domingo, 10 de outubro de 2010

3190. PORTUGAL CONTINENTAL: Efeitos do mau tempo

Sacavém, no concelho de Loures, sofreu sábado com o mau tempo – Em Sacavém o dia foi dedicado às limpezas após os estragos provocados pelas cheias de sábado à noite. Os proprietários pedem responsabilidades à autarquia, mas a protecção civil diz que a culpa é da chuva. Na Praça da República, os proprietários de vários estabelecimentos comerciais não se poupam a esforços para que os seus bens voltem a ser o que eram antes das inundações.
As cheias são uma constante para quem vive e trabalha na zona baixa de Sacavém, junto ao rio Trancão. Em pouco mais de 10 minutos, o cenário é dramático. Os prejuízos destas inundações ainda estão a ser contabilizados, mas os proprietários falam em vários milhares de euros. (Fonte: TVI24)
Chuvas provocam queda da traseira de prédio em Lisboa – As fortes chuvas que esta noite se registam em Lisboa provocaram a queda da traseira de um prédio no centro da cidade, desalojando duas famílias, disse à agência Lusa fonte dos Bombeiros Sapadores de Lisboa. Segundo a mesma fonte, o prédio da avenida Visconde Valmor, perpendicular à avenida da República, no centro de Lisboa, ruiu porque "já tem uma idade avançada" e as traseiras "não aguentaram a força das chuvas".
No edifício moravam duas famílias, no rés-do-chão e primeiro andar, que foram "realojadas em casa de familiares", sem quaisquer ferimentos, disse fonte dos Bombeiros Sapadores de Lisboa. O acidente ocorreu cerca das 20:30 e no local esteve também a Protecção Civil de Lisboa.
Os Bombeiros Sapadores de Lisboa registavam, pelas 23:00, "um aumento significativo de ocorrências", principalmente "inundações na zona baixa da cidade e na avenida da Liberdade". (Fonte: DN)
Mar espalhou estragos no Furadouro e Esmoriz – Vagas de seis a sete metros associadas a ventos de noroeste inundaram, durante a madrugada e tarde de ontem, as ruas do Furadouro e de Esmoriz, em Ovar, transformando-as em autênticos rios e deixando prejuízos em casas, restaurantes e caves. Foi na madrugada de ontem quando tudo começou.
Diz quem viu que foi um autêntico inferno. "O mar parecia que tinha o diabo dentro", contou uma das moradoras afectadas pelo temporal que desabou no Furadouro. "Levantei-me para ir à casa de banho, desci as escadas e estranhei ver o tapete todo molhado. E olhe o que eu fiz: molhei um dedo, provei e vi que era água salgada. Foi então que percebi que o mar tinha entrado em minha casa", recordou, entre risos de cansaço pelas limpezas de "toda a santa noite".
Às quatro da manhã, já o mar havia destruído parte do muro da esplanada, a sul do esporão central, e a marginal estava transformada num rio de água, areia e pedras arrancadas da calçada. Isto à mesma hora que as vagas entravam de rompante pelo restaurante Concha adentro.
Avisados pela filha, os donos do restaurante, que estavam de férias, logo trataram de regressar ao Furadouro para fazer contas à vida. "O mar destruiu a esplanada e entrou no restaurante, mas, no meio de tudo, podia ter sido pior", explicou Domingos Botelho com um encolher de ombros e ar de resignação.
O problema não se ficou apenas pela madrugada. À tarde, chegada a preia-mar, o cenário de caos repetiu-se. Com toda a força, as águas do mar inundaram a marginal e correram livremente pela Rua do Comércio e pela Rua dos Mercantéis indo desaguar na parte baixa do Furadouro, na Rua Diogo Cão.
Ali perto, o sistema de bombagem tratava de impedir as inundações de caves e casas, mas, mesmo quando a maré já estava a vazar, acabou por não ser suficiente para travar as águas. Segundo o comandante dos Bombeiros Voluntários de Ovar, "três ou quatro caves ficaram com metro e meio a dois metros de água e duas ou três casas sofreram pequenas inundações".
Isto enquanto a Norte, em Esmoriz, mais uma vez os moradores da Rua dos Pescadores rezavam para que o mar não lhes entrasse em casa. De nada serviu. A casa abarracada de um morador, onde vive com a mulher, um filho e a sogra, não escapou. "O meu irmão e a família não têm condições para lá ficar a dormir esta noite. Vamos ter que nos juntar e dar-lhes guarida", explicou.
Na taberna da Rabela, na Rua dos Pescadores, o avanço do mar que galgou o paredão surpreendeu tudo e todos. "Estávamos a jogar cartas quando vimos a água a entrar. Só tivemos tempo de subir para cima dos bancos e das mesas", contou Fernando Zarrais. Já na Rua dos Arrais, onde a água galgava o paredão, moradores assistiam a esforços dos Bombeiros de Esmoriz para bombear a água.
Em Espinho, na zona do bairro piscatório, as vagas chegaram várias vezes à marginal, mas não terão provocado inundações de maior. Na Ilha de Faro, no Algarve, as marés vivas também assustaram com as ondas a bater nas paredes de casas, arrastando muita areia. Natacha Palma (Fonte: Jornal de Notícias
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