segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

2842. AQUECIMENTO GLOBAL: Alguma contradição meteorológica ?

Especialista alemão em clima prevê morte do turismo no Sul da Europa - As mudanças climáticas registadas no mundo podem levar ao desaparecimento do turismo no Sul da Europa num prazo de 50 anos, estima o meteorologista alemão Mojib Latif, do Instituto de Investigação Marinha da Universidade de Kiel.
Enquanto o Sul do continente europeu deverá experimentar em breve frequentes períodos de seca prolongados, "nas montanhas continuará a aumentar o limite das zonas com neves eternas", assinala este cientista. Praticar esqui nos Alpes "com certa segurança é hoje quase impossível abaixo dos 2000 metros de altitude", assinala Latif, um conceituado investigador em matéria de mudança climática no planeta.
Devido ao degelo dos solos nas áreas de alta montanha, pelo reaquecimento da Terra, serão mais frequentes também no futuro os deslizamentos de terra e desprendimentos de massa rochosa, "tornando instáveis essas áreas", explica. No monte Cervino, um dos cumes emblemáticos da Suíça, com 4.478 metros de altitude, as altas temperaturas que afectam há semanas aquele país derreteram as neves nos cumes e começaram a afectar os glaciares, causando desprendimentos de toneladas de massa rochosa no vale do Zermatt.
Na Alemanha, a onda de calor de 2003 baixou a marcas recorde os níveis dos rios, entre eles o caudaloso Reno, uma das artérias fluviais mais importantes da Europa Ocidental, afectando a navegação em diversos trechos. Os períodos relativamente curtos entre secas e inundações não são uma contradição, afirma Latif.
"O clima continuará a evoluir de forma extrema". A actividade humana "não tem incidência directa em cada um dos fenómenos climáticos que se registam, mas sim na sua frequência", refere o cientista. Uma das principais causas destas vertiginosas mudanças climáticas, segundo o meteorologista, são as emissões de gases de efeito de estufa, como o dióxido de carbono, o metano e os combustíveis fluorados e clorados.
"Nem mesmo as medidas adoptadas para reduzir essas emissões poderão influir nesta evolução do clima nos próximos 50 anos", diz Latif, já que o sistema climático do planeta "reage muito lentamente às influências externas". (Fonte: A Página; Agosto de 2003)
Cientista: planeta sofrerá arrefecimento nas próximas décadas - O mundo poderia estar num período de temperaturas mais baixas - e não de aquecimento - como resultado de mudanças cíclicas nas correntes oceânicas que ocorrerão nos próximos 20 ou 30 anos, é o que afirma o professor Mojib Latif, cientista do Instituto Leibniz, na Universidade de Kiel, na Alemanha, e autor de uma pesquisa Intergovernamental da ONU sobre Mudança do Clima (IPCC). As informações são do site do jornal britânico Telegraph.
Segundo o site, o cientista questiona a visão amplamente difundida de que a temperatura mundial vai aumentar rapidamente nos próximos anos. Mas Latif acredita que a onda de frio será apenas uma interrupção temporária na mudança do clima.
Numa conferência da ONU realizada em Setembro de 2009, o professor afirmou que as mudanças nas correntes oceânicas conhecidas como 'oscilação do Atlântico Norte' poderiam ser mais fortes nas próximas décadas do que os actos do homem causadores do aquecimento global.
Controverso, o pesquisador afirma também que essas flutuações podem ser responsáveis por grande parte do aumento nas temperaturas globais visto ao longo dos últimos 30 anos. "Uma parte significativa do aquecimento que nós vimos de 1980 a 2000 e em períodos anteriores, no século XX, deveu-se a esses ciclos. Talvez cerca de 50% deles", completou.
"Invernos como este se tornarão muito mais prováveis. (...) O verão também irá provavelmente ser mais frio e os derretimentos de glaciares e do gelo do mar vão diminuir. Por enquanto, o aquecimento global terá uma pausa e pode muito bem haver também algum arrefecimento". (Fonte:
Terra; Janeiro de 2010)

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