Póvoa de Varzim: Caos na baixa da cidade com serviços e lojas encerradas – Há mais de 30 anos que não seu via um cenário semelhante na Póvoa de Varzim, com garagens, lojas e casas alagadas e ainda serviços encerrados. Depois de um final de tarde e princípio de noite de quarta-feira caóticos, bombeiros, Protecção Civil e população local estão mobilizados para remover a água e limpar os espaços das principais artérias da cidade, como a Praça do Almada, Tenente Valadim, ruas da Ponte, Junqueira e Sousa Campos, entre outras vias adjacentes.
Também chegou a hora de começar a contabilizar estragos que estão avaliados em "muitos milhares de euros", segundo os comerciantes locais. Por exemplo, a Loja do Ambiente, da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, na Praça do Almada, está encerrada. A água preencheu a cave, onde estava "todo o arquivo do serviço", contou o vice-presidente da autarquia, Aires Pereira, que é também responsável pela Protecção Civil no município. Pilhas de sacos com pastas de arquivos e material informático estão a ser colocados à porta daquele serviço pelos funcionários que vão lamentando os “anos de trabalho perdidos”. A Loja do Ambiente vai estar encerrada "até segunda-feira", mas os casos mais urgentes podem ser resolvidos no edifício principal da autarquia.
Mesmo ao lado, o Instituto Maria da Paz Varzim, que acolhe crianças carenciadas, vai estar fechado nos próximos dias, porque o rés-do-chão, onde funcionava o jardim-de-infância, "ficou destruído", avançou uma educadora; "o soalho flutuante terá que ser reposto e todo o material didáctico, brinquedos, mesas e armários que ali se encontravam ficaram danificados", disse ainda.
Também o proprietário de uma pastelaria na Rua Sousa Campos e morador na Praça do Almada explicou que "em 23 anos" nunca viu nada igual. Ao final da tarde da quarta-feira a chuva começou a inundar a zona, mas o comerciante nunca imaginou que "em poucos minutos tudo ficasse completamente alagado". Os dois metros e meio de altura da cave, que dá apoio à pastelaria e onde tinha guardados "ovos, massas, farinhas, cremes máquinas, arcas e frigoríficos, ficaram "completamente submersos”. “Não conseguimos fazer nada", lamentou. Em relação aos prejuízos, não consegue ainda quantificá-los, avançando que serão "uns bons milhares de euros".
Apesar de a situação já não ser caótica, ao longo da manhã de hoje, "as solicitações dos bombeiros e Protecção Civil continuam a ser muitas”. “Temos pessoas com casas, garagens e armazéns inundados. Também há registo de desabamento de muros", avançou a Protecção Civil.
O município tem "na rua mais de 200 funcionários que estão todos mobilizados para proceder à limpeza dos espaços e retirada de bens que ficaram submersos”. “Vai ser um trabalho que se prolongará nos próximos dias, até ser reposta a normalidade", disse. Mas há casos ainda preocupantes no resto do município da Póvoa de Varzim, "como a subida do Rio Este, em Balasar, que impede, para já, a intervenção dos serviços de limpeza e remoção das águas". Também em Aver-o-Mar, "o rio transbordou e apesar de a circulação automóvel na EN 13 já ter sido reposta, há muito trabalho a fazer", concluiu.
187 pedidos de socorro num dia de temporal marcado pela morte de um homem – A morte de um homem levado pela corrente do rio Este foi a pior consequência do mau tempo no distrito de Braga, onde a Protecção Civil recebeu 187 pedidos de ajuda, na sua esmagadora maioria por causa de inundações. “Não tivemos um minuto de descanso, a páginas tantas quase nem sabíamos para que lado nos havíamos de virar”, disse, à Lusa, um elemento dos Bombeiros Voluntários de Braga.
Na noite de quarta-feira, um homem com cerca de 60 anos tentou atravessar a ponte sobre o rio Este, em Lomar, que já estava coberta pela água, e foi arrastado pela corrente. O corpo foi encontrado hoje de manhã, a cerca de 200 metros do local do acidente.
O comandante distrital da Protecção Civil disse à Lusa que as inundações estiveram na origem de 145 pedidos de ajuda. “Foram inundações essencialmente urbanas, em caves, lojas e garagens, havendo apenas a registar danos materiais”, referiu.
