quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

2830. O aquecimento global e os seus efeitos na Antárctica

“A temperatura média mais ao sul na Antárctida aumentou 3 graus célsius, o que é muito se comparado com a média mundial”, defendeu Jefferson Cardia Simões, especialista em glaciares. Segundo Jefferson Simões, a situação da região - onde está instalada a base brasileira - é preocupante. “A periferia é preocupante, está a responder rapidamente, tendo glaciares a fluírem mais rapidamente”.
Não confirmando se a tendência de aumento na temperatura deve continuar, adiantou que a região é uma das regiões com maior variabilidade climática do mundo. “É normal. Ali é onde se dá o embate das massas de ar polares com as massas que chegam mais amenas ao norte. Isso traz instabilidade. É ciclone atrás de ciclone‘, explicou.
Quanto ao comportamento dessa região do continente, Jefferson Simões reforçou que a Antárctida é muito grande e não tem um comportamento homogéneo. “As regiões respondem por uma questão regional”, afirmando que, nos últimos 25 anos são nítidas as mudanças ambientais no continente. Como se trata de um lugar extenso, o impacto não deve-se a pesquisadores que estudam o local (o único não habitado no planeta), mas vem de longe, nas mudanças da química na atmosfera.
“Aquela região é o ponto com maior aquecimento, um dos maiores do mundo e, na parte oeste, mais de 90% dos glaciares estão a contrair-se”, comentou o especialista, afirmando que as plataformas de gelo começaram a romper-se nos últimos 15 anos. Jefferson Simões defende que, em contrapartida, no centro da Antárctica não há evidência forte ou resposta a um aquecimento; como nessa região a média da temperatura é de 55 graus negativos, acredita que dois ou 3 graus não irão afectar o derretimento do gelo.
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