Dezenas de associações humanitárias de bombeiros portuguesas estão em risco de entrar em falência técnica, devido às restrições orçamentais impostas às autarquias, principais financiadoras destas instituições, disse à agência Lusa um representante da Associação Nacional de Municípios Portugueses. Segundo Jaime Mata Soares, representante da Associação Nacional de Municípios Portugueses para a Protecção Civil, os bombeiros e os municípios portugueses atravessam "grandes dificuldades" e, em caso de corte de apoios das autarquias, dezenas de instituições podem encerrar.
"Se não houver um entendimento muito concreto em relação às competências, aos apoios e à contratualização entre o poder central e o poder local, eu não vejo o futuro muito risonho. Pode muito bem levar à falência técnica e de seguida ao encerramento de muitos corpos de bombeiros", disse o autarca à agência Lusa. Jaime Mata Soares, também presidente da câmara de Vila Nova de Poiares, adiantou que "há muitos municípios" que estão a fazer cortes "acentuados" a todos os níveis, incluindo "os apoios às associações de bombeiros".
O responsável acredita que estas "tremendas dificuldades" podem pôr ainda em causa a prevenção e actuação dos bombeiros no próximo verão. "Com o verão a aproximar-se, com cortes nos meios aéreos por parte do poder central, com cortes para as equipas de primeira intervenção, eu não sei o que poderá acontecer a Portugal com uma floresta cada vez mais maltratada, que não é prevenida e com uma meteorologia cada vez mais difícil. Eu não auguro bom futuro", adiantou.
O autarca esteve presente na segunda edição das Jornadas da Protecção Civil, organizada pela câmara de Cascais, cujo principal tema incidiu na discussão sobre o papel dos Serviços Municipais de Protecção Civil. Presente esteve também o comandante Operacional Nacional da Associação Nacional da Protecção Civil, Gil Martins, que adiantou à agência Lusa que as dificuldades económicas do país não põem em causa a Protecção Civil. "Julgo que para a Protecção Civil nunca haverá problemas a esse nível. Pretende-se é que com os mesmos meios se faça mais, a custos mais baixos", disse.
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Fonte: Notícias SIC
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