 15 dias com temperaturas do ar superiores a 25º.
Em sete dos dez meses de 2009 já decorridos registaram-se temperaturas máximas acima da média de 1971-2000 na maior parte do país, apesar de Julho ter sido um mês relativamente fresco. E Março foi o mês mais seco dos últimos 11 anos.
Adérito Serrão, presidente do IM, afirmou ao Expresso que os valores registados "acompanham a tendência consolidada de aquecimento generalizado desde a década de 1970 e vão acentuar-se os episódios extremos nos próximos anos, como ondas de calor, secas, picos de precipitação e inundações, apesar de globalmente tudo apontar para que venha a chover menos". Em suma, "já nada nos poderá surpreender a partir daqui e teremos, simplesmente, de nos adaptar às alterações climáticas".
Virgílio Azevedo
(NOTA: Este texto foi expurgado de vários erros científicos relativamente ao texto original publicado no Jornal Expresso)
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Fonte : Expresso
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