A rede de comunicações Siresp (Rede
Nacional de Emergência e Segurança), usada pelo INEM, polícias e bombeiros,
falhou durante o temporal de 19 de Janeiro (Tempestade Gong). O socorro às
populações vítimas do mau tempo, mas também de doentes urgentes, foi afetado. O
ministro da Administração Interna, em declarações à TVI, afirma que «obviamente»
vai aplicar multas à operadora, por quebra contratual.
O Siresp começou a falhar às
06h18. Às 15h00 de Sábado sofreu uma interrupção de mais de duas horas. Os
ventos vieram mostrar que polícias, bombeiros e profissionais de emergência
médica não podem fiar-se na rede de telefones e de dados que os políticos
compraram por 500 milhões de euros.
Segundo um técnico que esteve
envolvido directamente na implementação da rede, a energia sempre foi o ponto
fraco das estações base do SIRESP. A sua fraca autonomia (apenas 6 horas, com
boa conservação das baterias) para as situações de falta de fornecimento de
energia por parte da EDP, é insuficiente para uma rede de emergência que se
quer operacional em situações de catástrofe. Mais grave ainda, é não existir um
mecanismo prático, para a instalação de geradores de socorro, caso os períodos
de carência sejam prolongados. Uma estação base sem energia é uma estação morta
que não permite qualquer contacto rádio no seu raio de acção, que se crê ser de
20km. Nem as salas de despacho instaladas nas diversas entidades envolvidas no
socorro, têm acesso à zona de influência da estação.
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Fonte: TVI
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