Numa escola do concelho de Braga, os alunos tiveram de ser deslocados para o primeiro andar, devido à inundação do piso térreo. Seis quedas de estruturas, essencialmente painéis publicitários, três “pequenos” deslizamentos de terras e 12 quedas de árvores foram outras das consequências do um tempo.
Durante a tarde de quarta-feira, vários túneis da cidade de Braga ficaram inundados, o que levou à interdição do trânsito em três avenidas do centro da cidade. A chuva intensa obrigou também ao corte do trânsito, durante algumas horas, na A3, na zona de Martim, entre Braga Sul e Braga Oeste, um troço que ficou completamente alagado.
IM colocou em aviso laranja toda a costa portuguesa - O Instituto de Meteorologia (IM) colocou hoje em aviso laranja toda a costa de Portugal continental devido à forte agitação marítima com ondas que poderão chegar aos seis metros. O aviso do IM, que vigora entre as 07:00 de hoje até às 11:59 de sexta-feira, aponta para ondas de oeste com cinco a seis metros de altura diminuindo para os quatro a cinco metros a partir do meio da tarde e passando a ondas de noroeste. A próxima preia-mar vai ocorrer às 15:50 de hoje.
De acordo com informação disponível no site da Internet da Marinha, o mau tempo obrigou ao encerramento de dez barras marítimas, estando no Algarve apenas disponível a de Portimão. Estão encerradas as barras de Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Douro, Figueira da Foz, São Martinho do Porto, Lagos, Alvor, Faro, Vila Real de Santo António e Tavira.
Em Aveiro, a barra não permite a navegação de embarcações com menos de 35 metros. As restantes 11 barras do continente estão abertas a todo o tipo de navegação, o mesmo acontecendo com as dos arquipélagos dos Açores e Madeira.
Na quarta-feira, foram colocados em aviso laranja 11 distritos do norte e centro de Portugal continental devido às condições meteorológicas adversas previstas, nomeadamente precipitação e vento forte.
O IM prevê para hoje céu geralmente muito nublado, diminuindo gradualmente de nebulosidade a partir da tarde, aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoada até ao início da manhã, diminuindo gradualmente de intensidade e frequência a partir da tarde. Para Lisboa prevê-se uma temperatura máxima de 19 graus Célsius, em Faro de 18º e no Porto de 17º.
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Fonte: Destak
Também chegou a hora de começar a contabilizar estragos que estão avaliados em "muitos milhares de euros", segundo os comerciantes locais. Por exemplo, a Loja do Ambiente, da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, na Praça do Almada, está encerrada. A água preencheu a cave, onde estava "todo o arquivo do serviço", contou o vice-presidente da autarquia, Aires Pereira, que é também responsável pela Protecção Civil no município. Pilhas de sacos com pastas de arquivos e material informático estão a ser colocados à porta daquele serviço pelos funcionários que vão lamentando os “anos de trabalho perdidos”. A Loja do Ambiente vai estar encerrada "até segunda-feira", mas os casos mais urgentes podem ser resolvidos no edifício principal da autarquia.
Mesmo ao lado, o Instituto Maria da Paz Varzim, que acolhe crianças carenciadas, vai estar fechado nos próximos dias, porque o rés-do-chão, onde funcionava o jardim-de-infância, "ficou destruído", avançou uma educadora; "o soalho flutuante terá que ser reposto e todo o material didáctico, brinquedos, mesas e armários que ali se encontravam ficaram danificados", disse ainda.
Também o proprietário de uma pastelaria na Rua Sousa Campos e morador na Praça do Almada explicou que "em 23 anos" nunca viu nada igual. Ao final da tarde da quarta-feira a chuva começou a inundar a zona, mas o comerciante nunca imaginou que "em poucos minutos tudo ficasse completamente alagado". Os dois metros e meio de altura da cave, que dá apoio à pastelaria e onde tinha guardados "ovos, massas, farinhas, cremes máquinas, arcas e frigoríficos, ficaram "completamente submersos”. “Não conseguimos fazer nada", lamentou. Em relação aos prejuízos, não consegue ainda quantificá-los, avançando que serão "uns bons milhares de euros".
