Porto e Braga lideram distritos mais afectados pelo mau tempo – Fazendo as contas ao número de ocorrências nestes quatro dias, Porto e Braga são os distritos até agora mais afectados pelo mau tempo. Os dois somam quase metade das cerca de 700 ocorrências a que os bombeiros foram chamados um pouco por todo o país.
São contas que dizem respeito ao período entre as 18h00 da passada sexta-feira – dia em que a Protecção Civil accionou o alerta amarelo – e as 8h00 da manhã de ontem. Ao todo, foram registadas 407 inundações, 175 quedas de árvores e 55 desabamentos de terras, a que se juntam mais algumas dezenas de painéis publicitários, telhados e outras estruturas arrastadas pelo vento.
No Distrito do Porto estão contabilizadas 198 inundações, 36 quedas de árvores e 14 deslizamentos de terra. O deslizamento que provocou mais problemas, registou-se no entanto no Distrito de Vila Real, onde a Linha do Douro esteve interrompida durante algumas horas. O distrito de Braga surge no segundo lugar dos mais afectados, com 73 inundações e 37 quedas de árvores.
No Distrito do Porto estão contabilizadas 198 inundações, 36 quedas de árvores e 14 deslizamentos de terra. O deslizamento que provocou mais problemas, registou-se no entanto no Distrito de Vila Real, onde a Linha do Douro esteve interrompida durante algumas horas. O distrito de Braga surge no segundo lugar dos mais afectados, com 73 inundações e 37 quedas de árvores.
A Protecção Civil vai continuar em alerta amarelo até ao meio-dia de hoje. A meteorologia prevê melhorias no tempo apenas nesta madrugada, a que se seguirão pelo menos três dias sem chuva forte. (Fonte: Renascença)
LISBOA: Mau tempo motivou 95 pedidos de ajuda durante a tarde - Os Sapadores Bombeiros de Lisboa receberam 95 pedidos de ajuda, entre as 15:00 e as 18:30 de ontem, devido às fortes chuvas registadas naquele período mas a maioria das situações está já resolvida. "Os pedidos que recebemos estavam, directa ou indirectamente, relacionados com o mau tempo, dizendo respeito a inundações e a algumas das suas consequências mais comuns, como os curto-circuitos ou a queda de estuque", explicaram os Sapadores Bombeiros.
Segundo a mesma fonte, das ocorrências registadas durante a tarde, destacam-se "a inundação de um edifício na Rua Martins Ferrão, perpendicular à Avenida Fontes Pereira de Melo, que estava sem a cobertura, e infiltrações num prédio na Avenida Elias Garcia". (Fonte: RTP)
Segundo a mesma fonte, das ocorrências registadas durante a tarde, destacam-se "a inundação de um edifício na Rua Martins Ferrão, perpendicular à Avenida Fontes Pereira de Melo, que estava sem a cobertura, e infiltrações num prédio na Avenida Elias Garcia". (Fonte: RTP)
"AS CÂMARAS NÃO ESTÃO A LIMPAR AS SARJETAS" (Anthimio de Azevedo, Ex-meteorologista):
Correio da Manhã – O mau tempo que está a atravessar o País é normal para a altura do ano?
Anthimio de Azevedo – Sim. O que me parece que vamos ter mais frequentemente são duas estações no ano. Uma mais quente ou menos quente e outra mais chuvosa ou menos chuvosa. Não será para amanhã nem para o ano. É uma situação progressiva.
Correio da Manhã – Podemos, então, dizer que as estações terão características diferentes?
Anthimio de Azevedo – Estamos no final do Outono. O Inverno começa daqui a cerca de um mês. Aquilo que foi menos normal foi termos tido tantos dias de sol até há pouco tempo. A precipitação também tem ocorrido de forma diferente da habitual.
Correio da Manhã – O Inverno não será tão rigoroso como em anos anteriores?
Anthimio de Azevedo – Actualmente, verifica-se uma relativa modificação das situações meteorológicas, com ocorrências de aguaceiros súbitos que podem provocar inundações. As câmaras não estão a limpar as sarjetas a tempo. Se a chuva que caía num dia cai agora numa hora, não tem escoamento capaz.
Estradas cortadas por queda de árvores e inundações - O dia de ontem também ficou marcado por dezenas de inundações, sendo que o Centro Distrital de Operações de Socorro de Lisboa (CDOS) registou até às 18h00 183 ocorrências relacionadas com o mau tempo. Já os Bombeiros Sapadores da capital receberam 95 pedidos de ajuda no período entre as 15h00 e as 18h30.
Correio da Manhã – O mau tempo que está a atravessar o País é normal para a altura do ano?
Anthimio de Azevedo – Sim. O que me parece que vamos ter mais frequentemente são duas estações no ano. Uma mais quente ou menos quente e outra mais chuvosa ou menos chuvosa. Não será para amanhã nem para o ano. É uma situação progressiva.
Correio da Manhã – Podemos, então, dizer que as estações terão características diferentes?
Anthimio de Azevedo – Estamos no final do Outono. O Inverno começa daqui a cerca de um mês. Aquilo que foi menos normal foi termos tido tantos dias de sol até há pouco tempo. A precipitação também tem ocorrido de forma diferente da habitual.
Correio da Manhã – O Inverno não será tão rigoroso como em anos anteriores?
Anthimio de Azevedo – Actualmente, verifica-se uma relativa modificação das situações meteorológicas, com ocorrências de aguaceiros súbitos que podem provocar inundações. As câmaras não estão a limpar as sarjetas a tempo. Se a chuva que caía num dia cai agora numa hora, não tem escoamento capaz.
Estradas cortadas por queda de árvores e inundações - O dia de ontem também ficou marcado por dezenas de inundações, sendo que o Centro Distrital de Operações de Socorro de Lisboa (CDOS) registou até às 18h00 183 ocorrências relacionadas com o mau tempo. Já os Bombeiros Sapadores da capital receberam 95 pedidos de ajuda no período entre as 15h00 e as 18h30.
Pequenas inundações na via pública e em habitações, curto-circuitos, bem como buracos no pavimento, estradas cortadas devido à queda de árvores e ao curso da água, foram as situações mais frequentes provocadas pela chuva e vento intenso na capital. As freguesias da Parede e S. Domingos de Rana, em Cascais, foram as mais afectadas, a par da Baixa de Lisboa. Apesar de alguns danos materiais, não há vítimas a lamentar.
Os Sapadores de Coimbra registaram, pelo menos, quatro desabamentos de terras para a via pública, que não causaram danos. A chuva intensa que se fez sentir durante a madrugada e o dia originou várias inundações em casas, numa igreja e numa creche. Contrariamente aos estragos provocados pelo mau tempo na região do Grande Porto, no domingo, o CDOS não recebeu ontem pedidos de ajuda.
Os Sapadores de Coimbra registaram, pelo menos, quatro desabamentos de terras para a via pública, que não causaram danos. A chuva intensa que se fez sentir durante a madrugada e o dia originou várias inundações em casas, numa igreja e numa creche. Contrariamente aos estragos provocados pelo mau tempo na região do Grande Porto, no domingo, o CDOS não recebeu ontem pedidos de ajuda.
"Nem por causa de inundações nem por quedas de árvores", segundo o CDOS do Porto. A chuva ainda caía com intensidade durante a manhã, mas o tempo melhorou e parou de chover ao final da tarde.
Paula Gonçalves / João Tavares/ Ana Sofia Coelho / J.N. / I.J.
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