Apesar de a situação já não ser caótica, ao longo da manhã de hoje, "as solicitações dos bombeiros e Protecção Civil continuam a ser muitas”. “Temos pessoas com casas, garagens e armazéns inundados. Também há registo de desabamento de muros", avançou a Protecção Civil.
O município tem "na rua mais de 200 funcionários que estão todos mobilizados para proceder à limpeza dos espaços e retirada de bens que ficaram submersos”. “Vai ser um trabalho que se prolongará nos próximos dias, até ser reposta a normalidade", disse. Mas há casos ainda preocupantes no resto do município da Póvoa de Varzim, "como a subida do Rio Este, em Balasar, que impede, para já, a intervenção dos serviços de limpeza e remoção das águas". Também em Aver-o-Mar, "o rio transbordou e apesar de a circulação automóvel na EN 13 já ter sido reposta, há muito trabalho a fazer", concluiu.
187 pedidos de socorro num dia de temporal marcado pela morte de um homem – A morte de um homem levado pela corrente do rio Este foi a pior consequência do mau tempo no distrito de Braga, onde a Protecção Civil recebeu 187 pedidos de ajuda, na sua esmagadora maioria por causa de inundações. “Não tivemos um minuto de descanso, a páginas tantas quase nem sabíamos para que lado nos havíamos de virar”, disse, à Lusa, um elemento dos Bombeiros Voluntários de Braga.
Na noite de quarta-feira, um homem com cerca de 60 anos tentou atravessar a ponte sobre o rio Este, em Lomar, que já estava coberta pela água, e foi arrastado pela corrente. O corpo foi encontrado hoje de manhã, a cerca de 200 metros do local do acidente.
O comandante distrital da Protecção Civil disse à Lusa que as inundações estiveram na origem de 145 pedidos de ajuda. “Foram inundações essencialmente urbanas, em caves, lojas e garagens, havendo apenas a registar danos materiais”, referiu.
Numa escola do concelho de Braga, os alunos tiveram de ser deslocados para o primeiro andar, devido à inundação do piso térreo. Seis quedas de estruturas, essencialmente painéis publicitários, três “pequenos” deslizamentos de terras e 12 quedas de árvores foram outras das consequências do um tempo.
Durante a tarde de quarta-feira, vários túneis da cidade de Braga ficaram inundados, o que levou à interdição do trânsito em três avenidas do centro da cidade. A chuva intensa obrigou também ao corte do trânsito, durante algumas horas, na A3, na zona de Martim, entre Braga Sul e Braga Oeste, um troço que ficou completamente alagado.
IM colocou em aviso laranja toda a costa portuguesa - O Instituto de Meteorologia (IM) colocou hoje em aviso laranja toda a costa de Portugal continental devido à forte agitação marítima com ondas que poderão chegar aos seis metros. O aviso do IM, que vigora entre as 07:00 de hoje até às 11:59 de sexta-feira, aponta para ondas de oeste com cinco a seis metros de altura diminuindo para os quatro a cinco metros a partir do meio da tarde e passando a ondas de noroeste. A próxima preia-mar vai ocorrer às 15:50 de hoje.
De acordo com informação disponível no site da Internet da Marinha, o mau tempo obrigou ao encerramento de dez barras marítimas, estando no Algarve apenas disponível a de Portimão. Estão encerradas as barras de Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Douro, Figueira da Foz, São Martinho do Porto, Lagos, Alvor, Faro, Vila Real de Santo António e Tavira.
Em Aveiro, a barra não permite a navegação de embarcações com menos de 35 metros. As restantes 11 barras do continente estão abertas a todo o tipo de navegação, o mesmo acontecendo com as dos arquipélagos dos Açores e Madeira.
Na quarta-feira, foram colocados em aviso laranja 11 distritos do norte e centro de Portugal continental devido às condições meteorológicas adversas previstas, nomeadamente precipitação e vento forte.
O IM prevê para hoje céu geralmente muito nublado, diminuindo gradualmente de nebulosidade a partir da tarde, aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoada até ao início da manhã, diminuindo gradualmente de intensidade e frequência a partir da tarde. Para Lisboa prevê-se uma temperatura máxima de 19 graus Célsius, em Faro de 18º e no Porto de 17º.
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Fonte: Destak
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